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sábado, 2 de dezembro de 2023

Características gerais da adoração e culto que agradam a Deus

 

Características gerais da adoração e culto que agradam a Deus

Veja alguns princípios baseados na Bíblia que orientam o tipo de adoração e culto a Deus que se espera dos seres humanos.


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Teólogo enumera pelo menos onze aspectos que caracterizam o conceito de adoração e culto, especialmente a partir do texto bíblico tanto no Antigo quanto no Novo testamentos. (Foto: Shutterstock)

O que é adoração/culto? Uma das definições diz que “’é a resposta positiva, submissa, obediente e integral do homem redimido à iniciativa de Deus de revelar seus atributos e ações, sobretudo de criação, redenção e providência.”[1] A seguir, eu gostaria de compartilhar algumas características e implicações gerais da adoração/culto que agrada a Deus:

1. A adoração/culto que agrada a Deus é fundamentada somente na Escritura, não apenas em uma parte dela, mas em toda a Bíblia (Lucas 24:27). Como o princípio Sola Scriptura constitui a primeira crença adventista do sétimo dia[2], nosso modelo de adoração/culto deve ser autorizado pela Bíblia, pois “as Escrituras Sagradas são a revelação infalível, suprema e repleta de autoridade de Sua vontade... o padrão de caráter, a prova da experiência, o revelador definitivo de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na história (Salmo 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21).”[3]

Na adoração e “culto cristão, Deus é o centro, não o ser humano.”[4] Além de Deus ser o Autor da vida e da nossa salvação (Gênesis 2:7; João 1:1-3; 3:16), “num culto tudo vem de Deus”[5], inclusive “a iniciativa do culto pertence a Deus” (Mateus 18:20).[6]

O princípio da Sola Scriptura envolve a suficiência da Bíblia para nos conceder sabedoria para salvação (2Timóteo 3:15). Todas as doutrinas e experiências devem ser testadas pelas Escrituras (Isaías 8:20; João 17:17; 2Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12).[7] Isso inclui adoração/culto. Sola Scriptura também envolve a primazia da Bíblia sobre as culturas e tradições humanas (Mateus 15:3, 6; Colossenses 2:8); a ciência humana (1Timóteo 6:20); as emoções e faculdades mentais humanas (Gênesis 3:1-6) e a natureza (Gênesis 3:17, 18).[8]

Canale lembra que “entre os diversos projetos teológicos produzidos pelas igrejas cristãs não há nenhum que se baseie totalmente nas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos”.[9] As doutrinas “imortalidade da alma”, “santificação do domingo”, “predestinação”, “uma vez salvo para sempre salvo”, “dicotomia entre o Antigo e Novo Testamentos”, “antinomianismo”, “sofrimento eterno” demonstram como projetos teológicos evangélicos foram influenciados e secularizados pela filosofia e tradições. Logo, “não é seguro tomar emprestado estilos litúrgicos de denominações evangélicas sem nenhuma crítica”.[10]

Centralização no sacrifício de Cristo

2. A adoração/culto que agrada a Deus é centrada no Cordeiro provido por Deus, e em Seu único e todo suficiente sacrifício na cruz. Isaque perguntou a Abraão: “Meu pai!...Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (Gênesis 22:7, 8). Cristo, o Cordeiro de Deus está no centro da adoração e culto em toda Escritura (Isaías 53:7; João 1:29; 1 Coríntios 5:7; Apocalipse 13:8). “Não há salvação em nenhum outro” (Atos 4:12), pois “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3).

O sacrifício único e todo-suficiente de Cristo na cruz é “o centro de nossa esperança. Nele nos cumpre fixar a nossa fé.”[11] Segundo as Escrituras o sacrifício de Cristo não pode ser repetido, reproduzido ou refeito (Hebreus 9:27, 28; 10:10). Após Sua morte, o Senhor “foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Coríntios 15:4; Lucas 24:46; Romanos 4:25). E após “quarenta dias” subiu ao Céu e “assentou-se à destra de Deus” (Atos 1:3; Hebreus 10:12).

Ministério intercessório de Cristo

3. Na adoração/culto que agrada a Deus, o adorador segue Jesus, o Cordeiro ao Santuário Celestial. Nos dias finais da história, os verdadeiros adoradores se distinguem dos que seguem a besta (Apocalipse 13:3, 4), como “seguidores do Cordeiro por onde quer que vá” (Apocalipse 14:4, 12).

Isso implica seguir pela fé a Cristo, o Cordeiro de Deus não somente à cruz, mas também ao santuário celestial, onde o Senhor ressuscitado ministra por nós como sumo sacerdote (Hebreus 8:1-3; 7:20-28; 4:16), e juiz (Daniel 7:9-22; 8:13, 14; João 5:22, 23; 2 Coríntios 5:10; Hebreus 9:27, 28; Apocalipse 14:6, 7).[12]

4. Na adoração/culto que agrada a Deus o adorador compreende a expiação como um processo bíblico histórico sequencial. Ou seja, temos expiação prometida, expiação provida, expiação aplicada e expiação realizada. Na fase da expiação prometida, o pecador exercia fé no futuro sacrifício histórico de Cristo na cruz, simbolizado e tipificado pelo sacrifício dos cordeiros (Gênesis 22:7-13; João 8:56; Êxodo 29:38, 39). Já na fase da expiação provida, Jesus, o Cordeiro de Deus (João 1:29), de fato morreu na cruz garantindo o perfeito sacrifício expiatório (1 Coríntios 5:7; 1 Pedro 1:18, 19; 3:18).

Embora “a morte vicária e expiatória de Cristo seja o âmago dessa expiação; abrange também o ministério de nosso Senhor como nosso sumo sacerdote celestial.”[13] Como no serviço simbólico diário, sacerdotes entravam no santuário terrestre oferecendo o sangue de sacrifícios em favor dos pecadores penitentes (Levíticos 4:13-20). Na fase chamada expiação aplicadaCristo, o perfeito Sumo Sacerdote, entrou no santuário celestial para aplicar por Sua intercessão contínua os méritos do Seu perfeito sacrifício em favor do suplicante (Romanos 3:26; 4:25; 8:34; Hebreus 8:1-6; 9:1-6, 24; 1João 2:1).[14]

Finalmente, a fase da expiação realizada iniciou quando o Senhor Jesus Cristo passou ao lugar santíssimo do mesmo santuário em 1844.[15] Como juiz e sumo sacerdote, Ele realiza a purificação/eliminação legal dos registros dos pecados do Seu povo (Levíticos 16; 23:26-30; Daniel 7:9, 10; 8:13, 14; Hebreus 9:23; Apocalipse 11:19; 14:7).[16] Nesta fase, o Senhor ainda intercede pelas pessoas (Hebreus 9:7; 1 João 2:1), mas logo o processo finalizará. Cristo voltará como Rei dos reis em glória e majestade a esta terra, a fim de estarmos para sempre com o Senhor (Hebreus 9:27, 28; Apocalipse 22:11, 12; 14:14; 1Tessalonicenses 4:16-17). Amém!

Adoração em verdade

5. A adoração/culto que agrada a Deus deve ser em Espírito e em verdade (João 4:23, 24). O verdadeiro culto “é fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus.”[17] O Espírito Santo é o “Espírito da verdade”, e ao rogarmos por Sua direção, Ele nos guiará em “toda verdade” bíblica (João 16:13), capacitando-nos a aceitar os “princípios divinos”.[18] A verdadeira adoração não é emocionalismo e fanatismo. Implica no culto racional, uma adoração/culto “espiritual e inteligente”.[19]

Por outro lado, a verdadeira adoração/culto não é racionalismo e frio formalismo, pois, pela atuação do Espírito Santo, a Palavra de Deus alcança e transforma o coração (Salmo 119:11; 2Timóteo 3;16, 17). “Se Satanás não consegue prender as almas no gelo da indiferença, ele procurará impeli-las para o fogo do fanatismo.”[20] Logo, o adorador que agrada a Deus não perguntará “com que tipo de estilo de adoração posso ser feliz”, mas sim, “que farei Senhor” para ser renovado, transformado e experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”? (Atos 22:10; Romanos 12:2).

Ordem e decência

6. Na adoração/culto que agrada a Deus “tudo” é feito “com ordem e decência” (1Coríntios 14:40). A recomendação do apóstolo implica que na Casa de Deus devem existir “regulamentos quanto ao tempo, lugar e maneira de adorar.”[21] Isto inclui vestuário e música adequada. Temos de cuidar para não imitar o estilo de adoração/culto de denominações evangélicas com suas ‘excitações’, ‘exorcismos’, ‘danças’, ‘improvisações’, narrações de ‘sonhos’ e ‘visões’, ‘expressões físicas e espirituais’.[22]

“Alguns dançavam para cima e para baixo, cantando: "Glória, glória, glória, glória, glória” ...Toda manifestação de fanatismo desvia a mente da evidência da verdade - a própria Palavra.”[23] Enquanto, “adventistas frequentemente copiam seus “estilos de adoração” das denominações protestantes”[24] temos de “decidir se deveríamos continuar a adotar cada novo “estilo” de liturgia criado pelos evangélicos ou se deveríamos, ao invés disto, alicerçar a nossa liturgia no pensamento escriturístico.”[25]

Papel do ensino

7. Na adoração/culto que agrada a Deus a pregação/ensino ocupa lugar central. A pregação/ensino ocupou lugar central na Igreja apostólica (Atos 2:14-41; 3:12-26; Romanos 10:14, 15; 1 Coríntios 1:21; 1 Timóteo 4:13; 2 Timóteo 4:2). No século XVI, os reformadores restabeleceram a “centralidade da Palavra e da pregação nos cultos públicos.”[26] Por exemplo: “a pregação de Lutero, expondo as plenas verdades da Palavra de Deus, e depois a própria Palavra, posta nas mãos do povo comum” resultou em “pessoas de todas as classes com a Bíblia nas mãos, defendendo as doutrinas da Reforma.”[27]

E quanto aos pioneiros adventistas? “A ênfase no estudo da Bíblia e das profecias causou forte impacto sobre os guardadores do sábado, e seu estilo de adoração...Em certo sentido equilibrava o lado intelectual e emocional da adoração.”[28]

E como proteger a Igreja do emocionalismo/fanatismo? Dando primazia à pregação/ensino da Palavra de Deus.[29] Verdadeiros pastores “satisfazem-se com a simplicidade nos cultos...volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra” (Grifo nosso).[30]

Adoração comunitária

8. A adoração/culto que agrada a Deus é comunitária, presencial e participativa.

No deserto, Israel acampava-se em torno do tabernáculo da tenda da congregação (Números 2:1; Êxodo 40:2, 32). A Igreja apostólica se tornou um modelo bíblico de comunidade reunida para adorar a Deus (Atos 1:12-15; 5:12; 6:2; 12:12; 13:1-3; 1 Coríntios 1:2; 1Tessalonicenses 1:1). Os primeiros cristãos “estavam todos reunidos” quando receberam o Espírito Santo (Atos 2:1), e como resultado das primeiras pregações “todos os que creram estavam juntos” (Atos 2:44).

Já na Idade Média, as igrejas valdenses “rejeitando a supremacia do papa e prelados, mantinham a Escritura Sagrada como a única autoridade suprema, infalível...o povo congregava-se, não em igrejas suntuosas ou grandes catedrais, mas à sombra das montanhas nos vales alpinos, ou, em tempo de perigo, em alguma fortaleza rochosa, a fim de escutar as palavras da verdade proferidas pelos servos de Cristo”.[31] O verdadeiro crente se alegra com a adoração comunitária e presencial. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (Salmo 122:1), e anela habitar “na casa do Senhor para todo o sempre” (Salmo 23:6). Portanto, “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25).

Nos reunimos para adorar e anunciar “a morte do Senhor, até que Ele venha” (1 Coríntios 11:26). Nos reunimos fim de “cultivar as qualidades do amor perfeito”, e sermos “habilitados para as moradas celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam”.[32] A adoração que agrada a Deus, no entanto, é participativa.

A propósito, “o canto não deve ser sempre feito por uns poucos. O mais frequentemente possível, una-se toda a congregação”[33], pois “o canto é um ato de adoração tanto como a oração”.[34] Por outro lado, “o testemunho pessoal durante o culto é um meio poderoso de cativar a congregação na adoração”.[35]

Obediência à lei

9. A adoração/culto que agrada a Deus requer obediência pela fé em Cristo à santa Lei dos Dez Mandamentos (Deuteronômio 4:13; Provérbios 28:16; Mateus 5:17-27; Apocalipse 11:19; 14:12). O primeiro mandamento revela que há somente um Deus: “Eu Sou o Senhor teu Deus”, portanto: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:1, 2). Já o segundo mandamento explicitamente proíbe a manufatura, adoração/culto às imagens de escultura (Êxodo 20:4-6). As expressões “não as adorarás, nem lhes darás culto” são inseparáveis. A santificação do sábado do sétimo dia, conforme o quarto mandamento da Lei de Deus é para todos das nossas “portas para dentro” (Êxodo 20:8-11).

E, também, “assim diz o Senhor” a todos os habitantes do mundo que: “guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança” (Isaías 56:4), porque “a minha casa será chamada Casa de oração para todos os povos”. “Precisamos nutrir e cultivar o espírito do verdadeiro culto, o espírito de devoção no dia santo do Senhor”.[36] A propósito, a guarda do domingo é vã tradição pagã eclesiástica.[37] Àqueles que invalidam a Palavra de Deus com tradições e falsos ensinos o Senhor declara: “em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9).

Fidelidade a Deus

10. Na adoração/culto que agrada a Deus prazerosamente reconhecemos o Senhor como Criador, RedentorMantenedor, e a nós como Seus mordomos. Devolver dízimos honestos e ofertas de amor é um legítimo ato de adoração a Deus (Gênesis 14:20; 28:20-22; Levítico 27:30-32; Deuteronômio 16:17; Ageu 1:4-6; Malaquias 3:8-10; Mateus 23:23; 1Coríntios 4:1, 2; Hebreus 7:4-10). “Examine cada um regularmente sua renda, a qual é toda uma bênção de Deus, e ponha de parte o dízimo como um fundo separado, para ser sagradamente do Senhor. Esse fundo não deve em caso algum ser empregado em qualquer outro fim; unicamente para sustento do ministério do evangelho. Depois de separado o dízimo, sejam tirados donativos e ofertas, segundo a “prosperidade” que Deus lhe deu”.[38]

Compromisso com a missão

11. A adoração/culto que agrada a Deus resulta em compromisso e serviço na missão do Senhor. Como ocorreu com o profeta Isaías na Casa do Senhor, nós também contemplamos a santidade divina. Arrependidos, confessamos nossos pecados. Pela graça de Cristo somos perdoados, transformados e capacitados para a missão (Isaías 6:1-8).[39] "Entramos para adorar, saímos para servir."[40] Logo: “Deve ser feita a indagação: “O que estou fazendo, e qual é minha obra e missão neste tempo?”.[41]

Deus nos deu uma missão mundial: Mateus 24:14; 28:18-20; Marcos 16:15, 16; Atos 1:8; Apocalipse 14:6-12. “Não somente sobre o pastor ordenado repousa a responsabilidade de sair a cumprir esta missão. Todo que haja recebido a Cristo é chamado a trabalhar pela salvação de seus semelhantes.”[42] A propósito, a tríplice mensagem angélica é o derradeiro e solene convite a ser feito pelos membros da Igreja remanescente a cada habitante deste planeta, para adorar “Aquele que fez o Céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-12). “O capítulo dezoito do Apocalipse revela a importância de apresentar a verdade, não de maneira acanhada, mas com ousadia e autoridade.”[43]

Adoração e culto aceitáveis ao Senhor andam juntos e levam, portanto, cada adorador a uma ativa participação como missionários do Senhor.


Referências:

[1]PLENC, Daniel Oscar. El culto que agrada a Dios, 1ª ed. Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2007, p. 30. A seguir: PLENC.

[2]CANALE, Fernando. ¿Adventismo secular? 1ª ed. Lima: Universidad Peruana Unión, 2012, p. 32.

[3]Manual da igreja, 23ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022, p. 173.

[4]MORAES, Natanael B. P. “Sugestões teológicas à liturgia adventista” em Bases bíblicas da adoração, org. Emilson dos Reis, Rodrigo Follis e Felipe Carmo, 1ª ed., Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2015, p. 120. A seguir: Bases bíblicas da adoração.

[5]SILVA, Horne P. Culto e adoração, SP: Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, 1984, p. 7,

[6]Ibidem, p. 9.

[7]DAVIDSON, Richard M. “Interpretação Bíblica”, em Tratado de teologia adventista do sétimo dia1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 70. 

[8]Ibidem.

[9]CANALE, Fernando. “Completando la teología adventista: El proyecto teológico adventista y su impacto en la iglesia – Parte II”, DavarLogos 6.2 (2007): p. 129.

[10]_______. “Principios de Adoración”, Revista SAIT 1.1 (octubre 2011), p. 6.

[11]WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 660. A seguir: O Desejado de Todas as Nações.

[12]Para um estudo sobre o sacerdócio de Jesus Cristo ler: HOLBROOK, Frank B. O sacerdócio expiatório de Jesus Cristo, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013.

[13]Questões de doutrina, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p. 257, 258.

[14]Quando o Senhor ressuscitado subiu ao Céu, não entrou no Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos, mas no Lugar Santo do Santuário. A versão Almeida Corrigida assim traduz Hebreus 9:12: “nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”. Ver: Alwyn P. Salom, “Ta Hagia na Epístola aos Hebreus”, editado por HOLBROOK, Frank B. A luz de hebreus, 4ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2021, p. 267.

[15]Para um estudo mais detido sobre a data 1844, e a segunda fase do ministério de Cristo no Santuário Celestial, ler: MAXWELL, C. Mervyn, Uma nova era segundo as profecias de daniel, 2ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 203-278; GOLDSTEIN, Clifford. 1844, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022; O grande conflito, p. 317-342; 409-450.

[16]Ver a Crença Fundamental sobre o Ministério de Cristo no Santuário Celestial: Nisto cremos, 10ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022, p. 391-415.

[17]O Desejado de Todas as Nações, p. 189.

[18]WHITE, Ellen G. Atos dos apóstolos, 9ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 140.

[19]“Comentário de Romanos 12:1”. Bíblia andrews, versão Almeida Revista e Atualizada, 2ª ed. da Sociedade Bíblica do Brasil, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 1474.

[20]WHITE, Ellen G. Mente, caráter e personalidade, 5ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, v. 1, 2012, p. 38.

[21]WHITE, Ellen G. Testemunhos para a igreja, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, v. 5, 2013, p. 491. Ver também: Manual da igreja, p. 127-139.

[22]PLENC, p. 43.

[23]WHITE, Ellen G. Mensagens escolhidas, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, v. 3, 2012, p. 372.

[24]CANALE, Fernando. “Principios de Adoración”, Revista SAIT 1.1 (octubre 2011), p. 3. 

[25]Ibidem.

[26]A igreja: adoração, ministério e autoridade, p. 39.

[27]O grande conflito, p. 195.

[28]A igreja: adoração, ministério e autoridade, p. 73.

[29]Bases bíblicas da adoração, p. 121.

[30]WHITE, Ellen G. Evangelismo, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 502. A seguir: Evangelismo.

[31]O grande conflito, p. 68.

[32]WHITE, Ellen G. Fé pela qual eu vivo, MM 1959, p. 37.

[33]Evangelismo, p. 507.

[34]WHITE, Ellen G. 9ª ed. Educação, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 168.

[35]A igreja: adoração, ministério e autoridade, p. 194.

[36]WHITE, Ellen G. A fé pela qual eu vivo, MM 1959, p. 35.

[37]BACCHIOCCHI, Samuele. Crenças populares: o que as pessoas acreditam e o que a Bíblia realmente diz, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, p. 187-235.

[38]WHITE, Ellen G. Conselhos sobre a escola sabatina, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 130.

[39]_______. Profetas e reis, 8ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 303-310.

[40]PLENC, p. 23.

[41]WHITE, Ellen G. Eventos finais, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 44.

[42]_______. A fé pela qual eu vivo, MM 1959, p. 359.

[43]Evangelismo, p. 230.

Wilson Borba

Wilson Borba

Sola Scriptura

As doutrinas bíblicas explicadas de uma forma simples e prática para o viver cristão.

Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Possui mestrado e doutorado na mesma área pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, e pela Universidade Peruana Unión (UPeU). Ao longo de seu ministério foi pastor distrital, diretor de departamentos, professor e diretor de seminários de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul. Atualmente serve como pastor distrital no interior de São Paulo.

O Povo de Deus Guarda os Seus Mandamentos

 Ellen White


O Povo de Deus Guarda os Seus Mandamentos

Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. ...

No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados. ...

Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. ... Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em suas facilidades para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus. ... Meu irmão, se estais ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, estais errado. Testemunhos Para Ministros, págs. 50, 58 e 59.

 

Eles Têm o Testemunho de Jesus

À proporção que se avizinha o fim e há um contínuo crescimento da obra, que tem por objetivo transmitir ao mundo a última advertência, vai-se tornando mais importante para os que abraçaram a verdade, possuir uma compreensão clara tanto da natureza como da influência dos Testemunhos que Deus, em Sua providência, vinculou à obra da terceira mensagem angélica desde a sua origem. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 270.

Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade, mas todos os que crêem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma mensagem, estarão livres dos muitos enganos que surgirão nestes últimos dias. Mensagens Escolhidas, vol. 3, págs. 83 e 84.

Haverá pessoas que pretenderão ter visões. Quando Deus vos der claro testemunho de que a visão é dEle, podeis aceitá-la, mas não aceiteis sob nenhum outro testemunho; pois o povo vai ser mais e mais desencaminhado em países estrangeiros e na América. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 72.


Os Seus Marcos: as Doutrinas Bíblicas

O passar do tempo em 1844 foi um período de grandes acontecimentos, expondo ao nosso admirado olhar a purificação do santuário que ocorre no Céu, e tendo clara relação com o povo de Deus na Terra, e com as mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo, desfraldando o estandarte em que havia a inscrição: "Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus." Um dos marcos desta mensagem era o templo de Deus, visto no Céu por Seu povo que ama a verdade, e a arca, que contém a lei de Deus. A luz do sábado do quarto mandamento lançava os seus fortes raios no caminho dos transgressores da lei de Deus. A não-imortalidade dos ímpios é um marco antigo. Não consigo lembrar-me de alguma outra coisa que possa ser colocado na categoria dos velhos marcos. Counsels to Writers and Editors, págs. 30 e 31.


Do Livro Eventos Finais 43 - 45

terça-feira, 7 de novembro de 2023

O caminho para o céu

Ellen White

O caminho para o céu 

Obrigatoriamente através de Jesus
 “Não se turbe o vosso coração”, disse [Jesus]; “credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.” João 14:1-4. 
Em outras palavras: Por amor de vocês vim ao mundo. Estou trabalhando em seu benefício. Quando Eu for, continuarei ainda a trabalhar fervorosamente por vocês. Vim ao mundo para Me revelar a vocês, para que pudessem crer. 

Vou para o Pai para cooperar com Ele em seu favor. 
O objetivo da partida de Jesus era o contrário daquilo que temiam os discípulos. Não significava uma separação definitiva. Ia prepararlhes lugar, para que pudesse voltar, e recebê-los junto de Si. Enquanto lhes estava construindo mansões, eles deviam desenvolver um caráter à semelhança divina. 
Ainda os discípulos estavam perplexos. Tomé, sempre envolvido por dúvidas, disse: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim. Se vós Me conhecêsseis a Mim, também conheceríeis a Meu Pai; e já desde agora O conheceis e O tendes visto.” João 14:5-7. Não há muitos caminhos para o Céu. Não pode cada um escolher o seu. Cristo diz: “Eu sou o caminho. ... Ninguém vem a Meu Pai, senão por Mim.” João 14:6. Desde que foi pregado o primeiro sermão evangélico, quando no Éden se declarou que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente, Cristo fora exaltado como o caminho, a verdade e a vida.
 Ele era o caminho ao tempo em que Adão vivia, quando Abel apresentava a Deus o sangue do cordeiro morto, representando o sangue do Redentor. Cristo foi o caminho pelo qual se salvaram patriarcas e profetas. Ele é o único caminho pelo qual podemos ter acesso a Deus. — O Desejado de Todas as Nações, 663. 

A certeza de nossa libertação 
Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. 
Foi Cristo que, do Monte Horebe, falou a Moisés, dizendo: “EU SOU O QUE SOU. ... Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3:14. Foi esse o penhor da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio “semelhante aos homens”, declarou ser o EU SOU. O Infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado “em carne”. 1 Timóteo 3:16. 
A nós nos diz: “EU SOU o Bom Pastor.” João 10:11. “EU SOU o Pão Vivo.” João 6:51. “EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida.” João 14:6. “É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra.” Mateus 28:18. EU SOU a certeza da promessa. SOU EU, não temam. “Deus conosco” é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu. — O Desejado de Todas as Nações, 24, 25. 

Ajudar outros a encontrarem Jesus 
Cristo a Si mesmo Se entregou a uma morte ignominiosa e torturante, demonstrando o penoso trabalho de Sua alma para salvar os que perecem. Oh! Cristo pode, Cristo deseja, Cristo anela salvar todos os que se achegam a Ele. Falem às pessoas em perigo e incentivem-nas a contemplarem Jesus sobre a cruz, morrendo para que Lhe fosse possível perdoar. 
Falem ao pecador com o próprio coração transbordante do terno e compassivo amor de Cristo. Haja profunda solicitude; mas nenhuma nota dissonante e ruidosa deve ser ouvida da parte daquele que está procurando conquistar a alma para olhar e viver. 
Em primeiro lugar, consagrem sua própria vida a Deus. Ao olhar para o seu Intercessor no Céu, quebrantem o próprio coração. Então, abrandados e subjugados, vocês poderão dirigir-se O caminho para o céu aos pecadores arrependidos como alguém que compreende o poder do amor redentor. 
Orem com essas pessoas, conduzindo — as pela fé junto à cruz; elevem-lhes a mente com a mente de vocês, para que fixem o olhar da fé onde vocês estão olhando, em Jesus, o Portador de pecados. Façam com que elas desviem o olhar de si mesmas, de seus pecados, e se voltem para o Salvador, e a vitória estará ganha. Elas passarão a contemplar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Verão o Caminho, a Verdade e a Vida. O Sol da Justiça lança seus brilhantes raios dentro do coração. 
A forte corrente do amor redentor penetra na alma ressequida e sedenta, e o pecador é salvo para Jesus Cristo. Cristo crucificado — falem, orem e cantem isso, o que abrandará e conquistará corações. Este é o poder e sabedoria de Deus para colher almas para Cristo. Frases formais e estereotipadas, a apresentação de assuntos meramente argumentativos, produzirão pouco benefício. 
O enternecedor amor de Deus no coração dos obreiros será reconhecido por aqueles pelos quais eles trabalham. 
As pessoas estão sedentas da água da vida. 
Não sejam cisternas vazias. Se vocês lhes revelarem o amor de Cristo, poderão conduzir os famintos e sedentos a Jesus e Ele lhes dará o pão da vida e a água da salvação. — Testemunhos para a Igreja 6:66, 67. 

O verdadeiro caminho conduz ao céu 
Muitos estão perdendo o caminho certo, por pensarem que têm de conquistar o Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus. Procuram tornar-se melhores pelos próprios frágeis esforços. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande sumo sacerdote. Diz Ele: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida.” João 14:6. 
Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão, como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu. —

 Mensagens Escolhidas 1:368. [13] Capítulo 2 — Sua promes

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

INIMIGOS

 

INIMIGOS

 

INTRODUÇÃO

Todos gostamos de ter amigos. É importante tê-los.

A Bíblia fala que há amigos mais chegados que irmãos. Prov. 18:24

Porém inimigos são mais fáceis de adquirir.

Gasta-se anos para se fazer um amigo e podemos transformá-los em inimigos em apenas uma hora.

A Bíblia nos aconselha orar por nossos inimigos. Mateus 5:44

 Há três inimigos do homem e de Deus que são terríveis:


1.      O mundo – fora de nós

o O que é o mundo?

É um amigo falso

I João 2:15-17 e  15:19

Que é o mundanismo.

Vida mundana. Hábito ou sistema dos que só se preocupam com coisas materiais. Vida desregrada, tudo o que é relativo ao não espiritual.

Modas indecentes

Vaidade – músicas populares

Lugares inconvenientes

Leituras banais

Cinemas

Teatros

Bares

Danças


Tudo isto tira o gosto das coisas espirituais.

João 17:15


2.      A carne – dentro de nós

A natureza carnal Gálatas 5:17

Romanos 8:6-8 e Romanos 7:14-24


3.      O diabo – acima de nós

Efésios 6:11-12

Porém temos a vitória assegurada.

Para o mundo: João 16:33

Para a Carne: Romanos 8:1, 7:24-25

Para o Diabo: Apocalipse 17:14


CONCLUSÃO

Porém temos a vitória segura

– Apocalipse 17:14                            - Mateus 28:20                       - Filipenses 4:13

 

Promessas aos vencedores

- Apocalipse 2:7,11,17,26-28; 3:5

 

Em Cristo venceremos:

O mundo        A carne           O diabo

Pois Cristo já venceu.




Pr. Manoel Barbosa da Silva

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