sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Em quem o Hermes vai votar?... Veja a resposta dele

 

Fonte - http://www.hermesfernandes.com/2014/10 


Saiba em quem não vou votar




Por Hermes C. Fernandes

Por favor, não insistam. Não usarei as redes sociais para indicar candidatos, nem para manifestar publicamente em quem pretendo votar. Não quero induzir ninguém a seguir meus passos. Não tenho procuração para pensar e decidir por quem quer que seja. Tampouco subestimo a capacidade de meus amigos e irmãos de escolherem seus candidatos sem interferência de terceiros. Não julgo quem o faça. Mas prefiro manter-me assim até o final.

Todavia, nada me impede de dizer em quem não pretendo votar. Não vou postar nomes, mas alguns critérios que adoto na hora de eliminar candidatos.

Não vou votar em quem teve oportunidade e não fez nada do que agora está prometendo fazer. Quem não fez quando pôde, não fará quando puder. Simples assim.

Não darei meu voto a quem gasta uma fortuna com propaganda. Se for com dinheiro próprio, vai querer reavê-lo tão logo assuma seu cargo. Se for com dinheiro de terceiros, é porque está comprometido com agendas ocultas. Quem hoje o apoia não o faz por ideais, mas por interesses questionáveis. Como posso esperar melhoras na saúde pública votando em quem é apoiado por planos de saúde? Como posso esperar melhoras nos transportes públicos, se voto em quem é apoiado por donos de empresas de ônibus? Como posso esperar juros menores, votando em quem tem o apoio dos banqueiros?

Não voto em quem faça terror em torno de temas ligados à moral e aos bons costumes, apresentando-se como o “defensor da família tradicional”. Quem deve defender a família são seus membros e não o Estado. Precisamos de políticos comprometidos com a justiça, com a verdade, com a transparência e não com uma agenda moralista hipócrita.

Não darei meu voto a quem posa ao lado de líderes evangélicos e usa os púlpitos como palanque. Se forem capazes de comprar os votos do rebanho, do que não serão capazes depois de estarem lá dentro?

Não voto em quem usa o título eclesiástico para angariar votos. Nem voto em apelidos. Só voto em nomes próprios (as exceções são raríssimas).

Não voto em quem é beneficiado por pesquisas fajutas. Será que os institutos de pesquisa nos acham idiotas?

Não voto em quem faça boca de urna. Se não respeita uma lei eleitoral, quem nos garante que respeitará qualquer outra lei quando estiver lá, protegido pela imunidade parlamentar?

Não voto em quem suja as ruas. Isso pode ser um indício da sujeira que vai fazer lá dentro.

Não voto em quem calunia seus oponentes.

Não voto em quem é marionete nas mãos de marqueteiros. Quem tenta vender uma imagem que passa longe do real. Família de propaganda de margarina não me convence.

Não voto em evangélico, nem em católico, nem em espírita, nem em ateu. Voto em cidadãos que, a despeito de seu credo, apresentem propostas que melhorem a vida do nosso povo. Versículos bíblicos ou jargões religiosos usados em propaganda política me causam asco. Não por eles em si, mas pela intenção de quem os usa.

Não voto em quem tenha protagonizado qualquer tipo de escândalo de corrupção. Também não voto em quem saia em defesa dos tais. Precisamos de mãos limpas, mas não de mãos lavadas à moda de Pilatos.

Não voto em quem subestime a inteligência dos eleitores com seus slogans moralistas e pseudo-éticos. O nosso povo merece muito mais do que respeito. Merece ser tratado com amor e justiça.

Não voto em quem se insurja contra os direitos das minorias, ainda que não concordasse com algumas de suas reivindicações.

Não voto em quem insiste em promover conflitos entre grupos, esperando colher dividendos eleitorais dos mesmos.

Não voto em quem não faça coro com os anseios populares expressados eloquentemente nas ruas em Junho de 2013.

Não voto em quem não valoriza os professores, os policiais, os médicos e tantas outras categorias que têm sido alvos da truculência do Estado quando usam seu direito de reivindicar melhores salários e condições de trabalho.

Não voto em quem parece mais preocupado com as próximas eleições do que com as próximas gerações.

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