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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A Rede e a Pesca

                                        A Rede e a Pesca

PJ - Pag. 122 

"O reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes." Mat. 13:47-50.

O lançar da rede é a pregação do evangelho. Este congrega na igreja bons e maus. Quando terminar a missão do evangelho, o juízo efetuará a obra de separação. Cristo viu que a existência de falsos irmãos na igreja motivaria que se falasse mal do caminho da verdade. O mundo difamaria o Evangelho por causa da vida incoerente de falsos professos. Mesmo os cristãos seriam induzidos a tropeçar, ao verem que muitos que levavam o nome de Cristo não eram governados pelo Seu Espírito. Havendo tais pecadores na igreja, os homens estariam em perigo de pensar que Deus lhes desculparia os pecados. Por isso Cristo ergueu o véu do futuro e ordenou a todos que notassem que o caráter e não a posição é que decide o destino do homem.

Tanto a parábola do joio, como a da rede, claramente ensinam que não haverá um tempo em que todos os ímpios se converterão a Deus. O trigo e o joio crescem juntos até à ceifa. Os peixes bons e os ruins são puxados juntamente para a margem, para uma separação final.

Essas parábolas ensinam que depois do Juízo não haverá graça. Quando findar a obra do evangelho, seguir-se-á imediatamente a separação de bons e maus, e o destino de cada classe será fixado para sempre.

Deus não deseja a destruição de ninguém. "Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva; convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?" Ezeq. 33:11. Durante todo o período da graça Seu Espírito insta com os homens para que aceitem o dom da vida. Somente os que Lhe rejeitam a intercessão serão deixados a perecer. Deus declarou que o pecado precisa ser destruído como um mal nocivo ao Universo. Os que se atêm ao pecado hão de perecer na destruição do mesmo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

JESUS E A VIÚVA

 

JESUS E A VIÚVA

Pags. 10 e 11

(Coppée)

Um dia em que Jesus com Simão Pedro andava, junto a Genezaré, margeando o lago, à brava refulgência estival da áurea luz meridiana, enxergou no caminho, ao pé de uma cabana, sentada no limiar, inda cheia de dor, uma pobre mulher, viúva de um pescador, baloiçando em silêncio o berço do filhinho, e fiando ao mesmo tempo uma estriga de linho.

Sob um curvo dossel de amplas figueiras, Cristo contemplava com Pedro a mulher, sem ser visto. Eis que chega um mendigo, um velhinho arquejante, carregando à cabeça um grande vaso; diante da viúva pára, exausto, e seu auxílio implora: "Mulher, devo levar, sem nenhuma demora, este vaso de leite ao próximo povoado. Tu bem vês como estou, bem vês; desajudado, não posso lá chegar. Já muito pouco valho, e é por ganhar o pão que inda, às vezes, trabalho."

Ela não deu resposta ao velho miserando; tomou-lhe a grave bilha e seguiu-o, deixando o filho que chorava e o restante da estriga.

Pedro, espantado, então, dessa bondade amiga, volvendo-se a Jesus, disse: "Vê, Mestre, aquela abandona a morada e o filho, sem cautela, somente por servir ao primeiro que passa. Necessário não é que tal trabalho faça: o infeliz acharia aqui mesmo bem perto um caminheiro bom que o ajudasse, de certo."

Respondeu-lhe Jesus: "Pedro, quando algum pobre tal afecto de irmão por um irmão descobre, Meu Pai, que tudo vê, lhe ampara o humilde tecto. Essa mulher fez bem."

E com sereno aspecto, Cristo deiza o dossel das figueiras, caminha, vai sentar-Se, a sorrir, junto à velha casinha, e pelas próprias mãos, numa ternura mansa, fia o linho na roca e baloiça a criança …

Depois, Cristo partiu. Regressando, cansada, a viúva compassiva achou, maravilhada, — Sem suspeitar quem fosse o bom desconhecido — fiada a estriga inteira e o filho adormecido.


AMADEU AMARAL.

REVISTA ADVENTISTA Maio de 1950

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Por que Existe o Mal

                                        Por que Existe o Mal

PJ - Pag. 70 

"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio." Mat. 13:24-26.

"O campo", disse Cristo, "é o mundo." Mat. 13:38. Precisamos, porém, entender isto como significativo da igreja de Cristo no mundo. A parábola é uma descrição pertinente ao reino de Deus, Sua obra pela salvação dos homens, e esta obra é executada pela igreja. Em verdade, o Espírito Santo saiu a todo o mundo; opera no coração dos homens em toda parte; mas é na igreja que devemos crescer e sazonar para o celeiro de Deus.

"O que semeia a boa semente é o Filho do homem, ... a boa semente são os filhos do reino, e o joio são os filhos do maligno." Mat. 13:37 e 38. A boa semente representa aqueles que são nascidos da Palavra de Deus, da verdade. O joio representa uma classe que é o fruto ou encarnação do erro, de princípios falsos.

 

"O inimigo que o semeou é o diabo." Mat. 13:39. Nem Deus nem os anjos jamais semearam semente que produzisse joio. O joio é sempre lançado por Satanás, o inimigo de Deus e do homem.

No oriente, os homens vingavam-se muitas vezes do inimigo, espalhando sementes de qualquer erva daninha, muito semelhante ao trigo, em crescimento, em seu campo recém-semeado. Crescendo com o trigo prejudicava a colheita, e causava fadigas e prejuízos ao proprietário do campo. Assim Satanás, induzido por sua inimizade a Cristo, espalha a má semente entre o bom trigo do reino. O fruto de sua semeadura atribui ele ao Filho de Deus. Introduzindo na igreja aqueles que levam o nome de Deus, conquanto Lhe neguem o caráter, faz o maligno que Deus seja desonrado, a obra da salvação mal representada e almas postas em perigo.

Dói aos servos de Cristo ver misturados na congregação crentes falsos e verdadeiros. Anseiam fazer alguma coisa para purificar a igreja. Como os servos do pai de família, estão dispostos a arrancar o joio. Mas Cristo lhes diz: "Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa." Mat. 13:29 e 30.

Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser desligados da igreja; mas não nos confiou a tarefa de ajuizar sobre caracteres e motivos. Conhece demasiado bem nossa natureza para que nos delegasse esta obra. Se tentássemos desarraigar da igreja os que supomos serem falsos cristãos, certamente cometeríamos erro. Muitas vezes consideramos casos perdidos justamente aqueles que Cristo está atraindo a Si. Se devêssemos proceder com essas pessoas segundo nosso parecer imperfeito, extinguir-se-ia talvez sua última esperança. Muitos que se julgam cristãos serão finalmente achados em falta. Haverá muitos no Céu, os quais seus vizinhos supunham que lá não entrariam. O homem julga segundo a aparência; mas Deus vê o coração. O joio e o trigo devem crescer juntos até à ceifa; e a colheita é o fim do tempo da graça.

Há nas palavras do Salvador ainda outra lição, uma lição de maravilhosa longanimidade e terno amor. Como o joio tem as raízes entrelaçadas com as do bom trigo, assim falsos irmãos podem estar na igreja, intimamente ligados com os discípulos verdadeiros. O verdadeiro caráter desses pretensos crentes não é plenamente manifesto. Caso fossem desligados da congregação, outros poderiam ser induzidos a tropeçar, os quais, se não fosse isto, permaneceriam firmes.

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Ao pecar ele no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como má semente, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isto foi poupado o autor do mal, para desenvolver plenamente seu caráter. Durante longos séculos, suportou Deus a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra o é para com Satanás?

Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.

 

Apesar da advertência de Cristo, têm os homens procurado arrancar o joio. Para punir os que foram considerados malfeitores, tem a igreja recorrido ao poder civil. Os que divergiram das doutrinas dominantes foram encarcerados, martirizados e mortos por instigação de homens que pretendiam agir sob a sanção de Cristo. Mas atos tais são inspirados pelo espírito de Satanás, não pelo Espírito de Cristo. Esse é o método peculiar de Satanás de submeter o mundo a seu domínio. Por esta maneira de proceder com os supostos hereges, Deus tem sido mal representado pela igreja.

Na parábola de Cristo não nos é ensinado que julguemos e condenemos a outros, antes sejamos humildes e desconfiemos do eu. Nem tudo que é semeado no campo é bom trigo. O estarem os homens na igreja não prova que são cristãos.

O joio era muito semelhante ao trigo enquanto as hastes estavam verdes; mas quando o campo estava branco para a ceifa, a erva inútil nada se parecia com o trigo, que vergava ao peso das espigas cheias e maduras. Pecadores que pretendem ser piedosos, confundem-se por algum tempo com os verdadeiros seguidores de Cristo, e a aparência de cristianismo tende a enganar a muitos; mas não haverá, na sega do mundo, semelhança entre os bons e os maus. Então, serão manifestos aqueles que se ligaram à igreja, mas não a Cristo.

É permitido ao joio crescer entre o trigo, desfrutar os mesmos privilégios de sol e chuva; mas no tempo da ceifa será vista "a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não O serve". Mal. 3:18. Cristo mesmo decidirá quem é digno de ser membro da família celestial. Julgará todo homem segundo suas palavras e obras. A religião nada pesa na balança. O caráter é que decide o destino..


Livro -  Parabolas de Jesus Pag. 70 - 75

segunda-feira, 27 de abril de 2026

A PARÁBOLA DOS CONVIDADOS

 

A PARÁBOLA DOS CONVIDADOS

Pr Manoel Barbosa da Silva

Mateus 22: 1-14

 Jesus tinha por característica a simplicidade. Seus ensinos eram desconcertantes, tanto pelo conteúdo, como pela clareza com que eram apresentados. Geralmente despertavam dois tipos de reações: Ou o ouvinte aceitava com alegria, ou ficava furioso e os rejeitava. Não dava pra ficar neutro. Por isto ele foi muito criticado e perseguido, porque dizia verdades tão claras e diretas, que todos compreendiam e aqueles que não queriam mudar de vida ficavam aborrecidos por não terem argumentos para contestar.

Ainda é assim. Muitos que compreendem os ensinos de Cristo, mas não querem mudar de vida, ficam furiosos, enquanto outros entendem e os aceitam com alegria.

O método preferido usado por Cristo para ensinar era através de parábolas. Porem ele usava ilustrações simples, coisas do dia a dia, símbolos da natureza, ou temas familiares aos ouvintes, para que todos pudessem entender com facilidade.

Nesta parábola ele conta a historia de um Rei, que no casamento do filho, resolveu dar um banquete. E convidou os nobres da corte. Pelo que se dar para perceber era que o Rei era boa pessoa e tratava os seus súditos com liberdade e sem opressão. Caso contrario, eles não teriam rejeitado o convite, pois temeriam uma represália, mas como o rei não era de perseguir ninguém, eles se sentiram livres para rejeitar o convite. Tinha outros compromissos, portanto não foram à festa do Rei.

Como acontece hoje, se Deus derramasse um castigo em todos os que o rejeitam, a igrejas estariam todas lotadas, não por amor, más por medo. Como Deus trata a todos com amor, e não castiga ninguém, muitos se sentem à vontade para fazer como fez aqueles súditos da parábola. Desprezam o convite do Rei do universo.

Quando a festa estava pronta, muitos animais abatidos, muita comida preparada, o Rei enviou os criados chamar os convivas, porem eles não atenderam. E aquele convite despertou reações diferentes. Alguns o rejeitaram, mas não ficaram aborrecidos. Foram cuidar dos seus compromissos particulares. Um foi cuidar da roça, outro, cuidar dos bois e um outro, saiu em lua de mel. E assim cada um arranjou uma desculpa. Porém outros além de o rejeitarem, ficaram furiosos com os mensageiros e passaram a maltratá-los a ponto de matarem alguns deles e espancarem os demais.              

Ainda é assim. Quem hoje, ouve o convite do evangelho, geralmente tem uma, dessas duas reações: ou fica indiferente, ou despreza a ponto de maltratar o mensageiro. Não é incomum ouvir pessoas criticando os pregadores, e professando ter ódio de quem prega a palavra de Deus. Ao passo que outros ouvem com alegria e aceitam a Cristo.

Quando o rei ficou sabendo que seu convite fora rejeitado perdeu a paciência e tomou uma atitude drástica. Mandou matar aqueles assassinos e incendiou suas casas.

Porém não cancelou a festa. O convite agora foi estendido ao povo comum. Mandou chamar a qualquer um que encontrasse. Maus e bons e a sala do banquete ficou repleta.

O Rei sabia que dando oportunidade ao povo comum, este não teria roupa adequada para ir ao banquete, por isto providenciou roupa de festa para todos. Roupa de graça, assim como era de graça aquela festa.

Um dos convidados foi à festa más resolveu ir do jeito dele. O convite ele aceitou, mas não quis usar aquela roupa, afinal ele tinha sua própria roupa e não estava acostumado a usar terno e gravata. Pôs um esporte fino, uma boa calça social de marca, uma camisa bonita, um bom par de sapatos desses de ultima geração, e foi à festa pensando que lá estaria bem, e demonstrando que tinha personalidade. E que não era como os demais, poderia criar seu próprio estilo. Foi o alvo da atenção de todos. Apareceu. E logo foi visto pelo dono da festa que o chamou e perguntou: amigo, como entraste aqui sem roupa de casamento? Que atrevimento é este? Quer por acaso pôr regras em minha casa? ... Então o Rei chamou os seguranças, e ordenou. Amarrai-o e lançai-o na escuridão e ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados e poucos escolhidos.

Esta parábola ainda permaneça atual. Deus continua chamando pessoas para a festa das bodas do seu filho. O noivo é Jesus e a noiva sua igreja. A festa é o dia que ele vira para trazer o galardão aos que o aceitaram.

‘A parábola das bodas apresenta-nos uma lição da mais elevada importância. Pelas bodas é representada a união da humanidade com a divindade; a veste nupcial simboliza o caráter que precisa possuir todo aquele que há de ser considerado hóspede digno para as bodas’. PJ

A este convite só tem duas alternativas, aceitar ou rejeitar. Quem aceitar será bem tratado e receberá as roupas adequadas para entrar na festa. Quem rejeitar será morto e a casa destruída.

“Nesta parábola, como na da grande ceia, são ilustrados o convite do evangelho, sua rejeição pelo povo judeu e o convite da graça aos gentios. Esta parábola, porém, apresenta-nos maior ofensa da parte dos que rejeitam o convite, e juízo mais terrível. O chamado para o banquete é um convite real. Procede de alguém que está investido de poder para ordenar. Confere grande honra. Contudo esta é desapreciada. A autoridade do rei é menosprezada. Ao passo que o convite do pai de família é considerado com indiferença, o do rei é recebido com insulto e morte. Trataram seus criados com escárnio e desprezo e os mataram”.

O pai de família, vendo repelido o seu convite, declarou que nenhum dos convidados provaria a ceia. “Contra os que ofenderam o rei foi decretada mais que a exclusão de sua presença e de sua mesa. "Enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade." Mat. 22:7.

Para quem não compreende a palavra de Deus, ou para quem não quer viver os seus ensinos, dizer isto é motivo de desgosto, ou mesmo de reprovação. Muitos não gostam de ouvir, que quem não aceitar a Jesus estar perdido, mais é a verdade. Com esta parábola Jesus deixou bem claro que só há uma saída para viver. Aceitar o convite. Os que rejeitaram o convite do rei ele enviou o exercito e matou a todos e pôs fogo nas casas deles. Os que rejeitarem a Cristo da mesma forma serão destruídos, pois ele mesmo disse: ‘O reino dos céus é semelhante ao rei da parábola’.

E o dia da destruição esta perto. Breve este mundo deixara de existir, e todos os que rejeitaram o convite do evangelho serão destruídos.

Esta parábola também se refere à rejeição que os judeus fizeram de Cristo, e por isto receberam o devido castigo. Quando Jesus contou esta parábola ele o fez, na esperança que os que lhe ouviam entendessem a mensagem e se convertessem, mas ao contrario eles fizeram pouco caso, não atentaram para a mensagem e pagaram muito caro por isto.

O convite para o banquete foi transmitido pelos discípulos de Cristo. Nosso Senhor enviou os doze, e depois os setentas, proclamando que era chegado o reino de Deus, e convidando os homens a arrependerem-se e crerem no evangelho. O convite não foi atendido, porém. Os convidados para irem à festa não compareceram. Mais tarde os servos foram enviados com a mensagem:

"Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas”. Mat. 22:4.

 Esta foi à mensagem levada à nação judaica depois da crucifixão de Cristo; mas a nação, que se arrogava de ser o povo peculiar de Deus, rejeitou o evangelho levado a eles, no poder do Espírito Santo. Muitos fizeram isso da maneira mais insolente. Outros ficaram tão exasperados com o oferecimento da salvação, e perdão por terem rejeitado o Senhor da glória, que se voltaram contra os mensageiros. Houve "uma grande perseguição". Atos 8:1. Muitos homens e mulheres foram lançados na prisão, e alguns dos portadores da mensagem do Senhor, como Estevão e Tiago, foram mortos.

Assim o povo judeu selou sua rejeição da misericórdia de Deus. PJ pag

Outra lição da parábola é que não devemos levar a vida jeito que achamos melhor, mas da maneira que Deus ordena. Nossas idéias não são melhores que as de Deus, nem nossos planos melhores que os seus. A vida não é como eu acho, mas como Ele deixou escrito. Não é com as nossas roupas que entraremos na festa, mas com as roupas que ele nos oferece.

Muitos deixarão de entrar no reino de Deus, porque aceitam o convite sem aceitar as regras, querem participar do banquete, mas com suas próprias roupas, vem para a festa já com o intuito de revolucionar tudo. Acham que tudo estar errado e tudo tem que ser mudado. Porque usar esta roupa, se se pode usar outra diferente? Por que agir assim e não de outra maneira? Porque enviar os dízimos para a associação se há necessidade dele aqui? Porque agir dessa forma e não de forma diferente? Esquecem que as normas da igreja foram estabelecidas por Deus e só ele pode alterá-las.

Outra lição que ainda aprendemos dessa parábola é que não entraremos no céu com a roupa da nossa justiça própria. A roupa de festa representa a justiça de Cristo que ele nos oferece de graça. As nossas roupas representam as nossas justiças e elas não têm poder para nos qualificar ao céu.

Porque pela graça sois salvos por meio da fé, e isto não vem de vós é dom de Deus, não vem das obras para que ninguém se glorie’. Efe. 2: 8,9.

Há mais uma lição a aprender. Na festa do Rei há os maus e os bons. Ele convidou a todos, a todos é dada à oportunidade, seja quem for que o aceitar será bem-vindo. Portanto nunca devemos esperar encontrar na festa do Rei só os bons e honestos, por que o Rei convidou a todos.

Em conclusão fica esta lição principal. Para ser salvo tem que aceitar o convite. Quem não aceitar será morto, e nada ficara da sua propriedade. É duro de acreditar, mas a realidade é esta. Ou aceita ou morre. E quem aceitar o convite terá que aceitar as normas do dono da casa. Tem que vestir a roupa que ele oferece. Como se diz atualmente. Tem que vestir a camisa.

O que nos alegra é que, é de graça o banquete, com também a roupa a ser usada no mesmo.

E o espírito e a noiva dizem vem. E quem escutar diga vem. E quem tiver sede diga venha. E quem quiser receba de graça a água da vida”. Apo. 22: 17.

 

Fim

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A cada um a sua obra,


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A cada um a sua obra, 12 de Novembro


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Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? Mateus 18:12.


 As parábolas da moeda e da ovelha perdidas ensinam lições preciosíssimas. Tratam do homem perdido e recuperado. Muitos, muitos mais seriam recuperados se com eles se trabalhasse da maneira representada nessas parábolas. ... Membros da igreja, pedi a Deus que vos dê a preocupação de abrir as Escrituras aos outros, e fazer trabalho missionário pelos que carecem de auxílio. Alguns serão salvos de um modo, outros de outro, mas a obra deve sempre ser feita segundo o Senhor dirija. ... Sejam espalhadas como folhas de outono as publicações que contêm verdade bíblica. Exaltai-O, ao Salvador dos homens, exaltai-O mais e mais perante o povo. ... Assimilai o espírito do grande Obreiro-mestre. Aprendei do Amigo dos pecadores a ajudar os enfermos do pecado. Lembraivos de que na vida dos Seus seguidores tem de ser vista a mesma dedicação que se viu em Sua vida, a mesma sujeição à obra de Deus, de toda pretensão social, toda afeição terrestre. As reivindicações de Deus têm de ter sempre a prioridade. O exemplo de Cristo deve inspirar-nos a empenhar incessante esforço para o bem dos outros. — The Review and Herald, 29 de Abril de 1909. 

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Tendes vizinhos. Não lhes quereis dar a mensagem? Talvez nunca vos sejam impostas as mãos da ordenação, mas podeis levar humildemente a mensagem. Podeis testificar que Deus ordenou que todos aqueles pelos quais Cristo morreu terão a vida eterna, se nEle crerem. — Manuscrito 2, 1905. Que ninguém fique na ociosidade por não saber fazer a mesma espécie de trabalho que os servos de Deus mais experientes estão fazendo. ... Não é só pelos homens das altas posições de responsabilidade no ministério, não só pelos que são membros de mesas e comissões, não só pelos gerentes de nossos hospitais e casas publicadoras, que deve ser feita a obra que fará que a Terra seja cheia do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Esta obra só pode ser efetuada se toda a igreja desempenhar sua parte, sob a guia e no poder de Deus. — Pacific Union Recorder, 24 de Março de 1904.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Usando para Deus nossos talentos,


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Usando para Deus nossos talentos, 5 de Agosto

 Pois será [o reino de Deus] como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. Mateus 25:14, 15. 

A parábola dos talentos... tem aplicação pessoal e individual a todo homem, mulher e criança que possua as faculdades do raciocínio. ... Quando o senhor da casa chamou seus servos, deu a cada um a sua obra. Toda a família de Deus se acha incluída na responsabilidade de usar os bens de seu Senhor. Todo indivíduo, desde o mais humilde e obscuro até ao maior e mais exaltado, é um agente moral dotado de aptidões pelas quais é responsável a Deus. ... A aptidão espiritual, mental e física, a influência, posição, posses, afeições, simpatias, tudo são preciosos talentos a serem usados na causa do Senhor, para a salvação de pessoas pelas quais Cristo morreu. Quão poucos apreciam estas bênçãos! Quão poucos aproveitam seu talento, aumentando sua utilidade no mundo! O Senhor deu a cada um a sua obra. Deu a cada qual de acordo com sua aptidão, e seu legado acha-se em proporção com a sua capacidade. ... Faça o comerciante os seus negócios de modo que glorifique seu Senhor, por motivo de sua fidelidade. Introduza ele sua religião em tudo que faz, e revele aos homens o espírito de Cristo. Seja o mecânico um diligente e fiel representante dAquele que labutava nas humildes carreiras da vida, nas cidades da Judéia. ... Os que foram contemplados com talentos superiores não devem depreciar o valor dos serviços daqueles que são menos dotados do que eles. O menor legado é um legado de Deus. Com a bênção divina, o talento único, mediante o uso diligente duplicará, e os dois usados no serviço de Cristo aumentarão para quatro; e assim o instrumento mais humilde pode crescer em poder e utilidade. 
O propósito sincero, os esforços abnegados, todos são vistos, apreciados e aceitos pelo Deus do Céu. ... Usai vosso dom com mansidão, com humildade, com confiante fé, e esperai até ao dia do ajuste de contas, e não tereis motivo de tristeza nem de vergonha. — The Review and Herald, 26 de Outubro de 1911.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais Pag. 464

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