terça-feira, 18 de março de 2014

Condições para nos tornarmos filhos de Deus

O Amor à Ostentação e ao Divertimento
A vaidade no vestuário bem como o amor do divertimento, são grandes tentações para a mocidade. Deus tem sagrados direitos sobre todos nós. Ele reclama todo o coração, toda a alma, toda a afeição.
 A resposta dada por vezes a esta declaração é: "Oh! eu não professo ser cristão!" Que será se o não fizerdes? Não tem Deus sobre vós os mesmos direitos que tem sobre aquele que professa ser Seu filho? Por serdes ousado em vossa descuidosa desconsideração para com as coisas sagradas, será, vosso pecado de negligência e rebelião passado por alto pelo Senhor?
Cada dia que desprezais os direitos de Deus, cada oportunidade de oferecida misericórdia que menosprezais, é posta à vossa conta, engrossando a lista de pecados contra vós no dia em que os registros de toda alma serão investigados.
Dirijo-me a vós, rapazes e moças, professos ou não. Deus pede vossas afeições, vossa prazerosa obediência e devoção para com Ele. Tendes agora um breve tempo de graça, e podeis aproveitar esta oportunidade de fazer incondicional entrega a Deus.
A obediência e a submissão às reivindicações de Deus, eis as condições apresentadas pelo inspirado apóstolo para nos tornarmos filhos de Deus, membros da família real.
Toda criança e jovem, todo homem e mulher, foi por Jesus, mediante Seu próprio sangue, salvo do abismo da ruína a que Satanás os impelia. Pelo fato de os pecadores não aceitarem a salvação que lhes é oferecida, ficam eles livres de sua obrigação? O preferirem permanecer no pecado e ousada transgressão, não lhes diminui a culpa.
Jesus pagou o preço por eles, e pertencem-Lhe. São propriedade dEle; e se não prestarem obediência Àquele que por eles deu a vida, mas consagrarem seu tempo e suas forças e talentos ao serviço de Satanás, estão ganhando o salário que ele paga, o qual é a morte.
Glória imortal e vida eterna são a recompensa oferecida por nosso Redentor aos que Lhe forem obedientes. Ele lhes tornou possível aperfeiçoarem caráter cristão mediante o Seu nome, e vencer por si mesmos como Ele venceu em benefício deles. Ele lhes deu o exemplo em Sua própria vida, mostrando-lhes como eles podem vencer. "O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Rom. 6:23.
As reivindicações de Deus são igualmente obrigatórias sobre todos. Os que preferem negligenciar a grande salvação que lhes é oferecida gratuitamente, que preferem servir-se a si mesmos e permanecer inimigos de Deus, inimigos do abnegado Redentor, estão ganhando o seu salário. Semeiam na carne, e da carne hão de ceifar a corrupção.
Aqueles que se revestiram de Cristo pelo batismo, mostrando por esse passo sua separação do mundo, e que prometeram andar em novidade de vida, não devem erguer ídolos no coração.
Os que uma vez se regozijaram na evidência dos pecados perdoados, que experimentaram o amor do Salvador, e que depois perseveram em unir-se aos inimigos de Cristo, rejeitando a perfeita justiça que Jesus lhes oferece, escolhendo os caminhos condenados por Ele, serão mais severamente julgados do que os pagãos que nunca tiveram a luz, e não conheceram nunca a Deus e a Sua lei.
Os que recusam seguir a luz que Deus lhes deu, preferindo os divertimentos, vaidades e loucuras do mundo, recusando-se a conformar sua vida com as justas e santas reivindicações da lei de Deus, são à vista de Deus culpados dos mais ofensivos pecados. Sua culpa e o salário a receberem, serão proporcionais à luz e privilégios que tiveram.
Vemos o mundo absorvido em seus divertimentos. O primeiro e supremo pensamento da maior parte, especialmente das mulheres, é a exibição.
O amor do vestuário e do prazer está arruinando a felicidade de milhares. E alguns dos que professam amar e observar os mandamentos de Deus imitam essa classe até o ponto em que ainda possam conservar o nome de cristãos.
 Alguns dos jovens são tão ansiosos de exibição, que estão mesmo dispostos a desistir desse nome de cristãos, se tão-somente puderem seguir sua inclinação pela vaidade no vestuário e o amor dos prazeres.
A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão.
Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé. Somos nós do número dos que vêem a loucura dos mundanos em condescender com a extravagância do vestuário, bem como com o amor das diversões? Se assim é, cumpre-nos ser daquela classe que foge a tudo quanto sanciona esse espírito que se apodera da mente e coração dos que vivem apenas para este mundo, e que não pensam nem cuidam no que respeita ao mundo vindouro.
Jovens cristãos, tenho visto em alguns de vós um amor pelo vestuário e a exibição que me tem entristecido.
Tenho visto tanta vaidade no trajar em alguns que têm sido bem instruídos, que têm desfrutado os privilégios religiosos desde o berço, e que se têm revestido de Cristo mediante o batismo, professando assim estar mortos para o mundo; tenho visto uma vaidade no vestuário e leveza de conduta, que tem ofendido ao querido Salvador, sendo ao mesmo tempo uma vergonha para a causa de Deus.
Tenho observado com dor vosso declínio religioso, e vossa inclinação a enfeitar e adornar vosso vestuário.
Alguns têm sido bastante infelizes para chegar a possuir correntes ou alfinetes de ouro, ou ambas as coisas, e têm mostrado o mau gosto de exibi-los, fazendo-os notórios a fim de chamarem a atenção. Não posso deixar de relacionar essas pessoas ao vaidoso pavão, que exibe suas suntuosas penas à admiração dos outros. É tudo quanto essa pobre ave possui para atrair a atenção; pois sua forma e a voz nada têm de atrativas.

Testemunho Seletos Vol 1. Pag. 348

Postagens de Destaque