sábado, 6 de agosto de 2016

As multidões das metrópoles



À sombra da impendente condenação 

Milhões nas cidades têm logo que tomar a decisão —
 As trevas espirituais, que cobrem agora a Terra toda, acham-se intensificadas nos lugares de população densa. É nas cidades das nações onde o obreiro evangélico encontra a maior impenitência e a necessidade mais premente. ... O registro dos crimes e da iniqüidade, nas grandes cidades da Terra, é apavorante. A iniquidade dos ímpios é quase incompreensível. Muitas cidades estão-se tornando verdadeiras Sodomas à vista do Céu. O aumento da iniqüidade é tal, que multidões se aproximam rapidamente de uma condição em que, em sua experiência pessoal, ficam de tal maneira que é muito difícil alcançá-las com o vivificante conhecimento da mensagem do terceiro anjo. O inimigo das almas está operando com maestria a fim de controlar a mente humana; e o que os servos de Deus fizerem, no sentido de advertir e preparar os homens para o dia do juízo, deve ser feito com rapidez. As condições com que se defrontam os obreiros cristãos, nas grandes cidades, constituem um solene desafio para um incansável esforço em favor dos milhões que vivem sob a sombra impendente da condenação. Os homens logo serão obrigados a tomar grandes decisões, e devem ter oportunidade de ouvir e compreender a verdade bíblica, a fim de que se decidam inteligentemente para o lado do bem. Deus está agora chamando Seus mensageiros, de modo positivo para que advirtam as cidades, enquanto a misericórdia ainda perdura e enquanto multidões ainda se acham suscetíveis à transformadora influência das verdades da Bíblia. — The Review and Herald, 7 de Abril de 1910. 

Na “marcha para a morte” — 
Satanás está ativamente em operação em nossas cidades populosas. Sua obra é observada na confusão, na luta e discórdia entre o capital e o trabalho, bem como na hipocrisia que penetrou nas igrejas. Para que os homens não tenham tempo para meditação, Satanás os leva para uma rotina de frivolidades e busca de prazeres, de comidas e bebidas. Enche-os da ambição de se exibirem, para que se exaltem. Passo a passo, o mundo está ficando nas condições que reinavam nos dias de Noé. Todo imaginável crime é cometido. A concupiscência da carne, a soberba dos olhos, a ostentação do egoísmo, o abuso do poder, a crueldade e a força empregados para fazer com que os homens se liguem às confederações e uniões — atando-se a si mesmos em molhos para a queima dos grandes fogos dos últimos dias — tudo isso é operação de instrumentos satânicos. A este círculo de crime e de loucura o homem chama “vida”. ... O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e não escapará. Muitos continuam na descuidada satisfação própria, até que se tornam tão cansados da vida, que se suicidam. Danças, bebedices e o vício de fumar, a satisfação das paixões animais, levam os homens como bois para o matadouro. Satanás opera com toda a sua arte e com seus enganos, para manter os homens marchando, como cegos, para a frente, até que o Senhor Se erga de Seu lugar, para castigar os habitantes da Terra, por causa de suas iniqüidades, quando a Terra exporá seu sangue e não mais enterrará os seus mortos. O mundo inteiro parece estar em marcha para a morte. — Manuscrito [27] 139, 1903. 

Planos ambiciosos — 
Homens e mulheres, residentes nestas cidades, estão rapidamente ficando mais e mais enlaçados por seus interesses comerciais. Estão agindo, desesperadamente, no sentido de edificar prédios cujas torres se projetem às alturas do céu. Sua mente está cheia de maquinações e planos ambiciosos. — Manuscrito 154, 1902. 

Se as advertências dos céus forem desatendidas — 
Tenho ordem de declarar a mensagem, dizendo que as cidades onde reina a transgressão, extremamente pecadoras, serão destruídas por terremotos, pelo fogo e por inundações. Todo o mundo será advertido de que existe um Deus que demonstrará Sua autoridade divina. Seus invisíveis instrumentos ocasionarão destruição, devastação e morte. Todas as riquezas acumuladas serão como nada. ... 

Sobrevirão calamidades
 calamidades as mais terríveis, totalmente imprevistas; e estas destruições seguir-se-ão umas às outras. As multidões das metrópoles 23 Se atentarem para as advertências que Deus tem feito, e se as igrejas se arrependerem, apegando-se de novo ao seu concerto, então outras cidades podem ser poupadas por algum tempo. Mas se os homens que têm sido enganados continuarem no mesmo caminho em que têm estado a andar, desrespeitando a lei de Deus e apresentando falsidades diante do povo, Deus permitirá que sofram calamidades, para que despertem. ... O Senhor não rejeitará repentinamente todos os transgressores, nem destruirá nações inteiras; mas Ele castigará cidades e lugares onde os homens se houverem entregado inteiramente aos instrumentos satânicos. As cidades das nações serão tratadas rigorosamente; contudo, não serão castigadas com a extrema indignação de Deus, porque algumas almas ainda se desvencilharão dos enganos do inimigo, arrepender-se-ão e se converterão, ao passo que as massas estarão entesourando ira para o dia do furor. — Manuscrito 35, 1906. 

Despertar o povo — 
Estando eu em Loma Linda, Califórnia, em 16 de Abril de 1906, uma cena assombrosíssima me foi revelada. Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. Os edifícios, grandes e pequenos, eram derrubados. Os sítios de recreio, teatros, hotéis e mansões suntuosas eram sacudidos e arrasados. Muitas vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados enchiam o espaço. Os anjos destruidores, enviados por Deus, estavam atuando. A um simples toque, os edifícios tão solidamente construídos que os homens consideravam à prova de qualquer perigo, ficavam reduzidos a um montão de escombros. Nenhuma segurança havia em parte alguma. Pessoalmente, eu não me sentia em perigo, mas não posso descrever as cenas terríveis que me foram apresentadas. Dir-se-ia que a paciência divina se tivesse esgotado, e houvesse chegado o dia do juízo. O anjo que estava ao meu lado me disse, então, que poucas pessoas reconhecem a maldade imperante no mundo hodierno, especialmente nas grandes cidades. Declarou que o Senhor determinou um dia em que a Sua ira castigará os transgressores pelo persistente menosprezo da Sua lei. Conquanto terrível, a cena que me foi revelada não me causou tanta impressão quanto as instruções que recebi nessa ocasião. O 24 Evangelismo anjo que estava ao meu lado declarou que a suprema soberania de Deus, o caráter sagrado da Sua lei, devem ser manifestados aos que obstinadamente se recusam a obedecer ao Rei dos reis. Os que preferem permanecer infiéis serão feridos pelos juízos misericordiosos, a fim de que, se possível for, cheguem a despertar e aperceber-se da pecaminosidade do seu procedimento. — Testemunhos Selectos [29] 3:329, 330 (1909). 

Cena de grande destruição — 
Na última sexta-feira, pela manhã, pouco antes de acordar, uma cena muito impressionante me foi apresentada. Parecia que eu havia acordado, mas não estava em meu lar. Das janelas eu podia avistar uma terrível conflagração. Grandes bolas de fogo caíam sobre as casas e destas bolas voavam flechas incandescentes em todas as direções. Era impossível apagar os fogos que se acendiam, e muitos lugares estavam sendo destruídos. O terror do povo era indescritível. Depois de algum tempo, acordei e vi que estava em casa. — Carta 278, 1906. 

Porque as grandes cidades serão destruídas — 
Em todas as partes há homens que deviam estar empenhados em ministério ativo, dando a última mensagem de advertência a um mundo caído. A obra que há muito devia ter estado em ativa operação, a fim de salvar almas para Cristo, ainda não foi realizada. Os habitantes das ímpias cidades, prestes a serem atingidas pelas calamidades, têm sido cruelmente negligenciados. Está próximo o tempo em que grandes cidades serão destruídas, e todos devem ser advertidos destes juízos vindouros. Quem, porém, está dando à realização desta obra o dedicado serviço que Deus requer?... Atualmente, não está sendo feita no trabalho das cidades a milésima parte daquilo que devia ser feito, e que seria realizado se homens e mulheres cumprissem todo o seu dever. — Manuscrito 53, 1910. 

A destruição de milhares de cidades — 
Quem dera que o povo de Deus tivesse uma idéia da impendente destruição de milhares de cidades, agora quase dominadas pela idolatria! — The Review and Herald, 10 de Setembro de 1903. 

Apressai a obra — 
Ao considerar as condições das cidades que se acham tão positivamente sob o poder de Satanás, eu me interrogo a mim mesma: Qual será o fim destas coisas? A impiedade em muitas cidades está aumentando. O crime e a iniqüidade operam em todas As multidões das metrópoles as partes. Novas espécies de idolatria estão sendo continuamente  introduzidas na sociedade. Em cada nação a mente dos homens se dedica à invenção de alguma novidade. Atos precipitados e confusão mental aumentam em todas as partes. Certamente, as cidades da Terra estão-se tornando semelhantes a Sodoma e Gomorra. Como um povo, necessitamos apressar o trabalho nas cidades, trabalho este que tem sido atrasado por falta de obreiros e de meios, bem como de espírito de consagração. Neste tempo, o povo de Deus precisa volver o coração inteiramente a Ele, porquanto o fim de todas as coisas está próximo. Precisa humilhar seu entendimento e atentar para a vontade do Senhor, trabalhando com o mais ardente desejo de fazer aquilo que Deus tem mostrado que deve ser feito, no sentido de advertir as cidades quanto à impendente destruição. — The Review and Herald, 25 de Janeiro de 1912.

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