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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Provai-Me Nisto

                             Provai-Me NistoPag. 1

J. L. BROWN


O SENHOR ainda espera que Seu povo seja fiel em tôdas as coisas. Ele não modificou Seu plano para manter a prèga-ção do evangelho em todo o mun-do. Ainda nos diz: "Provai-Me nisto", e: "Trazei todo o dízimo." Como esperaremos cumpra Éle a Sua parte si guardamos para nós uma porção do dízimo? Querere-mos provar a Deus, quando nós mesmos não fazemos o que Éle nos manda? Si eu guardar uma por-ção do dízimo do Senhor, grande ou pequena, para meu uso parti-cular, duvidando de que Deus me irá dar o que promete em Mal. 3, poderei ainda esperar alguma coisa qualquer da Sua parte?

Diz o apóstolo Tiago: "Não duvidando, porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa." (S. Tia. 1:6-8.) "Provai-Me", diz o Senhor.

Estando eu em yiagem pelo sul do Brasil, um crente contou-me sua experiência. Fôra muito fiel ao Senhor em dar o dízimo, bem como em sua vida cristã. Servira a igreja como ancião, e Deus o tornara feliz e próspero em todos os seus negócios.

Veiu-lhe finalmente o desejo de melhorar ainda mais suas finan-ças. Pouco-a-pouco abandonou a costumeira fidelidade. Deixou de dar fielmente o dízimo, porque precisava de capital para aumen-tar seus negócios. Deixou de as-sistir fielmente à escola sabatina, porque precisava de tempo para descansar em casa ou para fazer uma viagem qualquer, a negócios. Deixou de ser fiel à observância do sábado, porque precisava de mais tempo para ganhar mais dinheiro e ficar mais rico. Afinal deixou completamente de dar o dízimo. Não deu mais ofertas, e de-todo deixou de guardar o sábado, tam-bém. Separou-se da igreja, pois não precisava mais dos irmãos nem de Deus, presumindo-se sábio para negociar bem sem as bên-çãos divinas.

Passaram-se alguns anos, e eis que um belo dia volveu à igreja, pedindo perdão. O negócio que florescera durante o tempo em que fôra fiel a Deus, estava, en-tão, em decadência. O infiel per-dera tudo e estava sobrecarrega-do de dívidas. Tudo lhe ia de mal a peor. Em sua casa havia doen-ças, e, nos negócios, só calamida-des e prėjuízos. Confessou então publicamente sua grave falta e pecado.

Mas depois-de sofrer tudo isso, converteu-se novamente a Deus e recomeçou a ser-Lhe fiel em tu-do. Outra vez lhe voltou a bênção divina à casa e aos negócios. Quando contou essa sua experiên-cia, sentia-se muito feliz e satis-feito porque já se encontrava de novo em caminho da prosperida-de. Asseverou, também, ter o fir-me propósito de nunca mais aban-donar a Deus, pois trabalhar nes-te mundo sem Deus e sem espe-rança, não tem valor algum.

Notemos o que nos diz a serva do Senhor: "Deus está provando cada alma que professa crer nEle. A todos confiou talentos. O Se-nhor concedeu ao homem os meios com que negociar. Fez do ho-mem Seu dispenseiro, entregan-do-lhe dinheiro, casas e terras. Tudo isso deve ser gerido como bens do Senhor, e usado para extensão de Sua causa e edifica-ção de Seu reino nesta terra. En-quanto negociarmos com os bens do Senhor, devemos dEle buscar sabedoria afim-de não usarmos os sagrados bens para glorificação própria e satisfação de nossos de-sejos egoístas. Os talentos confe-ridos diferem uns dos outros, mas quem recebe o menor talento não deve pensar que por haver rece-bido o menor não precise empre-gá-lo.

"Cada cristão é um dispensei-ro do Senhor, encarregado de Seus bens. Lembremos estas pa-lavras: 'Requer-se que cada ho-mem seja achado fiel em sua mor-domia.' Tenhamos a certeza de que não estamos roubando a Deus em nenhum jota nem em til al-gum, porque ela é de muita signi-ficação." The Support of God's Kingdom in The Earth, por E. G. White, págs. 21, 22.

Revista Adventista - Julho 1940

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