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sexta-feira, 5 de março de 2021

Más notícias: nenhuma igreja perfeita para pessoas imperfeitas

 Julio Severo

Uma reclamação comum de pessoas que deixaram a igreja é que encontraram algo ruim na igreja. Eles não gostaram dos sermões do pastor. Eles não gostaram do formato do culto. Eles não gostaram de outros membros. Suas queixas são infinitas.



Durante os anos, encontrei os mesmos problemas, mas eles nunca superaram minha suprema atenção, que estava em Jesus Cristo. Quando vi um pastor envolvido em adultério, minha fé não foi destruída porque minha confiança não estava centrada no homem, mas em Jesus Cristo.

Quando vi outros escândalos na igreja, minha fé não foi destruída porque Jesus era tudo para mim. Sua Palavra era meu guia. A oração era minha comunicação com Deus.

Se a Bíblia e a oração não fossem minha base principal, eu poderia facilmente deixar um evangelho nominal.

Se uma igreja perfeita era um impedimento para a apostasia, Judas Iscariotes, que era um apóstolo oficial de Jesus, nunca teria partido de Jesus. Então Jesus tinha uma igreja perfeita, mas seus apóstolos não eram perfeitos.

E o que dizer sobre Adão e Eva? Seu único mestre era Deus. Mesmo assim, eles caíram da graça e pecaram. Então, por assim dizer, eles tinham a igreja perfeita e o pastor perfeito, mas eles escolheram cair.

O que podemos aprender com essas lições? Se você não tem uma igreja perfeita, você sempre tem uma Bíblia perfeita e comunicação direta com o Deus perfeito através da oração.

Se você tem uma igreja perfeita, como Adão e Eva tinham e como os apóstolos de Jesus tinham, você será sempre o problema, porque você será sempre imperfeito.

Claro, há igrejas heréticas que pregam o que é contrário à Bíblia e à vontade de Deus. Essas não são igrejas imperfeitas. Elas são igrejas demoníacas.

Igrejas imperfeitas pregam o evangelho de maneira imperfeita. Eles não negam a Deus Pai, Deus Filho, o Espírito Santo. Eles não negam o batismo. Eles não negam a salvação apenas através de Jesus Cristo. Eles não negam os dons sobrenaturais do Espírito Santo.

Qualquer igreja que nega esses elementos essenciais é mais do que imperfeita e você deve encontrar em oração outra igreja.

Em outros casos, você deve procurar transformação de Deus. Judas Iscariotes tinha a igreja perfeita, mas ele tinha muitos problemas espirituais.

Adão e Eva tinham a comunhão perfeita com Deus, mas eles escolheram má opção.

Então o problema pode estar em você ou em sua igreja. Em espírito de oração, considere se o problema está em você ou na sua igreja. Você ficará surpreso com as respostas que Deus lhe dará.

Enquanto você não sabe se o problema está em você ou sua igreja, dedique-se à oração e à leitura da Bíblia. Ore uma hora por dia. Leia a Bíblia uma hora por dia. Essa disciplina espiritual, feita de maneira humilde, abrirá o céu de Deus para você e sua família e levará você a uma igreja onde você compartilhará a bênção de Deus a eles e de alguma forma, Deus os usará para abençoá-lo.

Versão em inglês deste artigo: Bad News: No Perfect Church to Imperfect People

Fonte: www.juliosevero.com

terça-feira, 6 de setembro de 2016

IGREJA É PARA HIPÓCRITAS, MENTIROSOS E FRACASSADOS, DIZ LÍDER.


IGREJA É PARA HIPÓCRITAS, MENTIROSOS E FRACASSADOS, DIZ LÍDER.
A notícia abaixo foi veiculada em Outubro de 2010, mas, devido à sua atualidade e relevância, merece ser perpetuada.
Uma megaigreja no sudeste do Michigan (EUA) está deixando um monte de pessoas desconfortáveis com sua nova campanha. Eles usam outdoors para anunciar que a igreja é para hipócritas, mentirosos e fracassados. “Mas essa é a verdade”, diz o pastor Brad Powell, da Igreja de Northridge, e ele deseja comunicar isso para toda a comunidade.
“Quando você entra no ministério, começa a perceber que há uma visão errada fora da igreja sobre o que a igreja realmente é. Ela está cheia de pessoas que acreditam ser melhores do que as outras. Há também uma visão errada dentro da igreja sobre as pessoas de fora – que elas são ruins “, disse. ”A realidade é que todos os seres humanos são iguais. Todos erram. Somos todos iguais, os de dentro [da igreja] e os de fora. Também somos falhos, fracassados… hipócritas”, continuou o pastor.
Mas Powell compreende porque esses equívocos existem. Ele vê um monte de igrejas construindo muros, voltando-se para dentro, servindo a si mesmas e jogando na defesa. Nesse sentido, as igrejas não refletem a natureza de Cristo. ”Jesus não colocou cercas mais altas no céu para manter as pessoas ruins longe dele. Pelo contrário, Jesus veio à terra e habitou entre as pessoas. Quando você olha para a Palavra de Deus, vê que ele nunca se voltou para dentro. Ele olhava para fora.”
Faz quase um mês que a igreja lançou a campanha publicitária. Nove outdoors, anúncios em ônibus e nos shopping em todo o sudeste do Michigan: “Northridge é para os mentirosos”, “Northridge é para os fracassados”, e “Northridge é para os hipócritas”.
Os anúncios levaram algumas pessoas da comunidade a pensar “quem está atacando a igreja?” Alguns cristãos exigiram que os anúncios fossem retirados, enquanto ameaçavam nunca ir a um culto em Northridge. No entanto, para outros, os anúncios serviram como ponto de partida para conversas sobre a igreja. De maneira geral, a campanha está fazendo exatamente o que Powell esperava – gerando diálogo.
Ninguém é bom, senão um, que é Deus” (Lucas 18:19).
Título: Igreja é para hipócritas, mentirosos e fracassados

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Carta Aberta aos pais que levam seus bebês chorões e crianças pequenas às Igrejas

Carta Aberta aos pais que levam seus bebês chorões e crianças pequenas às Igrejas





Queridos pais levam crianças pequenas às Igrejas,

Vocês estão fazendo algo realmente, realmente muito importante. Eu sei que não é fácil. Eu vejo vocês com os braços assoberbados e sei que vocês vieram para a igreja já muito cansados. Criar filhos pequenos é trabalhoso. Muito cansativo mesmo.

Eu os vejo rodopiar, sacolejar e balançar incansavelmente tentando manter seus bebês quietos. Assisto todo o esforço necessário para encontrar um lugar para se sentar na igreja: Os malabarismos com o carrinho e o equilibrismo com as sacolas de fraldas e todas as dezenas de bugigangas do arsenal móvel de cada bebê.

Eu vejo vocês se sacudirem quando seus filhos choram e assisto solidária toda agitação e ansiedade com que vocês abrem os seus sacos de mágica, catando os truques que podem ajudar a acalmar os seus filhotes. 

E eu vejo vocês com as suas crianças pequenas, as que dão os primeiros passos e as de três, quatro e cinco aninhos. E vejo como vocês se irritam quando seus meninos fazem uma pergunta inocente, num tom que era para ser um sussurro, mas sai como de um megafone, ouvido em claro e bom som lá no fundo da igreja, risos.

E percebo o desespero na voz de vocês, quando pedem pela décima vez que seus filhos se sentem e fiquem quietos. E vejo os seus semblantes envergonhados, como quem imagina que todos na igreja estão olhando para vocês. Sabemos que nem todos estão, mas vocês pensam que sim.

Papais e mamães, eu sei o que vocês estão pensando: Será que isso tudo vale a pena? Por que se preocupar? Todo este trabalho e desgaste. Eu sei que muitas vezes vocês deixam a igreja muito mais exaustos do que gratificados. Mas saibam: o que vocês estão fazendo é muito importante.

Quando vocês estão aqui, a igreja está inundada com um ruído de pura alegria. Quando vocês estão aqui, o Corpo de Cristo é mais plenamente presente. Quando vocês estão aqui, somos lembrados de que este evento que chamamos de culto não é sobre estudo bíblico ou sobre uma contemplação pessoal e tranquila. Mas nos reunimos para adorar como uma comunidade onde todos são bem-vindos. Prostramo-nos junto, como Corpo, diante de Deus e compartilhamos da Palavra e do Sacramento juntos.

Queridos pais que levam seus filhos pequenos à Igreja: Quando vocês estão aqui, vivo mais fortemente a esperança de que estes bancos não estarão vazios em 10 anos quando seus filhos já tiverem idade suficiente para se sentarem calmamente e se comportarem durante a adoração. Eu sei que agora eles estão aprendendo ocomo e o porquê da nossa adoração. E o fazem antes que seja tarde demais .Eles estão aprendendo que a adoração é importante.

Vejo-os a aprender. No meio dos gritos, balbucios e risos. Assisto maravilhada o seu aprendizado, entre o chiadinho dos sacos de bolacha se abrindo e a pilha crescente de migalhas. Eu vejo a menina indócil que insiste em pular dois bancos para compartilhar a "Graça e Paz do Senhor" com alguém que ela nunca conheceu. Ouço o menino sugando (num assobio bem alto) até a última gota de seu vinho da comunhão, determinadíssimo a não perder uma gota sequer de Jesus. 

Eu vejo uma criança excitada colorir uma cruz no programa do culto. Eu me delicio com os tantos ecos de "améns" infantis que pipocam alguns segundos depois que o resto da comunidade disse-o junta. Eu vejo um menino que mal aprendeu a ler tentar encontrar o Hino 672 do livro de cantos e me lembro dos meus meninos aprendendo a fazer o mesmo.

Queridos, eu sei o quão difícil é fazer o que vocês estão fazendo, mas eu quero que vocês saibam que isto é muito importante. Isso importa para mim. É importante para os meus filhos, para que eles nunca fiquem sozinhos nos bancos. É importante para a congregação saber que as famílias se preocupam com a fé dos jovens, em estar com os mais  jovens ... E mesmo naquelas semanas, quando você não puder perceber estes pequenos momentos do Amor de Deus, tudo isto será  sempre e eternamente importante para as  almas de seus filhos.

É importante que eles aprendam que adoração é o que fazemos como uma comunidade de fé. Que na Igreja toda a gente é bem-vinda e que a adoração de cada um é importante.

Quando ensinamos as nossas crianças que a sua adoração é importante, os estamos ensinando que a sua presença aqui é plena e suficiente como a de qualquer outra pessoa entre os membros e visitantes da nossa comunidade de fé. Eles não precisam esperar até que eles possam entender, acreditar, orar ou adorar de uma certa "maneira “correta” para serem bem-vindos. Na liturgia de Cristo, eles sempre foram chamados a estar à frente. “Deixai vir a mim as criancinhas". Eu sei, e você também sabe, que até mesmo na sua igreja há muitos adultos que não possuem todas as credenciais lembradas acima e, ainda assim, estão nos bancos.

O importante é que as crianças aprendam que eles são parte integrante desta igreja, que suas orações, suas canções, e até mesmo o seu choro (se bem contidos, para alguns, risos) são sinais de júbilo recebidos por Deus e testemunham a todos que: Sim, eles estão entre nós.

Eu sei que é difícil, mas obrigado pelo que vocês fazem quando trazem seus filhos para a igreja. Por favor, saibam que a sua família - com todo o seu ruído, peleja, comoção, alvoroço e alegria - não são simplesmente tolerados, vocês são parte vital desta comunidade quando ela se reúne para a adoração.



Originalmente publicado em “I am totally *that* mom.”
Tradução livre, paráfrase e adaptação de Danilo Fernandes.

sábado, 14 de novembro de 2015

“Não vos conformeis”,


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“Não vos conformeis”, 30 de Outubro

E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2.

Cristo nunca dirige os Seus seguidores no tomarem sobre si compromissos que os unam aos que não têm ligação com Deus. ... Entre o homem mundano e aquele que serve fielmente a Deus, há um grande abismo. Sobre os assuntos de maior importância — Deus, a verdade e a eternidade — não harmonizam seus pensamentos, simpatias e sentimentos. 
Uma classe está a amadurecer, como o trigo para o celeiro de Deus, ao passo que a outra amadurece para os fogos da destruição. Como haver unidade de propósito ou ação entre eles? ... 
Devemos acautelar-nos contra o condescender com um espírito de beatice e intolerância. Não devemos distanciar-nos dos outros, num espírito que parece dizer: “Não se aproxime de mim, pois sou mais santo que tu.” Não devemos excluir-nos de nossos seres humanos semelhantes, mas procurar comunicar-lhes a preciosa verdade que abençoou nosso coração. ... Se, porém, formos cristãos, tendo o espírito dAquele que morreu para salvar os homens dos seus pecados, então haveremos de amar nossos semelhantes demais para aprovar os seus prazeres pecaminosos por meio da nossa presença e nossa influência. ... Semelhante procedimento, longe de lhes ser benéfico, tão-somente os levaria a duvidar da realidade de nossa religião. ...

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Devemos estar firmemente arraigados na convicção de que, o que quer que, em qualquer sentido, se desvie da verdade e justiça em nossa associação e companheirismo com os homens, não nos pode beneficiar, e muito desonra a Deus. A obra de Deus para salvação da família humana é a maior obra que possa ser levada a efeito em nosso mundo. 
Quando os homens estão dispostos a tudo ter na conta de perda, contanto que ganhem a Cristo, então se lhes abrirão os olhos, para ver as coisas como são na realidade. Então se volverão das atrações terrestres para as celestiais. ... “Eles serão Meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não O serve.” Malaquias 3:17, 18. — The Review and Herald, 25 de Agosto de 1910.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais Pag. 

A igreja e o mundo,


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A igreja e o mundo, 29 de Outubro

Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 1 João 2:16, 17. 

Muitos que professam crer na palavra de Deus parecem não compreender a enganosa atuação do inimigo. Não reconhecem que está próximo o fim do tempo; sabe-o, porém, Satanás; e enquanto o homem dorme, ele atua. A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida estão controlando homens e mulheres. Satanás está em atuação, mesmo entre os filhos de Deus, a fim de causar desunião. O egoísmo, a corrupção e o mal de toda sorte, estão se apoderando firmemente dos corações. Muitos negligenciam a preciosa palavra de Deus. Uma novela ou livro de contos monopoliza a atenção e fascina a mente. Aquilo que excita a imaginação é devorado rapidamente, ao passo que é posta de lado a Palavra de Deus. — The Review and Herald, 2 de Janeiro de 1900. 

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O mundo é o inimigo n 1 da religião, pois forças satânicas estão em contínua atuação através do mundo, e é objetivo de Satanás levar a igreja e o mundo em tão íntima comunhão que seus alvos, seu espírito, seus princípios, harmonizem, e que se torne impossível distinguir entre aquele que professa servir a Deus e aquele que não O serve. O inimigo atua continuamente para colocar em prioridade o mundo. — The Review and Herald, 26 de Fevereiro de 1895. 
É-nos dada a ordem: “Saí do meio deles, e apartai-vos.” 2 Coríntios 6:17. 
Não vos compete, porém, dizer: Não tenho nada que ver com o meu próximo. Ele está imerso no mundo; eu não sou o seu guardador. Pois por esta mesma razão devíeis ter algo para lhe dizer. Não deveis esconder debaixo do alqueire a luz que vos foi dada. ... Podem os outros saber que guardais o sábado, que credes na breve volta do Senhor; que bem, entretanto, fará isto ao vosso próximo, a menos que apliqueis vossa crença à vossa vida diária? ... Um simples exemplo fará mais para esclarecer o mundo do que toda a vossa profissão de fé. ... Quantos existem, fracos como a água, os quais, poderiam possuir uma inesgotável Fonte de forças. O Céu está disposto a no-la conceder, a fim de que sejamos poderosos em Deus, e alcancemos a plena estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. — The Review and Herald, 9 de Janeiro de 1900. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Você está sugando sua igreja?

Você está sugando sua igreja?

Quando eu era adolescente, comprei a ideia de que a igreja local apenas impossibilitava o meu estilo e colocava uma barreira para alcançar uma “espiritualidade autêntica”. Parei de frequentar os cultos por um tempo, até que achei uma igreja diferente e descolada, do outro lado da cidade, cheia de jovens atrativos e relevantes. A música era ótima; a pregação, afiada; e a atmosfera, empolgante.
Por alguns meses, eu cruzei a cidade – aproximadamente uma hora de ida e outra de volta – para ir aos cultos NA igreja. Era um lugar em expansão, com seis cultos lotados a cada fim de semana. E, se eu chegasse tarde, eu não poderia entrar, pois os bombeiros ficavam de olho na capacidade máxima do local.
Isso tudo acabou, para mim, na semana em que o pastor falou algo perturbador aos meus ouvidos. Eu me lembro que foi algo mais ou menos assim:
Para aqueles que vêm aqui toda semana achando que basta isso para estar bem com Deus, vocês estão errados. Alguns de vocês estão vindo do outro lado da metrópole, e não estão realmente conectados com a igreja. Se você apenas está vindo aqui, não se envolvendo com os pequenos grupos, não servindo na enfermaria, no estacionamento, na recepção – se você veio apenas por causa da banda ou para me ouvir –vá para outro lugar. Você é um sanguessuga. E para ser sincero, nós poderíamos usar o seu lugar.
Isso foi algo muito difícil de se ouvir mas, hoje, posso atestar que isso foi o mais amoroso presente que recebi. Foi o meu último fim de semana naquela igreja e, então, comecei a procurar uma igreja local onde eu pudesse servir no contexto de reais relacionamentos.
Mais do que comparecer
Eu continuo crescendo em amor pela minha igreja local. Uma das formas pela qual Deus faz com que isso aconteça é me ensinando que adoração é mais do que comparecer.
Quão maravilhoso é o projeto de Deus na criação da igreja! Deus poderia, imediata e diretamente, ter derramado a sua graça sobre nós, dando-nos todo o alimento que precisamos para a nossa vida cristã. Mas, em sua sabedoria, ele escolheu operar por meio das pessoas, e não apenas nas devoções pessoais. E, especialmente, quando a igreja se reúne em adoração.
Pense sobre isso, a última vez que você sentiu a poderosa intervenção de Deus em sua vida em uma reunião de adoração. Considere quantas pessoas Deus usou para transmitir graça para você.
  • Pode ter sido um pregador que passou dias estudando a passagem para explicar de forma clara para você.
  • Pode ter sido um músico que gasta várias horas praticando as canções para que elas fossem inspiradoras e musicalmente satisfatórias.
  • Pode ter sido um compositor que derramou verdades bíblicas e as articulou para formar uma bela poesia.
  • Pode ter sido um funcionário do estacionamento suando a camisa para que a sua minivan – e a dos outros – pudesse andar em meio ao congestionamento antes e depois dos cultos.
  • Pode ter sido alguém que trabalha na cozinha que fez a comida para que o seu estômago não ficasse roncando, já que você esqueceu de tomar o café da manhã.
  • Pode ter sido algum santo sentado ao seu lado que, levantando a mão, o encorajou de que algumas verdades são empolgantes.
De diversas formas, a última vez em que Deus derramou graça sobre você em um culto de fim de semana, considere quantas pessoas estiveram envolvidas.

Receba de Deus, dê aos outros
Eu fico maravilhado com o fato de que Deus me encontra das formas mais profundas por meio de pessoas ordinárias que fazem mais do que simplesmente comparecerem aos cultos no domingo. E me enche de grande alegria pensar que, por meio de minha participação, alguém pode ir para casa dizendo: “Deus realmente se encontrou conosco hoje”.
Fico agradecido por eu ter recebido uma palavra dura há muitos anos, mas, talvez, você não precise ser chamado de sanguessuga para perceber que a reunião da igreja é mais do que simplesmente comparecer. Reúna-se no próximo fim de semana esperando receber de Deus das mais diversas formas, por meio de uma dúzia de pessoas. E reflita sobre como Deus pode usar os seus dons para que Ele abençoe os outros por meio de você. Receba dele, e se lembre das palavras de Jesus enquanto você trabalha: é melhor dar do que receber.
Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

domingo, 10 de agosto de 2014

Desilusão com a igreja


Fonte - Reforma21.

Desilusão com a igreja


Eu diria que muitas de nossas desilusões com a igreja são baseadas em uma ética errada. Nós entendemos errado a natureza da comunhão na comunidade do evangelho. E, assim, aplicamos de forma equivocada a ética de outras comunidade na igreja.
A fundamento de nossa comunhão não é os sentimentos que temos uns pelos outros, por mais importantes que sejam. Nem a fundação para nossa comunhão está baseada no fato de que vivemos no mesmo espaço geográfico, educamos nossos filhos da mesma forma, mantemos as mesmas visões políticas ou somos da mesma etnia. Não. É o evangelho que é a fundação de nossa comunhão. Nada mais. É a verdade enraizada e fundamentada na pessoa e na obra de Cristo que lança as bases, cria o ambiente e a realidade da nossa união uns com os outros. A chave para entender a comunhão bíblica é que ela está baseada em uma realidade espiritual, ao invés de algo físico. A base de nossa comunhão é espiritual.
Por conta disso, em Cristo, no evangelho, a forma com que nos relacionamos uns com os outros é drasticamente diferente de qualquer outra entidade na face da terra. Dietrich Bonhoeffer apontou em seu pequeno livro Life Together (Vida conjunta), que, porque a comunidade cristã é espiritual, nunca há qualquer relacionamento “imediato” entre seus membros. Isso é diferente de qualquer outra comunidade. Indivíduos da comunidade Cristã nunca tem contato direto. Sempre nos relacionamos com os outros por meio de Cristo. Não estou ligado a você porque compartilhamos coisas em comum ou você comigo porque temos interesses similares. Nosso contato, nosso relacionamento, é sempre por meio e em Cristo revelado a nós no evangelho.
Isso significa que nós não amamos um ao outro por conta de nós mesmos. O amor que temos um pelo outro é por conta de Cristo, porque é sempre por meio dEle. Bonhoeffer diz que “o amor humano busca contato direto com a outra pessoa; não ama o próximo como uma pessoa livre, mas como alguém com quem há uma obrigação. Sempre há o desejo de lucro (…). O amor humano deseja a outra pessoa, sua companhia, seu amor correspondido, mas não serve. Pelo contrário, continua a desejar mesmo quando parece estar servindo”. O amor humano busca algo em retorno. Mas a comunhão cristã é algo completamente diferente.
Podemos viver sacrificialmente em prol do outro porque somos unidos em Cristo, que provê cada necessidade nossa. Eu não preciso que você encha meu cálice, porque Cristo o faz. Você não precisa que eu encha o seu cálice, pois Cristo já o fez. Eu posso te servir verdadeiramente sacrificialmente e você pode me servir sacrificialmente porque podemos estar juntos em Cristo, quem supre todas as nossas necessidades.
Muitos de nossos desapontamentos com a igreja local estão enraizados, fundamentados e baseados na ética de outras comunidades. Somos desapontados e criticamos nossos irmãos e irmãs em Cristo porque eles não estão nos dando o que desejamos ou que pensamos que precisamos. Mas a verdadeira comunhão não está baseada no que outros podem nos dar. Pelo contrário, está baseada no que já recebemos.

Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A IGREJA E SEUS CRÍTICOS

A IGREJA E SEUS CRÍTICOS

Características pessoais dos pretensos porta-vozes da verdade

Vivemos nos dias finais da história humana, e Satanás está “cheio de grande cólera”, pois sabe que “pouco tempo lhe resta” (Apoc. 12:12). Em sua peleja final contra o povo remanescente que guarda “os mandamentos de Deus” e tem “o testemunho de Jesus” (Apoc. 12:17), o inimigo se vale de algumas pessoas dentre o próprio povo de Deus como seus mais eficazes agentes (ver Mat. 13:24- 30).

Pretendendo ser parte do povo de Deus e demonstrando zelo superior para com a verdade, esses agentes conseguem grande êxito em infiltrar na própria Igreja o mesmo espírito belicoso que sempre caracterizou “o acusador de nossos irmãos” (Apoc. 12:10).


Ao mesmo tempo em que Cristo nos admoesta a não julgarmos as motivações interiores das pessoas (Mat. 7:1), Ele também nos estimula a avaliar as características pessoais dos pretensos porta-vozes da verdade, a fim de não sermos por eles iludidos (Mat. 7:15-23).

ElIen G. White, em seu livro A Igreja Remanescente (CPB, 2000), págs. 29-43, nos adverte contra os acusadores da Igreja. Creio, portanto, ser oportuno considerarmos mais detidamente o perfil dos críticos e suas estratégias, para não sermos por eles enganados e para evitarmos que nossas congregações sejam por eles divididas.

Perfil dos críticos

Existem alguns críticos da Igreja que levam, pelo menos aparentemente, uma vida normal e sem maiores problemas pessoais. Seria inadmissível, portanto, atribuirmos o mesmo perfil a todos os críticos. Mas muitos deles, que conheci pessoalmente ou através de informações biográficas fornecidas por outras pessoas, revelam pelo menos algumas das seguintes características:

1. Desequilíbrio emocional.

Muitos críticos da Igreja parecem afetados, em maior ou menor grau, pelo assim chamado Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). O comportamento deles se caracteriza por um forte impulso obsessivo- compulsivo à agressividade para com todos os que deles discordam. Todos os que a eles se opõem são considerados inimigos a serem combatidos em nome de Deus.

2. Frustrações pessoais.

Grande parte dos críticos é composta de pessoas frustradas por não terem conseguido determinado cargo de liderança ou certo reconhecimento público, ou ainda por terem sido destituídos de uma função de destaque social. Não conseguindo conviver com o “luto” pela perda, eles acabam projetando sobre outros a sua amargura pessoal.

3. Problemas morais e familiares.

Alguns dos críticos mais agressivos são pessoas emocionalmente desestruturadas por problemas morais, ou mesmo traumatizadas pela perda do cônjuge, quer por morte ou separação. Sem a estabilidade de uma família bem estruturada, a pessoa tende a exercer uma influência desestabilizadora sobre outros segmentos sociais, incluindo a própria Igreja.

4. Dificuldades financeiras.

Alguns dos críticos mais amargurados são pessoas que já tiveram estabilidade econômica, mas acabaram se desequilibrando financeiramente. Em muitos casos a pessoa incorre em infidelidade nos dízimos e ofertas. Não são poucos os que chegam mesmo a desviar os fundos da Igreja para seus interesses particulares, sob a alegação de corrupção no uso desses fundos por parte da denominação.

5. Problemas de auto-estima.

Conheço pessoas que foram maltratadas na infância ou que carregam alguma deficiência física ou emocional e que
buscam incessantemente algo para superar sua baixa auto-estima. Não conseguindo projetar-se positivamente na comunidade, elas recorrem à crítica como uma forma de superação. Não lhes sendo concedida a oportunidade de pregar, passam a criticar os outros pregadores que usam o púlpito.

6. Egocentrismo.

Praticamente todos os críticos são pessoas egocêntricas, que se colocam a si mesmas e suas idéias como o referencial para a espiritualidade dos demais. Aqueles que concordam com eles, são tidos como bons cristãos; aqueles de deles discordam, são considerados em estado de apostasia. Consideram suas próprias idéias as melhores, e seus julgamentos, os mais abalizados.

7. Individualismo e independência.

O egocentrismo dos críticos gera neles uma postura individualista e independente, que acaba por distanciá-los do pensamento coletivo da Igreja. Para eles, a liberdade de pensamento individual é bem mais importante que o conselho dos irmãos. Quem deles discorda é geralmente tido como retrógrado ou destituído do verdadeiro espírito democrático.

8. Espírito acusador.

Os críticos normalmente não se contentam apenas em discutir idéias e conceitos. Para conseguir o seu espaço, eles precisam acusar e rotular negativamente outras pessoas influentes. Com esse mecanismo de autodefesa, conseguem transferir sutilmente o foco da atenção de seus próprios problemas pessoais para os supostos problemas de outros.

9. Tendência generalizadora.

O ser humano já possui tendência natural à generalização, mas os críticos são mestres nessa área. O comportamento indevido de um líder da Igreja, ou de um pequeno grupo de líderes, é atribuído como característico de toda denominação” Consequentemente, os mais de 13 milhões de membros da Igreja ao redor do mundo são responsabilizados pelo comportamento de um ou mais indivíduos (cf. Ezeq. 18:20).

As características anteriores são frequentemente encontradas entre os críticos da Igreja, e nos ajudam a entender melhor o perfil deles. Mas elas, por si só, não conseguem explicar como pessoas com tais características conseguem atrair para si um número significativo de discípulos. Para isso, é importante considerarmos também algumas estratégias que os críticos usam para disseminar suas idéias.

Estratégias dos críticos

As estratégias usadas no processo de disseminação das críticas podem variar tanto quanto o próprio perfil dos críticos, mas entre as mais comuns destacam-se as seguintes:

1. Demonstração de profundo conhecimento da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White.

Numa época em que grande parte dos membros da Igreja carece de um conhecimento mais aprofundado da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White, os críticos aparecem como detentores exclusivos desse conhecimento. Uma vez reconhecidos como tais, eles não se inibem de super enfatizar o que lhes agrada nos escritos inspirados e, simplesmente desconsiderar o que não lhes interessa.

2. Manipulação psicossocial.

Uma das maneiras mais comuns de cativar os ouvintes é através da técnica de recitar publicamente grande número de textos bíblicos e dos escritos de Ellen White, previamente memorizados. Recitando textos que ninguém do auditório havia memorizado, os críticos conseguem vender a idéia de que eles possuem um conhecimento superior a todos os demais, e que esse conhecimento deve ser aceito como uma “nova luz” de origem divina.

3. Pretensa originalidade.

Muitos críticos desconhecem ou mesmo distorcem as raízes históricas de suas idéias, para deixar a impressão de que, finalmente, alguém honesto surgiu para restaurar a verdade em sua pureza bíblica e para revelar as falcatruas da denominação. Desta forma, os ouvintes menos esclarecidos não conseguirão identificar a pretensa “nova luz” como sendo simplesmente velhas distorções doutrinárias com as quais a Igreja já se deparou no passado.

4. Difamação da liderança da Igreja.

Não conseguindo o endosso da liderança da Igreja para seus postulados pessoais, os críticos passam, então, a difamá-la, na tentativa de conseguir adeptos que confiem mais neles que nos líderes da denominação. O apóstolo Pedro advertiu que nos últimos dias surgiriam pessoas atrevidas e arrogantes, que menosprezariam “qualquer governo” e difamariam as “autoridades superiores” (II Ped. 2:10).

5: Postura de “salvador da pátria”

Havendo minado a confiança na liderança da Igreja, os críticos estão em condições de ser reconhecidos como os únicos detentores da verdade e os autênticos líderes do povo de Deus. Desta forma eles finalmente conseguem assumir uma posição de liderança que jamais lhes seria confiada pela própria Igreja.

6. Síndrome de mártir.

Quando a Igreja decide aplicar a devida censura eclesiástica a esses críticos dissidentes, eles costumam fazer-se de vítimas do sistema eclesiástico, considerado por eles tão intolerante quanto o que perseguiu Martinho Lutero. Com essa comparação, conseguem mais simpatizantes ainda, pois existe uma tendência natural de justiça no ser humano, de defender instintivamente as “vítimas” (os que estão sendo censurados) e de punir os “agressores” (os que aplicam a censura).

7. Discurso autobiográfico.

Uma das estratégias mais comuns usadas, consciente ou inconscientemente, pelos críticos é de projetarem sobre a Igreja e sua liderança o seu próprio perfil anticristão e antiético. Pelo princípio do espelho, eles se vêem refletidos nos outros, e passam a acusá-los daquilo que eles mesmos são. Isto não passa de uma atitude de desespero, que os leva a projetar sobre os outros suas próprias frustrações pessoais.

8. Divisão nas igrejas.

Por mais atrativo e convincente que possa parecer o discurso de alguém, permanecem as indagações: Quais são os “frutos” da obra desse indivíduo (Mat. 7:20)? As suas palavras fortalecem a fé, o amor e a unidade dos crentes (João 17:21)? Mas, lamentavelmente, a obra desses críticos tem quase sempre deixado após si um forte espírito de contenda e um grande senso de superioridade pessoal, completamente antagônicos à religião de Cristo (ver Mat. 5:43-48).

Considerações adicionais

Muitos desses críticos até podem ser sinceros em suas alegações, mas sua obra de difamação não fortalece a fé e nem promove a unidade da Igreja. Ellen G. White admoesta que tais pessoas jamais entrarão no reino de Deus:

“Vi que alguns estão definhando espiritualmente. Têm vivido por algum tempo a observar se seus irmãos andam retamente — espreitando toda falta, para então os meter em dificuldades. E enquanto fazem isto, a mente não está em Deus, nem no Céu ou na verdade; mas simplesmente onde Satanás quer que esteja — nos outros. Seu coração é negligenciado; raramente essas pessoas vêem ou sentem as próprias faltas, pois têm tido bastante que fazer em vigiar as faltas dos demais, sem sequer olhar para si mesmos, ou examinar o próprio coração. O vestido, o chapéu ou o avental lhes prendem a atenção. Precisam falar a este e àquele, e isto basta para os ocupar por semanas. Vi que toda a religião de alguns pobres corações, consiste em observar a roupa e os atos dos outros, e em os criticar. A menos que se reformem, não haverá no Céu lugar para elas, pois achariam defeitos no próprio Senhor.” —Testemunhos Para a Igreja, vol. 1,pág. 145.

A Igreja sempre se deparou com críticos belicosos ao longo de sua história, e o número desses críticos se intensificará ainda mais à medida que nos aproximarmos do fim. Mas para a Igreja permanece a gloriosa promessa de Isaías 54:17: “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor.”

Autor: Albert R. Timm, Ph.D, Reitor do SALT - Fonte: Revista Adventista, abril 2005

Luís Carlos Fonseca

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