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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Carta Aberta aos pais que levam seus bebês chorões e crianças pequenas às Igrejas

Carta Aberta aos pais que levam seus bebês chorões e crianças pequenas às Igrejas





Queridos pais levam crianças pequenas às Igrejas,

Vocês estão fazendo algo realmente, realmente muito importante. Eu sei que não é fácil. Eu vejo vocês com os braços assoberbados e sei que vocês vieram para a igreja já muito cansados. Criar filhos pequenos é trabalhoso. Muito cansativo mesmo.

Eu os vejo rodopiar, sacolejar e balançar incansavelmente tentando manter seus bebês quietos. Assisto todo o esforço necessário para encontrar um lugar para se sentar na igreja: Os malabarismos com o carrinho e o equilibrismo com as sacolas de fraldas e todas as dezenas de bugigangas do arsenal móvel de cada bebê.

Eu vejo vocês se sacudirem quando seus filhos choram e assisto solidária toda agitação e ansiedade com que vocês abrem os seus sacos de mágica, catando os truques que podem ajudar a acalmar os seus filhotes. 

E eu vejo vocês com as suas crianças pequenas, as que dão os primeiros passos e as de três, quatro e cinco aninhos. E vejo como vocês se irritam quando seus meninos fazem uma pergunta inocente, num tom que era para ser um sussurro, mas sai como de um megafone, ouvido em claro e bom som lá no fundo da igreja, risos.

E percebo o desespero na voz de vocês, quando pedem pela décima vez que seus filhos se sentem e fiquem quietos. E vejo os seus semblantes envergonhados, como quem imagina que todos na igreja estão olhando para vocês. Sabemos que nem todos estão, mas vocês pensam que sim.

Papais e mamães, eu sei o que vocês estão pensando: Será que isso tudo vale a pena? Por que se preocupar? Todo este trabalho e desgaste. Eu sei que muitas vezes vocês deixam a igreja muito mais exaustos do que gratificados. Mas saibam: o que vocês estão fazendo é muito importante.

Quando vocês estão aqui, a igreja está inundada com um ruído de pura alegria. Quando vocês estão aqui, o Corpo de Cristo é mais plenamente presente. Quando vocês estão aqui, somos lembrados de que este evento que chamamos de culto não é sobre estudo bíblico ou sobre uma contemplação pessoal e tranquila. Mas nos reunimos para adorar como uma comunidade onde todos são bem-vindos. Prostramo-nos junto, como Corpo, diante de Deus e compartilhamos da Palavra e do Sacramento juntos.

Queridos pais que levam seus filhos pequenos à Igreja: Quando vocês estão aqui, vivo mais fortemente a esperança de que estes bancos não estarão vazios em 10 anos quando seus filhos já tiverem idade suficiente para se sentarem calmamente e se comportarem durante a adoração. Eu sei que agora eles estão aprendendo ocomo e o porquê da nossa adoração. E o fazem antes que seja tarde demais .Eles estão aprendendo que a adoração é importante.

Vejo-os a aprender. No meio dos gritos, balbucios e risos. Assisto maravilhada o seu aprendizado, entre o chiadinho dos sacos de bolacha se abrindo e a pilha crescente de migalhas. Eu vejo a menina indócil que insiste em pular dois bancos para compartilhar a "Graça e Paz do Senhor" com alguém que ela nunca conheceu. Ouço o menino sugando (num assobio bem alto) até a última gota de seu vinho da comunhão, determinadíssimo a não perder uma gota sequer de Jesus. 

Eu vejo uma criança excitada colorir uma cruz no programa do culto. Eu me delicio com os tantos ecos de "améns" infantis que pipocam alguns segundos depois que o resto da comunidade disse-o junta. Eu vejo um menino que mal aprendeu a ler tentar encontrar o Hino 672 do livro de cantos e me lembro dos meus meninos aprendendo a fazer o mesmo.

Queridos, eu sei o quão difícil é fazer o que vocês estão fazendo, mas eu quero que vocês saibam que isto é muito importante. Isso importa para mim. É importante para os meus filhos, para que eles nunca fiquem sozinhos nos bancos. É importante para a congregação saber que as famílias se preocupam com a fé dos jovens, em estar com os mais  jovens ... E mesmo naquelas semanas, quando você não puder perceber estes pequenos momentos do Amor de Deus, tudo isto será  sempre e eternamente importante para as  almas de seus filhos.

É importante que eles aprendam que adoração é o que fazemos como uma comunidade de fé. Que na Igreja toda a gente é bem-vinda e que a adoração de cada um é importante.

Quando ensinamos as nossas crianças que a sua adoração é importante, os estamos ensinando que a sua presença aqui é plena e suficiente como a de qualquer outra pessoa entre os membros e visitantes da nossa comunidade de fé. Eles não precisam esperar até que eles possam entender, acreditar, orar ou adorar de uma certa "maneira “correta” para serem bem-vindos. Na liturgia de Cristo, eles sempre foram chamados a estar à frente. “Deixai vir a mim as criancinhas". Eu sei, e você também sabe, que até mesmo na sua igreja há muitos adultos que não possuem todas as credenciais lembradas acima e, ainda assim, estão nos bancos.

O importante é que as crianças aprendam que eles são parte integrante desta igreja, que suas orações, suas canções, e até mesmo o seu choro (se bem contidos, para alguns, risos) são sinais de júbilo recebidos por Deus e testemunham a todos que: Sim, eles estão entre nós.

Eu sei que é difícil, mas obrigado pelo que vocês fazem quando trazem seus filhos para a igreja. Por favor, saibam que a sua família - com todo o seu ruído, peleja, comoção, alvoroço e alegria - não são simplesmente tolerados, vocês são parte vital desta comunidade quando ela se reúne para a adoração.



Originalmente publicado em “I am totally *that* mom.”
Tradução livre, paráfrase e adaptação de Danilo Fernandes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Uma teologia da adoração

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Uma teologia da adoração

por Kevin DeYoung

Não há nada mais importante na vida do que adoração. Todos nós adoramos algo ou alguém. A questão é se adoramos a pessoa certa da forma correta. Na minha igreja, nosso desejo é que toda a vida seja de adoração a Deus (Romanos 12.1-2; 1 Coríntios 10.31). Ele é digno de receber glória, honra e poder (Apocalipse 4.11). Em particular, queremos que nossos cultos de adoração no Domingo sejam agradáveis a Ele. Queremos que nossa adoração conjunta no Domingo inspire e instrua nossa adoração da Segunda ao Sábado. Se reunir com o povo de Deus no dia do Senhor para adorar perante o trono de Deus sob a autoridade da palavra de Deus é nosso dever solene e contente privilégio.
É com esse objetivo supremo em mente que nossa igreja mantém alguns valores, quando se trata da adoração comunitária. Essa lista a seguir está longe de ser abrangente ou completa. Pelo contrário, é uma tentativa de prover um breve sumário dos princípios mais importantes que baseiam nossa teologia e filosofia da adoração.

1. Glória a Deus

A adoração é para Ele. Ele é a audiência mais importante em cada culto. A adoração comunitária é uma antecipação da reunião do povo de Deus no céu. As grandiosas cenas de adoração celestial em Apocalipse são tanto do presente quanto do futuro: nós direcionamos toda a nossa atenção para o trono; cantamos sobre a obra de Cristo; somos sinceros e diretos em nossa devoção a Deus. Nossas reuniões semanais – sejam pequenas ou grandes, extraordinárias ou regulares – são um doce aperitivo da adoração celestial que um dia experimentaremos na eternidade.

2. Foco no evangelho de Cristo

O evangelho – a vida, morte e ressurreição de Jesus – é o que torna a adoração possível. O evangelho é o que proclamamos na adoração. O evangelho é o que cantamos na adoração. O evangelho é o que chama as pessoas à virem adorar em comunhão, inspira as pessoas a louvarem e envia as pessoas para viverem em constante adoração. Cada Domingo é uma nova oportunidade de cantar sobre a cruz, nos gloriarmos no nosso Redentor e nos maravilharmos com as boas novas de Cristo para nós e em nós. Jesus Cristo está no centro de todo o pensamento bíblico a respeito de adoração. Ele é o mediador entre Deus e o homem. Seu sacrifício substitutivo na cruz é a propiciação pelos nossos pecados. Ele é o agente da salvação e a benção para as nações. Ele é o novo templo onde todos os verdadeiros crentes congregam. Cristo nos atrai para si na adoração e, através dele, um novo relacionamento com o Pai é possível. Embora nossa adoração congregacional não seja especialmente focada nos não crentes (como se eles fossem a audiência que precisamos agradar mais), nosso foco em Cristo significa que nós certamente desejamos que o evangelho seja apresentado de forma inteligível e crível aos não cristãos. Somos privilegiados de termos visitantes todo Domingo, dentre os quais alguns não são convertidos. Uma de nossas orações toda semana é que os não crentes ouçam o chamado de Cristo à fé e ao arrependimento, e que Deus busque e salve os que estão perdidos.

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3. Bíblica

Todo o culto ensina o povo de Deus, então tudo – as orações, as músicas, a pregação – deve ser bíblico. Na adoração comunitária nós lemos a Bíblia, pregamos a Bíblia, cantamos a Bíblia e vemos a Bíblia nos sacramentos. Cada elemento do culto deve ser avaliado com base na revelação de Deus nas Escrituras: estamos cantando, dizendo e ouvindo a verdade? Como essa é a nossa convicção, também afirmamos que “o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e assim limitado pela sua vontade revelada” (Confissão de Fé de Westminster 21.1). Esse “princípio regulador” não deveria ser a fonte de conflitos sem fim e especulações vazias, mas uma oportunidade para o povo de Deus encontrar unidade e liberdade ao adorar Deus da forma como ele deseja ser adorado.

4. Edificante para o povo de Deus

A adoração corporativa é diferente da adoração diária em seu foco na edificação. Por causa desse foco, há muitas atividades que são apropriadas para o cristão em sua vida que não inapropriadas para o culto. Há muitas formas de arte que podem ser praticadas e apresentadas para a glória de Deus que, entretanto, não são adequadas para a adoração coletiva. O princípio de Paulo em 1 Coríntios 14 é que a adoração conjunta deve buscar o máximo de entendimento comum. Isso significa, entre outras coisas, que o culto de adoração não apenas será centrado na Palavra, mas também será cheio de palavras.

5. Ênfase nos meios de graça

Deus pode agir de diversas formas, mas ele se comprometeu a estar conosco e nos transformar através de certos “meios de graça”. Ele comunga conosco por meio da oração, da palavra e dos sacramentos da Ceia do Senhor e do Batismo. Nossos cultos enfatizam esses meios ordinários pelos quais Deus promete nos dar mais graça. Nos reunimos para adorar para dar glória a Deus, mas também para nos encontrarmos com ele e recebermos as bênçãos de suas mãos (Números 6.24-26). O ato central do culto de adoração é a pregação da palavra de Deus. Nós cremos que isso é melhor realizado por meio da exposição da cuidadosa da Escritura, guiada pelo Espírito Santo. Normalmente, isso significa passar verso por verso de um livro da Bíblia. Independente da abordagem, todo sermão deve fluir claramente da Escritura e proclamar o evangelho de Deus. Por meio disso tudo, esperamos que cada adorador possa clamar “o Senhor está neste lugar” (Gênesis 28.16).

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6. Canto congregacional

Escolher a composição musical e o conteúdo lírico da adoração congregacional é uma tarefa que requer atenção cuidadosa aos princípios musicais e mais cuidadosa ainda à fidelidade teológica. Cremos que há canções novas que podem ser cantas para Jesus. Também cremos que há uma grande herança musical na igreja que devemos abraçar. Não vemos problema em projetar letras em uma tela. Mas também cremos no valor que existe em usar e aprender de um bom hinário. Nossos cultos usam músicas de diferentes gêneros e diferentes séculos. Usamos uma variedade de instrumentos, desde guitarras e bateria ao órgão. Em tudo isso, o som mais importante é o da congregação cantando.

7. Liturgia (sem exageros)

Praticamente toda igreja tem uma ordem de culto e um padrão familiar de fazer as coisas, o que significa que toda igreja tem uma liturgia. Mesmo que não sejamos muito rígidos em nossa liturgia, ainda assim queremos que ela seja rica, sólida e bíblica. Nosso culto tem quatro partes: louvor, restauração, proclamação e resposta. Nós vemos esse padrão nas cerimônias de pacto e aliança da Escritura e em diversos encontros divinos. Em Isaías 6, por exemplo, Isaías comparece diante de Deus e o adora; então ele confessa seu pecado e busca restauração; Deus então proclama sua palavra a Isaías; finalmente, Isaías responde com seu compromisso a Deus. Esse também é um padrão do evangelho: nos aproximamos de Deus com admiração, vemos nosso pecado, ouvimos as boas novas e respondemos em fé e obediência. Nossos cultos não são o mesmo toda semana, mas também não tentamos inventar algo novo todo Domingo. Dentro desses quatro “atos” (louvor, restauração, proclamação e resposta) podemos encontrar elementos litúrgicos básicos como uma oração de confissão de pecados e certeza do perdão, uma longa oração pastoral, leitura da Escritura e o Batismo e a Ceia do Senhor.

8. Tradição reformada

A igreja tem pensado em como adorar por séculos. Nós queremos aprender com nossos antepassados espirituais e construir em cima de seus fundamentos. Para esse fim, não hesitamos em empregar os Dez Mandamentos, credos, confissões, catecismos, leituras responsivas e outras formas que tem sido comuns na história da igreja. Queremos que nossos cultos contenham mais do que um “momento de louvor”, um sermão e uma música para encerrar. Como igreja presbiteriana, usamos o Diretório de Culto da nossa denominação. Queremos que nossa adoração seja cativantemente Reformada, isso é, sem ser arcaica ou arrogante, enraizada em nossa herança histórica e fiel à Escritura.

9. Oração

Nossos cultos incluem diversas orações diferentes. Às vezes temos uma oração de confissão, pois pecamos toda semana e necessitamos da misericórdia do evangelho toda semana. Normalmente temos uma oração congregacional mais longa, um tempo importante para orarmos pelas necessidades da família da igreja e pelo mundo. Outras orações também são comuns: uma oração de adoração no início do culto, uma oração por iluminação antes do sermão e uma breve oração após o sermão. Regularmente temos um culto de oração no primeiro Domingo do mês, no culto da noite. É difícil que o povo de Deus entenda que eles devem orar, ou veja que podem orar, ou aprendam a como orar, se a oração não é parte significativa do que fazemos quando nos reunimos para adorar.

10. Excelência que não distrai

Na adoração corporativa, o foco deve ser no evangelho e na glória suprema de Jesus Cristo. Se as guitarras estão desafinadas, o sistema se som está com microfonia, o pregador gagueja em cada frase e quem conduz as músicas deixa todo mundo meio nervoso, então nosso foco estará no lugar errado. Como fazer as coisas com decência e ordem ajuda os outros e é agradável a Deus, devemos buscar adorar com excelência (1 Coríntios 14.40). Mas essa excelência não pode ser algo que distrai (para usar uma expressão do John Piper). Se o guitarrista começa um solo fantástico, o sistema de som possui um sub-woofer embaixo de cada assento, o pregador exala eloquência estética e os que conduzem as músicas parecem fazer você se sentir aproveitando uma performance, então nosso foco estará igualmente no lugar errado. O objetivo é liderar de tal forma que não somos nem desastrados nem espertos demais para que não nos esqueçamos da glória de Deus.
Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

domingo, 7 de junho de 2015

O que acontece quando cantamos


O que acontece quando cantamos

Há uma velha piada, sobre quem não sabe cantar, que diz algo como ‘eu posso não estar fazendo um som agradável, mas, ao menos, estou feliz por fazê-lo’. Por essa razões, algumas pessoas acham que o canto congregacional pode ser intimidador, mas, felizmente, todos nós damos importância ao canto congregacional como parte da adoração corporativa.
Paulo nos instrui que a adoração é vital para o encorajamento mútuo e edificação de todos:
Efésios 5.18-20: E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Colossenses 3.16: A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.
Adoração é primeira e principalmente endereçada a Deus, dando glória a Ele. Paulo é claro em ambas as passagens ao dizer que “o cantar e salmodiar” é “para o Senhor” (Efésios 5.19) e “para Deus” (Colossenses 3.16). Nós damos graças a Deus, que é o adequado e verdadeiro objeto de adoração.
A atitude apropriada ao cantar e adorar é com gratidão. Embora a adoração seja um dever, ela deve ser feita com um espírito e uma atitude de coração adequados. Nós devemos realizá-la sem resmungar por sermos “obrigados”. Às vezes, isso é um desafio para aqueles têm menos aptidão musical pois, para eles, cantar realmente é algo trabalhoso. Apesar disso, cantar eleva nossos corações e emoções a Deus, enquanto nós engajamos nossas mentes com o que estamos dizendo sobre ele. Isso envolve todo o ser.
A adoração é uma forma pela qual a Palavra de Cristo habita em nós. O “vocês” não sugere que a palavra faça morada apenas em nossos corações – embora também seja isso-, mas que, ao cantar, a Palavra habita, também, no meio da congregação. Na adoração, a Palavra reside em nosso meio. Nós a recitamos juntos como forma de refletir sobre Deus, sua natureza, seu trabalho e, em especial, sobre a obra que ele realizou por nós, em Cristo.
Paulo fala ainda dos efeitos secundários que cantar produz na vida do indivíduo e na da congregação. Quando cantamos na adoração corporativa, estamos lembrando uns aos outros das grandes verdades espirituais. Estamos nos dirigindo a Deus, mas Paulo escreve, em Efésios, que estamos nos dirigindo uns aos outros também. Estamos proclamando verdades espirituais conjuntamente uns para os outros. Nossa participação no cântico é um ato de confissão e afirmação mútua. Nós acreditamos juntos na mesma coisa e estamos adorando a Deus juntos.
Isso pode ser um encorajamento especial quando um cristão vai à igreja após uma semana difícil e desencorajadora. Talvez nos sintamos tão baixos e deprimidos que não temos nada que nos eleve a Deus e nenhuma habilidade de tornar nossa atenção a ele em gratidão. Entretanto, cantar com os demais serve para nos lembrar das realidades espirituais que Deus tem feito. Isso nos lembra que “realmente acreditamos nessas coisas” ou “eu realmente confesso isso”. Conforme o Espírito age, nós voltamos a sentir que a nossa esperança está no Senhor e que ele jamais nos deixará. A adoração adequada tem o efeito de nos lembrar que nós realmente não temos nada a oferecer a Deus por meio da nossa força ou mérito. Cantar a Deus de forma que a Palavra de Cristo habite ricamente entre nós é uma expressão de graça de Deus da qual nós somos totalmente dependentes.
Lembremo-nos que, mesmo a adoração sendo sobre Deus e dirigida a Ele, ela também é um meio que Deus pode usar para nos fortalecer e nos encorajar.
Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Qual a serventia do culto cristao?


Qual a serventia do culto cristao?


 Marcelo Lemos

A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Colossenses 3.16).


Estou lendo um livro bem interessante, Worship Whithot Dumbing-Down, de Peter Toon, cujo subtítulo poderia ser traduzido como “Conhecendo Deus através da Liturgia”. Uma obra deliciosa, bem escrita, e com um grande embasamento teológico. Estritamente falando é um livro voltado para os cristãos anglicanos dos Estados Unidos. Trata-se de uma critica bem embasada a respeito dos desmandos litúrgicos da hoje chamada The Episcopal Churc (TEC), marcada em anos recentes pelo liberalismo teológico, anglo-catolicismo e uma nova ética “cristã” sobre a sexualidade humana (no que, infelizmente, tem sido seguida bem de perto pela mais tradicional denominação anglicana brasileira). No entanto, o coração das reflexões do livro pode ser aplicado não apenas a nós, anglicanos, como a todos os cristãos comprometidos com um culto centralizado em Cristo.

Falta Cristo em nossos cultos. Acredito que uma parte dos meus leitores, seja qual for a agremiação cristã, concordará com essa afirmação. ‘Conhecendo Deus através da liturgia’ é uma sinopse que raramente pode ser aplicada aos nossos serviços dominicais de adoração. Daí o livro de Peter Toon conseguir me encantar. Apesar de ele falar sobre uma realidade denominacional bem definida, sua mensagem parece ter sido escrita para a Igreja Brasileira.  Logo no primeiro capítulo ele diz que a nova geração de crentes não pode saber (avaliar) que há um “declínio” na adoração cristã, pois nunca chegou a conhecer algo melhor. Em outras palavras, eles entendem que tudo está bem, não diferenciam entre o “bom” e o “ruim”, pois o “bom” nunca lhes foi realmente apresentado.

Não se aplica isso a nossa realidade? Por acaso um adorador “extravagante” aceita a acusação de não existir Cristo em sua adoração?  Aceitam os místicos com suas garrafas de água consagrada sob o braço, que sua religiosidade é paganismo travestido de fé cristã? Pelo que temos visto a resposta é um sonoro “não”. De fato, eles acham que tudo está bem, são incapazes de identificar o erro por nunca terem tido contado com algo melhor.

Não estou dizendo que algo melhor não exista hoje. Existe. No entanto, a maior parte dos cristãos atuais não o conhece, seja por terem sido cristãos meramente professos, seja por já terem ingressado na Igreja pela porta dos modismos teológicos e litúrgicos. Para eles tudo é normal, e se sabem algo sobre o que é mais elevado, tomaram o “mal por bem” e o “bem por mal”; isso tamanha sua incapacidade de fazer tal julgamento. E, o pior, onde ainda vemos um culto cristocêntrico e bíblico, a invasão dos modismos é tão violenta, que provavelmente a próxima geração conhecerá menos ainda o assunto que estamos discutindo nesse texto...

“Pode-se dizer que eles estão envolvidos no que podemos chamar de atividades de lazer religioso. Eles não vêm primeiramente para alargar seus horizontes, para cultivar uma mentalidade espiritual e celestial, para ser contestados pela Palavra do Deus vivo, para ponderar sobre a natureza e os atributos de Deus, para ver a profundidade e magnitude de seus pecados e a surpreendente e abundante misericórdia Deus, em Cristo Jesus para eles, ou para serem chamados a uma vida cotidiana consagrada, no temor e no amor do Senhor. Ao contrário, estão ali para satisfazer algum tipo de curiosidade espiritual ou moral... Estão ali para se auto afirmarem, para serem aceitos, para sentirem e descobrirem a autoestima, e aceitarem que são filhos de Deus!” (Peter Toon, adaptado do texto inglês).

O novo culto não se parece muito com o antigo? A mensagem não está muito bem camuflada? Tão perfeito é o disfarce que muitos não se dão conta do perigo. Faz-nos pensar na melhor forma de cozinhar um sapo vivo: aquecendo a frigideira lentamente, até cozinha-lo por completo.  “Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (I Coríntios 5.6).

Se fatiarmos o pensamento de Tonn iremos descobrir o que, na opinião dele, deve ser o culto cristão, no qual, por meio da liturgia, podemos ter um encontro com Cristo.

1) O culto cristão deve “alargar horizontes”. Em outras palavras o culto cristão dever visar sempre a edificação do corpo de Cristo, com aprendizado intelectual e espiritual. Na verdade não sei se podemos separar essas duas coisas. A cada culto devemos aprender mais sobre Cristo, o Pecado, a Redenção, e assim por diante. Têm nossos pastores a mesma preocupação de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27) que havia no coração do apóstolo S. Paulo? Tem no coração das nossas ovelhas a mesma disposição que havia em Beréia (Atos 17.11)?

2) O culto cristão deve cultivar a vida espiritual. Ou, “cultivar uma mentalidade espiritual e celestial”, nas palavras do autor. Infelizmente não temos uma noção muito precisa do que é ser espiritual. Quase sempre imaginamos o homem espiritual como um ser místico, dotado de poderes extraordinários ou qualquer coisa inatingível aos demais. Ao contrário, a Bíblia nos apresenta a vida espiritual como sendo aquela guiada pelo Espírito Santo, ou seja, que produza as qualidades do Fruto do Espírito Santo. Definindo numa frase, o homem espiritual é aquele que obedece aos mandamentos do Senhor. Obedecer a Cristo é o lema central daquele que vive no Espírito.

“Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamento do Senhor!” (I Coríntios 14.37)“Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual – para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus!” (Colossenses 1.9,10)“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (I Pedro 2.5).

Estamos sendo instruídos em nossos serviços de adoração a sermos “casa espiritual” e “sacerdócio Santo”? Ou, ao contrário, temos nos deixado convencer que “vida espiritual” é “romper em fé, andar sobre as águas e dar um grito de júbilo”? O que realmente sabemos sobre o que é se um homem [ou mulher] espiritual?

3. O culto cristão deve confrontar o homem com a Palavra de Deus. Nas palavras do autor, “contestados pela Palavra”. Não temos a impressão que em lugar de confronto nos deparamos com bandeiras brancas em muitos de nossos cultos? Não nos parece que no lugar de Voz Profética temos ouvido “palavras proféticas”, de profetas autoproclamados? Onde esconderam a Cruz e sua Mensagem? Onde esconderam o Cristo e Sua Cruz? Quando dissociaram o Espírito dos seus Frutos? Onde se declarou guerra entre a Fé e a Razão?

De fato, não temos a impressão de ser cada vez mais raro encontramos um Púlpito onde sejamos confrontados com as grandes verdades da Religião Cristã? Como diz Peter Toon, não estamos ali, no culto, a fim de “ponderar sobre a natureza e os atributos de Deus, para ver a profundidade e magnitude de seus pecados e a surpreendente e abundante misericórdia Deus, em Cristo Jesus, ou para seremos chamados a uma vida cotidiana consagrada, no temor e no amor do Senhor”.   Para que, então? Domingo após Domingo, nos colocamos sobre bancos a fim de alimentarmos nosso ego com mensagens que poderiam ser encontradas, a preço bem menor, em qualquer livro de Paulo Coelho.

Talvez nossa geração considere o culto do “passado” – prefiro dizer, “de sempre” – algo maçante e antiquado. Contudo, ele nos livra da maior de todas as desgraças que já se abateu sobre o Cristianismo: a ausência do Evangelho.

“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma” (Jeremias 6.16).



Marcelo Lemos, do Olhar Reformado para o Genizah.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Conveniência de Variar as Atitudes na Oração

Orientações de Ellen White sobre as atitudes da oração

As Atitudes na Oração

Nem Sempre Precisamos Ajoelhar-nos
Devemos orar constantemente, com espírito humilde e manso. Não precisamos esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. Podemos orar e conversar com o Senhor onde quer que estivermos. Carta 342, 1906.


Nenhum Lugar é Impróprio Para Orar em Qualquer Ocasião
Não há tempo nem lugar impróprios para se erguer a Deus uma oração. ... Entre as turbas de transeuntes na rua, em meio de uma transação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, rogando a direção divina, como fez Neemias quando apresentou seu pedido perante o rei Artaxerxes. Caminho a Cristo, pág. 99.


Comungando com Deus Enquanto Andamos e Trabalhamos
Podemos falar com Jesus ao caminhar, e Ele diz: Acho-Me à tua mão direita. Podemos ter comunhão com Deus em nosso coração; andar na companhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhos diários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneira inaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não amortecerão em silêncio, nem serão perdidas. Coisa alguma pode sufocar o desejo da alma. Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulho das máquinas. É a Deus que estamos falando, e nossa oração é ouvida. Obreiros Evangélicos, pág. 258.


Nem Sempre é Necessário Ajoelhar-se
Para orar não é necessário que estejais sempre prostrados de joelhos. Cultivai o hábito de falar com o Salvador quando sós, quando estais caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários. A Ciência do Bom Viver, págs. 510 e 511.


A Congregação se Ajoelha Depois de Levantar-se em Consagração
O Espírito do Senhor repousou sobre mim, e Se revelou nas palavras que me foram dadas para falar. Perguntei aos presentes quem sentia a instância do Espírito de Deus e quem estava disposto a comprometer-se a viver a verdade e ensiná-la a outros, e a trabalhar por sua salvação, que o manifestasse colocando-se em pé. Fiquei surpresa ao ver toda a congregação levantar-se. Solicitei, então, que todos se ajoelhassem, e enviei minha petição ao Céu por esse povo. Fiquei profundamente impressionada com esta experiência. Senti a profunda atuação do Espírito de Deus sobre mim, e sei que o Senhor me deu uma mensagem especial para Seu povo neste tempo. Review and Herald, 11 de março de 1909.


Congregação Apinhada na Europa Permaneceu Sentada
Convidei os que desejassem as orações dos servos de Deus a vir para a frente. Todos os que haviam estado indiferentes, todos quantos desejassem voltar para o Senhor e buscá-Lo diligentemente, podiam aproveitar a oportunidade. Vários assentos foram prontamente ocupados e toda a congregação se pôs em movimento. Dissemos-lhes que o melhor que podiam fazer era sentar-se mesmo onde estavam, e todos buscaríamos juntos o Senhor confessando nossos pecados, e o Senhor empenhara Sua palavra: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:9. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 147.)


A Congregação Põe-se em pé Para a Oração de Consagração
Convidei todos quantos quisessem entregar-se a Deus em concerto sagrado, e servi-Lo de todo o coração, a que se levantassem. A casa estava cheia, e quase todos se ergueram. Estavam presentes pessoas não pertencentes a nossa fé, e algumas se levantaram. Apresentei-as ao Senhor em fervorosa oração, e sabemos que tivemos a manifestação do Espírito de Deus. Sentimos que havia sido realmente obtida uma vitória. Manuscrito 30a, 1896.


A Congregação se Ajoelha Para a Oração de Consagração

Ao fim de meu sermão, fui impressionada pelo Espírito de Deus a estender àqueles que desejassem entregar-se inteiramente ao Senhor, um convite para irem à frente. Os que sentiram a necessidade das orações dos servos de Deus foram convidados a manifestá-lo. Cerca de trinta foram para a frente. ...
Eu hesitara a princípio, cogitando se isto seria o melhor a fazer, quando meu filho e eu éramos os únicos, ao que me parecia, a prestar auxílio naquela ocasião. Mas como se alguém me houvesse falado, atravessou-me a mente o pensamento: "Não podes confiar no Senhor?" Eu disse: "Fá-lo-ei, Senhor." Se bem que meu filho ficasse muito surpreendido de que eu fizesse um apelo assim em tal ocasião, esteve à altura da emergência. Nunca o ouvi falar com maior poder ou mais profundo sentimento que naquela ocasião. ...
Ajoelhamos em oração. Meu filho tomou a direção, e certamente o Senhor dirigiu a súplica; pois ele parecia orar como se estivesse na presença de Deus. Review and Herald, 30 de julho de 1895.


Num Congresso de Obreiros em Oakland, Califórnia
Solicitamos agora que esquadrinheis todo o coração. Os que estão decididos a desvencilhar-se de toda tentação do inimigo e buscar o Céu no alto, querem indicar essa determinação colocando-se em pé? [Quase toda a congregação presente atendeu ao apelo.]
Desejamos que cada um de vós seja salvo. Desejamos que as portas da cidade de Deus se revolvam para vós em seus resplandecentes gonzos, e que vós, com todos os povos que guardaram a verdade, possais entrar nela. Ali daremos louvor e ações de graças e glória a Cristo e ao Pai para sempre; sim, para sempre e eternamente. Oxalá Deus nos ajude a ser fiéis em Seu serviço durante o conflito, vencendo afinal e ganhando a coroa da vida eterna.
[Orando] Meu Pai celestial, venho a Ti neste momento assim como estou, pobre e necessitada, e dependente de Ti. Suplico-Te que concedas a mim e a este povo a graça que aperfeiçoa o caráter cristão, etc. Review and Herald, 16 de julho de 1908.


Em pé Para a Oração de Consagração
Pergunto: quem agora fará decidido esforço para obter a educação superior? Os que quiserem, manifestem-no pondo-se em pé. [A congregação se levantou.] Eis aqui toda a congregação. Deus vos ajude a cumprir o vosso compromisso. Oremos.
[Orando] Pai celestial, venho a Ti neste momento assim como estou, pobre, fraca, indigna, e Te suplico que impressiones os corações deste povo reunido aqui, hoje. Eu lhes falei as Tuas palavras; mas, ó Senhor, só Tu podes tornar a palavra eficaz, etc. Review and Herald, 8 de abril de 1909.


Ellen White
Mensagens Escolhidas Vol. 3 Pag. 266

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Adoração no Antigo Testamento

Adoração no Antigo Testamento 
Texto: Êxodo 25:9 

Introdução: Quando pensamos em adoração, costumamos compará-la com os cultos das noites de domingo. Esse não é o único momento em que podemos adorar, mas é quando o povo de Deus se reúne para adoração corporativa. Este tipo de adoração não começou com a igreja local, começou quando Deus instruiu Moisés sobre como construir o Tabernáculo.
A adoração do Antigo Testamento estava cheia de sombras e tipos de Cristo e da nossa verdadeira adoração hoje.
Esta noite, quero olhar para uma série de coisas, quanto ao culto do Antigo Testamento e ver o que eles têm a ver com a nossa adoração hoje. Primeiro, vamos olhar para o Tabernáculo e, em seguida, para as várias ofertas que eram oferecidas. A adoração no Tabernáculo foi projetada para mostrar o pecador como ele poderia se aproximar de um Deus Santo.

I. O Tabernáculo.

A. O Altar do Holocausto.
1. Este lembrava os adoradores de seu pecado e da necessidade de um sacrifício.
2. Este era o primeiro item visto quando se entrava no tabernáculo.
3. Ele nos lembra de nosso sacrifício... João Batista apresentou Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. 

B. A Pia de Bronze.
1. Esta mantinha a água para a limpeza.
2. Ela representa a necessidade do pecador pela limpeza espiritual.
3. "não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo". Tito 3:5
4. Essa limpeza continua depois de sermos salvos através da confissão e do perdão dos nossos pecados, segundo 1 João 1:9. 

C. A Mesa dos Pães da Proposição.
1. O pão era para sustentar os sacerdotes.
2. O pão representa o poder sustentador de Jesus Cristo na vida do crente.
3. "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome...” João 6:35ª
4. Assim como o pão físico sustenta a vida física... assim também a nossa vida espiritual é sustentada pelo pão da vida, Jesus Cristo! 

D. O Candelabro de Ouro.
1. Mantinha a única luz disponível no local de culto, o lugar santo.
2. Jesus disse em João 8:12 "Eu sou a luz do mundo: quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida"
3. Não pode haver nenhum culto a Ele sem a luz d'Ele! Isso era verdade, então e é certamente verdade hoje. 

E. O Altar do Incenso.
1. Este era um lugar de comunhão e oração, o incenso deveria queimar continuamente.
2. Somos instruídos a "orar sem cessar". 1 Tessalonicenses 5:17
3. Davi disse: "Suba a minha oração diante de ti como incenso...” Salmo 141:2ª
4. A oração nos leva à comunhão mais próxima possível com o Pai no céu. 

F. A Arca da Aliança.
1. Este é o lugar onde Deus se encontrava com o homem.
2. O sumo sacerdote ia uma vez por ano e apresentava o sangue do sacrifício como expiação pelo pecado.
3. Cristo é o nosso propiciatório.
4. A única maneira de um Deus Santo encontrar e comungar com o homem pecador foi através do sangue!

II. As cinco ofertas do Antigo Testamento.

A. A oferta queimada. Levítico 1:1-17
1. Esta representa a consagração total.
2. O adorador voluntariamente oferecia esta oferta e todo o animal que ele sacrificasse era consumido no altar.
3. Tudo pertence a Deus, e devemos estar dispostos a dar tudo a ele.
4. Paulo se refere a isso como um "sacrifício vivo”. 

B. A oferta de alimentos. Levítico 2:1-16
1. Esta oferta era oferecida a Deus em gratidão por suas bênçãos sobre nós.
2. Este deveria ser das primícias.
3. Esta oferta ilustra a importância de retribuir a Deus com um coração de gratidão pela vida que Ele nos deu. 

C. A oferta de Sacrifício Pacífico. Levítico 3:1-17
1. Esta deveria ser colocada sobre as cinzas do holocausto.
2. Ela repousava sobre o trabalho do sacrifício feito anteriormente.
3. Podemos ter paz com Deus somente porque Jesus voluntariamente se entregou a Deus na cruz. 

D. A oferta pelo pecado. Levítico 4:1 - 5:13
1. Este era para o pecado que foi cometido na ignorância.
2. Era para cobrir o pecado não intencional.
3. Quando nos aproximamos de Deus, precisamos ser lembrados de que na melhor das hipóteses nós ainda somos pecadores diante de Deus.
4. E que a nossa única base para a aproximação com ele é através do sacrifício de Jesus Cristo. 

E. A oferta pela culpa. Levítico 5:14 - 6:7
1. Esta oferta era para pecados específicos que foram cometidos intencionalmente.
2. A diferença entre esta e a oferta pelo pecado é que essa exigia a restituição.
3. Não se pode, com razão, adorar se você abriga pecado em sua vida, ou mesmo pecado confessado que não foi feito corretamente. 

Conclusão: O Antigo Testamento mostra o povo de Deus adorando a Deus por um reconhecimento de seu pecado, uma confiança em Sua graça, e uma apreciação por Sua bondade. Isso retrata como a nossa adoração deve ser hoje! 

Pr. Aldenir Araújo

Fonte - http://www.opregadorfiel.com.br/2014/03/ 

sábado, 28 de dezembro de 2013

POR QUE AINDA EXISTEM CONTROVÉRSIAS SOBRE ADORAÇÃO ENTRE ADVENTISTAS?

É uma pena que alguns dos líderes da igreja não leem essa matéria. Douglas Reis, foi muito feliz em defender de maneira clara e objetiva nossa filosofia musical. 

Graças a Deus eu não estou só, ao defender um estilo de musica verdadeiramente cristã. Alguns conhecidos andam de cara virada comigo,  por que defendo que a música cristã deve está de acordo com os princípios da Bíblia e das orientações de Ellen White.

Quem quiser ficar aborrecido que fique, mas não deixarei de protestar contra musicas de mau gosto, como não darei nenhum apoio a quem canta se achando um artista popular.

igreja é lugar de adoração e não, lugar de exibição. 

leiam essa matéria de douglas reis. 

POR QUE AINDA EXISTEM CONTROVÉRSIAS SOBRE ADORAÇÃO ENTRE ADVENTISTAS?

Fonte - http://questaodeconfianca.blogspot.com.br


Há meses contatei um editor cristão sobre a possibilidade de escrever algo sobre critérios para a adoração. Responsável por revista voltada aos jovens, ele foi sincero: “tenho fugido desse tipo de discussão!”. Não sei se posso culpa-lo, porque, infelizmente, discutir sobre o assunto parece ser ultrapassado ou soar uma declaração de guerra, dividindo gostos e tendências. Claro que dentro de um repertório aceitável haverá espaço para se gostar mais daquele ou desse hino. O problema surge quando o gosto nos leva a abandonar critérios revelados por meros critérios pessoais (moldados pela natureza pecaminosa, que se coloca contra o que Deus revelou).
Adoração constitui algo multifacetado e envolve o tipo de música a ser escolhido (embora não se restrinja a isso). Nisso reside boa parte da controvérsia sempre em pauta. Não é simples questão de música antiga ou nova, como alguns pretendem simplificar; tal simplificação empobreceria a discussão! No mais, o gosto de qualquer época não me parece critério confiável e final para estabelecer se determinado tipo de música seja aceitável a Deus ou não. Em todos os tempos, há produções boas e ruins, o que parece inegável. A grande questão: é contraditório assumir a moldura teológico do grande conflito e continuar concebendo a música como mero fenômeno artístico de seres humanos, como se toda música fosse equivalente e não passasse de "música". Há cosmovisões regendo a arte e influenciando toda a liturgia, desde a maneira como cantamos, o que cantamos, quando cantamos e o que mais fizermos durante o culto.

Músicas imperfeitas, mas bem direcionadas

No fundo, encontramos a relação entre cristianismo e cultura. Logo, não é qualquer música que serve para a adoração, da mesma forma que muitas atitudes não seriam toleráveis ao cristão, embora culturalmente aceitáveis. Um exemplo: ir ao cinema é culturalmente aceitável, uma forma de entretenimento “inocente”. Contudo, seria apropriado a um cristão? Nós, como adventistas, temos luz sobre o assunto? A revelação ultrapassa os limites da cultura, reformando aquilo que, em nossa vida, contraria os princípios da palavra de Deus. O que torna algo apropriado é sua coerência com a revelação.
Tenho conversado com muitas pessoas e agradeço pelo que aprendi com pastores, músicos, acadêmicos e todo tipo de gente. Refletir sobre música e adoração pode levar a uma cilada, se não se estabelecermos alguns limites. De que tipo de música estamos falando e em qual contexto de adoração? Se vamos falar de música adventista, isso inclui pautar a discussão pela Revelação – Bíblia e Espírito de Profecia. Evidentemente, a melhor música humana não é fruto de uma revelação direta de Deus; os salmos entrariam nessa categoria, porém, o que restou deles foi a letra. Ninguém seria capaz de estabelecer que algumas melodias judaicas atribuídas a certos salmos sejam de fato as composições originais. Desse modo, toda música é tentativa de adoração limitada (pela pecaminosidade humana, em primeiro lugar, mas também pela cultura, pela compreensão da revelação, etc). Entendo que Deus aceite nosso melhor quando obedecemos Seus critérios, assim como o demonstra a história da salvação. E como isso funciona na prática?

O melhor para a sua saúde

A relação entre o adventismo e a adoração pode ser compreendida se recorrermos à ilustração de uma mulher que deseja se manter saudável. A moça leu sobre princípios dietéticos e descobriu que fatores simples garantem a boa saúde. Elementos como alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, ar puro, luz solar, descanso apropriado, comunhão com Deus, uso abundante de água e equilíbrio não apenas regulam o peso, mas dão condições para se viver bem.
Infelizmente, um dia a mulher se cansa de todas essas regras. Como é difícil evitar doces e frituras – sem contar que uma alimentação regrada não se harmoniza com sua vida social! Dormir bem é um luxo que o trabalho não permite; beber a quantidade suficiente de água em dias frios é desafiador; luz solar e ar puro em uma cidade grande? Claro que o estilo de vida desengonçado gera estresse e sobrepeso. A mulher se preocupa. O que fazer?
Existem sempre dietas à disposição: regime da sopa, da lua, dos carbo-hidratos, dieta do sangue… A cada nova tentativa, resultados satisfatórios apenas a curto prazo (quando muito!). O efeito sanfona (emagrecer e voltar a engordar rapidamente) gera mais frustração (e estrias!). Logo chega o dia em que a pobre mulher se lembra de como era feliz vivendo com os princípios de uma vida saudável, quando não precisava se torturar para emagrecer.
Com o adventismo não é diferente. Os pioneiros inovaram a teologia quando levaram o princípio sola-scriptura (a Bíblia como única regra de fé) às últimas consequências. Olhe para eles: não eram perfeitos. Tinham muitas limitações e demoraram para abrir mão de sua herança teológica anterior, a qual variava quase de indivíduo para indivíduo. Muitos renegavam a trindade ou fumavam, comiam carne de porco e entendiam as mesmas verdades sobre primas completamente opostos (como eles não se mataram, eu não sei!).
Com o passar dos anos, sua fé na Bíblia foi capaz de reforma-los e levar a uma compreensão de seu papel no mundo: tinham de anunciar o Juízo final e convidar as pessoas para adorar o Criador (Ap 14:6-7). Sua identidade e missão foi derivada da verdade bíblica, baseada em uma compreensão única do ministério de Cristo no santuário celestial. Todavia, lembre-se de que muitos pioneiros demoraram para deixar o fumo, a carne de porco e chegar à conclusão de qual o horário para a guarda do sábado. Meu ponto é: eles são nosso modelo pelas fidelidade às convicções teológicas e pela hermenêutica radicalmente voltada para a Bíblia por si (ignorando a tradição). Não acertaram em tudo, mas experimentaram crescimento, justamente por confiar na Bíblia e somente nela. Nós não avançamos como eles porque (1) nos acomodamos; (2) passamos a nos identificar com os evangélicos e seguir suas tradições e (3) o resultado veio: ignorância bíblica (embora ainda vivamos com algum crédito que os pioneiros suaram para conquistar!).

Qual o desafio?

Qual o desafio atual da igreja na área da adoração? É refinar a cultura. Não estou aludindo ao “eruditismo”, mas ao princípio sola scriptura – se usássemos a Bíblia para nos dirigir em reformar a cultura, teríamos um culto vivo, sem a necessidade de apelar ao sensacionalismo. Alguns acreditam que músicas diferentes, de teor mais próximo aquelas cantadas por igrejas carismáticas dariam nova vida ao culto adventista. Voltando ao exemplo anterior, seria como apelar a todo tipo de regime enquanto abandonamos os princípios de saúde! Por que isso não daria certo?
Já falamos sobre como tudo na adoração deveria ser regido por uma cosmovisão bíblico-cristã, que assumisse o fundamento da Bíblia e o aplicasse na transformação da cultura (um processo que exige a participação de uma igreja reavivada, especialmente de músicos que apliquem seu talento na direção da revelação). Enquanto reproduzirmos os que os evangélicos fazem, apenas chegaremos onde eles estão –  divididos entre si, presos a tradições e tendências extra-bíblicas. Porém, podemos construir uma teologia de adoração bíblica, que nós leve a uma experiência vibrante, sem cair no modismo de algumas formas de adoração contemporânea e sem ser passadista.
Quando adotamos músicas de tendências carismáticas, ocorre lentamente uma transformação macro-hermenêutica. Quer dizer que isso afeta os pressupostos (quem é o ser divino e como Ele deve ser adorado). Podemos sustentar as mesmas doutrinas (nível meso-hermenêutico), mas a abordagem será diferente, modificando a relevância delas e até seu conteúdo. É claro que isso tem um impacto sobre à teologia em nível prático, afetando o que as pessoas creem a médio e longo prazo. A maior demonstração de que estamos passando de uma base bíblica para outra, carismática e ecumênica, é a divergências entre estudiosos no meio adventista em questões envolvendo adoração e, sobretudo, estilo de vida. Para simplificar: qualquer um de nós brasileiros (ou sul-americanos) estranharíamos profundamente o perfil dos adventistas europeus ou de algumas regiões dos Estados Unidos (onde alguns já usam o rótulo de adventistas contemporâneos, em contraponto aos adventistas históricos e demais configurações diferentes do mesmo movimento!).

Ajudaria “apimentar a relação”?

Um exemplo mais. Quando um casal vai mal, quando a relação dos dois parece marcada por tédio e insatisfação, imagine se eu lhes sugerisse trocar de parceiros, apenas para “experimentar algo novo”? Obviamente, eu não salvarei o casamento deles assim, mas eu o destruirei de vez! Não vejo que o culto adventista seja o problema, mas é nossa relação com Deus que se acha desgastada. O pecado e a inércia nos impedem de progredir na direção apontada pelo próprio Senhor. “Apimentar a relação” com músicas comuns aos cultos pentecostais (concebidas e usadas com outra função) não restabelecerá o princípio do culto bíblico, apenas nos afastará dele (e de Deus, consequentemente).

Volto a afirmar: não creio que toda produção atual seja descartável, nem que tudo o que o passado produziu deve constar em um altar! Acredito que haja espaço para músicas novas e seleção de boas músicas do passado. O ponto nevrálgico se encontra justamente nos critérios de seleção e produção de coisa nova. Se não nos pautarmos pela Revelação, vamos continuar justificando tudo o que produzimos em nome do Senhor, como se a desobediência pudesse ser justificada! Por outro lado, acredito em um Deus que ama professores e forneceu a base para uma pedagogia adventista adequada (mas nunca vi um plano de aula entre os escritos de E.G. White!); da mesma forma, Deus nos deu um regime alimentar saudável (e olha que E.G. White não deixou receitas ou cardápios!); profetas bíblicos constantemente se envolviam em assuntos político-econômicos (e você não verá o esboço de um plano de governo escrito por Jeremias ou Ezequiel!). A revelação dá diretrizes, princípios. São os músicos que têm de estuda-los e aplica-los, com a ajuda daqueles que estudam esses escritos inspirados. Deus trabalha com instruções específicas, mas não com regras fixas. Discernimento espiritual é o que nos ajuda a diferenciar um do outro.

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