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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

“E o Verbo se fez carne”

 

“E o Verbo se fez carne”

Jesus fez morada entre os homens para apresentar-lhes o caráter do Pai


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Como humano, o rei do universo nasceu em berço humilde, improvisado (Foto: Shutterstock)

Mais um Natal se aproxima. As reuniões em família, as ceias deliciosas e os abraços amigos, além de bem-vindos, são inesquecíveis. No entanto, como afirma Altares, “desde o império Romano, o Natal tem sido uma luta entre elementos religiosos e pagãos, entre a festa e a liturgia, que se prolonga até nossos shopping centers”.[1] Considerando que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração ao nascimento de Jesus Cristo, os adventistas do sétimo dia buscam glorificar a Deus (1 Coríntios 10:31), evitando sabiamente certos elementos incorporados à festividade e utilizando a ocasião “para um bom propósito”[2], como, por exemplo, meditar na missão do Filho de Deus; apresentar a Deus ofertas de gratidão[3] e ajudar os necessitados.[4] Este artigo, focado na encarnação de Cristo, apresenta a grandeza da natividade, a fim de promover séria reflexão, que resulte em adequada resposta ao seu amor. O que é a encarnação?

  1. A encarnação é um mistério profundo e multifacetado. Como afirmou Geisler: “O cristianismo é singular entre as religiões mundiais; e a singularidade verdadeira de Cristo é o centro do cristianismo”.[5] A encarnação de Jesus Cristo desafia a ciência e a compreensão humana, pois “a história de Belém é inexaurível. Nela se acham ocultas “as profundidades das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus" (Romanos 11:33)”.[6] Como Deus tornou-se carne por um nascimento virginal sem intercurso sexual, e ainda manteve sua divindade plena? (Mateus 1:18, 23). Como pode alguém ser totalmente Deus e totalmente homem? Como aconteceu a união da natureza divina do Filho de Deus com sua perfeita natureza humana? A encarnação é realmente um santo, elevado, e profundo mistério!

  2. O mistério da encarnação exige uma atitude adequada de nossa parte. Alguns preferem combater o que não entendem, pois se sentem humilhados diante do incompreensível. Entretanto, a encarnação é mais uma evidência de que Deus é infinitamente sábio, onipotente, e pode realizar coisas muito acima da nossa compreensão. Portanto, é necessário humildade e reverência diante do Todo-Poderoso. “Devemos aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração contrito. E o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas”.[7] É preciso também fé, o que não significa um salto no escuro, mas confiança em Deus baseada nas múltiplas evidências do seu poder e amor amplamente disponíveis na Natureza criada e, de modo especial, em sua Revelação escrita (2 Timóteo 3:15; 2 Pedro 1:19-21). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1:37).

  3. Deus revelou na Bíblia a encarnação de Jesus Cristo. É fundamental buscar compreensão sobre a encarnação de Cristo e outros assuntos na Palavra de Deus, pois: “As Escrituras Sagradas são a revelação infalível, suprema e repleta de autoridade de sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o revelador definitivo de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na história (Salmos 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21)”.[8] As declarações da Bíblia inteira nos ajudam a entender não apenas a criação (Hebreus 11:3), a queda, mas também a receber melhor compreensão sobre o plano da redenção e a necessidade da encarnação do Filho de Deus. Neste ponto cabe uma séria advertência. Não devemos buscar conhecimento, e nem depositar fé em fontes não autorizadas por Deus.[9] O apóstolo Paulo advertiu: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). O apóstolo João também foi incisivo ao declarar: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente, já está no mundo” (1 João 4:2, 3 

  4. A encarnação envolveu infinita humilhação do Filho de Deus. A encarnação faz parte do mistério eterno mais amplo do plano da redenção (Romanos 16:25), que envolveu abismal e necessária humilhação do Filho de Deus. Conforme profecias (Mateus 16:21; Lucas 24:44-47), Cristo se autolimitou, deixando sua elevada posição no trono do Universo, e como servo desceu em uma “cascata” de rebaixamento até a morte expiatória na cruz (Filipenses 2:5-9). Como substituto, morreu por nossos pecados (1 Coríntios 15:3, 4; 2 Coríntios 5:21) para ser nosso legítimo intercessor junto ao Pai (Hebreus 5:1-5, 7-10). Sua missão incluía revelar aos homens e ao Universo o caráter de Deus em meio a sofrimentos (Isaías 52:13-53:12), e reivindicar a Lei divina, pois no centro do grande conflito entre o bem e o mal está o caráter de Deus e a perpetuidade da sua Lei dos Dez Mandamentos (Apocalipse 11:19; 12:17; 14;12).

  5. Na encarnação, Cristo não perdeu sua divindade, e na ressurreição não perdeu sua humanidade. Jesus Cristo é o divino e eterno Verbo Criador que se fez carne e habitou entre nós (João 1:1-3, 14), “totalmente divino e totalmente humano. Deus e homem ao mesmo tempo”.[10] Ele “não era duas pessoas, mas tinha duas naturezas dentro de uma pessoa.”[11] O apóstolo Paulo apresenta o Cristo encarnado como segundo Adão e o legítimo representante da raça humana (1 Coríntios 15:45, 47). Conforme Romanos 5:14, “em seu papel como cabeça federal, Adão era um tipo (símbolo) daquele que devia vir - isto é, o Senhor Jesus Cristo”.[12] Assim como aconteceu primeiramente em relação a Adão, o segundo Adão também não poderia vir com propensão para o pecado. Jesus Cristo não foi corrompido pelo pecado à semelhança de Adão e cada ser humano, caso contrário, também precisaria oferecer sacrifício por seus próprios pecados (Hebreus 7:27) e não poderia ser nosso perfeito Salvador (Levítico 1:3, 10; Hebreus 7:16; 1Pedro 1:18, 19). “Sua natureza espiritual estava isenta de qualquer nódoa de pecado.”[13]Entretanto, limitações evidentes e inocentes demonstram que, embora a natureza humana de Jesus não tenha sido infectada, ela foi afetada pelo pecado.[14] Cristo encobriu sua divindade com uma natureza humana sem pecado, mas mais fraca daquela com que Adão fora dotado.  Jesus sentia fome (Mateus 4:2), cansaço e sede (João 4:6, 7); chorava (11:35), ficava perturbado (12:27; 13:21) e morreu (João 19:30). Neste aspecto, “a natureza humana de Cristo era semelhante à nossa”.[15] Contudo, após sua morte, Ele ressuscitou como vencedor e levou consigo para sempre a natureza humana glorificada (João 20:27-29; 1 Coríntios 15:21-23). “Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós”.[16]

  6. A encarnação nos convida a aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, compartilhar seu amor e as boas novas da salvação. O escritor de Hebreus convidou seus leitores a considerar a Jesus (Hebreus 12:3). A palavra grega é ἀναλογίζομαι (analogizomaia), e significa analisar detalhadamente. Para Kistemaker e Hendriksen, “Ele literalmente lhes diz para comparar suas vidas com a de Jesus e tomar nota de tudo o que Jesus teve que suportar”.[17]

  7. Que neste Natal tomemos a Bíblia, e de coração aberto analisemos detidamente o infinito sacrifício do Filho de Deus para nos salvar. A encarnação nos convida a aceitar o sacrifício substitutivo de Cristo por nós na cruz, e recebê-lo como nosso único Senhor e Salvador. O convite é extensivo a compartilhar seu amor e esta tão grande salvação. Que resposta você lhe dará? Feliz Natal!


    Referências:

    [1]Guillermo Altares, “A origem do Natal: uma luta entre elementos religiosos e pagãos”, El País, https:// brasil. elpais.com/brasil/2017/12/08/cultura /1512736033 _713696 .html (Consultado em 10 de dezembro de 2017, às 21:31h).

    [2]Ellen G. White, O lar adventista, 14ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 478.

    [3]Ibíd., 482.

    [4]Ellen G. White, Manuscrito 13, 1896.

    [5]Norman Geisler, Enciclopédia de apologética (São Paulo: Editora Vida, 2001), 219, 220.

    [6]Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 49. A seguir: White, O Desejado de todas as nações.

    [7]Ellen G. White, Mensagens escolhidas, 2ª ed. (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1: 244.

    [8]Manual da Igreja 2015, 22ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016), 167.

    [9]Através de outro evangelho o espiritismo pretende ser um canal de luz para a humanidade, mas frontalmente nega verdades das Escrituras como a encarnação do Filho de Deus.

    [10]L. Palau, Comentario bı́blico del continente nuevo: San Juan I (Miami, FL: Editorial Unilit, 1991), 48.

    [11]Norman R. Gulley, Christ Our Substitute (Washington D.C.: Review and Herald, 1982).

    [12]W. MacDonald, & A. Farstad, Believer's Bible Commentary: Old and New Testaments (Nashville: Thomas Nelson, 1997, c1995), s. Romans 5:14.

    [13]Ellen G. White, Cristo triunfante: meditação matinal 18 de setembro de 2002 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 267. A seguir: White.

    [14]Amin A. Rodor, O Incomparável Jesus Cristo (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2015), 30, 33.

    [15]White, Cristo triunfante, 267.

    [16]White, O Desejado de todas as nações, 312.

    [17]S. J. Kistemaker, & W. Hendriksen, New Testament commentary: Exposition of Hebrews. Accompanying biblical text is author's translation. (Grand Rapids: Baker Book House, 1953-2001), 15: 369.

     

    Cristo era divino ou humano? O que seu nascimento representa para a humanidade? Reflita em cada aspecto deste artigo e compartilhe.

Wilson Borba

Wilson Borba

Sola Scriptura

As doutrinas bíblicas explicadas de uma forma simples e prática para o viver cristão.

Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Possui mestrado e doutorado na mesma área pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, e pela Universidade Peruana Unión (UPeU). Ao longo de seu ministério foi pastor distrital, diretor de departamentos, professor e diretor de seminários de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul. Atualmente serve como pastor distrital no interior de São Paulo.

Recomeçando Nossa Vida Espiritual Em 2023

 Pr. Manoel Barbosa da Silva

Recomeçando Nossa Vida Espiritual Em 2023

Ageu 1: 1-11


 Estamos começando, pela graça de Deus, um novo ano.

Ainda estar bem presente, em nossa mente, os sonhos e propósitos que fizemos para anos anteriores, e para este que felizmente termina.

Digo felizmente, por que acredito que não deixará saudades

Como é comum a cada passagem de ano, renovamos nossos votos de fidelidade a Deus e prometemos a Ele, e a nós mesmos, que seremos melhores a cada ano que começa.

Renovamos também os sonhos materiais, de conseguirmos tudo o que não foi possível no ano anterior. Casas, sítios, estudos, profissões, empregos, namorados, casamentos, ... 

 São tantos os sonhos e tantas as promessas feitas, que não dar para mencionar todos.

O porem é que, a maioria dos sonhos e resoluções, não se realizam; e no fim do ano nos damos conta, que muita coisa deixou de ser cumprida, principalmente esse ano findo 2022

Reconstrução do templo Judeu

Acontecia algo parecido com o povo Judeu depois que voltaram do cativeiro.

Para que tenhamos melhor compreensão do assunto vamos nos situar no contesto.

Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e a população levada em cativeiro e a cidade foi destruída.

Essa destruição foi em cumprimento de uma profecia do profeta Jeremias. 

Deus estaria castigando o povo, disse o profeta, por causa da desobediência.

Como o povo não atendeu as admoestações do profeta, a profecia se cumpriu.

A cidade foi destruída e o povo viveu 70 anos no cativeiro. 

No fim do prazo, alguns homens, inspirados por Deus, levantaram-se para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e o templo.

Os principais líderes foram; Neemias, Esdras e Zorobabel,

O povo participou com alegria da reconstrução. Doavam dinheiro, madeiras, etc. (Esdras. 3:7, 8.) 

E participaram ativamente em um grande mutirão de construção

Trabalharam pessoalmente. Neemias 3.

A construção suscitou uma grande oposição. Sambalat. Tobias e Gesém, uniram-se para fazer com que o povo parasse de reconstruir a cidade e principalmente o templo.

Escreveram cartas ao rei da Pérsia denunciando os Judeus como sendo um povo desleal ao Rei, e pedindo forças e autoridade para embargar a construção.

A princípio o povo continuou lutando, chegaram a terminar os muros porem desanimaram e o templo ficou sem acabamento por alguns anos.

Deus suscitou o profeta Ageu com uma mensagem de advertência muito dura ao povo. Repreendeu-os, por se preocuparem apenas com as posses matérias e esquecerem a casa de Deus.

Disse que o motivo por que eles não progrediam era que estavam dando mais atenção às próprias residências, morando em casas bem-acabadas, estucadas, e esquecendo a casa de Deus.

Este era o motivo, disse o profeta, porque eles plantavam e não colhiam, ou se colhiam era muito pouco e assim mesmo os inimigos tomavam, e se ganhavam salário era para pôr em um saco furado, em suma, eles estavam sendo amaldiçoados por que eram infiéis. 

Esta experiência tem um paralelo espiritual para os crentes atuais.

Estamos construindo um templo espiritual em nossa vida. 

O nosso caráter é uma construção que fazemos para a eternidade. E é tão difícil a construção do mesmo como foi para os judeus reconstruírem o templo de Jerusalém.

Assim como eles começaram a reconstrução de Jerusalém, com todo o vigor e alegria, nós começamos também a reconstrução de nossa vida.

Promessas

No dia que aceitamos a Cristo, e nos batizamos, prometemos que daí em diante nossa vida será diferente. 

Prometemos que seremos pessoas melhores, melhores país e mães, filhos melhores e os melhores vizinhos.

Prometemos ainda que seríamos fieis nos dízimos, nas ofertas, que seríamos bons amigos e que estaríamos sempre prontos a ajudar a igreja, tanto na participação nos cultos, como no trabalho missionário, e que ainda estaríamos prontos para ajudar fisicamente nas reformas ou construções da igreja.

Muitas vezes esquecemos as promessas que fizemos

Esquecemos que a vida espiritual tem hoje ainda, os “Sambalat” e os “Tobias” da vida espiritual. Que estão sempre em nosso encalço para nos fazer desanimar.

São os problemas da vida. São as tentações e as provações que surgem de todo os lados e nos deixa sem forças para cumprir todas as promessas que fizemos.

E assim cada dia, mês ou ano que passa. Fazemos promessas que seremos fieis. Dizemos: “o no passado, as promessas que fiz, não as cumpri, más agora, com a graça de Deus, eu serei fiel. Em 2023, eu serei um melhor cristão”.

Toda vez que tomamos uma resolução nova, Satanás procura fazer tudo para nos fazer desanimar.

Surgem tantos obstáculos, tantas provações, tantas tentações, tantos problemas que quase nos sufoca.

Porem desistir não é a solução.

Parar a construção do nosso caráter não nos ajuda em nada.

Pelo contrário, quando o povo de Deus deixou de fazer o templo físico de Jerusalém só receberam maldiçoes, e ficou como exemplo a nós, que devemos continuar sem desistir. Pois o nosso Deus está ao nosso lado.

Ellen White escreveu:

“O caráter não vem por acaso. Não é determinado por uma explosão de temperamento, um passo na direção errada. É a repetição do ato que faz com que se torne habito e molda o caráter, seja para o bem ou mal. O caráter reto só pode ser formado pelo esforço perseverante incansável, aperfeiçoando cada talento e capacidade confiados para gloria de Deus”. (O.C . – pág.164).

“Em grande medida, cada um é o arquiteto do seu próprio caráter. Cada dia a estrutura mais se aproxima do termo.

A palavra de Deus nos adverte a estar atentos quanto à maneira por que edificamos, para ver se o nosso edifício está fundado na rocha eterna. Aproxima-se o tempo em que a nossa obra se revelará tal como é. Agora é o tempo em que todos devem cultivar as faculdades que lhes foram dadas por Deus a fim de formarem caráter útil aqui e apto para uma vida elevada no porvir”.

“Deus espera que edifiquemos caráter de acordo com a norma que, pôs, diante de nós.

Devemos colocar um tijolo após o outro, acrescentando graça a graça, descobrindo nossos pontos fracos e corrigindo-os de acordo com as orientações dadas. Quando se vê uma fenda nas paredes de uma mansão, sabemos que algo está errado no edifício, na edificação do nosso caráter, frequentemente veem-se fendas. A não ser que tais defeitos sejam remediados, a casa ruirá quando a tempestade da prova fustigar”.

“Deus nos dá força, a faculdade do raciocínio, tempo, para que possamos construir caráter sobre o qual Ele possa colocar o selo de sua aprovação. Deseja que cada um de seus filhos forme um caráter nobre pela realização de atos nobres e puros, para que afinal possa apresentar uma estrutura simétrica, um belo templo honrado pelo homem e por Deus”.

“Na edificação do nosso caráter, devemos edificar sobre Cristo. Ele é o fundamento seguro – fundamento que jamais poderá ser abalado. A tempestade da tentação e da prova não pode abalar o edifício que está cravado na rocha eterna”. (O.C.PÁG.165,166)

Para que tenhamos um ano de 2023, repleto de realizações, devemos começar reparando as brechas que existem em nossa vida.

Cada um sabe quais são as suas janelas.

Para uns, as brechas são uma coisa, para outros, coisas diferentes.

Assim como em Jerusalém, cada família se encarregou de uma parte da construção dos muros, nós hoje reparando cada um as janelas do pecado de sua vida, faremos da igreja de Deus a maior fortaleza da verdade em nossa cidade.

         Assim como o rei da Pérsia esteve ao lado de Neemias, e Sambalat, nada pode fazer contra ele, Cristo estará ao nosso lado e Satanás nada poderá fazer para nos destruir.

         Eles venceram quando ouviram os conselhos do profeta Ageu, e se dedicaram às obras de Deus. Nós também poderemos vencer se ouvirmos as promessas de Deus e nelas acreditamos e praticarmos os seus conselhos.

Fizemos planos, nos comprometemos, e por causa dos problemas que surgiram esquecemos de cumpri-los

Esquecemos a casa de Deus.

Deixamos de frequentar os cultos

Deixamos de fazer o culto familiar

Deixamos de falar do amor de Deus aos perdidos

Deixamos de trazer as ofertas que prometemos.

Talvez seja este o motivo porque as coisas foram difíceis para nós.

O tempo que deixamos de dedicar a Deus, com a desculpa de não ter tempo, não nos ajudou em nada.

Conheci um cidadão que dizia não ter tempo para ir à igreja, tinha mais o que fazer, tinha seus negócios a resolver.

Um dia, um AVC, inesperado, o deixou prostrado com a boca torta em cima de uma cadeira de rodas e da cama.

Fui visita-lo e eu lhe disse:

Agora você tem tempo, vamos à igreja

         O dinheiro que deixamos de trazer a casa de Deus, com medo de nos faltar, o Sambalat come. Ou o saco fura. Ou então, o vento leva.

         Experiência.

         Um casal amigo há algum tempo não trazia ofertas nem dízimos porque não estava conseguindo serviço. Ele é técnico em eletrônica. Sua oficina vivia parada, não aparecia serviço, e quando aparecia não recebia. Em uma sexta feira, estava ele com o aluguel atrasado, luz e água idem, sem nada em casa para comer, e todo o dinheiro que conseguiu naquela semana foi apenas 50,00. Perguntou para esposa. Que faremos com este dinheiro? Não dá fazer nada do que precisa; como iremos viver?

Ela respondeu. – Eu sei o que vamos fazer, vamos entregá-lo todo a Deus.

Faz tempo que não damos ofertas nem devolvemos dízimos. -E o que iremos comer amanhã? Perguntou ele. - Nada, ela respondeu. Amanhã se preciso vamos jejuar.

         Assim eles devolveram todo aquele dinheiro a Deus. Uma família da igreja, que não sabia da situação financeira do casal, os convidou para almoçar, sem saber que eles não tinham nada em casa,

No domingo apareceu serviço em sua oficina e nunca mais lhe faltou trabalho, hoje ele possui três imóveis e foi ele quem construiu sozinho a igreja onde frequenta.

         Salvo as exceções, a aparência física de um templo reflete a vida espiritual dos frequentadores. Ninguém acredita em um povo que não cuida nem do lugar onde frequenta.

Fica difícil convidar alguém para assistir um culto em lugar malcuidado ou, em um templo vazio, onde nem mesmo os membros gostam de ali estar.

Despreza-se a casa de Deus pelo abandono de não cuidar do mesmo, ou pelo abandono de não o frequentar.

Essa pandemia tem sido usada por muitos, como desculpas, para abandonar a casa de Deus

Corremos o mesmo risco do povo judeu, as bênçãos matérias fogem de nós e ficamos sem saber o porquê.

Leiamos mais uma vez. Ageu 1: 5,6.

Como foi para você o ano que passou?

Foi um ano bom, ou esse verso lembra sua vida?

Considere o vosso passado, disse Deus.

Será que não estamos necessitando de uma melhora em nossa vida?

Como estão os seus planos para 2023?

Que reforma espiritual, você pretende fazer?

Ou não há nenhuma reforma espiritual para ser feita em tua vida?

          Espero que os sonhos de cada um, neste ano que inicia, sejam:

Mais compromisso com Deus,

Mais tempo dedicado à família

Mais e melhor tempo dedicado a oração,

Mais leitura da Bíblia,

Mais trabalho missionário,

Maior frequência aos cultos,

Maior fidelidade nos dízimos e nas ofertas.

Maior interesse pelos amigos e irmãos da igreja

     Que Deus possa nos conceder todos os nossos sonhos, mas principalmente aqueles que têm a ver com a formação do nosso caráter. E com o crescimento de nossa igreja.

Que Deus abençoe cada um de nós, nesse ano que começa. E que todos tenhamos um ano repleto de realizações

 

Feliz 2023 para cada um de nós

domingo, 25 de dezembro de 2022

O Que Ellen White Escreveu Sobre O Natal - Leia. É Muito Forte

 Hoje é o dia em que se celebra o Natal. Nessa data ha muita festa, muita alegria, as familia se encontram e comemoram, não só o nascimento de Jesus, mas o encontro em si, a alegria de rever os parente e amigos, muitos deles que ha tempos não os viam.

Uma pergunta aparece nessa data. Devem os cristãos comemorar o Natal?.. 

Os adventistas celebram o natal?.. 

O que disse Ellen White, a principal escritora adventista sobre essa data, e essa celebração?

Leia o texto a seguir 


       O NATAL 

             Do livro O Lar Adventista  -  Págs. 477 - 483


O Natal Como Dia de Festa

"Aproxima-se o Natal", eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande atenção? ...

O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular. Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.

Em Sua sabedoria o Senhor ocultou o lugar onde sepultou Moisés. Deus o sepultou e Deus o ressuscitou e o levou para o Céu. Este procedimento visava prevenir a idolatria. Aquele contra quem se haviam rebelado quando estava em serviço ativo, a quem haviam provocado quase além dos limites da resistência humana, era quase adorado como Deus depois de separado deles pela morte. Pela mesma razão é que Ele ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo - Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente a todos os que a Ele vêm.

A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884).

O Dia não Deve Ser Passado por Alto

Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.

A juventude deve ser tratada com muito cuidado. Não devem ser deixados no Natal a buscar seus próprios divertimentos em prazeres vãos, em diversões que lhes rebaixarão a espiritualidade. Os pais podem controlar esta questão voltando a mente e as ofertas dos filhos para Deus e Sua causa e a salvação de almas.

O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. Abnegação e espírito de sacrifício assinalaram sua conduta. Seja isto também o que assinale os que professam amar a Jesus, porque nEle está centralizada nossa esperança de vida eterna. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884).

Troca de Presentes Como Sinais de Afeição

As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. ...

Está certo concedermos a outros, demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno. (Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.)

Recomenda-se Dar aos Filhos Livros Como Presentes 

Há muitos que não têm livros e publicações sobre a verdade presente. Aqui está um grande campo onde o dinheiro pode ser investido com segurança. Há grande número de crianças que pode ser suprido com leitura. The Sunshine Series, Golden Grains Series, Poems, Sabbath Readings, etc., são todos livros preciosos e podem ser introduzidos seguramente em cada família. As pequenas quantias gastas em guloseimas e brinquedos inúteis podem ser acumuladas e com isto comprar esses volumes. ...

Os que desejarem fazer caros presentes a seus filhos, netos, sobrinhos, procurem para eles os livros acima mencionados. Para os jovens a Vida de José Bates é um tesouro; também os três volumes de O Espírito de Profecia. Esses volumes podem ser levados a cada família na Terra. Deus está dando a luz do Céu, e nenhuma família deve ficar sem ela.

Sejam os presentes que façais, da espécie que espalhe raios de luz sobre o caminho que conduz ao Céu. (Review and Herald, 11 de dezembro de 1879)

Jesus não Deve Ser Esquecido

Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto suas reivindicações. Ele se agradará se mostrarmos que não O esquecemos. Jesus, o Príncipe da vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. ... Ele sofreu mesmo até à morte, para que nos pudesse dar a vida eterna.

É por meio de Cristo que recebemos todas as bênçãos. ... não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor. (Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.)

Natal - Ocasião Para Honrar a Deus

Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. (Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.)

Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo.

Jesus, a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino. ...

Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus - não suas obrigações de uns para com os outros, de honrarem-se e glorificarem-se uns aos outros por presentes e dádivas. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.)

Volver os Pensamentos dos Filhos Para um Novo Canal

Há muita coisa que pode ser planejado com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são tão freqüentemente oferecidos a nossos filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade ser levada ao lar.

Podeis ensinar uma lição a vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus. Dizei-lhes que tendes pensado mais em vosso próprio prazer e satisfação deles e de manter-vos em harmonia com os costumes e tradições do mundo, em dar presentes aos que deles não necessitam, do que em ajudar ao progresso da causa de Deus. Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho. (Review and Herald, 13 de novembro de 1894.)

"Devemos Armar uma Árvore de Natal?"

Deus muito se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.

A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração. (Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.)

As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar. Manuscrito 13, 1896.

Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado

Não deve os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. Em nenhum caso o mero divertimento deve ser o objetivo dessas reuniões. Conquanto possa haver alguns que transformarão essas reuniões em ocasiões de descuidada leviandade, e cujo espírito não recebeu as impressões divinas, outros espíritos e caracteres há para quem essas reuniões serão altamente benéficas. Estou plenamente convicta de que inocentes substitutos podem ser providos para muitas reuniões que desmoralizam. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.)

Providenciar Recreação Inocente Para o Dia

Não vos levantaríeis, meus irmãos e irmãs cristãos, cingindo-vos a vós mesmos para o dever no temor do Senhor, procurando arranjar este assunto de tal maneira que não seja árido e desinteressante, mas repleto de inocente prazer que leve o sinete do Céu? Eu sei que a classe pobre responderá a estas sugestões. Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registrem nos livros do Céu, um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu Reino. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.)

domingo, 18 de dezembro de 2022

OS VOTOS AO SENHOR

 Pr. Manoel Barbosa da Silva

OS VOTOS AO SENHOR

Deut. 23: 21 – 23

Introdução

Uma das palavras mais faladas no Brasil é, com certeza, a palavra voto, por causa das eleições que acontecem para cargos políticos, a cada dois anos, sem contar com outras eleições para escolha de dirigentes de escolas, igrejas, e outras repartições.

A.    O que é voto?

O dicionário escolar da língua portuguesa assim o define:

 Promessa solene com que nos obrigamos para com a divindade

Juramento 

Oferta (presente) trazida à divindade em cumprimento de uma promessa

Modo de demonstrar a vontade em um pleito eleitoral

Geralmente nos fixamos neste último item, por causa das eleições que ocorrem a cada dois anos e nos esquecemos do seu significado bíblico que é: “compromisso solene com que nos obrigamos para com a divindade”.

B.     Desde quando existe voto?

 A origem do voto remonta ao começo do mundo. Nos tempos bíblicos o voto era comum entre os adoradores de Jeová, porém outras religiões também tinham essa prática, aliás, todos os povos do mundo fazem votos aos seus deuses.

 Segundo o teólogo John Davis, o voto é o reconhecimento da inteira dependência de Deus e o dever de agradecer-lhe.

 Portanto, onde há religião há votos.

 Acredito até que os votos existiam no céu e que o pecado surgiu quando seres celestiais, supostamente quebraram os votos de fidelidade e cometeram o primeiro pecado.

O voto mais antigo que encontramos na Bíblia é o voto de Jacó prometendo doar o dízimo. Gen. 28: 18-22

C.     Moisés e os votos

A lei de Moisés, não prescrevia votos, isto é, não obrigava ninguém a fazer votos, apenas regulamentava-os.

D.    Havia três tipos de votos

 Consagração

 Abstinência

 Destruição

1.      Votos de consagração.

Votos de consagração eram quando alguém ou algum objeto era dedicado ao Senhor ou ao santuário, podia ser resgatado, se o doador desse em dinheiro vinte por cento a mais do que ele valia. Levítico. 27: 12-15

 Samuel é um exemplo de alguém dedicado ao Senhor. 1. Samuel 1:11

 Outro exemplo de consagração é o voto de Absalão. Apesar de ser um voto com motivos escusos. 2. Samuel 15: 8

2.      Votos de abstinência.

Voto de abstinência era quando alguém se obrigava a jejuar, como penitencia a fim de receber de Deus um benefício. Exemplos:

 Davi, quando o filho adoeceu.  2. Samuel 12: 15 – 20

 Os ninivitas quando Deus ameaçou destruir a cidade deles. Jonas 3: 5-10

Não havia e nem há tempo determinado para fazer votos; tampouco, o que a pessoa deva comer ou beber quando tiver que fazer um voto. Com exceção, do voto de nazireu que proibia a pessoa de cortar o cabelo e tomar vinho ou qualquer bebida forte. Num. 6: 1-8

Samuel e Sansão eram nazireus.

3.     Votos de destruição.

O voto de destruição incluía somente aquilo que tivesse contaminado com idolatria.  Altares, Templos, Cidades, etc.

Princípios gerais aplicados aos votos.

1. Os votos são voluntários, ninguém é obrigado a fazê-los, mas uma vez feitos, quem o fez, tem a obrigação de cumpri-los. Números 30; 2

2. Voto de abstinência feito por filha solteira ou mulher casada, sem a permissão do pai ou marido, não tem valor. Só se eles concordarem. Números 30: 3 – 8

3. Votos feitos com produtos de ganho desonesto, não são aceitos. Deut. 23: 18.

4. Os votos não devem ser feitos imprudentemente, pois não podem ser descumpridos. Prov. 20: 25. Ecles. 5: 5

Os votos são uma demonstração de amizade, companheirismo e comunhão com Deus; e o desejo de servi-lo.

a)  Consagrando, a si mesmo, a Deus.

b)  Consagrando os seus bens.

c)  Abstendo-se de tudo o que for prejudicial à sua saúde

d)  E destruir, na vida, toda a forma de idolatria.

CONCLUSÃO

Qual tem sido tua atitude em relação à questão dos votos?

Tem sido fiel?

Tens votado alguma coisa e depois esqueces, ou deixa de votar, para não te comprometeres com Deus?

Qual têm sido os votos que geralmente tu deixa de fazer?

- Fidelidade nos dízimos.

- Pacto

- Fundo de inversão

- Gratidão

Outros votos que fazemos ao longo da vida e devemos cumpri-los da mesma forma. Rigorosamente

1)   Voto Matrimonial. Casamento. Quem não deseja cumprir este voto, não case.

2)   Voto Batismal. É o compromisso solene que é feito a Deus, na presença da igreja reunida.

3)   À profissão Escolhida. Esse voto é feito, geralmente, no dia da formatura. Médicos, engenheiros, pastores, etc. cada profissional faz um voto de dedicação à profissão escolhida. Deve ser cumprido.

4)   Nos negócios. O cristão deve pensar bem antes de se comprometer em um negócio. Pois a palavra de um cristão deve ser: “Sim, sim; não, não; O que passar disso vem do maligno”. Foi Jesus quem o disse. Mat.5: 37

Que Deus nos ajude cumprir nossos votos. 

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