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domingo, 23 de agosto de 2026

Sociedade fabiana

 

15 julho 2020

Sociedade fabiana

Fábio Máximo (Quintus Fabius Maximus Verrucosus – 275 – 203 a.C.) foi cônsul romano por cinco vezes quando dois cônsules compartilhavam a administração do Estado e duas vezes ditador no período da República entre os anos 233 e 209 a.C. Ficou conhecido por sua tática prolongada de guerra contra Aníbal de Cartago no norte da África, especialmente na segunda guerra púnica.

Em referência ao método de guerra do cônsul romano, foi criada em Londres no dia 4 de janeiro de 1884 a sociedade fabiana, movimento político socialista que entendia a tomada do poder pelos trabalhadores de forma gradual, infiltrando-se nas instituições, propondo dominação do pensamento coletivo como estratégia diferente dos marxistas que queriam o poder de forma revolucionária, assim como aconteceu na Rússia, China e outros países.

Inspirados na tática de fazer guerra de Fábio Máximo, alguns filósofos, cientistas políticos, economistas, físicos, dramaturgos como H. G. Wells, Emmeline Pankhurst, Leonard Woolf, George Bernard Shaw, Annie Wood Besant, Bertrand Arthur William Russell, Salama Moussa, Harold Laski, Edward Carpenter, Oliver Joseph Lodge, Richard Henry Tawney, Jawaharlal Nehru, Georg Douglas Howard Cole dentre outros, fundaram o Partido Trabalhista em 1906 no Reino Unido, e alguns desses nomes foram expoentes do movimento socialista fabiano ao longo do século XX.

O ardil socialismo fabiano foi explicado por Maria Antonieta Macciochi, feminista italiana dos anos 70, em seu livro A favor de Gramsci, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976, p.151: “Esse sistema ideológico envolve o cidadão por todos os lados, integra-o desde a infância no universo escolar e mais tarde no da igreja, do exército, da cultura, das diversões, e inclusive do sindicato, e assim até a morte, sem a menor trégua; essa prisão de mil janelas simboliza o reino de uma hegemonia, cuja força reside menos na coerção do que no fato de que suas grades são tanto mais eficazes quanto menos visíveis se tornam.” Sim, grades tão eficazes quanto menos visíveis forem. No caso brasileiro, essa doutrina está impregnada como nódoa no tecido social que levará anos para limpar essa mancha nefasta das instituições públicas, universidades, sindicatos, igrejas, partidos políticos, escolas primárias, dentre outras organizações sociais.

A agenda socialista fabiana está mais forte do que no passado. O mote socialista deixou de ser a luta de classes ou o que se chama de capitalismo selvagem para erguer a bandeira da ecologia. O discurso ecológico é simpático, unificador e encontra apoio em todas as classes sociais, culturas e religiões. Pascal Bernardin, jornalista e engenheiro francês, denuncia no livro ‘O Império Ecológico ou a subversão da ecologia pelo globalismo’ (Vide Editorial, páginas de 10 a 12), que tem crescido um discurso ecológico totalitário, mascarado, que monopoliza a mídia. O escritor fala de uma ideologia unificadora das religiões e de um governo mundial.

O Papa Francisco é o grande defensor do “ecumenismo ecológico”. Nos últimos anos, o líder religioso tem se dedicado, basicamente a dois temas: Ecologia e ecumenismo. Na verdade, propõe a união das religiões para cuidar do planeta. Exemplo disso é a chamada “economia de Francisco” revelada no Sínodo da Amazônia e na Carta Encíclica Laudato si. Na Carta papal o líder católico defende o domingo como dia de descanso para a humanidade cuidar do planeta, da família e dia especial de culto religioso.

O Instituto Humanista Unisinos, entidade Católica Jesuíta, publicou no site ihu.unissinos.br no dia 20 de abril de 2020 artigo intitulado “A comunhão com nossa irmã-mãe terra vai ter que ressuscitar após esta pandemia” (pandemia de covid-19 de 2020). Num discurso religioso diz: “Como Noé, hoje somos chamados a assumir uma opção essencial para o cuidado da casa comum …” O artigo continua dizendo que esta sociedade de consumo, desperdício e desigualdades está indo para o fim.

No dia 12 de março de 2018, o site vaticannews.va publicou a notícia: “Hebreus, cristãos e muçulmanos juntos para salvar o planeta”, referindo-se ao Congresso Notre Dame de Jerusalém cujo objetivo era apresentar a Carta Laudato si. No Congresso, destacaram-se trechos da Carta para enfatizar que a Terra “clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável”. Obviamente, a ação humana está poluindo rios e o ar, desmatando, alterando fauna e flora.

O ECO ecológico encontra replicadores no meio evangélico/protestante por ser o discurso da moda. E parece que ninguém quer ficar de fora da onda. No programa ‘Vejam só’ da RIT TV exibido no dia 10 de janeiro de 2020, o entrevistado Reverendo Ageu Cirilo de Magalhães Júnior, diretor do Seminário Presbiteriano Reverendo José Manoel da Conceição, defende a ideia de que a pandemia de COVID-19 é a “mão de Deus sobre a terra”. Na mesma linha de pensamento de salvar o planeta, o teólogo exorta que devemos nos aproximar mais de Deus, especialmente dedicando o domingo como dia para cuidar das questões religiosas, porque, segundo suas palavras, o dia de domingo é o “mandamento esquecido”. Católicos e protestantes estão mais próximos do que nunca. Além do cuidado com a "casa comum", dois pontos doutrinários importantes são compartilhados: o domingo, como dia de descanso, e a crença na imortalidade da alma.

O ex-frei Leonardo Boff, outrora silenciado pelo Papa antissocialista João Paulo II, encontrou apoio no Papa socialista Francisco. O Frei publicou texto com o título “A transição ecológica para uma sociedade biocentrada”, no site franciscanos.org.br, em 23/06/2020, no qual afirma que o coronavírus, arma letal de ‘Gaia’, “…expressa a lógica do capitalismo global que, há séculos, conduz uma guerra sistemática contra a natureza e contra a Terra.” E acrescenta que “a ONU reconheceu a Terra como Mãe Terra e a natureza como titulares de direitos. Isso implica que a democracia deverá incorporar como novos cidadãos, as florestas, as montanhas, os rios, as paisagens. A democracia seria socio-ecológica (sic).”

Aqui e acolá poucas vozes destoantes soam no seio católico como Dom José Luis Azcona Hermoso, Bispo Católico Emérito da Prelazia do Marajó (PA), que faz crítica ao Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia por fugir do propósito de um sínodo ao deixar de fazer menção a Cristo crucificado e ressuscitado, segundo suas palavras em homilia, para um discurso político, e por elevar o indígena da Amazônia à perfeição, mesmo sendo humano e pecador como todos (YouTube, Apostolado Petrino, Homilia de Dom Azcona, em 18/10/2019).

De fato, a quarentena no período da pandemia de COVID-19 no primeiro semestre de 2020 favoreceu mudanças pontuais que foram observadas em rios que ficaram mais limpos, além de diminuição de lançamento de dióxido de carbono na atmosfera em cidades muito populosas. Esses bons exemplos de restauração da natureza unem religiosos de todo o mundo, ateus e socialista marxistas ou fabianos sob a mesma bandeira e liderança do Papa Francisco.

Vem ganhando força o discurso de parar tudo aos domingos para que a Terra possa descansar. As catástrofes naturais e as pandemias de ebola, covid-19, H1N1, Zica Vírus, Chicungunha, Gripe Suína, Gripe Aviária, SARS e outras doenças podem favorecer o surgimento de ditadores com discurso de proteção da vida com a finalidade de controlar a população e os meios de comunicação. Certamente, imporão normas de comportamento e domínio social, dentre elas a imposição de descanso no domingo para cuidar do planeta, da família e para celebração religiosa. Ocorre que a liberdade é tão importante quanto a vida. É inadmissível perder a liberdade para proteger a vida.

Os livros históricos registram que o primeiro dia da semana era venerado pelos romanos como dia de adoração ao sol. No dia 7 de março de 321 d. C., o imperador Constantino promulgou decreto fazendo do domingo um dia de festividade pública: “Que no venerável dia do sol os magistrados e as pessoas residentes nas cidades descansem, e que todas as oficinas estejam fechadas. No campo ainda que as pessoas ocupadas na agricultura possam livremente continuar seus afazeres pois pode acontecer que qualquer outro dia não seja apto para a plantação de vinhas ou de sementes” (Christian Classics Ethereal Library, Canon 29 of Council of Laodicea). Esse foi o passo mais importante para o esquecimento e substituição do sábado da Lei de Deus pelo domingo. É oportuno dizer que está escrito no texto do quarto mandamento do decálogo de Deus “lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êxodo 20:8-11). Deus sabia que a humanidade iria esquecê-lo, por isso começou sua redação com a palavra “lembra-te”.

As condições são favoráveis. O discurso está pronto. Só falta implementação do domingo como dia de guarda/descanso. A Constituição Federal brasileira assegura no artigo 7º, inciso XV, que são direitos dos trabalhadores “repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos”. No catecismo, o sábado da Lei de Deus foi mudado pelo domingo por determinação da Igreja Católica em lembrança da ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana. Na Carta Encíclica Dies Domini do Papa João Paulo II, o ‘Pontífice explica com clareza porque, por exemplo, a Igreja Católica Romana substituiu o sábado pelo domingo. Convenientemente, os primeiros protestantes foram na mesma linha dos Católicos. Esqueceram o que era para ser lembrado. O livro de Êxodo (20:8-11) expressa de forma cristalina os motivos da obediência ao preceito sabático. Somos indesculpáveis quando buscamos razão para a desobediência da ordem de Deus alegando abolição do decálogo pela morte de Cristo na cruz. O curioso é que o alvo da abolição só alcançou o quarto mandamento. Todos os nove mandamentos do decálogo são aceitáveis, menos o sábado, segundo dizem aqueles que advogam a tese da comodidade’ (extraído do texto O Espírito Santo e o selo de Deus no livro do Apocalipse, publicado neste blog em 22/06/2020).

O Papa João Paulo II depois de fazer uma explanação das razões e importância do sábado na lei mosaica, defende a tese de que a morte e ressurreição de Cristo proporcionou um descanso e recriação da humanidade tal qual o sábado faz referência à criação inicial do relato de Gênesis 1. A seguir, destacam-se trechos do documento “O dia do Senhor – Carta Apostólica Dies Domini, do Sumo Pontífice João Paulo II ao episcopado, ao clero e aos fiéis da Igreja Católica sobre a santificação do domingo”. No capítulo de título “O Shabbat: o repouso jubiloso do Criador", o Papa João Paulo II, de forma poética, dá as razões do porquê o sábado deve ser lembrado: “O repouso divino do sétimo dia não alude a um Deus inactivo (sic), mas sublinha a plenitude do que fora realizado, como que a exprimir a paragem de Deus diante da obra ‘muito boa’ (Gn 1,31) saída das mãos, para lançar sobre ela um olhar repleto de jubilosa complacência: um olhar ‘contemplativo’, que não visa novas realizações, mas sobretudo apreciar a beleza do quanto foi feito; um olhar lançado sobre todas as coisas, mas especialmente sobre o homem, ponto culminante da criação. É um olhar no qual já se pode, de certa forma, intuir a dinâmica ‘esponsal’ da relação que Deus quer estabelecer com a criatura feita à sua imagem, chamando-a a comprometer num pacto de amor.” Diz o pontífice que o sábado é uma aliança de amor entre Deus e o homem como num casamento, é um ato tanto da criação, quanto da libertação de “Israel da escravidão do Egito (cf. Dt 5,12-15)”.

No subtítulo “Deus abençoou o sétimo dia e santificou-o (Gn 2,3)”, a Carta expressa: “O preceito do sábado… não está situado junto das normativas puramente culturais, como é o caso de tantos outros preceitos, mas dentro do Decálogo, as ‘dez palavras’ que delineiam os próprios pilares da vida moral, inscrita universalmente no coração do homem. Concebendo este mandamento no horizonte das estruturas fundamentais da ética, Israel e, depois, a Igreja mostram que não o consideram uma simples norma de disciplina religiosa comunitária, mas uma expressão qualificante e imprescindível da relação com Deus, anunciada e proposta pela revelação bíblica. Se possui também uma convergência natural com a necessidade humana de repouso é, contudo, à fé que é preciso fazer apelo para captar o seu sentido profundo, evitando o risco de banalizá-lo e traí-lo. Portanto, o dia do repouso é tal primariamente porque é o dia ‘abençoado’ por Deus e por Ele ‘santificado’, isto é, separado dos demais dias para ser, de entre todos, o ‘dia do Senhor’”.

Em outro subtítulo da Encíclica “Recordar para Santificar”, acrescenta: “O mandamento do Decálogo, pelo qual Deus impõe a observância do sábado, tem, no livro do êxodo, uma formulação característica: ‘Recorda-te do dia de sábado, para o santificares’ (20,8). E mais adiante, o texto inspirado dá a razão disso mesmo, apelando-se à obra de Deus: ‘Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto contém, e descansou no sétimo; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e santificou’ (v. 11). Antes de impor qualquer coisa a ser praticada, o mandamento indica algo a recordar. Convida a avivar a memória daquela grande e fundamental obra de Deus que é a criação. É uma memória que deve assumir toda a vida religiosa do homem, para depois confluir no dia em que ele é chamado a repousar. O repouso assume, assim, um típico valor sagrado: o fiel é convidado a repousar não só como Deus repousou, mas a repousar no Senhor, devolvendo-Lhe toda a criação, no louvor, na acção (sic) de graças, na intimidade filial e na amizade esponsal.”

Logo depois do discurso como se fosse uma defesa do repouso sabático, a Carta Encíclica no subtítulo “Passagem do sábado ao domingo” expressa a causa da mudança ao dizer que “Cristo constitui a revelação plena do mistério das origens, o cume da história da salvação e a antecipação do cumprimento escatológico do mundo. Aquilo que Deus realizou na criação e o que fez pelo seu povo no êxodo, encontrou na morte e ressurreição de Cristo o seu cumprimento, embora este tenha a sua expressão definitiva apenas na parusia, com a vinda gloriosa de Cristo.” Mais adiante cita frase de S. Gregório Magno: “Nós consideramos verdadeiro sábado a pessoa de nosso redentor, nosso Senhor Jesus Cristo”. Por fim, conclui sobre a mudança do sábado para o domingo nestas palavras: “À luz deste mistério, o sentido do preceito vetero testamentário do dia do Senhor é recuperado, integrado e plenamente revelado na glória que brilha na face de Cristo Ressuscitado (cf. 2 Cor. 4,6). Do ‘sábado’ passa-se ao ‘primeiro dia depois do sábado’, do sétimo passa-se ao primeiro dia: o dies Domini torna-se o dies Christi!” Portanto, para os Católicos Romanos a ressurreição de Jesus Cristo é a razão da mudança do sábado para o domingo como dia santo, conforme defendeu o Papa João Paulo II na Carta Encíclica Dies Domini.

Quando Jesus Cristo veio a este mundo encontrou 'uma igreja' pregando tradições humanas. A leitura do texto profético era secundária. Hoje estamos vivendo na mesma situação: na defesa das tradições humanas. Disse Jesus: “A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem meus mandamentos” (Mateus 15:9).

Há uma correta preocupação por zelar pelo planeta. Todavia, pessoas passam fome, outras são refugiadas de guerras insanas, há trabalho escravo e exploração de crianças. Queremos cuidar do planeta e esquecemos de cuidar das pessoas. Uma atitude não pode excluir a outra. As pessoas precisam de solidariedade, amor, respeito, alimento. Se deixar o planeta sozinho sem intervenção negativa do homem ele se restaura em poucas centenas de anos.

O discurso ecológico foi facilmente comprado pelos humanos que não desconfiaram que ele vem de ordem superior do mundo dos espíritos. Forças espirituais estão dando as cartas. Como escreveu o Apóstolo São Paulo: “Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes” (Efésios 6:12, NVI). Ellen White, no livro Mensagens Escolhidas, volume 2, página 392, CPB, descreve que “haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas”. Igualmente, no livro O Grande Conflito, da mesma autora e editora, escrito no século XIX, página 589, acrescenta: “Satanás também atua por meio dos desastres naturais… estudou os segredos da natureza e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto Deus o permite … Trará calamidade sobre outros e levará as pessoas a crer que é Deus quem os aflige.”

Muito em breve mega capitalistas, socialistas marxistas ou fabianos, religiosos e ateus estarão unidos num mesmo propósito: salvar o planeta. Grandes nomes da humanidade defenderão o discurso ecológico como elemento pacificador e de união. Mas o propósito é outro. Todos eles querem o poder pelo poder. Ninguém estará preocupado com o bem estar do ser humano, apesar de ser essa a aparência da pregação. O príncipe das trevas usará sua tática eficaz: a ganância. Somos expectadores de profecias antigas escritas na bíblia. A imposição do domingo como dia de guarda é precisamente um grande sinal da volta de Jesus. Será um momento de grande júbilo para os estudantes das profecias bíblicas que estiverem vivos naquele tempo. Vai ser difícil para os guardadores do sábado do sétimo dia. Creio que eles dirão: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29) “Portanto, quando essas coisas começarem a acontecer, levantem-se e ergam a cabeça, pois a sua salvação estará próxima”, disse Jesus (Lucas 21:28).

O Doutor Klemens Rabelo, é Advogado, escritor,

e mora em Brasilia - DF



sábado, 22 de agosto de 2026

Fé sem bandeiras

 

Fé sem bandeiras

Imagem generativa: Renan Martin
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Escrito por A Redação

Como o cristão deve se comportar em relação ao voto

Felippe Amorim

Em períodos eleitorais, aquilo que deveria ser conduzido com prudência e discernimento moral frequentemente se transforma em motivo de divisão, hostilidade e desgaste espiritual. Tanto na igreja quanto no ambiente familiar, não é raro ver irmãos na fé e parentes comprometendo a convivência por causa de preferências políticas, como se a lealdade a candidatos ou projetos humanos pudesse determinar a fidelidade a Deus.

Nesse contexto, o debate deixa de ser apenas uma questão cívica e passa a afetar a comunhão, o testemunho cristão e a saúde espiritual da comunidade. O problema não está no exercício do voto, mas na maneira como o processo eleitoral pode despertar paixões, rivalidades e atitudes incompatíveis com a vida cristã.

É justamente nesse ponto que os conselhos de Ellen White se mostram profundamente atuais. Ao tratar do voto, ela não orienta o povo de Deus nem à omissão irresponsável nem ao ativismo político. Ao comentar a discussão entre irmãos acerca da participação nas eleições, ela escreveu: “Que todos eles procedam no temor de Deus!”1 Mais adiante, advertiu: “Sejam quais forem as opiniões que tenham com relação a dar seu voto em questões políticas, não devem proclamá-las pela caneta ou pela voz.”2

Dessas declarações emerge um princípio essencial: o cristão deve exercer seu direito de voto com consciência, responsabilidade e discrição, sem transformar suas convicções políticas em instrumento de agitação, disputa ou afirmação de superioridade moral.

Responsabilidade moral

Nos conselhos de Ellen White, o cristão não é chamado à omissão diante da vida pública. Ao contrário, quando estão em jogo princípios morais relevantes, ela reconheceu a legitimidade de exercer influência “a favor do que é correto e contra o erro”.

Ao relatar uma discussão entre irmãos acerca da participação nas eleições, ela escreveu que “eles acharam melhor pôr sua influência a favor do que é correto e contra o erro. Eles acham que é correto votar em favor dos homens defensores da temperança para governar nossa cidade, em vez de, por seu silêncio, correr o risco de serem eleitos homens intemperantes”.3

O contexto histórico ajuda a compreender melhor a citação. No século 19, especialmente nos Estados Unidos, o movimento de temperança ocupava lugar central no debate moral e social, promovendo a moderação – e, muitas vezes, a abstinência total do álcool – como resposta aos graves males causados pela embriaguez. Igrejas e organizações civis engajavam-se amplamente nessa causa por reconhecerem os efeitos destrutivos das bebidas alcoólicas sobre a família e a sociedade.

Assim, quando Ellen White mencionou os defensores da temperança, não se referia a uma preferência política trivial, mas a uma questão de evidente relevância moral, ligada à preservação da vida, da família e do bem-estar da sociedade.

Esse entendimento corrige um equívoco frequente: a ideia de que espiritualidade exige neutralidade absoluta diante de toda decisão pública. O que ela aprovava não era o partidarismo, mas a responsabilidade moral. O cristão pode votar quando entende que sua decisão representa apoio ao que mais se aproxima do direito e oposição ao que promove o erro.

O voto, nesse sentido, não é expressão de paixão política, mas ato de consciência. Não se trata de idolatrar candidatos, mas de reconhecer que a omissão também pode produzir consequências morais. O ponto central é claro: o cristão não deve submeter sua consciência nem ao fanatismo político nem à passividade. Toda decisão deve ser tomada no temor de Deus.

Discrição do voto

Se, por um lado, Ellen White reconhecia a legitimidade do voto como expressão de consciência, por outro, estabeleceu um limite igualmente claro: ele não deve ser convertido em instrumento de militância ou promoção de preferências políticas no meio do povo de Deus.

Seu conselho foi direto: “Sejam quais forem as opiniões que tenham com relação a dar seu voto em questões políticas, não devem proclamá-las pela caneta ou pela voz. Nosso povo deve ficar em silêncio acerca de questões que não têm relação com a terceira mensagem angélica.”4

Esse princípio corrige uma tendência recorrente em períodos eleitorais: a exposição pública de convicções políticas como se fossem extensão direta da fé. O problema não está apenas no conteúdo da opinião, mas no risco de perda do foco espiritual.

Quando questões políticas ocupam o centro das conversas e das tensões no ambiente eclesiástico, o que é secundário passa a competir com o que é essencial. Por isso, Ellen White orientou o silêncio em assuntos que não pertencem ao núcleo da missão da igreja.

O voto pode ser um legítimo ato de consciência, mas sua exposição pública pode facilmente gerar agitação, vaidade, pressão social e divisão. Quando membros da igreja anunciam suas escolhas como se fossem expressão normativa da fé, produzem confusão espiritual: o que é transitório assume aparência de definitivo, e o que é terreno passa a disputar espaço com o que é eterno.

Além disso, a exposição de preferências políticas raramente permanece neutra. Frequentemente, cria um ambiente de influência, constrangimento e polarização. Ainda que de forma indireta, estabelece-se a expectativa de que outros adotem a mesma posição, e a comunidade se fragmenta em torno de preferências humanas.

Em lugar de comunhão, instala-se a suspeita; em vez de unidade na missão, surgem facções em torno de preferências humanas. O conselho de Ellen White, portanto, revela profunda sabedoria pastoral: o cristão pode votar segundo sua consciência, mas não deve transformar isso em proclamação pública.

Assim, a escolha eleitoral pertence à esfera da responsabilidade individual diante de Deus, e não à esfera da militância verbal no ambiente da igreja. Ao exercer o dever cívico, não transforme seu voto em propaganda. Aja de acordo com sua consciência, mas com discrição. Isso preserva a liberdade de consciência, protege a unidade da igreja e impede que a política ocupe um espaço que pertence exclusivamente à verdade de Deus.

Liberdade individual

Outro conselho de Ellen White a respeito do tema é ainda mais específico. Não basta que o cristão deixe de anunciar seu voto; ele também não deve assumir para si a tarefa de persuadir outros a votarem como ele. A orientação é clara: “Mantenha secreto seu voto. Não fique achando que é seu dever insistir com todo o mundo para fazer do jeito que você faz.”5

O princípio aqui é inequívoco: o voto pertence ao âmbito da consciência individual diante de Deus, e não ao campo de controle de um irmão sobre a consciência do outro. Esse ponto é necessário porque o problema não se limita à exposição de preferências, mas à tentativa de transformá-las em norma para os demais. Infelizmente, em períodos eleitorais, muitos passam a agir como se sua avaliação tivesse caráter obrigatório, procurando recrutar, controlar e medir os outros por sua própria régua política.

Quando isso acontece, a convivência cristã é afetada. O ambiente deixa de ser fraterno e passa a ser marcado por pressão e disputa de lealdades. Em lugar de comunhão, surgem imposições; em vez de unidade, facções. O que deveria ser tratado com reserva e responsabilidade converte-se em campanha, patrulhamento e disputa de influência. Ellen White rejeitou esse comportamento com clareza.

O cristão deve buscar princípios, orar, refletir e agir no temor de Deus, mas não deve confundir sua responsabilidade pessoal com uma autorização para dirigir a consciência dos outros. Cada membro comparece diante de Deus com responsabilidade própria; cada um deve decidir com seriedade moral. Por isso, nenhum irmão deve tratar o outro como massa de manobra eleitoral.

Cidadania cristã

Os conselhos de Ellen White sobre o voto são simples, mas profundamente necessários. Eles não incentivam nem a omissão irresponsável nem o engajamento político ruidoso. O que estabelecem é um caminho de equilíbrio: o cristão pode votar quando entende que há princípios morais em jogo; deve fazê-lo com temor a Deus e senso de responsabilidade, mas não deve transformar sua escolha em propaganda pública nem assumir como missão persuadir outros a votar como ele.

Se esses princípios fossem mais respeitados, haveria menos discussões inúteis, ressentimentos, divisões entre irmãos e menor desgaste nas famílias. Muitos conflitos não nascem apenas do fato de as pessoas pensarem de forma diferente, mas da insistência em transformar preferências políticas em pauta permanente, critério de julgamento e motivo de hostilidade.

Quando isso acontece, a comunhão é ferida, a missão perde espaço e a igreja passa a refletir mais o espírito do mundo do que o espírito de Cristo. Os conselhos de Ellen White tratam exatamente desse problema, ao impedir que o processo eleitoral seja transformado em palco de exibição, pressão e disputa.

Ao mesmo tempo, esses princípios preservam duas dimensões que não podem ser sacrificadas: a responsabilidade moral e a liberdade de consciência. O cristão não deve ser manipulado pela pressão do grupo nem deve manipular os outros. Não deve ser indiferente aos problemas morais e sociais que afligem a sociedade, mas também não deve absolutizar sua opinião política.

Seu dever é agir diante de Deus com oração, prudência, discrição e fidelidade espiritual. Isso exige maturidade, pois é mais fácil gritar do que refletir, pressionar do que respeitar, militar do que agir com humildade.

No fim, a pergunta decisiva não é apenas em quem votar, mas como viver o período eleitoral de modo digno do evangelho. A resposta bíblica permanece válida: “Portanto, se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Esse princípio também se aplica ao voto.

O cristão deve atravessar o processo eleitoral não dominado pela paixão política, pelo orgulho ideológico ou pela disputa carnal, mas orientado por um propósito superior: viver, escolher e agir para a glória de Deus. 

FELIPPE AMORIM é professor na Faculdade de Teologia do Uniaene, em Cachoeira (BA)

Referências

1 Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (CPB, 2023), v. 2, p. 285.

2 White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 284.

3 White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 284, 285.

4 White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 284.

5 White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 284.

(Matéria de capa da Revista Adventista de agosto/2026)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A Rede e a Pesca

                                        A Rede e a Pesca

PJ - Pag. 122 

"O reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes." Mat. 13:47-50.

O lançar da rede é a pregação do evangelho. Este congrega na igreja bons e maus. Quando terminar a missão do evangelho, o juízo efetuará a obra de separação. Cristo viu que a existência de falsos irmãos na igreja motivaria que se falasse mal do caminho da verdade. O mundo difamaria o Evangelho por causa da vida incoerente de falsos professos. Mesmo os cristãos seriam induzidos a tropeçar, ao verem que muitos que levavam o nome de Cristo não eram governados pelo Seu Espírito. Havendo tais pecadores na igreja, os homens estariam em perigo de pensar que Deus lhes desculparia os pecados. Por isso Cristo ergueu o véu do futuro e ordenou a todos que notassem que o caráter e não a posição é que decide o destino do homem.

Tanto a parábola do joio, como a da rede, claramente ensinam que não haverá um tempo em que todos os ímpios se converterão a Deus. O trigo e o joio crescem juntos até à ceifa. Os peixes bons e os ruins são puxados juntamente para a margem, para uma separação final.

Essas parábolas ensinam que depois do Juízo não haverá graça. Quando findar a obra do evangelho, seguir-se-á imediatamente a separação de bons e maus, e o destino de cada classe será fixado para sempre.

Deus não deseja a destruição de ninguém. "Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva; convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?" Ezeq. 33:11. Durante todo o período da graça Seu Espírito insta com os homens para que aceitem o dom da vida. Somente os que Lhe rejeitam a intercessão serão deixados a perecer. Deus declarou que o pecado precisa ser destruído como um mal nocivo ao Universo. Os que se atêm ao pecado hão de perecer na destruição do mesmo.

Ministério indígena

 

Ministério indígena

Pag. 5

MIRALDO FAG-TANH OLIVEIRA

Pastor relata experiências e desafios da missão entre os povos originários

MÁRCIO TONETTI

De origem guarani e kaingang, Miraldo Fag-Tanh Oliveira teve contato com a mensagem adventista em 1992, durante uma campanha evangelística de Semana Santa, e foi batizado cerca de quatro anos depois, aos 16 anos. Posteriormente, decidiu cursar Teologia e teve a oportunidade de exercer o ministério entre povos indígenas, como os karajás, na Ilha do Bananal, no estado do Tocantins. Atualmente, é pastor distrital em Mucajaí (RR). Nesta entrevista, ele aborda os desafios e as oportunidades da missão de alcançar os cerca de 1,7 milhão de indígenas que vivem no Brasil.

A chamada Janela Verde” é comparável à Janela 10/40”, no sentido de representar uma região desafiadora para a missão?

Sem dúvida, há grande diversidade de culturas, línguas e costumes entre os povos originários, além de desafios como o difícil acesso a algumas regiões e a necessidade de autorização de órgãos indigenistas para atuar nas comunidades. A evangelização exige tempo, abordagem contextualizada, preparo adequado e pessoas dispostas a viver essa missão. Como há poucos pastores oriundos dessas comunidades, dependemos, sobretudo, de voluntários que se dedicam a amar e evangelizar. Felizmente, também há esforços de entidades da igreja para incentivar jovens a estudar em nossos colégios e faculdades, a fim de que retornem às suas comunidades capacitados e, acima de tudo, com senso de missão.

Como está a presença adventista entre os povos indígenas no Brasil?

Há escassez de dados específicos sobre o tema. Segundo o último censo do IBGE, cerca de 32% dos povos originários se declaram evangélicos, o que pode indicar também um possível crescimento no número de adventistas entre os indígenas. No entanto, o trabalho da igreja junto às comunidades indígenas concentra-se, principalmente, nos estados do Amazonas, Roraima, Tocantins e Bahia, além de iniciativas desenvolvidas na União Norte-Brasileira.

Quais são os principais desafios e oportunidades para a evangelização dos povos originários?

Entre os desafios estão as questões culturais, o tempo para construir vínculos, a necessidade de materiais contextualizados e a falta de pessoas dedicadas integralmente à missão. A criação de núcleos de missões nas sedes administrativas da denominação e o envio de voluntários do projeto Um Ano em Missão são estratégias importantes, mas uma estrutura específica para os povos originários poderia ampliar o alcance. Em geral, os núcleos existentes não atuam diretamente nessa área, com exceção de iniciativas como a da ADRA Araguaia.

Recentemente, você batizou um jovem yanomami. O que mais o impactou na história dele?

Talvez ele seja um dos primeiros adventistas dessa etnia, e o que mais me impactou foi a maneira como Deus conduziu sua história. O pai dele vivia com a família em uma comunidade distante, a três dias de barco, em uma área marcada pelo garimpo. Sonhando com um futuro melhor para o filho, levou-o para morar em um povoado no município de Alto Alegre (RR). Ali, o jovem teve contato com uma família adventista, que o acolheu, apoiou e passou a estudar a Bíblia com ele. Precisamos de pessoas como esses irmãos, dispostas a dedicar a vida em favor dos povos originários. Como costumava dizer o pastor e missionário Alvin N. Allen, pioneiro no trabalho entre os índios aimarás, no Peru, e os karajás, no Brasil: “Oro para Deus enviar pessoas para resgatar as ovelhas perdidas da floresta."


Revista Adventista - Abril - 2026 - Pag. 5

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Deus sanguinário?

 

Deus sanguinário?

Pags. 21 e 22

Por que há tanta violência na Bíblia?

CLINTON WAHLEN


Essa questão surge com frequência, especialmente em relação às guerras do Antigo Testamento (cf. Deuteronômio 20:16-18) e à ideia de um inferno de chamas eternas (como alguns interpretam Apocalipse 14:9-11). Para muitas pessoas sinceras, passagens como essas parecem retratá-Lo como um tirano cruel. Quem poderia adorar um Deus assim?

Então, como devemos entender textos difíceis como esses? Inevitavelmente, a Bíblia relata histórias chocantes, muitas das quais são consequências trágicas do mal no mundo. No entanto, o que alguns classificam como passagens "genocidas" parece atribuir a responsabilidade diretamente a Deus. Como conciliar essas imagens com a afirmação bíblica de que “Deus é amor” (1 João 4:8) e que “justiça e direito são o fundamento" do Seu trono (Salmo 89:14)?

Quanto à ordem divina para exterminar os cananeus, é preciso considerar de modo mais amplo o que a Bíblia afirma sobre essa situação. Os versículos anteriores indicam que os israelitas deveriam evitar a guerra sempre que possível e, caso o conflito fosse inevitável, poupar mulheres e crianças (Deuteronômio 20:10-15). Além disso, as nações cananeias poderiam ter sido incorporadas a Israel se tivessem abandonado a idolatria, como ocorreu com Raabe. Entre os costumes abomináveis dos cananeus estavam o sacrifício de crianças – queimadas vivas em rituais –, além da prostituição cultual e do incesto.

Infelizmente, embora tenham recebido 400 anos de misericórdia (Gênesis 15:16), recusaram-se a abandonar suas práticas perversas e ainda lutaram contra o povo de Deus. Se permanecessem na terra, isso teria comprometido o plano divino de fazer de Israel uma luz para as nações. Tanto a história quanto a arqueologia indicam que os povos que continuaram em Canaã se tornaram uma fonte persistente de tentação e apostasia.

Deus diz: "Não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” (Ezequiel 33:11). Ele não deseja "que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Isso incluía não apenas os cananeus, mas toda pessoa que já viveu ou viverá. Nos dias de Noé, o Espírito do Senhor apelou durante 120 anos aos habitantes da Terra, convidando-os ao arrependimento, para que não perecessem no Dilúvio que estava por vir.

A Bíblia, quando lida corretamente, indica que os ímpios serão totalmente destruídos e que o oposto da vida eterna não é o tormento eterno, mas a morte – “o salário do pecado” (Romanos 6:23) - aquilo que, em outros textos, é chamado de "segunda morte", no lago de fogo (Apocalipse 21:8). Mais impressionante ainda é que Deus Se dispôs a oferecer Seu Filho como sacrifício, a fim de salvar os pecadores (João 3:16). Dessa forma, o mal não será tolerado para sempre em um cenário de tormento eterno, mas será definitivamente erradicado, quando Deus puser fim à existência daqueles que se recusam a aceitar a vida que Ele oferece.

Hoje, existem muitas vozes tentando nos dizer o que é justo, bom e correto. No entanto, independentemente do que os críticos possam afirmar, somente o Deus da Bíblia reflete perfeitamente esses ideais.

CLINTON WAHLEN é diretor associado do Instituto de Pesquisa Bíblica


Revista Adventista - Abril - 2026 Pag 21, 22

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