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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

TV Globo mostra adventistas celebrando réveillon no pôr-do-sol

Vida Consagrada - Eu Consagro Tudo

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Rom. 12:1.

Deus pede a consagração completa aos Seus caminhos. Nossas faculdades mais elevadas devem ser cuidadosamente cultivadas. Nossos talentos são-nos conferidos por Deus para serem usados, não para serem pervertidos ou deles abusarmos. Devem eles ser melhorados pelo uso, a fim de realizarem a obra de Deus. The Youth's Instructor, 30 de junho de 1898.
Devemos entregar-nos ao serviço de Deus e procurar que a oferta se aproxime o máximo possível da perfeição. Deus não Se agradará de coisa alguma inferior ao melhor que podemos oferecer. Aqueles que O amam de todo o coração, desejarão dar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda a faculdade de seu ser em harmonia com as leis que promoverão sua habilidade para fazerem a Sua vontade. Patriarcas e Profetas, págs. 352 e 353.
A consagração pessoal é necessária, e não a podemos ter, sem que a santidade do coração seja cultivada e acariciada. Review and Herald, 2 de outubro de 1900.
Seja vossa oração: "Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Caminho a Cristo, pág. 70.
A entrega a Deus de todas as nossas faculdades grandemente simplifica o problema da vida. Diminui e elimina mil e uma lutas com as paixões do coração natural. A religião é uma corda de ouro que liga a Cristo tanto o jovem como o adulto. Por ela os voluntários e obedientes são encaminhados a salvo através de caminhos escuros e intrincados até à cidade de Deus. ...
Quantas coisas profundas de Deus nos foram desvendadas, e como deveríamos avaliar esses preciosos privilégios! ... Os brilhantes raios da luz do Céu nos iluminam o caminho. ... Recebei e apreciai cada raio que do Céu vem, e vosso caminho brilhará mais e mais até ser dia perfeito. (Prov. 4:18.) The Youth's Instructor, 2 de fevereiro de 1893.

Ellen White

Minha Consagração Hoje - MM 1989/1953 Pag. 6

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mineiros sofrem com enchentes provocadas por fortes chuvas no Estado

Fonte - http://noticias.adventistas.org

enchente-minas
Cidades estão debaixo d’água
Belo Horizonte, MG… [ASN] Milhares de famílias mineiras estão desabrigadas desde o início das fortes chuvas que castigam o Estado nesse final de ano. Em Aimorés, mais de 7 mil pessoas perderam tudo e tiveram que deixar suas casas. Escolas e centros comunitários viraram abrigos improvisados. Além de Aimorés, as cidades de Mantena, Governador Valadares, Conselheiro Pena e Ipatinga decretaram estado de emergência.
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Alessandro Garcia teve a lanchonete devastada pela enchente, mas agradece porque as filhas e esposa não não sofreram nenhum dano físico
Alessandro Garcia, teve a sua lanchonete invadida e devastada pela correnteza d’agua. Apesar do susto, ele não perdeu o ânimo e acredita que conseguirá recuperar o prejuízo. “Perdi parte do estoque de salgados, pois a água entrou em todos os freezers, mas apesar de tudo, quando entrei na lanchonete de madrugada, olhei para o céu e agradeci a Deus porque ele preservou a vida da minha família”, emociona-se. Além dele, vários moradores espalhados por Aimorés e pelas demais cidades atingidas pelas enchentes também estão sofrendo com o caos que se alastrou pelo leste de Minas.
Já em Mantena, no Vale do Rio Doce, o prefeito Wanderson Eliseu decretou estado de calamidade no município, sendo que centenas de famílias tiveram que abandonar suas residências. De acordo com o prefeito, a maior necessidade é de alimentos e água potável, pois as duas adutoras que abastecem a cidade se romperam. “A situação está muito difícil porque tínhamos acabado de limpar a cidade da enchente da semana passada, mas ontem veio uma nova tempestade e alagou 80% dela. Nossos moradores perderam muitos bens materiais, mas graças a Deus não tivemos nenhuma vítima fatal”, explica Eliseu. “Estamos distribuindo para as famílias as cestas básicas arrecadadas na campanha do Mutirão de Natal, além de doações vindas do governo estadual, mas precisamos de mais donativos porque as necessidades são tremendas”, completa.
Desde a semana passada, equipes da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) estão prestando socorro às pessoas atingidas por esses desastres climáticos. Devido à gravidade da situação, a Agência montou um plano de emergência a fim de intensificar tanto a ação dos voluntários quanto as doações.
A ADRA está apoiando inicialmente cerca de 400 famílias em Aimorés com uma cesta de alimentos suficiente para uma família de 5 pessoas para um período aproximado de 30 dias.
Para doações, utilize as opções abaixo:
Depósito bancário
Bradesco – Agência: 3416  Conta Corrente: 30050-0  CNPJ: 01.467.063/0001-15  ADRA Brasil
Acesso pelo site
https://doacoes.adra.org.br/Corporate1/newdonation/adra.html?project=5303g
[Equipe ASN, Luzia Paula com informações do G1 - globo.com]

2014, O ANO EM QUE O FUTURO DO BRASIL SERÁ DEFINIDO NUMA ELEIÇÃO: DEMOCRACIA E LIBERDADE OU A NOVA VERSÃO DO COMUNISMO.

Fonte - http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014

A vetusta torre do Palácio Westminster, em Londres é um ícone da monarquia constitucional da Inglaterra, o berço do bom e velho liberalismo. O fundo os fogos de artifício iluminam a majestosa torre quando o fiel relógio marca a meia noite. Foto do site da revista Veja.
Aos estimados leitores que nos comentários aqui no blog me honraram com mensagens de boas festas e de feliz ano novo que eu agradeço e retribuo. Da mesma forma aproveito a oportunidade para desejar um 2014 de paz e esperança às centenas de leitores que diariamente acessam este espaço.

O ano de 2014 poderá ser um marco decisivo para o futuro do Brasil. Abre-se mais uma vez a oportunidade de trazer o país para a senda democrática, já que ocorrerá a eleição presidencial.

O destino do país está nas mãos dos eleitores. Este pleito oferece dois caminhos: aquele que leva à democracia e à liberdade e outro que conduz a Nação para o dito "socialismo do século XXI", a nova forma do comunismo representada pelo governo do PT.

Como vêem, não é pouca coisa. Trata-se de uma última chance. Por isso é que 2014 pode ficar para sempre em destaque na história do Brasil.
 

Obituário: quem morreu em 2013

Para começar bem o ano é bom pensar seriamente nisto. No final de 2014, onde você estará? Não esquecendo que é em vida que decidimos nosso destino. Alguém pode garantir que estará vivo no final desse ano?

Fonte - http://doa-a-quem-doer.blogspot.com.br/2014

Mais uma vez chegamos ao final de ano, e ao olharmos para trás, percebemos que muitos dos que estavam aqui nessa mesma data, doze meses passados, não mais podemos ver. São muitos os que deixaram este mundo, alguns famosos, a maioria nem tanto. Muitos deixarão saudades, outros talvez não. Uma coisa é certa: não há mais o que fazer. Nem para nós, que ficamos, nem para eles, que partiram. Seu destino foi decidido enquanto estavam aqui entre nós – é o que a Bíblia nos ensina. Relembremos alguns dos que já foram, e diante de cada nome e foto que surgir, tentemos imaginar – apenas imaginar – onde estarão agora.
18 de janeiro - Walmor Chagas, ator, diretor, autor e produtor teatral. Era viúvo da atriz Cacilda Becker e provavelmente sofria de depressão. Suicidou-se enquanto estava isolado em sua pousada, no interior do estado de São Paulo, com um tiro na cabeça.
27 de janeiro e seguintes - 241 pessoas, em decorrência de um incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Foi a segunda maior tragédia no Brasil, superada apenas pelo incêndio de um circo em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas. Classificou-se também como a quinta maior tragédia da história do Brasil (maior número de mortos nos últimos cinqüenta anos), a maior do Rio Grande do Sul e o terceiro maior desastre em casas noturnas no mundo.
5 de março - Hugo Chávez, político e militar, presidente da Venezuela, líder da “revolução bolivariana”, que denominava “socialismo do século 21”. Crítico do neoliberalismo e dos Estados Unidos, suas políticas de inclusão social e transferência de renda fizeram a pobreza cair de 49,4% para 27,8%. Em 2005 e 2006, foi incluído, pela revista Time, entre as 100 pessoas mais influentes do mundo. Depois de longo tratamento e várias cirurgias para tentar conter um câncer na região pélvica, não resistiu e aos 58 anos, bastante debilitado, morreu vítima de uma infecção respiratória aguda.
6 de março – Chorão (Alexandre Magno Abrão), cantor, compositor e principal letrista e vocalista da banda Charlie Brown Jr. Aos 42 anos, em São Paulo (overdose de cocaína).
20 de março - Emilio Santiago, cantor. Formado em Direito, vencedor de diversos festivais de música, iniciou a carreira na década de 1970 e gravou grandes sucessos como Saygon, Lembra de Mim e Verdade Chinesa. Aos 66 anos, no Rio de Janeiro, de complicações decorrentes de um AVC.
5 de abril - Dave Hunt, teólogo, pesquisador, escritor, conferencista, apologista e um dos mais conhecidos estudiosos das profecias bíblicas. Com formação superior que chegou ao Mestrado em Matemática, começou a escrever em tempo integral após 20 anos como diretor e consultor em várias empresas.
O que lhe facilitou o conhecimento da verdade bíblica foi ter crescido num ambiente genuinamente cristão. Fez parte do grupo conhecido como Irmãos Plymouth, que sempre ensinou e praticou o legítimo evangelho de Cristo. Teve muitas controvérsias com os inimigos do Evangelho, tendo exposto os fatos honesta e ousadamente, sem se preocupar com o “politicamente correto”,  usando todo o vigor de sua fé genuína e do seu conhecimento da irrefutável Palavra de Deus. Era colaborador da Editora Chamada da Meia-Noite, tendo escrito mais de 20 livros, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Também foram lançados muitos DVDs com suas palestras. Para conhecê-los, clique aqui; para ler seus artigos, clique aqui. Apesar de seu imenso conhecimento, ele hoje experimenta I Coríntios 2:9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.
8 de abril - Margareth Thatcher, política britânica, primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990. Por ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 1984, sua dura oposição aos sindicatos e sua forte crítica à União Soviética, foi alcunhada de “Dama de Ferro”. Seu título vitalício de baronesa lhe garantia vaga na Câmara dos Lordes. Em Londres, aos 87 anos, de AVC.
8 de abril - Marku Ribas (Marco Antonio Ribas) cantor, compositor e percussionista brasileiro. Seu estilo característico possuía diversos elementos, como soul, samba, samba rock, jazz, funk e ritmos africanos. Em 1985, participou do álbum Dirty Work dos Rolling Stones. Aos 65 anos, de câncer no pulmão.
15 de abril - Cleide Yaconis, atriz brasileira. Incentivada por sua irmã Cacilda Becker a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em 1951, desde então formou um currículo teatral dos mais variados e ilustres da dramaturgia nacional. Aos 89 anos, em São Paulo, de causas não reveladas.
19 de abril - Mariane Wallau Vielmo, 24 anos, a 242ª vítima da boate Kiss.
21 de maio - Ruy Mesquita, um dos maiores expoentes da mídia reacionária, conservadora e de direita do país, diretor dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. Apoiador do golpe militar de 1964 desde a primeira hora, chegou a se reunir com os generais para planejar o golpe, e com eles colaborou até o fim da ditadura, em 1985. Aos 88 anos, de câncer.
26 de maio - Roberto Civita, presidente do Grupo Abril e criador da revista Veja, outro eterno inimigo das classes populares, sempre a serviço dos governos e das elites brasileiras. Nascido na Italia, deixou uma fortuna estimada em cerca de US$ 5 bilhões, incluindo diversos imóveis, fundos de investimento, uma pinacoteca particular, helicópteros, etc., sendo um dos homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes. Aos 76 anos, de falência múltipla de órgãos.
6 de junho - Esther Williams, atriz e nadadora americana. Como ex-campeã de natação fez carreira em “musicais aquáticos”, com papéis criados especialmente para ela nos anos 1940 e 50, como A filha de Netuno e A rainha do Mar, entre outros. Debilitada por causa da idade avançada, faleceu enquanto dormia em sua casa em Beverly Hills, Califórnia. 
19 de junho - James Gandolfini, ator americano. Tornou-se conhecido por seu personagem Tony Soprano, do seriado Família Soprano, da HBO, que lhe rendeu três prêmios Emmy e um salário de US$ 1 milhão por episódio. Aos 51 anos, vítima de um infarto, em Roma, onde passava férias com a família.
23 de julho - Djalma Santos, bicampeão mundial pelo Brasil nas Copas de 1958 e 1962, eleito diversas vezes como o melhor lateral-direito da história. Destacou-se defendendo as cores do Palmeiras, e participou também dos fracassos de 1954 e 1966. Vivia em Uberaba desde 1991 e era professor de escolinhas de futebol. Era pai do agora ex-jogador Djalminha. Aos 84 anos, de parada cardiorrespiratória.
23 de julho – José Domingos de Morais, o Dominguinhos, músico, cantor, instrumentista e compositor, aos 72 anos. Natural de Garanhuns, Pernambuco, começou a carreira com seus irmãos no trio Os Três Pingüins, aos sete anos de idade. Luiz Gonzaga, o “rei do baião”, encantado com a habilidade do menino, resolveu apadrinhá-lo. São dele canções como Eu Só Quero Um Xodó e De Volta pro Aconchego. Vencedor de vários prêmios, como o Grammy Latino de 2002, lutava há mais de seis anos contra um câncer de pulmão. 
5 de agosto – Luis Marcelo Pesseghini (sargento da Polícia Militar) e sua mulher Andreia (também policial), assassinados a tiros em casa, na zona norte de São Paulo. Além deles, a mãe e uma tia de Andreia também foram encontradas mortas em outra casa no mesmo terreno. A hipótese é de que o filho do casal, Marcelo, de 13 anos, tenha atirado nos familiares e depois se suicidado, num caso bizarro que chocou o país e o mundo.
6 de setembro – Francesc Petit Reig, publicitário, o “P” da DPZ, uma das maiores e mais bem sucedidas agências de publicidade do mundo. Nascido em 1934, em Barcelona, veio para o Brasil em  1952. Trabalhou na JWT e na McCann-Erickson, antes de fundar a DPZ em 1968 com Roberto Duailibi e José Zaragoza, formando o famoso “triunvirato da propaganda brasileira”. Escreveu vários livros, como Propaganda Ilimitada, no qual fala sobre o negócio da publicidade, e Faça Logo uma Marca, sobre marcas famosas criadas por ele, como Itaú, Sadia e Gol. De câncer, aos 78 anos.
26 de setembro - Leandro Caetano de Souza, lutador da modalidade conhecida como MMA, aos 26 anos de idade, pouco antes da pesagem para uma luta no evento “Shooto 43”. “Feijão”, como era conhecido, desmaiou e foi levado para um hospital, mas não resistiu, o que teria relação com a perda de peso para o combate. Segundo um dos treinadores, “Feijão” precisava perder 900 gramas dos seus 56,7kg, e estava na sauna quando desmaiou. O atestado de óbito apontou acidente vascular cerebral (AVC) como a causa da morte. Fico imaginando se isso ocorresse dentro de uma dessas igrejas que promovem esse tipo de atividade...
29 de setembro - Claudio Cavalcanti, ator, diretor de TV, produtor teatral, escritor, tradutor, cantor, dublador e radialista. Participou de mais de 50 novelas, minisséries e especiais, além de 22 filmes e dezenas de peças teatrais. Também foi vereador no Rio de Janeiro. Aos 73 anos, de complicações cardíacas decorrentes de uma cirurgia na coluna.
1º de outubro - Tom Clancy, escritor de best-sellers como Caçada ao Outubro Vermelho, Perigo Real e Imediato,  Jogos Patrióticos e A Soma de Todos os Medos, famosos por abordarem ciências militares e espionagem tecnicamente detalhados. Seu personagem mais famoso era Jack Ryan, interpretado por Alec Baldwin, Harrison Ford e Ben Affleck. Em Baltimore, sua cidade natal nos Estados Unidos, de causas não reveladas, aos 66 anos.
1º de outubro – Giuliano Gemma, ator italiano de western spaghetti, os “filmes de velho oeste” feitos na Itália ou por diretores italianos nos anos 1960/70. Seu maior sucesso foi O Dólar Furado, de 1965, e fez vários outros, como Uma Pistola para Ringo, Sela de Prata, Dias de Ira etc. Em Cerveteri, próximo de Roma, num acidente automobilístico, aos 75 anos.
9 de outubro – Norma Bengell, atriz  cineasta, cantora e compositora brasileira. Participou de 64 filmes e inúmeras peças teatrais durante as décadas de 1950, 60 e 70. Estreou nas telas aos 23 anos, em O Homem do Sputnik, ao lado de Oscarito, parodiando Brigitte Bardot. Em 1962 causou escândalo ao exibir o primeiro nu frontal do cinema brasileiro, em Os Cafajestes, de Ruy Guerra. Nos anos 80, tornou-se diretora com Eternamente Pagu. Aos 78 anos, no Rio de janeiro, de um câncer de pulmão.

25 de outubro - Paulinho Tapajós, nome importante na história da música brasileira e influente especialmente no nos anos 1960-70. Participou de festivais e ganhou fama com Andança, interpretada por Beth Carvalho, e depois Cantiga por Luciana. Também é dele a clássica Sapato Velho. Foi produtor musical do Fantástico e de diversos artistas. Aos 68 anos, de câncer.
27 de outubro – Lou Reed, um dos mais influentes compositores e guitarristas do rock, que ajudou a formar em quase 50 anos de estrada. No fim da década de 1960, com sua banda Velvet Underground, Reed fundiu o som das ruas com música avant-garde, beleza e barulho, e deu mais poesia ao rock. Entre as décadas de 70 e 2010 desenvolveu um estilo camaleônico experimental, nunca sujeito a uma fórmula. Glam, punk e rock alternativo são impensáveis sem ele.  Chamou atenção do artista plástico Andy Warhol, que chegou a ser seu produtor, mas os primeiros discos foram ignorados pelo público, só sendo tratados como revolucionários muito depois. Seu estilo andrógino e obscuro influenciou David Bowie, e seu abuso das drogas era lendário. Era casado com a artista performática Laurie Anderson desde 2008. A causa da morte não foi oficialmente confirmada, mas ele havia passado por um transplante de fígado em maio. Lewis Allan Reed tinha 71 anos.
6 de novembro - Jorge Dória, ator, após sofrer complicações cardiorrespiratórias e renais decorrentes de um AVC. Com mais de 80 participações em filmes, peças, novelas e seriados, destacou-se na comédia televisiva A grande família, como Lineu, atualmente vivido por Marco Nanini. Fez participações especiais em Sai de baixo e Os normais, mas seu papel mais famoso foi em A dama do lotação (1978), interpretando o sogro de Sônia Braga. Tinha 92 anos.
16 de novembro - Doris Lessing, escritora inglesa, autora de sucessos como A Terrorista, O Quinto Filho e O Carnê Dourado, sua obra mais famosa. Foi a pessoa mais velha a ganhar o Nobel de Literatura (2008) e a 11ª mulher a merecê-lo. “Tenho 88 anos e eles não podem dar o Nobel para um morto, então acho era melhor me dar logo antes que eu batesse as botas”, brincou na ocasião. Nascida em Kermanshah, na Pérsia (hoje Irã),  militou no Partido Comunista Britânico e participou de campanhas contra as armas nucleares. Por sua crítica ao apartheid foi proibida de entrar na África do Sul até 1995, e também na Rodésia (atual Zimbabwe). Rejeitou o título de Dama do Império Britânico dado pela rainha Elizabeth II, porque “já não há nenhum império”. Era ícone de marxistas, anticolonialistas, militantes anti-apartheid e feministas. Aos 94 anos, de causas não reveladas.

27 de novembro - Nilton Santos, ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira. Eleito pela Fifa o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, foi apelidado de “Enciclopédia do Futebol”. Inovou ao ir ao ataque e não apenas defender. “Na minha época, se o time tomasse um gol nas minhas costas, o treinador ficava maluco”, explicava. “Quando dizem que se jogássemos hoje ficaríamos ricos, eu não invejo o dinheiro. Invejo a liberdade que eles têm de poder atacar”. Pelo Botafogo, conquistou 26 títulos, em 729 jogos, e marcou 11 gols. Pela Seleção, 75 jogos e 5 gols, campeão em 1958 e 62. Com insuficiência respiratória e cardíaca (sofria de Alzheimer desde 2007) faleceu aos 88 anos, no Rio de Janeiro.


30 de novembro – Paul Walker, ator americano, que ficou famoso por seu papel na franquia “Velozes e Furiosos”. Ironicamente, faleceu em um acidente de automóvel, que seguia em alta velocidade, em Valencia, Califórnia. Tinha então 40 anos de idade.

5 de dezembro - Nelson Rolihlahla Mandela, advogado, ativista de direitos humanos e ex-presidente da África do Sul (1994-99), considerado um dos maiores líderes de nosso tempo e o mais importante africano; Prêmio Nobel da Paz de 1993, é venerado como o Pai da Pátria na nação sul-africana. Dedicou 67 anos de sua vida a serviço da humanidade, razão pela qual a ONU instituiu o dia de seu nascimento como Dia Internacional Nelson Mandela, para valorizar a luta pela liberdade, justiça e democracia. Nascido numa pequena aldeia , onde possivelmente viria a ser chefe tribal, aos 23 anos seguiu para a capital Joanesburgo e iniciou intensa atuação política. Tornou-se cada vez mais popular, até que em 1949 passou a integrar o Conselho Nacional Africano. Como a extrema-direita branca no país levou ao regime segregacionista conhecido como apartheid, Mandela se opôs e foi preso em 1956, mas solto logo depois. As autoridades o vigiavam constantemente, até que, depois de visitar outros países em busca de apoio e cogitar outros métodos de combate à repressão que não a resistência pacífica – como pregada por Ghandi – foi novamente preso em 1962 e condenado à prisão perpétua. Após 28 anos, o governo sul-africano não resistiu à pressão internacional e popular e o libertou (1990). A partir daí teve inicio a reconstrução do país, com o fim do apartheid. “Madiba”, como era carinhosamente chamado pelo povo, foi ao lado de Martin Luther King e Malcolm X o mais poderoso símbolo da luta contra o racismo e modelo mundial de resistência. Aos 95 anos, em Joanesburgo, após longa enfermidade.

14 de dezembro - Peter O’Toole, ator irlandês e pai da também atriz Annette OToole. Começou no teatro mas se consagrou nas telas, com “Lawrence da Arábia” (1962), no papel de um militar inglês que luta no Oriente Médio na I Guerra Mundial e fica ao lado dos árabes, num clássico do cinema. Também atuou em “A Noite dos Generais” (1967), “O leão no inverno” (1968) , no polêmico “Calígula” (1979), “O último imperador” (1987) e diversos outros filmes em quase seis décadas de carreira. Indicado a oito Oscars, não ganhou nem um, sendo recordista de mais indicações sem nenhuma vitória. Recebeu um Oscar honorário em 2003 - uma forma de Hollywood compensá-lo. Foi ainda premiado com quatro Globos de Ouro, um Emmy e um Bafta, entre outros. Em Londres, ao 81 anos, de causas não reveladas.

18 de dezembro - Ronald Biggs, conhecido como o “ladrão do século”, pelo assalto em 1963 a um trem. Cerca de 15 homens mudaram a sinalização da ferrovia entre Glasgow e Londres e roubaram £2,6 milhões (a cerca de R$ 124 milhões), sendo presos meses depois. Condenado a 30 anos, Biggs fugiu da cadeia; passou por cirurgias estéticas e viveu na Espanha e Austrália, chegando ao Rio na década de 1970, ajudando a perpetuar a imagem do Brasil como paraíso de bandidos. Teve um filho, Michael, que foi cantor do grupo infantil Balão Mágico e hoje é empresário. Alegando saudades, Biggs regressou à Inglaterra, onde foi preso e cumpriu mais de um terço da pena, mas em 2009, doente, foi libertado. Nos últimos anos, sofreu sete derrames, ataque cardíaco, ataques epiléticos, úlcera no estômago e uma fratura no quadril. Por fim, vivia em um asilo e tinha dificuldades para caminhar e se comunicar.  Em Londres, aos 84 anos.


20 de dezembro - Reginaldo Rossi, cantor. Começou em 1964 imitando Roberto Carlos em bares e clubes de Recife, acompanhado pelo conjunto The Silver Jets. Gravou cerca de 50 álbuns, alguns com parcerias que iam de Wanderléa e Roberta Miranda a Planet Hemp, e aceitou de bom grado o título de “Rei do Brega”. Recebeu 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante. Em Recife, aos 69 anos, de falência múltipla dos órgãos.

23 de dezembro - Mikhail Kalashnikov, inventor do famoso fuzil russo AK-47, a arma automática mais popular do mundo, usada por exércitos regulares e por guerrilhas. Incansável, Kalashnikov só parou de trabalhar em 2012, por problemas de saúde, principalmente cardíacos. “Criei armas para defender nossa sociedade”, disse ao completar 90 anos, em 2009, reconhecendo, porém, que “não é agradável ver que todo tipo de criminoso atira com as minhas armas. Claro que tenho remorsos, como todo o mundo”. Ele começou a projetar em 1947 o AK-47 (Avtomat Kalashnikova 1947), quando se recuperava de um ferimento sofrido na II Guerra Mundial. O fuzil teve vários modelos e foi vendido em todo o mundo, pelo menos 100 milhões de unidades. O número é de difícil verificação, já que boa parte é produzida sem licença. Kalashnikov, um dos russos mais conhecidos no mundo, condecorado em seu país, nunca cobrou nada sobre as vendas: “Minhas invenções nunca foram patenteadas”, disse.  
O traço particular do rifle é a simplicidade. Feito de apenas 8 peças, pode ser montado em menos de um minuto por qualquer criança que saiba brincar de Lego (não é à toa que crianças estão freqüentemente entre os usuários). Isso permite que um soldado o conserte com a peça do primeiro fuzil que encontrar. Leve e fácil de manusear, o AK é praticamente indestrutível – pode rolar na areia, cair num barril de cerveja, na lama e, mesmo assim, dar centenas de tiros por minuto. Ideal para guerrilhas do terceiro mundo, se tornou símbolo da independência de diferentes países: venceu os americanos no Vietnã, substituiu a lança de guerreiros africanos, virou ícone da bandeira de Moçambique, monumento na Ni­­­carágua, bombou no cartel do narcotráfico colombiano e, hoje, está nas mãos de terroristas islâmicos e traficantes cariocas. Kalashnikov morreu aos 94 anos, depois de uma longa doença, em Izhevsk, na Rússia. (link)


Este longo obituário podia ser maior ainda. Estima-se que, atualmente, morrem mais de 54 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo.
Isto nos faz parar para pensar.
Onde estaremos daqui a um ano?
Será que vamos fazer parte dessa longa lista de desaparecidos?
E se sim, será que deixaremos saudade? As pessoas sentirão falta de nós? Chorarão nossa perda?
E, caso não estejamos mais aqui, onde estaremos?
Vivendo uma nova, eterna e melhor vida ao lado de Jesus – como ele prometeu ao ladrão na cruz, “ainda hoje estarás comigo no paraíso”? Ou estaremos numa terrível expectativa de um julgamento do qual não sairemos com veredito favorável? Quantos desses mais de 54 milhões descansam em paz hoje? Quantos já sentem o calor e o cheiro de enxofre?

É para pensar. Pensar e agir, enquanto ainda temos o fôlego da vida e oportunidade para escolher onde queremos passar a Eternidade.

Por que ainda vamos à igreja?

  Texto primoroso  de Julio Zamparetti, publicado no Site Genizah. Um texto para se começar bem o ano. Vale a pena ler.

Por que ainda vamos à igreja?


Um Deus de promessas e serviço é o que todos procuramos. É isso que esperamos sentados e de mãos estendidas, pedindo que algo se nos dê, que alguma coisa aconteça. Mas será que realmente cremos em Deus? Não estaríamos depositando a fé, na verdade, numa espécie de Superman? Afinal, para que nos serve esse Deus?

Volto a me perguntar: por que ainda vamos à igreja? O que procuramos nela? 
A resposta que ouço não é a mesma que vejo. Porque os nossos lábios dizem que vamos à igreja “adorar ao Senhor”, ao passo que nossas atitudes mostram que vamos massagear nosso próprio ego, pois saímos de lá tão presunçosos e cheios de si, que tornamo-nos incapazes de nos identificarmos com os pecadores, pobres e miseráveis com quem Jesus se identificou, andou, serviu, conversou, sorriu, festejou, comeu e bebeu.
Nossos lábios dizem que vamos “encontrar a Deus”, mas nossas atitudes mostram que não podemos vê-lo, porque só vemos maldade e malícia em tudo o que nos rodeia. 
Nossos lábios dizem que queremos ser cidadãos dos céus, todavia nossas atitudes mostram que, cada vez mais, estamos acorrentadas às futilidades e riquezas terrenas, de maneira que fizemos delas a própria razão de nossa fé.
Nossos lábios dizem que queremos ser felizes, mas nossas atitudes mostram somente a infelicidade de apenas anestesiarmos nossas almas, já não sendo mais capazes de alcançar a felicidade de chorar com os que choram. 
Nossos lábios dizem que almejamos alcançar a misericórdia divina; no entanto, nossas atitudes mostram a impossibilidade disso, pois nos afastamos dela cada vez que a negamos a quem quer que dela necessite. E a despeito de tudo isso, ainda esperamos que Deus faça alguma coisa, que nossas orações mudem tudo e todos, mas nós mesmos não mudamos.

Deus não se fez um super-herói, se fez homem. Não fez por nós as coisas que devemos fazer, mas serviu sim de exemplo para que nós o seguíssemos, tomando nossa cruz e fazendo o que está à nossa mão para fazermos. Deus também não nos deu as respostas prontas. Como fez no passado, ainda hoje faz, nos leva a olharmos para o nosso interior e buscarmos as respostas no íntimo de nosso consciente, e depois disso, assumirmos as responsabilidades que venhamos a contrair através de nossas respostas e escolhas, principalmente quando, por conta delas, necessitarmos pedir perdão.

A igreja não existe para nos conduzir a um caminho de poder, mas sim para nos fazer entender nossas fraquezas e seguirmos a trilha da humildade e compaixão; não existe para nos fazer deuses, mas sim para nos tornar mais humanos, pois é justamente na nossa humanidade que Deus é revelado, e na nossa fraqueza sua força é manifestada. Afinal, assim como por uma humilde mulher nasceu o próprio Deus, assim também, em nossa pobre humanidade o Cristo é gerado. Ao que o anjo diz: “não temas receber Maria”, direi, então: não temas receber a humanidade do ser, não temas ser humano. A igreja não existe para aliviar a nossa consciência atulhada pelo nosso descaso com as causas ambientais e sociais, mas sim para nos comprometer com a luta por um mundo melhor, sem fome e mais justo. Se algo diferente disso existe - e lamentavelmente existe - com certeza não é igreja.

A igreja não existe para guardar a sua alma, mas sim para salvar o mundo.


Julio Zamparetti é chapa do Genizah

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Dançar para Deus.... Pode?... Existe isso?... Como?...

 No início de janeiro, vi no Youtube um culto da “virada de ano”, em que dançarinas vestidas de branco (como reza a tradição mundana do “reveillon”) se contorciam ao som “do louvor”. Achei aquilo o fim da picada, pois esse negocio de “adoração com dança” é totalmente despropositado. Não tem nada a ver com louvor e adoração, embora tentem achar na Bíblia defesa para isso.
Ainda me lembro a primeira vez em que alguém tentou justificar “dançar para Deus”. Conversando sobre louvor, alguém me disse ter lido um livro que dizia que a adoração tem que transbordar, extravasar, da nossa vida. Não pode ficar restrita ao “período de louvor” na igreja, mas fazer parte da semana, como uma fonte de alegria. Até aí tudo bem. Mas quando ele disse que esse “extravasar” é que é a fonte ou raiz da “adoração extravagante”, me acendeu a luz amarela. Perguntei a ele se não estava trocando um “s” por um “g”: adoração “extravasante” era o que ele queria dizer, no sentido de extravasar e transbordar, e não “extravagante”. Ele disse que era extravagante mesmo, que a gente pode até ser chamado de louco ou esquisito, que o importante é adorar, não importando onde, nem como. E me mostrou um “boletim da igreja”, onde o pastor escrevera que à hora que se quisesse poderia dar um grito, ou até mesmo “um tiro” em louvor e adoração. Achei melhor mudar de assunto. Ponto, parágrafo.
Algum tempo depois, outro irmão disse que na casa de Deus deve haver liberdade. Se quisermos pular e dançar, que mal há nisso? Davi dançou, disse ele, e Miriam também. Por isso a igreja tem que ter um “ministério de adoração com danças”, justificou. Não falei nada, para não ser tachado de rebelde ou de estar “fora da visão”. Sei como é isso; já fui chamado de “tradicional” pelos “renovados” e de “pentecostal” pelos tradicionais... mas vejo que essa “adoração extravagante” e “louvor com danças” vêm se transformando em “vacas sagradas evangélicas”, que não admitem crítica, como os ungidos do Senhor”, o dízimo de Abraão e o de Jacó e os “atos proféticos” parte 1 e 2. Vamos ver do que vão me chamar agora.
O modelo de adoração da Igreja neotestamentária não tem nada extravagante. O que aprendemos nas epístolas sobre louvor e adoração está em Efésios 5:19, 20 (“falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”), e Colossenses 3:16 (“com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações”).
A Igreja primitiva usava em seu “período de louvor”, se é que existia, “salmos” - como se sabe, passagens bíblicas com expressões de adoração e louvor a Deus, como por exemplo, o que hoje numeramos como 19, ou o 147, ou mesmo o 23. Alguns Salmos anunciavam Jesus, como o 2 e o 22. É provável que os cristãos do primeiro século tenham percebido isso e até usado como tema de pregação. Sabe-se também que os Salmos tinham melodia, embora não saibamos se havia instrumentos no culto primitivo.
Hinos, havia muitos, e há o relato de que Jesus e os discípulos, após a última ceia, cantaram um deles (Mateus 26:30; Marcos 14;26), e Paulo e Silas, presos, “cantavam hinos” (Atos 16:25). Com certeza não eram “músicas gospel da moda”. Duvido que essas tenham o poder de mudar alguma situação, ou chegar até o Trono, embora pretendam estar diante dele.
E os cânticos que Paulo cita em Efésios e Colossenses eram espirituais, o que, na minha opinião, exclui as manifestações físicas de coreografias, o “vira para o seu irmão e diz assim”, as “danças” e outras inovações modernas.
Por fim, o louvor sempre deve dar “graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Não sei bem se é isso que acontece por aí.
Sobre danças, é preciso dizer que nem Miriam nem Davi, citados como exemplos de “dança para o Senhor”, nenhum dos dois estava no templo. Na época de Miriam, não havia nem o Tabernáculo. A sua, digamos, “comemoração espontânea”, foi ao ar livre, e embora em agradecimento ao milagre da saída do Egito, foi um ato de natureza cívica, e não em um culto. Este, enquanto manifestação religiosa, era dirigido por Aarão e pelos levitas, em outras circunstâncias.
Na cultura oriental a dança era manifestação popular, geralmente liderada pelas mulheres. Foi o caso de Miriam (Êxodo 15:20), da filha de Jefté (Juízes 11:34), das mulheres de Judá (I Samuel 18:6). Ao que parece, o povo saía em passeata dançando em roda (Juízes 21:21 e 23). Até hoje manifestações e celebrações judaicas envolvem danças, mas não são bíblicas - são culturais - e não são para o culto cristão.
E Davi, ao saltar pelas ruas, obteve resultados muito mais negativos do que positivos, e também foi fora do ambiente do culto, quando do transporte da Arca para Jerusalém, no início do seu reinado.
Davi cismou que, além de rei, também era sacerdote. Esqueceu-se (ou talvez não soubesse) da lambança de Saul, que não esperou por Samuel e ofereceu sacrifícios a Deus, sendo duramente repreendido pelo profeta (I Samuel 13). Davi fez uma gambiarra: não seguiu a determinação divina (transportar a Arca por meio de sacerdotes a pé). Ele “inovou” e a pôs sobre uma carroça, como os filisteus. Fica aqui uma advertência aos “líderes” e “levitas” que buscam inspiração na modernidade, nos “costumes dos filisteus”, e não na Bíblia. Aos que buscam métodos mais eficazes e produtivos, mesmo que sejam de origem pagã.
O resultado foi a morte de Uzá. Davi temeu, e largou a arca lá em Obede-Edom mesmo... Mas como Obede-Edom foi abençoado, ele viu que era bom negócio tê-la por perto, e mandou o pessoal ir buscá-la. E ainda aprontou outra: querendo dar uma de levita, vestiu parte da roupa que a tribo sacerdotal usava nas cerimônias religiosas – “cingido dum éfode de linho” (II Samuel 6:14). Mas errou feio: Deus mandava que o sacerdote (coisa que Davi não era) usasse “túnicas”, “tiaras” e “calções de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-ão desde os lombos até as coxas” (Êxodo 28:4 e 42). Davi ignorou isso, e como “dançava com todas as suas forças diante do Senhor” (I Samuel 6:14 )... sem o traje completo que Deus ordenara... o resultado você pode imaginar.
“Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração” (6:16). Muitos dizem que Mical era da igreja “tradicional”, por não aceitar o “louvor extravagante” e “danças”, e que foi bem-feito ela ficar estéril “como castigo”, pois desprezou Davi. Eu também não entendia porque ela havia desprezado Davi; afinal, Davi estava alegre, o povo estava alegre, o quê que tem dançar?
Mas a razão do desprezo de Mical vem logo a seguir. Mical desprezou Davi porque a conduta, a postura dele, não era louvável, era indigna de um rei, “descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo [isto é, sem vergonha] se descobre um indivíduo qualquer” (6:20). Quer dizer, sem usar os calções (cueca ou ceroulas) que Deus mandava o sacerdote usar... Davi usava o manto, sem nada por baixo! Mical, obviamente reprovou isso, e com certeza Deus também, pois o que Davi fizera era o mesmo que Uzá: desrespeitou a santa lei dada a Moisés com respeito ao culto, conf. Êxodo 28:43: “isto será estatuto perpétuo para ele [Aarão] e para a sua descendência depois dele”. Davi não era levita, nem sacerdote, nem descendente de Aarão, e não tinha nada que inventar ali.
Em Sua soberania, Deus puniu Uzá e poupou Davi, mas isso não nos autoriza a ir além da Palavra. Apesar disso, Davi disse que não estava nem aí, que ia dançar mesmo, pronto e acabou (vs. 21, 22); mas assim como o dízimo de Abraão e o de Jacó, não se tem notícias de repetição do fato. Talvez o rei tenha aprendido a lição, como no caso do censo (II Samuel 24). Só porque Davi era Davi não quer dizer que Deus aprovava tudo que ele fazia.
Outro dia um sujeito deixou um comentário na postagem sobre a Pamela, dizendo que “Deus criou o funk, a timbalada e outros ritmos”, e que nós não podemos criticar esse ou aquele estilo. Não publiquei o comentário, por estar anônimo, e anônimo eu não publico mesmo. Deus deu dons aos homens, como a capacidade de produzir arte e se expressar. Mas nem toda forma de arte é apropriada à adoração. Por exemplo, a escultura. Pode ser usada, e foi, na decoração do templo e na própria Arca da Aliança, mas como objeto de adoração e culto é terminantemente proibida, que me perdoem, mais uma vez, os católicos. Certas formas musicais, por apelarem mais ao corpo que ao espírito, também são indevidas (vou falar disto em outro artigo, este já está comprido demais). E a dança também, não se aplica ao culto. É uma forma de arte não apropriada ao ambiente. Jesus disse que deveríamos adorar em espírito e em verdade: alguém aí por acaso é capaz de dançar em espírito? Há, portanto, que se separar dança, coreografias, teatro, performances musicais, que podem ser úteis para evangelização e pregação, do louvor e adoração, onde nem tudo que parece bom e “artístico” pode ser admitido. Insistir nisso é se nivelar com os católicos, que afirmam que suas imagens não são para adoração, só para veneração... me ajuda aí.
Apesar de alguns pastores forçarem a barra (talvez por suas esposas e filhas fazerem parte de tais “ministérios”), não existe isso no Novo nem no Velho Testamento, quando foram organizados o culto no Tabernáculo e  mais tarde no Templo de Jerusalém. Davi estabeleceu turnos de músicos, cantores e outros serviços, mas nunca se ouviu falar de “dançarinos”.
A dança de Davi foi um evento isolado e individual. Não foi feita por um grupo que ensaiava para se apresentar regularmente no Templo. Não existiam levitas que se dedicavam ao ministério da dança litúrgica. Muito menos nos cultos da Nova Aliança! Davi cairia de costas se visse o que se inventou com base naquele dia em que ele saltou de alegria diante da Arca.
Toda a nossa vida deve ser um culto a Deus (I Coríntios 10:31). Mas nem tudo que cabe na minha vida diária como culto a Deus caberia no culto público. Posso plantar bananeira ou chorar com a cara no chão “para a glória de Deus” no meu quarto, mas não se justifica isto no culto público. Cabia perfeitamente a Davi dançar de alegria naquele dia, na procissão de vitória, nas ruas de Jerusalém (desde que usando ceroulas). Todavia, não o vemos fazendo isto no templo, durante os cultos estabelecidos por Deus (mesmo usando ceroulas). Davi dançou nas ruas de Jerusalém, algo espontâneo e do momento. Ele não marcou um culto para dançar de alegria perante o Senhor, simplesmente porque não havia danças que fizessem parte do culto. Os apóstolos e os primeiros cristãos entenderam desta forma, pois não há danças no Novo Testamento.
Não existe isso de “danças no culto” como forma de adoração, doa a quem doer, muito menos “adoração extravagante” e, ainda por cima “dança profética” – de fato, um desdobramento óbvio da “dança no culto” + “adoração profética”, mas uma aberração tão bizarra e extra-bíblica que nem vou comentar mais.

A Vereda da Justiça é Vida

No início de um novo ano, escolhemos outra meditação para começarmos bem cada dia. São escritos memoráveis de Ellen White, que no passado ajudaram tantos a enfrentar o dia com otimismo e certeza do cuidado divino.
desejo que cada dia que você ler essa meditação o Espírito Santo te envolva com seus braços e você tenha um dia de consolo, alegria e sucesso em cada empreendimento.
Contamos com a sua preferência em acessar este Blog e faremos o que estiver ao nosso alcance, para que em 2014, o Blog do Pastor Manoel Barbosa, (Não é mais Blog do Nezin ) continue sendo uma fonte de inspiração, informação, lazer, cultura, e ajuda na preparação de sermões, palestras e seminários.
Que nosso bom Deus abençoe a todos. 

Feliz Ano Novo.

Pr. Manoel Barbosa da Silva

Vida Consagrada - A Vereda da Justiça é Vida

Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte. Prov. 12:28.

Outro ano abre agora suas páginas brancas e virgens perante nós. O anjo relator está pronto para escrever. Vossa maneira de proceder determinará o que há de ser escrito por ele. Vós podeis fazer a vossa vida futura boa ou má; e isso vos determinará se o ano em que acabais de entrar vos será um Feliz Ano Novo. Compete-vos a vós torná-lo tal, tanto para vós mesmos como para os que vos rodeiam. The Youth's Instructor, 5 de janeiro de 1881.
Que a paciência, a longanimidade, a bondade e o amor se tornem parte de vosso próprio ser; então, tudo quanto há de puro, e amável e de boa fama frutificará em vossa experiência. Signs of the Times, 4 de janeiro de 1883.
Os anjos de Deus estão à espera para mostrar-vos o caminho da vida. ... Decidi agora, no começo do ano novo, que escolhereis o caminho da justiça, que sereis diligentes e sinceros, e que a vossa vida não se demonstre um erro. Avançai, guiados pelos anjos celestiais; sede corajosos; empreendedores; deixai a vossa luz brilhar; e sejam-vos aplicáveis as palavras inspiradas: "Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, ... e já vencestes o maligno." I João 2:14. The Youth's Instructor, 5 de janeiro de 1881.
Se vos entregastes a Cristo... sois um membro da família de Deus, e tudo quanto há na casa de vosso Pai vos pertence. Todos os tesouros de Deus vos estão franqueados - tanto o mundo que agora existe, como o por vir. O ministério dos anjos, o dom de Seu Espírito, as obras de Seus servos - tudo é para vós. O mundo, com tudo que nele há, pertence-vos até onde isto seja para vosso benefício. A própria inimizade do maligno se demonstrará uma bênção, na disciplina que vos proporciona para o Céu. Se vós sois de Cristo, "tudo é vosso". I Cor. 3:21. O Maior Discurso de Cristo, pág. 110.


Ellen White
 
Minha Consagração Hoje  - MM 1989/1953 Pag. 5.

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