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terça-feira, 20 de outubro de 2026

A Mensagem com Rapidez

                                       A Mensagem com Rapidez


Como povo, grandemente precisamos humilhar o coração perante Deus, rogando-Lhe o perdão pela nossa negligência no cumprimento da comissão evangélica. Estabelecemos grandes centros em alguns poucos lugares, deixando por trabalhar muitas cidades importantes. Assumamos agora o trabalho que nos é designado, e proclamemos a mensagem que há de despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer seu perigo. Se cada adventista do sétimo dia houvesse feito o trabalho que lhe foi confiado, o número de crentes seria hoje muito maior do que é. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 293.

O Chamado Para um Trabalho Fervoroso

Se nossos pastores considerassem quão brevemente os habitantes do mundo serão congregados diante do trono do juízo de Deus, a fim de responder pelos atos praticados no corpo, com que fervor não trabalhariam eles juntamente com Deus, no sentido de apresentar a verdade! Quão ardentemente não se esforçariam a guiar os homens a aceitarem a verdade! Quão incansavelmente não trabalhariam para desenvolver a causa de Deus no mundo, proclamando, por palavras e atos, que "já está próximo o fim de todas as coisas". I Ped. 4:7. Carta 43, 1902.

Em Meio à Confusão dos Últimos Dias

As palavras de Jesus Cristo se dirigem a nós que vivemos nos últimos momentos da história da Terra. "Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima." Luc. 21:28. As nações estão em desassossego. Tempos de perplexidade estão iminentes. As ondas do mar bramam; o coração dos homens desfalece de temor na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; mas os que crerem no Filho de Deus ouvirão Sua voz no meio da tempestade, dizendo-lhes: "Sou Eu; não temais." ... Mat. 14:27. Vemos o mundo jazendo na maldade e apostasia. A rebelião contra os mandamentos de Deus parece quase universal. Em meio ao tumulto da agitação e confusão em todas as partes, há uma obra a ser feita no mundo. Manuscrito 44, 1900.

Erguer o Estandarte em Lugares Entenebrecidos

Os exércitos de Satanás são muitos, e o povo de Deus deve espalhar-se por todo o mundo, erguendo o estandarte da verdade nos lugares entenebrecidos da Terra e fazendo tudo quanto for possível para destruir o reino do demônio. Carta 91, 1900.

A Maior e Mais Elevada Obra.

O Senhor determinou que a proclamação desta mensagem fosse a maior e mais importante obra no mundo, para o presente tempo. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 365.

Desenvolvimento Mais Rápido

Neste país e em terras estrangeiras a causa da presente verdade deve ter mais rápido desenvolvimento do que tem tido até agora. Se nosso povo sair com fé, fazendo tudo quanto puder para dar início, trabalhando à maneira de Cristo, o caminho será aberto diante dele. Se ele demonstrar ter a energia que é necessária, a fim de obter êxito, e a fé avança sem hesitação, em obediência à ordem de Deus, ricas colheitas serão obtidas. Deve avançar tanto e tão rapidamente quanto possível, com a determinação de fazer justamente aquilo que o Senhor disse deveria ser feito. Precisa ter energia e fé inflexível, ardente. ... O mundo tem que ouvir a mensagem de advertência. Manuscrito 162, 1905.

A Sempre Crescente Influência do Evangelho

Ao Redor da Terra

Por todas as partes a luz da verdade deve brilhar, para que os corações que agora dormem o sono da ignorância possam ser acordados e convertidos. Em todos os países e cidades o evangelho deve ser proclamado. ...

Igrejas devem ser organizadas e planos formulados para o trabalho que se realizará pelos membros das recém-organizadas igrejas. Esta obra missionária do evangelho precisa manter-se atingindo e anexando novos territórios, ampliando as porções cultivadas da vinha. O círculo deve ser estendido até que rodeie o mundo. Carta 86, 1902.

Norte, Sul, Leste e Oeste

De vila em vila, de cidade em cidade, de país em país, a mensagem de advertência deve ser proclamada, não com ostentação exterior mas no poder do Espírito, por homens de fé.

E é necessário que lhe dediquemos o melhor trabalho. Chegou o tempo, o importante tempo em que, mediante os mensageiros de Deus, o pergaminho se desenrola perante o mundo. A verdade contida nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos precisa ser proclamada a toda nação, tribo, língua e povo; deve iluminar as trevas de todo continente e estender-se até as ilhas do mar. ...

Deve haver os mais sábios planos para o bom êxito do trabalho. Decididos esforços devem ser feitos a fim de serem abertos novos territórios no norte, no sul, no oriente e no ocidente. ... 

O fato de que a apresentação da verdade tem sido, por tanto tempo, negligenciada, deve tocar o coração de nossos pastores e obreiros, para que entrem nesses territórios e não abandonem o trabalho antes de terem proclamado com clareza a mensagem. Manuscrito 11, 1908.

Jamais Impedida por Barreiras ou Obstáculos

A verdade, passando de largo aqueles que a desprezam e rejeitam, triunfará. Conquanto às vezes pareça haver retardado, seu progresso nunca foi impedido. Quando a mensagem de Deus se defronta com a oposição, Ele lhe concede força adicional, para que ela exerça maior influência. Dotada de energia divina, abrirá caminho através das mais fortes barreiras e triunfará sobre todos os obstáculos. Atos dos Apóstolos, pág. 601.


Ellen White - Evangelismo - Pag. 17 - 20

A Crise Atual

A Crise Atual

Devemos sentir agora a nossa responsabilidade de trabalhar com intenso ardor, a fim de comunicar a outros as verdades que Deus nos tem revelado para o tempo atual. Não podemos ser demasiado diligentes. ...

Agora é o tempo de proclamar a última advertência. Uma virtude especial acompanha presentemente a proclamação desta mensagem; mas por quanto tempo? - Só por um pouco de tempo ainda. Se jamais houve uma crise, essa crise é justamente agora.

Todos estão decidindo agora o seu perpétuo destino. Os homens precisam ser despertados a fim de reconhecer a solenidade do momento, e a proximidade do dia em que terá terminado a graça. Esforços decisivos têm de ser feitos, a fim de apresentar esta mensagem ao povo de modo notável. O terceiro anjo deverá avançar com grande poder. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 371

O Evangelismo - Nosso Verdadeiro Trabalho

A obra evangelística, de abrir as Escrituras aos outros, advertindo homens e mulheres daquilo que está para vir ao mundo, deve ocupar, mais e mais, o tempo dos servos de Deus. Review and Herald, 2 de agosto de 1906.

A Mensagem com Rapidez

Como povo, grandemente precisamos humilhar o coração perante Deus, rogando-Lhe o perdão pela nossa negligência no cumprimento da comissão evangélica. Estabelecemos grandes centros em alguns poucos lugares, deixando por trabalhar muitas cidades importantes. Assumamos agora o trabalho que nos é designado, e proclamemos a mensagem que há de despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer seu perigo. Se cada adventista do sétimo dia houvesse feito o trabalho que lhe foi confiado, o número de crentes seria hoje muito maior do que é. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 293.

O Chamado Para um Trabalho Fervoroso

Se nossos pastores considerassem quão brevemente os habitantes do mundo serão congregados diante do trono do juízo de Deus, a fim de responder pelos atos praticados no corpo, com que fervor não trabalhariam eles juntamente com Deus, no sentido de apresentar a verdade! Quão ardentemente não se esforçariam a guiar os homens a aceitarem a verdade! Quão incansavelmente não trabalhariam para desenvolver a causa de Deus no mundo, proclamando, por palavras e atos, que "já está próximo o fim de todas as coisas". I Ped. 4:7. Carta 43, 1902. 

Ellen White

Livro Evangelismo pag, 16,17

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Provai-Me Nisto

                             Provai-Me NistoPag. 1

J. L. BROWN


O SENHOR ainda espera que Seu povo seja fiel em tôdas as coisas. Ele não modificou Seu plano para manter a prèga-ção do evangelho em todo o mun-do. Ainda nos diz: "Provai-Me nisto", e: "Trazei todo o dízimo." Como esperaremos cumpra Éle a Sua parte si guardamos para nós uma porção do dízimo? Querere-mos provar a Deus, quando nós mesmos não fazemos o que Éle nos manda? Si eu guardar uma por-ção do dízimo do Senhor, grande ou pequena, para meu uso parti-cular, duvidando de que Deus me irá dar o que promete em Mal. 3, poderei ainda esperar alguma coisa qualquer da Sua parte?

Diz o apóstolo Tiago: "Não duvidando, porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa." (S. Tia. 1:6-8.) "Provai-Me", diz o Senhor.

Estando eu em yiagem pelo sul do Brasil, um crente contou-me sua experiência. Fôra muito fiel ao Senhor em dar o dízimo, bem como em sua vida cristã. Servira a igreja como ancião, e Deus o tornara feliz e próspero em todos os seus negócios.

Veiu-lhe finalmente o desejo de melhorar ainda mais suas finan-ças. Pouco-a-pouco abandonou a costumeira fidelidade. Deixou de dar fielmente o dízimo, porque precisava de capital para aumen-tar seus negócios. Deixou de as-sistir fielmente à escola sabatina, porque precisava de tempo para descansar em casa ou para fazer uma viagem qualquer, a negócios. Deixou de ser fiel à observância do sábado, porque precisava de mais tempo para ganhar mais dinheiro e ficar mais rico. Afinal deixou completamente de dar o dízimo. Não deu mais ofertas, e de-todo deixou de guardar o sábado, tam-bém. Separou-se da igreja, pois não precisava mais dos irmãos nem de Deus, presumindo-se sábio para negociar bem sem as bên-çãos divinas.

Passaram-se alguns anos, e eis que um belo dia volveu à igreja, pedindo perdão. O negócio que florescera durante o tempo em que fôra fiel a Deus, estava, en-tão, em decadência. O infiel per-dera tudo e estava sobrecarrega-do de dívidas. Tudo lhe ia de mal a peor. Em sua casa havia doen-ças, e, nos negócios, só calamida-des e prėjuízos. Confessou então publicamente sua grave falta e pecado.

Mas depois-de sofrer tudo isso, converteu-se novamente a Deus e recomeçou a ser-Lhe fiel em tu-do. Outra vez lhe voltou a bênção divina à casa e aos negócios. Quando contou essa sua experiên-cia, sentia-se muito feliz e satis-feito porque já se encontrava de novo em caminho da prosperida-de. Asseverou, também, ter o fir-me propósito de nunca mais aban-donar a Deus, pois trabalhar nes-te mundo sem Deus e sem espe-rança, não tem valor algum.

Notemos o que nos diz a serva do Senhor: "Deus está provando cada alma que professa crer nEle. A todos confiou talentos. O Se-nhor concedeu ao homem os meios com que negociar. Fez do ho-mem Seu dispenseiro, entregan-do-lhe dinheiro, casas e terras. Tudo isso deve ser gerido como bens do Senhor, e usado para extensão de Sua causa e edifica-ção de Seu reino nesta terra. En-quanto negociarmos com os bens do Senhor, devemos dEle buscar sabedoria afim-de não usarmos os sagrados bens para glorificação própria e satisfação de nossos de-sejos egoístas. Os talentos confe-ridos diferem uns dos outros, mas quem recebe o menor talento não deve pensar que por haver rece-bido o menor não precise empre-gá-lo.

"Cada cristão é um dispensei-ro do Senhor, encarregado de Seus bens. Lembremos estas pa-lavras: 'Requer-se que cada ho-mem seja achado fiel em sua mor-domia.' Tenhamos a certeza de que não estamos roubando a Deus em nenhum jota nem em til al-gum, porque ela é de muita signi-ficação." The Support of God's Kingdom in The Earth, por E. G. White, págs. 21, 22.

Revista Adventista - Julho 1940

sábado, 17 de outubro de 2026

A Mãe

A Mãe

Pag. 1

Sra. E. G. WHITE


O TRABALHO da mãe muitas vezes se afigura, aos seus próprios olhos, sem importância. Raras vezes é apreciado. Pouco sabem os outros de seus muitos cuidados e encargos. Seus dias são ocupados por uma série de pequeninos deveres, exigindo todos paciente esforço, domínio de si mesma, tacto, sabedoria e abnegado amor; todavia ela não se pode vangloriar do que fez como de algum importante feito. Fez apenas com que tudo corresse suavemente no lar; muitas vezes fatigada e perplexa, esforçou-se por falar bondosamente às crianças, mantê-las ocupadas e satisfeitas, guiar os pequeninos pés no caminho recto. Sente que nada fez. Assim não é, entretanto. Anjos do céu observam a mãe fatigada de cuidados, notando suas responsabilidades dia a dia. Seu nome pode não ser ouvido no mundo, acha-se porém, escrito no livro da vida do Cordeiro.

Existe um Deus em cima no céu, e a luz e glória do Seu trono repousam sobre a fiel mãe enquanto ela se esforça por educar os filhos para resistirem à influência do mal. Nenhuma outra obra se pode comparar à sua em importância. Ela não tem, como o artista, de pintar na tela uma bela forma, nem, como o escultor, de cinzelá-la no mármore. Não tem, como o escritor, de expressar um nobre pensamento em eloquentes palavras, nem, como o músico, de exprimir em melodia um belo sentimento. Cumpre-lhe, com o auxílio divino, gravar na alma humana a imagem de Deus.

A mãe que sabe apreciar isso há-de considerar as oportunidades que se lhe oferecem como inestimáveis. Zelosamente há-de ela procurar, em seu próprio carácter e em seus métodos de educação, apresentar aos filhos o mais alto ideal. Com zelo, paciência e ânimo, há-de ela procurar desenvolver suas aptidões, de modo que empregue devidamente as mais altas faculdades de sua inteligência na educação dos filhos. Há-de inquirir com sinceridade a cada passo: "Que disse Deus?" Estudará diligentemente Sua palavra. Conservará os olhos fixos em Cristo, a fim de que sua vida diária, no humilde curso dos cuidados e deveres, seja um verdadeiro reflexo da única Vida verdadeira. - A Ciência do Bom Viver, págs. 329 e 330.

CABELEIRA PRIVADA

 "1. Apreciaria uma explicação de I Tim. 2:9. Que é "cabeleira frisada"? Ou "tranças" como diz outra tradução? Este texto é aplicável ao NOSSO tempo?

O texto adverte as mulheres para que "se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas ou vestuário dispendioso". Torna-se claro do contexto que Paulo aqui está falando da aparência das mulheres nos cultos públicos de adoração. Certamente isto não significa que quando não estejam elas nos cultos públicos os princípios básicos da admoestação sejam desatendidos.

"Cabelo frisado" provém do grego pleugma que às vezes significa "trançado". No grego clássico a palavra é empregada para designar coisas entrelaçadas, como os elos de uma videira ou trançado de vime. No contexto de I Tim. 2:9 a referência é ao cabelo. O exato processo de trançamento ou frisamento ou o estilo de arrumação do cabelo em questão não é hoje conhecido por nós. Contudo as pessoas que viviam nos dias de Timóteo sabiam de que estilo de cabelo Paulo estava falando. Provavelmente tratava-se de um estilo popular, e seu uso no culto de adoração em público talvez já tivesse sido debatido.

E esta admoestação aplicável nos dias atuais? Certamente em princípio. A modéstia e o bom senso são princípios eternos que nunca podem ser substituídos. Quanto ao "cabelo frisado" (ou trançado) desde que não é exatamente conhecido, que estilo de cabelo quer significar, as mulheres de hoje não saberiam o que se acha compreendido ao atenderem a antiga admoestação. É improvável que Paulo esteja aqui condenando o trançado do cabelo em si.

Esse antigo estilo de cabelo podia ter sido demasiadamente ostentoso. Ou de algum outro modo podia ter sido inconveniente para as mulheres cristãs. Alguma coisa que hoje seja inconveniente ou objeto de ostentação, deve ser da mesma forma condenada.

2. Referindo-se a Ezequiel 33:8 alguém observou: "Não creio que Deus prive uma pessoa da salvação apenas devido à minha omissão em testemunhar". Esta pessoa estava certa ou errada?

Da maneira como a pergunta é redigida, não posso responder ou "certa" ou "errada". Diz o texto. "Se eu disser ao ímpio: 0 ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para avisar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei de ti". O sentido é evidente. O impio não advertido morre em sua iniqüidade.

Se, porém, este homem se perde, é correto dizer que Deus o privou da salvação? Não. Deus não deve ser culpado. O pecado, é que o é. Ele introduziu a iniqüidade no caso."


("CONSULTORIA DOUTRINÁRIA", Revista Adventista, Janeiro de 1980, p. 10)

domingo, 11 de outubro de 2026

Doutrina inventada?

 

Doutrina inventada?

Pags. 15 e 16

Qual é a base da crença fundamental adventista sobre o santuário

CLINTON WAHLEN


A doutrina do santuário é realmente bíblica ou teria sido criada para evitar o constrangimento causado pelo fato de Cristo não ter voltado em 22 de outubro de 1844? Em resposta a alegações que surgiram a partir da década de 1970, a Comissão de Daniel e Apocalipse da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em parceria com o Instituto de Pesquisa Bíblica, dedicou-se ao tema em uma série de sete volumes.

As obras da chamada série DARCOM, publicadas originalmente em inglês e lançadas posteriormente no Brasil pela Unaspress, demonstram que a doutrina do santuário se fundamenta solidamente nas Escrituras. A pesquisa também confirmou que a compreensão desenvolvida pelos primeiros adventistas estava correta: a "purificação do santuário", mencionada em Daniel 8:14, não se refere à purificação da Terra na segunda vinda de Cristo, mas à purificação do santuário celestial por meio de uma obra de juízo.

Daniel 2, 7 e 8 apresentam, em essência, a mesma sequência profética, embora cada capítulo acrescente novos detalhes. Em Daniel 2, os quatro metais que compõem a estátua representam quatro reinos sucessivos. Em Daniel 7, esses mesmos reinos são simbolizados por quatro animais impuros, aos quais se acrescenta um chifre pequeno que surge do quarto animal (v. 8). Em seguida, a cena se desloca para um tribunal celestial, onde ocorre um julgamento do qual participam o "Ancião de Dias" (v. 9) e "alguém como um Filho do Homem" (v. 13).

Daniel 8 repete essa mesma sequência profética, mas omite Babilônia, pois ela já se aproximava de seu fim quando a visão foi concedida. Desta vez, dois animais puros – um carneiro e um bode – representam a Média-Pérsia e a Grécia. O chifre pequeno de Daniel 8 surge de um dos quatro ventos, isto é, dos quatro pontos cardeais, apontando para Roma. Ele representa Roma pagã em sua expansão territorial (horizontal), descrita nos versos 9 e 10, e Roma papal em seu ataque (vertical) ao Céu, ao Príncipe do exército e ao lugar do santuário de Deus (v. 11, 12). Um animal puro seria inadequado para simbolizar Roma em razão de sua "transgressão desoladora" (v. 13), também chamada de "abominação desoladora" (Daniel 11:31; 12:11; ver também Mateus 24:15).

A resposta do Céu ao ataque do papado contra o santuário de Deus e Seu povo, simbolizados pelo "exército" e pelas "estrelas" (Daniel 12:3), aparece em Daniel 8:14: depois de 2.300 "tardes e manhãs", o santuário seria purificado. Essa declaração aponta para um Dia da Expiação celestial. No ritual do santuário terrestre, tanto um carneiro quanto um bode eram oferecidos nesse dia, e nessa ordem (Levítico 16:3, 9). Na ocasião, o santuário era purificado dos pecados confessados ao longo do ano. O sangue do bode para o Senhor era aspergido primeiramente no lugar santíssimo, sobre e diante do propiciatório, a fim de fazer expiação pelos pecados contra a lei depositada dentro da arca da aliança (v. 15).

A comparação entre Daniel 7 e 8 deixa claro que Daniel 8:14 descreve o mesmo julgamento celestial retratado no capítulo anterior. Esse julgamento não envolve apenas os animais e o chifre pequeno (Daniel 7:11, 12, 26; 8:13, 25), mas também o povo de Deus (Daniel 7:9, 10, 13, 14, 22, 27; 8:13, 24, 25).

O início desse julgamento está diretamente relacionado à profecia das 70 semanas de Daniel 9. Ambos os períodos proféticos se concentram na obra expiatória de Cristo: as 70 semanas apontam para Seu sacrifício na cruz, enquanto os 2.300 dias apontam para Seu ministério no Dia da Expiação, no santuário celestial.

Antes que Cristo retorne como "REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES" (Apocalipse 19:16), os súditos de Seu reino precisam ser claramente identificados por meio desse julgamento celestial, iniciado em 1844. Somente então Ele poderá recompensar "a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22:12).

CLINTON WAHLEN é diretor associado do Instituto de Pesquisa Bíblica


Revista Adventista - Outubro 2026 - Pg. 15, 16

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Reavivamento hoje

 

Reavivamento hoje

Pag. 4              


A prioridade que não pode esperar

STANLEY ARCO                     


Em 2026, uma mudança simples chama atenção e, ao mesmo tempo, revela um propósito maior: o projeto “10 Dias de Oração” agora passa a ser chamado de “10 Dias de Clamor e 365 Dias de Oração”. Não é simplesmente a troca de nome, mas o lembrete oportuno de que a busca por Deus não se limita a um evento, mas precisa se tornar um hábito inegociável em nossa vida.

O propósito é mobilizar a igreja para 10 dias de clamor intencional pelo derramamento do Espírito Santo e, depois, sustentar essa dependência em uma comunhão diária e profunda ao longo do ano. Em um tempo como o nosso, não há espaço para uma fé vacilante: precisamos orar, buscar e perseverar, porque “a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades é de um reavivamento da verdadeira piedade entre nós".*

O tema deste ano, "O Espírito Santo e o Tempo do Fim", lembra-nos que não estamos diante de um assunto teórico, mas de uma realidade decisiva. A caminhada cristã não se resume a ajustar hábitos; ela aponta para algo maior: "a renovação da mente", para que experimentemos “qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2).

Essa obra não nasce da força de vontade nem se sustenta apenas por boas intenções. Ela acontece quando o Espírito Santo purifica o coração, forma em nós o caráter de Cristo e nos capacita a cumprir a missão.

A promessa feita a Joel e cumprida parcialmente no Pentecostes continua viva em nós: "E acontecerá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a humanidade. Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus jovens terão visões, e os seus velhos sonharão. Até sobre os Meus servos e sobre as Minhas servas derramarei o Meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se transformará em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Atos 2:17-21).

Por isso, clamor não é ansiedade religiosa, é confiança. Não é pressão para “sentir mais”, mas entrega para viver guiado por Deus. Quando a igreja ora assim, com perseverança, ela aprende a esperar como quem sabe que o Céu não é indiferente às súplicas sinceras.

Que esse movimento de clamor e oração seja mais do que um programa: seja um recomeço. Um retorno à fonte. Um chamado para conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor, até que a presença do Espírito Santo seja, para nós, tão necessária quanto o ar e tão certa quanto o amanhecer (Oseias 6:3).

STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

Referência

Ellen G. White, Serviço Cristão* (CPB, 2022), р. 35.


Revista Adventista - Fevereiro - 2026

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