terça-feira, 3 de junho de 2014

JAIRO NÃO QUERIA USAR O CAIXA ELETRÔNICO



Sandro Alves 


Às vezes tenho a impressão de que todos nós estamos sendo espionados por inúmeros agentes que se comunicam rapidamente entre si e que, quando percebem que estamos atrasados para pagar uma conta ou fazer qualquer outra transação no caixa eletrônico, todos se adiantam e chegam à agência, primeiro! Tenho certeza que você já passou ou passará por isso!
Ao chegarmos ao banco, o sentimento de angústia começa a tomar conta. Olhamos para todos os lados na esperança de sermos os únicos a enxergar um caixa sem fila ou que estava fora do e que acabou de começar a funcionar, mas a angústia toma conta de vez, pois percebemos que em todas as filas existem pessoas com pelo menos três contas para pagar além de tirarem o saldo e sacar o que lhes restar!
Pensamos, refletimos e tentamos encontrar algum argumento que justifique deixarmos para o outro dia, mas nada realmente nos convence de que vale a pena pagarmos uma multa ou receber um telefonema de cobrança e, sendo assim, assumimos nosso lugar naquela máquina de tortura chamada fila.
O tempo parece voar enquanto a fila não anda. Ficamos contanto quantas pessoas estão à nossa frente sempre que um abandona seu posto após concluir seus pagamentos. Faltam oito, faltam sete, agora seis... Ai! Que desespero e... Quase meia hora depois, só existe uma pessoa entre nós e a máquina que vai colocar fim em nossa tormenta mas, neste momento, o “destino” começa a conspirar contra todas nossas intenções: o cartão do oponente que está a nossa frente começa a dar erro de leitura e a vontade que temos e de tomar o cartão da mão dele, mas o pouco bom senso que ainda nos resta não nos permite tal ato desesperado. Enfim após ele aprender o macete de como se coloca e tira o cartão, o menu aparece para ele, mas o indivíduo, como que se quisesse implicar, não sabe a opção desejada e resolve ler cada tela que aparece como se fosse um grande Best-seller.
O tempo continua passando! Neste instante reconhecemos que se fossemos cardíacos, um infarto fulminante já nos teria derrubado, mas uma luz nos brilha e a tela então solicita a senha. A senha! Seis números que nos libertarão da tortura que nos exaure, mas espere! A criatura, que segundo a Bíblia nós temos que amar, vai procurar na bolsa os números de nossa liberdade e... Pra piorar... O tempo expira e ela tem que começar tudo de novo! Não fossem os princípios cristãos... Pagaríamos nossas contas na delegacia.
Você consegue imaginar tal angústia? Agora se coloque no lugar de Jairo. Sua história está em Marcos 5 a partir do verso 21.
Jairo não precisava pagar uma conta no caixa eletrônico. Sua preocupação não eram juros ou cobradores. Preocupava-se com sua filha que estava sendo reclamada pela morte neste mundo cheio de pecado onde nada podemos fazer para evitá-la a não ser nos jogarmos aos pés de Cristo, o único problema é que o pai aflito pela sua pequenina ainda não sabia como lidar com o Criador do universo, pois, embora prostrar-se diante do Senhor seja uma atitude muito importante, o angustiado homem veio ao Filho do Deus vivo com seu projeto pronto e organizado para que o Nazareno somente o executasse: “Venha até minha casa e imponha as mãos sobre ela”, foi o que ele disse acreditando, ainda que inconsciente, que esta seria a única maneira de salvar a pequenina, mas Cristo tinha que ensinar a Jairo que os Seus caminhos não são os nossos (Isaías 55:8)
Consegue imaginar a angustia de Jairo? Só existia uma solução para seu problema e era urgente! Porém a fila era grande e uma multidão impedia que Cristo andasse rápido e o então chefe da Sinagoga entrega-se ao desespero quando o Mestre interrompe sua caminhada por que alguém, naquele alvoroço, o havia tocado (Marcos 5:30).
Coloque-se no lugar deste homem! Sua filha estava morrendo e Jesus parou para conversar com uma mulher que não necessita de mais nada, pois já estava curada e salva por sua fé (v.34)!
Bem... Agora aparecem na história alguns mensageiros que podem muito bem representar a cada um de nós. Vejam o que eles dizem no verso 35 “Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?”
Esses homens realmente acreditavam que existia um limite para a atuação de Deus na vida do ser humano, mas Cristo tinha algo imensurável para ensinar a eles e a cada um de nós: O nosso DEUS é o DEUS do IMPOSSÌVEL. Veja você mesmo como acabou a história:
E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.

E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago. E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam. E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. (Marcos 5:36-42)

Meu querido amigo e irmão, eu não sei o que você tem passado, mas sei que já está na hora de você parar de planejar uma solução e entregar todos os projetos de sua vida integralmente ao Senhor. Tão somente esteja disposto a trabalhar e executar as ordens que tem para você.
Peça ajuda ao Senhor na execução de seus planos e Ele vai mostrar para você que o impossível, com Ele, não existe.

Sandro Alves é corretor em Palmas e colaborador desse blog

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