sábado, 20 de junho de 2015

Revisões sugeridas ao Manual da Igreja Adventista incluem de questões sobre disciplina

Revisões sugeridas ao Manual da Igreja Adventista incluem de questões sobre disciplina

Revisões sugeridas ao Manual da Igreja Adventista incluem de questões sobre disciplina
Harald Wollan, é secretário-associado da Igreja Adventista a nível mundial e secretário da Comissão do Manual da Igreja. Aqui ele apresenta alterações sugeridas do Manual aos delegados do Concílio Anual, na segunda-feira, 13 de outubro [Foto: Viviene Martinelli]

Comissão Executiva envia textos de correções para a Assembleia da Associação Geral no próximo mês de julho

October 16, 2014 | Silver Spring, Maryland, United States | Edwin Manuel Garcia/ANN
Os delegados do Concílio Anual da Associação Geral de 2014 esta semana concordaram em alterar alguns capítulos do Manual da Igreja, incluindo a adição de novos detalhes para especificar melhor as razões pelas quais os membros podem enfrentar disciplina.

As 13 razões pelas quais os membros podem ser disciplinados—como deslealdade para com a Igreja e violência física— não mudaram. Mas a seção que trata mais detidamente de relações extraconjugais foi expandida para incluir detalhes sobre definições específicas relativas a conduta sexual.

A redação atual dessa seção afirma que os membros podem ser punidos por “violação do sétimo mandamento da lei de Deus no que diz respeito à instituição do matrimônio, o lar cristão e padrões bíblicos de conduta moral”.

A Comissão de Revisão do Manual da Igreja propôs substituir essa declaração com a seguinte: (... Êxo. 20:14, Mat. 5:28) “A violação do mandamento da lei de Deus, que diz: ‘Não cometerás adultério’, no que se refere à instituição do matrimônio e da família cristã, padrões bíblicos de conduta moral, e qualquer ato de intimidade sexual fora de uma relação de casamento e/ou atos não-consensuais de conduta sexual dentro de um casamento, sejam legais ou ilegais. Tais atos incluem, mas não estão limitados a, abuso sexual de crianças, incluindo abuso de seres vulneráveis. O matrimônio é definido como um relacionamento público, legalmente vinculativo, monogâmico, heterossexual entre um homem e uma mulher”.

Os delegados adotaram majoritariamente as alterações recomendadas ontem. As revisões serão encaminhadas como uma proposta a ser votada na Assembleia da Associação Geral de 2015, em San Antonio, Texas, EUA.

Muitas das modificações no Manual da Igreja foram de pequenas correções.

Num capítulo, a palavra fora de moda “ordenança” foi removida na descrição da comunhão, cerimônia do lava-pés e batismo. Outro capítulo acrescentou a palavra “discipulado”, para enfatizar que as igrejas locais devem ter maior espírito de missão para com seus membros e a comunidade.

Uma nova seção foi adicionada para recomendar que as comissões da igreja tenham uma comissão de finanças motivada pela missão e de ampla base, ou estrutura semelhante para analisar o processo orçamentário.

Mas as alterações propostas que mais chamaram a atenção dos delegados procurou: Limitar o texto sobre quem tem permissão de se dirigir à congregação do púlpito; definir claramente que o casamento é entre um “homem e uma mulher”, em oposição ao antigo texto, “marido e mulher”; e identificar razões para a disciplina em razão de imoralidade sexual.

Alguns delegados protestaram contra a remoção das palavras “sétimo mandamento” da seção de disciplina e outros disseram que a seção precisava ser mais específica, tal como tendo inclusão de seção para lidar com “mensagens de texto inapropriadas”.

A proposta sobre “oradores não autorizados” procurou remover detalhes sobre quem além de pastores credenciados podem falar do púlpito. A proposta também sugere omitir uma linha que afirma que pastores que foram “removidos do ministério” não devem ser capaz de pregar.

A nova redação diz: “Somente oradores dignos de confiança serão convidados para o púlpito pela igreja em harmonia com as diretrizes dadas pela associação. Indivíduos que foram removidos do rol de membros ou pessoas designadas que não tenham autoridade da igreja, não devem ter acesso ao púlpito”.

O delegado Chester Clark questionou por que a comissão quis adotar uma posição que “simplesmente parece estar mudando de uma praxe aplicada em todo o mundo para ter diferentes normas ou diferentes diretrizes, talvez em cada Associação”.

Harald Wollan, secretário da Comissão do Manual da Igreja, explicou que a mudança permitiria que as igrejas acatassem o Manual. “A maioria dos leigos não recebe credenciais”, Wollan lembrou, “então, o que tem sido praticado na verdade é contra o Manual da Igreja e queríamos ter algo no Manual da Igreja que, de fato, possa ser seguido”.


http://news.adventist.org/pt/

Postagens de Destaque