quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ministério Público vai investigar queima de Bíblia em Universidade do Acre

Ministério Público vai investigar queima de Bíblia em Universidade do Acre

Os fatos serão apurados para saber quem foram os autores e eles serão responsabilizados
por Leiliane Roberta Lopes

Ministério Público vai investigar queima de Bíblia em Universidade do AcreMP vai investigar queima de Bíblia
A queima de um exemplar da Bíblia durante um evento na Universidade Federal do Acre (Ufac) será investigada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) que instaurou um inquérito para averiguar os fatos.
O promotor Marco Aurélio Ribeiro, da Promotoria Especializada de Defesa de Direitos Humanos, assinou a portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (11) confirmando a abertura do inquérito.
O objetivo da ação é buscar “esclarecimento do fato objeto da investigação e identificação precisa dos autores, bem como para o exercício das atribuições inerentes às funções institucionais do Ministério Público, deverão ser colhidas todas as provas permitidas pelo ordenamento jurídico, tais como depoimentos, certidões, relatórios e documentos”.
O promotor fez algumas considerações na abertura do inquérito, entre elas a garantia da liberdade de religião e o respeito a essa garantia. “A religião constitui um dos elementos fundamentais em sua concepção de vida e que, portanto, a liberdade de religião deve ser integralmente respeitada e garantida”.
A queima da Bíblia aconteceu no dia 30 de abril durante um evento de ateus dentro do campus da Ufac. O ato fez parte da apresentação da banda Violação Anal, cujo vocalista, Roberto Oliveira da Silva, 29 anos, conseguiu autorização do organizador do evento, Felipe Zanon, para queimar a Bíblia em protesto contra as mortes já realizadas na história mundial.
O deputado federal pastor Marco Feliciano ficou ciente dos fatos e resolveu enviar um ofício para a Polícia Civil do Acre, o secretário responsável pelo órgão, Carlos Flávio Portela, recebeu o documento e instaurou o inquérito na Delegacia da 4ª Regional de Rio Branco.
“O delegado vai requisitar imagens, identificar os autores do pretenso crime, chamar testemunhas. Inclusive, se ficar comprovado a participação de mais de uma pessoa no vilipêndio praticado, todos responderão nos termos no artigo 208, cuja pena não supera 1 ano de detenção”, disse o secretário.

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