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terça-feira, 3 de março de 2026

O CHAMADO DE ELIZEU

 

O CHAMADO DE ELIZEU

 

1 Reis 19.19

 

De todos os profetas do velho testamento, um de mais destaque com certeza foi o profeta Elizeu.

Elizeu era filho de um homem rico chamado Safate,  apesar da riqueza era um jovem simples e trabalhador. O seu pai foi um dos que não se dobraram a baal, quando todo o país vivia mergulhado em apostasia.

Na casa de Safate o profeta Elias costumava hospedar-se, quando das suas viagens missionária pelo país. Ali ele via a dedicação daquele jovem às coisas espirituais. Foi por orientação do próprio Deus, que Elias o convidou para ser seu auxiliar e ensina-lo o oficio de profeta, que tão bem ele iria exercer no futuro. “E também a Elizeu filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirá profeta em teu lugar”. 1: Rs. 19. 16

Quando Elizeu recebeu o chamado, simbolizado pelo manto que era jogado nas costas do convidado, ele imediatamente o aceitou. Não perguntou quanto ganharia, nem quais seriam as vantagens. Pediu apenas que o profeta o permitisse ir à sua casa, despedir-se dos pais.

Elizeu foi a casa, despediu-se dos seus queridos, voltou, matou uma junta de bois distribuiu a carne entre os seus empregados, fez uma farofa do resto e acompanhou o profeta.

O profeta quando recebeu o chamado não estava à-toa, estava lavrando a roça, com doze juntas de bois. Este é um indicio que temos que ele era de uma família abastada.

A principal função de Elizeu, a partir daquele dia, era cuidar do profeta. Serviço humilde, para quem havia sido criado em meio de abastança. Ele o desempenhava com prazer, enquanto isto observava o trabalho daquele grande homem e tirava lições que lhe seria útil para o resto de sua vida, e para o bem do povo de Deus.

Quando Elias estava já final do seu ministério, foi revelado a Elizeu,  que o profeta seria tomado para Deus sem ver a morte. Essa revelação também teve os alunos das escolas que Elias dirigia. Elizeu ficou na expectativa. E Elias querendo poupá-lo da separação, disse-lhe: “fica-te aqui, pois o Senhor me enviou a Betel”. Elizeu recusou ficar. Por três vezes Elias tentou afastar-se dele, porem ele não concordou.

[...] indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo os separou um do outro; e Elias subiu ai céu num redemoinho.

 O que vendo Elizeu clamou: meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros. E nunca mais o viu e tomando as suas veste as rasgou em duas partes.

Então levantou o manto de Elias que lhe deixara cair, e voltando-se se pôs à borda do Jordão.                                             2. Rs 11-13

Quando Elizeu tocou as águas do Jordão com a capa de Elias, que havia caído do céu, elas se abriram ele então reconheceu que estava habilitado para exercer o ministério em lugar do outro profeta.

Ao chegar a casa sem o profeta Elias, alguns não acreditaram que o mesmo houvera sido arrebatado.

 

E lhes disseram: eis que entre os teus servos há cinqüenta homens valentes, ora, deixa-os ir a procura do teu senhor; pode ser que o espírito do Senhor o tinha levado e lançado em alguns dos montes, ou nalgum dos vales. Porem ele respondeu. Não os envieis”.

Mas eles apertaram com ele até que constrangido disse: enviai. E enviaram cinqüenta homens que o procuraram por três dias, porem não o achou.

Então voltaram para ele em Jericó; e ele lhes disse: não vos disse que não fosseis?                                                             2Rs. 2.16-18

Essa deve ter sido a pior experiência de Elizeu. Ser questionado. Não resta dúvida que aquela era uma experiência inusitada. Sair com alguém para os matos, voltar só, vestindo as roupas daquela pessoa e dizer que a mesma foi para o céu em um carro de fogo, fica meio difícil de se fazer acreditar. Porem ninguém tinha motivos para desconfiar dele, pois sempre se houvera leal a Elias e sua honestidade era a toda prova.

Com insistência enviaram cinqüenta homens para procurar o cadáver de Elias que eles julgavam estar em algum lugar. Só que a busca foi em vão.

A bíblia não dá detalhes, mas dar para gente imaginar o que  algumas pessoas passaram a dizer em relação a este caso:

 - você viu o que aconteceu com o profeta Elias? Sumiu de repente. Diz o secretário dele, que ele foi levado para o céu em um carro de fogo. Você acredita?

 -será que não fizeram uma maldade com ele? Onde já se viu alguém subir para o céu assim de repente?

 O certo é que cinqüenta homens saíram em sua procura e por três dias o procuraram até se cansarem.

A dúvida que levantaram a respeito do profeta, fez com que alguns rapazes perdessem o respeito para com ele. Como alguns sem motivo, passaram a desconfia dele, os rapazes sentiram-se livres para fazer o mesmo e o desrespeitarem.

Então subiu dali a betel; indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhes: Sobe calvo. Sobe calvo! Virando-se ele para trás, viu-os e os amaldiçoou em nome do Senhor; então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles.                                                2 Rs. 2.23,24

O que eles queriam eram forçar Elizeu a subir para o céu também. Era uma critica ás palavras do homem de Deus. Era como se dissessem: - já que dissertes que ele subiu, tu vai ter que subir Também. Se não fora a proteção divina, eles talvez fizessem um mal a Elizeu.

Com aquela intervenção divina, nunca mais qualquer pessoa teve a coragem de mofar de um servo de Deus.

LIÇÕES

a)    Assim como Deus chamou o profeta Elizeu, ele chama a mim e a você.

Ainda há necessidade de homens e mulheres que estejam dispostos a levar o trabalho de Deus avante

b)   Aqueles que desejam realizar grandes coisas precisam aprender ser fieis em coisas pequenas.

A lição é para todos. Ninguém pode saber qual é o propósito de Deus em sua disciplina; mas todos podem estar certos de que a fidelidade em pequenas coisas é a evidencia da capacidade para responsabilidades maiores” “... aquele que sente não ser de qualquer conseqüência à maneira como realiza suas pequenas tarefas, prova-se incapaz para uma posição mais honrosa.  PR. 218.

c)    O trabalho de Deus é todo trabalho nobre que se faz com amor e boa vontade.

O sucesso não depende tanto de talento quanto de energia e voluntariedade. Não é a posse de esplêndidos talentos que nos capacita a prestar serviço aceitável; mas à conscienciosa realização dos deveres diários, o espírito contente, e o interesse sincero e sem afetação no bem estar alheio. Na mais humilde sorte, pode ser encontrada verdadeira excelência. As tarefas mais comuns, executadas com amorável fidelidade, são belas à vista de Deus.

d)   “O ministério compreende mais do que pregar a palavra. Significa educar jovens como Elias educou Elizeu ““... (“pg. 222”.)...” A mãe que educa seus filhos para Cristo, esta trabalhando tão verdadeiramente como o ministro no púlpito. ”(Pg. 219.)”.

e)    “A reverencia que faltava aos jovens que zombaram de Elizeu, é uma graça que deve ser cuidadosamente acariciada. Cada criança deve ser ensinada a mostrar verdadeira reverencia para com Deus. Jamais deve o seu nome ser pronunciado leviana ou irrefletidamente. Anjos ao pronunciarem aquele nome cobrem o rosto. Com que reverencia não devemos nós, que somos caídos e pecadores, toma-lo nos lábios.“ Pg.236.

f)     A Reverencia também envolve os lideres e os pais da igreja.

Deve-se mostrar reverencia pelos representantes de Deus. - os pastores, os professores, e os pais, que são chamados a falar e agir em seu lugar. No respeito que a eles se mostre Deus é honrado”. Idem. 237

g)   Os jovens que foram devorados pelas ursas, a culpa de muitos deles terem morrido, foram dos próprios pais. Pois muitos duvidaram das palavras de Elizeu e chegaram a insinuar que ele mesmo havia dado fim ao profeta, para tomar o seu lugar. E esta insinuação sem fundamento, fez com que, eles, os jovens, perdessem o respeito para com aquele que foi escolhido pelo céu, para continuar o trabalho começado por Elias.

Muitos pais ainda hoje dão maus exemplos aos filhos, quando em casa falam mal da liderança da igreja, ou dos outros irmãos em geral. E as crianças que ouvem dos pais comentários maldosos, contra aquelas pessoas, perdem o respeito pelas mesmas e perdem o interesse pela casa de Deus ou pelos seus pregadores.

h)    Pais. Pelo amor que você tem para com sua alma e pela alma de vossos filhos, não permita que a vida de ninguém seja comentada maldosamente em vossa casa. Você estará colaborando com a destruição do bem mais precioso que alguém pode ter nessa terra, que é a reputação e destruindo a sua própria fé, e a fé de seus filhos.

i)     Deus às vezes age de maneira estranha à nossa compreensão. Ele é amor, e não quer a destruição de ninguém, porem, para salvar outros, ele age com muita dureza, em alguns casos, para ensinar lições eloqüentes do seu desagrado para algumas situações,

j)     Foi assim com Nadabe e Abiu, com Ananias e Safira, com Uzá, que pôs a mão na arca e morreu, e também com aqueles jovens. Dali em diante nunca mais alguém ousou duvidar da palavra ou caluniar o servo de Deus

Diz a Serva de Deus:

Até mesmo à bondade deve ter seus limites. A autoridade deve ser mantida mediante firme severidade, ou será recebida com zombaria e desdém. A assim chamada tolerância, lisonja e condescendência, usadas para com a juventude por pais e responsáveis, é um dos piores males que lhes pode sobrevir. Em toda família, firmeza, decisão, exigências positivas, são essenciai. Idem. Pg. 236.

a)    Elizeu foi um tipo de Jesus. O seu trabalho consistia em pregar, ensinar, (dirigia três escolas,) e curar. Chegou a ressuscitar um morto. O mesmo trabalho de Jesus. Ele foi o sucessor de Elias, e Jesus foi o sucessor de João Batista, o segundo Elias. Jesus multiplicou os pães, e Elizeu multiplicou o azeite da botija. Jesus andou por cima das águas e Elizeu fez um machado flutuar.

b)    Ele em tudo representou a Jesus. Porem o seu começo foi simples e humilde. Ele foi grande porque aprendeu a obediência nas pequenas coisas.

c)    Se desejarmos uma vida de resultados para Deus, que façamos como aquele profeta, que na humildade do seu oficio, carregar água para lavar os pés do profeta Elias, chegou a ser um dos homens mais importantes de todos os tempos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NEGLIGENCIANDO A SALVAÇÃO

 

NEGLIGENCIANDO A SALVAÇÃO

 

Hebreus 2:1-3

 Deus é Todo-Poderoso, tudo vê, tudo conhece, sabe nosso nome, nosso andar, falar.

Conhece todas as questões, sabe todas as respostas, nada há escondido que Deus não saiba.

No entanto, há uma pergunta que Deus não pode responder.

Não pode responder não porque não saiba, mas porque iria contra a sua natureza, se ele a respondesse. A natureza de Deus é dar total liberdade ao homem e Deus não interfere na nossa liberdade.

Portanto, a pergunta que Deus não pode responder está no verso 3: “Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?”

Esta é a pergunta que Deus não pode responder, porque somos nós que temos que responde-la.

Eu e você, mais cedo ou mais tarde, nos defrontaremos com esta pergunta na nossa vida e a nossa atitude em relação a ela determinada nossa resposta.

Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?

Precisamos avaliar o preço da nossa salvação, o tamanho exato do sacrifício de Cristo na cruz, depois olharmos aceitando ou negligenciando esta salvação.

Caso haja negligência da nossa parte, em relação a esta tão grande salvação, que foi paga para preço tão alto, fica a pergunta:

Como escaparemos?

Há duas maneiras diferentes de neglligenciarmos esta salvação:

1.    Procurando nos salvar por nós mesmos. Querendo fazer alguma coisa para pagarmos esta salvação que nos é oferecida de Graça.

Efésios 2:8 e 9

Muitos estão desprezando esta tão grande salvação, porque acreditam que são salvos porque são bons, porque fazem boas obras, são esmolas ou tratam bem seus parentes e cumprem seus negócios em dia. Nada disto compra a salvação. Ninguém será salvo poruqe é bom, mas porque Cristo nos oferece gratuitamente, seus méritos. Sua vida em meu lugar é o único meio de salvação. Achar que será salvo poque é caridoso e honesto, é despresar a salvação em Cristo.

E como escaparemos?

Peregrinações

Esmolas

Promessas

Mortificações

Boas obras não tem nenhum valor para nossa salvação.

Isaías 64:6

Este é o valor da nossa justiça: nada.

Ilustração

Querer pagar um carro com um um real.

Isto é um acinte, uma afronta. 

2.    A segunda maneira de desprezar a salvação é desprezando a santa lei de Deus.

Muitos dizem:

‘Somos salvos pela graça, não precisamos mais guardar as leis. Fomos isentos, estamos ‘livres’.

E esquecem de que quem despreza a Lei de Deus, está desprezando a salvação e “como escaparemos”?

Fomos salvos do pecado, e não para o pecado.

Quem despreza a lei de Deus, deseja viver em pecado e “negligenciar esta tão grande salvação”.

Que é pecado?

I João 3:4

Desprezar a Lei de Deus, é colocar por terra todo o plano da salvação. É ir contra a própria igreja de Cristo. E desprezar todo o sistema da nossa salvação.

Suponhamos que a Lei foi abolida. Já não é mais necessária.

O que acontece?

Romanos 4:15 e 5:13

Se a lei foi abolida como alguns afirmam, já não há mais pecado (riscar o pecado), se o pecado não existe para que serve a graça? (riscar a graça). Sem graça pra que Jesus? (riscar o Jesus). Sem Jesus o evangelho perde o valor (riscar o evangelho), e o pregador fica sem ter o que fazer (riscar o pregador) e a igreja perde a função.

Desprezar a Lei é desprezar o próprio Cristo, e menosprezar todo o plano da salvação “e como escaparemos se negligenciamos esta tão grande salvação?”.

Só valorizamos a salvação que Cristo nos oferece, se aceitamos a Cristo e obedecemos seus mandamentos.

I João 2:3,4

Tiago 2:10

Romanos 7:12 e 3:31

Portanto para valorizarmos esta tão grande salvação precisamos: 

1.    Confiar em Cristo como nosso salvador. Saber que nossa salvação não é resultado das nossas “boas obras”, mas o resultado da vida de Cristo em nosso lugar

2.    E guardarmos a Lei de Deus não  para nos salvarmos mas porque fomos salvos. Nossa obediência será o resultado da nossa salvação.

Nosso respeito à lei de Deus é nosso reconhecimento de que fomos salvos. E quem despreza a Lei de Deus, despreza todo plano da salvação.

E que nunca nos aconteça isso pois “como escaparemos”?

 

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