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sábado, 19 de setembro de 2026

A HORA TRANQUILA

 

A HORA TRANQUILA

Pags. 1 e 4

por Tercio Sarli

O poder de uma nova paixão

Este é o título de um interessante capítulo do livro Colunas do Caráter, do Prof. Siegfried J. Schwantes. Esse notável escritor e teólogo da Igreja, mostra, com clareza e propriedade, como o mal que muitas vezes quer aninhar-se em nosso coração, pode ser substituído e vencido por um novo amor, uma nova razão de viver e de ser feliz.

Na realidade, uma lei fundamental que Deus colocou no mundo espiritual e moral é a lei da substituição. Isso significa que o único meio de se livrar de algo ruim em nossa vida, é substituí-lo por algo bom. Não se pode simplesmente pôr de lado um mau pensamento, um mau hábito, uma tendência perniciosa, como se descarta um objeto qualquer sem maiores conseqüências. No reino espiritual, na vida cristã, o segredo da vitória é o que está registrado na Palavra de Deus: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rom. 12:21). Aliás, esse princípio é verdadeiro também no âmbito do sentimento e da emoção. Uma paixão só pode ser vencida por uma outra paixão.

Alguns grandes filósofos do passado, como Sócrates e Platão, ensinavam que o simples conhecimento do bem era suficiente para se vencer o mal. Alimentavam uma ingênua confiança no poder do pensamento e do conhecimento como força propulsora do bem e da virtude. Ledo engano. Como bem comenta o autor do livro citado, o que prende o homem aos vícios e ao pecado não é nenhuma convicção ditada pela lógica. São liames afetivos cujas raízes se prendem a impulsos básicos da natureza humana. Só um novo amor, mais poderoso e mais sublime, pode romper as cadeias de uma prática viciosa ou de uma paixão inconveniente, longamente acariciada.

Foi Cristo quem introduziu um novo elemento capaz de regenerar o homem e a sociedade - o amor. Só o verdadeiro e genuíno amor pode conquistar o homem todo e expulsar dos recessos de sua personalidade os demônios do egoísmo e da desvirtuada sensualidade. Ensina o insigne escritor de Colunas do Caráter: "A paixão desvairada que arrasta o indivíduo para o lodaçal do pecado, deve se opor à paixão santa que ergue o homem para perto de Deus." A vitória está na correta substituição. Esse sublime princípio se encontra mesmo no âmago do próprio plano de salvação, que fez com que Cristo morresse em nosso lugar, para que nós pudéssemos nos salvar. Ele foi o nosso substituto na cruz, o que nos tornou aceitáveis a Deus.

"A batalha no âmbito do espírito, e no campo moral, se dá entre fogo e fogo. O fogo da paixão que degrada e avilta, ou o fogo da paixão que purifica e eleva." - Ibidem. Ninguém pode viver no vazio. O coração rejeita o vácuo. Como escreveu o poeta Adelmar Tavares tão belamente:

*A gente nunca está só:

Ou se está com uma saudade

De um sonho desfeito em pó,

Ou se está com uma esperança

De nova felicidade,

No coração que não cansa.

Sempre uma sombra com a gente,

Constantemente,

Uma sombra boa ou má;

Só é que nunca se está.*

Há sempre uma luta entre o bem e o mal dentro de nós. Cada um tenta levar a vitória. Como fazer vencer o bem? Pela lei da substituição ou da ocupação do lugar. Sua leitura tem sido imprópria para a sua formação espiritual? Troque-a por bons livros. Seus companheiros exercem influência negativa sobre você? Troque-os por amigos de ideal elevado e conduta edificante. Seu tempo livre tem sido gasto em diversões duvidosas, em satisfação carnal? Ocupe-o com atividades nobres, e gaste parte dele na comunhão com Deus, e na meditação. Leia a Bíblia diariamente em espírito de oração. Leitura continuada, para ter uma visão completa do trato de Deus com Seus filhos. Mesmo um capítulo por dia. Terminada a leitura em Apocalipse, comece novamente pelo Gênesis. Para se inspirar e fortalecer-se com o exemplo e os ensinamentos de Cristo, leia o livro O Desejado de Todas as Nações. Você vai sentir-se cada vez mais perto de Deus. Com essas leituras diárias, seu coração será inundado de bons pensamentos, sua vontade se fortalecerá na direção do bem, suas más tendências serão dia a dia vencidas e substituídas por sentimentos bons. Assim, você entrará na região da paz.

Cartas:

"Tenho 25 anos de idade e sou adventista. Muito antes de conhecer o que é a Hora Tranqüila, eu já a praticava, só não tinha nome. Todas as noites, antes de dormir eu canto, oro e leio a Bíblia e também abro o meu coração a Deus contando tudo que ocorreu comigo durante o dia de trabalho. Quero pedir a vocês que se lembrem de orar por mim para que Deus me dê força, fé e sabedoria para aceitar as Suas decisões sem questionar, pois Ele, e mais ninguém, sabe o que é melhor para cada um de nós. Estarei orando por vocês também." - Elequissandra de Oliveira Alves; Rua Martim Afonso, 39, Belém; CEP 03057-010 São Paulo, SP

Escrevam para:

Clube da Hora Tranqüila

Caixa Postal 101

13160-000- Artur Nogueira, SP

Um jornal a serviço da igreja

terça-feira, 15 de setembro de 2026

no tempo do fim

no tempo do fim

Pag. 10

O livro do profeta Daniel descreve um poder apóstata que desrespeitaria a autoridade do Altíssimo, deitando "por terra a verdade" e cuidando "em mudar os tempos e a lei" (7:25; 8:12). Cristo Se referiu à atuação desse poder como ainda futura em Seus dias (Mt 24:15). Em contraste, Daniel 8:13 e 14 declara que, ao término de 2.300 tardes e manhãs, surgiria um movimento de restauração da verdade. Nesse processo, seria de fundamental importância a proclamação da primeira mensagem angélica de Apocalipse 14: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas" (vs. 6, 7).

O conteúdo dessa mensagem angélica enaltece Deus como Criador ("Aquele que fez...") e Redentor ("evangelho eterno"). A expressão "fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas" (Ap 14:7) é extraída do quarto mandamento do Decálogo, onde é dito que "fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há" (Éx 20:11; cf. Sl 146:6). De acordo com Jon Paulien, "atenção ao mandamento do sábado é, portanto, a resposta que Deus busca de Seus fiéis seguidores".¹² O povo remanescente de Deus é descrito na terceira mensagem angélica como aqueles que "guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Ap 14:12).

Identificando "os mandamentos de Deus" com o Decálogo (Éx 20:3-17), Simon J. Kistemaker afirma que "a Lei de Deus perdura ao longo das eras; não necessita ser emendada; é relevante para todas as culturas; e jamais será repudiada".¹³ Evidentemente, a restauração da verdade no tempo do fim envolve também a restauração do quarto mandamento, que ordena a observância do "sábado do Senhor, teu Deus" (Éx 20:10). À semelhança do antigo Israel, o povo de Deus ainda hoje necessita ser "reparador de brechas e restaurador de veredas" com respeito à observância do sábado (Is 58:12-14).

Em Hebreus 4:4-11, o descanso de Deus no sétimo dia da criação (Gn 2:2, 3; cf. Éx 20:8-11) é mantido como modelo para os cristãos. Um estudo detido desse "repouso" (grego sabbatismós), no qual o "povo de Deus" deve entrar (v. 9), revela ser o descanso da justificação pela fé, do qual o sábado é um sinal. E o apelo de Hebreus 4:11 é: "Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência."


Revista Adventista - Fevereiro 2010

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mar de vidro -

 

Mar de vidro -

Pag. 1

O século 20 lança aos peregrinos de Sião um desafio sem igual: transformar a contemporânea produção musical sacra numa autêntica expressão dos milagres de Cristo em favor daqueles que almejam um novo lar. Além do mais, deve prepará-los para participar da Grande Sinfonia dos Salvos, uma apresentação de júbilo pela intervenção divina na história da vida de cada um. Alegrem-se todos os que caminham em direção da Terra Prometida! O Cântico de Moisés não será mais cantado às margens do velho Mar Vermelho. Pela misericórdia divina, será entoado junto ao Mar de Vidro.

A Bíblia assegura que os salvos participarão de outros cânticos, como o Cântico Novo. Por que tem esse título? Porque seu tema está relacionado ao caráter inusitado do hino. A palavra "novo" significa algo "inteiramente diferente de qualquer outro cântico entoado anteriormente". Para o viajor de hoje, isso é extremamente significativo, por expressar uma experiência única, singular.

O preparo para participar da música coral e instrumental no Céu, é uma questão fundamental para o cristão. Peregrinos de todas as épocas poderão cantar e tocar, porque serão transformados "num abrir e fechar de olhos", receberão um "novo nome" e tocarão a harpa de Deus. (I Cor. 15:52; Apoc. 2:17; 15:2). "Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes" (O Grande Conflito, pág. 646).

No transporte entre a Terra e o Céu, haverá louvor. É bem verdade que, nesse contexto, a peregrinação estará em sua etapa final. Em cada carro de nuvens "se acham rodas vivas; e, ao volver o carro para cima, as rodas clamam: 'Santo', e as asas, movendo-se, clamam: 'Santo'; e o cortejo de anjos clama: 'Santo, Santo, Santo, Senhor Deus todo-poderoso". E os remidos respondem numa apresentação antifonal responsiva: "Aleluia!" (Idem, pág. 645).

Na seqüência, Adão lança sua coroa aos pés de Jesus, ao ver o Jardim do Éden ainda mais belo. Cristo o levanta. Adão toma sua harpa de ouro e a dedilha. As abóbadas do Céu ecoam o cântico triunfante: "Digno, digno, digno, é o Cordeiro que foi morto e reviveu!" (Idem, pág. 648).

Participar desse extraordinário coral, quando Jesus Cristo, à frente daquela imensa multidão de peregrinos salvos, apresentar ao Pai "aqueles que passaram pela grande tribulação e lavaram suas vestes no sangue precioso do Cordeiro", será um elevado privilégio. Quando os fiéis forem transportados para uma Pátria melhor, verão os incomparáveis encantos de Cristo "e, tocando suas harpas de ouro, encherão todo o Céu com preciosa música" (Evangelismo, pág. 503).

Há uma bênção especial para os que cantam, enquanto viajam para o lar eterno.

Além do rio existe um lugar pra mim.

Além do rio existe paz.

Além do rio a vida não terá mais fim;

E com Jesus irei morar.

(Hinário Adventista, 570)

Jael Eneas de Araújo é Diretor de Música da União Norte-Brasileira.

Foi membro da Comissão Revisora do Hinário Adventista.

domingo, 13 de setembro de 2026

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo


Klemens Rabelo

A Síndrome de Estocolmo consiste em um fenômeno psicológico complexo. Nesse quadro, a vítima desenvolve empatia, afeto e lealdade pelo próprio agressor. O cérebro adota esse mecanismo inconsciente para garantir a sobrevivência humana em situações de extremo estresse, a exemplo de sequestros e abusos. O termo surgiu na Suécia, no ano de 1973. O psiquiatra Frank Ochberg criou a expressão após um assalto a banco. Naquela ocasião, os criminosos mantiveram quatro funcionários reféns por seis dias. Surpreendentemente, os cativos criaram confiança pelos sequestradores e defenderam os bandidos perante as autoridades.

Diversos fatores causam essa condição mental. O medo extremo, a dependência emocional, o isolamento e a vulnerabilidade psicológica formam o ambiente propício. Consequentemente, a vítima interpreta pequenos gestos do agressor como demonstrações de afeto. Essa percepção distorcida consolida o vínculo emocional. Além disso, surgem sintomas evidentes. O refém protege e justifica o algoz. Ademais, o indivíduo desconfia das autoridades e recusa ajuda externa.

Imagine a seguinte cena atribuída ao ditador Josef Stalin. Ele depenou uma galinha viva diante de seus aliados para demonstrar poder. O líder arrancou todas as penas da ave. O animal caiu machucado e sentiu frio no chão. Em seguida, o governante começou a soltar grãos de milho pela sala. A ave ignorou a dor física. Ela seguiu o próprio agressor por toda parte para comer. Essa história explica o funcionamento dos governos autoritários. Os tiranos retiram todos os recursos de uma sociedade. Depois, esses políticos oferecem migalhas para garantir a sobrevivência básica da população. As pessoas focam na fome imediata. O povo esquece a violência inicial. O cidadão oprimido passa a enxergar o governante cruel como um grande herói.

Assim funciona a dinâmica na política que reflete a mecânica desse fenômeno psicológico. Governos abusivos oprimem a sociedade para preservarem o controle estatal. O sistema explora o cidadão por meio de tributação excessiva e serviços precários. Em contrapartida, o Estado oferece benefícios sociais mínimos. Dessa forma, o povo submetido ao sofrimento diário enxerga essas pequenas concessões, que são migalhas, como atos de bondade. A população oprimida cria um vínculo irracional de lealdade com seus próprios exploradores. Portanto, essa submissão cega garante a perpetuação do ciclo de abuso em qualquer nação.


sábado, 12 de setembro de 2026

A OBRA DAQUELE OUTRO ANJO

 

A OBRA DAQUELE OUTRO ANJO

Pag. 10

O grande propósito da colportagem evangelística é a conclusão da obra de Deus nesta geração.

Para esse fim, todos quantos se apresentam para se alistarem no grande exército dos colportores evangelistas estão sendo organizados e guiados no serviço de modo que haja lugar para todos e não haja demora na proclamação da última mensagem.

Quando a obra estiver terminada, Jesus virá. Se almejamos Sua vinda, haveremos de trabalhar fervorosamente para apressá-la.

Estamos no limiar de grandes acontecimentos, dentro e fora da Igreja. Deus tem feito grandes coisas através de Sua Igreja; entretanto, deseja fazer maiores ainda. Se assim é, não deveríamos consagrar-nos mais plenamente a Ele, fazendo a parte que nos encarregou individualmente? Não deveríamos dizer Agora: "Senhor, envia-me a mim para o campo da colportagem"?

O Senhor planejou sabiamente Sua Obra de maneira que cada um pode nela entrar como colportor evangelista, disseminando a nossa literatura, que oferece ao mundo a mensagem da justiça de Cristo e do estabelecimento do Seu Reino. Distribuindo-a, estamos concorrendo para a iluminação do mundo pela glória de Deus, pois o trabalho da colportagem desempenha papel importante no cumprimento da profecia.

Fazemos um convite também aos pastores. Há alguns entre eles que se sentem deslocados; a esses fazemos uma sugestão: por que não colportar? Atentem para estas citações de E. G. White: "Muitos de nossos pastores jovens e dos que se estão preparando para o ministério fariam, se verdadeiramente convertidos, muito bem trabalhando no campo da colportagem". — O Colportor Evangelista, pág. 44.

Ninguém pense que rebaixa um ministro do evangelho o empenhar-se na colportagem, como um meio de levar a verdade ao povo". — Idem, pág. 45.

"O pastor evangelista que se empenha na colportagem está realizando um serviço tão importante quanto a pregação do evangelho perante a congregação cada sábado". — Ibidem.

"Deus olha para o fiel colportor-evangelista com tanta aprovação quanto olha para todo fiel pastor". — Ibidem.

"Há alguns que se adaptam à obra colportoreira e que podem fazer mais neste ramo do que pregando". — Idem, págs. 45 e 46.

"O colportor inteligente, temente a Deus e amante da verdade, deve ser respeitado; porque ocupa uma posição igual à do pastor evangélico". — Idem, pág. 44.

"Nossos colportores estão tendo notável sucesso. E por que não teriam? Os anjos celestiais estão trabalhando com eles. Centenas dos que crêem na verdade farão, se conservarem seu coração humilde, uma boa obra na companhia dos anjos celestiais." — Idem, pág. 111.

Quão extraordinário seria e quanto ânimo não traria aos milhares de colportores já existentes no Brasil, se pastores dedicassem suas vidas ao ministério da página impressa. Que prestígio adicional, que força moral isto não ocasionaria! Já temos alguns, mas necessitamos de mais, muito mais. A obra da colportagem neces

Wilson Sarli — Gerente Geral da Casa Publicadora Brasileira.

10 / Revista Adventista - Março 1980

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Deixando que Nossas Lâmpadas Brilhem

 

Deixando que Nossas Lâmpadas Brilhem


Pag. 10

Nossas lâmpadas devem ser espevitadas e postas a arder, de modo que iluminem com intenso brilho. Somos admoestados a deixar que nossas lâmpadas brilhem. Nesse brilho refletiremos a luz do Sol da Justiça. Pessoas em trevas serão atraídas pela beleza de nossa vida ao refletirmos a luz que Deus faz resplandecer em nosso coração. Certamente que como cristãos devemos orar para que Deus prepare o nosso coração, para que reflita o brilho de Seu caráter, e estejamos prontos a resplandecer sempre, mesmo na escuridão da meia-noite.

Enquanto esperamos que o Esposo surja, estejamos certos de que temos dado nossa vida completamente a Jesus Cristo, que Ele é nosso, que devemos refletir Seu caráter. Asseguremo-nos de que por Sua habilitadora graça temos vencido hábitos que nos roubariam as bênçãos espirituais. Quando o Noivo vier, não haveremos de querer ouvir as terríveis palavras: "Não vos conheço".

Na parábola, tanto as virgens loucas como as prudentes são apanhadas em descuido. Subitamente, ouve-se o clamor: "Aí vem o Esposo". Um grupo havia feito preparativos para esta hora de crise. O outro não havia. Um grupo ergue-se depressa e prepara suas lâmpadas, saindo ao encontro do Esposo. O outro procurou desesperadamente ativar lâmpadas que se apagavam. Não basta procurar estar prontos. É preciso estar prontos.

Como diz a serva do Senhor, no dia final "muitos reclamarão admissão no reino de Cristo", dizendo: "Temos comido e bebido em Tua presença, e Tu nos ensinaste nas ruas". E "Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E em Teu nome não expulsamos demônios? E em Teu nome não fizemos obras maravilhosas?" Mas a resposta é: "Em verdade vos digo, que não sei de onde vós sois; apartai-vos de Mim." S. Lucas 13:26, 27; S. Mat. 7:22. Nesta vida eles não haviam entrado em associação com Cristo; por isto mesmo não conheciam a linguagem do Céu, sendo estranhos a seu gozo. "Quem conhece as coi-

aos que crêem na verdade, mas não se entregaram à operação do Espírito Santo. Não caíram sobre a rocha, que é Cristo Jesus, e não permitiram que sua velha natureza fosse quebrantada. Essa classe é representada, também, pelos ouvintes comparados ao pedregal. Recebem a Palavra prontamente; porém, deixam de assimilar os seus princípios. Sua influência não permanece neles. O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com seu desejo e consentimento, nele implantando natureza nova; mas a classe representada pelas virgens loucas contentou-se com uma obra superficial. Não conhecem a Deus. Não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso não sabem como confiar, como ver e viver. Seu serviço para Deus degenera em formalidade." -Idem, pág. 411.

Certamente não queremos meramente professar o cristianismo e então chegar ao fim e encontrar a porta fechada. Isto seria a pior das coisas. Notai que quando as cinco virgens loucas se voltaram para as cinco prudentes e solicitaram o óleo destas, a resposta foi que elas mesmas o fossem comprar. Isto dá eloqüente expressão ao importante fato espiritual de que não pode haver claridade, iluminação, com óleo emprestado. A religião de nossos pais, de nossos amigos, de outros membros da igreja, não pode ser creditada a nós. Nossos pais podem ser santos, mas isto não nos garante a entrada no reino. Temos de conhecer o Senhor por nós mesmos. O óleo do Espírito Santo tem de ser derramado em nossa própria vida. Precisamos conhecer a Palavra de Deus por nós mesmos. Não podemos pedir de empréstimo a experiência de outros em nossa posição diante de Deus. Jesus Cristo tem de Se tornar nosso Salvador pessoal. Precisamos conhecê-Lo por nós mesmos. Servimos a Deus em base individual, e é como indivíduos que seremos julgados por Ele. Temos de ir e comprar, nós mesmos.

Há os que se sentem felizes por haverem nascido já como adventistas do sétimo dia, isto é, de pais adventistas, em lares adventistas. Na verdade não existe isto. Todos temos de "nascer de novo", como adventistas do sétimo dia. Precisamos fazer uma decisão individual por Cristo. Este conhecimento não pode ser apenas superficial. Há muitos cristãos que conhecem não a Cristo, mas a respeito de Cristo. O real conhecimento de Cristo tem de ser obtido mediante íntimo relacionamento com Ele como Salvador e Senhor.


REvista Adventista - Setembro 1980 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Por que Olhais Tanto Para Vós?

 

Por que Olhais Tanto Para Vós?

Pag. 12

Por que vos maravilhais disto? Um milagre fora realizado. O homem curado tinha mais de quarenta anos. Fora coxo antes de nascer, fora coxo desde o ventre de sua mãe. Era agora conduzido diariamente à porta do templo chamada Formosa. Enquanto havia movimento de gente, ali permanecia ele, com olhar suplicante, pedia esmolas. Ei-lo agora com pés e artelhos firmados ao solo, de pé, andando, saltando e louvando a Deus. Todo o povo o via andar, saltar, e lou-var ao Senhor. Conheciam-no muito bem, por isso mesmo ficaram cheios de espanto. O que fora coxo apega-'va-se a Pedro e João. Atônito, o povo corria para junto deles. Estavam perplexos, surpresos, extasiados e suma-mente admirados. Todos com olhos voltados para os apóstolos. Por que estais maravilhados? Por que olhais tanto para nós? Nós somos o Pedro e o João, pescadores da Galileia, somos homens iguais a vós. Não somos de Júpiter nem de Mercúrio, somos sujeitos às mesmas paixões. Não foi por nossa própria virtude ou por santidade nossa que fizemos andar a este. Não fomos nós, nem por nós está este andando. O homem cheio do Espírito, o cristão batizado com o Espírito, tem de si mesmo humilde conceito, exaltando apenas aquele que é o Senhor da glória e que por isto mesmo é merecedor de toda a honra e glória. Em nome de Jesus a cura foi realizada. Quantos de nossos relatórios omitem por completo uma palavra de louvor Aquele que em realidade fez o trabalho, libertando dos grilhões a milhares de pecadores. A obra era realizada pelo Espírito; e o que prometera e enviara o Espírito, recebia todo o louvor.


Revista Adventista - Janeiro 1980 - Pg. 12

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