terça-feira, 10 de maio de 2016

Movimento da Igreja Emergente




Movimento da Igreja Emergente 
 Leandro Dalla

“Fique longe de matérias espirituais não-bíblicas ou métodos de formação espiritual que estão enraizados no misticismo, como a oração contemplativa, oração centrante e o movimento da igreja emergente, na qual elas são promovidas. Procure na Igreja Adventista do Sétimo Dia pastores humildes, evangelistas, acadêmicos bíblicos, líderes e departamentais que podem providenciar métodos evangelísticos e programas baseados em princípios sólidos da Bíblia e do tema do grande conflito.” (Pr. Ted Wilson em Adventist News)

Formação espiritual, oração contemplativa, oração centrante, movimento da igreja emergente são pilares do One Project. Trata-se de um “ministério” ligado ao Movimento Emergente que tem como objetivo disseminar suas ideias e práticas pelo mundo. Aqui no Brasil o trabalho deste Movimento ainda é muito sutil, mas nos EUA a igreja tem sido assediada de maneira direta, e muitas já cederam às práticas deste Movimento. É importante conhecer um pouco sobre isso para entender o alerta do Pr. Ted Wilson.

Seguem algumas características deste Movimento Emergente:
  1. O Movimento da Igreja Emergente começou como uma tentativa de ser “relevante” para a cultura pós-moderna. O termo “relevante” é muito utilizado na literatura emergente. O Movimento busca modificar a igreja para adaptá-la à sociedade atual, sendo uma oposição às raízes do cristianismo. A ideia de “emergente” se relaciona com o surgimento de uma igreja destinada a uma geração de pessoas com muito pouco apego à igreja. Ou seja, uma igreja para quem não tem interesse em igreja; uma religião para quem não tem interesse em religião. É uma igreja “adaptada ao usuário” ou “orientada para o consumidor”. Os emergentes são tolerantes com todos, menos com os conservadores contra os quais fazem duras críticas. 
  2. Este Movimento é eclético e diversificado, concentra-se menos no ensino bíblico distintivo e enfatiza a experiência espiritual (ou espiritualista?) do indivíduo. Não está preocupado com a interpretação correta da Bíblia, mas com a adaptação dela ao contexto pós-moderno. O Movimento é baseado em conceitos experimentais, sendo que uma das propostas fundamentais na comunicação emergente é a criação de um culto multissensorial, numa atmosfera construída com luzes, símbolos, mensagens multimídia, expressões artísticas, privilegiando sempre a experiência e o sentimento em contraposição à verdade bíblica. A intenção é experimentar Deus com os cinco sentidos. 
  3. A adoração da Igreja Emergente inclui elementos carismáticos. A liturgia tende a substituir hinos e corinhos por música de “louvor” e “adoração” no estilo pop. Substituem o órgão e o piano convencional por teclados eletrônicos, baterias e contrabaixos, utilizando também “ordens cultuais”, tais como “coloque-se de pé … levante as mãos … diga ao Senhor ‘eu te amo’ … cante mais alto … feche seus olhos”. Um dos líderes deste Movimento Emergente nos EUA afirmou que “queremos oferecer às pessoas um local onde elas possam se sentir parte antes mesmo de acreditar.” E se elas se sentirem confortáveis e acolhidas sem a necessidade de acreditarem e seguirem doutrinas, ou seguirem o mínimo necessário, para eles é ainda melhor. 
  4. O Movimento Emergente evita a “placa de igreja”, utilizando nomenclaturas genéricas com o suposto objetivo de atrair as pessoas que têm preconceitos em relação à denominação. A informalidade é buscada em todos os processos litúrgicos, pois a igreja tradicional não é vista com simpatia. O movimento nega a possibilidade de um único caminho, de regras fixas e de princípios que transcendam o tempo e a cultura. 
  5. A evangelização da Igreja Emergente procura atender às necessidades físicas, emocionais e materiais das pessoas sem nenhuma ênfase no aspecto espiritual e na santificação, enfatizando as bênçãos materiais que supostamente advirão da fidelidade. 
  6. Os emergentes são desiludidos com a igreja organizada e têm aversão ao conservadorismo, às regras, aos hinos sacros e à pregação da verdade presente. Não se preocupam com a conduta cristã e defendem a ideia de que Deus não se importa com o que faço ou deixo de fazer, desde que professe Seu nome e ame ao próximo. Dentro desse contexto, uma das críticas feitas à igreja tradicional é que ela insiste em que a pessoa pertença à igreja antes de poder tomar parte nas atividades do culto. Isto, segundo os emergentes, seria exclusivismo. Por isso, propõe que as pessoas passem imediatamente a participar de todas as atividades da igreja, inclusive nos púlpitos, antes mesmo de se tornarem membros efetivos. 
  7. A Bíblia não é considerada nem parâmetro inquestionável nem autoridade de fé e prática. Não se deve procurar o sentido que o autor pretendia para seus leitores, nem os princípios intrínsecos ou extrínsecos, mas sim procurar o sentido que se percebe nela hoje quando interpretada dentro da prática da sociedade moderna. Portanto, o sentido pode variar de acordo com a comunidade. A teologia não é bem vista. A doutrina não é importante e até desnecessária, pois é considerada causa de divisão da igreja. 
  8. O termo “igreja missional” é frequentemente usado na literatura dos líderes emergentes. Quase todas as descrições feitas deste Movimento também apontam para esta como uma de suas principais características. Esta expressão é usada para colocar a ética acima da doutrina, compreendendo a missão como mera compaixão social, concentrando-se nas relações interpessoais, dando muito valor às boas ações e ao ativismo social, e nenhuma ênfase ao comportamento cristão. Enfatiza a necessidade de viver como Jesus viveu, mas não condena o que Jesus condenou, pois resume o ministério de Cristo em “atender aos pobres e necessitados”. 

Existem outras características, muitas delas voltadas a práticas absorvidas do misticismo. Abaixo alguns vídeos sobre o assunto para conhecimento.

Leandro Dalla

Fonte: Música e Adoração

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