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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Ausência do noivo Pag. 10

 

Ausência do noivo


Depois de selar um compromis-

so de casamento com Sua noiva,

através do "sangue da nova alian-

ça", Jesus precisou ausentar-Se

por algum tempo. "Quem casa,

quer casa", diz um provérbio po-

pular. E Jesus sabe isto. Por isso

voltou à Casa Paterna, a fim de in-

terceder pela noiva e lhe preparar

o lugar ideal, onde possam viver

juntos para todo o sempre. Não se

tratava de uma separação-

rompimento, mas de uma separa-

ção temporária, circunstancial. O

amor que nutre pela noiva não

permite que negue a palavra em-

penhada. Pois, antes de ir à Casa

Paterna, prometeu: "Na casa de

Meu Pai há muitas moradas. Se as-

sim não fora, Eu vo-lo teria dito.

Pois vou preparar-vos lugar. E

quando Eu for e vos preparar lu-

gar, voltarei e vos receberei para

Mim mesmo, para que onde Eu es-

tou estejais vós também." João

14:2 e 3.

Jesus ausentou-Se temporaria-

mente de Sua noiva, mas não é um

noivo omisso. Tomou todas as pro-

vidências necessárias para que

Sua noiva estivesse protegida e

bem acompanhada. Sua ausência

seria minorada pela companhia do

Consolador, o Espírito Santo, Seu

Irmão na Divindade, bem como pe-

la presença dos Seus fiéis irmãos

de humanidade. Eles cuidariam

fielmente de Sua noiva.

Paulo, servo e apóstolo de Jesus

Cristo, foi um zeloso companhei-

ro do noivo. Certa vez, preocupa-

do com o assédio que o inimigo nú-

mero um fazia à noiva do Cordei-

ro, Paulo desabafou diante da noi-

va, dizendo-lhe: "Porque zelo por

vós com zelo de Deus; visto que

vos tenho preparado para vos

apresentar como virgem pura a

um só esposo, que é Cristo. Mas re-

ceio que, assim como a serpente

enganou a Eva com a sua astúcia,

assim também sejam corrompidas

as vossas mentes, e se apartem da

simplicidade e pureza devidas a

Cristo." II Cor. 11:2 e 3.

Paulo notou os continuados fler-

tes de Satanás com a Igreja de Je-

sus Cristo. Pensou na tragédia que

seria ver a noiva, jovem e atraen-

te, frágil na sua beleza, aceitar as

seduções do diabo. Tremeu ao

pensar nisto.


Revista Adventista - Jan. 1990 - Pag, 10

sábado, 8 de agosto de 2026

Pequenos Inícios, Grandes Resultados

 Pequenos Inícios, Grandes Resultados


PJ - Pag. 76 

Entre a multidão que ouvia os ensinos de Jesus, havia muitos fariseus. Cheios de desdém, observavam quão poucos de Seus ouvintes O reconheciam como o Messias. E perguntavam de si para si como esse mestre despretensioso poderia elevar Israel ao domínio universal. Como poderia Ele, sem riquezas, poder ou honra, fundar um novo reino? Cristo lhes leu os pensamentos e respondeu:

"A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?" Mar. 4:30. Em governos terrenos nada havia que pudesse servir de comparação. Nenhuma sociedade civil Lhe podia fornecer um símile. "É como um grão de mostarda", disse "que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na Terra; mas, tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra." Mar. 4:31 e 32.

O embrião, contido na semente, cresce pelo desenvolvimento do princípio vital que Deus nele implantou. Seu desenvolvimento não depende de meios humanos. Assim é com o reino de Cristo. Há uma nova criação. Os princípios de desenvolvimento são diretamente opostos aos que regem os reinos deste mundo. Governos terrenos prevalecem pelo emprego da força; pelas armas mantêm o seu domínio, mas o fundador do novo reino é o Príncipe da paz. O Espírito Santo representa os reinos terrestres mediante o símbolo de feras; mas Cristo é "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. Em Seu plano de governo não há o emprego da força bruta para compelir a consciência. Esperavam os judeus que o reino de Deus fosse estabelecido do mesmo modo que os do mundo. Para promover justiça, recorriam a medidas externas. Forjavam planos e métodos. Mas Cristo implanta um princípio. Implantando a verdade e a justiça, frustra o erro e o pecado.

Ao proferir Jesus esta parábola, a mostardeira podia ser vista perto e longe, erguendo-se sobre a relva e os cereais, balançando seus galhos levemente no ar. Os pássaros esvoaçavam de galho em galho e chilreavam entre a folhagem. Contudo, a semente de que surgiu essa planta gigantesca, era a menor de todas as sementes. Primeiro despontou um tenro broto; mas possuía bastante vitalidade, cresceu e floresceu até alcançar grande tamanho. Assim, a princípio, o reino de Cristo parecia humilde e insignificante. Comparado com os reinos terrestres, dir-se-ia ser o menor de todos. O direito de Cristo a ser rei, era ridicularizado pelos governantes deste mundo. Todavia, o reino do evangelho possuía vida divina nas poderosas verdades confiadas a Seus seguidores. E como foi rápido o seu crescimento! Que amplitude de influência! Quando Cristo pronunciou essa parábola, era o novo reino representado apenas por uns camponeses galileus. 

Sua pobreza e minoria foram apresentadas repetidamente como motivo por que os homens não se devessem unir a esses pescadores simples que seguiam a Jesus. Mas o grão de mostarda deveria crescer e estender seus ramos por todo o mundo. Quando passassem os reinos terrestres, cuja glória enchia então os corações, o reino de Cristo perduraria ainda como uma vasta e forte potência.

Assim a obra da graça no coração é pequena ao princípio. É dita uma palavra, um raio de luz projetado na alma, exercida uma influência que é o início da nova vida; e quem pode medir os resultados?

A parábola do grão de mostarda não só ilustra o crescimento do reino de Cristo, mas, em cada fase de seu desenvolvimento, repete-se a experiência nela apresentada. Para Sua igreja, em cada geração, Deus tem uma verdade peculiar e um serviço especial. A verdade, oculta aos sábios e entendidos deste mundo, é revelada às criancinhas e aos humildes. Exige sacrifício próprio. Há combates para se ferirem e vitórias para serem conquistadas. De início seus adeptos são poucos. Pelos grandes do mundo e por uma igreja de espírito mundano são repelidos e desprezados. Vede João Batista, o precursor de Cristo, sozinho censurando o orgulho e formalismo do povo judeu! Vede os primeiros defensores do evangelho na Europa! Obscura e desanimadora parecia a missão de Paulo e Silas, os dois fazedores de tendas, quando, com os companheiros, embarcavam em Trôade para Filipos! Vede o "idoso Paulo", pregando a Cristo, acorrentado na cidadela dos Césares. Vede as pequenas comunidades de escravos e camponeses em conflito com o paganismo de Roma Imperial. Vede Martinho Lutero, resistindo àquela poderosa igreja que é a obra-prima da sabedoria deste mundo. Vede-o mantendo a Palavra de Deus contra o imperador e o papa, declarando: "Aqui estou; não posso proceder doutra forma. Deus me auxilie!"

 

Vede João Wesley pregando a Cristo e Sua justiça em meio do formalismo, sensualidade e incredulidade. Vede alguém que, doendo-lhe a miséria do paganismo, roga o privilégio de lhes levar a mensagem do amor de Cristo. Ouvi a resposta do eclesiasticismo: "Sente-se, moço. Quando Deus quiser converter os pagãos, fá-lo-á sem o meu nem o seu auxílio."

Os grandes guias do pensamento religioso desta geração anunciam os louvores daqueles que plantaram a semente da verdade há séculos, e erguem-lhes monumentos. Não abandonam muitos esta obra para espezinhar o renovo que hoje em dia desponta da mesma semente? Repete-se o velho clamor: "Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este [Cristo no mensageiro que Ele envia] não sabemos de onde é." João 9:29. Como em épocas primitivas, as verdades especiais para este tempo não se acham com as autoridades eclesiásticas mas com homens e mulheres, que não são demasiado instruídos nem sábios demais para crer na Palavra de Deus.

"Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são." I Cor. 1:26-28. "Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." I Cor. 2:5.

Nesta última geração, a parábola do grão de mostarda deve alcançar notável e triunfante cumprimento. A pequena semente tornar-se-á uma árvore. A última mensagem de advertência e misericórdia deve ir "a toda nação, e tribo, e língua, e povo" (Apoc. 14:6), para "tomar deles um povo para o Seu nome" (Atos 15:14); e a Terra será iluminada por Sua glória. (Apoc. 18:1.)


Ellen White -  Livro Parabolas de Jesus - pags 76 - 79

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Por que Existe o Mal

                                        Por que Existe o Mal

PJ - Pag. 70 

"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio." Mat. 13:24-26.

"O campo", disse Cristo, "é o mundo." Mat. 13:38. Precisamos, porém, entender isto como significativo da igreja de Cristo no mundo. A parábola é uma descrição pertinente ao reino de Deus, Sua obra pela salvação dos homens, e esta obra é executada pela igreja. Em verdade, o Espírito Santo saiu a todo o mundo; opera no coração dos homens em toda parte; mas é na igreja que devemos crescer e sazonar para o celeiro de Deus.

"O que semeia a boa semente é o Filho do homem, ... a boa semente são os filhos do reino, e o joio são os filhos do maligno." Mat. 13:37 e 38. A boa semente representa aqueles que são nascidos da Palavra de Deus, da verdade. O joio representa uma classe que é o fruto ou encarnação do erro, de princípios falsos.

 

"O inimigo que o semeou é o diabo." Mat. 13:39. Nem Deus nem os anjos jamais semearam semente que produzisse joio. O joio é sempre lançado por Satanás, o inimigo de Deus e do homem.

No oriente, os homens vingavam-se muitas vezes do inimigo, espalhando sementes de qualquer erva daninha, muito semelhante ao trigo, em crescimento, em seu campo recém-semeado. Crescendo com o trigo prejudicava a colheita, e causava fadigas e prejuízos ao proprietário do campo. Assim Satanás, induzido por sua inimizade a Cristo, espalha a má semente entre o bom trigo do reino. O fruto de sua semeadura atribui ele ao Filho de Deus. Introduzindo na igreja aqueles que levam o nome de Deus, conquanto Lhe neguem o caráter, faz o maligno que Deus seja desonrado, a obra da salvação mal representada e almas postas em perigo.

Dói aos servos de Cristo ver misturados na congregação crentes falsos e verdadeiros. Anseiam fazer alguma coisa para purificar a igreja. Como os servos do pai de família, estão dispostos a arrancar o joio. Mas Cristo lhes diz: "Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa." Mat. 13:29 e 30.

Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser desligados da igreja; mas não nos confiou a tarefa de ajuizar sobre caracteres e motivos. Conhece demasiado bem nossa natureza para que nos delegasse esta obra. Se tentássemos desarraigar da igreja os que supomos serem falsos cristãos, certamente cometeríamos erro. Muitas vezes consideramos casos perdidos justamente aqueles que Cristo está atraindo a Si. Se devêssemos proceder com essas pessoas segundo nosso parecer imperfeito, extinguir-se-ia talvez sua última esperança. Muitos que se julgam cristãos serão finalmente achados em falta. Haverá muitos no Céu, os quais seus vizinhos supunham que lá não entrariam. O homem julga segundo a aparência; mas Deus vê o coração. O joio e o trigo devem crescer juntos até à ceifa; e a colheita é o fim do tempo da graça.

Há nas palavras do Salvador ainda outra lição, uma lição de maravilhosa longanimidade e terno amor. Como o joio tem as raízes entrelaçadas com as do bom trigo, assim falsos irmãos podem estar na igreja, intimamente ligados com os discípulos verdadeiros. O verdadeiro caráter desses pretensos crentes não é plenamente manifesto. Caso fossem desligados da congregação, outros poderiam ser induzidos a tropeçar, os quais, se não fosse isto, permaneceriam firmes.

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Ao pecar ele no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como má semente, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isto foi poupado o autor do mal, para desenvolver plenamente seu caráter. Durante longos séculos, suportou Deus a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra o é para com Satanás?

Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.

 

Apesar da advertência de Cristo, têm os homens procurado arrancar o joio. Para punir os que foram considerados malfeitores, tem a igreja recorrido ao poder civil. Os que divergiram das doutrinas dominantes foram encarcerados, martirizados e mortos por instigação de homens que pretendiam agir sob a sanção de Cristo. Mas atos tais são inspirados pelo espírito de Satanás, não pelo Espírito de Cristo. Esse é o método peculiar de Satanás de submeter o mundo a seu domínio. Por esta maneira de proceder com os supostos hereges, Deus tem sido mal representado pela igreja.

Na parábola de Cristo não nos é ensinado que julguemos e condenemos a outros, antes sejamos humildes e desconfiemos do eu. Nem tudo que é semeado no campo é bom trigo. O estarem os homens na igreja não prova que são cristãos.

O joio era muito semelhante ao trigo enquanto as hastes estavam verdes; mas quando o campo estava branco para a ceifa, a erva inútil nada se parecia com o trigo, que vergava ao peso das espigas cheias e maduras. Pecadores que pretendem ser piedosos, confundem-se por algum tempo com os verdadeiros seguidores de Cristo, e a aparência de cristianismo tende a enganar a muitos; mas não haverá, na sega do mundo, semelhança entre os bons e os maus. Então, serão manifestos aqueles que se ligaram à igreja, mas não a Cristo.

É permitido ao joio crescer entre o trigo, desfrutar os mesmos privilégios de sol e chuva; mas no tempo da ceifa será vista "a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não O serve". Mal. 3:18. Cristo mesmo decidirá quem é digno de ser membro da família celestial. Julgará todo homem segundo suas palavras e obras. A religião nada pesa na balança. O caráter é que decide o destino..


Livro -  Parabolas de Jesus Pag. 70 - 75

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

CONSULTORIA DOUTRINÁRIA - Cabeleira Frisada

 

CONSULTORIA DOUTRINÁRIA

Pag. 10
1. Apreciaria uma explicação de I Tim. 2:9. Que é "cabeleira frisada"? Ou "tranças" como diz outra tradução? Este texto é aplicável ao NOSSO tempo?

O texto adverte as mulheres para que "se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas ou vestuário dispendioso". Torna-se claro do contexto que Paulo aqui está falando da aparência das mulheres nos cultos públicos de adoração. Certamente isto não significa que quando não estejam elas nos cultos públicos os princípios básicos da admoestação sejam desatendidos.

"Cabelo frisado" provém do grego pleugma que às vezes significa "trançado". No grego clássico a palavra é empregada para designar coisas entrelaçadas, como os elos de uma videira ou trançado de vime. No contexto de I Tim. 2:9 a referência é ao cabelo. O exato processo de trançamento ou frisamento ou o estilo de arrumação do cabelo em questão não é hoje conhecido por nós. Contudo as pessoas que viviam nos dias de Timóteo sabiam de que estilo de cabelo Paulo estava falando. Provavelmente tratava-se de um estilo popular, e seu uso no culto de adoração em público talvez já tivesse sido debatido.

E esta admoestação aplicável nos dias atuais? Certamente em princípio. A modéstia e o bom senso são princípios eternos que nunca podem ser substituídos. Quanto ao "cabelo frisado" (ou trançado) desde que não é exatamente conhecido, que estilo de cabelo quer significar, as mulheres de hoje não saberiam o que se acha compreendido ao atenderem a antiga admoestação. É improvável que Paulo esteja aqui condenando o trançado do cabelo em si.

Esse antigo estilo de cabelo podia ter sido demasiadamente ostentoso. Ou de algum outro modo podia ter sido inconveniente para as mulheres cristãs. Alguma coisa que hoje seja inconveniente ou objeto de ostentação, deve ser da mesma forma condenada.

2. Referindo-se a Ezequiel 33:8 alguém observou: "Não creio que Deus prive uma pessoa da salvação apenas devido à minha omissão em testemunhar". Esta pessoa estava certa ou errada?

Da maneira como a pergunta é redigida, não posso responder ou "certa" ou "errada". Diz o texto. "Se eu disser ao ímpio: 0 ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para avisar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei de ti". O sentido é evidente. O impio não advertido morre em sua iniqüidade.

Se, porém, este homem se perde, é correto dizer que Deus o privou da salvação? Não. Deus não deve ser culpado. O pecado, é que o é. Ele introduziu a iniqüidade no caso.


Revista Adventista - Jan. 1980 - Pg 10

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