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terça-feira, 8 de março de 2022

A CARTA DE DEUS AO HOMEM

 

Sermão I: A CARTA DE DEUS AO HOMEM

(Alberto Ronald Timm)

 

INTRODUÇÃO

"Nascida no Oriente, com sua vestimenta e imagem orientais, a Bíblia avança pelos caminhos de todo o mundo ganhando familiaridade, penetrando todas as terras, encontrando-se em todas as partes. A Bíblia tem a faculdade de falar em centenas de idiomas ao coração do homem. Chega ao palácio para dizer ao monarca que ele é um servo do Altíssimo e à choupana para garantir ao camponês que ele é um filho de Deus. As crianças maravilhadas e embevecidas escutam suas histórias e homens sábios as consideram como parábolas de vida.

"A Bíblia contém uma palavra de paz para todo o tempo de prova, uma palavra de conforto para o dia de calamidade, uma palavra de luz para a hora de trevas.

"Acima do berço e ao lado da tumba suas palavras grandiosas nos surgem espontâneas. (. . .) Elas voltam a nós velozes e tranqüilas como pombas que voam à distância.

"Elas nos surpreendem com novos significados, como fontes de água que surgem da montanha ao lado de uma antiga senda. Elas crescem cada vez mais preciosas à semelhança das pérolas abrigadas no coração.

"Ninguém que possua este tesouro é pobre ou abandonado. Quando o vacilante peregrino avança para o chamado 'vale da sombra da morte' não teme penetrá-lo. Ele toma o Bastão e o Cajado da Escritura em sua mão e diz ao amigo e companheiro: 'Adeus, até nos encontrarmos novamente.' E confortado por aquele apoio segue o trilho solitário como quem caminha das trevas para a luz." (Henry Van Dyke. Citado por Apolinário, Pedro. História do Texto Bíblico, p. 2).

E nesta oportunidade iremos analisar a origem e o significado desse Livro que, desafiando os séculos, continua a contar a história da salvação e a transformar vidas.

I – A  COMUNICAÇÃO  ENTRE  DEUS  E  O  HOMEM  NO  PRINCÍPIO

A – Antes do Pecado:

a)Nossos primeiros pais, por vezes, ao caminharem pelo jardim do Éden "com a fresca do dia, ouviam a voz de Deus, e face a face entretinham comunhão com o Eterno." (Educação, p. 21)

B – Após a Queda :

a) O homem não mais pôde ver a face de Deus:

       Êxodo 37:20

       João 1:18

b)    "Desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem. O Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo, para que por Sua obra mediadora remisse o homem, e reivindicasse a autoridade e santidade da lei de Deus. Toda a comunhão entre o Céu e a raça decaída tem sido por meio de Cristo. Foi o Filho de Deus que fez a nossos primeiros pais a promessa de redenção." – Patriarcas e Profetas, p. 366).

c)     Então Deus, por meio de Cristo, passou a comunicar-Se com os homens através de profetas, a quem Ele revelava a Sua vontade em sonhos e visões (Núm. 12: 6).

d)    "Durante os primeiros vinte e cinco séculos da história humana, não houve revelação escrita. Os que tinham sido ensinados por Deus comunicavam seu saber a outros, e esse saber era transmitido de pai a filho, através de gerações sucessivas." (O Grande Conflito, Introdução, p. 7).

e)     "Os antediluvianos não tinham livros, não tinham registros escritos; mas com o seu grande vigor físico e mental possuíam forte memória, capaz de apreender e reter aquilo que lhes era comunicado, e por sua vez transmiti-lo intacto à posteridade." (Patriarcas e Profetas, p. 83).

II – A  COMUNICAÇÃO  DIVINA  ATRAVÉS  DA  PALAVRA ESCRITA

A – O Seu Surgimento

a)       Como a vida humana abreviou-se, a capacidade mental diminuiu e começou a crescer a apostasia, Deus ordenou a Moisés que escrevesse a verdade divina:

       Êxodo 17:14 (é a primeira referência bíblica à "escrita")

b)      O objetivo era preservar as verdades divinas para a posteridade, sem serem deturpadas pela tradição oral (Isa. 30:81).

B – O Período Bíblico

a)     A Bíblia começou a ser escrita cerca de 1.500 anos antes de Cristo, quando Moisés, "nos desertos de Midiã . . passou quarenta anos como pastor de ovelhas" (Educação, p. 62) e, "sob a inspiração do Espírito Santo, escreveu o livro de Gênesis bem como o livro de ." (Comentários de E.G. White, SDA Bible Commentary, vol. 3, p. 1140)

b)    Sua conclusão deu-se aproximadamente 1.600 anos depois, quando João, o discípulo amado, estava banido na ilha de Patmos – "uma ilha árida e rochosa no mar Egeu", que "havia sido escolhida pelo governo romano para banimento de criminosos.. . Aqui, afastado das afanosas cenas da vida", ele "recebeu instruções para a igreja por todo o tempo futuro." (Atos dos Apóstolos, pp. 570 e 571). Durante esses 1.600 anos, cerca de 40 autores – entre eles haviam sábios, profetas, reis, pastores de ovelhas, pescadores, um médico e um fabricante de tendas – escreveram os 66 livros que formam a Bíblia, em lugares e situações as mais adversas. . . Grande número deles não se conheceram, muito menos tiveram qualquer contato entre si; porém seus escritos se harmonizam como um todo sem nenhuma contradição.

C – Homens Inspirados por Deus Escreveram-na

a) A razão é apenas uma:

       II Tim. 3:16

       II Ped, 1: 21

III – A  IMPORTÂNCIA  DO  ESTUDO  DA  BÍBLIA

A – O Que Fazer Para Entender a Bíblia:

1º) Ler (I Tim. 4:13)

2º) Meditar (I Tim. 4:15)

3º) Ocupar-se com ela (I Tim. 4:14)

4º) Comparar uma parte com outra (1 Cor. 2:13)

5º) Obedecer (João 7:17)

B – O Estudo da Bíblia Serve Para:

1º) Ensinar, advertir, instruir na justiça, aperfeiçoar (II Tim. 3:16 e 17);

2º) Iluminar a vida (Sal. 119:105);

3º) Livrar de pecar (Sal. 119:11);

4º) Tornar a pessoa feliz (Apoc. 1:3).

C – O Testemunho de Cristo:

– João 5: 39

D – Ilustração:

"Guilherme contava apenas 17 anos de idade quando, na pedreira em que trabalha, foi vítima de pavorosa explosão. Muitos pereceram, ali mesmo, no lugar do sinistro formidável. Daquelas ruínas, arrancaram o jovem operário quase em ruínas também. Seus olhos haviam desaparecido. Seus braços foram arrancados. Seu estado era desesperador.

"Penalizados, os médicos tentaram salvar-lhe a vida. Várias operações melhoraram o aspecto daquele rosto deformado. Mas Guilherme McPherson estava sem braços e cego. E tudo isto no verdor e nas esperanças fagueiras dos seus 17 anos.. .

"A grande provação, todavia, de Guilherme, era a sua impossibilidade de ler a Bíblia, o querido livro, que tantas bênçãos lhe concedera. Outros liam para ele, caridosamente. E ele ouvia a Palavra de Deus, e chorava, com saudade dos seus olhos.

"Certo dia, na igreja que sempre freqüentava, Guilherme ouviu seu pastor contando a estória de certa velhinha que, entrevada pela crudelíssima enfermidade, e não podendo mais segurar a Bíblia para ler, beijou-a demoradamente, num ósculo em que se despedia do bendito livro.

"Foi aí que Guilherme, misteriosamente motivado, pensou na possibilidade de aprender o sistema de leitura especial para os cegos, conhecido como Braile. Sua dificuldade era a falta das mãos, dos dedos.

"Não teve dúvida: aprenderia a ler com a ponta de sua língua. E começou o trabalho cruciante. Dias, semanas, meses, e o jovem a tocar naqueles caracteres em alto relevo, com a ponta de sua língua, com seus lábios. Quantas vezes aquelas páginas, lidas com avidez e sacrifício, ficaram manchadas de sangue, pelas feridas provocadas naquele homem que amava, como pouca gente, as Escrituras Sagradas. Eram as marcas verdadeiras do amor.

"Cego e mutilado aos 17 anos, aos 46 de idade Guilherme McPherson, em 1951, quando sua história foi escrita, já conseguira ler a Bíblia inteira nada menos de 4 vezes. Sua Bíblia é integrada por 59 grossos volumes, em que ele encontra alento para seus sofrimentos, esperança para seu coração, e luz a brilhar na grande noite em que o desastre transformou a sua vida.

"A vida de Guilherme McPherson é rica em lições e exemplo. É vida que emociona. Desafia. Estimula. Choca, mesmo.

"Ouçamos a maior emoção que o singular leitor da Bíblia viveu, depois da catástrofe: 'Eram duas horas da madrugara de um domingo quando eu consegui, pela primeira vez, com minha língua, sem errar uma só letra, ler a oração do Pai Nosso. . .'

"Qual é o nosso amor á Palavra de Deus?

"Enquanto podemos, vamos ler e amar a nossa Bíblia?" (Ávila, Ivan Espíndola de. A Bíblia, ao Longo do Caminho, pp. 92-94). 

E, mais do que isto, ela é um livro que devemos abrir no lar daqueles que não conhecem a verdade como nós a conhecemos. . . 

AVILA, Ivan Espíndola de. A Bíblia, ao Longo do Caminho, pp. 92-94). (Hist. Nº 53, primeira) ... O africano que depois de muita renúncia conseguiu comprar uma Bíblia e depois arrancou as suas folhas para distribuir.

CONCLUSÃO

" 'A Palavra do nosso Deus subsiste eternamente.' Isa. 40:8. Diz o Dr. Cummings: 'O império dos Césares passou; as legiões de Roma jazem no pó; as avalanches que Napoleão arremessou sobre a Europa se desfizeram; o orgulho dos faraós ficou abatido; ... mas a Palavra de Deus ainda sobrevive. Tudo quanto ameaçou extingui-la apenas logrou ajudá-la a sobreviver; e isto prova cada dia quão transitórios são os mais nobres monumentos que os homens podem construir, e quão perdurável a menor palavra proferida por Deus. A tradição cavou para ela uma sepultura; a intolerância para ela acendeu muitos fogos; muitos Judas a têm traído com um beijo; muitos Pedros têm-na negado com juramento; muitos Demas a têm abandonado; mas a Palavra de Deus ainda permanece." (Adelaide Bee Evans. Citado no livro Princípios da Vida, p. 24).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Diferenças entre a Bíblia "Católica" e a "Evangélica"

Matéria imperdível de Gilson Monteiro. Ideal para quem gosta de dar estudos bíblicos, pois muitos católicos sinceros, acreditam que a Bíblia usada pelos evangélicos, foi adulterada e suprimida diversos livros.
Essa matéria esclarece com riqueza de detalhes, essas dúvidas
Leia também na matéria original, as respostas que ela dá aos leitores, que são tão importantes quanto a matéria em si

http://prgilsonmedeiros.blogspot.com.br  /2007/10 /bblia-catlica-x-bblia-protestante.html

Diferenças entre a Bíblia "Católica" e a "Evangélica"



Certa vez, uma amiga minha foi indagada por uma colega de trabalho (Católica) com a seguinte questão:

"Se vocês [evangélicos] querem ser tão certinhos, por que então retiraram vários livros da Bíblia?".

Esta pergunta expressa um pensamento comum entre os Católicos - o de que a Bíblia utilizada pelos "Protestantes" foi adulterada, pois alguns livros do AT que constam na Bíblia Católica não constam na Protestante. E como a Igreja Católica é mais antiga, então "certamente" foram os Protestantes que fizeram a adulteração. É assim que pensam!

Realmente, se você comparar o AT na Bíblia de Jerusalém (Católica) com o mesmo conteúdo em uma versão "Protestante" (Revista e Atualizada, por exemplo), verá facilmente que a quantidade de livros é diferente, assim como a ordem dos Salmos e alguns acréscimos em outros livros (Daniel, por exemplo).

Mas... quem fez a alteração?
1. Foram os Protestantes que RETIRARAM alguns livros?... ou
2. Foram os Católicos que os ACRESCENTARAM?

A Teologia chama os livros que estão no foco desta controvérsia de "apócrifos", apesar de que a Igreja Católica não considera os livros "extras" da sua Bíblia assim, por determinar que eles são tão inspirados quanto os 66 aceitos pelos Evangélicos.

Veja o que dizem dois renomados estudiosos deste assunto*:

Em suma, estes livros são aceitos pelos Católicos Romanos como canônicos, mas são rejeitados pelos Protestantes e judeus. No grego clássico, apocrypha significava “oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, a palavra tomou o sentido de “esotérico” (algo que só os “iniciados” podem entender, não os “de fora”). 

Nos tempos de Ireneu e Jerônimo (séc. III e IV d.C.), o termo apocrypha passou a ser aplicado aos livros não-canônicos do AT. Desde a Reforma Protestante, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário (entre os dois Testamentos).

Seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que os apócrifos tiveram, eles não são canônicos pelos seguintes fatos:
1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do NT (não existem palavras de Jesus, por exemplo, citando os livros apócrifos).
3. A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou sua canonicidade.
4. Nenhum concílio da Igreja os considerou canônicos, senão no final do séc. IV d.C.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata (tradução para o latim), rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a presente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.
 
Além do mais, segundo os critérios elevados da canonicidade, aos apócrifos ainda falta o seguinte:
- Os apócrifos não reivindicam serem proféticos.
- Não detêm a autoridade de Deus.
- Contêm erros históricos (cf. Tobias 1:3-5; 14:11) e graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (cf. 2Macabeus 12:45-46; 4).
- Embora seu conteúdo tenha algum valor para edificação nos momentos devocionais, na maior parte se trata de texto repetitivo, ou seja, são textos que já se encontram nos livros canônicos.
- Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos livros canônicos.
- Nada acrescentam ao nosso conhecimento das verdades messiânicas.
- O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido originalmente apresentados, recusou-os terminantemente.


Lista dos Livros Apócrifos, segundo a Versão Revista Padrão: 
Sabedoria de Salomão
Eclesiástico (Siraque)
Tobias
Judite
1Esdras
1Macabeus
2Macabeus
Baruque
Epístola de Jeremias
2Esdras
Adições a Ester (Ester 10:4-16:24)
Oração de Azarias (Daniel 3:24-90)
Susana (Daniel 13)
Bel e o Dragão (Daniel 14)

Oração de Manassés

* Fonte: Norman Geisler e William Nix, Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós (São Paulo: Vida), 2006. Págs. 90-98.

Outra dúvida apresentada frequentemente é com relação à numeração dos Salmos, pois há diferença nas duas Bíblias (Católica e Protestante).

Segundo o Comentário Adventista, o que ocorre é que a numeração dos Salmos é diferente no texto original hebraico e no texto da LXX (Lê-se "Septuaginta", que é a tradução do AT para o grego) e na Vulgata (que é a tradução para o latim). A numeração do texto hebraico massorético é a mesma que aparece na nossa Bíblia Almeida Revista e Atualizada

Já a numeração da LXX e da Vulgata é utilizada na Bíblia de Jerusalém (católica) e na maioria das demais Bíblias católicas. A diferença se deve a que na LXX e na Vulgata os Salmos 9 e 10, como também os 114 e 115, se fundem. Por outra parte, os Salmos 116 e 147 se dividem em dois salmos cada um. 
Até o Salmo 9, e a partir do Salmo 147, a contagem é idêntica. A LXX ainda acrescenta um Salmo 151. 

Portanto, a diferença de numeração se deve apenas ao fato de a Bíblia Protestante usar como base o texto original hebraico (mais fiel), e a Bíblia Católica utilizar os textos traduzidos da Septuaginta e da Vulgata.

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Em suma, como vimos, não foram os Protestantes que RETIRARAM aqueles livros da Bíblia. 

Na verdade, foram os Católicos que ACRESCENTARAM tais livros de inspiração duvidosa.

Entretanto, na foto abaixo podemos ver até que ponto a versão Católica é tendenciosa para defender aquilo que o Papa determina, mesmo que para isso se pretenda alterar o próprio texto bíblico:


Apocalipse 1:10 na versão católica

"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22:29).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma Revelação Infalível

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Uma Revelação Infalível

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959.
7 de janeiro – Pág. 13 – Uma Revelação Infalível
As palavras do Senhor são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes. Sal. 12:6.
Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa. O Grande Conflito, pág. 9.
Treva espiritual cobriu a Terra e densa escuridão os povos. … Muitos, muitos mesmo, põem em dúvida a veracidade e verdade das Escrituras. Os raciocínios humanos e as imaginações do coração do homem estão minando a inspiração da Palavra de Deus, e o que podia ser recebido como garantido, é circundado com uma nuvem de misticismo. Coisa alguma aparece em linhas claras e distintas, assentada no fundamento da rocha. Este é um dos sinais marcantes dos últimos dias. …
Homens há que se esforçam por ser originais, cuja sabedoria é mais elevada que o que está escrito; portanto, sua sabedoria é loucura. … Buscando esclarecer ou desemaranhar mistérios por séculos ocultos aos mortais, são como um homem a chapinhar na lama, incapaz de desembaraçar-se a si mesmo, e todavia dizendo aos outros como saírem do lodoso mar em que eles próprios se debatem. Esta é uma justa representação dos homens que se põem a corrigir os erros da Bíblia. Homem algum pode aperfeiçoar a Bíblia sugerindo o que o Senhor queria dizer ou devia ter dito. …
Tomo a Bíblia tal como ela é, como a Palavra Inspirada. Creio nas declarações de uma Bíblia inteira. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 15-17.
Este Livro Santo tem resistido aos assaltos de Satanás, que se tem unido com homens maus para envolver em névoas e escuridão tudo quanto é de caráter divino. O Senhor, porém, tem guardado este Livro Santo em sua forma atual mediante o miraculoso poder dEle – uma carta ou guia para a família humana a fim de mostrar-lhe o caminho do Céu. …
Damos graças a Deus por ser a Bíblia preparada para o pobre da mesma maneira que para o homem de saber. Ela se adapta a todas as idades, todas as classes. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 15 e 18.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Toda a Bíblia é Inspirada

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Toda a Bíblia é Inspirada

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959.
6 de janeiro – Pág. 12 – Toda a Bíblia é Inspirada
Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. II Tim. 3:16.
A Palavra de Deus abrange as Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamentos. Um não está completo sem o outro. Parábolas de Jesus, pág. 126.
Devemos dar atenção ao Antigo Testamento, não menos que ao Novo. Estudando o Antigo Testamento, encontraremos fontes vivas a borbulhar onde o descuidado leitor apenas divisa um deserto. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 462.
Não há desarmonia entre o Antigo e o Novo Testamentos. Achamos no Antigo o evangelho de um Salvador vindouro; encontramos no Novo o evangelho de um Salvador revelado segundo haviam predito as profecias. Enquanto o Antigo Testamento está constantemente apontando adiante, à verdadeira oferta, mostra o Novo que o Salvador prefigurado pelas ofertas típicas já veio. A débil glória da dispensação judaica foi sucedida pela glória mais brilhante, mais luminosa, da era cristã. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.095.
Cristo, manifesto aos patriarcas, simbolizado no serviço sacrifical, retratado na lei, e revelado pelos profetas, é o tesouro do Antigo Testamento. Cristo em Sua vida, morte e ressurreição; Cristo como é manifesto pelo Espírito Santo, é o tesouro do Novo. Nosso Salvador, o resplendor da glória do Pai, tanto é o Antigo como o Novo. …
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O Antigo Testamento projeta luz sobre o Novo, e o Novo, sobre o Antigo. Ambos são uma revelação da glória de Deus em Cristo. Ambos apresentam verdades que revelarão continuamente ao fervoroso inquiridor, novas profundezas. Parábolas de Jesus, págs. 126 e 128.
Disse Jesus acerca das Escrituras do Antigo Testamento – e quanto mais é isto verdade do Novo! – “São elas que de Mim testificam.” João 5:39. … Sim, a Bíblia toda fala de Cristo. Desde o primeiro relatório da criação – pois “sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3) – até à promessa final: “Eis que cedo venho” (Apoc. 22:12) lemos acerca de Suas obras e ouvimos a Sua voz. Se desejais familiarizar-vos com o Salvador, estudai as Santas Escrituras. Caminho a Cristo, pág. 88.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Bíblia Procede do Céu

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A Bíblia Procede do Céu

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959.
5 de janeiro – Pág. 11 – A Bíblia Procede do Céu
Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.  2Coríntios 4:7.
É assim que Deus Se agradou comunicar Sua verdade ao mundo por meio de agências humanas que Ele próprio, pelo Seu Espírito, faz idôneas para essa missão, dirigindo-lhes a mente no tocante ao que devem falar ou escrever. Os tesouros divinos são deste modo confiados a vasos terrestres sem contudo nada perderem de sua origem celestial. […] O crente submisso descobre a virtude divina, superabundante em graça e verdade. (O Grande Conflito, págs. 8 e 9).
Os escritores da Bíblia tiveram de exprimir suas ideias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos. Esses homens foram inspirados pelo Espírito Santo. Devido a imperfeições da compreensão humana da linguagem, ou da perversidade da mente humana, hábil em fugir à verdade, muitos leem e entendem a Bíblia de maneira a se agradarem a si mesmos. Não é que a dificuldade esteja na Bíblia. […]
As Escrituras foram dadas aos homens, não em uma cadeia contínua de ininterruptas declarações, mas parte por parte através de sucessivas gerações, à medida que Deus, em Sua providência, via apropriada ocasião para impressionar o homem nos vários tempos e diversos lugares. Os homens escreveram segundo foram movidos pelo Espírito Santo. […]
Nem sempre há perfeita ordem ou aparente unidade nas Escrituras. […] As verdades da Bíblia são como pérolas ocultas. Devem ser buscadas, desenterradas mediante penosos esforços. Os que apanham apenas uma apressada visão das Escrituras hão de, com seu conhecimento superficial que eles julgam muito profundo, falar nas contradições da Bíblia, e pôr em dúvida a autoridade das Escrituras. Aqueles, porém, cujo coração se acha em harmonia com a verdade e o dever, pesquisarão as Escrituras com o coração preparado para receber impressões divinas. A alma iluminada vê unidade espiritual, um grande fio de ouro através do todo, mas requer paciência, reflexão e oração o rastrear o áureo fio precioso. (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 19 e 20).
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Guia Para Toda a Humanidade

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Guia Para Toda a Humanidade

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959.
4 de janeiro – Pág. 10 – Guia Para Toda a Humanidade
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. II Ped. 1:21.
Deus confiou o preparo de Sua Palavra divinamente inspirada ao homem finito. Esta Palavra, arranjada em livros – o Antigo e o Novo Testamentos – é o guia para os habitantes de um mundo caído, a eles legado para que, mediante o estudar as direções e obedecer-lhes, alma alguma perdesse o caminho do Céu. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 16.
A Escritura Sagrada aponta a Deus como seu autor; no entanto, foi escrita por mãos humanas, e no variado estilo de seus diferentes livros apresenta as características dos diversos escritores. As verdades reveladas são dadas por inspiração de Deus (II Tim. 3:16); acham-se, contudo, expressas em palavras de homens. O Ser infinito, por meio de Seu Santo Espírito, derramou luz no entendimento e coração de Seus servos. Deu sonhos e visões, símbolos e figuras; e aqueles a quem a verdade foi assim revelada, concretizaram os pensamentos em linguagem humana. O Grande Conflito, págs. 7 e 8.
O Senhor fala aos seres humanos em linguagem imperfeita, a fim de os sentidos degenerados, a percepção pesada, terrena, dos seres da Terra poderem compreender-Lhe as palavras. Nisto se revela a condescendência de Deus. Ele vai ao encontro dos caídos seres humanos onde eles se acham. Perfeita como é, em toda a sua simplicidade, a Bíblia não corresponde às grandes idéias de Deus; pois idéias infinitas não se podem corporificar perfeitamente em finitos veículos de pensamento. Em lugar de as expressões da Bíblia serem exageradas, como julgam muitos, as fortes expressões se enfraquecem ante a magnificência da idéia, embora o escritor escolha a mais expressiva linguagem para transmitir as verdades da educação mais elevada. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 22.
Deus destinara a Bíblia a ser um guia para toda a humanidade, na infância, juventude e idade adulta, devendo ser estudada através de todos os tempos. Deu Sua Palavra aos homens como revelação de Si mesmo. … É o meio de comunicação entre Deus e o homem. O Grande Conflito, pág. 69.
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domingo, 3 de janeiro de 2016

Suas Promessas São Minhas

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Suas Promessas São Minhas

3 de janeiro – Pág. 9 – Suas Promessas São Minhas
Porque todas quantas promessas há de Deus são nEle sim; e por Ele o Amém, para glória de Deus, por nós. II Cor. 1:20.
A preciosa Bíblia é o jardim de Deus, e Suas promessas são os lírios, e as rosas, e os cravos. Review and Herald, 19 de março de 1889.
Como eu desejaria que todos crêssemos nas promessas de Deus! … Não devemos olhar a nosso coração em busca de jubilosa emoção como prova de nossa aceitação pelo Céu, mas pegar as promessas de Deus, e dizer: “Elas me pertencem. O Senhor está fazendo com que Seu Santo Espírito repouse sobre mim. Estou recebendo a luz; pois a promessa é: Crede que recebeis aquilo que pedis, e tê-lo-eis. Penetro, pela fé, no interior do véu, e me apego a Cristo, minha força. Dou graças a Deus por ter um Salvador.” Signs of the Times, 25 de março de 1889.
As Escrituras devem ser recebidas como a Palavra de Deus a nós, não meramente escrita, mas falada também. Quando os aflitos iam ter com Cristo, Ele os via não somente a eles que pediam auxílio, mas a todos quantos, através dos séculos, haviam de buscá-Lo com igual necessidade e idêntica fé. Quando disse ao paralítico: “Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados” (Mat. 9:2); quando disse à mulher de Cafarnaum: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz” (Luc. 8:48), dirigia-Se a outros sofredores, oprimidos do pecado, que haviam de ir ter com Ele em busca de auxílio.
O mesmo se dá quanto a todas as promessas da Palavra de Deus. Por meio delas, Ele nos está falando a nós, individualmente; falando tão diretamente, como se Lhe pudéssemos ouvir a voz. É por intermédio dessas promessas que Cristo nos comunica Sua graça e poder. Elas são folhas daquela árvore que é “para a saúde das nações”. Apoc. 22:2. Recebidas, assimiladas, elas serão a fortaleza do caráter, a inspiração e o sustentáculo da vida. A Ciência do Bom Viver, pág. 122.
Segure os jovens a mão do infinito poder. A fé cresce pelo exercício. Alimentai-vos das promessas; estai contentes de descansar na simples promessa da Palavra de Deus.  The Youth’s Instructor, 30 de março de 1893.
Pendurai as preciosas palavras de Cristo na galeria da memória. Elas devem ser muito mais apreciadas do que ouro ou prata. Eventos Finais, pág. 67.
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Ellen White
Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959.

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