quarta-feira, 25 de junho de 2014

Criança indígena é amarrada e abandonada em praça pública de Teixeira de Freitas

 

Fonte - http://leniojornalismo.blogspot.com.br/


Criança indígena é amarrada e abandonada em praça pública de Teixeira de Freitas

Teixeira de Freitas: Uma criança indígena foi amarrada em uma cabana na Praça da Bíblia, na manhã desta terça-feira, 24 de junho, por volta das 10h00 da manhã, quando foi encontrada por policiais militares, que retiraram as amarras e, junto com populares, compraram comida e água para a criança. Após a chegada da imprensa, mais pessoas se aglomeraram na praça. Porém, todos disseram ser “comum” a presença de famílias indígenas naquele local.
Uma família indígena chegou e um jovem, que disse ser tio da criança, falou que a mãe estava embriagada no Bairro Liberdade II. Exatamente às 14h48min chegaram juntas as equipes da Assistência Social e do Conselho Tutelar e foram a procura da mãe, durante a tarde, para que pudessem ser encaminhadas à tribo de origem, que pode ser a de Maxacalis ou de algum lugar oriundo de Itanhém.
De acordo com uma representante da Assistência Social, um ônibus lotado com aproximadamente 50 índios, entre mulheres, homens e crianças, saíram na manhã desse mesmo dia em direção a tribo deles. As funcionárias da Assistência Social relataram a dificuldade de conseguir tirar os índios da situação de rua, pois eles correm da ação dos assistentes e chegam diariamente a Teixeira em ônibus comercial.
Algumas pessoas disseram que a maioria dos índios são viciados em álcool e constantemente ficam desmaiados pelas ruas. Alguns também fumam. A maioria da população indígena em migração são crianças que vem junto com os pais. Tanto a Assistência Social quanto o Conselho Tutelar disseram que essa não seria responsabilidades deles, já que as crianças são indígenas e por isso deveria ser tratadas pela FUNAI ou outro órgão federal.
Entretanto, nossa equipe conversou com uma liderança indígena pataxó, que nos disse que é sim de responsabilidade do Conselho Tutelar, na falta da FUNAI na cidade em questão, ou qualquer outro órgão que faria esse papel de proteção ao indígena. A tal criança gerou uma preocupação com a migração de indígenas para nossa cidade. Ela estava com alguns ferimentos pelo corpo, com fome e com muita sede.
Estava suja, parecia que não tomava banho há dias e tinha sinais de ter feito necessidade pelo corpo. Aparentemente, tem menos de dois anos de idade. A repórter segurou a criança até a chegada do Conselho Tutelar, e a equipe do Liberdade News só saiu do local quando viu a criança dentro de um dos carros da Assistência Social, junto com o tio da criança, sendo levados para procurarem a mãe e voltarem a tribo deles.
Por: Petrina Nunes

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