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sábado, 5 de setembro de 2026

Como Devemos Orar

 

Como Devemos Orar

Pag. 14

HÉLIO CRUZ

MUITAS pessoas consideram a oração um S.O.S., pedindo a Deus alguma coisa de que necessitam numa emergência. Quando não sabem mais o que fazer, dizem: "Acho que agora só nos resta orar."

A oração, entretanto, deve ser como a respiração — uma resposta diária ao nosso Pai celestial que nos deu a vida. Bàsicamente, há cinco coisas que devemos fazer em nossas orações:

* Louvar a Deus. Como o poder de Deus é infinito, nossa admiração e nosso respeito por Ele devem ser irrestritos. Por conseguinte, nosso sentimento em relação a Sua Pessoa tem um nome reservado para Êle sòmente: Adoração. A prece de adoração começa com um simples reconhecimento do que Deus é, e passa à meditação sobre Sua misteriosa grandeza e Seu cuidado para conosco.

* Pedir Perdão. Mais do que qualquer Pai terreno, Deus tem tido trabalho para fazer-nos compreender que Ele está disposto a nos perdoar. Podemos apresentar-Lhe, portanto, os nossos pecados, pois sabemos que Seu amor e Sua acolhida nos esperam. "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." I S. João 2:1. Com esta base, não nos entregaremos ao desespêro de nos vermos como realmente somos.

* Dar Graças. Nós, cristãos, salientamos a ação de graças pela redenção do mundo através de Jesus Cristo, mas agradecemos a Deus por outras coisas também. Há o fato de simplesmente estarmos aqui neste mundo, e o fato de Deus o manter em funcionamento. Nós Lhe agradecemos pelos bons momentos, pela boa alimentação, por nos livrar de cair em tentação etc. Este tipo de oração aumenta, na verdade, nossa alegria, porque nos torna mais sensíveis às boas coisas da vida, intensifica nossa apreciação e nos ajuda a sermos mais modestos e amáveis. Essa não é, porém, a razão principal da oração; a motivação certa para ela é ceder a Deus o que Lhe é devido


Revista Adventista - Janeiro 1970 - Pg. 14

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mensagem de advertência final.

 Mensagem de advertência final.

                Ao mundo e à igreja.


1.             Promessas

·     Voltarei. -  João 14: 1-3

·     Estarei convosco todos os dias -  Mat. 28: 19, 20 

2.             Certezas

·     Quem crer em Jesus, não perece, mas tem a vida eterna. João 3:16.

·     Quem crer e for batizado será salvo. Marcos. 16: 15, 16 

3.             Urgência

·     Os Anjos tocam as trombetas. Apoc. 14; 6 e 7

·     Nosso dever é fazer nossa parte. Também devemos tocar a Trombeta e pregar a mensagem com zelo e fervor. Joel 2: 1 – 3

·     Tocar com urgência. Sofonias 1: 14 - 18

4.             Poder para essa cumprir Missão

·     Jesus prometeu o Espírito Santo. Atos 1: 8

·     No antigo testamento a promessa já havia sido feita. Joel. 2: 28, 29                                                    

5.             Que devemos fazer para receber o Espírito Santo?

·     Converter.  Joel 2: 12. 13

·      Jejuar. Joel 1: 14.

·     Buscar com fervor. Sofonias 2: 3

·     Congregar o povo e santificai a congregação, e chorar por santificação. Joel 2; 16, 17           

 Qual é nossa situação atual?

Deplorável Convicção Está Ganhando Terreno

Ellen White

“Está ganhando terreno no mundo a convicção de que os adventistas do sétimo dia estão dando à trombeta um sonido incerto, de que estão seguindo os caminhos dos mundanos. Há em... (Battle Creek e hoje na igreja atual) famílias que se estão separando de Deus, planejando contrato de casamento com os que nenhum amor têm a Deus, com os que levam vida frívola, os que nunca praticaram a abnegação, e não sabem por experiência o que significa ser colaboradores de Deus. 

Coisas estranhas estão sendo tramadas. Aspectos falsos do cristianismo estão sendo recebidos e ensinados, e que prendem a alma na falácia e engano. Os homens estão andando à luz das centelhas que eles mesmos acenderam.

Os que amam e temem a Deus não descerão ao nível do mundo, escolhendo a companhia dos vãos e levianos.

Não ficarão encantados com os homens e mulheres que não são convertidos. Eles testemunharão de Jesus e então Jesus os defenderá.  Test Para Ministros 1. Pag. 86, 87 

 O Preparo Para o Encontro

Test. Seletos. Vol. 1 - Pag. 23 

“Vi que não devemos retardar a vinda do Senhor. Disse o anjo: "Preparai-vos, preparai-vos para o que há de vir sobre a Terra. Correspondam vossas obras à fé que professais." Vi que a mente deve estar firme em Deus, e que nossa influência deve testemunhar de Deus e Sua verdade.

Não podemos honrar o Senhor quando somos descuidosos e indiferentes. Não O podemos glorificar quando estamos desalentados. Cumpre-nos ser sinceros para assegurar a salvação da própria alma, e para salvar a outros. Devemos dar a isto toda a importância, e tudo mais deve vir em segundo lugar.

Vi a beleza do Céu. Ouvi os anjos cantarem seus cânticos arrebatadores, rendendo louvor, honra e glória a Jesus. Pude então avaliar alguma coisa do assombroso amor do Filho de Deus. Ele abandonou toda a glória, toda a honra que tinha no Céu, e tão interessado estava em nossa salvação, que suportou paciente e mansamente toda a indignidade e desprezo que o homem sobre Ele pôde amontoar.

Foi ferido, machucado, moído; foi estendido na cruz do Calvário, e sofreu a mais angustiosa das mortes, para que da morte nos salvasse; para que fôssemos lavados em Seu sangue, e ressuscitados para viver com Ele nas mansões que está preparando para nós, e pudéssemos desfrutar a luz e a glória do Céu, ouvir os anjos cantarem, e com eles cantarmos também.

Vi que todo o Céu está interessado em nossa salvação; e seremos nós indiferentes? Seremos descuidosos, como se fosse coisa de pouca importância o sermos salvos ou perdidos? Menosprezaremos o sacrifício feito por nós? Alguns assim têm feito. Têm brincado com a misericórdia que lhes é oferecida, e o desagrado de Deus está sobre eles. 

O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Retirar-Se-á, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. 

Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os homens, caso eles mostrem por sua vida que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será o quinhão deles. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram. E compreenderão aí o que perderam - a vida eterna, a herança imortal. O grande sacrifício feito para salvar almas, mostra-nos o valor delas. Uma vez perdida a preciosa alma, está perdida para sempre”.

O Anjo com as Balanças

Vi um anjo com balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus, especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que tendiam para o Céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. 

E nessa balança era lançada toda leitura de livros de histórias, pensamentos acerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! que momento solene! Os anjos de Deus em pé com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos filhos - aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus! O prato cheio dos pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante peso após peso rolou do prato.

O que continha os pensamentos e interesses que se voltavam para o Céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! Quão leve estava ele! Posso relatar isso pelo que vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida gravada em minha mente, ao ver o anjo com a balança pesando os pensamentos e interesse do povo de Deus. Disse o anjo: "Podem esses entrar no Céu? Não, não, nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer."

Uma forma de piedade não salvará ninguém. Todos devem possuir profunda e viva experiência. Unicamente isto os salvará no tempo de angústia. Então será provada de que espécie é sua obra; e se ela for ouro, prata e pedras preciosas, eles serão ocultos na fortaleza do Senhor. Mas, se sua obra for madeira, feno ou palha, coisa alguma os poderá proteger do furor da ira de Jeová.

Dos jovens, bem como dos de mais idade, será exigida uma razão da esperança que têm. Mas a mente destinada por Deus para coisas melhores, formada para servi-Lo perfeitamente, tem-se fixado em coisas destituídas de senso, em vez de nos interesses eternos. A mente que é deixada a vaguear aqui e ali está tão apta a compreender a verdade, a prova bíblica da observância do sábado e o verdadeiro fundamento da esperança cristã, como a estudar a aparência, as maneiras, o vestuário, etc. E os que dão rédea solta à mente para divertir-se com histórias tolas e contos ociosos, alimentam a imaginação, mas o brilho da Palavra de Deus lhes fica eclipsado. A mente é desviada diretamente de Deus. É destruído o interesse em Sua preciosa Palavra.

Nosso Livro-Guia

Foi-nos dado um livro para nos guiar os pés através dos perigos deste mundo escuro, em direção ao Céu. Diz-nos como podemos escapar da ira de Deus, e conta-nos também os sofrimentos de Cristo por nós, o grande sacrifício feito a fim de sermos salvos e desfrutarmos para sempre a presença do Senhor. E se alguém estiver em falta afinal, tendo ouvido a verdade como tem ouvido nesta terra esclarecida, será sua própria culpa; será indesculpável. A Palavra de Deus diz-nos como nos podemos tornar cristãos perfeitos, e escapar às sete últimas pragas. Mas eles não tiveram nenhum interesse em verificar isto. Outras coisas lhes distraíam a mente, acariciaram ídolos, e a santa Palavra de Deus foi negligenciada e desprezada. Por professos cristãos Deus foi considerado de pouca importância, e quando Sua santa Palavra os julgar no derradeiro dia, serão encontrados em falta.

Essa Palavra que eles negligenciaram por tolos livros de histórias, (hoje: jogos, desenhos, filmes novelas etc.) lhes servirá de prova para a existência. Ela é a norma; seus motivos, palavras e obras, e a maneira por que empregam o tempo, serão todos comparados com a Palavra de Deus escrita; e se estiverem em falta então, seus casos estarão decididos para sempre

Nosso Único Modelo

Vi que muitos se comparam entre eles mesmos, e comparam sua vida com a de outros. Não deve ser assim. Ninguém, senão Cristo, nos é dado como exemplo. Ele é nosso verdadeiro modelo, e todos devem esforçar-se por imitá-Lo. Ou somos coobreiros de Cristo, ou coobreiros do inimigo. Ou ajuntamos com Cristo, ou espalhamos.  Ou somos cristãos decididos, de todo o coração, ou nada somos. Diz Cristo: "Oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca." Apoc. 3:15 e 16.

Vi que muitos, mal sabem ainda o que seja abnegação ou sacrifício, ou o que seja sofrer por amor da verdade. Mas ninguém entrará no Céu sem fazer algum sacrifício. 

Cumpre cultivar o espírito de abnegação e sacrifício. Alguns não se sacrificaram a si mesmos, a seu corpo, sobre o altar de Deus. Condescendem com o temperamento caprichoso, impulsivo, satisfazem os próprios apetites e cuidam dos próprios interesses egoístas, sem consideração para com a causa de Deus. Os que estiverem dispostos a fazer qualquer sacrifício pela vida eterna, tê-la-ão; e vale a pena que soframos por sua causa, que por ela crucifiquemos o próprio eu, e sacrifiquemos todo ídolo.

O excelente peso eterno de glória absorve tudo, e eclipsa todo prazer terreno. -Testemunhos Seletos. Vol. 1. Págs 23 – 26


Conclusão

1.             Jesus nos deu promessas e certezas

· Salvação Gratuita e Voltará para nos buscar

·     Pede urgência

·     Prometeu poder do Espírito Santo

2.             Para receber este poder devemos:

·     Nos converter

·     Jejuar

·     Buscar com fervor. Os Pastores, anciãos e o povo em geral

·     Congregar o povo na igreja

·  Nossa situação não é boa. 

    Mas poderemos mudar

Sois Felizes no Senhor?

Sois Felizes no Senhor?

Pags. 1 e 2

MEADE MACGUIRE

QUANTAS vezes ouvimos dizer: "Bem, todos nós temos mais ou menos uma vida cheia de altos e baixos, se bem que me parece que alguns de nós estão mais vezes em baixo do que no alto." O lamentável acerca de observações como essas, é que tantas pessoas parecem tomar isto como coisa certa, e não fazem esforços para descobrir se é possível uma mudança.

Não quero com isto afirmar que se possa viver por muito tempo neste mundo arruinado pelo pecado, sem decepções, sofrimento e dor. A questão é se a pessoa pode enfrentar todas essas vicissitudes da vida, inclusive perda de propriedades, de amigos, saúde ou entes queridos, e ainda experimentar aquela paz interior e tranquilidade que coisa alguma pode perturbar.

Se devemos possuir aquela vida crista que satisfaz, precisamos assentar de uma vez para sempre que a Palavra de Deus quer dizer exactamente o que diz. Com demasiada frequência procuramos ajustar a Palavra a nossas próprias ideias, de preferência a pôr nossas teorias de acordo com as Escrituras. Talvez alguém diga: "Estou certo de que a Bíblia não quer dizer isto, pois tentei-o, e não deu certo". Outros, com mais fé e discernimento, ou com mais perseverança, acham que dá resultado. Resolvamos pegar a Deus em Sua Palavra, com absoluta certeza de que ela não pode falhar.

Uma vez escreveu o apóstolo Paulo: "Regozijai-vos sempre". I Tessalonicenses 5:16. E outra vez, quando escrevendo aos irmãos, disse: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos". Fil. 4:4. Não disse: Regozijai-vos no Senhor apenas quando estiverdes passando por alguma dolorosa prova, ou aflição, ou desapontamento. Disse, antes: "Regozijai-vos sempre".

Escrevendo, porém, sua epístola aos irmãos romanos, ele disse: "Em Cristo, digo a verdade, não minto (dando-me testemunho minha consciência no Espírito Santo): que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração". Rom. 9:1 e 2. Se considerarmos isto superficialmente, poderemos ter a impressão de que o apóstolo não praticava aquilo que pregava. Mas ao vermos justamente o que ele tinha na ideia, compreendemos que não há contradição nestas declarações. Quando ele escreve acerca de "grande tristeza e contínua dor" em seu coração, está pensando nos entes queridos não salvos. E novamente ele fala de grande alegria por causa de almas por ele levadas a Cristo, as quais são fiéis e leais a seu Mestre.

"Grande é a ousadia da minha fala para convosco, e grande a minha jactância a respeito de vós; estou cheio de consolação; superabundo de gozo em todas as nossas tribulações." II Cor. 7:4. É evidente que podemos ter grande alegria e grande tristeza no coração ao mesmo tempo.

Penso na terrível tragédia que sobreveio a uma de nossas cidades anos atrás. Uma grande represa estava a ponto de rebentar, e um homem correu velozmente através do estreito vale, clamando e advertindo o povo para que subisse ràpidamente ao monte antes que viesse a inundação. Muitos não avaliaram a seriedade da situação, e levaram muito tempo a se aprontar. A enchente veio rugindo vale abaixo, destruindo lares e afogando muita gente. Tenho imaginado aquele homem, depois que passou a inundação, ao olhar os corpos de homens e mulheres e crianças que jaziam na margem, com coração profundamente triste. Ao mesmo tempo, exultava por ter consigo sua família.

Faz algum tempo, um homem me falava acerca de seus quatro filhos. Ele e a esposa haviam mourejado e se sacrificado e orado pelos filhos, e os tinham mandado à escola paroquial, a ginásio e colégio nossos. Tinham agora o coração pleno de alegria e de louvor a Deus, pois esses filhos eram todos zelosos e consagrados obreiros na causa do Senhor. Falou-me depois em seu irmão, cujos filhos receberam educação superior, mas não em nossas escolas. Acham-se todos em posições do mundo, sem nenhum interesse na causa de Deus. Sei que, ao passo que esse homem se regozija por causa dos próprios filhos, tem grande tristeza e dor pela família de seu irmão.

Há, provavelmente, muitas pessoas que, se se vissem herdeiras de uma fortuna, ficariam quase histéricas de alegria. E se, por qualquer infortúnio, perdessem tudo isso, seu pesar e acabrunhamento seria tão profundo como o oceano. Isto mostra simplesmente como os sentimentos são afectados pelas circunstâncias. A alegria e a felicidade de um cristão, no entanto, têm origem diversa. Jesus disse: "Como o Pai me amou, Eu vos amei a vós; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e permaneço no Seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o Meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O Meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei." S. João 15:9-12.

A alegria relaciona-se intimamente com o amor. Em verdade, o amor é a fonte de toda verdadeira alegria e felicidade que temos nesta vida, ou havemos de ter na vida futura. Se conhecemos realmente a Jesus, havemos de amá-l'O; e, se O amamos, obedecer-Lhe-emos. "Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra". S. João 14:23. Se Lhe obedecermos, permaneceremos n'Ele; e essa relação afastará todo cuidado e ansiedade e temor de nossa vida, enchendo-nos o coração de alegria e paz. "A vida em Cristo é uma vida de tranquilidade." - Vereda de Cristo. É cultivando a consciência dessa constante presença de Jesus, nosso terno, amante e todo-poderoso Redentor, que nos erguemos acima dos cuidados e ansiedades que pesam esmagadoramente sobre os que não aprenderam o grande segredo de lançar sobre o Senhor todos os seus cuidados.

Pensamos na velha história do homem que ia mourejando estrada afora, sob pesado fardo. Foi alcançado por um carro e o guia convidou-o bondosamente a tomar lugar no veículo. Com prazer aceitou ele o oferecimento, e sentou-se, mas conservou o fardo nos ombros. Disse-lhe então o dono do carro: "Por que não deposita o fardo no carro?" "Oh", respondeu o homem, "o senhor já foi tão bondoso em me dar um lugar, que eu não podia pedir-lhe que levasse também minha carga!" Quantos cristãos andam a cumprir seus deveres com coração triste e pesado, porque levam seu fardo ao Senhor, mas não Lho depositam aos pés!

Muitos de nós ficaríamos surpreendidos se considerássemos seriamente a positiva declaração feita por Jesus a Seus discípulos, e que se aplica certamente a todos os que O seguem. "E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus." S. Mat. 18:2 e 3. Não seria bom se nos dirigíssemos frequentemente a pergunta: Estou eu convertido, e sou como uma criança? Que queria Jesus dizer com essa declaração? Diz a Escritura: "O justo viverá da fé". Não é a fé o mais surpreendente e predominante traço de uma criança? A criança vive pela fé. Confia que os pais lhe satisfaçam todas as necessidades, que a protejam do perigo, resolvam-lhe os problemas presentes e futuros. Não nos surpreenderíamos de ver uma criança andar o dia inteiro a sorrir e cantar, livre de cuidados, caso possua pais cristãos, nobres e amorosos. Por que não confiaríamos em nosso Pai celeste tão implicitamente como uma criancinha confia em seus pais terrestres?

Talvez nenhum texto das Escrituras nos seja mais familiar que S. Mateus 1:21: "Chamarás o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados". Aceitamos isto como o próprio fundamento do evangelho. Todavia não deixamos, com o espírito de uma criança, que Ele nos salve de nossos pecados. Concordamos em que Ele nos quer salvar, e que, sendo todo-poderoso, é capaz de fazê-lo, e ansiamos muito ser salvos de nossos pecados; no entanto, lutamos por anos, muitas vezes deprimidos, desanimados e em desespero porque não podemos obter a vitória sobre esses pecados. Certamente esta não é a atitude de uma criancinha. Quão preciosa nos deve ser a certeza: "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com acção de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos

Revista Adventista - Março 1950 - Pg 1,2

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Na Segunda Vinda, eles serão queimados

convênio eterno — Na Segunda Vinda, eles serão queimsado, a Terra cambaleará, e o sol se envergonhará — Então, o Senhor reinará em Sião e em Jerusalém. 

 

1 EIS que o SENHOR a esvazia a  terra, e a desola, e  transtorna a sua face, e espalha os seus moradores. 

2 E assim como for o povo, assim será o sacerdote; como o servo, assim o seu senhor; como a serva, assim a sua senhora; como o comprador, assim o vendedor; como o que empresta, assim o que toma emprestado; como ao que dá usura, assim o que toma usura. 

3 De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada, porque o SENHOR pronunciou esta palavra. 

4 A terra apranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. 

5 Porque a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto a trespassam as leis, mudam os c estatutos, e quebram o convênio eterno. 

6 Por isso a amaldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão

Isaías 24. 1 - 8

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

UM DIA DE INDIGNAÇÃO


14 O grande dia do SENHOR está perto, perto está, e se apressa muito, sim, a voz do dia do SENHOR; amargamente clamará ali o valente. 

15 Aquele dia será um dia de indignação, dia de angústia e de aflição, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, 

16 Dia de buzina e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. 

17 E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco. 

18 Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do SENHOR, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque ele certamente fará de todos os moradores desta terra uma destruição total e apressada. Sofonias 2.14-18


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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

DO PENTECOSTES À ERA DIGITAL

 

DO PENTECOSTES À ERA DIGITAL

Pags. 20, 21 e 22

Deus continua removendo barreiras para que o evangelho alcance toda língua, tribo e nação

FERNANDO RIOS 


É madrugada. O quarto está escuro, iluminado apenas pela luz do celular. Um jovem na Ásia Central desliza o dedo pela tela em busca de respostas para perguntas existenciais profundas. Em sua cidade, não há presença adventista nem igrejas cristãs para visitar. Sua família segue outra religião e não compreenderia suas inquietações. Mas ele tem acesso à internet.

O rapaz abre o navegador e digita, em inglês: Por que Deus permite o sofrimento? Entre os resultados, escolhe um vídeo cujo título foi traduzido automaticamente para sua língua. O pregador está a milhares de quilômetros, mas as legendas tornam a mensagem compreensível. Ao fim, um link o convida para um estudo bíblico on-line. Ele clica e inicia uma conversa com alguém do outro lado do mundo.

Meses depois, ainda sem templo, ele se ajoelha ao lado da cama e ora pela primeira vez, entregando a vida a Cristo. Nenhuma igreja viu, nenhum pastor esteve presente, mas o Céu registrou.

Histórias como essa têm se repetido em diversos países onde o evangelismo digital alcança pessoas sem acesso a congregações locais. Como pastor, já ouvi relatos semelhantes: indivíduos que tiveram o primeiro contato com a mensagem por meio de uma postagem ou transmissão on-line. Em muitos casos, a porta de entrada não foi o templo, mas a tela.

Desde o Pentecostes, o Espírito Santo tem removido barreiras para que o evangelho seja compreendido. O Senhor demonstra profundo compromisso com a comunicação. Ele fala, Se revela e Se comunica para anunciar a mensagem da salvação.

A promessa da vinda de Jesus está diretamente ligada à proclamação das boas-novas ao mundo. Cristo declarou: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mateus 24:14). Essa missão não é opcional; trata-se da condição profética para o desfecho da história.

MISSÃO ONTEM E HOJE

No ano 100 d.C., o mundo tinha cerca de 200 milhões de habitantes. A igreja cristã representava menos de 0,5% da população. A comunicação era oral; a alfabetização, limitada; e as Escrituras estavam disponíveis em poucos idiomas.

Hoje, somos mais de 8 bilhões de pessoas. Mais de 7 mil idiomas são falados, e milhares ainda não têm acesso às Escrituras. Na chamada Janela 10/40, bilhões vivem com pouco ou nenhum contato com o evangelho. A Igreja Adventista mantém, em média, um membro para cada 350 habitantes.¹

Humanamente, a missão ainda parece desproporcional aos recursos. Mas algo mudou. Vivemos em uma era na qual mais de 6 bilhões de pessoas utilizam a internet, e a maioria carrega no bolso um dispositivo com acesso global. Nunca houve tamanho desafio missionário – nem tamanho potencial comunicacional!

Em Atos 2, encontramos um dos eventos mais marcantes do cristianismo: "Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas" (v. 4). Pessoas de diversas regiões ouviram o evangelho em seus próprios idiomas.

O dom de línguas não era um fim em si mesmo, mas um meio. O Espírito removia uma barreira, a linguagem, para que a missão avançasse. Ele era o agente; a linguagem, o instrumento. Assim se estabelece um princípio: quando a missão encontra uma barreira, o Espírito Santo providencia meios para superá-la.

Ao longo da história, Deus utilizou diferentes recursos para expandir a proclamação do evangelho: as estradas romanas, o códice, a imprensa, o rádio, a televisão e a aviação. Em cada época, os meios disponíveis foram empregados para ampliar o alcance da mensagem. Hoje, vivemos outra transformação significativa.

Pela primeira vez, a humanidade está conectada em tempo real. Distâncias que antes exigiam meses de viagem agora são percorridas em segundos. Culturas antes isoladas compartilham o mesmo espaço digital.

A comunicação deixou de depender da proximidade física e passou a operar em escala global. A tecnologia não criou a missão, mas transformou profundamente o ambiente em que ela acontece. Se, no passado, o desafio era atravessar territórios físicos, atualmente é ocupar espaços digitais, em que bilhões de pessoas buscam sentido, identidade e respostas espirituais.

Durante séculos, missionários cruzaram oceanos, enfrentaram perseguições e viveram em condições extremas para compartilhar o evangelho. Hoje, a mesma mensagem pode ser transmitida em segundos. Ainda há aqueles chamados a ir presencialmente. Mas também há os chamados a alcançar onde o acesso é restrito, por meio do digital. A tecnologia não converte, mas amplia a voz.

NOVAS GERAÇÕES

As novas gerações estão imersas no ambiente digital. A maioria dos jovens está conectada diariamente, e grande parte de suas interações ocorrem na virtualidade.

Se há um grupo especialmente preparado para liderar o evangelismo digital, são os jovens. Os chamados “nativos digitais" possuem familiaridade com ferramentas que muitos ainda estão aprendendo a usar. Essa habilidade, quando consagrada, pode transformá-los em missionários de grande impacto.

Atualmente, um jovem com um smartphone possui mais alcance potencial do que tinha um missionário há um século. No entanto, o fator decisivo não é a tecnologia, mas o caráter. Não é necessário ser influenciador para ser eficaz. O essencial é espiritualidade, autenticidade, compromisso e intencionalidade ao testemunhar de Cristo. Como afirmou Ellen White, "todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário”,² tanto no ambiente real quanto no digital.

O evangelismo digital pode assumir várias formas:

- Compartilhar conteúdos bíblicos e mensagens de esperança nas redes sociais;

- Produzir vídeos, podcasts ou materiais criativos que comuniquem a fé;

- Oferecer estudos bíblicos e acompanhamento on-line;

- Apoiar projetos digitais da igreja;

- Ser uma presença cristã positiva no ambiente virtual.

Cabe ressaltar que a iniciativa OneVoice27, aprovada recentemente pela Igreja Adventista, visa alinhar toda a mídia denominacional global em um esforço evangelístico digital integrado até 2027. Entre os pilares desse projeto, destaca-se "juventude e influência digital", reconhecendo-se que os jovens influenciadores podem ampliar o alcance da mensagem.

EQUILÍBRIO NECESSÁRIO

Apesar de sua abrangência, o evangelismo digital não substitui o contato humano. A encarnação continua sendo o modelo missionário. Cristo veio em forma humana, demonstrando a importância do relacionamento.

O evangelismo digital abre portas, mas o discipulado se desenvolve plenamente em comunidade. Por isso, é importante manter o equilíbrio: usar o digital como ponte, não como destino. O alvo deve ser conectar pessoas à experiência comunitária da fé.

Nos primórdios da igreja, Deus concedeu dons para dar início à expansão do evangelho. Hoje, Ele continua provendo meios para que essa missão alcance sua plenitude. Assim como no Pentecostes o Espírito rompeu barreiras linguísticas, agora Ele atua em um mundo no qual fronteiras geográficas e culturais são continuamente redefinidas. Ainda assim, é preciso afirmar com clareza: nenhum recurso substitui o poder do Espírito Santo. A tecnologia pode ampliar o alcance da pregação, mas somente Deus transforma o coração humano.

Por isso, mais importante do que dominar ferramentas é viver em consagração. O êxito do evangelismo digital não reside na técnica, mas na presença de Deus, na oração e na centralidade de Cristo. Podemos avançar com confiança: o mesmo Espírito que capacitou a igreja no passado permanece ativo. A promessa continua válida: o evangelho será pregado a todo o mundo. E Deus, como sempre, seguirá removendo barreiras para que toda língua, tribo e nação tenha a oportunidade de ouvir Sua voz.

Nossa missão é descrita simbolicamente em Apocalipse 14:6 como um anjo voando pelo meio do céu, levando o evangelho "eterno para pregar aos que habitam na Terra, e a cada nação, tribo, língua e povo” (Apocalipse 14:6). De fato, podemos “voar” por meio de satélites e fibras ópticas, iluminando cada canto com a gloriosa luz da verdade.

Cada membro da igreja, especialmente os jovens, pode atender a esse chamado, tornando-se um missionário digital: um portador de esperança nas redes sociais e nos ambientes virtuais, onde quer que haja pessoas a serem alcançadas. E o mesmo Espírito que iniciou essa obra é fiel para conduzi-la até o fim!

FERNANDO RIOS é presidente da Igreja Adventista para o estado de Goiás

Referências

¹ Office of Archives, Statistics and Research, Annual Statistical Report 2025, disponível em https://documents.adventistarchives.org/Statistics/ASR/ASR2025.pdf?gl=11ilnw26gaMTYzMzg3NjAzMC4xNzU2MTUzOTY5ga2VBYH6KEBQ*czE3NzQ5ODY0MDIkbzlkZzEkdDE3NzQ5ODY0MTMkajQ5JGwwJGgxODEzODQ2NDkx.

² Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (CPB, 2021), p. 146.


Revista adventista - Maio 2026. Pg. 20 - 22

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