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terça-feira, 5 de novembro de 2013

A fanática ditadura da educação

Ao tornar o ensino obrigatório dos 4 aos 17 anos, o Estado brasileiro estatiza as crianças e martiriza as famílias, ao obrigá-las a matricular os filhos numa escola que só tem a oferecer drogas, violência e sexo precoce

José Maria e Silva 
A partir de agora, todos os pais estão obrigados a matricular seus filhos na escola a partir dos 4 anos de idade e eles devem permanecer matriculados até os 17 anos, custe o que custar. Já está em vigor a Lei 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e regulamenta a Emenda Constitu­cional 59, de 11 de novembro de 2009, promulgada, na época, pelo então presidente do Senado, José Sarney, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Essa emenda alterou o artigo 208 da Constituição e aumentou o tempo do ensino obrigatório, que deixou de ter a duração de 9 anos (dos 6 aos 14) e passou a ser de 14 anos (dos 4 aos 17). Com isso, é provável que o Brasil tenha se tornado o País com o maior tempo de escola obrigatória em todo o mundo, superando, com folga, os países europeus, cuja escolaridade compulsória não costuma ultrapassar dez anos. É o Brasil megalomaníaco de sempre, empenhado em pôr o chapéu onde a mão não alcança.
Essa medida não poderia ser mais insana. É como se um médico, diante da dor e febre de um doente, lhe receitasse uma forte dose de paracetamol e, mesmo notando os sintomas de uma hipersensibilidade ao medicamento, reforçasse a dose, levando o paciente à morte por insuficiência renal aguda. É o que faz o Estado brasileiro ao receitar ainda mais ensino obrigatório para crianças e adolescentes, como se não fosse justamente a escola – corrompida por droga, sexo e violência – a grande responsável pela falência moral e intelectual da juventude brasileira. Basta observar o catastrófico aumento da criminalidade no País – ele acompanha de perto o aumento da escolaridade e não é por mera coincidência. Escola só educa se for com disciplina, mas como a educação brasileira baniu radicalmente qualquer forma de disciplina, as escolas públicas tornaram-se meros pontos de encontro de filhos devolutos, emancipados da autoridade paterna por um Estado ditador e prontos para ingressarem no mundo da vadiagem ou do crime.
Por influência da nefasta autoajuda marxista do pedagogo Paulo Frei­re, a educação se tornou um ver­dadeiro abracadabra no País e se atribui a ela a capacidade de curar os mais díspares problemas humanos, desde espinhela caída até a de­linquência juvenil. Um motorista anda em alta velocidade, ultrapassa o sinal vermelho e mata pessoas? Na­da de multa e cadeia – educação ne­le. Um adolescente estupra e mata uma menina durante um assalto, faltando apenas três dias para completar 18 anos, com aconteceu há alguns anos na cidade de Ani­cuns, no interior de Goiás? Nada de prisão em regime fechado – educação nele. O presidiário do se­miaberto se aproveita da infinita bondade do Estado e volta a roubar, matar, estuprar e traficar drogas? Nada de lhe aumentar drasticamente a pena – educação nele, com desconto no tempo de cadeia de­vido às horas de suposto estudo. Prova disso é que latrocidas, estupradores e homicidas seriais são chamados oficialmente pelo Es­ta­do de “reeducandos”. O conceito de educação foi completamente de­turpado e se tornou um fanatismo laico.

Na rabeira do mundo

Diante da ampliação do ensino obrigatório de 9 para 14 anos, é inevitável relembrar uma crônica do jornalista e escritor Benjamin Costallat (1897-1961) publicada em 3 de março de 1927, no “Jornal do Brasil”. A referida crônica, intitulada “Instrução”, discutia as precárias condições das escolas públicas no Rio de Janeiro, então Capital Federal, numa época em que os intelectuais começavam a se mobilizar em defesa da ex­pansão do ensino público gratuito. Em seu artigo, Benjamin Costallat descreve uma escola pública do Rio de Janeiro, em que as crianças conviviam com entulhos, animais e esgoto a céu aberto, “sem as mais  elementares regras de higiene, na promiscuidade sórdida”, como ele próprio afirma. Indignado com aquelas po­cilgas que se faziam passar por estabelecimentos de ensino, Costallat não hesitou em defender o fechamento das escolas públicas de seu tempo, afirmando que “melhor é ver aumentar o número de brasileiros analfabetos” do que ver “aumentar o nú­mero dos porcos brasileiros”.
Quase um século depois, sob a liderança dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o consórcio tucano-petista que manda nos destinos do Brasil desde 1994 optou por fazer o oposto do que preconizava Benjamin Costallat – quanto mais a escola pública se mostra falida, mais tucanos e petistas prescrevem o aumento dos dias letivos e ampliam o tempo de ensino obrigatório, reforçando a dose do veneno que está matando a juventude. No passado, a escola podia até não oferecer um ensino de qualidade ao aluno, mas ao menos não destruía a formação moral que ele trazia de casa, como ocorre hoje. O ensino público, do modo como está estruturado, deixou de ser solução para ser o principal problema.
Já escrevi isso certa vez, mas sou obrigado a repetir: se no tempo de Benjamin Costallat, a escola pública era um chiqueiro físico, hoje ela virou uma pocilga moral. Se naquele tempo os alunos refocilavam na lama, hoje a escola lhes enodoa a própria alma. Já não se trata de escolher entre o analfabeto e o porquinho: se depender do veneno da pedagogia progressista inoculado nos alunos, a escolha será entre o analfabeto funcional e o menor disfuncional, alguns deles prontos para virar bandido.
Nos testes educacionais internacionais, o Brasil disputa o último lugar com países muito mais pobres. No ano passado, por exemplo, no índice de qualidade do ensino elaborado pela empresa Pearson, o Brasil aparece em penúltimo lugar da lista, à frente apenas da Indonésia, entre os 40 países pesquisados, liderados pela Finlândia, Coreia do Sul e Hong-Kong, os três primeiros. O Brasil ficou na 39ª posição, atrás do México, Colômbia, Argentina e Chile, bem como de Portugal e Espanha, que aparecem, respectivamente, em 27º e 28º lugar. E olha que a crise do sistema de ensino português se arrasta há anos, agravada pelos problemas econômicos que o país enfrenta no contexto da União Europeia. No Pisa, teste internacional de avaliação estudantil da Organização para a Cooperação e Desen­volvimento Econômico (OCDE), o Brasil ficou em 53º lugar, numa lista de 65 países. Isso porque as escolas privadas brasileiras, mesmo contaminadas pela ideologia da inclusão e não do mérito, evitaram que o país ficasse em situação pior. Se fossem avaliadas apenas as escolas públicas, o Brasil cairia para a 60ª posição, atrás do Cazaquistão.
E não é por falta de recursos. Desde o governo Fernando Hen­rique Cardoso, os investimentos em educação no Brasil estão crescendo de modo consistente. O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que o Brasil foi o segundo país entre 35 nações analisadas que mais fez crescer o seu investimento em educação entre os anos de 2000 e 2009, perdendo apenas para a Rússia. Nesse período, somando os aportes da União, Estados e municípios, o Brasil passou a investir 5,5% do PIB em educação, um aumento de 57% em relação aos 3,5% que investia antes.
Para se ter uma ideia do que isso significa, basta observar que o PIB do Brasil em 2011 foi de R$ 4,143 trilhões, o que resulta em cerca de R$ 230 bilhões investidos em educação. Se porventura prevalecer a proposta de se investir 10% do PIB em educação, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados no final do ano passado, o investimento em educação no Brasil subiria para R$ 414 bilhões de reais anualmente. O que talvez ainda seja pouco diante do poço sem fundo que se abre com a ampliação do ensino obrigatório de 9 para absurdos 14 anos.

Doutrinação em sala de aula

Quem conhece a história da educação no País, sabe que o aluno de escola pública, hoje, é quase um privilegiado se comparado com seu congênere do passado. As escolas públicas atuais são razoavelmente estruturadas e só não são melhores porque a depredação cotidiana – protagonizada pelos próprios alunos – não deixa. Em todos os Estados, há escolas em condições precárias, especialmente no interior do Nordeste, mas, em regra, os problemas físicos não se comparam com aqueles descritos por Benjamin Costallat, na primeira metade do século, ou mesmo num passado recente, antes da Constituição de 88 e da campanha do governo Fer-nando Henrique Cardoso para colocar toda criança na escola. O governo FHC consolidou a Constituição de 88 (para o bem e para o mal) e transformou a educação num direito do aluno, começando por lhe garantir o livro didático, que pesava no bolso de seus pais. O problema é que não se exige nenhuma contrapartida dos alunos e muitos deles desperdiçam os recursos investidos na educação, fazendo valer o provérbio de que é inútil atirar pérola para porco. No Estado de São Paulo, por exemplo, onde o aluno da rede pública recebe tudo de graça, não só os livros, mas também uniforme e material escolar, não é raro, no início do mês de dezembro, esses alunos promoverem bacanais de apostilas rasgadas e jogadas em plena rua, em frente às escolas, para comemorar o fim do ano letivo.
Não adianta aumentar os dias letivos nem obrigar os alunos a passarem mais anos nas salas de aula, se a escola pública – premida pela falácia acadêmica da inclusão social – recusar-se a valorizar o mérito, separando o joio do trigo. Se o próprio Enem aprova redação de aluno que reproduz hino de clube de futebol ou transcreve receita de miojo ao discorrer sobre migração, o que se pode esperar da escola que prepara esse tipo de vestibulando? Histo­ri­ca­men­te, os exames vestibulares sem­pre exerceram uma grande in­fluência na escola básica. Durante o regime militar, quando as ciências humanas eram desprezadas e a até a escola pública cultuava a matemática, o seletivo vestibular das universidades federais é que reforçava essa tendência. Com a redemocratização e o advento do construtivismo, as ciências hu­ma­nas foram além do devido pres­tígio que mereciam e destruíram a própria lógica da educação com um subjetivismo hipertrofiado. O Enem representa o á­pi­ce dessa tendência e irá reforçá-la ainda mais, pois não passa de um descarado instrumento da doutrinação esquerdista, como mostram as análises publicadas pelo sítio “Escola Sem Partido”, idealizado e coordenado pelo jurista Miguel Nagib. O Enem não avalia o conhecimento do aluno e, sim, seu alinhamento ideológico com as teses da esquerda.

Escola deformadora

Mas se a escola pública se limitasse a formar mal o aluno, o problema não seria tão grave. No máximo, teríamos uma massa trabalhadora menos qualificada, mas que, com sua própria força de vontade e a ajuda do governo ou dos patrões, poderia recuperar, no canteiro de obras, parte do tempo perdido, por meio de cursos de capacitação. Ocorre que a escola não está apenas deixando de formar alunos – ela os está deformando intelectual e moralmente. Por isso, o escritor evangélico Júlio Severo está coberto de razão quando acusa o governo brasileiro de instituir o monopólio estatal do fracasso escolar ao fazer da matrícula na escola uma imposição ditatorial. Severo defende o direito dos pais de terem a opção de ensinar seus filhos em casa, como já fazem cerca de mil famílias em todo o País, segundo a Associação Na­cional de Educação Domiciliar.
Como observam os pais que optam pelo ensino em casa, a escola, além de não conseguir transmitir os conhecimentos básicos para o aluno, ainda se imiscui indevidamente em sua formação moral, frequentemente estimulando conflitos com os valores familiares. É o caso das aulas verdadeiramente pornográficas que estão se tornando co­muns mesmo em salas do ensino fundamental. O Minis­tério da Educação faz de tudo para obrigar alunas de 10 anos a conviver com travestis de 15 anos no banheiro feminino. Com que idoneidade moral pode exigir dos pais que entreguem seus filhos de apenas 4 anos para esse misto de boca de fumo e boate gay em que estão se transformando as escolas públicas?
Mas, ai desses pais! Melhor seria se deixassem os filhos viciarem em crack. Nesse caso teriam o apoio de todo o aparato estatal: acadêmicos, conselheiros tutelares, assistentes sociais, promotores e defensores públicos, ONGs de direitos humanos, consultórios de rua e, agora, leitos para internação no SUS ao custo de mais de R$ 4 mil por mês para cada drogado. Todavia, como esses pais e mães optaram pelo caminho mais difícil, que é assumir integralmente a paternidade e maternidade, zelando pessoalmente pela educação dos filhos, a resposta que recebem do Estado brasileiro é uma brutal perseguição, ainda que disfarçada de defesa dos direitos da criança.
Os pais que optam pelo ensino em casa enfrentam um longo calvário. São denunciados pelos conselhos tutelares e perseguidos pelo Ministério Público e pelas Varas de Infância e Juventude, que, com base no artigo 249 do nefasto Estatuto da Criança e do Adolescente, impõem a eles multas que variam de 3 a 20 salários mínimos, sem contar o risco de prisão. É como se a escola fosse um templo de desenvolvimento cognitivo e moral e não um portal de entrada para o mundo das drogas. Afinal, como insisto sempre, traficante não vicia ninguém em droga – quem geralmente in­fluen­cia o outro a usar droga é a­mi­go ou namorado e o lugar de­les costuma ser justamente a escola.
Com a ampliação do ensino obrigatório de 9 para 14 anos, isto é, dos 4 aos 17 anos, os graves problemas da escola pública vão se agravar ainda mais. Hoje, em que pese nenhum aluno poder ser expulso da rede pública de ensino, muitos menores de idade que se envolvem com o tráfico de drogas resolvem, por conta própria, abandonar a escola, pois perdem o interesse pelos estudos. A partir de agora, quando isso ocorrer, as autoridades responsáveis pela aplicação do Estatuto da Criança e do Adoles­cente irão obrigar o menor a permanecer em sala de aula até os 17 anos. E a tarefa de cumprir, na prática, essa determinação obviamente não será do juiz ou do promotor e, sim, dos pais e professores – justamente as duas classes de pessoas mais desautorizadas pelo Estado quando se trata da educação dos filhos.
O próprio Ministério da Edu­cação, por diversas vezes, deixou claro que não se importa com o que pensam as famílias a respeito da distribuição de preservativos para meninas de 10, 12 anos – vão continuar a distribuí-los de qualquer jeito. Da mesma forma, chama de reacionários os pais que reclamam de ver a filha adolescente, na aula de educação sexual, vestindo camisinha no indicador do colega, como demonstração, em vez de aprender português e matemática. E não se importam de falar de drogas pesadas para alunos nessa faixa etária valendo-se da mesma linguagem com que falam para viciados adultos. Mas, quando muitos alunos – ao verem o sexo, a droga e a violência naturalizados pela própria escola – resolvem participar ativamente desse mundo, aí a responsabilidade volta a ser dos pais. E agora, com ampliação do ensino obrigatório, também dos professores e demais alunos – obrigados a conviver com os infratores mirins até que eles completem 17 anos.
Divulgação: www.juliosevero.com

Ensinar os filhos em casa ganha força no Brasil

Mariana Della Barba

Da BBC Brasil em São Paulo
Uma nova batalha vem sendo travada dentro e especialmente fora das salas de aula do Brasil. A polêmica gira em torno da chamada educação domiciliar, em que famílias optam por ensinar seus filhos na própria casa e não na escola.
De um lado da trincheira estão pais que defendem o direito de eles próprios - e não o Estado - decidirem como e onde os filhos serão educados. Ao se dizerem insatisfeitos com o sistema educacional do país, eles mostram aprovações dos filhos em exames como o Enem para corroborar a eficácia da educação domiciliar.
No outro lado da disputa estão o governo e alguns juristas alegando que tirar uma criança da escola é ilegal, além de alguns educadores, que criticam a proposta, especialmente com argumento de que essa prática colocaria as crianças em uma bolha.
Mais sedimentado em países como os Estados Unidos, o homeschooling (como também é conhecido pela expressão em inglês) vem ganhando fôlego no Brasil. Segundo a Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), há mil famílias associadas no grupo. Mas Ricardo Iene, cofundador do órgão, calcula que, pela quantidade de e-mails que recebe, sejam mais de 2 mil famílias educando seus filhos em casa no Brasil.
O movimento também está conquistando espaço na esfera política. No próximo dia 12, haverá uma audiência pública em Brasília para discutir o tema, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Na pauta, estará também o Projeto de Lei (PL) do deputado Lincoln Portela (PR-MG), que autoriza o ensino domiciliar.
Advogados da Aned veem na própria Constituição brechas que defendem o direito da família de educar seus filhos (veja box), mas a associação acredita que uma lei específica daria mais segurança aos pais que optam por esta modalidade de ensino.

Por que em casa?

"Quando meu filho tinha 7 anos, um garoto da escola, que tinha 10 anos, batia nele e o perseguia por causa do nosso sotaque baiano", conta Ricardo Iene, cofundador da Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), que é natural da Bahia, mas mora em Belo Horizonte (MG) há cinco anos. "Também havia um garoto que ficava assediando milha filha."
Ricardo tirou os filhos Guilherme e Lorena da escola por estarem sofrendo bullying
"Fui várias vezes na escola, reclamar, conversar, tentar resolver esses problemas. Mas nunca adiantou."
O bullying foi um dos motivos que, há três anos, influenciou Ricardo a tirar da escola, Guilherme, de 13 anos, e Lorena, de 15 anos. Mas certamente não foi a única motivação. Tanto para o publicitário que vive em BH como para outros pais ouvidos pela BBC, é sempre um conjunto de fatores que o impulsionam a tomar essa decisão.
Mas um deles parece estar sempre presente: o desejo de estar mais envolvidos e presentes na criação dos filhos.
"Vemos crianças hoje em dia que entram na escola às 7 da manhã e ficam até bem depois das 17h ou 18h, porque elas ficam fazem balé, natação e várias outras atividades. Além da agenda cheia como a de um adulto dessas crianças, mal sobra tempo para o convívio familiar", diz M.L.C, mãe de 4 filhos, todos em homeschool, que não quis se identificar por temor de ser denunciada.
Ricardo também sentia falta do envolvimento de outros pais quando frequentava as reuniões na escola dos filhos, tanto das instituições públicas como das particulares. "Muitos pais nem participavam. E aí, ficava ainda mais difícil melhorar a situação da escola."
Outro ponto que impulsionou o publicitário e outras famílias a optarem pelo homeschool é o fato de não concordarem com alguns valores morais passados na escola. Ricardo diz que ele e outros associados da Aned costumam se incomodar especialmente com a abordagem de temas como sexo e homossexualidade.
Fonte: BBC
Divulgação: www.juliosevero.com

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Por que o bode é expiatório?

Blogs e Colunistas 

Fonte - http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio

bode

“Prezado Sérgio, nunca perco a sua coluna. Minha dúvida é simples: de onde vem a expressão ‘bode expiatório’?” (Alexandre Thomas)
A expressão cuja origem intriga Alexandre é empregada, como se sabe, para designar aquele que paga pelos pecados de outro, ou seja, expia-os. Nas palavras de Luís da Câmara Cascudo, em “Locuções tradicionais do Brasil”, o bode expiatório é “o grande culpado inocente, responsável pelas culpas alheias, expiando os crimes que não cometeu”.
A expressão tem origem bíblica e penetração em diversas línguas: em inglês fala-se em scapegoat; em francês, em bouc émissaire. Um sinônimo menos usado em português, registrado pelo filólogo Antenor Nascentes no seu “Tesouro da fraseologia brasileira”, é “bode emissário”.
Essa ideia de emissário nos remete à origem da expressão: no Levítico (16, 20-23), livro do Antigo Testamento, fala-se do costume arcaico de, no Yom Kipur, o dia da expiação, lançar sobre a cabeça de um bode vivo “todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todos os seus delitos e pecados”, para em seguida levar o bicho até o deserto e lá abandoná-lo para morrer.
Esse bode, chamado Azazel, era o emissário do ritual de purificação, aquele que era enviado em missão suicida para purgar os pecados de todo um povo.
*
Envie sua dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática etc. Às segundas e quintas-feiras o colunista responde ao leitor na seção Consultório. E-mail: sobrepalavras@todoprosa.com.br

Adventist Church implements assessment plan for urban mission

  Adventist Church implements assessment plan for urban mission 
 
Gary Krause, middle, is the director of the Office of Adventist Mission. In an interview, he explained the significance of a document that came out of the "It's Time" conference on urban mission. Also pictured here on the final day of the conference, on October 1, are Mike Ryan, an Adventist Church vice president, and Rick McEdward, director of the Global Mission study centers. [photo: Ansel Oliver]

Call for ramping up ministry in cities of more than 1 million people

October 25, 2013 | Silver Spring, Maryland, United States | Autor: Ansel Oliver/ANN
Seventh-day Adventist Church leaders have established a plan to encourage and assess mission to urban areas, a step that comes amid an ongoing call from the denomination’s president to conduct more ministry in large cities.

A document coming out of a five-day urban mission conference earlier this month, and approved last week by Annual Council delegates, urges world church leaders to give “higher priority” to urban mission in territories. The document specifies establishing or growing an Adventist presence and “needs-based” ministries in cities with populations of more than 1 million. It also urges greater urban mission work in all cities throughout the world.

Leaders at the mission conference cited several studies that indicate more of the world’s population now live in cities instead of rural areas, a tipping point that has been reached within the past five years. The Adventist Church has historically put more resources into rural areas, leaders said.

The document states that of the world’s 500 cities of more than 1 million in population:

• each has an average of one Adventist congregation for every 89,000 people.
• 43 don’t have an Adventist congregation.
• 45 have fewer than 10 Adventists.
• 236 are located in the 10/40 Window – a geographical rectangle in the eastern hemisphere between the 10 and 40 northern lines of latitude, where more than 60 percent of the world's population live, and a scant percentage are Christian.

“I think the conference was a wakeup call that we need to be putting more resources and prayer into our ministry in the cities,” said Gary Krause, an associate executive secretary and director of the Adventist Church’s Office of Adventist Mission. “Church leaders got a very candid glimpse of the challenge facing them in their territories.”

The plan calls for a twice-yearly reporting and assessment, as well as ongoing evaluations of goals and processes.

The document repeatedly emphasized that ministries should include three major components: wholistic, based on the ministry methods of Jesus, and ongoing strategies.

The document comes two years after Adventist Church President Ted N. C. Wilson called for increased mission in cities.

Click HERE to view the document “It’s Time: The Urgency of Urban Mission.”

Reuniões administrativas da IASD cada vez mais marcadas pela oração

Fonte - http://news.adventist.org/pt/todas-as-noticias/noticias

Reuniões administrativas da IASD cada vez mais marcadas pela oração
Annual Council delegates say Adventist leaders are increasingly turning to prayer as they go about the business of the church. Here, delegates pray for the presidents of organizations in the Adventist world church. [photo: Ansel Oliver]

Atmosfera espiritual 'perceptível ' no Concílio Anual de 2013, dizem líderes

October 29, 2013 | Silver Spring, Maryland, Estados Unidos | Autor: ANN staff
Líderes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia estão cada vez mais recorrendo à oração e ao poder divino em face do que dizem ser uma tarefa aparentemente impossível—compartilhar a mensagem de esperança da Igreja num mundo urbano, secularizado.
Mais do que nunca, disseram líderes da Igreja, estão buscando a orientação de Deus à medida que tomam decisões que irão orientar o curso da denominação no futuro. Muitos afirmaram que ficaram impressionados com o tom espiritual do Concílio Anual deste ano, uma reunião administrativa semestral realizada em meados de outubro.
"Vários [delegados] este ano contaram como foram movidos pelo espírito de unidade, o objetivo da missão e o desejo de que o Senhor mude os nossos corações e nos capacite a cumprir a missão, que é grande demais para a sabedoria, poder ou planos humanos", disse Jerry Page, secretário da Associação Ministerial da Igreja Adventista a nível mundial.
Ella Simmons, vice-presidente mundial da Igreja Adventista, disse que as atuais tendências demográficas são "preocupantes". Pesquisas indicam que a maioria da população mundial vive em cidades, em vez de áreas rurais, onde a Igreja tem historicamente focado seu alcance. Nos últimos anos, os adventistas têm redobrado esforços para ministrar para as principais cidades do mundo, mas o secularismo e a disparada de crescimento da população são desafios persistentes. Ainda assim, os líderes da Igreja dizem que mantêm a esperança. "O clima do Concílio Anual pareceu um pouco solene em sabedoria, mas acima de tudo otimista no que o Senhor pode e vai fazer através da Igreja nos próximos anos", disse Simmons.
GT Ng, secretário-executivo para a Igreja Adventista a nível mundial, observou um entusiasmo semelhante entre os delegados do Concílio Anual. Apesar dos efeitos do ‘jetlag’ sobre alguns delegados , “a ênfase mais recente em missão urbana manteve muitos líderes na beira de seus assentos. Eu acredito que tem havido uma enorme quantidade de adesões", disse Ng.
Ng também ficou impressionado com a "perceptível" ênfase espiritual que disse ter definido o Concílio Anual deste ano. "É incrível que, em meio de uma agenda de trabalho agitado, os líderes mundiais dedicaram tempo para orar e ler o Espírito de Profecia", disse ele.
Durante vários anos, o Concílio Anual têm terminado com a leitura dos escritos da co-fundadora da Igreja Adventista, Ellen G. White por 10 minutos.
Houve tempo suficiente para discussão e planejamento, também, mas os líderes dizem ter reconhecido que planejamento “não é nada sem o derramamento do Espírito Santo", admitiu Armando Miranda, um vice-presidente geral para a Igreja Adventista a nível mundial. Esse derramamento, disse Page, só vem através de "muita oração”.
Mais de uma centena de jovens adultos se apresentaram como voluntários para orar pelos delegados durante três meses antes e durante o Concílio Anual, disse Page. Numerosas outras correntes de oração surgiram, e essa somatória de orações "foi usada por Nosso Senhor para fazer este Concílio Anual diferente em termos do impacto espiritual que teve sobre todos nós”, ele aduziu

Indizível Júbilo

Ellen White

Jesus, ... em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Heb. 12:2.
"Tenho-vos dito isso", disse Cristo, "para que a Minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa." João 15:11.

Jesus via sempre diante dEle o resultado da Sua missão. Sua vida terrena, tão cheia de trabalhos e sacrifícios, era iluminada pelo pensamento de que não seria em vão todo o Seu trabalho. Dando a vida pela vida dos homens, restauraria na humanidade a imagem de Deus. E havia de nos levantar do pó, reformar o caráter segundo o modelo de Seu próprio caráter, e torná-lo belo com Sua própria glória.
Cristo viu os resultados do trabalho de Sua alma e ficou satisfeito. Olhou através da eternidade, e viu a felicidade daqueles que pela Sua humilhação haviam de receber o perdão e a vida eterna. Foi ferido pelas suas transgressões, moído pelas suas iniqüidades. O castigo que lhes havia de trazer a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras seriam sarados. Ele ouvia as exclamações de júbilo dos remidos. Ouvia os resgatados cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro. Ainda que devesse primeiro ser recebido o batismo de sangue, ainda que os pecados do mundo devessem pesar sobre a Sua alma inocente, ainda que a sombra de uma indescritível mágoa pairasse sobre Ele; por causa da alegria que O esperava, preferiu sofrer a cruz e desprezou a afronta. A Ciência do Bom Viver, pág. 504.
Com indizível amor Jesus dá as boas-vindas a Seus fiéis, para "o gozo do teu Senhor". O gozo do Salvador consiste em ver, no reino de glória, as almas que foram salvas por Sua agonia e humilhação. E os remidos serão participantes de Sua alegria, vendo eles, entre os bem-aventurados, os que foram ganhos para Cristo por meio de suas orações, trabalhos e sacrifícios de amor. Reunindo-se eles em redor do grande trono branco, indizível júbilo lhes encherá o coração. O Grande Conflito, pág. 647.
No final "verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome". Apoc. 22:4. E qual é a felicidade do Céu senão a de ver a Deus? Que maior júbilo poderá ter o pecador salvo pela graça de Cristo, do que contemplar a face de Deus, e tê-Lo por Pai? Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 265 e 266.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 314

Amor à Vida reproduz cena de culto evangélico


Fonte  - http://noticias.gospelprime.com.br

Amor à Vida reproduz cena de culto evangélico, internautas comentam

A personagem Gina foi convidada a participar de um culto e recebeu uma palavra profética do pastor.
por Leiliane Roberta Lopes



Amor à Vida reproduz cena de culto evangélico, internautas comentam Amor à Vida reproduz cena de culto evangélico
O episódio da novela “Amor à Vida” do último sábado (2) mostrou a personagem Gina (Carolina Kasting) sendo convidada por Maristela (Vera Mancini) para participar de um culto evangélico.
Maristela encontrou a cozinheira triste em um parque e resolveu fazer o convite para que ela conhecesse a nova igreja do bairro.
Gina estava desesperada pelo fim do relacionamento com o médico Herbert (José Wilker). A jovem descobriu que seu noivo foi o grande amor da vida de sua mãe e por um momento surgiu a dúvida de que ele era seu pai.
Aborrecida, ela resolveu buscar ajuda na Bíblia que recebeu de Maristela. Foi folheando o Livro que ela encontrou o Salmo 23 e passou a ter esperança.
Ao aceitar o convite para entrar no culto, Gina é surpreendida com uma palavra do pastor Efigênio (Gláucio Gomes) que faz a personagem chorar de emoção.
“Eu não sei que caminho trouxe você até aqui hoje, mas eu posso ver dor no seu rosto”, disse o pastor. “Acredite, eu também passei por caminhos espinhosos até chegar aqui, mas eu encontrei a paz de Cristo.”
Efigênio pede o hino 107 da Harpa Cristã e a igreja canta desejando que Gina receba a Cristo.

Internautas opinam sobre a cena

Muitos internautas evangélicos comentaram sobre a cena, alguns comemoram a pregação em horário nobre, outros acharam que a novela estava zombando da Palavra de Deus.
“Tenso. Novela da Globo só poderia mesmo produzir uma cena deprimente dessas…”, escreveu o evangélico André Neves.
O tuiteiro Roger Bhecker gostou e deu sua opinião no microblog: “Achei linda a cena da novela Amor à vida, que mostrava uma personagem em um ‘culto evangélico’.”
A assessoria de imprensa do deputado pastor Marco Feliciano postou o vídeo do episódio no Facebook e pediu a opinião dos seguidores. Mais uma vez houve críticas e elogios à produção.
“Sou evangélica e gostei muito da cena, uma reprodução perfeita de um culto evangélico”, escreveu Lia Targino que afirmou ser telespectadora de “Amor à Vida”.
Dalila Gonçalves Carvalho é contra, e acredita que “estão zombando dos crentes” ao colocar personagens e até mesmo um culto na trama.
Já Alex Sandro diz não se importar se o motivo é zombar ou não os evangélicos. “Se estão zombando ou não, o importante é que a palavra foi pregada. Fato é que quando Deus manda, até o diabo obedece”.

domingo, 3 de novembro de 2013

Lanna e Rosania: Alices no país das maravilhas

 
O mundo esta virando mesmo uma Sodoma, provavelmente pior. Homens casando com homens, mulheres com mulheres. Se a 20 anos, alguém falasse que isso aconteceria um dia, seria chamado de louco. hoje acontece até com quem se autointitula pastores e pastoras.  Com um misto de tristeza e ao mesmo tempo, alegria que publico essa matéria da "Folha de São Paulo"

Tristeza por ver quanto está desgastado o glorioso nome evangélico. Virou motivo de piada, Ninguém mais acredita em quem se diz evangélico. 

E me sinto alegre, por que Jesus disse que "ao começarem essas coisas, a acontecer, levantai as vossas cabeças pois o fim está próximo"

Gloria a Deus, Jesus está voltando!

Veja a matéria a seguir

Digo Sim

Por Chico Felitti

Perfil Chico Felitti descreve o caminho entre 2 estranhos se conhecerem e um casal subir ao altar.
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Lanna e Rosania: Alices no país das maravilhas

 

O casal em 2011, quando as duas fundaram a igreja, em retrato de Eduardo Anizelli

O pedido já estava fazendo bodas de cobre: faz dez anos que Lanna Holder, 38, perguntou se Rosania Rocha, 40, se casaria com ela. É que à época a lei brasileira não deixava pessoas do mesmo sexo se casarem e as duas faziam parte de uma igreja que nada simpatizava com a ideia.
Mas agora sai. Em 19 de dezembro as duas pastoras que fundaram a igreja evangélica Comunidade Cidade de Refúgio, no centro de São Paulo, sobem ao altar.
Em grande estilo: elas vão se casar num bufê em formato de castelo em Mauá, cidade no interior de São Paulo. “Minha mulher é uma rainha, então nada mais adequado”, justifica Lanna, que teve a ideia de cenário quando voltava do aeroporto e viu um outdoor perguntando “Você já pensou em se casar num castelo?”. Ela levou como um sinal. E essa história é cheia deles.
Rosania, à esquerda, e Lanna, em foto feita para ensaio de casamento
A começar pelo momento em que as duas se viram pela primeira vez. Rosania era uma cantora gospel radicada nos EUA que se vestia com roupas descoladas e não tinha medo de maquiagem. Já Lanna era uma missionária em ascenção no Brasil que foi convidada a propagar sua fé em solo americano. “Ela chegou com uma saia rodada, jeans, e um cabelão preso no coque. Achei estranho”, diz Rosania, “mas senti vontade de me aproximar”.
A vontade se concretizou e as duas ficaram amigas. “Ensinei ela a usar um pouco de maquiagem, usar uns terninhos em vez das roupas muito conservadoras de então”, diz Rosania, que era casada, tinha um filho e nunca se sentira atraída por outra mulher.
Já Lanna sabia bem o que sentia. “Sempre tive esse desejo, e tentava lutar contra. Por isso, tinha um discurso ainda mais anti-gay do que o Silas Malafaia tem hoje em dia.”
A atração pela amiga venceu. Seis meses depois de se conhecerem, durante uma viagem a Nova York, Lanna aproveitou que as irmãs de igreja estavam dormindo ou no banho e roubou uma bitoca de Rosania.

Rosania se casará com um vestido de luxo, enquanto Lanna optará “por algo simples, sem ser masculinizado” 
E começou um namoro escondido e cheio de culpa. “Era duro. Pedíamos para Deus nos matar durante esse período”, diz Rosania. Não matou. Então as duas acharam por bem se sentarem com os dois maridos e, juntas, pôr às claras o que acontecia. Três meses depois, Lanna estava divorciada.
Já Rosania lutou para salvar seu matrimônio. “Passamos quatro meses em batalha contra nosso amor”, conta ela. Durante esse período, chegaram a ficar nove meses sem se falar.
O silêncio foi rompido por uma notícia triste: Lanna havia sofrido um acidente de carro e estava na UTI, com quatro costelas quebradas e um coração que mal batia. “Foi nessa hora que me dei conta: o que seria de mim se perdesse ela?”, lembra Rosania, que passou a fazer visitas contra os conselhos dos pares da igreja. “Eles diziam que o acidente tinha sido providência divina, que cada vez que eu fosse vê-la ela ia piorar um pouco, até morrer.”
“Diziam que o acidente era a providência de Deus, para mostrar que estávamos errando. Mas Ele falou comigo, para eu ir. E eu ia”, relembra Rosania. “E a cada vez que ela ia, eu melhorava”, diz Lanna.
Decidiram ficar juntas de vez quando Lanna recebeu alta, mesmo que isso significasse se afastar da igreja. “A gente só se aproximou mais e mais.”
Durante o namoro, outro sinal brilhou. Um dia, conversando, Rosania disse que adorava margaridas. Na mesma semana, as duas viajavam por uma auto-estrada quando Lanna Viu um campo de margaridas sobre o morro, no acostamento. Parou o carro sem pensar duas vezes, subiu a ladeira e voltou com os braços cheios de margaridas, que entregou de joelhos. “Foi o começo do pedido”, diz.
A proposta em si foi durante uma conversa séria sobre como havia impedimentos ao amor. “Perguntei se ela queria superar todas elas comigo”, diz Lanna. A resposta foi sim.
O castelo em Mauá (SP) onde as pastoras se casarão em 19 de dezembro
Desde então, tornaram ao Brasil e construíram sua própria igreja, que chega em 2014 ao quarto templo. “É uma igreja para Jesus, não só para gays”, explica Lanna. Têm hoje 500 seguidores e celebraram mais de dez casamentos homossexuais de maio para cá.

E como duas pastoras com o dom da oratória definiriam seu amor? “É sair do preto e branco e ir para o colorido, como a Alice no país das maravilhas, sabe?”, diz Lanna. Uma terceira pastora amiga casa as duas em 19 de dezembro, com 500 membros da comunidade assistindo.
A lua de mel será em Paris, como previu um outro sinal, diz Lanna: “Fui convidada a ministrar na França uns anos atrás. Comprei uma torre Eiffel de cristal e dei para ela, com a promessa de que iríamos juntas depois de nos casar, o que era impossível na época. Foi um ato profético”. Felicidade às noivas.

TERRÍVEL DENÚNCIA SOBRE A QUADRILHA PETISTA!

Essa não é exatamente a linha editorial desse blog, pois o nosso foco é religião e notícias da igreja ou mesmo notícias de fatos cotidianos da cidade. Porém senti o desejo de publicar essa matéria do Blog do Ciro, e também na Folha de são Paulo. Por ser algo sério e que em parte a maioria do Brasil já desconfiava

Quem desejar confirmar as fonte, vejam os Links
http://cironovaesfernandes.blogspot.com.br
http://comentarios1.folha.com.br/comentarios/5920693?skin=colunistas

TERRÍVEL DENÚNCIA SOBRE A QUADRILHA PETISTA!



Vale a pena ler e conhecer um pouco mais dessa quadrilha que delapida as riquezas do BRASIL custe o que custar!

“O Prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, que também era meu amigo, foi morto a mando do Lula, da cúpula do PT (Zé Dirceu e Genoino) e da "Máfia de Ribeirão Preto" (comandada pelo Antonio Palocci).”


ex-petista vomita os podres do lula
O Último Apelo aos Brasileiros Honestos e de Bom Senso


"Se vocês, como eu, se consideram cidadãos brasileiros, são trabalhadores e ainda acreditam que o Brasil pode dar certo, peço alguns minutos de sua atenção para a leitura destas linhas, pois eleição é coisa muito séria!

Sou jornalista há 31 anos, fui militante do PT por 15 anos consecutivos e atuei junto ao Diretório Nacional do PT com sede na cidade de São Paulo. Por esses motivos conheci e convivi pessoalmente com o Presidente Lula. Votei no Lula em todas as eleições das quais ele participou. O Lula era tido por mim como um grande amigo e camarada, até o dia em que ele saiu da oposição e começou a governar.

Todos os princípios e idéias que compartilhávamos pelos quais lutávamos foram traídos e abandonados pelo meu "EX-GRANDE AMIGO" LULA.

Então aqui vão minhas justificativas:

O Prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, que também era meu amigo, foi morto a mando do Lula, da cúpula do PT (Zé Dirceu e Genoino) e da "Máfia de Ribeirão Preto" (comandada pelo Antonio Palocci).

Celso Daniel era muito teimoso e gostava de fazer as coisas do jeito dele, o que desagradava aos dirigentes do nosso partido (PT). Quando o Celso Daniel interviu no funcionamento da "Máfia dos Transportes de Santo André", que era controlada pela cúpula Petista, minguou o dinheiro que era desviado para o PT e que era uma das maiores fontes utilizadas para financiar as campanhas; esse dinheiro ia para as mãos do grande coordenador de campanhas do PT, o ex-Ministro Antonio Palocci junto com Ze Dirceu.

Celso Daniel atrapalhou os planos do PT e pagou com a própria vida por esse "erro". O Toninho do PT, de Campinas, também pagou com a vida por se insubordinar ao Lula e ao Zé Dirceu.
Quando estava à frente da Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy armou o esquema de contratações de empreiteiras para fazer coleta de lixo sem realizar licitação. Os donos das empreiteiras beneficiadas eram todos amigos da família de Marta e foram todos doadores da campanha dela.

Além disso, cada empreiteira tinha que pagar uma quantia mensal para poder continuar trabalhando, sendo que os valores arrecadados eram desviados para "financiar campanhas" e, como Lula sempre dizia com certo sarcasmo: ..."A Marta é rica e não precisa desse dinheiro, vamos usar essas (notas) aqui para outros fins mais agradáveis ao nosso bolso"...

Os juros são um assunto que dá arrepios. NOSSA TAXA DE JUROS REAIS É A MAIS ALTA DO MUNDO! Até o FMI e as Agências de Classificação de Risco Internacionais sinalizaram que o governo brasileiro poderia abaixar os juros mais drasticamente e diminuir o superávit primário (o dinheiro reservado para pagar a Divida Externa). Mas meu ex-amigo Lula preferiu manter os juros altos e aumentar o superávit primário, estrangulando a economia brasileira, que por isso praticamente não cresceu durante todo o governo (enquanto os outros países em desenvolvimento cresceram 6% ao ano, em média, o Brasil cresceu 2%).

Assim, as indústrias não cresceram e tiveram que demitir empregados, a agricultura que vinha bem ao longo dos últimos 12 anos ajudando o país a fechar as contas "no azul", também entrou em colapso, e hoje o setor está amplamente endividado, desde os pequenos até os grandes produtores. O custo de vida aumentou. Os impostos aumentaram. As tarifas públicas aumentaram. Com a estagnação e o desemprego, a marginalidade explodiu em todos os grandes centros urbanos.
E os bancos? Bem, os bancos brasileiros tiveram os maiores lucros da história do Brasil por quatro anos seguidos (durante todo o governo Lula), e as ações dos três maiores bancos privados do Brasil (Bradesco, Itaú e Unibanco) valorizaram-se mais do que as do CitiGroup, que é a maior instituição financeira do mundo, com sede em Nova York, nos E.U.A., e mais do que as ações do Banco Santander, que é o maior banco da Europa da "Zona do Euro". COM LULA NO GOVERNO, O BRASIL SE TORNOU O PARAÍSO Nº1 DO CAPITAL FINANCEIRO ESPECULATIVO INTERNACIONAL!

Enquanto milhares de brasileiros passam fome e não têm emprego, e a frota de ônibus dos nossos grandes centros urbanos está sucateada, Lula mandou o BNDES dar dinheiro ao ditador cubano Fidel Castro para a compra de milhares de ônibus novos produzidos na China para eles!

Todos sabemos que nunca mais veremos a cor desse dinheiro e que ele poderia ter sido muito melhor utilizado no financiamento de ônibus para as cidades daqui no Brasil (afinal, o dinheiro é NOSSO), comprando veículos produzidos aqui mesmo, ativando a indústria automobilística nacional (talvez assim não haveria aqui milhares de metalúrgicos sendo demitidos todos os dias), gerando crescimento, emprego e renda, que é o que o povo precisa!

Mas Lula está enganando o povo com uma esmola chamada Bolsa Família, que não chega à maior parte dos brasileiros necessitados, ficando nas mãos de intermediários corruptos!

Lula fez também o BNDES dar dinheiro ao Hugo Chávez da Venezuela, que por sua vez está nadando em dólares que ele obtém vendendo petróleo aos Estados Unidos. Nós tambem nunca mais veremos esse dinheiro...

E Lula mandou o BNDES dar dinheiro a Evo Morales da Bolívia, que todos sabem que é um narcotraficante, e que por sua vez roubou a nossa Petrobras (que havia investido mais de 1 bilhão de dólares do dinheiro dos brasileiros naquele país). Evo Morales deu a nossa Petrobras que está na Bolívia de presente a Hugo Chávez e ainda subiu o preço do gás vendido a nós brasileiros.

Ele fez isso em uma reunião a portas fechadas que os dois tiveram com o cubano Fidel Castro. Evo Morales, Hugo Chávez e Fidel Castro colocaram a nação brasileira de joelhos, e Lula com o Chanceler Celso Amorim. PANACAS, ainda disseram que eles tem o direito de fazer isso!

Esta é liderança de Lula na América do Sul: Lula dá o dinheiro e o patrimônio do povo brasileiro a esses três ladrões, e os três riem e chutam o traseiro de LULA e do povo brasileiro! Mas o que mais me decepcionou foi descobrir que o meu ex-partido, o PT, TEM LIGAÇÕES íntimas COM as "GUERRILHAS e os TRAFICANTES de DROGAS" da Colômbia, do Peru e da Bolívia, e que o PT TEM LIGAÇÕES COM o TRÁFICO de ARMAS e com o CRIME ORGANIZADO do Brasil!

Lula e o PT têm vínculos intimos com os atentados violentos perpetrados pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no Estado de São Paulo. Eu sei porque fui informado por ex-companheiros de partido e tambem porque as táticas utilizadas pelo PCC são típicas de guerrilha urbana, exatamente iguais às táticas que o Zé Dirceu e Zé Genoino aprenderam em Cuba, e que eles nos ensinavam nos idos dos anos 80 em algumas fazendas de "amigos do PT", época essa em que ainda acreditávamos que devíamos fazer guerrilha.

Agora meu ex-amigo Lula e meu ex-partido PT estão às voltas com um dossiê falsificado e encomendado de última hora a algumas facções criminosas que têm ligação com o partido!

Quando eu estava lá no PT com Lula, Zé Dirceu, Genoino, Aloísio Mercadante, Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Erundina, Mentor, Antonio Palocci, Delúbio Soares, Ricardo Berzoini e tantos outros, eu ouvia que devíamos fazer tudo para conquistar e manter o poder, mas eu não imaginava que esse "tudo" incluía roubo, seqüestro, assassinato, dilapidação do patrimônio público, enriquecimento ilícito, envio de dólares para o Caribe e para a Suíça, formação de quadrilha, tráfico de armas e de drogas e tudo o mais que Lula e o PT vêm fazendo nos últimos quatro anos!!!

Por isso tudo (e por muitas outras coisas que não posso nem vou aqui mencionar) e porque OS CONHEÇO MUITO BEM..... volto a pedir:

NÃO VOTEM NO LULA! NÃO VOTEM NO PT! O PT SE TRANFORMOU NUMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA! LULA SE TRANSFORMOU NUM CRIMINOSO SEM LIMITES!!!

ENVIEM, PELO AMOR QUE TEMOS PELO BRASIL, ESTA MENSAGEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL! SALVEM O NOSSO BRASIL!!!"

José Guimarães dos Santos Silva - Jornalista e Ex-Petista
EDSON F. NASCIMENTO - RIBEIRÃO PRETO-SP
PSIQUIATRA E PSICOTERAPEUTA - CRM/SP -----

Boas-Vindas à Cidade de Deus

Ellen White

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor. Mat. 25:23.

Com indizível amor Jesus dá as boas-vindas a Seus fiéis, para "o gozo do teu Senhor". O gozo do Salvador consiste em ver, no reino de glória, as almas que foram salvas por Sua agonia e humilhação. E os remidos serão participantes de Sua alegria, vendo eles, entre os bem-aventurados, os que foram ganhos para Cristo por meio de suas orações, trabalhos e sacrifícios de amor. Reunindo-se eles em redor do grande trono branco, indizível júbilo lhes encherá o coração ao contemplarem os que ganharam para Cristo, e verem que um ganhou a outros, e estes ainda outros, todos trazidos para o porto de descanso, para ali deporem sua coroa aos pés de Jesus e louvá-Lo pelos séculos intérminos da eternidade.
Ao serem os resgatados recebidos na cidade de Deus, ecoa nos ares um exultante clamor de adoração. Os dois Adões estão prestes a encontrar-se. O Filho de Deus Se acha em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça - o ser que Ele criou e que pecou contra o seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao divisar Adão os sinais dos cruéis cravos, ele não cai ao peito de seu Senhor, mas lança-se em humilhação a Seus pés, exclamando: "Digno é o Cordeiro, que foi morto." Apoc. 5:12. Com ternura o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, havia tanto, fora exilado.
Depois de sua expulsão do Éden, a vida de Adão na Terra foi cheia de tristeza. Cada folha a murchar, cada vítima do sacrifício, cada mancha na bela face da natureza, cada mácula na pureza do homem, era uma nova lembrança de seu pecado. ... Com paciente humildade, suportou durante quase mil anos a pena da transgressão. Sinceramente se arrependeu de seu pecado, confiando nos méritos do Salvador prometido, e morreu na esperança de uma ressurreição. O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio. O Grande Conflito, págs. 647 e 648.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 312

sábado, 2 de novembro de 2013

Com Nossos Anjos da Guarda

Ellen White

Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Sal. 91:11.

Não compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes. Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas trevas da noite. Têm impedido aos intentos do espoliador e desviado os golpes do destruidor.
Embora os governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido seus apelos. Nos conselhos e cortes de justiça, mensageiros celestiais têm pleiteado a causa dos perseguidos e oprimidos. Têm eles combatido propósitos e detido males que teriam acarretado ruína e sofrimento aos filhos de Deus. Tudo isto se desdobrará ao estudante na escola celestial.
Todo remido compreenderá a atuação dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi o seu guardador desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que o protegeu no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em favor da humanidade. Educação, págs. 304 e 305.
Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua sorte na vida, pode ter a companhia que preferir. Nas suas páginas pode entreter conversa com o que há de mais nobre e melhor do ser humano, e ouvir a voz do Eterno, ao falar Ele com os homens. Ao estudar e meditar os temas, para os quais "os anjos desejam bem atentar" (I Ped. 1:12), pode ter a companhia destes. Educação, pág. 127.

Maranata, O Senhor Ve, - MM 1977 Pag. 312

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lição 6 - O Dia da Expiação


2 a 9 de novembro





Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jo 12, 13



VERSO PARA MEMORIZAR:

"Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade e Te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Mq 7:18, 19).



Leituras da Semana:


O Dia da Expiação, ou Yom Kippur, conforme revelado em Levítico 16, é o ritual mais solene do Antigo Testamento. Ele foi intencionalmente colocado no centro do livro de Levítico, que está no centro dos cinco livros de Moisés, para ilustrar o "santíssimo" caráter desse ritual. Mencionado também como o sábado dos sábados (Lv 16:31, International Standard Version), o dia requeria a cessação de todo trabalho, o que é único para um festival israelita anual. Esse fato coloca esse dia justamente dentro do conceito do sábado, um tempo para descansar no que Deus, como Criador e Redentor, fez (e fará) por nós.

Nesta semana, estudaremos o que acontecia no Dia da Expiação no santuário terrestre, especificamente os rituais com os dois bodes, que nos ajudam a entender melhor verdades mais profundas a respeito da salvação e eliminação final do pecado.







Domingo

Ano Bíblico: Jo 14, 15



A purificação anual


1. Leia Levítico 16:16, 30. O que era purificado no Dia da Expiação?

Ao longo do ano, todos os tipos de pecados e impurezas rituais eram transferidos para o santuário. O Dia da Expiação era o tempo para sua remoção. Havia três partes principais no Dia da Expiação:

1. A oferta da purificação pelo sacerdote. O sumo sacerdote sacrificava um novilho por seus pecados, certificando-se de que ele (o sacerdote) estaria puro ao entrar no santuário e realizar o ritual para purificá-lo.

2. A oferta de purificação do bode "para o Senhor" (Lv 16:8). Durante o ano, as ofertas de purificação levavam todos os pecados dos israelitas para o santuário. O Dia da Expiação era o momento de remover esses pecados do santuário. Esse processo era feito mediante o sangue do bode "para o Senhor".

3. O ritual da eliminação com o bode vivo para Azazel. Deus queria afastar os pecados de Seu povo para longe do santuário e do acampamento. Portanto, outro bode vivo era enviado ao deserto.

2. Leia Levítico 16:15. O que acontecia com o bode mencionado nesse texto, e o que ele simbolizava?

Visto que não havia confissão do pecado nem imposição de mãos envolvidas com o bode para o Senhor, seu sangue não era portador de pecado. Assim, ele não contaminava, mas, em vez disso, purificava. O efeito é claramente descrito nos versos 16 e 20. O sumo sacerdote fazia expiação com o sangue do bode do Senhor, purificando todo o santuário. O mesmo procedimento também efetuava a purificação do povo para que, quando o santuário fosse purificado de todos os pecados das pessoas, elas também fossem purificadas. Nesse sentido, o Dia da Expiação era único, pois somente nesse dia tanto o santuário quanto o povo eram purificados.

O Dia da Expiação era a segunda etapa de uma expiação em duas fases. Na primeira fase, durante o ano, os israelitas eram perdoados. Seus pecados não eram apagados, mas confiados ao próprio Deus, que havia prometido cuidar deles. A segunda fase não se relacionava tanto com o perdão, porque as pessoas já estavam perdoadas. Na verdade, o verbo "perdoar" não ocorre em Levítico 16 nem em Levítico 23:27-32. Isso nos mostra que o plano da salvação lida com algo mais do que apenas o perdão dos nossos pecados, um ponto que tem ainda mais sentido quando compreendido no contexto mais amplo do grande conflito.







Segunda

Ano Bíblico: Jo 16–18



Além do perdão


3. Leia Levítico 16:32-34. Qual era a principal tarefa do sumo sacerdote no Dia da Expiação?

A principal função do sumo sacerdote era a de servir de mediador entre Deus e a humanidade. Sua tarefa no Dia da Expiação era imensa. Administrava o sistema do Santuário e realizava diversos rituais de sacrifícios e ofertas (Hb 8:3). Ele realizava quase todos os rituais, exceto o de levar o bode para Azazel ao deserto, embora ele desse a ordem para fazer isso.

No Dia da Expiação, o "grande" sacerdote, como ele também era chamado, se tornava um exemplo vivo de Cristo. Assim como a atenção do povo de Deus se voltava para o sumo sacerdote, Jesus é o centro exclusivo de nossa atenção. Como as atividades do sumo sacerdote na Terra traziam purificação para as pessoas, igualmente a obra de Jesus no santuário celestial faz o mesmo por nós (Rm 8:34; 1Jo 1:9). Assim como no Dia da Expiação a única esperança do povo estava no sumo sacerdote, nossa única esperança está em Cristo.

"O sangue de Cristo, embora devesse livrar da condenação da lei o pecador arrependido, não cancelaria o pecado; este ficaria registrado no santuário até a expiação final; assim, no cerimonial típico, o sangue da oferta pelo pecado removia do penitente o pecado, mas este permanecia no santuário até o dia da expiação" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 357).

De acordo com Levítico 16:16-20, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo e o purificava das impurezas rituais, transgressões e pecados. Então, ele transferia todas as iniquidades, transgressões e pecados de Israel para o bode vivo e os enviava, por meio do bode, para o deserto. Assim, todas as falhas morais de Israel eram removidas, o que alcançava o único objetivo do Dia da Expiação: a purificação moral que ia além do perdão. Não era necessário um novo perdão nesse dia. Deus já havia perdoado seus pecados.

Enquanto lutamos para abandonar os pecados, como podemos aprender a depender totalmente dos méritos de Cristo como nossa única esperança de salvação?






Terça

Ano Bíblico: Jo 19–21



Azazel


4. Leia Levítico 16:20-22. O que acontecia com o bode vivo?

O ritual com o bode vivo não era uma oferta. Depois que a sorte era lançada para decidir qual dos dois bodes seria para o Senhor e qual seria para Azazel (bode emissário; em inglês, o termo muitas vezes é traduzido como scapegoat [bode expiatório]), apenas o bode para o Senhor é mencionado como oferta de purificação (v. 9, 15). Por outro lado, o bode para Azazel é chamado de "bode vivo". Ele não era morto, provavelmente para evitar qualquer ideia de que o ritual constituísse um sacrifício. O bode vivo entrava em ação somente depois que o sumo sacerdote terminava a expiação de todo o santuário (v. 20). Este ponto deve ser enfatizado: o ritual que se seguia com o bode vivo não tinha nada a ver com a efetiva purificação do santuário ou do povo. Eles já tinham sido purificados.

Quem ou o que é Azazel? Os antigos intérpretes judeus identificavam Azazel como o anjo caído, principal originador do mal e líder dos anjos maus. Nós o conhecemos como símbolo do próprio Lúcifer.

O ritual com o bode vivo era um rito de eliminação que realizava a remoção final dos pecados, que seriam colocados sobre o seu originador e depois retirados do povo para sempre. A "expiação" era feita sobre ele no sentido punitivo
(Lv 16:10), visto que o bode suportava a responsabilidade final pelo pecado.

Então Satanás desempenha um papel em nossa salvação, como alguns falsamente acusam que ensinamos? Claro que não! Satanás nunca, de nenhuma forma, carrega o pecado por nós como substituto. Só Jesus fez isso, e é uma blasfêmia pensar que Satanás tivesse alguma parte em nossa redenção.

O ritual com o bode vivo encontra paralelo na lei da testemunha falsa (Dt 19:16-21). O acusador e o acusado se apresentavam diante do Senhor, representado pelos sacerdotes e juízes. Era realizada uma investigação e, se fosse comprovado que o acusador era uma testemunha falsa, ele devia receber a punição que pretendia para o inocente (por exemplo, o perverso Hamã que levantou uma forca para o leal Mordecai).

Graças a Deus por Seu misericordioso perdão e pelo fato de que Ele não mais Se lembrará dos nossos pecados (Jr 31:34). Como podemos aprender a nos esquecermos dos nossos pecados, uma vez que eles estão perdoados? Por que é tão importante fazer isso?







Quarta

Ano Bíblico: At 1–3




No Dia da Expiação


"Em tais condições, no ministério do tabernáculo e do templo que mais tarde tomou seu lugar, ensinava-se ao povo cada dia as grandes verdades relativas à morte e ministério de Cristo e, uma vez ao ano, sua mente era transportada para os acontecimentos finais do grande conflito entre Cristo e Satanás, e para a final purificação do Universo, de pecado e pecadores" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 358).

5. Leia Levítico 16:29-31 e 23:27-32. O que Deus esperava que os israelitas fizessem no Yom Kippur (Dia da Expiação)? Como esses princípios se aplicam a nós, que vivemos no antitípico "Dia da Expiação"?

Se alguém no antigo Israel não seguisse essas instruções, devia ser eliminado e destruído (Lv 23:29, 30). O Dia da Expiação realmente significava nada menos do que vida e morte. Ele exigia completa lealdade para com Deus.

Imagine que alguém tivesse confessado seus pecados durante a primeira fase da expiação ao longo do ano, ou seja, por meio dos sacrifícios diários, mas não levasse a sério o Dia da Expiação. Por seu desrespeito ao que Deus desejava demonstrar nesse dia, essa pessoa teria demonstrado sua deslealdade para com o Senhor.

Isso significa que uma pessoa que professa fé em Deus ainda pode perder a salvação. Como adventistas do sétimo dia, não acreditamos na expressão "uma vez salvo, salvo para sempre", porque a Bíblia não ensina isso. Estamos seguros em Cristo apenas enquanto vivemos pela fé e nos entregamos a Ele, clamando por Seu poder para a vitória, quando tentados, e Seu perdão, quando caímos.

6. Leia Mateus 18:23-35. Que lição devemos tirar dessa parábola?






Quinta

Ano Bíblico: At 4–6



O Yom Kippur de Isaías


Em Isaías 6:1-6, o profeta viu o Rei celestial sentado em um "alto e sublime" trono no templo. A visão é uma cena de juízo que apresenta Deus como vindo para o julgamento (Is 5:16). Isaías viu o verdadeiro Rei, identificado no Evangelho de João como Jesus Cristo (Jo 12:41).

Embora Isaías fosse profeta de Deus e chamasse as pessoas ao arrependimento, entendia que, na presença de Deus, ele estava perdido. Confrontado com a santidade e glória de Deus, Isaías percebeu sua própria pecaminosidade e também a impureza de seu povo. Santidade e pecado são incompatíveis. Como Isaías, precisamos chegar à conclusão de que não podemos passar pelo juízo divino confiando em nós mesmos. Nossa única esperança é ter um Substituto.

7. Que paralelos para o Dia da Expiação aparecem em Isaías 6:1-6?

A combinação de um templo cheio de fumaça, um altar, julgamento e expiação para o pecado e a impureza, lembra claramente o Dia da Expiação. Isaías experimentou seu próprio "Dia da Expiação", por assim dizer.

Atuando como sacerdote, um serafim (que literalmente significa "aquele que arde") tomou uma brasa viva do altar, o que pressupõe algum tipo de oferta, para remover o pecado do profeta. Essa é uma imagem apropriada para a purificação do pecado, que é possível mediante o sacrifício de Jesus e Seu ministério de mediação sacerdotal. Isaías reconheceu isso como um ritual de purificação e se manteve quieto enquanto a brasa tocava seus lábios. Assim a sua "iniquidade foi tirada" e seu pecado perdoado (Is 6:7). A voz passiva no verso 7 mostra que o perdão é concedido por Aquele que está sentado no trono. O Juiz também é o Salvador.

A divina obra de purificação nos leva do "ai de mim!" para "eis-me aqui, envia-­me a mim". Compreender a obra celestial no Dia da Expiação leva à disposição para a proclamação, porque um verdadeiro entendimento conduz à segurança e certeza. A razão disso é sabermos que, no juízo, temos um Substituto, Jesus Cristo, cuja justiça (simbolizada pelo sangue) nos permitirá ficar sem medo da condenação (Rm 8:1). Gratidão motiva a missão. Pecadores absolvidos são os melhores embaixadores de Deus (2Co 5:18-20), porque eles sabem que Deus os libertou.






Sexta

Ano Bíblico: At 7–9



Estudo adicional


"Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimônia do Dia da Expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era, então, apresentado vivo perante o Senhor; e na presença da congregação o sumo sacerdote confessava sobre ele "todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados", pondo-os sobre a cabeça do bode (Lv 16:21, RC). Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e da multidão dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus. Ele será declarado culpado de todo o mal que os fez cometer" (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 658).


Perguntas para reflexão

1. Por que a compreensão do plano da salvação seria incompleta se deixasse de fora, ou minimizasse, a obra de Cristo como Sumo Sacerdote? O que o santuário nos ensina sobre a importância da obra de intercessão no santuário para o plano da salvação? A maior parte do livro de Hebreus é dedicada à obra de Cristo no santuário celestial. Em vista disso, qual é a importância dessa obra?

2. Alguém escreveu que a obra de Cristo, desde Sua morte até Seu ministério no santuário celestial, é simplesmente parte do "método planejado por Deus" para lidar com o problema do pecado de uma forma que ajude a responder a todas as perguntas acerca de Sua justiça, honestidade e amor. Pense nas implicações desse conceito, especialmente à luz do grande conflito e o que ele ensina sobre as grandes questões envolvidas na tragédia do pecado.

3. Muitos adventistas do sétimo dia foram ensinados sobre o Dia da Expiação de uma forma que os deixou sem a certeza da salvação. Tal visão vem da falsa compreensão do propósito do Dia da Expiação. O que significa a palavra "expiação"? Como é alcançada? Quem faz a obra de expiação? Como ela é realizada? Como as respostas a essas perguntas nos ajudam a entender por que o Dia da Expiação é realmente uma boa notícia?


Respostas sugestivas: 1. No Dia da Expiação, eram purificados o santuário e a congregação. 2. O bode era imolado, como símbolo do sacrifício de Cristo em favor do pecador. 3. A principal tarefa do sacerdote era interceder em favor do povo diante de Deus. No Dia da Expiação, sua tarefa principal era fazer expiação pelo santuário e por todo o povo. 4. Os pecados do povo eram colocados sobre esse bode, que era levado ao deserto, onde morria solitário. 5. O povo devia recolher-se espiritualmente, humilhar-se, confessar e abandonar seus pecados. Hoje, Deus requer de nós que façamos o mesmo. 6. Devemos perdoar nosso ofensor, assim como somos perdoados por Deus. 7. No cenário da visão de Isaías, há um templo cheio de fumaça, um altar e uma cena de julgamento. Da parte do profeta, há reconhecimento e confissão de sua impureza e a consequente remoção dela.

O Cativeiro de Satanás e seus Anjos

Ellen White

E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, Ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.  Jud. 6.

A Terra tinha a aparência de um deserto solitário. Cidades e vilas, derrubadas pelo terremoto, jaziam em montões. Montanhas tinham sido removidas de seus lugares, deixando grandes cavernas. Enormes pedras, lançadas pelo mar, ou arrancadas da própria terra, estavam espalhadas por toda a sua superfície. Grandes árvores tinham sido desarraigadas, e se espalhavam pela terra. Aqui deve ser a morada de Satanás com seus anjos maus, durante mil anos. Aqui estará ele circunscrito, para errar para cá e acolá, sobre a revolvida superfície da Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante mil anos, ele poderá consumir o fruto da maldição, que ele determinou. Restrito apenas à Terra, Satanás não terá o privilégio de percorrer outros planetas para tentar e molestar os que não caíram. Durante esse tempo, Satanás sofre extremamente. Desde a queda, suas más características têm estado em constante exercício. Mas deve ele então ser despojado de seu poder e deixado a refletir na parte que desempenhou desde sua queda, e aguardar com tremor e terror o terrível futuro, em que deverá sofrer por todo o mal que perpetrou, e ser castigado por todos os pecados que fez com que fossem cometidos.
Ouvi aclamações de vitória dos anjos e dos santos remidos, ressoando como dez milhares de instrumentos musicais, porque não mais deveriam ser molestados e tentados por Satanás, e porque os habitantes de outros mundos estavam livres de sua presença e tentações. Primeiros Escritos, pág. 290.
Ao povo de Deus o cativeiro de Satanás trará alegria e júbilo. Diz o profeta: "Acontecerá que no dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir, então proferirás este dito contra o rei de Babilônia [representando aqui Satanás], e dirás: Como cessou o opressor! ... Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores. Aquele que feria os povos com furor, com praga incessante, o que com ira dominava as nações, agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir." Isa. 14:3-6. O Grande Conflito, pág. 660.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 311

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