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terça-feira, 14 de abril de 2026

Aliança Por Meio De Sacrifícios

Aliança Por Meio De Sacrifícios

                 Salmo 50: 5

 

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:1,2

 

"Ajuntem os que me são fiéis, que, mediante sacrifício, fizeram aliança comigo".               Salmo 50: 5

 

Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de     sacrifícios. Salmos 50:5

 

O Salmista Davi, se recusou a oferecer a Deus, um sacrifício que não lhe custasse nada.

 

Tudo começou quando ele resolveu contar o exército, sem a orientação de Deus. Salmo 24

Exigiu que Joabe, contasse quantos homens havia no reino, na idade de ir à guerra.

Joabe ponderou que não era necessário fazer isto, afinal, disse Joabe, as guerras eram ganhas por Deus, independentemente do número de soldados. Davi, porém, insistiu, e a palavra dele prevaleceu, e Joabe foi fazer o recenseamento.

No final foi achado, em Israel, 800.000 homens, em Judá, 500.000; total 1.300.000 homens, preparados para a guerra

 

Deus não gostou dessa sua atitude, pois demonstrava mais confiança no poder das armas, do que em seu poder.

O própria Davi, sentiu remorso pelo que fizera Verso 10

Deus resolveu vingasse por esta falta de fé e enviou o profeta Gade com uma péssima noticia.

O País seria castigado por causa dele. Havia três castigos em vista. E ele, Davi, deveria escolher um dos três

a)  Sete anos de fome em toda a terra

b) Três meses de guerra, e eles fugindo dos invasores

c)  Três dias de pandemia, uma peste violenta que iria matar muita gente, (corona vírus)

Davi escolheu a terceira Versos 14, 15

Deus enviou um anjo, para matar o povo.        Morreram 70 mil homens

 

Quando o anjo estava matando o povo, Deus se arrependeu a mandou o anjo parar. Verso 16

Davi, que estava orando no meio do mato, desesperado com as mortes que estavam acontecendo, viu o anjo que matava o povo e pediu para morrer no lugar deles. Verso 17

Não morreu e a pandemia cessou

 

O profeta Gade, foi enviado a Davi, para orientá-lo a fazer um sacrifício, lá no mato, no lugar onde ele havia visto o Anjo

 

O lugar era uma chácara, pertencente a um homem chamado Araúna

Davi agora não foi sozinho, às escondidas, como foi no momento de desespero, para orar

Ele foi agora, com uma grande comitiva de homens, seus ministros, conselheiros e soldados.

Quando Araúna viu aquele exército chegando, tendo o rei Davi à frente, saiu, e prostrou-se perante o rei, em sinal de respeito.

E perguntou:

Porque o rei veio à minha casa, com tanta gente?

Davi respondeu:

Vim comprar tua chácara e alguns bezerros, para fazer um altar aqui, e oferecer um sacrifício a Deus. Verso 21

Araúna disse: Não, pode fazer o sacrifício, a chácara está à disposição e quantos bezerros forem necessários vs. 22, 23

Porém o rei disse a Araúna:

Não, eu vou te comprar pelo devido preço, porque não oferecerei ao meu Deus, sacrifício que não me custem nada

Sacrifícios

 

- Qual o preço do sacrifício que estamos oferecendo a Deus.

- Suas ofertas, trazidas a Deus, valem quanto?

- Que tipo de ofertas você oferece a Deus?

Davi não quis oferecer a Deus, uma oferta que não lhe custasse nada.

E a sua, vale quanto?

O que Deus diz, através do profeta Malaquias, sobre ofertas? Malaquias, 3: 8-10

 

Como eram as ofertas e os dízimos no passado?

 

Como devem ser hoje?

 

Ofertas

Levítico 22: 17 – 25

Deveriam ser sem defeitos

Por que? ... simbolizavam Jesus

 

Para quem eram as ofertas? Para os sacrifícios, eram mortas e queimadas no fogo

 

Dízimos

Levítico 27: 30 – 34

O dízimo não se investigava, se havia defeito ou não.

As ofertas, porém, deveriam ser totalmente puras, sem nenhum defeito

 

Para quem eram os dízimos?

Para os levitas. Números 18: 21 – 24

 

Segundo dízimo

 

Além do dizimo que era para os levitas, havia um segundo dízimo. Deut. 14: 22 – 29

 

Para quem era esse segundo dizimo?

Para o serviço do senhor. Festas, construções, ajudar os pobres, viúvas e necessitados

 

Hoje

 

Ainda há o dever de devolver esses dízimos e ofertas?

 

Sim. São três coisas distintas

 

1.  Ofertas

 

2.  Dízimos dos levitas.

Estes não devem ser usados para outros fins, a não ser a pregação do evangelho. Há muita gente, bem-intencionada, desviando o Santo Dízimo para ajudar os pobres, ajudar em construção de igrejas, ou para outros fins.

 

3.  Dizimo do templo, (festas, viúvas e pobres)

Esse dízimo era usado para custear as festas da igreja, e para ajudar pessoas carentes.

Deveria, a cada três anos, ser guardado em casa, para ter uma reserva para ajudar algum pobre da região

 

Ellen White deixa bem claro esse assunto

“A fim de promover a reunião do povo para serviço religioso, bem como para se fazerem provisões aos pobres, exigia-se um segundo dízimo de todo o lucro. Com relação ao primeiro dízimo, declarou o Senhor: "Aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel." Núm. 18:21. Mas em relação ao segundo Ele ordenou: "Perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o Seu nome, comereis os dízimos do teu grão, do teu mosto, e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias." Deut. 14:23 e 29; Deut. 16:11-14. Este dízimo, ou o seu equivalente em dinheiro, deviam por dois anos trazer ao lugar em que estava estabelecido o santuário. Depois de apresentarem uma oferta de agradecimento a Deus, e uma especificada porção ao sacerdote, os ofertantes deviam fazer uso do que restava para uma festa religiosa, da qual deviam participar os levitas, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Assim, tomavam-se providências para as ações de graças e festas, nas solenidades anuais, e o povo era trazido à associação com os sacerdotes e levitas, para que pudesse receber instrução e animação no serviço de Deus.

Em cada terceiro ano, entretanto, este segundo dízimo devia ser usado em casa, hospedando os levitas e os pobres, conforme Moisés dissera: "Para que comam dentro das tuas portas, e se fartem." Deut. 26:12. Este dízimo proveria um fundo para fins de caridade e hospitalidade”. Patriarcas e Profetas Pag. 530

Ofertas. Hoje

Qual é a oferta hoje? O que e a quem entregar?

a)  Nosso corpo. Rom. 12:1.  Nós o entregamos a Jesus

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1

b)  Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.  1 Coríntios 6:20

c)  Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19

d) E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23

Assim como no passado, Deus não aceita a oferta do nosso corpo, nossa alma (ou mente) e do nosso espirito, com nenhum defeito

O manco, o cego, o aleijado, o leproso, o surdo, cheio de manchas, Deus não aceita.

Há na igreja, muitos cristãos:

·      Cegos. Estes não irão se salvar. Não me refiro a cegueira física. Falo dos cegos espirituais. Aqueles cegos, que não veem os irmãos na igreja, são capazes de tropeçar nos outros, mas não lhes dá nem um bom dia. Também não sabe nada da Bíblia, é capaz de tropeçar na bíblia dentro de casa, mas não leem

·      Outro tipo de crentes, são os mancos da igreja. Anda sempre capengando. Não sabe se é cristão, ou não. Tem um pé na igreja e outro fora, balança para um lado e para o outro. Estes também se perderão

·      Há também os surdos mudos. Não escutam nem falam. Você tenta explicar, mas não adianta. Ele não ouve. Não fala nada, mas continua fazendo as coisas erradas.

·      Há também os cheios de manchas, os leprosos espirituais. Estes estão cheios de pecados. Tem as mãos sujas, a mente suja, só pensam no pecado e em como dar prejuízo em alguém

·      Tem ainda, os aleijados. Tem as mãos e os pés atrofiados. Não conseguem segurar um folheto, para doar a alguém. Não dão um passo para evangelizar, nem mesmo a vizinhança. Você não pode contar com eles para nada. São, coitados, aleijados espirituais.

·      Nenhum desses terá a salvação. Deus foi muito claro em dizer:

“Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita em vosso favor.
E, quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao Senhor, separando dos bois ou das ovelhas um voto, ou oferta voluntária, sem defeito será, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele”.
Levítico 22:20,21

O cego, ou quebrado, ou aleijado, o verrugoso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, estes não oferecereis ao Senhor, e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar. Levítico 22:22

Que devemos fazer?

Sendo assim, o que fazer se todos somos pecadores?

1.  Buscar a Jesus

2.  Entregar nossa vida como oferta a Deus

3.  Entregar nossos bens como ofertas ao criador. Dízimos e ofertas

4.  Nossas ofertas devem ser sem defeitos, ou seja, devem ser integras

5.  As ofertas, em valores, devem ser iguais aos dízimos, também dez por cento

sábado, 14 de maio de 2022

Um Plano Belo em sua Simplicidade

 Ellen White


 

O plano divino do sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e eqüidade. Todos podem dele lançar mão com fé e ânimo, pois é divino em sua origem. Nele se aliam a simplicidade e a utilidade, e não exige profundidade de saber o compreendê-lo e executá-lo. Todos podem sentir que lhes é possível ter parte em promover a preciosa obra de salvação. Todo homem, mulher e jovem se pode tornar tesoureiro do Senhor, e agente em atender às exigências sobre o tesouro. ...

Grandes objetivos se conseguem com este sistema. Se todos a uma o aceitassem, cada um se tornaria vigilante e fiel tesoureiro de Deus; e não haveria falta de meios com que levar avante a grande obra de anunciar a derradeira mensagem de advertência ao mundo. O tesouro estará provido se todos adotarem esse sistema, e os contribuintes não ficarão mais pobres. A cada depósito feito, tornar-se-ão mais ligados à causa da verdade presente. Eles estarão entesourando "para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna". I Tim. 6:19. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 367 e 368.

Para Ricos e Pobres 

No sistema bíblico de dízimos e ofertas, as quantias pagas por várias pessoas certamente variarão muito, visto serem proporcionais às rendas. Para o pobre, o dízimo será de uma importância comparativamente pequena, e suas dádivas serão de acordo com a sua possibilidade. Mas não é o vulto da dádiva que torna a oferta aceitável a Deus, é o propósito do coração, o espírito de gratidão e amor que ela expressa. Não julgue o pobre serem suas dádivas tão pequenas que não sejam dignas de nota. Dêem segundo a sua capacidade, sentindo que são servos de Deus, e que Ele lhes aceitará a oferta.Se ama e teme a Deus, aquele a quem Ele tem confiado grande capital não considerará um fardo pesado atender às exigências de uma consciência iluminada segundo os ditames de Deus. Será o rico tentado a entregar-se ao egoísmo e à avareza, e a recusar dar ao Senhor o que Lhe pertence. Mas o que é fiel a Deus, ao ser tentado, responderá a Satanás: "Está escrito": "Roubará o homem a Deus?" Mal. 3:8. "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" Mat. 16:26. Review and Herald, 16 de maio de 1893.

Obrigado Pela Relação de Concerto

Na grande obra de advertir o mundo, os que têm a verdade no coração, e são santificados pela verdade, desempenharão a parte que lhes foi designada. Serão fiéis na devolução dos dízimos e ofertas. Todo membro da igreja é obrigado pela relação de concerto com Deus a se privar de todo extravagante dispêndio de meios. Não permitamos que a falta de economia na vida doméstica nos torne incapazes de desempenhar nossa parte no fortalecimento da obra já estabelecida, e na penetração de novos territórios. Review and Herald, 17 de janeiro de 1907.

Rogo aos meus irmãos e irmãs de todo o mundo que despertem quanto à responsabilidade que sobre eles recai de devolver fielmente o dízimo. ... Mantende conta fiel com vosso Criador. Reconhecei completamente a importância de ser justo para com Aquele que tem previsão divina. Diligentemente esquadrinhe cada um o seu coração. 

Examine suas contas e verifique em que pé estão suas relações para com Deus.

Aquele que deu Seu Filho unigênito para morrer por vós, fez um concerto convosco. Ele vos dá Sua bênção e em troca espera que Lhe tragais vossos dízimos e ofertas. Ninguém jamais ousará dizer que não havia um meio pelo qual pudesse compreender essa questão. O plano de Deus quanto aos dízimos e ofertas é declarado de modo definido no terceiro capítulo de Malaquias. Roga Deus a Seus agentes humanos que sejam fiéis ao pacto que com eles fez. "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro", diz Ele, "para que haja mantimento na Minha casa." Mal. 3:10. Review and Herald, 3 de dezembro de 1901.

Não uma Lei Rigorosa

Alguns classificarão isto como uma das rigorosas leis a que os hebreus estavam obrigados. Não era um fardo, porém, para o coração voluntário que amava a Deus. Unicamente quando sua natureza egoísta era fortalecida pelo reter, é que os homens perdiam de vista as considerações eternas, estimando seus bens terrenos acima das almas. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 375.

Só Era um Peso Para o Desobediente

As Escrituras exigem que os cristãos adotem um plano de beneficência ativa, que mantenha em constante exercício o interesse pela salvação de seus semelhantes. A lei moral ordenava a observância do sábado, que não era um fardo, senão quando aquela lei era transgredida, e eles incorriam nas penas trazidas pela transgressão da mesma. O sistema do dízimo não era nenhuma carga para os que não se apartavam desse plano. O sistema ordenado aos hebreus não foi rejeitado ou afrouxado por Aquele que lhe deu origem. Em vez de haver perdido agora seu vigor, deve ser mais plenamente cumprido e dilatado, pois a salvação em Cristo unicamente deve ser apresentada em maior plenitude na era cristã. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 371.

Mesquinha Esmola

Falo do sistema do dízimo; contudo como me parece mesquinho à mente! Que pequeno o preço! Como é vão o esforço de medir com regras matemáticas, o tempo, dinheiro e amor, em face de um amor e sacrifício incomensuráveis e que não se podem avaliar. Dízimos para Cristo! Oh, mesquinha esmola, vergonhosa recompensa daquilo que tanto custou. Testimonies, vol. 4, pág. 119.


Conselhos Sobre Mordomia Pgs. 73 - 76

sexta-feira, 15 de abril de 2022

NÃO ENTERRE SEU TALENTO - ALGUÉM PRECISA DELE

 

NÃO ENTERRE SEU TALENTO - ALGUÉM PRECISA DELE

Pr. Aerce Marsola  

S. Mateus 25:14-15


I - Introdução

         Com freqüência ouvimos alguém dizer: “como gostaria de fazer algo em favor do próximo; Como gostaria de pregar, dar estudos bíblicos, mas eu não tenho talento. Como eu admiro o pastor, o ancião... que talento eles têm!

         Graças a Deus, que na realidade todos receberam talentos. Alguns, mais; outros, menos. Todos podem ser úteis. Todos podem trabalhar na causa de Deus.

II - Distribuindo dons

         Jesus disse que um homem, ao ausentar-se do país reuniu os seus servos para repartir seus bens, evidentemente, deviam ser bem administrados.

         Um recebeu cinco, outro, dois, e o último um. Jesus deixou claro que os bens foram distribuídos de acordo com a capacidade de administração que cada um possuía. Assim, não pode haver acusação de protecionismo. Depois de ter distribuído os bens a cada um, esse homem partiu.

III - Usando os dons

         Ao receberem os dons das mãos de seu Senhor, dois tiveram a mesma atitude: saíram para negociar. O resultado foi proporcional aos bens recebidos e ao uso que se fez dos mesmos.

         O que recebera cinco talentos, ganhou mais cinco.

         O que recebera dois, obteve mais dois.

         O que havia recebido apenas um talento agiu de forma diferente. Ficou muito chateado por ter recebido tão pouco - enterrou o talento. Consequentemente, não obteve rendimentos - continuou com o talento recebido.

IV - A volta do Senhor

         Jesus disse que depois de algum tempo - o senhor não havia determinado quanto tempo haveria de ficar fora - ele voltou.

         Chamou os servos para o acerto de contas:

         O que havia recebido cinco, apresentou ao seu senhor mais cinco.

         O que havia recebido dois, apresentou mais dois.

         O que havia recebido apenas um, não apresentou nenhum rendimento, apenas o talento recebido, acompanhado das devidas desculpas.

V - A recompensa

         Aos dois que haviam aplicado bem os talentos oferecidos pelo senhor, houve palavras de louvor e a posse do “gozo do senhor”.

         Ao que não aplicou o talento recebido, repreensão e o respectivo castigo: “lançai-o para fora”.

VI - A explicação da parábola

         “O homem que partiu para longe representa Cristo...”

         “Os servos... representam os seguidores de Cristo...”

         “Cristo confia a Seus servos ‘Seus bens’... Dá ‘a cada um a sua obra’”. Parábolas de Jesus, pág. 326

         A recompensa será dada na Volta de Jesus: ao fiel - vida eterna; ao infiel - morte eterna.

VII - Usando o talento para a glória de Deus

           No lar - “A primeira ocupação de vossa vida é ser missionário no lar...”SC, pág. 206.

         Na Vizinhança - “Na própria família, na vizinhança, na cidade em que residimos, há trabalho para fazermos como missionários de Cristo...” SC, pág. 115, 118.

         No ensino de uma profissão - “...todos quantos tem conhecimento de algum ramo do trabalho útil, devem sentir a responsabilidade de ensinar e ajudar...” SC, pág. 129

         No contato pessoal - “Devemos aproximar-nos dos homens individualmente com simpatia semelhante à de Cristo e procurar despertar-lhes o interesse nas coisas da vida eterna...” SC, pág. 117

         No testemunho - “Os que se revestiram de Cristo relatarão sua experiência... sua sede e fome de conhecimento de Deus e de Jesus... o resultado de esquadrinhar as Escrituras, suas orações, sua agonia de alma, e as palavras de Cristo a eles: ‘Teus pecados te são perdoados’...” SC, pág. 124

         No ministério da música - “...Cantar, orar e ler a bíblia nas casas do povo, é coisa necessária. ...Mediante hinos de louvor, orações humildes e fervorosas, muitos serão alcançados’...” SC, pág. 114

         No estudo da bíblia - “Entre os membros de nossas igrejas deve haver mais trabalho de casa em casa, dando estudos bíblicos e distribuindo literatura.” SC, pág. 113

         Falando de Cristo em qualquer lugar - “Devemos fazer o que Cristo fez. Onde quer que estivesse. ...Falava aos homens das coisas pertinentes à vida mais elevada. ...Onde quer que estejamos, devemos vigiar as oportunidades de falar do Salvador a outros. ...” SC., pág.119   

VIII - Conclusão

         A parábola dos talentos nos traz a verdade de que todos temos um lugar no grande plano de salvação. “Tão certo como nos está preparado um lugar nas mansões celestes, há também um lugar aqui na Terra, onde devemos trabalhar para Deus.” PJ, pág. 236-237

         Deus hoje está distribuindo seus dons de acordo com a capacidade de cada um receber. Que ao recebermos os dons de Deus, ou apenas um, não o enterremos como o fez o mau servo da parábola, para que possamos ouvir o “bem está... entra no gozo do teu Senhor”. Nunca nos esqueçamos: “... É a fidelidade com que se usou o talento que granjeia o louvor do Senhor... Ele recompensará o serviço diligente e honesto. ...” Conselho sobre Mordomia, pág. 116

 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Uma Prova de Lealdade

Ellen White


 III. As Reservas de Deus - o Dízimo

Uma Prova de Lealdade

"Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lagares." Prov. 3:9.

Este texto ensina que Deus, como o Doador de todos os nossos benefícios, tem uma reivindicação sobre todos eles; que Seu pedido deve ser nossa primeira consideração; e que uma bênção especial sobrevirá a todo aquele que honrar esse pedido.

Aqui se estabelece um princípio que se vê em todo o trato de Deus com os homens. O Senhor colocou nossos primeiros pais no Jardim do Éden. Cercou-os de tudo aquilo que lhes poderia trazer felicidade, e lhes ordenou que O reconhecessem como o possuidor de todas as coisas. Fez crescer, no jardim, toda a árvore agradável à vista ou boa para comer; mas, dentre elas, fez uma reserva. De todas as demais, Adão e Eva poderiam comer livremente; mas, sobre essa única árvore, disse Deus: "Dela não comerás." Gên. 2:17. Aí estava a prova de sua gratidão e lealdade a Deus.

Assim nos tem o Senhor comunicado as mais ricas bênçãos celestiais, ao nos dar Jesus. Com Ele, nos tem dado desfrutar abundantemente todas as coisas. Os produtos da terra, abundantes colheitas, os tesouros de ouro e de prata, são dádivas Suas. Casas e terras, o alimento e o vestuário, colocou-os na posse dos homens. Pede que O reconheçamos como o Doador de todas as coisas; e, por essa razão, diz: De todas as vossas posses reserva a décima parte para Mim, além das dádivas e ofertas, que devem ser trazidas à casa do Meu tesouro. É essa a provisão que Deus fez para levar avante a obra do evangelho. 

Foi pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que deu Sua vida pela vida do mundo, que foi ideado o plano do dar sistemático. Aquele que deixou as cortes reais, que Se despiu das honras de Comandante das hostes celestes, que revestiu Sua divindade da humanidade para poder levantar a raça caída; Aquele que por amor de nós Se fez pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêssemos, falou aos homens, e em Sua sabedoria lhes contou o plano que tinha para a manutenção dos que levam Sua mensagem ao mundo. Review and Herald, 4 de fevereiro de 1902.

As Reservas de Tempo e de Recursos de Deus

Usa-se a mesma linguagem quanto ao sábado que se usa na lei do dízimo: "O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus." Êxo. 20:10. Não tem o homem o direito nem poder para substituir o sétimo dia pelo primeiro. Poderá pretender fazê-lo, "todavia, o fundamento de Deus fica firme". II Tim. 2:19. Os costumes e ensinos dos homens não diminuirão as exigências da lei divina. Deus santificou o sétimo dia. Essa porção específica de tempo, separada pelo próprio Deus para culto religioso, continua hoje tão sagrada como quando pela primeira vez foi santificada pelo nosso Criador.

De igual maneira, o dízimo de nossas rendas "santo é ao Senhor". O Novo Testamento não dá novamente a lei do dízimo, como também não dá a do sábado; pois pressupõe a validade de ambos, e explica sua profunda importância espiritual. ... Enquanto nós como um povo estamos procurando dar fielmente a Deus o tempo que Ele conservou como Seu, não Lhe daremos também nós aquela parte de nossos meios que Ele exige? Review and Herald, 16 de maio de 1882.

Tanto os Bens Como as Rendas Devem Ser Dizimados

Como Abraão, devem dar o dízimo de tudo quanto possuem e de tudo o que recebem. O dízimo fiel é a parte do Senhor. Retê-lo, é roubar a Deus. Deve todo homem trazer livre, voluntária e alegremente os dízimos e ofertas à casa do tesouro do Senhor, pois, em fazê-lo, há uma bênção. Nenhuma segurança há em reter de Deus a parte que Lhe pertence. Manuscrito 159, 1899.

Para Cada Dispensação

Tal [referindo-se à experiência de Abraão e de Jacó ao dar o dízimo] era a prática dos patriarcas e profetas antes do estabelecimento dos judeus como nação. Mas quando Israel se tornou um povo distinto o Senhor lhe deu definida instrução sobre esse ponto: "Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor; santas são ao Senhor." Lev. 27:30. Essa lei não deveria caducar com as ordenanças e ofertas sacrificais que tipificavam a Cristo. Enquanto Deus tiver um povo na Terra, Suas reivindicações sobre eles serão as mesmas.

O dízimo de todas as nossas rendas é do Senhor. Reservou-o para Si, para ser empregado em fins religiosos. Santo é. Nada menos que isso aceitou Ele em qualquer dispensação. A negligência ou adiamento desse dever, provocará o desagrado divino. Se todos os professos cristãos trouxessem seus dízimos fielmente a Deus, Seu tesouro estaria cheio. Review and Herald, 16 de maio de 1882.

Designado Como uma Grande Bênção

O sistema especial de dízimos baseia-se em um princípio tão duradouro como a lei de Deus. Esse sistema foi uma bênção ao povo judeu, do contrário o Senhor não lho haveria dado. Assim será igualmente uma bênção aos que o observarem até ao fim do tempo. Nosso Pai celeste não instituiu o plano da doação sistemática com o intuito de enriquecer-Se, mas para que o mesmo fosse uma grande bênção ao homem. Viu que o referido sistema era exatamente o que o homem necessitava. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 385.

Nove Décimos Valem Mais do que os Dez

Têm-se muitas pessoas apiedado da sorte do Israel de Deus ao ser compelido a dar sistematicamente, além de dar, anualmente, ofertas liberais. Um Deus todo-poderoso sabia melhor que sistema de beneficência estaria em conformidade com a Sua providência, e deu a Seu povo instruções a esse respeito. Sempre têm provado que nove décimos valem mais para eles do que dez décimos. Testimonies, vol. 3, pág. 546.

Acentuada Diferença dos Dias dos Judeus

Devemos fazer ao Senhor a primeira doação de todas as nossas receitas. No sistema de beneficência ordenado aos judeus, ou deles se exigia que levassem ao Senhor as primícias de todas as Suas dádivas, fosse aumento de seus rebanhos e manadas como no produto dos campos, pomares ou vinhedos, ou deveriam eles redimi-las, dando em substituição o equivalente. Quão diversa é a ordem de coisas nos nossos dias! As reivindicações e exigências do Senhor são deixadas para o fim, se é que recebem alguma atenção. No entanto, nosso trabalho necessita de dez vezes mais meios agora do que necessitavam os judeus.

A grande comissão dada aos apóstolos foi a de irem a todo o mundo pregar o evangelho. Mostra isso a extensão da obra, e a crescente responsabilidade que repousa sobre os seguidores de Cristo, nos nossos dias. Se a lei exigia dízimos e ofertas milhares de anos atrás, quão mais necessários são eles agora! Se ricos e pobres deviam dar uma importância, proporcional a sua prosperidade, na economia judaica, isso agora é duplamente indispensável. Testimonies, vol. 4, pág. 474.


Conselhos Sobre Mordomia Pags, 65 - 68

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Vendendo Casas e Propriedades

Ellen White


 Deus pede aos que têm posses em terras e casas, que as vendam para empregar o dinheiro onde for suprir a grande necessidade no campo missionário. Havendo eles experimentado a verdadeira satisfação que provém de assim fazer, manterão aberto o conduto, e os meios que o Senhor lhes confiou fluirão sem cessar para o tesouro, a fim de que almas se convertam. Estas almas, por sua vez, exercerão a mesma abnegação, economia e simplicidade por amor de Cristo, de maneira a poderem, também, levar suas ofertas a Deus. Mediante esses talentos, sabiamente empregados, outras almas ainda se podem converter; e assim prossegue a obra, mostrando que os dons de Deus são apreciados. O Doador é reconhecido, e a fidelidade de Seus mordomos redunda em glória para Ele.

Quando fazemos esses fervorosos apelos em benefício da causa de Deus, e apresentamos as necessidades financeiras de nossas missões, almas conscienciosas que crêem na verdade ficam profundamente comovidas. Como a viúva pobre, a quem Cristo louvou, a qual pôs no tesouro as duas moedinhas, dão de sua pobreza, ao máximo de sua capacidade. Essas pessoas privam-se muitas vezes das próprias necessidades aparentes da vida; ao passo que há homens e mulheres que, possuindo casas e terras, apegam-se ao tesouro terreno com tenaz egoísmo, e não têm fé suficiente na mensagem e em Deus para empregar seus meios em Sua obra. A estes se aplicam especialmente as palavras de Cristo: "Vendei o que tendes, e dai esmolas." Luc. 12:33. 

Esperar Orientação Individual

Homens e mulheres pobres há que me escrevem pedindo conselho quanto a deverem eles vender sua morada e darem o resultado à causa. Dizem que os apelos no sentido de meios lhes tocam a alma, e querem fazer alguma coisa pelo Mestre que tudo tem feito por eles. A esses, eu diria: Talvez não seja dever vosso venderdes vossa casinha agora; buscai, porém, a Deus, vós mesmos; certamente o Senhor vos ouvirá a sincera oração pedindo sabedoria para compreender vosso dever. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 330.

Devem as Posses Ser Reduzidas, em Vez de Aumentarem

É agora que nossos irmãos deveriam estar reduzindo suas posses, em vez de aumentá-las. Estamos prestes a mudar-nos para uma terra melhor, a celestial. Não procedamos, pois, como quem queira habitar confortavelmente sobre a Terra, mas ajuntemos nossos objetos no espaço mais limitado possível.

Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o decreto proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa senão aos que tenham o sinal da besta. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 44.

Preparo Para o Tempo de Angústia

Casas e terras serão de nenhuma utilidade para os santos no tempo de angústia, pois terão de fugir diante de turbas enfurecidas, e nesse tempo suas posses não podem ser liberadas para o avançamento da causa da verdade presente. Foi-me mostrado que é vontade de Deus que os santos se libertem de todo embaraço antes que venha o tempo de angústia, e façam um concerto com Deus mediante sacrifício. Se eles puserem sua propriedade no altar do sacrifício e ferventemente inquirirem de Deus quanto ao seu dever, Ele lhes ensinará sobre quando dispor dessas coisas. Então estarão livres no tempo de angústia, sem nenhum estorvo para sobrecarregá-los.

Vi que se alguém se apegar a sua propriedade e não inquirir do Senhor quanto ao seu dever, Ele não fará conhecido esse dever, sendo-lhes permitido conservar sua propriedade, e no tempo da angústia isto virá sobre eles como uma montanha para esmagá-los, e eles procurarão dispor dela, mas não será possível. Ouvi alguém lamentar assim: "A causa estava definhando, o povo de Deus estava perecendo de fome pela verdade, e nenhum esforço fizemos para suprir a falta; agora nossa propriedade de nada vale. Oh! se tivéssemos permitido que ela se fosse, e acumulado tesouro no Céu!"

Vi que o sacrifício não aumentava, mas diminuía e era consumido. Vi também que Deus não requeria que todo o Seu povo dispusesse de suas propriedades ao mesmo tempo; mas se desejassem ser ensinados, Ele os ensinaria, em tempo de necessidade, quando vender e quanto vender. De alguns se tem pedido no passado que dispusessem de suas propriedades para sustentar a causa do advento, enquanto a outros tem sido permitido conservá-las até o tempo da necessidade. Então, quando a causa delas necessite, seu dever é vender. Primeiros Escritos, págs. 56 e 57.

Nenhuma Ligação com a Terra

A obra de Deus deve tornar-se mais ampla, e se Seu povo seguir o conselho que Ele lhe dá, não haverá em suas mãos muitos recursos para serem consumidos na conflagração final. Todos terão depositado seus tesouros onde a traça e a ferrugem não consomem; e o coração não terá uma ligação a prendê-lo à Terra. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 67.


Conselhos Sobre Mordomia Pags. 58 - 60

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Apelo a Maior Fervor

 Ellen White


O mundo e as igrejas estão quebrando a lei de Deus, e se deve dar a advertência: "Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira." Apoc. 14:9 e 10. Com tal maldição pesando sobre os transgressores do santo sábado de Deus, não deveríamos nós mostrar maior fervor, mais zelo? Por que somos nós tão indiferentes, tão egoístas, tão absorvidos pelos interesses temporais? Está o nosso interesse divorciado de Jesus? Tornou-se a verdade aguda demais, foi sua aplicação íntima demais à nossa alma, e, como os discípulos de Cristo que se ofenderam, temos nós nos afastado para os elementos desprezíveis do mundo? Gastamos dinheiro para fins egoístas e satisfazemos nossos próprios desejos, enquanto almas perecem sem o conhecimento de Jesus e da verdade. Por quanto tempo, irá isso continuar?

Devem todos ter uma fé viva - uma fé que opere por amor, e purifique a alma. Os homens e mulheres estão sempre prontos a fazer tudo o que satisfaça o eu, mas quão pouco desejam fazer por Jesus, e pelos seus semelhantes, que estão perecendo por falta da verdade! ...

Depositar Agora no Banco do Céu

Não é chegado agora o tempo em que devemos começar a diminuir nossas posses? Que Deus ajude a vós, que podeis fazer algo agora, a fim de que depositeis no banco do Céu. Não pedimos um empréstimo, mas uma oferta voluntária - uma devolução ao Mestre de Seus próprios bens, que Ele vos tem emprestado. Se amais a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a vós mesmos, cremos que disso dareis provas tangíveis nas ofertas voluntárias para nosso trabalho missionário. Há almas a salvar, e oxalá possais ser colaboradores de Jesus Cristo na salvação dessas almas por quem Cristo deu Sua vida. O Senhor vos abençoará no bom fruto que derdes para a Sua glória. Oxalá o Espírito Santo que inspirou a Bíblia tome posse de vosso coração, levando-vos a amar Sua Palavra, que é espírito e vida. Que isto vos abra os olhos para descobrirdes as coisas do Espírito de Deus. A razão de haver hoje tanta religião com estatura de pigmeus é não haver o povo aplicado a sua vida a abnegação e o sacrifício. Review and Herald, 8 de janeiro de 1889.

A Chuva Serôdia é Retardada

O grande derramamento do Espírito de Deus, que ilumina toda a Terra com a Sua glória, não virá enquanto não tivermos um povo iluminado, que conheça por experiência própria o que significa ser colaboradores de Deus. Quando tivermos uma consagração plena, de todo coração, ao serviço de Cristo, Deus reconhecerá esse fato derramando Seu Espírito sem medida; mas isso não acontecerá enquanto a maior parte da igreja não se transformar em coobreiros de Deus. Deus não pode derramar Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência própria são tão manifestos; quando prevalece um espírito que, traduzido em palavras, exprimiria a resposta de Caim: "Sou eu guardador do meu irmão?" Gên. 4:9. Review and Herald, 21 de julho de 1896.

Subordinar Todo Interesse Terreno

Meus prezados irmãos e irmãs, eu vos falo com palavras de amor e ternura. Deve-se fazer com que todo interesse terreno se subordine à grande obra de redenção. Lembrai-vos de que se deve ver na vida dos seguidores de Cristo a mesma devoção, a mesma sujeição à obra de Deus de todos os reclamos sociais e de todas as afeições terrenas, que se via em Sua vida. As reivindicações de Deus devem sempre tornar-se supremas. "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim." Mat. 10:37. A vida de Cristo é o nosso compêndio. Seu exemplo deve inspirar-nos a fazer incansáveis e abnegados esforços para o bem dos outros. ...

Toda faculdade dos servos de Deus deve ser conservada em contínuo exercício no sentido de levar muitos filhos e filhas a Deus. Não deve haver, em Seu serviço, nenhuma indiferença, nenhum egoísmo. Qualquer desvio da abnegação para a condescendência consigo mesmo, qualquer afrouxamento da súplica fervorosa pedindo a operação do Espírito Santo, significa o mesmo poder dado ao inimigo. Cristo está inspecionando Sua igreja. Quantas pessoas há cuja vida religiosa é sua própria condenação!

Deus exige aquilo que nós não damos - consagração sem reservas. Se todo cristão tivesse sido fiel ao voto feito ao aceitar a Cristo, tantas pessoas no mundo não teriam sido deixadas a perecer no pecado. Quem responderá pelas almas que têm baixado à sepultura sem estar preparadas para se encontrarem com o seu Senhor? Cristo Se ofereceu como um sacrifício completo em nosso favor. Com fervor trabalhou para salvar os pecadores! Quão incansáveis eram Seus esforços no sentido de preparar Seus discípulos para o trabalho! Mas quão pouco temos feito! E a influência do pouco que fizemos tem sido terrivelmente enfraquecida pelo efeito neutralizador do que deixamos por fazer, ou iniciamos e nunca levamos a cabo, e pelos nossos hábitos de descuidada indiferença. Quanto temos perdido por deixar de avançar para realizar o trabalho que Deus nos deu! Como cristãos professos, deveríamos espantar-nos com tal perspectiva. Review and Herald, 30 de dezembro de 1902. 

O Espírito de Sacrifício

O plano de salvação foi estabelecido num sacrifício tão amplo, profundo e elevado que é incomensurável. Cristo não enviou Seus anjos a este mundo caído enquanto Ele ficava no Céu; mas Ele mesmo saiu a campo, levando a injúria. Tornou-Se varão de dores, familiarizado com a tristeza; levando Ele mesmo as nossas enfermidades e as nossas fraquezas. E a falta de abnegação em Seus professos seguidores, Deus considera como negação do nome de cristão. Os que professam ser um com Cristo, e contemporizam com seus desejos egoístas de riquezas, e vestes, mobílias e alimentos dispendiosos, são cristãos apenas no nome. Ser cristão é ser semelhante a Cristo.

E ainda assim quão verdadeiras são as palavras do apóstolo: "Porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus." Filip. 2:21. As obras de muitos cristãos não correspondem ao nome que levam. Agem como se nunca tivessem ouvido falar no plano da redenção executado a um preço infinito. A maioria almeja fazer para si um nome no mundo; adotam suas formas e cerimônias, e vivem para a condescendência com o próprio eu. Seguem seus propósitos com o mesmo ardor com que o mundo o faz, e assim limitam seu poder de ajudar a estabelecer o reino de Deus. ...

A obra de Deus, que deveria estar avançando dez vezes mais que na presente força e eficiência, é detida como a primavera retardada pelo sopro gélido do inverno, porque alguns do professo povo de Deus se estão apropriando dos meios que devem ser dedicados a Seu serviço. Visto não estar entretecido na vida prática o amor abnegado de Cristo, a igreja está fraca, onde deveria ser forte. Devido a seu próprio procedimento apagou sua luz e privou milhões do evangelho de Cristo. ... 

Como podem aqueles por quem Cristo tanto Se sacrificou, continuar a desfrutar de forma egoísta Seus dons? Seu amor e abnegação não têm paralelo; e quando esse amor entrar na experiência de Seus seguidores, eles identificarão seus interesses com os de seu Redentor. Sua obra será o estabelecimento do reino de Cristo. Consagrar-Lhe-ão seu ser e suas posses, e a ambos usarão conforme Sua causa requeira.

Isso nada mais é do que o que Jesus espera de Seus seguidores. Nenhum indivíduo que tenha diante de si um alvo tão elevado como seja a salvação de almas, terá prejuízo ao idear meios e maneiras de negar a si mesmo. Será essa uma obra individual. Tudo quanto nos for possível dar, fluirá para a tesouraria do Senhor, para ser usado na proclamação da verdade, a fim de que a mensagem da breve volta de Cristo e dos reclamos de Sua lei possa ser proclamada em todas as partes do mundo. Precisam ser enviados missionários para fazer essa obra.

O amor de Jesus na alma revelar-se-á tanto em palavras como em ação. O reino de Cristo será supremo. O eu será colocado em sacrifício vivo no altar de Deus. Todo aquele que verdadeiramente está unido a Cristo sentirá o mesmo amor pelas almas que levou o Filho de Deus a deixar Seu trono real, Seu alto comando, e, por amor de nós, Se tornar pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêssemos. Review and Herald, 13 de outubro de 1896.

Apelo a Famílias Consagradas

Deus apela para o esforço pessoal dos que conhecem a verdade. Apela para que famílias cristãs vão às comunidades que jazem nas trevas e em erro, para que vão aos campos estrangeiros, a fim de se familiarizarem com uma nova classe de sociedade, e trabalharem sábia e perseverantemente em prol da causa do Mestre. Para atender a esse chamado, há necessidade de abnegação.

Enquanto muitos estão esperando que todo obstáculo seja removido, almas perecem sem esperança e sem Deus no mundo. Por amor às vantagens mundanas, visando adquirir conhecimento científico, muitos, muitíssimos mesmo, aventurar-se-ão a ir a regiões pestilentas, e irão a países onde pensam poderem obter vantagens comerciais; mas onde estão os homens e mulheres que trocarão de localidade e se mudarão com sua família para regiões que necessitam da luz da verdade, a fim de que seu exemplo possa influir sobre os que neles virem os representantes de Cristo?

De todos os quadrantes do mundo, vem o clamor macedônico, e homens estão dizendo: "Passa... e ajuda-nos!" (Atos 16:9), e por que não há decidida resposta? Milhares devem ser constrangidos pelo Espírito de Cristo a seguir o exemplo dAquele que deu Sua vida pela vida do mundo. Por que recusar fazer decididos, abnegados esforços para instruir os que não conhecem a verdade para este tempo? O Missionário-Chefe veio ao nosso mundo, e foi adiante de nós para nos mostrar a maneira em que devemos trabalhar. Ninguém pode demarcar um rumo preciso para aqueles que pretendem ser testemunhas de Cristo.

Os que têm recursos são duplamente responsáveis; pois esses meios lhes foram confiados por Deus, e devem sentir sua responsabilidade quanto a fazer a obra de Deus avançar em seus vários ramos. O fato de a verdade, com os seus áureos elos, unir as almas ao trono de Deus, deveria inspirar os homens a trabalharem com toda a energia que Deus lhes deu, para negociarem com os bens do Senhor em regiões distantes, difundindo o conhecimento de Cristo bem longe, entre os gentios.

Muitos daqueles a quem Deus confiou meios com os quais poderiam ser uma bênção para a humanidade, têm permitido que estes se demonstrem uma cilada para eles, em vez de deixar que se demonstrem uma bênção para eles e para os outros. Dar-se-á o caso de se permitir que a propriedade que Deus vos deu se torne uma pedra de tropeço? Deixareis que os bens que Ele vos confiou, que vos foram dados para que com eles negociásseis, vos afastem da obra de Deus? Consentireis em que a confiança que em vós Deus tem depositado, como Seus mordomos fiéis, sirva para vos diminuir a influência e a utilidade, impedindo de serdes coobreiros de Deus? Permitir-vos-eis ficar seguros em casa, a fim de conservar os meios que Deus vos confiou para pô-los no banco dos Céus? Não podeis alegar que nada há a fazer; pois tudo está por fazer. Contentar-vos-eis com desfrutar os confortos de vosso lar, sem experimentar dizer às almas que perecem como poderão alcançar as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam? Não quereis vós sacrificar as vossas posses, a fim de que outros possam alcançar uma herança imortal? Review and Herald, 21 de julho de 1896.


Conselhos Sobre Mordomia Pags. 51 - 57

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