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quinta-feira, 14 de julho de 2022

O Cristão e a Política

 

O Cristão e a Política

É pecado ser político?


Estamos novamente em campanha eleitoral. E como sempre, somos assediados pelos tantos políticos que nos pedem apoio através de nosso voto. Como cidadãos, temos o dever de cumprir a lei e exercer nossa cidadania votandoe. Porem uma há uma pergunta. Deve um adventista se envolver com política? È certo votar?

Se você está resolvido a votar em alguém nesta campanha eleitoral. Está cumprindo seu dever. Mas se você acha que não é certo votar, e está decidido a não fazê-lo, tudo bem. Isto mostra que você tem sua opinião formada e não confia em políticos.

Mas o que é um político?

É um servidor que ganha do erário publico para servir a comunidade que o elegeu. Seja vereador, prefeito, deputado, senador, governador e presidente da República.

Há três categorias de servidores públicos.

Primeiro, os servidores contratados. São pessoas que prestam serviços temporários em caso de emergência, para cobrir uma lacuna na repartição que atuam. Foram nomeados por um político, e atuam na função até surgir um concurso público. Há também os que ocupam cargos de confiança, os tais DAS. Estes geralmente só permanecem no cargo enquanto durar o mandato do político que os nomeou.

Segundo. Servidores concursados. Estes foram escolhidos entre dezenas de candidatos a uma vaga no serviço público. Estudaram exaustivamente, prestaram uma prova, e foram declarados por uma banca examinadora, aptos a exercer a função à que se candidataram. Quem é aprovado em concurso tem estabilidade no emprego e dificilmente é mandado embora.

O Terceiro tipo de servidor público é o político. Que, como os demais servidores, presta serviço à comunidade, ou criando as leis, ou fiscalizando a administração, ou ainda, administrando o patrimônio público e como os demais, ganha do erário. Estes também enfrentam concurso público. Só que ao invés de uma banca examinadora, quem os examina é o povo no dia das eleições. E este concurso, é muito pior às vezes que o concurso dos demais servidores; pois enquanto no daqueles é examinado apenas a competência e os conhecimentos do candidato, neste é examinado sua competência, seus conhecimentos e a sua vida privada, que é devassada. Qualquer desvio moral que ele tiver se torna público e manchete nos jornais.

Nos demais concursos uma banca examinadora composta de poucas pessoas declaram se o candidato tem condições ou não, de ocupar o cargo. No concurso do político, o povo é quem decide.

Nos segundo caso, se o servidor é um bom ou mau funcionário, não importa, ele tem estabilidade. Fica no emprego até a aposentadoria. No caso do político, se ele é um mau servidor, não permanece no emprego. Pois a cada quatro anos ele tem que ser aprovado em uma nova eleição. Isto se não for mandado embora antes do tempo, como fizeram com o presidente Collor e a presidente Dilma

Todo político é corrupto?

Muitos são contra política por que nela há a oportunidade da pessoa se corromper. E é verdade. Há muitos políticos corruptos, pricipalmente na esquerda. Se for assim, alguns dizem que um fiel adventista não deveria se envolver com esse povo, pois quem o faz esta assumindo o risco de ser influenciado e vir a ser corrompido também.

Porém não é só na política que a pessoa se corrompe. Em qualquer função pública ou privada o risco é o mesmo. Como gerente de uma loja, caixa de um banco, diretor de uma escola ou simplesmente como tesoureiro de uma igreja, onde houver dinheiro, há a tentação, e se a pessoa não tem caráter, corre o risco de desviá-lo para beneficio próprio.

A pessoa que é contra políticos, devia ser também contra trabalhar em qualquer função no serviço público. Pois tanto o político como o servidor público ganham dos impostos que pagamos. E assim como há políticos desonestos, há servidores concursados que também são desonestos, maus servidores, preguiçosos, arrogantes, e que atendem mal a comunidade.

O que eu nunca vi, foi um adventista falar contra emprego público. Pelo contrario. Já vi adventista que fala mal dos políticos, pedindo oração para passar em concurso publico.

E o pior. Muitos que no período das eleições, que falam mal dos políticos, chamando-os de corruptos, e desonestos, depois das eleições, vai à busca desses mesmos políticos e pedem favores. Tais como: passagens, remédios, terrenos, ou que estes intercedam junto ao prefeito, para conseguirem um emprego, ou ainda; um terreno para igreja, ou ajuda para construção, ou simplesmente um ônibus para fazer um passeio com os jovens.

Isto é que é ser desonesto. Se você não gosta de política, não incomode os políticos. Se você não vota, não peça favor a nenhum político. Pois quando ele o ajuda, o faz na crença que será ajudado com seu voto no dia da eleição. E se você recebe o favor e não vota, o desonesto foi você, pois deixou que ele acreditasse em você e você o enganou.

A pergunta continua. É certo votar em partidos políticos?

Que diz a Bíblia?

A Bíblia não fala nada contra votar ou não votar. Porém apresenta o exemplo de muitos homens de Deus que tinha cargos de primeiro escalão na administração pública. Homens como José no Egito, Daniel e seus amigos em Babilônia, são exemplos de que um servo de Deus pode ser honesto em meio aos idólatras e corruptos. Os reis de Israel eram políticos, alguns fizeram o que eram mal perante o Senhor, outros foram bons e andaram com Deus. O problema não era a função, e sim o caráter de cada um.

Que diz o Espírito de Profecia?

No livro mensagens escolhidas, volume dois pagina 336; Ellem White escreveu todo um capítulo cujo título é: Conselhos Sobre Votar.

Neste capítulo ela começa aconselhando a igreja como instituição a não se envolver com política. Ela diz assim. “a nenhum de vós foi imposta pelo senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas em nossas publicações, ou de sobre eles falarem na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a palavra do senhor”

O que ela esta dizendo é que não devemos usar nossos livros e revistas para promover este ou aquele candidato, nem usar o púlpito como palanque eleitoral. “Não devemos como um povo envolver-nos em questões políticas” 

E individualmente eu posso votar?

No mesmo capítulo ela menciona uma reunião em que havia os seguintes pioneiros: Ellem White, Tiago White, J. N. Andrews, Davi Hewit, Josias Hart, Henrique Lyon, e J. P. Kellog.  Nesta reunião eles discutiam se era certo votar a favor dos homens que defendiam a temperança*, ou não votarem em ninguém e correr o risco de os intemperantes ganhar. A maioria achou que era direito votar, só Henrique Lyon foi contra, e ela termina desejando que todos procedessem no temor de Deus.

Portanto, se Ellem White não foi contra votar naquela época, por que razão seria agora?

O que ela foi bem clara, é que. Não devemos declarar nosso voto, nem pressionar para que as pessoas votem no candidato da nossa preferência.

“Mantende secreto o vosso voto. Não acheis ser vosso dever insistir com todo o mundo para fazer como fazeis”. (Carta 4, 1898.)

Ou seja, se o seu irmão deseja votar em outro candidato que não o seu; não insista com ele para mudar. Mantenha seu voto secreto e ele faça o mesmo.

Neste mesmo capítulo, ela informa que os homens da intemperança**,(democratas) foram ao seu escritório, insinuando que os guardadores do sábado, não deveriam votar. (é claro que eles sabiam que os votos dos adventistas seriam contra eles) Ela não lhes deu esperança, e depois escreveu que eles eram obreiros de satanás, e que satanás fosse derrotado era a sua oração. 

Obs. Se ela iria orar para que alguns políticos fossem derrotados, mostra que ela tomou posição política

É correto ser votado?

Pelo que vimos até agora, não há na Bíblia nem no Espírito de Profecia nenhum impedimento em votar ou ser votado.

Agora leia esta afirmação da serva de Deus.

“Unicamente homens estritamente temperantes e íntegros devem ser admitidos em nossas assembléias legislativas e escolhidos para presidir nossas cortes de justiça. As propriedades, a reputação e a própria vida se acham inseguras quando deixadas ao juízo de homens intemperantes e imorais” (Temperança Pág. 48)

“Quantos inocentes foram condenados à morte, como tantos mais foram roubados de todas as suas propriedades terrenas pela injustiça de jurados, advogados, testemunhas e mesmo juízes dados à bebida”  (Signs of the Times, 11 de fevereiro de 1886).

Entendeu?

Ela diz que “unicamente homens estritamente temperantes e íntegros devem ser admitidos em nossas assembléias legislativas e escolhidos para presidir nossas cortes de justiça”. Portanto, só adventistas deveriam ser deputados, senadores ou juizes, pois são os que vivem os princípios da temperança. Os demais, na maioria são dados à bebida, desonestos e mentirosos, defendem o aborto, drogas, feminismo, lGBT, e outras barbaridades. Por isto, tais pessoas não deveriam ser eleitos.

E como muitos de nós, agimos?

Deixam de votar em um adventista que vive os nossos princípios, e defendem nossa igreja, para votar em alguém de outra crença que combate a nossa fé, ou então, votam em um ateu ou mesmo em um à-toa. Isto é incoerência.

Leia mais uma vez o texto citado. “Unicamente homens estritamente temperantes e íntegros devem ser admitidos em nossas assembléias legislativas e escolhidos para presidir nossas cortes de justiça”. Quem mais se aproxima desse padrão, um adventista, alguém de outra igreja, ou alguém sem religião nenhuma? Pense.

Na revista adventista de maio 2006, o Pastor e professor de teologia Dr Albert Timm, argumenta que onde não há candidatos adventistas, devemos votar naqueles que mais se aproximam de nossos princípios religiosos.

Que nosso bom Deus nos ilumine e nesta eleição saibamos escolher os melhores. Estamos cansados de tanta corrupção. Chega de petróleo, mensalão, de dólares na cueca, roubo no INSS de sanguessugas, de vampiros do erário público. Só há uma maneira de tirar os corruptos do poder. Pondo os honestos no lugar deles. E isto só se consegue através do voto.

Seria bom que houvesse em cada estado, dezenas de candidatos adventistas, para que pudéssemos, entre eles, escolher os melhores. Como não há, escolha entre os que existem, aqueles que você julgar mais aptos, e que mais se aproximam dos nossos princípios morais e religiosos. E se houver um adventista, não tenha dúvidas vote neste.


Pr. Manoel Barbosa da Silva

Jubilado 

 

Eis na integra o capítulo mencionado.

Conselhos sobre votar.

Nossa obra é vigiar, esperar e orar. Examinai as Escrituras. Cristo vos advertiu a não vos misturardes com o mundo. Devemos sair dentre eles e separar-nos "e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso". II Cor. 6:17 e 18. Sejam quais forem as opiniões que tenhais em relação a dar o vosso voto em questões políticas, não as deveis proclamar pela pena ou pela voz. Nosso povo deve silenciar acerca de questões que não têm relação com a terceira mensagem angélica. Se já um povo se deveu aproximar de Deus, esse é o povo Adventista do Sétimo Dia. Têm sido feitos admiráveis projetos e planos. Tem-se apoderado de homens e mulheres um ardente desejo de proclamar alguma coisa, ou ligar-se com alguma coisa; eles não sabem o quê. O silêncio de Cristo sobre muitos assuntos, porém, era verdadeira eloqüência. ...

Irmãos, não vos lembrais de que a nenhum de vós foi imposta pelo Senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas em nossas publicações, ou de sobre elas falar na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a Palavra do Senhor. ...

Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas. Todos fariam bem em dar ouvidos à Palavra de Deus: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos Pág. 337

Em luta política, nem vos vinculeis a eles em suas ligações. Não há terreno seguro em que possam estar e trabalhar juntos. O fiel e o infiel não têm terreno neutro em que possam encontrar-se.

Aquele que transgride um dos preceitos dos mandamentos de Deus é transgressor de toda a lei. Mantende secreto o vosso voto. Não acheis ser vosso dever insistir com todo o mundo para fazer como fazeis. Carta 4, 1898.

Os Pioneiros Chegam a Importante Decisão

Assisti à reunião à noitinha. Tivemos uma reunião espontânea, interessante. Depois do tempo de terminar, foi considerada a questão de votar, demorando-nos sobre ela. Primeiro, falou Tiago, depois o irmão [J. N.] Andrews, e foi por eles julgado melhor pôr sua influência a favor do direito e contra o erro. Eles acham que é direito votar em favor dos homens defensores da *temperança governarem em nossa cidade, em vez de, por seu silêncio, correr o risco de serem eleitos homens intemperantes. O irmão [Davi] Hewitt conta sua experiência de alguns dias atrás e está certo de ser direito dar seu voto. O irmão [Josias] Hart fala bem. O irmão [Henrique] Lyon se opõe. Nenhum outro é contrário ao votar, mas o irmão [J. P.] Kellogg começa a julgar que é direito. Os sentimentos são cordiais entre todos os irmãos. Oh! que todos eles procedam no temor de Deus.

Os homens da *intemperança estiveram hoje no escritório, exprimindo de modo lisonjeiro sua aprovação à atitude dos observadores do sábado não votando, e exprimiram esperanças de que eles fiquem firmes nessa atitude e, como os quáqueres, não dêem seu voto. Satanás e seus anjos estão atarefados por esta altura, e ele tem obreiros na Terra. Que ele fique decepcionado é a minha oração. E. G. White em seu diário de domingo, 6 de março de 1859.


**Obs. Naquele tempo a América do Norte estava dividida em duas correntes políticas. Uma defendia que se deveria proibir a venda e o fabrico de bebidas alcoólicas, eram os defensores da temperança. (Jose Bates eram membro de uma associação pro temperança). A outra corrente defendia a liberdade tanto da venda, como do fabrico de bebidas. Estes eram chamados, os da intemperança. Só em 1929, que os defensores da temperança conseguiram aprovar a lei por tanto tempo esperada, mas a lei durou pouco tempo. Esta lei ficou conhecida como a ‘lei seca’ foi neste período que o gangster ‘Al Capone’ ficou famoso por seus contrabandos de bebidas alcoólicas

Quem defendia o fabrico e venda de bebidas alcóolicas eram os democratas esquerdistas.

Os republicanos eram contra

domingo, 26 de junho de 2016

Os Cristãos, e a Lliberdade Religiosa,

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A calamidade que se aproxima

Vivemos dias de ansiedade em relação ao futuro de nosso país. A política, como nunca, esta desmoralizada por causa da corrupção. Usando uma frase predileta do ex presidente Lula, "nunca dantes na historia desse país" foi visto, tanta corrupção e desvio de dinheiro público. O país esta quebrado, a inflação é galopante e o desemprego é alarmante, por causa do desgoverno dos políticos atuais. 
E se fosse o contrario? Se o país estivesse progredindo, todo mundo empregado, a inflação controlada, e não houvesse nenhum indicio de corrupção, o PT e demais partidos de esquerda, mereceriam apoio? Não. A meu ver, nenhum partido comunista merece o apoio dos cristãos. 
Por que?
Em todos os países que em que os comunistas ou socialistas, tomaram o poder, as igrejas foram as primeiras a serem perseguidas. Qualquer leitor atento, sabe das agruras que o povo de Deus sofreu nestes países. Igrejas fechadas, pastores presos, instituições cristãs, nacionalizadas, e a liberdade de crença e opinião reprimida. 
Não devemos apoiar, partidos de esquerdas, por causa da ameaça a liberdade religiosa que representam, e dos projetos de leis, cruéis,  imorais, e contra os princípios da família e da palavra de Deus.  
Algo parecido com o que alguns políticos aqui no Brasil, tentam impor. Exemplo:
a. Proibição de símbolos religiosos em repartições públicas
b. Proibição da leitura da Bíblia nas escolas
c. Casamento de Homossexuais,
d. Aborto
e. Proibir a livre expressão de suas crenças religiosas
f. Controle da mídia e das redes sociais
g. etc

O que temos nós cristãos com isto? Não é melhor esquecer esses assuntos e concentrar no mais importante, que é pregar a palavra de Deus?
Devem os cristãos lutar por liberdade religiosa, e desaprovar toda ameaça, que surge contra nossos princípios cristãos?
Alguns pastores e líderes acham que não. Dizem que os cristãos não devem  se meter com política, para não despertar nenhum tipo de preconceito. No entanto a conhecida escritora  cristã, Ellen White, muito respeitada nos arraias adventistas, pensava o contrário em se tratando de intolerância religiosa,  escreveu o texto a seguir:


Não Ficar Parado, Sem Fazer Nada

"É nosso dever fazer tudo que estiver ao nosso alcance para evitar o perigo que se aproxima. ... Sobre homens e mulheres de oração, em todas as partes do país, recai a grande responsabilidade de pedir que Deus afaste essa nuvem do mal, e conceda mais alguns anos de graça para trabalharmos para o Mestre". Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.

"Os que estão agora guardando os mandamentos de Deus precisam pôr-se em atividade para obter a ajuda especial que só Deus pode dar-lhes.

Devem trabalhar mais diligentemente para adiar até quando for possível a calamidade que se aproxima". Review and Herald, 18 de dezembro de 1888.

"O povo de Deus, que guarda os mandamentos, não deve permanecer calado neste tempo, como se aceitássemos a situação de bom grado". SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 975.

"Não estamos cumprindo a vontade de Deus se nos deixarmos ficar em quietude, nada fazendo para preservar a liberdade de consciência. Fervente e eficaz oração deve ascender ao Céu para que essa calamidade seja deferida até que possamos realizar a obra por tanto tempo negligenciada. Haja as mais fervorosas orações, e então trabalhemos em harmonia com as nossas orações". Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 320 e 321.

 "Há muitos que estão despreocupados, e se acham, por assim dizer, adormecidos. Eles dizem: "Se a profecia predisse a imposição da observância do domingo, a lei certamente será promulgada", e, tendo chegado a essa conclusão, assentam-se em calma expectativa do evento, confortando-se com o pensamento de que Deus protegerá Seu povo no tempo de angústia. Mas o Senhor não nos livrará se não fizermos algum esforço para realizar a obra que Ele nos confiou. ...

"Como fiéis atalaias, deveis dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade". Review and Herald Extra, 24 de dezembro de 1889.



Combater as Leis Dominicais Pela Pena e Pela Voz

"Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um sábado espúrio, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os homens que o exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos". Fundamentos da Educação Cristã, pág. 475.

"Espero que a trombeta dê o sonido certo no tocante a esse movimento da lei dominical. Penso que seria melhor se, em nossas revistas, o assunto da perpetuidade da lei de Deus se tornasse uma especialidade. ... Devemos agora fazer tudo que for possível para derrotar essa lei dominical". Counsels to Writers and Editors, págs. 97 e 98.
Pelo exposto acima, fica claro que a escritora citada, defendia uma igreja atuante no combate às leis arbitrárias, e aos políticos  que as promovem. Às leis, combatendo-as, pela pena e pela voz; ou seja, escrevendo contra e fazendo discursos. E aos políticos, não votando neles, para não se tornar cúmplices deles nas leis abusivas por eles criadas.
Antes de ficar calado, pense nisto. Afinal, diz o ditado popular; "quem cala consente"

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ilhas Fiji têm presidente adventista do sétimo dia


Ilhas Fiji têm presidente adventista do sétimo dia


Militar serviu ao país por 41 anos e foi estudante de Harvard
Militar serviu ao país por 41 anos e foi estudante de Harvard
Suva, Ilhas Fiji … [ASN] Pela primeira vez um adventista do sétimo dia se torna presidente de uma nação. Com 31 votos a favor e 14 contra, o general-de-divisão Jioji Konrote, 67 anos, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia local, foi eleito pelo parlamento para um mandato de três anos no comando do país do Pacífico. A cerimônia de posse de Konrote, que exerce a função de ministro de Emprego, Produtividade e Relações Industriais, está prevista para ocorrer no próximo dia 5 de novembro.
No anúncio oficial sobre a nomeação, o primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, disse que o general adventista é “um modelo de lealdade, coragem e devoção como comandante militar, de honestidade e dedicação como ministro, e de tato e perseverança como um diplomata”.
Konrote tem um longo currículo como militar e diplomata. Ele é o único fijiano a ser nomeado comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano e secretário-geral adjunto das Nações Unidas. Ele tem servido como o Alto Comissariado da ONU para a Austrália e Fiji, além de embaixador plenipotenciário para Cingapura. Em 2006, foi eleito membro do parlamento de Fiji e, desde então, tem servido como ministro.
Igreja
A Igreja Adventista possui cerca de 25 mil membros nas Ilhas Fiji, que se reúnem em 260 congregações, de acordo com as estatísticas dos arquivos oficiais da sede mundial adventista. No país, no entanto, a religião predominante é o Metodismo, que tem mais de um quarto da população como membro. Em 1890, o primeiro navio missionário chamado Pitcairn foi construído e lançado à água em um projeto missionário da Igreja Adventista nas ilhas do Pacífico Sul. Saiu de San Francisco, nos Estados Unidos, no dia 20 de outubro.
O arquipélago é formado por 322 ilhas e um terço desse território é desabitado. As ilhas são montanhosas com picos que se erguem até 1.324 metros cobertos por florestas tropicais. O país possui pouco mais de 901 mil habitantes em uma área de 18.274 quilômetros quadrados.

 [Equipe ASN, da redação com reportagem da Adventist Review]

Fonte - http://noticias.adventistas.org/

terça-feira, 5 de maio de 2015

Declaração da Igreja Adventista sobre a pré-candidatura de Ben Carson

Declaração da Igreja Adventista sobre a pré-candidatura de Ben Carson


A Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou esta declaração sobre o anúncio de 4 de maio do Dr. Ben Carson, neurocirurgião aposentado e membro adventista, que vai buscar a nomeação do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.

À medida que o ciclo eleitoral de 2016 dos Estados Unidos começa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está ciente do aumento do interesse na esperada candidatura presidencial do Dr. Ben Carson. A história do Dr. Carson é bem conhecida para a maioria dos adventistas. Ele é um médico muito respeitado e conceituado com grande destaque em sua profissão. 


A Igreja Adventista sempre assume a posição de não apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo eletivo. Os membros da igreja são livres para apoiar ou se opor a qualquer candidato como bem entenderem, mas a Igreja, como instituição, não empresta seu nome como palanque eleitoral. Deve-se tomar cuidado para que o púlpito e toda a propriedade da igreja permaneçam como espaço neutro quando se trata de eleições.

A igreja confirma sua posição clara sobre a separação entre Igreja e Estado, tendo trabalhado diligentemente para proteger os direitos religiosos de todas as pessoas de fé, não importa qual seja a sua afiliação denominacional. 

“Devemos, portanto, trabalhar para estabelecer uma Liberdade Religiosa robusta para todos e não devemos usar nossa influência com líderes políticos e civis tanto para avançar a nossa fé ou inibir a fé dos outros. Os adventistas devem levar a sério as responsabilidades cívicas. Contudo, os adventistas não devem enfatizar a política ou utilizar o púlpito ou as nossas publicações para promover teorias políticas.” (A partir da Declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, adotada pelo Concílio de Relações Intereclesiásticas/Inter-religiosas da Igreja Adventista do Sétimo Dia em março de 2002).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia valoriza o Dr. Carson como valoriza todos os membros. Contudo, é importante para a igreja manter o seu apoio histórico de longa data à separação entre Igreja e Estado ao não endossar ou se opor a qualquer candidato. 


Com informações de Adventist Review


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Franklin Graham: "Há tempestades à vista!"

Franklin Graham: "Há tempestades à vista!"



"Os tempos mudaram. E nenhum político ou partido político pode nos salvar."
Isso é o que Franklin Graham disse a uma multidão Oklahoma City na noite de ontem na Conferência de Evangelismo do estado de Oklahoma.
Falando sobre as forças do humanismo secular que se enraizaram nos Estados Unidos, Franklin Graham pediu aos seguidores de Cristo a ter um interesse ativo na política - dos conselhos escolares locais até Washington.
"Agora eu não estou falando sobre os batistas ou republicanos e do Tea Party", disse ele. "Eu não tenho nenhum confiança de que qualquer um desses políticos ou qualquer partido vai transformar este país. A única esperança para este país são homens e mulheres de Deus que se levantem e tomem uma posição."
"Bem, você diz: 'Agora Franklin, seu pai não entraria nesses assuntos", Franklin Graham disse, dirigindo-se a necessidade de levantar-se contra o secularismo.
"Espere um segundo. Meu pai, quando ele ia para a escola, tinha uma Bíblia nas escolas", continuou ele. "Quando ele estava indo para a escola, eles tinham os Dez Mandamentos na parede. Quando ele estava indo para a escola, você poderia orar na escola, e os professores conduziriam essas orações.
"Nosso país mudou. E temos de tomar uma posição."
Falando sobre crescer nos anos 50 e 60 sob a ameaça vermelha, Franklin Graham lembrou que o comunismo era visto como o maior inimigo da liberdade.
"Quando o Muro de Berlim caiu, todo mundo disse que ganhamos", disse ele. "E veio o secularismo. E secularismo e comunismo são a mesma coisa. Eles estão sem Deus. Eles são anti Cristo".
A mensagem foi forte e desafiadora. Mas um fio de esperança correu através dela, do início ao fim.
"Há apenas um que pode salvar", disse Franklin Graham. "Apenas uma esperança. Jesus Cristo."
A partir de Mateus 8, onde Jesus acalmou a tempestade que teve seus discípulos temendo por suas vidas, Franklin lembrou a multidão que não somos muito diferentes das pessoas que estavam com Jesus 2.000 anos atrás.
"Há tempestades que estão chegando", disse ele. "E nós nos encontramos essas tempestades, e muitas vezes nós, como igreja, corremos e corremos para o lugar errado.
"Você vê, Jesus está no barco. Tudo o que temos a fazer é chamá-lo, invocar o seu nome."
Às vezes, isso vai significar enfrentar o ridículo de um mundo secular, Franklin Graham continuou. Mas o povo de Deus tem que ser forte.
"Os secularistas e os humanistas, quando você menciona o nome de Cristo, pulam em cima de você", disse ele. "Eu fico saltando o tempo todo. Eu não me importo. Eu realmente não me importo.
"Eu entreguei minha vida a Cristo, Ele morreu por mim;.. Ele derramou o seu sangue por mim, eu não vou voltar atrás, e eu não vou correr."

Publicado no Charisma News

http://www.noticiascristas.com/2015/02

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os Cristãos Podem Ser Canditatos a Algum Cargo Político?

 

Fonte - http://www.nasaladopastor.com/2014/09

 

Os Cristãos Podem Ser Candidatos a Algum Cargo Político?


Não é errado ser político, errado é ser corrupto. Devemos procurar candidatos que tenham princípios cristãos e que irão defender esses princípios ao elaborarem leis e ao representarem os seus eleitores.

Cristo disse: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21). O cristão deve ser politizado mas não politiqueiro.

Vários versos bíblicos orientam para termos em alta consideração as autoridades.

Romanos 13:1: Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

Tito 3:1: Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra,

1 Pedro 2:14:  quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem.

Deus ama a humanidade. Quando um governante dirige bem, alegra o coração de Deus.
Quando um governante governa com injustiça, corrupção ou qualquer outra impropriedade, o povo sofre, e Deus fica triste com isso.

Aqueles que dizem que o meio político não é um ambiente apropriado para um cristão estão caindo num erro condenado pela Bíblia. O erro de separatismo farisaico das demais funções e pessoas da sociedade.

... povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. És no meu nariz como fumaça de fogo que arde o dia todo. (Isaías 65:5 RA)

Pensemos bem: para uma sociedade funcionar são necessários líderes. E se nós cristãos fazemos parte da sociedade, porque não podemos ajudar a tornar esta sociedade um lugar melhor mediante nossa participação nas decisões que influenciam os demais cidadãos?

Jesus disse que os Cristãos devem ser o sal (Mateus 5:13) - aqueles que tornam este mundo melhor  pela sua presença e atividades.

É bem verdade que não pode haver nenhuma harmonia entre a luz e as trevas. É algo bastante difícil permanecer honesto e fiel aos princípios da Palavra de Deus frente às exigências do meio político. Mas embora seja difícil não é impossível.

Eles não são do mundo, como também eu não sou. (João 17:16 RA)

 E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. (Efésios 5:11 RA)

Na Bíblia temos exemplos de servos de Deus (como Daniel, José, Ester e outros) que foram uma benção em suas atividades ligadas aos governantes.

Exercer a política (no correto sentido da palavra) é exercer o dom da administração. Este é um dom de Deus (chamado também de “governos” - em 1 Coríntios 12:28). Muitas pessoas podem ser abençoadas por um dirigente justo, honesto e competente.

Há um verso bíblico que se refere a todos os nossos deveres e, secundariamente, se refere a nossos deveres cívicos também:

Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando. (Tiago 4:17 RA)

Se como cidadão tenho a oportunidade de escolher um bom candidato e não o faço sou responsável por isso.

Se como cidadão tenho o dom e a disposição de ser um bom candidato a algum cargo público, porque não o fazer?

Se como cidadão posso exercer bem as funções políticas, para benefício da sociedade, porque não o fazer?

Não há nada de errado em ser um político.

Se o desejo da pessoa ao se candidatar é ajudar o povo, e não explorá-lo, Deus irá abençoar esta pessoa em sua função.

Pastor Jobson Santos


Setor Respostas Teológicas da Rede Novo Tempo de Comunicação em 15 de junho de 2005.
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Religião e política não se misturam?

 

Fonte - http://megaphoneadv.blogspot.com.br/  

 

Religião e política não se misturam?


Religião e política se misturam sim. Mas com limites.

O evangelho tem implicações sociais. E suas interpretações também. O capitalismo, por exemplo, descende de uma visão religiosa de mundo, especificamente o puritanismo protestante. Religião não pode ser engavetada como um detalhe periférico sem importância. A menos que todos engavetem igualmente suas ideologias, inclusive aquelas diretamente ligadas à política, pois a vida "política" lida com questões morais e religiosas.
A candidata Luciana Genro criticou o pastor Everaldo por misturar política e religião, e na sequência quis saber a opinião dele sobre o preconceito e a discriminação aos gays. Uma questão moral. Eduardo Jorge pediu a opinião de Aécio sobre o aborto, outra questão moral. Todos eles possuem uma posição pautada numa visão de mundo, numa “ideologia”. As decisões políticas sobre questões morais estão pautadas em códigos morais, e não existe neutralidade nesse campo. A “moralidade no vácuo” é mito.
O liberal, progressista, socialista etc. decidem baseados na sua plataforma de pressuposições, na sua visão de mundo. O religioso está proibido de fazê-lo. Mas quem disse que uma cosmovisão religiosa deve ser considerada inferior a cosmovisões filosóficas/ideológicas?
O cristianismo, por exemplo, é uma cosmovisão ampla, que afetou e moldou tudo, inclusive a política, a democracia e o conceito de Estado e sociedade. A nossa democracia não é grega; é liberal, tem o dedo religioso desde o início.
Os religiosos votam, usam serviços públicos, pagam impostos, vivem em uma democracia que existe no mundo, não fora dele. É errado misturar política com cristianismo? Só se for errado misturar política com marxismo/humanismo/positivismo/materialismo. Se declarar "evangélico" ou "pastor" é impróprio, mas se declarar socialista, marxista, liberal é legal? Por quê?
Religiosos não podem influenciar o Estado, mas ateus materialistas, comunistas, abortistas etc. podem? Por quê? Todas essas visões têm implicações morais e religiosas. Portanto, esse choro aí é apenas um eco equivocado do iluminismo e da sofisticada revolução humanista sem religião que criou um paraíso na terra (ironic).
A meu ver, o erro da mistura "religião + política" está na imposição, no Estado religioso (como o Estado Islâmico), no desrespeito às liberdades garantidas por um Estado laico, em tomar decisões privilegiando os interesses de um grupo religioso em detrimento do interesse comum. Ou tomar decisões coletivas sem atentar para as reais necessidades das minorias.
Como adventista, descendente do ramo radical da Reforma Protestante, defendo a separação da igreja e do Estado. Mas religião e política se misturam sim. Sempre se misturaram. O que precisamos discutir é como essa mistura deve acontecer. Na hora do voto, o meu cristianismo vai junto comigo.
Nota: A matéria de capa da Revista Adventista de setembro reflete sobre o papel político do cristão. Quem assina o texto é o doutor em educação John Wesley Taylor V, que atua como diretor associado do departamento de educação da sede mundial da Igreja Adventista. Taylor apresenta as principais posturas cristãs sobre a relação entre fé e política e um panorama das histórias bíblicas que oferecem orientações sobre o tema. No fim, ele sugere uma participação muito mais ativa dos cristãos na vida pública, por meio da preservação do meio ambiente e promoção da justiça, moralidade e paz. A edição deste mês estará disponível em breve no site: http://www.revistaadventista.com.br/

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O cristão é um cidadão?


O cristão é um cidadão?

A resposta para essa pergunta, objetivamente, conforme a Bíblia, é sim. O cristão, nesse sentido, tem pelo menos duas cidadanias. Uma neste mundo, por conviver aqui com outras pessoas na chamada sociedade. E outra, que é a chamada cidadania celestial, bem descrita em textos como o de Filipenses 3:20, em que Paulo diz que “nossa pátria está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”
A última cidadania tem muito a ver com a grande esperança eterna de um cristão que se vale da Bíblia como regra exclusiva de fé. Ou seja, o cristão não se conforma em viver apenas nessa realidade, mas olha para o futuro com alegria, quando o pecado e suas consequências tiverem fim por ocasião da volta gloriosa de Jesus Cristo. É com isso em mente que vive diariamente o cristão bíblico.
Mas e enquanto isso? Como passar os dias por aqui em uma sociedade corrupta, mas que necessita de bons exemplos, de boas referências, de algum tipo de inspiração até para conhecer melhor a mensagem de Cristo?
Evidentemente, o cristão bíblico deve ser missionário e, em meio a essa tarefa, está a de ser um bom exemplo para os seus amigos, vizinhos e parentes. E isso inclui respeitar as autoridades constituídas (Romanos 13:1-7), cumprir com as leis definidas por essas autoridades quando elas não se chocam ou contradizem as leis divinas (Mateus 22:17-22) e agir em favor da sociedade em que se vive, principalmente no que diz respeito a uma educação melhor, saúde preventiva, preservação do meio ambiente como criação divina, entre outras tarefas.
Contribuição para a sociedade
É claro que personagens bíblicos como José, Daniel e Ester foram excelentes exemplos de pessoas que, valendo-se de suas funções públicas, ajudaram a tornar melhor o ambiente em que viviam. José se envolveu com a organização do governo e das finanças egípcias; Ester colaborou para o livramento de um povo ameaçado por uma legislação injusta que proibia a liberdade religiosa, e Daniel empreendeu uma administração honesta e confiável a ponto de se tornar superior em diferentes impérios.
Obviamente, não tiveram de se submeter a uma candidatura, nem eleições como hoje ocorrem nos países democráticos. Foram colocados ali por uma intervenção divina direta e clara. Hoje, em países como o Brasil e outros considerados os campeões da corrupção na administração pública, as disputas eleitorais são sempre colocadas sob suspeita por seu perfil menos honesto e compatível com o modo de vida orientado pela Bíblia. É por isso que a Igreja Adventista na América do Sul elaborou um documento para nortear um pouco mais as relações a respeito do tema.
Voto, ação e candidaturas
Mas isso isenta o cristão de votar adequadamente em candidatos com propostas que sejam aceitáveis sob o ponto de vista mais amplo dos ensinamentos bíblicos? Penso que não. Ele deve votar conscientemente e mais do que isso: deve ser um cristão exemplar em seus negócios sem se envolver com compra de votos, desonestidade, sonegação de impostos ou outros artifícios para se ter vantagem sobre os demais. Isso é bíblico também! (veja o mandamento que proíbe a mentira em Êxodo 20). Deve ajudar em causas humanitárias, em projetos educacionais, em ações de prevenção de saúde, de melhorias da infraestrutura urbana e rural, enfim, precisa mostrar que é uma bênção nos dias atuais a quem o rodeia.
É sábia a decisão de denominações como a Igreja Adventista, por exemplo, de não estimular candidaturas políticas. A organização sabe que os bastidores de uma campanha são complicadíssimos para os que se dizem seguidores fiéis de Cristo. No entanto, ao mesmo tempo, respeita a liberdade individual dos que desejam se candidatar. Ela dá normas para quem se aventura por essa área sem impedir ninguém de fazer isso.
As eleições presidenciais para o Brasil estão começando e os cristãos não devem ficar alienados desse processo. A confiança total é posta sobre Deus, que está acima de países, reinos e administradores. Mas há uma parte a fazer. E essa não se pode ignorar. Somos cidadãos também com um papel muito relevante. Claro que precisamos agir com prudência e cuidado nessa área política. Se nos omitirmos, deixaremos de fazer nossa parte. Se nos tornarmos apaixonados pelo partidarismo político, também cairemos em outro desequilíbrio com prejuízos previsíveis.
Equilíbrio é a meta!

Fonte - http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/felipe-lemos

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os Adventistas e a Política


 

Os Adventistas e a Política



Por que ter orientações sobre esse assunto?

Em tempos onde a política e a religião se cruzam permanentemente com impacto direto na vida dos religiosos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia sente necessidade de deixar claro seu posicionamento frente a temas relacionados à política e eleições. Ao mesmo tempo em que não é proprietária e nem incentiva a participação em partidos políticos por parte de seus membros, a Igreja Adventista também reconhece seu papel dentro da sociedade como uma organização ativa e envolvida com questões pertinentes à cidadania.

Nessa cartilha, são apresentadas abordagens sobre três aspectos que a Igreja Adventista julga importante dentro dessa temática e que são válidos para todos os países que integram a Divisão Sul-Americana: os adventistas e a política partidária, os adventistas e as eleições e os adventistas e o relacionamento com candidatos adventistas.

Há dois motivos principais para a produção dessa cartilha. O primeiro é que as orientações funcionem como um guia conciso e unificado de orientações a respeito do tema para que os membros compreendam o que pensa a organização. Além disso, também serve como referência para que políticos e partidos entendam como age a Igreja Adventista e não criem quaisquer expectativas diferentes das que ela se propõe.

Os adventistas e a política partidária

Nesse assunto, as principais referências são os capítulos “Nossa Atitude Quanto à Política” do livro Obreiros Evangélicos, páginas 391-396, e trechos do livro Fundamentos da Educação Cristã, páginas 475 a 484, ambos escritos por Ellen White.

Existem pelo menos três princípios fundamentais que regem a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre a política. Um deles é o princípio da separação entre Igreja e Estado, o que leva a cada uma dessas entidades a cumprir suas respectivas funções sem interferir nos negócios da outra. A Igreja crê que só poderá preservar esse princípio por meio de uma postura denominacional sem compromissos partidários, não se posicionando nem a favor e nem contra quaisquer regimes ou partidos políticos. Essa postura deve caracterizar, não apenas a organização adventista em todos os seus níveis, mas também todas as instituições por ela mantidas, todas as congregações adventistas locais, bem como todos os obreiros assalariados pela organização.

A Igreja encontra nos ensinos de Cristo e dos apóstolos base suficiente para evitar qualquer militância política institucional. O cristianismo apostólico cumpria sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O próprio Cristo afirmou que o Seu reino “não é deste mundo” e que, por conseguinte, os Seus “ministros” não empunham bandeiras políticas (João 18:36). Qualquer compromisso político ou partidário por parte da denominação dificultaria a pregação do “evangelho eterno” a todos os seres humanos indistinta-mente (Mateus 24:14; Apocalipse 14:6).

Outro princípio fundamental é que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos, e que esta justiça individual, por sua vez, deriva do interior da própria pessoa. Reconhecendo as dimensões sociais do pecado, a Igreja apoia e mesmo participa de projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária sem conflitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome da sua agência humanitária ADRA  (Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), outros pela ASA (Ação Solidária Adventista) e demais departamentos da Igreja Adventista. No entanto, a Igreja não participa de quaisquer greves e passeatas de índole política e partidária que acabariam comprometendo sua postura de não defender qualquer partidarismo.

O cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis e isso está evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Marcos 12: 17. O Novo Testamento apresenta várias orientações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Romanos 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13-17). Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredirem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

Orientações práticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não apoia e nem possui partidos políticos e nem repassa recursos a essas organizações por entender que adota uma postura não partidária.
  2. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não permite que, em seus templos, sejam realizadas reuniões com finalidade político-partidária ou de cunho eleitoral.
  3. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não mantém bancada de parlamentares em nível municipal, estadual e federal e nem de líderes políticos de quaisquer regiões administrativas ou demais países que fazem parte da Divisão Sul-Americana.

Os adventistas e as eleições

Além da Bíblia Sagrada, os adventistas usam como referência para esse assunto os escritos de Ellen White, escritora norte-americana e cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O assunto está presente em vários de seus livros.

Na edição da revista Review and Herald, de 15 de outubro de 1914, em artigo reproduzido no livro Obreiro Evangélicos, páginas 384-388, Ellen White enfatizou a responsabilidade de cada cidadão exercer toda influência dentro do seu poder para refrear o tráfico de bebidas alcoólicas, incluindo seu voto: “Mesmo não sendo sábio nos envolvermos em questões políticas, ainda assim é nosso privilégio tomar uma posição decidida sobre todas as questões relacionadas à reforma da temperança. Tenho dado muitas vezes a esse respeito um claro testemunho”. Em um artigo publicado na Review de 8 de novembro de 1881, ela escreveu: “Há uma causa para a paralisia moral da sociedade. Nossas leis apoiam um mal que lhes está destruindo a própria base. Muitos lamentam o mal que sabem existir, mas se consideram livres de qualquer responsabilidade no assunto. Isso não pode ser. Todo indivíduo exerce uma influência na sociedade. Em nossa terra favorecida, todo eleitor tem de certo modo voz em decidir que espécie de leis hão de reger a nação. Não deviam sua influência e voto ser postos do lado da temperança e da virtude? Podemos apelar para os amigos da temperança, a fim de que promovam a união para o conflito, e para procurar impedir a onda do mal que está desmoralizando o mundo; mas de que valem todos os nossos esforços, enquanto os negociantes de bebidas alcoólicas forem apoiados por lei?

“Falamos nos resultados, trememos em face deles, e cogitamos no que poderemos fazer com esses terríveis resultados, ao passo que, muitas vezes, toleramos, e até sancionamos a causa dos mesmos. Os defensores da temperança deixam de cumprir todo o seu dever, a menos que exerçam sua influência, pela palavra e pelo exemplo – palavra, pena e voto – em favor da proibição e abstinência total. É escusado pensar que Deus opere um milagre para efetuar essa reforma, afastando assim a necessidade de esforço de nossa parte. Nós mesmos precisamos de agarrar-nos com esse gigante inimigo, tendo como divisa: não transigir, nem cessar nossos esforços até que a vitória seja alcançada.’” (Review and Herald, 15 de outubro de 1914; citado em Obreiros Evangélicos, páginas 387 e 388 e Temperança, páginas 253 e 254).

Fica claro nesses e em outros textos que os adventistas devem optar, na hora do voto, por candidatos que promovam, em suas ideias de campanha, conceitos em favor da saúde, da temperança (uso equilibrado dos recursos naturais) e defendem o direito à liberdade de expressão religiosa. Já que, em muitos países, o voto é obrigatório e é prudente que se respeitem as leis, o ideal é privilegiar candidatos com esse perfil.

Orientações práticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. A Igreja Adventista recomenda que os membros participem das eleições em seus países desde que nessas ocasiões não haja qualquer incompatibilidade com os princípios bíblicos defendidos pela Igreja.
  2. É orientado que os membros votem em candidatos que defendam os princípios de temperança – o que inclui combate ao fumo e bebidas alcoólicas – questões de liberdade de expressão religiosa, separação entre Igreja e Estado e que efetivamente tenham propostas concretas para melhorar a qualidade de vida da população em geral especialmente nas áreas de saúde, educação e família. Mas não há qualquer orientação quanto a voto em candidatos de determinados partidos políticos.
  3. Pastores, líderes locais ou profissionais adventistas não devem promover candidatos em cultos regulares ou demais programas oficiais da Igreja Adventista, tampouco nas sedes administrativas e instituições educacionais, de saúde ou sedes de projetos da ADRA ou mantidos de alguma forma pela organização adventista. A Igreja Adventista não apoia a mobilização para que sejam dados votos a um determinado candidato.
  4.  É vedado o uso do dízimo para pagamento de qualquer pessoa para fazer discursos sobre questões políticas.

Candidatos adventistas

Entre os direitos do cristão adventista no exercício de sua cidadania está o de ocupar cargos políticos. O Antigo Testamento menciona vários membros do povo de Deus que exerceram funções de grande projeção no governo de importantes nações pagãs da época. Por exemplo, José foi por muitos anos primeiro ministro do Egito, a mais importante nação da época (Gênesis 41:38-45). Colocado por Deus sobre o trono daquele país (Gênesis 45:7, 8), José se manteve “puro e imaculado na corte do rei”; e foi “um representante de Cristo” aos egípcios (Medicina e Salvação, p. 36; Patriarcas e Profetas, p. 368-369). Daniel exerceu importantes cargos governamentais em Babilônia sob o reinado de Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro (Daniel 2:48, 49; 5:11, 12,29; 6:1-3, 28; 8:27). Com um apego incondicional aos princípios divinos, Daniel e seus com¬panheiros foram embaixadores do verdadeiro Deus na corte desses reis (ver Daniel capítulos 1, 3 e 6). É interessante notar que José e Daniel foram nomeados para suas funções públicas pelos próprios monarcas da época. Mas hoje, na maioria das democracias modernas, as pessoas precisam se candidatar e concorrer a tais funções em um processo bem mais competitivo. Embora a Igreja Adventista do Sétimo Dia normalmente não encoraje e nem desestimule a candidatura política dos seus membros, ela também reconhece que a sociedade tem sido beneficiada pelo bom exemplo de alguns políticos adventistas que concorrem honestamente a determinados cargos públicos e os exercem dignamente, sem comprometerem com isso os princípios bíblicos. A influência positiva de políticos adventistas tem sido decisiva, em vários países, para o estabelecimento de legislações que facilitem a observância do sábado.

Orientações práticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. Candidatos adventistas não devem usar o púlpito e nem programas oficiais da Igreja para pedir votos.
  2. É recomendado que os membros que se candidatam a cargos públicos eletivos deixem suas funções na igreja local. No caso de pastores e obreiros assalariados, é obrigatório que os mesmos deixem seu trabalho na obra adventista antes de lançar suas candidaturas.
  3. Adventistas com cargos eletivos não possuem autorização para falar em nome da Igreja Adventista em eventos, reuniões ou seminários. Também não são representantes da Igreja Adventista no parlamento ou poder executivo. São apenas membros da Igreja com um cargo eletivo.
Liberdade Religiosa Divisão Sul-Americana 
 

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