quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Filosofia Adventista em relação à Música

Já fui agredido com palavras, por que neste Blog, tenho postado matérias discordando de músicas de mau gosto e de cantores que gostam de se exibir nos púlpitos, como se fossem estrelas de música popular..
já fui chamado de réu, juiz, fariseu, já disseram que não sou pastor, pois se o fosse, procuraria amar esses cantores, e não destratá-los, chamando-os de cantorzinhos.
Amar na linguagem de alguns,  é aplaudir, elogiar, adular e contratar para fazer shows em congressos da igreja, e ajudar vender os Cds que os tais cantores produzem.
Eu os amo sim.  Mas quem canta se exibindo, fazendo caretas, gemendo,  fazendo ÔÔÔ e UHUHUH,  dando grunhidos como cachorro doido, e se rebolando no palco, agitando os braços, conclamando os ouvintes para entrar no balanço da música, que vá cantar em outra freguesia.
Esse estilo de música não é nosso. é coisa de neopentecostal, do mundo gospel. E nós não somos pentecostais, muito menos, neo neopentecostais, nós somos Adventistas do Sétimo Dia. temos nosso estilo próprio de cantar. 
Se alguém acha que é errado nossa filosofia musical, esqueceu de perguntar, na chegada, como é nossas músicas e a forma que cantamos, ou entrou na igreja errada

Para que não aja dúvidas, veja a seguir o documento. É assim que deve ser a música na Igreja Adventista do Sétimo Dia

Filosofia Adventista em relação à Música

Deus compôs a música exatamente na estrutura de Sua criação. Lemos que quando Ele criou todas as coisas “juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo” (Jó 37:8). O Livro do Apocalipse retrata o céu como um lugar de louvor incessante, com hinos de adoração a Deus e ao Cordeiro ressoando de todas as partes (Apocalipse 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 12:10-12; 14:1-3; 15:2-4; 19:1-8).
Visto que Deus criou os seres humanos à Sua imagem, partilhamos do amor e apreciação pela música com todos Seus seres criados. Na verdade, a música pode nos atingir e tocar com um poder que vai além das palavras ou qualquer outro tipo de comunicação. Na sua forma mais pura e melhor, a música eleva nosso ser à presença de Deus onde anjos e seres não caídos o adoram com cânticos.
Porém, o pecado lançou sua praga sobre a Criação. A imagem divina foi desfigurada e por pouco apagada. Em todos os aspectos, este mundo e as dádivas de Deus vêm a nós com uma mistura de bem e mal. A música não é moral nem espiritualmente neutra. Pode nos levar a alcançar a mais exaltada experiência humana, pode ser usada pelo príncipe do mal para degenerar e degradar, para suscitar a luxúria, a paixão, desesperança, ira e ódio.
A mensageira do Senhor, Ellen G. White, continuamente nos aconselha a elevar nosso conceito a respeito da música. Ela nos diz: “A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição” (O Lar Adventista, pág. 408). “Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma” (Educação, pág. 167).
Quanto ao poder da música, ela escreve: “É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas! … Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. … Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor” (Educação, pág. 168).
Como adventistas do sétimo dia cremos e pregamos que Jesus virá novamente, em breve. Em nossa proclamação mundial da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-12, conclamamos a todas as pessoas a aceitarem o evangelho eterno para louvar a Deus o Criador, e a prepararem-se para encontrar o Senhor. Desafiamos a todos que escolhem o bem e não o mal a renunciarmos “à impiedade e às paixões mundanas, [vivermos] no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tito 2:12, 13).
Cremos que o evangelho exerce impacto em todas as áreas da vida. Por conseguinte, sustentamos que, dado o vasto potencial da música para o bem ou para o mal, não podemos ser indiferentes a ela. Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.
“Música sacra”, é uma expressão usada neste documento, normalmente referindo-se à música religiosa. Designa à música que se centraliza em Deus, em temas bíblicos e cristãos. Na maioria dos casos é música composta para ser utilizada nos cultos, nas reuniões de evangelismo ou na devoção pessoal e pode ser música vocal e instrumental. No entanto, nem toda música considerada sacra ou religiosa, pode ser aceitável para um adventista do sétimo dia. A música sacra não deve evocar associações seculares ou convidar a conformação com normas de pensamento ou comportamento da sociedade em geral.
“Música Secular” é uma música composta para ambientes alheios ao serviço de culto ou de devoção pessoal e apela aos assuntos comuns da vida e das emoções básicas do ser humano. Tem sua origem no homem e é uma reação do espírito humano para a vida, para o amor e para o mundo em que Deus nos colocou. Pode elevar ou degradar moralmente o ser humano. Embora não esteja destinada a louvar a Deus, pode ter um lugar autêntico na vida do cristão. Em sua escolha devem ser seguidos os princípios apresentados neste documento.

Princípios que Orientam o Cristão

A música com a qual se deleita deve ser regida pelos seguintes princípios:
  1. Toda música que se ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve glorificar a Deus. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Corintios 10:31). Este é o princípio bíblico fundamental. Tudo o que não atende a esse elevado padrão irá enfraquecer nossa experiência com Ele.
  2. Toda música que o cristão, ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve ser a mais nobre e melhor. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). Como seguidores de Jesus Cristo, que aguardam e esperam unir-se ao coro celestial, vemos a vida nesta terra como um preparo para a vida no céu e uma antecipação dela.
Desses dois fundamentos “glorificar a Deus em todas as coisas e escolher o mais nobre e o melhor “ dependem os demais princípios relacionados abaixo para a escolha musical.
  1. A música se caracteriza pela qualidade, equilíbrio, adequação e autenticidade. A música favorece nossa sensibilidade espiritual, psicológica e social, como também o nosso crescimento intelectual.
  2. A música apela tanto ao intelecto como às emoções, afetando o corpo de forma positiva.
  3. A música revela criatividade e obtém melodias de qualidade. Se harmonizada; deve ser usada de uma forma interessante e artística, com um ritmo que as complemente.
  4. A música vocal emprega versos que estimulam positivamente a capacidade intelectual como também nossas emoções e nosso poder da vontade. Os bons versos são criativos, ricos no conteúdo e bem compostos. Focalizam no positivo e refletem os valores morais; instruem e enaltecem; e estão em harmonia com a sólida teologia bíblica.
  5. Os elementos musicais e literários operam juntos e harmoniosamente para influenciar o pensamento e o comportamento em concordância com os valores bíblicos.
  6. A música mantém judicioso equilíbrio dos elementos espiritual, intelectual e emocional.
  7. Devemos reconhecer e aceitar a contribuição de culturas diferentes na adoração a Deus. As formas e instrumentos musicais variam grandemente na família mundial adventista do sétimo dia, e a música proveniente de uma cultura pode soar e parecer estranha a outra cultura.
Fazer música adventista do sétimo dia envolve a escolha do melhor. Acima de tudo nos aproximamos e glorificamos ao nosso Criador e Senhor. Vamos aceitar o desafio de termos uma visão musical diferenciada e viável, como parte de nossa mensagem profética, dando assim uma contribuição musical adventista importante e mostrando ao mundo um povo que aguarda a breve volta de Cristo.

Orientações com relação à música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul

A igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu em cumprimento à profecia. Foi escolhida como um instrumento divino para proclamar, a todo o mundo, as boas novas de salvação, pela fé no sacrifício de Cristo, e obediência aos Seus mandamentos, com o objetivo de preparar um povo para o retorno de Jesus.
A vida daqueles que aceitam essa responsabilidade deve ser tão consagrada como sua própria mensagem. Esse princípio se aplica, de maneira especial, àqueles que, através da música, tem a missão de conduzir a igreja de Deus na adoração, no louvor e na evangelização, pois. “A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado e enternecido e santificado”. (Ellen White, Carta 198-1895) É preciso primeiro receber para depois oferecer. É preciso ter um compromisso pessoal com a mensagem, para depois poder transmiti-la. É preciso ter um encontro com Deus, para então reconhecer a santidade e a importância de cada acorde musical.
Diante dessa realidade, aqueles que produzem, selecionam ou executam a música usada na igreja, necessitam de muita comunhão, sabedoria, orientação e apoio. Precisam ter a visão da grandeza do ministério que tem nas mãos, bem como o máximo cuidado ao fazerem suas escolhas. “Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o céu que os anjos possam cantar através de nós”. (Ellen White, Manuscrito de maio de 1874).
A música é um dos maiores dons dados por Deus e, por isso mesmo, se constitui em um elemento indispensável no processo de crescimento cristão. “A música é um dos grandes dons que Deus concedeu ao homem, e um dos elementos mais importantes num programa espiritual. É uma avenida de comunicação com Deus, e é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais”. (Ellen White, Educação, 167)
Ela exerce influência sobre assuntos de conseqüências eternas. Pode elevar ou degradar, e ser empregada tanto para o bem como para o mal. “Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço” (Ellen White, Educação, 167).
A música é um dos elementos mais importantes em cada programa da igreja, e por isso deve ser utilizada sempre de maneira edificante. “O Canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se tem descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé”. (Ellen White, Evangelismo, 500)
Buscando o crescimento da música, de cada músico e da igreja é que são apresentadas as orientações a seguir. Elas são um complemento aos princípios apresentados pela Associação Geral, e devem direcionar a Música dentro da Igreja Adventista na América do Sul. Sua aceitação vai proporcionar sábias escolhas, o cumprimento da missão e a conquista de melhores resultados.
Tendo em vista identificar corretamente o papel da música e dos músicos dentro da igreja, toda a atividade musical da igreja deverá ser chamada de Ministério da Música. Desta forma, os músicos passarão a ter uma visão clara de seu papel como Ministros, e a igreja, uma visão clara da música, seu objetivo e sua mensagem, como um ministério.

I. O Músico

  1. Deve cultivar uma vida devocional à altura de um cristão autêntico, baseada na prática regular da oração e da leitura da Bíblia.
  2. Sua música precisa ser uma expressão do encontro pessoal com Jesus.
  3. Trata a música como uma oração ou um sermão, preparando-se espiritualmente para cada apresentação (Ellen White, Evangelismo, 508).
  4. Deve representar corretamente, em sua vida, os princípios da igreja e refletir a mensagem das músicas que apresenta.
  5. Necessita estar integrado à vida da igreja como mordomo fiel.
  6. Deve ser batizado, em harmonia com os princípios da igreja, e membro ativo de uma igreja local.
  7. Precisa construir, em todas as suas atividades, a visão de ministro e não de artista. Não destaca sua imagem pessoal, mas a mensagem que necessita transmitir.
  8. Cuida de sua aparência pessoal, para que reflita o padrão de modéstia e decência apresentado pela Bíblia.
  9. A cada apresentação procura fazer seu melhor, evitando cair na monotonia da repetição de um repertório.
  10. Canta com entoação clara, pronúncia correta e perfeita enunciação. (Ellen White, Obreiros Evangélicos, 357).
  11. Evita tudo o que possa tirar a atenção da mensagem da música, como gesticulação excessiva e extravagante, teatralização e orgulho na apresentação (Ellen White, Evangelismo, 501).
  12. Evita, em suas apresentações, a amplificação exagerada, tanto vocal como instrumental.
  13. Não usa instrumentos, em seu acompanhamento, que se relacionem com gêneros musicais questionáveis.
  14. Não se assemelha ou personifica um cantor de reputação duvidosa.
  15. Evita o uso de tonalidades estridentes, outras distorções da voz, bem como o estilo dos cantores populares.
  16. Respeita o ambiente da igreja e as horas do sábado ao vender seus materiais.
  17. Não usa sua música para promover shows, ou apenas para promover suas vendas.
  18. Deve receber orientação e apoio espiritual da liderança do Ministério da Música, da liderança da igreja e do pastor.

II. A Música

  1. Deve ser planejada, preparada e praticada, mantendo o equilíbrio entre ritmo, melodia e harmonia.
  2. Glorifica a Deus e ajuda-nos a adorá-lo de maneira aceitável.
  3. Deve harmonizar letra e melodia, sem combinar o sagrado com o profano.
  4. Não segue tendências populares que abrem a mente para pensamentos impuros, que levam a comportamentos pecaminosos ou que destroem a apreciação pelo que é santo e puro. “a música profana ou a que seja de natureza duvidosa ou questionável, nunca dever ser introduzida em nossos cultos”. (Manual da Igreja, 72).
  5. Não se deixa guiar apenas pelo gosto e experiência pessoal. Os hábitos e a cultura não são guias suficientes na escolha da música. “Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural“ (Ellen White, Manuscrito 91).
  6. Não se apega exclusivamente ao passado, pois o próprio Deus convida a cantar “um cântico novo” (Salmo 96:1).
  7. Não deve ser rebaixada a fim de obter conversões, mas eleva o pecador a Deus. (Ellen White, Evangelismo, 137). Ellen White diz que “…haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça … gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo” (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 36).
  8. Tem melodia e ritmo compatíveis com a mensagem.
  9. Provoca uma reação positiva e saudável naqueles que a ouvem.

III. A Mensagem da Música

  1. Sua mensagem deve ser fácil, bem compreendida e que esteja em harmonia com os ensinamentos da Bíblia.
  2. Deve ter uma letra com valor literário e teológico consistente. Não usa letras levianas, vagas e sentimentais, que apelam somente às emoções, ou que não contém nenhuma mensagem.
  3. Seus versos não são dominados pelos instrumentos de acompanhamento.
  4. Mantém o equilíbrio entre hinos dirigidos a Deus e hinos que contêm petições, apelos, ensinos, testemunhos, admoestações e encorajamento.
  5. Deve evitar ser apresentada em outra língua, que não a nativa, para que possa ser compreendida e os ouvintes edificados.

IV. O Envolvimento da Igreja

  1. Deve ser valorizado o louvor congregacional. Através dele toda a igreja é envolvida. “Nem sempre o canto deve ser feito por apenas alguns. Tanto quanto possível, permita-se que toda a congregação participe” (Ellen White, Testemonies, vol 9, 144). Os momentos de louvor congregacional:
    1. Envolvem a participação de todos no culto.
    2. Harmonizam o coração do homem com Deus.
    3. Exercem uma influência unificadora do povo de Deus em um só pensamento.
    4. Dão oportunidade para expressar as emoções e sentimentos pessoais.
    5. Fortalecem o caráter.
    6. Tem grande valor educacional.
    7. Destacam um bom princípio de mordomia, desenvolvendo um talento dado por Deus.
    8. Dirigem o ouvinte a Jesus.
  2. O louvor congregacional não deve ser utilizado para preencher espaços vagos ou ocupar a congregação antes do início de alguma programação. Deve estar inserido dentro de qualquer culto ou programa, em momento nobre, valorizando sua importância.
  3. O louvor congregacional não deve ser realizado de maneira fria, automática ou despreparada. Os hinos que serão cantados e a mensagem que deverá fazer a ligação entre eles devem ser planejados e inspiradores (Ellen White, Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 457).
  4. O Ministro do louvor deve fazer parte da plataforma, como um dos envolvidos no programa de adoração.
  5. “Raras vezes deve o cântico ser entoado por uns poucos” (Ellen White, Conselhos Sobre Saúde, 481). Por isso, devem ser estimulados grupos musicais que envolvam uma boa quantidade de pessoas.
  6. Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que simplesmente agradem os sentidos ou tenham ligação com o carismatismo. “Músicas ritmadas são responsáveis por histeria. Envolvem os adoradores em alto grau de excitamento pelo uso de instrumentos como bumbo, tamborins, contrabaixo, rabecas e cornetas. Eu assisti a uma reunião campal em setembro de 1900 que se realizou em Muncie, onde presenciei, pela primeira vez, o uso de músicas dançantes com letra sacra. Havia um excitamento fanático, eles não usavam nosso hinário… Eles gritam ‘Amém’, ‘Louvado seja o Senhor’ e ‘Glória a Deus’. É penoso para a alma de alguém”. (Ellen White, Conselhos Sobre Música, 26)

V. O Uso de Instrumentos

  1. Sempre que possível deve haver instrumental ao vivo, envolvendo a melhor quantidade possível de participantes. Falando do canto, Ellen White recomenda que “… este seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra” (Testemonies, vol. 9, 143).
  2. Os instrumentistas da igreja devem ser, sempre, estimulados a participar dos programas de adoração.
  3. O uso de play-backs deve ser uma alternativa para programas ou situações especiais.
  4. Deve haver bastante cuidado para não serem usados instrumentos fortemente associados com a música popular e folclórica.
  5. Instrumentos de origem duvidosa e que necessitam uso de exagerada amplificação, concorrem com a mensagem da música e comprometem sua pureza. Por isso devem ser evitados.
  6. A prioridade deve ser sempre a mensagem a ser apresentada pela música. O instrumental deverá ocupar seu papel de acompanhamento. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas” (Ellen White, Evangelismo, 506).
  7. Orquestras, bandas e outros grupos instrumentais devem priorizar, em suas apresentações, músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.

VI. Produções Musicais

  1. As produções musicais Adventistas devem se caracterizar pelo destaque dado a nossa mensagem distintiva. A arte deve estar a serviço da mensagem e não o contrário.
  2. Compositores, arranjadores e produtores devem priorizar, valorizar e trabalhar com músicos que estejam comprometidos com os princípios musicais da igreja.
  3. As produções musicais das instituições Adventistas devem ser as guardiãs dos valores musicais da igreja.
  4. Deve ser dado atenção e cuidado especial às produções vendidas nas lojas de propriedade da igreja, para que reflitam os valores apresentados neste documento.
  5. As músicas apresentadas nas rádios e TV de propriedade da igreja devem receber atenção especial e, também, refletir os valores apresentados neste documento. Elas possuem influência destacada, formam a cultura musical da igreja e se tornam uma referência musical da igreja para os ouvintes e telespectadores.

VII. Educação Musical

  1. Como igreja devemos buscar instrução na área de música e desenvolver o gosto pela boa música.
  2. As igrejas devem considerar a possibilidade de apoiar as crianças em seu treinamento musical a fim de preparar futuros músicos e líderes no campo da música. Este estimulo poderá ser dado através de professores de música da própria igreja ou do patrocínio de aulas para algum interessado.
  3. A música deve ser valorizada e bem trabalhada nos lares cristãos. A instrução musical e a apreciação pela boa música devem começar cedo na vida das crianças. Os pais precisam ser o modelo para seus filhos, utilizando em sua casa música de qualidade.
  4. Os pais devem conversar com seus filhos sobre a escolha musical e ouvirem, juntos, música de boa qualidade.
  5. A Educação Adventista deve estimular os alunos no aprendizado de instrumentos musicais, leitura de partituras e cântico vocal em corais ou grupos.
  6. As apresentações musicais em todas as instituições educacionais adventistas do sétimo dia devem estar em harmonia com as diretrizes da Igreja. Isso se aplica aos talentos locais como também a artistas e grupos visitantes, e ainda ao uso da mídia de entretenimento (filmes e outros) patrocinada oficialmente pela instituição.

VIII. A Administração da Música na Igreja

  1. Cada igreja deve ter sua comissão de música devidamente organizada e mantendo reuniões regulares. A administração do Ministério da Música não deve estar nas mãos de apenas uma pessoa.
  2. Devem ser preparadas ou organizadas, palestras, sermões, seminários, festivais de louvor de corais, conjuntos, quartetos, duetos, solistas ou compositores, fortalecendo a orientação e o envolvimento da igreja.
  3. A liderança da igreja deve encorajar seus membros a desenvolverem seus talentos musicais, estabelecendo um coral, quarteto, grupo musical, orquestra ou fortalecendo um talento individual.
  4. Dentro do possível a igreja deve procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.
  5. A direção do Ministério da Música deve organizar e providenciar música especial e responsável pelo louvor congregacional para todos os cultos da Igreja.
  6. A saída ou recebimento de grupos musicais ou cantores deve ser acompanhada de uma recomendação oficial da igreja onde é membro. Essa atitude valoriza os bons músicos e traz segurança à igreja.
  7. A música não deve ser motivo, em qualquer situação, de discussões ou atitudes radicais. A busca pelo padrão Divino deve ser guiada pelo amor e oração e não pela imposição.

IX. A Música no Evangelismo

  1. Apresentações musicais especiais devem conter uma mensagem, apelo ou oferta de cursos Bíblicos, visando levar pessoas à decisão por Jesus.
  2. Grupos musicais e cantores devem buscar maneiras de participar das campanhas missionárias e evangelísticas da igreja ou desenvolver seus próprios projetos para cumprir a missão.

X. A Música no Culto

  1. A música faz parte do culto e da adoração a Deus, por isso deve ocupar um lugar tão especial quanto a oração e a mensagem da Bíblia. Ela é um sacrifício de louvor, um meio de promover o crescimento espiritual, de glorificar a Deus e dirigir o ouvinte a pensar nEle.
  2. A música especial ou o louvor congregacional devem estar em harmonia com a mensagem Bíblica que será apresentada. Isso fortalece o seu impacto.
  3. A música para o culto deve ter beleza, emoção e poder (Ellen White, Testemunhos Seletos, vol. I, 457).
  4. A música deve ser escolhida de maneira específica para cada ambiente, programa ou culto da igreja. “Os que fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e, todavia, solenes” (Ellen White, Evangelismo, 508).

XI. Músicas Seculares

  1. O estilo de vida Adventista do Sétimo Dia requer uma cuidadosa escolha ao selecionar alguma música secular com fins pessoais ou de apresentação pública em algum programa social.
  2. Os princípios de escolha para alguma música não fazem distinção entre o “sagrado” e o “secular”. Em momento algum deixamos de ser filhos e filhas de Deus que buscam glorificá-Lo em todas as coisas. Escolhemos sempre e apenas o melhor.
  3. A escolha da música “secular” deve ser caracterizada por um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e harmonia com uma letra que expresse ideais de alto valor.
  4. No grupo das músicas “seculares” aceitáveis podem estar:
    1. Músicas folclóricas que realcem os valores étnico-culturais genuínos e que não enfatizem elementos negativos dos povos.
    2. Músicas patrióticas.
    3. Músicas instrumentais de grandes compositores.
    4. Músicas educativas ou didáticas.
    5. Cânticos infantis.
    6. Música Marcial.
  5. No grupo das músicas impróprias devem estar:
    1. Músicas que estimulem a dança, ou que tenham no ritmo o elemento predominante.
    2. Músicas populares de caráter vulgar, sedutor, imoral e pouco refinado.
    3. Músicas que tenham letra incompatível com a mensagem da Bíblia.
    4. Músicas que despertem pensamentos impuros e induzam a uma conduta imprópria.
    5. Músicas de protesto, pois destroem a unidade e o espírito de respeito à autoridade.

Conclusões

Vivemos um momento difícil onde cada vez mais as pessoas e as sociedades expressam sentimentos religiosos sem uma clara orientação cristã e bíblica. A música se tornou uma questão fundamental que requer discernimento e decisão espirituais.
Conseqüentemente, devemos fazer estas importantes perguntas enquanto buscamos fazer boas escolhas musicais:
  1. A música que estamos ouvindo ou apresentando tem substância moral e profunda quer na letra como na melodia?
  2. Qual é a intenção por trás da música? Ela transmite uma mensagem positiva ou negativa? Quando ouvimos a música, entendemos que ela está em conformidade com o critério que Paulo proferiu em I Corintios 10:31 e em Filipenses 4:8?
  3. O propósito da música está sendo transmitido com eficácia? O músico está promovendo uma atmosfera de reverência? As palavras dizem uma coisa e a melodia outra?
  4. Estamos buscando a orientação do Espírito Santo na escolha da música religiosa e secular?
  5. O conselho Bíblico, dado por Paulo, é claro: “…cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (I Corintios 14:15). Não há dúvida de que a música é uma expressão artística, que toca os sentimentos. Ela deve ser, porém, avaliada, escolhida e produzida de maneira racional, tendo em vista o seu poder, e buscando cumprir o propósito de Deus para a edificação da igreja e salvação do mundo.
Não podemos esquecer que “A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, vol. 3, 335).

Fonte - http://adventistas.org

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