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quinta-feira, 25 de abril de 2024

OS VOTOS AO SENHOR

 Manoel Barbosa da Silva

OS VOTOS AO SENHOR

Deut. 23: 21 – 23

 

Introdução

 

Uma das palavras mais faladas no Brasil é, com certeza, a palavra voto, por causa das eleições que acontecem para cargos políticos, a cada dois anos, sem contar com outras eleições para escolha de dirigentes de escolas, igrejas, e outras repartições.

 

A.                    O que é voto?

 

O dicionário escolar da língua portuguesa assim o define:

Ø    Promessa solene com que nos obrigamos para com a divindade

Ø    Juramento

Ø    Oferta (presente) trazida à divindade em cumprimento de uma promessa

Ø    Modo de demonstrar a vontade em um pleito eleitoral

 

Geralmente nos fixamos neste último item, por causa das eleições que ocorrem a cada dois anos e nos esquecemos do seu significado bíblico que é: “compromisso solene com que nos obrigamos para com a divindade”.

 

B.                     Desde quando existe voto?

 

Ø    A origem do voto remonta ao começo do mundo. Nos tempos bíblicos o voto era comum entre os adoradores de Jeová, porém outras religiões também tinham essa prática, aliás, todos os povos do mundo fazem votos aos seus deuses.

 

Ø    Segundo o teólogo John Davis, o voto é o reconhecimento da inteira dependência de Deus e o dever de agradecer-lhe.

Ø    Portanto, onde há religião há votos.

Ø    Acredito até que os votos existiam no céu e que o pecado surgiu quando seres celestiais, supostamente quebraram os votos de fidelidade e cometeram o primeiro pecado.

Ø    O voto mais antigo que encontramos na Bíblia é o voto de Jacó prometendo doar o dízimo. Gen. 28: 18-22

 

C.                     Moisés e os votos

 

A lei de Moisés, não prescrevia votos, isto é, não obrigava ninguém a fazer votos, apenas regulamentava-os.

 

D.                    Havia três tipos de votos

Ø    Consagração

Ø    Abstinência

Ø    Destruição

 

1.Votos de consagração.

Votos de consagração eram quando alguém ou algum objeto era dedicado ao Senhor ou ao santuário, podia ser resgatado, se o doador desse em dinheiro vinte por cento a mais do que ele valia. Levítico. 27: 12-15

 

Samuel é um exemplo de alguém dedicado ao Senhor. 1. Samuel 1:11

 

Outro exemplo de consagração é o voto de Absalão. Apesar de ser um voto com motivos escusos. 2. Samuel 15: 8

 

 

2.Votos de abstinência.

Voto de abstinência era quando alguém se obrigava a jejuar, como penitencia a fim de receber de Deus um benefício. Exemplos:

 

Ø    Davi, quando o filho adoeceu.  2. Samuel 12: 15 – 20

Ø    Os ninivitas quando Deus ameaçou destruir a cidade deles. Jonas 3: 5-10

 

Não havia e nem há tempo determinado para fazer votos; tampouco, o que a pessoa deva comer ou beber quando tiver que fazer um voto. Com exceção, do voto de nazireu que proibia a pessoa de cortar o cabelo e tomar vinho ou qualquer bebida forte. Num. 6: 1-8

Samuel e Sansão eram nazireus.

 

3.     Votos de destruição.

O voto de destruição incluía somente aquilo que tivesse contaminado com idolatria.  Altares, Templos, Cidades, etc.

 

Princípios gerais aplicados aos votos.

1.   Os votos são voluntários, ninguém é obrigado a fazê-los, mas uma vez feitos, quem o fez, tem a obrigação de cumpri-los. Números 30; 2

 

2.   Voto de abstinência feito por filha solteira ou mulher casada, sem a permissão do pai ou marido, não tem valor. Só se eles concordarem. Números 30: 3 – 8

 

3.   Votos feitos com produtos de ganho desonesto, não são aceitos. Deut. 23: 18.

4.   Os votos não devem ser feitos imprudentemente, pois não podem ser descumpridos. Prov. 20: 25. Ecles. 5: 5

 

Os votos são uma demonstração de amizade, companheirismo e comunhão com Deus; e o desejo de servi-lo.

 

a)                       Consagrando, a si mesmo, a Deus.

b)                      Consagrando os seus bens.

c)                       Abstendo-se de tudo o que for prejudicial à sua saúde

d)                      E destruir, na vida, toda a forma de idolatria.

 

 

CONCLUSÃO

 

Qual tem sido tua atitude em relação à questão dos votos?

Tem sido fiel?

Tens votado alguma coisa e depois esqueces, ou deixa de votar, para não te comprometeres com Deus?

 

Qual têm sido os votos que geralmente tu deixas de fazer?

Fidelidade nos dízimos.

Pacto

Fundo de inversão

Gratidão

 

Outros votos que fazemos ao longo da vida e devemos cumpri-los da mesma forma. Rigorosamente

 

1)               Voto matrimonial. Casamento. Quem não deseja cumprir este voto, não case.

 

2)               Voto batismal. É o compromisso solene que é feito a Deus, na presença da igreja reunida.

 

3)               À profissão escolhida. Esse voto é feito, geralmente, no dia da formatura. Médicos, engenheiros, pastores, etc. cada profissional faz um voto de dedicação à profissão escolhida. Deve ser cumprido.

 

4)   Nos negócios. O cristão deve pensar bem antes de se comprometer em um negócio. Pois a palavra de um cristão deve ser: “Sim, sim; não, não; O que passar disso vem do maligno”. Foi Jesus quem o disse. Mat.5: 37

 

Que Deus nos ajude cumprir nossos votos.

 

QUEM É O MAIOR? JESUS PAGA O TRIBUTO

 

 Manoel Barbosa da Silva


QUEM É O MAIOR? JESUS PAGA O TRIBUTO

Mateus 17: 24 – 27



Tendo eles chegado a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as didracmas, e lhe perguntaram: O vosso mestre não paga as didracmas?
Disse ele: Sim. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, perguntando: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra imposto ou tributo? dos seus filhos, ou dos alheios?
Quando ele respondeu: Dos alheios, disse-lhe Jesus: Logo, são isentos os filhos.
Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lo por mim e por ti.

Voltando a Cafarnaum, Jesus não procurou os bem conhecidos lugares em que havia ensinado o povo, mas, tranquilo, buscou com os discípulos a casa que Lhe devia servir temporariamente de lar. Durante o resto de Sua permanência na Galileia, era Seu intuito instruir os discípulos, de preferência a trabalhar em favor das multidões.

Na viagem pela Galileia, tentara Cristo outra vez preparar o espírito dos discípulos para as cenas que o aguardavam. Disse-lhes que devima ir a Jerusalém para ser morto e ressuscitar. E acrescentou a estranha e solene comunicação de que devia ser entregue nas mãos dos inimigos.

Nem ainda então compreenderam os discípulos as Suas palavras. Embora os envolvesse a sombra de uma grande tristeza, ainda em seu coração encontrou lugar o espírito de rivalidade.

Discutiram entre si qual seria considerado maior no reino.

Essa contenda pensou eles ocultar de Jesus, e não procuraram, como de costume, achegar-se para mais perto dEle, mas demoraram-se atrás, de modo que Ele lhes ia na dianteira quando entraram em Cafarnaum.

Jesus leu-lhes os pensamentos, e ansiou aconselhá-los e instruí-los. Esperou, porém, para isso, uma hora de sossego quando os corações estivessem abertos para Lhes receber as palavras.

Pouco depois de haverem chegado à cidade, o coletor do tributo do templo foi ter com Pedro, fazendo a pergunta:

"O vosso Mestre não paga as didracmas?" Mat. 17:24.

 

Esse tributo não era uma taxa civil, mas uma contribuição religiosa, exigida de todo judeu, anualmente, para manutenção do templo.

 

A recusa de pagar o tributo seria considerada como deslealdade ao templo - segundo o conceito dos rabis, um gravíssimo pecado.

A atitude do Salvador para com as leis dos rabis, e Suas positivas reprovações aos defensores da tradição, proporcionaram pretexto para a acusação de estar Ele procurando deitar por terra o serviço do templo.

Agora, os inimigos viram um ensejo de lançar descrédito sobre Ele. No coletor dos tributos encontraram um ponto aliado.

Pedro viu na pergunta do dito funcionário uma insinuação quanto à lealdade de Cristo ao templo.

Zeloso da honra do Mestre, respondeu precipitadamente, sem O consultar, que Jesus pagaria o tributo.

Mas Pedro não compreendeu senão em parte o intuito do que o interrogava.

Havia algumas classes consideradas isentas do pagamento do tributo.

 

No tempo de Moisés, quando os levitas foram separados para o serviço do santuário, não lhes foi dada herança entre o povo. O Senhor disse: "Levi com seus irmãos não têm parte na herança; o Senhor é a sua herança." Deut. 10:9.

Nos dias de Cristo, os sacerdotes e levitas eram ainda tidos como especialmente consagrados ao templo, não lhes sendo exigida a contribuição anual para a manutenção do mesmo. Também os profetas estavam isentos desse pagamento.

 

Requerendo tributo de Jesus, os rabis punham à margem Seus direitos como profeta e mestre, e tratavam-no como uma pessoa comum.

A recusa de Sua parte, de pagar o tributo, seria apresentada como deslealdade ao templo; ao passo que, por outro lado, o pagamento do mesmo seria tomado como justificação de O rejeitarem como profeta.

 

Havia pouco tempo, apenas, Pedro reconhecera Jesus como o Filho de Deus; mas deixara nesse caso de salientar o caráter divino do Mestre. Por sua resposta ao coletor, de que Jesus havia de pagar o tributo, sancionara, virtualmente, o falso conceito que os sacerdotes e principais estavam procurando generalizar a Seu respeito.

Ao entrar Pedro em casa, o Salvador não fez referência ao que sucedera, mas perguntou: "Que te parece, Simão? de quem cobram os reis da Terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?" Pedro respondeu: "Dos alheios." E Jesus disse: "Logo, estão livres os filhos." Mat. 17:25 e 26.

Ao passo que o povo de um país é obrigado a pagar imposto para manutenção de seu Rei, os filhos do próprio Rei ficam livres. Assim de Israel, o professo povo de Deus, era exigido que mantivesse Seu serviço; mas Jesus, o Filho de Deus, não estava sob tal obrigação. Se os sacerdotes e levitas estavam isentos, em virtude de sua ligação com o templo, quanto mais Aquele para quem o templo era a casa de Seu Pai!

Se Jesus houvesse pagado o tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da reclamação, tendo assim negado Sua divindade.

Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o direito sobre que esta, se pretendia basear. Provendo o necessário para pagamento do tributo, deu Ele o testemunho de Seu caráter divino. Foi demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob tributo, como um simples súdito do reino.

"Vai ao mar", disse Ele a Pedro, "lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por Mim e por ti." Mat. 17:27.

Conquanto houvesse revestido Sua divindade com a humanidade, revelou, nesse milagre, a Sua glória.

Era evidente ser Este Aquele que, por meio de Davi, declara: "Porque Meu é todo animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e Minhas são todas as feras do campo. Se Eu tivesse fome, não to diria, pois Meu é o mundo e a sua plenitude." Sal. 50:10-12.

Conquanto Jesus tornasse claro não Se achar sob obrigação de pagar o tributo, não entrou em discussão com os judeus a respeito do assunto; pois teriam interpretado mal Suas palavras, virando-as contra Ele.

Para não escandalizá-los por não dar o tributo, fez aquilo que não Lhe poderia com justiça ser exigido.

Essa lição deveria ser de grande valor para os discípulos. Notáveis mudanças se haveriam de em breve operar nas relações deles para com o serviço do templo, e Cristo os ensinou a não se colocarem, desnecessariamente, em antagonismo com a ordem estabelecida.

Deveriam, o quanto possível, evitar dar ocasião a que sua fé fosse mal interpretada. Conquanto os cristãos não devam sacrificar um único princípio da verdade, cumpre-lhes evitar debates sempre que isso seja possível



Quem é o Maior?

 

Quando Cristo e os discípulos se achavam a sós em casa, enquanto Pedro se dirigira ao mar, Jesus chamou os outros a Si e perguntou:

"Que estáveis vós discutindo pelo caminho?" Mar. 9:33.

A presença de Jesus e Sua pergunta fizeram a questão aparecer-lhes num aspecto inteiramente diverso daquele em que a tinham considerado quando questionavam pelo caminho. A vergonha, e um sentimento de condenação própria fê-los emudecer. Jesus lhes dissera que havia de morrer por amor deles, e sua egoísta ambição achava-se em doloroso contraste com o abnegado amor dEle.

 

Quando Jesus lhes disse que havia de ser condenado à morte e ressurgir dos mortos, buscava atraí-los a uma conversação a respeito da grande prova de fé porque haviam de passar.

Houvesse os discípulos estado prontos a receber o que Ele lhes desejava comunicar, e ter-se-iam poupado a atroz angústia e desespero. Suas palavras lhes teriam levado consolo na hora de se verem privados dEle, cheios de decepção.

Mas se bem que lhes houvesse falado tão claramente acerca do que O aguardava, a menção de Sua próxima ida a Jerusalém lhes suscitou novamente as esperanças de que o reino estava para ser estabelecido. Isto levara à questão quanto a quem deveria ocupar os mais altos lugares. Voltando Pedro do mar, contaram-lhe os discípulos a pergunta do Salvador, e por fim alguém se animou a perguntar a Jesus: "Quem é o maior no reino dos Céus?"

O Maior

O Salvador reuniu os discípulos em torno de Si, e disse-lhes: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos." Mar. 9:35.

Havia nestas palavras uma solenidade e impressividade que os discípulos estavam longe de compreender. O que Cristo discernia não podiam ver.

 Não compreendiam a natureza de Seu reino, e esta ignorância era a causa aparente de sua contenda.

A causa real, porém, jazia mais fundo. Explicando a natureza de Seu reino, Cristo acalmaria temporariamente a questão; isto, no entanto, não teria tocado no motivo básico. Mesmo depois de haverem recebido o mais pleno conhecimento, ter-se-ia renovado a dificuldade a qualquer questão de precedência. Assim sobreviria ruína à igreja de Cristo depois de Sua partida.

A luta pelo mais alto lugar era a operação do mesmo espírito que dera origem à grande controvérsia nos mundos de cima, e trouxera a Cristo do Céu para morrer. Diante dEle surgiu a visão de Lúcifer, o "filho da alva", sobrepujando em glória a todos os anjos que rodeavam o trono, e ligado pelos mais íntimos laços ao Filho de Deus. Lúcifer dissera: "Serei semelhante ao Altíssimo" (Isa. 14:12 e 14); e o desejo de exaltação própria levara conflito às cortes celestiais, e banira uma multidão das hostes de Deus.

Houvesse na verdade Lúcifer desejado ser semelhante ao Altíssimo, e nunca teria perdido o lugar que lhe fora designado no Céu; pois o espírito do Altíssimo manifesta-se em abnegado ministério.

Lúcifer desejava o poder de Deus, mas não o Seu caráter. Buscava para si mesmo o mais alto lugar, e toda criatura que é movida por seu espírito fará o mesmo. Assim serão inevitáveis a separação, a discórdia e a contenda.

O domínio torna-se o prêmio do mais forte. O reino de Satanás é um reino de força; cada indivíduo considera todos os outros como obstáculo no caminho de seu próprio progresso, ou um degrau sobre o qual pode subir para chegar a uma posição mais elevada.

Enquanto Lúcifer reputava o ser igual a Deus uma coisa de que se devesse apoderar, Cristo, o Exaltado, "aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz". Filip. 2:7 e 8. Agora a cruz se achava justamente diante dEle; e Seus próprios discípulos estavam tão cheios de interesse egoísta - o próprio princípio do reino de Satanás - que não lhes era possível encher-se de compassivo interesse para com seu Senhor, ou mesmo compreendê-Lo ao falar de Sua humilhação por eles.

Mui ternamente, mas com solene acento, Jesus procurou corrigir o mal. Mostrou qual o princípio que domina no reino do Céu, e em que consiste a verdadeira grandeza, segundo a estimativa das normas do alto. Os que eram atuados por orgulho e amor de distinções, estavam pensando em si mesmos e nas recompensas que deveriam obter, em vez de cuidar em como devolver a Deus os benefícios recebidos. Eles não teriam lugar no reino do Céu, pois achavam-se identificados com as fileiras de Satanás.

"Diante da honra vai a humildade." Prov. 15:33. Para ocupar um elevado cargo diante dos homens, o Céu escolhe o obreiro que, como João Batista, assume posição humilde diante de Deus. O mais infantil dos discípulos é o mais eficiente no trabalho para Deus. Os seres celestes podem cooperar com aquele que procura não se exaltar, mas salvar almas.

Aquele que mais profundamente sente sua necessidade de auxílio divino, há de pedi-lo; e o Espírito Santo lhe dará vislumbres de Jesus que lhe fortalecerão e elevarão a alma.

Da comunhão com Cristo sairá ele para trabalhar pelos que estão perecendo em seus pecados. Está ungido para sua missão; e é bem- sucedido onde muitos instruídos e intelectualmente sábios fracassariam.

Mas quando os homens se exaltam a si mesmos, sentindo que são uma necessidade para o êxito do grande plano de Deus, o Senhor faz com que sejam postos de lado. Torna-se evidente que o Senhor não depende deles. A obra não se detém por causa de seu afastamento da mesma, mas vai avante com maior poder.

A alma sincera e contrita é preciosa diante de Deus. Ele coloca o Seu sinete sobre os homens, não por posição, não por fortuna, não por sua grandeza intelectual, mas pela sua unidade com Cristo. O Senhor da glória fica satisfeito com aqueles que são mansos e humildes de coração. "Também me deste o escudo da Tua salvação: ... e a Tua mansidão" - como elemento no caráter humano - "me engrandeceu." Sal. 18:35.

"Qualquer que receber um destes meninos em Meu nome", disse Jesus, "a Mim Me recebe; e qualquer que a Mim Me receber, recebe, não a Mim, mas ao que Me enviou." Mar. 9:37. "Assim diz o Senhor: O Céu é o Meu trono, e a Terra o escabelo dos Meus pés:... mas eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito, e que treme da Minha palavra." Isa. 66:1 e 2.

As palavras do Salvador despertaram nos discípulos um sentimento de desconfiança de si mesmos.

Ninguém fora especialmente apontado na resposta; mas João foi levado a duvidar de que em certo caso sua atitude fora correta. Com espírito de criança, expôs a questão a Jesus. "Mestre", disse ele, "vimos um que em Teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue." Luc. 9:49.

Tiago e João pensaram que, opondo-se a esse homem, tinham tido em vista a honra de seu Senhor; começaram a ver que tiveram ciúmes da sua própria. Reconheceram seu erro e aceitaram a reprovação de Jesus: "Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagres em Meu nome e possa logo falar mal de Mim." Mar. 9:39.

Pessoa alguma que se mostrasse de algum modo amiga de Cristo, devia ser repelida. Muitos havia que tinham sido profundamente movidos pelo caráter e a obra de Cristo, e cujo coração se estava abrindo para Ele com fé; e os discípulos, que não podiam ler os motivos, deviam ter cuidado em não desanimar essas almas.

Quando Jesus não mais Se achasse pessoalmente com eles, e a obra fosse deixada em suas mãos, não deviam ceder a um espírito estreito, exclusivista, mas manifestar a larga simpatia que tinham visto em seu Mestre.

O fato de uma pessoa não se conformar em tudo com nossas próprias ideias e opiniões, não nos justifica proibir-lhe o trabalhar para Deus.

Cristo é o grande Mestre; não nos compete julgar ou ordenar, mas deve cada um sentar-se com humildade aos pés de Jesus e dEle aprender. Toda alma que Deus tornou voluntária, é um instrumento por onde Cristo revelará Seu amor cheio de perdão.

Quão cuidadosos devemos ser para não desanimar um dos que transmitem a luz de Deus, interceptando assim os raios que Ele queria fazer brilhar no mundo!

A aspereza e a frieza manifestadas por um discípulo para com uma pessoa a quem Cristo estava atraindo - um ato como o que João praticara ao proibir alguém de operar milagres em nome de Cristo - poderia dar em resultado o encaminhar aquela criatura para a senda do inimigo, ocasionando a ruína de uma alma. De preferência a fazer alguém isso, disse Jesus: "Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha e se submergisse na profundeza do mar." E acrescentou: Se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno." Mar. 9:42-44.


LIÇÕES

Não devemos ser porta voz dos outros.

Pedro não deveria ter dito que Jesus pagaria o imposto. O certo seria dizer: Perguntem a Ele.

Há pessoas que adoram determinar o que os outros devem ou não devem fazer .

 

Não devemos fazer confusão por coisa pouca.

Mesmo que você tenha direito, é preferível abrir mão desses direito, do que criar uma confusão. Jesus não tinha obrigação de pagar as tais didracmas, mas preferiu pagar.

Para trabalhar por e para Jesus, não é necessário ser importante ou ter um cargo de visibilidade.

O maior no reino de Deus é aquele que está mais disponível, o cargo mais importante na igreja é o daquele que mesmo sem cargo nenhum, está sempre disposto a colaborar, e é humilde como uma criança

Não devemos proibir os outros de fazer a obra de Deus, só por que não faz parte de nosso grupo.

João queria proibir alguns de falar e fazer milagres só por que os mesmos não faziam parte do grupo dos doze. A resposta de Jesus foi: “deixai-os, que não é contra mim é por mim”.

 

Devemos estar prontos e manter o templo de Deus, nosso dízimo ajuda na manutenção e expansão da pregação do evangelho, nossas ofertas, ajudam a manter o templo.

 

Quando estamos dispostos a colaborar com a igreja de Deus, o milagre acontece, Pedro tirou da boca de um peixe, e nós tiramos de algum lugar.

 

 A irmã Aldimar, em Piracema, esta ajudando a igreja, fazendo igual Pedro, indo pescar. Como os peixes que ela pesca não tem dinheiro na boca, ela os vende  e leva o dinheiro para a igreja.

 

domingo, 14 de abril de 2024

A Igreja Não Cairá

Ellen G White

                                                     A Igreja Não Cairá

"Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não Prevalecerão contra ela". S. Mat. 16.18.

Os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus, sentirão a ira do dragão e suas hostes. Satanás conta com o mundo como súdito seu, ele adquiriu domínio sobre as igrejas apóstatas; mas ali está um pequeno grupo que lhe resiste a supremacia. Caso os pudesse desarraigar da Terra, completo seria o seu triunfo. Como ele influenciou as nações pagãs para destruir Israel, assim, em próximo futuro há de incitar os ímpios poderes da Terra para destruir o povo de Deus. ... Sua única esperança está na misericórdia de Deus, sua única defesa será a oração.

As experiências probantes que sobrevieram ao povo de Deus nos dias de Ester não eram peculiares àquele tempo. O revelador, olhando através dos séculos o fim do tempo, declarou: "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo". Apoc. 12:17. Muitos que hoje vivem sobre a Terra verão estas palavras cumpridas.

A ira de Satanás aumenta à medida em que o tempo se abrevia, e sua obra de engano e destruição atingirá o auge no tempo de angústia. - A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 289.

Satanás operará seus milagres para enganar; estabelecerá seu poder como supremo. A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de seu testemunho será encontrado com os leais e fiéis, sem mácula nem ruga de pecado, sem engano em sua boca. - Carta 55, 1886.

Deus declara que ainda que uma mãe possa esquecer-se de seu filho, "Eu, todavia, Me não esquecerei de ti". ... Deus pensa em Seus filhos com a mais terna solicitude e mantém um memorial escrito diante dele, para que jamais possa esquecer-Se dos filhos dos quais cuida. A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 280.

Ano Bíblico: Èxo. 21-23. Juvenis: Gên. 42.


MARANATA MEDITAÇÓES MATINAIS PAG. 30

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Chamados com uma Santa Vocação

Ellen White 

.                Chamados com uma Santa Vocação

"Vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus." Isa. 61:6.


Da Parte de Cristo

Em todos os períodos da história terrestre, Deus tem tido Seus homens da oportunidade, aos quais disse: "Vós sois as Minhas testemunhas." Isa. 43:10. Tem havido em todos os séculos, homens devotos, que reuniram os raios de luz à medida que estes luziam em seu caminho, e que falavam ao povo as palavras de Deus. Enoque, Noé, Moisés, Daniel, e a longa lista de patriarcas e profetas - foram ministros da justiça. Não eram infalíveis; eram homens fracos, sujeitos a errar; mas Deus operou por seu intermédio ao entregarem-se eles para o Seu serviço.

Desde Sua ascensão, Cristo, a grande Cabeça da igreja, tem levado avante Sua obra no mundo mediante embaixadores escolhidos, por meio dos quais fala aos filhos dos homens, e atende-lhes às necessidades. A posição dos que foram chamados por Deus para trabalhar por palavra e doutrina em favor do levantamento de Sua igreja, é de extrema responsabilidade. Cumpre-lhes rogar, a homens e mulheres, da parte de Cristo, que se reconciliem com Deus; e eles só podem cumprir sua missão ao receberem sabedoria e poder de cima.

Os ministros de Deus são simbolizados pelas sete estrelas que Aquele que é o primeiro e o último tem sob Seu especial cuidado e proteção. As suaves influências que devem ser freqüentes na igreja, acham-se ligadas a esses ministros de Deus, aos quais cabe representar o amor de Cristo. As estrelas do céu acham-se sob a direção de Deus. Ele as enche de luz. Guia e dirige-lhes os movimentos. Se o não fizesse, essas estrelas viriam a ser estrelas caídas. O mesmo quanto a Seus ministros. Eles não são senão instrumentos em Suas mãos, e todo o bem que realizam é feito mediante o Seu poder.

É para a honra de Cristo que Ele torna Seus ministros, mediante a operação de Seu Espírito, uma bênção maior para a igreja, do que o são as estrelas para o mundo. O Salvador tem de ser a eficiência deles. Se olham para Ele como Ele o fazia para Seu Pai, hão de fazer Suas obras. Ao dependerem de Deus, Ele lhes dará Sua luz para que a reflitam para o mundo.

Vigias Espirituais

Os ministros de Cristo são os guardas espirituais do povo confiado ao seu cuidado. Sua obra tem sido comparada a dos vigias. Nos tempos antigos colocavam-se muitas vezes sentinelas nos muros das cidades, onde, de posições vantajosas, podiam observar importantes pontos a ser guardados, e dar aviso da aproximação do inimigo. De sua fidelidade dependia a segurança de todos os que se achavam dentro dessas cidades. A determinados intervalos cumpria-lhes chamarem-se uns aos outros, a fim de se certificarem de que todos estavam despertos, e de que nenhum mal sucedera a qualquer deles. O grito de animação ou de advertência era passado de um para outro, todos repetindo o chamado até que este houvesse rodeado a cidade.

O Senhor declara a todos os ministros: "A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca e lha anunciarás da Minha parte. Se Eu disser ao ímpio: "Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei da tua mão. Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do seu caminho, ... tu livraste a tua alma." Ezeq. 33:7-9.

Estas palavras do profeta declaram a solene responsabilidade que repousa sobre os que são designados como vigias da igreja, mordomos dos mistérios de Deus. Eles devem ocupar a posição de sentinelas nos muros de Sião, para fazer soar o alarme à aproximação do inimigo. Se, por qualquer razão, seus sentidos espirituais ficam tão entorpecidos que são incapazes de discernir o perigo, e devido à sua falta em não dar a advertência o povo perece, Deus requererá de suas mãos o sangue dos que se perdem.

Têm os sentinelas sobre os muros de Sião o privilégio de viver tão perto de Deus, e ser tão susceptíveis às impressões de Seu Espírito, que Ele possa operar por meio deles, para avisar os pecadores do perigo que correm, indicando-lhes o lugar de segurança. Escolhidos por Deus, selados com o sangue da consagração, eles devem salvar homens e mulheres da destruição iminente. Cumpre-lhes advertir fielmente seus semelhantes do infalível resultado da transgressão, bem como fielmente salvaguardar os interesses da igreja. Em tempo algum podem eles afrouxar a vigilância. Sua obra requer o exercício de todas as faculdades de seu ser. Sua voz se deve erguer qual sonido de trombeta, nunca fazendo soar uma nota vacilante e incerta. Eles não devem trabalhar por causa do salário, mas por não poderem fazer de outra maneira, visto compreenderem que há um ai sobre eles se deixarem de pregar o evangelho.


Do Livro Obreiros Evangélicos Pags 13 - 15

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