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terça-feira, 7 de junho de 2022

O mistério do amor que redime

 

O mistério do amor que redime

A Bíblia mostra que não há graça sem justiça e que ambas coexistem no caráter de Deus


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Satanás tentou separar a graça e a justiça de Deus para descaracterizar sua identidade (Foto: Shutterstock)

Intercedendo a Deus por si mesmo e o povo, o salmista em adoração e fé antecipou a resposta: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).[i] O objetivo deste artigo é apresentar essa perfeita união da graça com a verdade, e o beijo da justiça e a paz no caráter de Deus. As Escrituras revelam que “o Senhor é justo; Ele ama a justiça” (Salmos 11:7). E que Ele “tem prazer na misericórdia” (Miquéias 7:18). Em toda a Bíblia, Deus é apresentado como um Ser de “misericórdia e benignidade”, e de “rigorosa e imparcial justiça”.[ii]

Quando não percebemos a sintonia perfeita entre estes atributos no caráter de Deus, interpretaremos Seus atos na história de forma unilateral, seja à luz de Sua justiça ou da Sua misericórdia (Deuteronômio 7:1-11; Jonas 4:2, 3; Lucas 7:39). Ver o Senhor como um Deus de misericórdia, sem levar em conta Sua justiça, nos levará a responsabiliza-Lo como causador do caos universal. E ao considerarmos Deus promovendo apenas Sua “rigorosa e imparcial justiça” alienada da paz e misericórdia, o veremos como um Ser frio, insensível e causador de mágoas.[iii]

Leia também:

Sua Revelação escrita, as Santas Escrituras (2 Timóteo 3:16, 17; 2 Pedro 1:19-21), integra maravilhosa e perfeitamente a misericórdia e justiça no Seu caráter, e em tudo o que faz (Êxodo 20:5, 6; João 8:11). Ele “é a fonte de justiça, misericórdia e verdade”.[iv]

NEle “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida). Este mistério é compreendido no contexto do evangelho eterno, “coisas essas que anjos anelam perscrutar” (Apocalipse 14:6; Romanos 16:25; 1 Pedro 1:12). Como Ellen White considerou este tema? “O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que "os anjos desejam bem atentar", e será seu estudo através dos séculos sem fim”.[v]

O “mistério do amor que redime”, no arco-íris e no trono de Deus

Admiramos a beleza do arco-íris, mas a maior maravilha é o que ele representa: o beijo da justiça e a misericórdia no trono de Deus, e em Seu governo (Ezequiel 1:26-28; Apocalipse 4:1-3), pois “justiça e misericórdia são os atributos de Seu trono. Ele é um Deus de amor, de piedade e de terna compaixão”.[vi] Lúcifer tentou perverter o trono de Deus (Isaías 14:13, 14).Como “querubim da guarda ungido” conheceu o caráter divino de justiça e bondade, e Seu refulgente trono circundado pelo arco-íris da Sua glória (Ezequiel 28:14; Êxodo 25:18-20). Desde sua criação era “perfeito em seus caminhos”, até se achar nele “iniquidade” (verso 15), “orgulho” e “corrupção” (Ezequiel 28:17).

Lúcifer estabeleceu um trono rival (Isaías 14:13), pois, por meio de mentiras pretendia administrar o Universo melhor que Seu Criador (Ezequiel 28:18). Foi o primeiro antinomianista a rebelar-se contra a Lei de Deus, pois “vive pecando desde o princípio” (1 João 3:4, 8).  Finalmente expulso do Céu (João 18:44; Ezequiel 28:16; Apocalipse 12:7-9), com ódio e engano consumados, levou nossos pais ao pecado estabelecendo pretenso domínio sobre a Terra (Gênesis 3:1-8; Lucas 4:6, 7). Sua estratégia era “divorciar a misericórdia da verdade e da justiça”.[vii] Como acusador, e presumida vítima, atacou a essência do caráter de Deus, a união de Sua justiça e misericórdia (João 8:44; Apocalipse 12:10). “Mas no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram" (Salmos 85:10).[viii] Estrategicamente, “levantava extremamente o prato da justiça divina” para pisar abaixo em outra extremidade, o “prato da misericórdia”.

“Satanás levou o homem a imaginar Deus como um Ser cujo principal atributo fosse a justiça severa - um rigoroso juiz, e credor exigente e cruel”.[ix] Assim, atacava tanto a justiça como a misericórdia de Deus, expondo-O de modo distorcido e perverso. O resultado foi “rebelião, trevas e miséria”.[x] Multidões passaram a odiar a Deus, amar o pecado, e desprezar Seus apelos para arrependimento e salvação, até que Ele fez um “ato estranho” (Isaías 28:21) destruindo-os pelo Dilúvio (Gênesis 6:1-5; 11-13; Mateus 24:39; 2 Pedro 3:6). Mas o arco-íris que circunda o trono de Deus, cujo símbolo aparece nas nuvens é “um sinal da divina misericórdia e bondade para com o homem; que, embora Deus tenha sido provocado a destruir a Terra pelo dilúvio, ainda Sua misericórdia circunda a Terra”.[xi] Seu trono circundado pelo arco-íris é “o penhor do cumprimento de Sua Palavra”.[xii]

Mais que isso, “o arco-íris da promessa, circundando o trono de Deus no alto, é um perpétuo testemunho de que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).[xiii] Somente pela graça de Deus, Noé e sua família foram salvos da destruição (Gênesis 6:8; 1 Pedro 3:18-21; 2 Pedro 2:5), porque Deus é amor (1 João 4:8). “O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor”.[xiv] Ao olharmos o arco-íris nas nuvens, lembremos que: “Assim como o arco nas nuvens é formado pela união da luz solar e da chuva, assim o arco-íris que circunda o trono representa o poder conjunto da misericórdia e justiça”.[xv] “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).

O “mistério do amor que redime” no propiciatório cobrindo a arca do concerto

Ao Moisés construir o tabernáculo, sob a ordem de Deus preparou a arca do concerto. E nela colocou as tábuas da santa Lei dos Dez Mandamentos, a Sua aliança, escrita pelo próprio Deus (Êxodo 25:10-16; 31:18; Deuteronômio 4:13; 5:22; 10:2-5). Foi ordenado a Moisés também preparar o propiciatório, e colocá-lo como cobertura em cima da arca (Êxodo 25:17-19, 21; Hebreus 9:4,5). “Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana. Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que enche o Céu todo de admiração e adoração”.[xvi] E Deus também ordenou a Moisés preparar dois anjos querubins de ouro. Estes deveriam ser colocados nas duas extremidades do propiciatório, com as asas estendidas “por cima, cobrindo com elas o propiciatório” de “faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório” (Êxodo 25:18- 20; Hebreus 9:5).

“Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório, representam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar”[xvii]. A abertura do santíssimo do santuário celestial, na visão da arca do concerto em Apocalipse 11:19, implica essencialmente na centralidade do “mistério do amor que redime” no grande conflito entre Cristo e Satanás. E singularmente, revela o grande interesse dos anjos de Deus não apenas para estudar, mas proclamar o “evangelho eterno” a todos os habitantes da Terra, para conhecerem e aceitarem “o precioso amor que redime” (Apocalipse 14:6-12). “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).

O “mistério do amor que redime” na cruz do Calvário

Foi na cruz que “o príncipe deste mundo foi expulso, e todos atraídos ao Salvador”, porque Jesus veio para “destruir as obras do Diabo” (João 12:31-32; Apocalipse 12:10-11; 1 João 3:8). “Por Sua vida e morte, provou Cristo que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado, e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas”[xviii]. Pela morte de Cristo na cruz, Deus pode “ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:26; Isaías 53:5). “Os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico.[xix] “Quando estudamos o caráter divino sob o aspecto da cruz, vemos misericórdia, ternura e perdão mesclados com equidade e justiça. Exclamamos na linguagem de João: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus" (1 João 3:1).[xx]

Portanto, “Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. Este é o meio de mover o mundo”[xxi]. A propósito, “os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico[xxii]. Logo, “aqui deve começar o estudo que será a ciência e o cântico dos remidos através da eternidade”[xxiii]. “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3), pois “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).


Referências:

[i]Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. A seguir, ARC.

[ii]WHITE, Ellen G. The Signs of the Times, 24 de março de 1881.

[iii]Bíblia de Estudo Andrews. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 762.

[iv]WHITE, Ellen G. Atos dos apóstolos. 9ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 507.

[v]_______. O Desejado de Todas as Nações. 22ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 19. A seguir: O Desejado de Todas as Nações.

[vi]_______. Testemunhos para a igreja. 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, v. 5, p. 174.

[vii]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 762.

[viii]Ibidem.

[ix]_______. Caminho a Cristo. 1ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 10.

[x]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 22.

[xi]_______. História da redenção. 11ª ed. 2013, p. 71.

[xii]_______. Parábolas de Jesus. 15ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 148.

[xiii]_______. A Ciência do bom viver, 10ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 94.

[xiv]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 762.

[xv]_______. Review and Herald, 13 de dezembro de 1892.

[xvi]_______. Cristo em seu santuário, p. 90.

[xvii]Ibidem.

[xviii]WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. p. 762.

[xix]Ibidem, p. 20.

[xx]WHITE, Ellen G. Exaltai-O. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, MM 1992, p. 250.

[xxi]_______. Filhos e filhas de Deus. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, MM 1956, p. 243.

[xxii]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 20.

[xxiii]_______. Pauloo apóstolo da fé e da coragem. Campinas, SP: Certeza Editorial, 2004, p. 128.

Wilson Borba

Wilson Borba

Sola Scriptura

As doutrinas bíblicas explicadas de uma forma simples e prática para o viver cristão.

Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Possui mestrado e doutorado na mesma área pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, e pela Universidade Peruana Unión (UPeU). Ao longo de seu ministério foi pastor distrital, diretor de departamentos, professor e diretor de seminários de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul. Atualmente serve como pastor distrital no interior de São Paulo.


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NOTÍCIAS ADVENTISTAS

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Coluna | Wilson Borba


sábado, 4 de junho de 2022

IMPACTO ESPERANÇA - Jejum Missionário

 

IMPACTO ESPERANÇA

Jejum Missionário

“Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios”. Salmo 50:5.

Jesus deu a missão de pregar o evangelho a todos os seus seguidores. Essa missão é mais que um dever, é um privilégio. 

A missão de pregar o evangelho aos perdidos se cumpre de diferentes modos e meios. Cada pessoa pode colaborar com o evangelismo de maneiras diferentes, por exemplo, indo pessoalmente falar a palavra, colaborando financeiramente para que outros possam ir em seu lugar, convidando pessoas a assistirem os cultos na igreja, inscrevendo pessoas em cursos bíblicos ou distribuindo literatura de casa em casa.

Ultimamente a Igreja Adventista criou o Impacto Esperança, que é um projeto de distribuição em massa de livros missionários, com o objetivo de alcançar milhares de pessoas em cada cidade. Já foram distribuídos milhões de livros em centenas de países.

Para este ano, 2023, o livro que vai ser distribuído no Impacto Esperança, será o livro O Grande Conflito. O melhor livro profético e doutrinário da Igreja, escrito pela mensageira de Deus, Ellen White.

Por que o livro O Grande Conflito?

Veja o que a própria Ellen escreveu sobre o mesmo:

O Desejado de Todas as Nações, Patriarcas e Profetas, O Grande Conflito, e Daniel e Apocalipse, nestes livros há preciosas instruções que devemos atentar. Diz a serva de Deus, sobre os mesmos: Estes livros precisam ser considerados como de especial importância, e todo esforço deve ser feito para os pôr diante do povo. Carta 229, 1903. Livro Evangelismo Pag. 366

veja o conselho: Todo esforço deve ser feito para os pôr diante do povo.

Ninguém deveria ficar de fora dessa campanha missionária. Todos os adventistas batizados, tem o dever de colaborar tanto na distribuição, entregando de casa em casa, como na aquisição dos livros, ou seja, comprando os livros para distribuir. Mesmo aqueles mais fracos financeiramente devem fazer um esforço para participar dessa campanha. Por muito pobre que seja, ou ainda que esteja desempregado, cada pessoa pode e deve fazer um plano, um propósito com Deus de ajudar nessa obra tão preciosa. E cada livro sairá pelo preço abaixo do custo, sendo 1,50 a unidade.  Um valor extremamente baixo diante do que ele vale (fisicamente e espiritualmente).

Por que fazer parte dessa campanha?

Primeiro, como foi dito no início, o dever de pregar o evangelho foi dado a todos.

Segundo, não há alegria maior do que ver uma pessoa salva e saber que foi por seu intermédio que aquela pessoa aceitou a Jesus

Por último, esse livro, O Grande Conflito, é um dos campeões em ganhar pessoas para as verdades contidas na Bíblia e ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia

É dever das igrejas, fazer ampla divulgação deste livro, e levar todos os membros a participarem dessa campanha de divulgação. Deve as igrejas também adiar toda construção e reforma desnecessaria de templos, salas, banheiros, bem aquisição de móveis para os templos e usar o dinheiro que seria usado com essas coisas e comprar milheres de livros para distribuir

Por que todos os membros batizados devem participar comprando livros para distribuir, mesmo não tendo recursos ou estando desempregados?

Respostas:

1. O dever de pregar o evangelho foi dado a todos, independentemente da condição financeira de cada um.

2. Deus, que inspirou a sua serva Ellen White a escrever esse livro tão precioso, sabe da importância da leitura do mesmo para a salvação dos perdidos. Esse mesmo Deus dará condição financeira a todos os que se dispuserem a colaborar. Basta a pessoa querer, que o Senhor lhe dará os meios necessários. Todos poderão fazer parte dessa grande campanha.   

3. A Bíblia ensina que os santos devem fazer um concerto com Deus por meio de sacrifícios.  “Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios”. Salmo 50: 5        

Como participar?

Com algumas ideias simples, mas que se forem levadas a sério, a pessoa poderá participar dessa grande campanha. Adultos, jovens, crianças, ricos e pobres, empregados e desempregados, todos que se entregarem nas mãos de Deus, fazendo um sacrifício pessoal, terão condições de colaborar com a mesma. Esse sacrifício pessoal estou chamado de Jejum Missionário. Será um jejum em prol da salvação dos perdidos.

Exemplo: Faça um pacto com Deus de cortar de suas despesas gerais, uma quantia para usar na compra do livro missionário. Se essa quantia lhe fizer muita falta, alegre-se, esse é o seu jejum missionário. Jejum em prol da salvação de pessoas.

Esse jejum poderá ser parcial ou total. Exemplos:

·       a - Jejum parcial

Ficar um dia por semana sem determinado alimento do seu cardápio. Aqueles que comem carne, por exemplo, podem ficar um dia sem carne e o valor que seria do bife do almoço seja destinado para a compra do livro. 

Se economizar 30,00 reais, por exemplo, dará para comprar 20 livros. Os que já são vegetarianos podem ficar um dia sem cenoura, ou batatas, ou outra leguminosa ou alimentos como castanhas e lentilhas e o dinheiro desse alimento pode-se comprar alguns livros. Retirar a carne ou algum outro item do cardápio por um único dia na semana não fará falta para sua saúde e ainda pode ajudar na salvação de outra pessoa.

·        b- Jejum Total

Nesse jejum você se restringe da refeição completa por um dia e calcula o valor que gastaria com os alimentos e destina ao projeto. Por exemplo: se na sua casa são duas pessoas jejuando e ambos abrirem mão do desjejum e do almoço, calcule o valor das quatro refeições e esse valor será para a compra de livros. Se somarem 45,00 reais, esse dinheiro dará para comprar 30 livros. Um jejum desse, duas vezes por mês, fará muito bem à tua saúde (física e espiritual) e você comprará 60 livros. Assim você estará evangelizando com livros, 60 famílias, todo mês.

·        c - Jejum Dos Gastos Extras

Se você tem o costume de usar refrigerantes no almoço, ou sair nos finais de semana, comer uma boa pizza com a família, entre outras coisas...  Lembre-se: Você fez um concerto com Deus de pregar o evangelho. Some o dinheiro dessas despesas extras e compre livros missionários. Se essas despesas extras somarem 150 reais por mês, dará para comprar 100 livros missionários. Já pensou? Você fez um sacrifício e evangelizou 100 famílias em apenas um mês.

·        d- Jejum Rodoviário

Se você é daqueles que para ir a qualquer lugar, inclusive a padaria da esquina, usa o carro, deixe-o na garagem sempre que possível e ande mais a pé ou de bicicleta. Calcule quantos litros de gasolina deixou de usar e compre livros. Um litro de gasolina, hoje, dá para comprar em média 5 livros.

Se você pretende fazer um passeio que não seja tão necessário, adie a viagem e use o dinheiro para comprar livros. Se na sua viagem você fosse gastar 300 reais, lembre-se, esse dinheiro daria para comprar 200 livros.

·        e - Jejum dos Gastos Domésticos

Procure gastar menos com as despesas da casa. Ex: água, tomando banho mais rápido, energia elétrica, usando menos o ferro de passar e o chuveiro elétrico, gás de cozinha, fazendo alimentos que use menos o fogão, calcule o dinheiro economizado no mês e compre livros missionários.

Outra sugestão para participarmos dessa campanha de distribuição em massa desse livro missionário tão relevante, é fazer generosas doações.

Você que tem boa condição financeira, um bom emprego, ou uma boa profissão liberal, ou é um empresário bem-sucedido, que não precisa fazer nenhum jejum para participar dessa campanha missionária, faça uma doação expressiva. Talvez doar 2.000, 3,000, 5.000 ou 10.000 livros. Se para você, seja mais fácil que algum membro da sua igreja doar 1.000 livros. Faça isso. 

Se você pode, doe livros aos milhares. Se Deus tem abençoado você, faça um plano com Deus, agradeça as benções que Deus te tem dado, e faça um grande investimento.

Se todos se unirem e forem generosos poderemos distribuir no Brasil 100 milhões de exemplares do livro O Grande Conflito. Isso mesmo, cem milhões de livros. Um livro em cada residência desse país! Ore por isto e faça sua parte.

Atenção.

Se você deixar de se envolver nesta campanha de evangelização tão importante, cuidado. Deus poderá cobrar de você. 

E ai das igrejas que não levarem a sério essa campanha missionária. 

Ai dos pastores, dos anciãos, e demais líderes e membros das igrejas,  que deixarem de comprar livros missionários para evangelizar os perdidos, e usarem o dinheiro para estofar bancos, reformar banheiros sem necessidade, e gastarem com tintas e tijolos, quando deveriam usar o dinheiro para comprar milhares de livros. 

Ai de quem fizer isto. Acredito que Deus não ficará satisfeito, nem abençoará os tais projetos

 

 

 


quarta-feira, 1 de junho de 2022

UMA NOITE NO LAGO

 Manoel Barbosa da Silva

                         UMA NOITE NO LAGO 

                              Mateus 14: 13 -33.    Marcos 6: 45-56


Sentados na relva, ao final da tarde, milhares de pessoas se alimentam. Fora um dia especial. Um dia em companhia com Jesus.

Naquele dia, aquela multidão presenciou os inúmeros milagres realizados por Jesus. Ouviu seus ensinos e deleitarem-se com as palavras do divino mestre. Parecia a própria voz de Deus falando.

Porém, o que mais impressionou aquele povo foi o milagre da multiplicação dos pães. Todos participaram dos seus benefícios.

Aquele milagre fê-los lembrar-se de Moisés. Nos dias das peregrinações de Israel pelo deserto, o povo era alimentado com o maná. Lembraram-se também da profecia que dizia: “Surgirá um profeta semelhante a mim. A Ele ouvireis”. Deut. 18

Esta lembrança trouxe ao povo uma convicção: Jesus devia ser o Rei de Israel. Esta convicção gerou esperança. E esta esperança fê-los sonhar. Sonhar com uma nação poderosa, livre e independente de Roma. E ninguém melhor do que Jesus para ser o Rei. Era sábio, simples, amigo e poderoso. Se um soldado fosse ferido na guerra, Ele o curaria. Se faltasse alimento, com poucos recursos Ele alimentaria um exército inteiro. Se viesse uma calamidade á nação, com o seu poder Ele resolveria o problema.

Portanto Jesus era a pessoa certa para governar o país. Era o único capaz de transformar a Judéia em um paraíso. A terra que “mana leite e mel”.

Porém, havia um problema. Jesus não se candidatava ao posto, nem dava sinais de aceitar tal cargo.

Em seu entusiasmo o povo resolve coroá-lo rei imediatamente.João 6:15.

 Entende que Jesus não demonstra interesse pelo trono por ser modesto e tímido. Deveria, portanto, ser coroado, nem que fosse pela força.  João 6:15

Os discípulos se unem à multidão, em declarar que o trono de Davi é uma herança legítima de Jesus. Pois este é descendente direto daquele Rei.

E assim eles tomam as providências para naquele dia declarar a independência de Israel, e coroar um novo rei no lugar de Herodes.

Jesus vê o que está em andamento. Compreende o que eles não podem compreender: que aquele movimento só traria morte e violência, caso fosse levado adiante. Que os fariseus, tão inimigos de Jesus, seriam os primeiros a denunciá-los aos romanos. Exércitos inteiros invadiriam a Judéia e as conseqüências seriam trágicas.

Chamando os discípulos Jesus ordena-lhes que entrem no barco e voltem imediatamente para Cafarnaum, enquanto ele fica para despedir a multidão.

Os discípulos não aceitam a ordem do mestre e protestam. Querem continuar com o povo. Porém Jesus fala com tanta autoridade, que eles não ousam desobedecer.

Jesus despede a multidão, e usa mais uma vez sua autoridade para dissuadir alguns mais afoitos que queriam continuar no seu propósito.

Despedida a multidão, o Mestre sobe ao monte para orar. Durante horas continuou em súplica perante o Pai. Não ora por Si mesmo. Ora pelos homens. Rogava poder para revelar aos mesmos o divino caráter da sua missão. Orava também pelos discípulos, pois sabia que eles seriam duramente provados. Que os sonhos de grandeza alimentados por eles seriam desfeitos e que em vez de trono teriam uma cruz. Haveriam de testemunhar-lhe a cruxificção. Jesus pedia para eles o Espírito Santo, pois sem este, na certa fracassariam.

Enquanto isto...

Os discípulos não foram a Cafarnaum como foi ordenado. Ficaram no barco aguardando Jesus voltar. E enquanto aguardavam, murmuravam. Murmuravam porque Jesus não lhes permitiu coroá-lo Rei. E perguntavam: 

“Porque Ele não quer ser Rei? ” 

“Será que Ele é mesmo o Messias? ”

 “Por que os sacerdotes que são tão cultos, e conhecem tão bem as profecias, não O aceitam e nem O reconhecem como o Enviado?  

 “Não será Ele um impostor? ” 

“Não estamos perdendo nosso tempo? ”

Enquanto Jesus orava por eles, eles duvidavam de Jesus. 

 Esqueciam de tudo que já haviam presenciado e se entregavam a dúvidas sem fundamento. Por fim resolveram partir deixando Jesus, afinal, já escurecia.

Quando estavam em alto mar, violenta tempestade se apro xima sem que estivessem preparados para ela. Subitamente o céu se cobre de nuvens e o vento sopra violentamente.

Atemorizados esquecem o aborrecimento, a incredulidade e impaciência. Todos trabalham para impedir que o barco vá a pique.

Com os remos pelejam até a madrugada e a tempestade intensifica até o momento em que sentem-se totalmente perdidos.

Sentem necessidade de Jesus. Anelam sua presença. Sabem que se Jesus ali estivesse, estariam em segurança.

É nesta hora que Jesus aparece. 

Pelo clarão do relâmpago, os discípulos vêem um vulto que caminha por sobre as águas. Ficam com medo pensando ser um fantasma. Mas Jesus lhes diz: “Não temais sou eu”.

Pedro num desafio pede: “Se és Tu, mandas que eu vá me encontrar contigo por sobre as águas. ” Jesus diz: “Vem. ” E Pedro foi.

Com alegria Pedro Caminha por sobre as águas, porém volta-se para os companheiros e perde a Jesus de vista. O vento ruge, uma onda sobe, se interpõe entre ele e o Mestre, e Pedro afunda na escuridão das águas. Porém antes de submergir, ele grita: “Senhor salva-me!” Jesus estende a mão, o segura, e diz: “Homem de pequena fé porque duvidaste? ”.

De mãos dadas os dois entram no barco e a uma ordem do Mestre, o mar serena, a tempestade passa, e a aurora brilhante anuncia um novo dia na terra e na vida dos discípulos.

O dia já era claro quando eles chegaram a Cafarnaum

LIÇÕES

O milagre da multiplicação dos pães foi registrado para nos impressionar na caminhada cristã. Eis algumas lições: 

- É o poder de Cristo que nos alimenta continuamente. O pão que vai a nossa mesa todo o dia é ainda uma demonstração do cuidado de Jesus por nós. Ele não fornece somente o alimento físico, mas o alimento espiritual também.

Quando nos aproximamos de Jesus através da leitura da Bíblia e pela oração, nossa alma é saciada plenamente. 

- Jesus fica triste e preocupado quando seus seguidores alimentam dúvidas sem sentido em relação a sua pessoa ou sua igreja, e quando esquecem as muitas bênçãos que recebem diariamente e passam a duvidar do poder e da bondade divina.

Quantos que já trilharam conosco esse caminho, que foram fiéis missionários, hoje estão a margem da estrada, fora da igreja, porque à semelhança dos apóstolos, esqueceram essa tão bela mensagem e deram lugar a dúvidas em seus corações.

Os apóstolos ainda volveram a tempo. E esses que hoje estão longe criticando a igreja, também poderão voltar  se derem lugar no barco da vida para que Jesus possa entrar e ali fazer um milagre.

- As aflições muitas vezes são permitidas para que possamos sentir nossa dependência de Deus. Para podermos clamar por Ele e desejar a Sua companhia.

“Os que deixam de compreender sua contínua dependência de Cristo, serão vencidos pela tentação”. DTN. 382.

4º - Vivemos em um mundo em tempestades.

Tempestades de doenças, desastres, ódio, vingança, imoralidade, pornografia, incredulidade, misticismo, fanatismo... São ondas de toda sorte cada uma mais ameaçadora que a outra. Ondas que ameaçam naufragar o barco da nossa fé.

Porém lá do alto Cristo contempla nossa luta e vem em nosso socorro. Ele não permite que seus filhos lutem sozinhos, mas lhes traz palavras de esperança, e diz: ”Não temas, sou Eu”.

- Não devemos deixar de olhar para Jesus. Enquanto estivermos com os olhos fitos na Sua pessoa, as águas furiosas nos serão como terra firme. Ao seu lado nossa segurança é garantida.

6º - Depois da tempestade vem a bonança. A noite de trevas é seguida da aurora de luz. Não há tristeza que dure para sempre, não há angústia que não se acabe, depois do choro vem o riso, principalmente se temos Jesus.

7º - Cristo não chama seus filhos para deixá-los perecer. Se Ele diz vem, pode confiar e se você se sentir um náufrago, clame que Ele te responderá.

Muitos ainda estão longe de Cristo, por medo de sair do barco, enfrentar o mar aberto e ser engolido pelas ondas. Esquecem que Aquele que os chama, tem poder para acalmar todas as tempestades.

 Que possamos deixar Cristo guiar o barco da nossa vida, com Ele no leme, estaremos salvos.

Amém

PRESOS E PRISÕES

 Manoel Barbosa da Silva

                            PRESOS E PRISÕES

                                 Salmo 107: 10


Em 1985, o governo anunciou um grande mutirão contra a violência. Neste mutirão, entre muitas outras coisas, haveria uma reforma carcerária, e seria implantada em todo o país, colônia agrícola e industrial para o aproveitamento da mão de obra do preso.

O preso seria menos inútil.  Seria menos preso, e estaria ao sol, trabalhando e produzindo.

Até hoje nada disto aconteceu. Cada dia que passa o sistema carcerário do país vira um caos, e como resultado o que vemos diariamente, é revolta e fugas nas prisões.

Ante a onda de barbaridades que se cometem hoje, discute-se a diminuição da maioridade penal para 16 anos, uma tentativa de diminuir a onda de violência dessa faixa etária.

            Pensando nesse assunto, pesquisemos na Bíblia o que ela diz sobre “Presos e Prisões”.

1.    Várias Formas de Prisões

Na vida moderna há presos de:

·    Cadeias - Prisões provisórias

·    Casas de Correção - Febem

·    Penitenciarias

·    Campos de Concentração.

·    Prisão Domiciliar   

Há presos por razões justas.

Há presos por razoes injustas, vítimas de calúnia. perseguição política, e outras

(Ver revista veja)

            Caso da moça que ficou grávida e acusou um moço de te-la violentado. Ele ficou preso seis anos, até que ela confessou que havia mentido.

          Há presos políticos.

          Há presos em prisão domiciliar, cumprindo a pena fora do cárcere       

A Bíblia fala muito de prisões

·   José foi preso em ferros (Salmos 105: 18)

·   Sansão com cadeias de bronze (Juizes 16:21)

·   Pedro foi acorrentado entre dois soldados e vigiado por outros dezesseis (Atos 12:6, 4).

·  Paulo e Silas foram presos com os pés em um tronco (Atos 16:24)

·   Cristo foi amarrado (Mateus 27:1 e 2)

Porem, de todas as prisões, antigas e modernas, a que mais incomoda é a que mais existe; especialmente nesses dias em que vivemos. Ela é relatada em Salmos 107: 10

 2.    Presos de Aflição: Angustias, remorsos, tristezas.

São muitas as causas de aflição no mundo:

A.    Preocupação: filhos rebeldes, parentes incrédulos, desemprego, medo do futuro.

B.     Doenças na família: esposo (a), filhos, pais.

C.     Remorsos:

a)      Por ter cometido um pecado. Mesmo que este seja secreto, quem o comete não tem paz. Perde a alegria, adoece.

b)      Por terem se rebelado contra Deus. Sal. 107: 11 

Há uma boa notícia para os presos de aflição.  SAL. 107: 13-15

Cristo está disposto a soltar, libertar todos que passam por aflições no mundo. 

Há, no entanto dois elementos que antecedem a liberdade (Verso 13).

·         Angústia

A angústia é necessária para dobrar a cerviz. Para quebrar o orgulho do homem, para aproximar o homem de Deus. Para o homem sentir dependência de Deus. Para que ele seja humilde. Davi só se aproximou de Deus depois do sofrimento (Salmo 119: 71) 

·         Clamor (Versos 19, 28, 6).

E o clamor é necessário por que:

n    Significa o reconhecimento de que Deus é Deus

n    Significa o abandono de nossas soluções provisórias

n    Significa que reconhecemos que Deus pode nos ajudar.

Cristo diz que Ele sabe das nossas necessidades (Mat. 6:8). No entanto Ele nos ensinou a orar.

Davi vivia em angústia por causa do pecado (salmos 32: 3-5) Confessou, foi liberto.

A Cananéia buscou Cristo por causa de sua filha que estava endemoninhada (Mateus 15: 21-28).

Recebeu a libertação.

Bartimeu era cego, clamou a Jesus e foi curado.

Não há angustia ou aflição, que Deus não resolva. O que precisamos é ter iniciativa de buscarmos a Deus com fé. Ele conhece nossa angustias e está mais disposto a nos ajudar do que nós mesmos em ser libertos.

O salmista usa em figuras uma linguagem dramática para mostrar a maneira que Deus nos liberta (SALMOS 107)

1.      Tirou das trevas. (Verso 14)

2.      Despedaçou as cadeias. (Verso 14)

3.      Arrombou as portas. (Verso 16)

4.      Quebrou as trancas. (Verso 16)

5.      Enviou a sua palavra.

6.      Livrou da morte. (Verso 20)

A palavra de Deus é o remédio que cura todas as doenças da alma, todas as aflições.

CONCLUINDO

Há muitas formas de prisões, e há também muitos presos. Uns presos por merecerem, outros injustamente.

Porém a pior prisão é a prisão da angustia. Na linguagem bíblica, os presos de aflição.

Essas aflições poderão ser por causa dos nossos pecados ou por outras razões alheias a nossa vontade. No entanto o nosso pai celeste, com o seu infinito amor, nos livra de todos os males, nos liberta de todas as cadeias, basta que o peçamos com fé sem duvidar e as bênçãos nos serão dadas. Se clamarmos a Deus, Ele nos livrará. Se confiarmos nele, Ele nos dará a vitória. Sal. 107: 19

Buscar-me-eis e me achareis se me buscardes de todo vosso coração Jeremias 29: 13, Hebreus 11: 6.

Amém

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