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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Bendita Esperança

Ellen White

Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.  Tito 2:13.

Disse Jesus que iria preparar-nos lugar, para que onde Ele estivesse, estivéssemos nós também. Habitaremos para sempre com a Sua preciosa presença e fruiremos a sua luz. Meu coração salta de alegria ante a animadora perspectiva. Estamos quase no lar. Céu, doce Céu! Será nosso lar eterno. A cada instante me alegro ao pensamento de que Jesus vive, e como Ele vive, nós também viveremos. Meu espírito diz: Louvai ao Senhor! Em Jesus há plenitude de bênçãos, suprimento bastante para todos e para cada qual, e por que, então, haveremos de morrer à míngua de pão ou perecer em terra estranha?
Sinto-me faminta, sedenta, de salvação e de inteira conformidade com a vontade de Deus. Por Jesus, temos uma boa esperança. Ela é segura e firme, e penetra até o interior do véu. Proporciona-nos conforto na aflição, dá-nos alegria em meio à angústia, dispersa as sombras que nos rodeiam e leva-nos a perceber através de tudo a imortalidade e vida eterna. ... Tesouros terrestres não nos servem de incentivos, pois a esperança que temos alcança muito além dos tesouros da Terra, que são passageiros, e se apega à herança eterna, aos tesouros perenes, incorruptíveis e  imaculados. ...
Pode nosso corpo mortal morrer, e ser deposto na sepultura. Contudo a bendita esperança vai até à ressurreição, quando a voz de Jesus chama aos que dormem no pó. Fruiremos então a plenitude da bem-aventurada e gloriosa esperança. Sabemos em quem temos crido. Não temos corrido em vão, nem trabalhado inutilmente. Está perante nós uma rica e gloriosa recompensa; é o prêmio em busca do qual corremos, e se perseverarmos, corajosamente, certo o alcançaremos. ...
Há salvação para nós, e por que nos mantemos afastados da fonte? Por que não nos aproximar e beber, para que o espírito se refrigere, robusteça e prospere em Deus? Por que nos apegamos tão fortemente à Terra? Existe coisa melhor do que a terra para nos servir de assunto de conversa e de pensamento. Podemos estar numa disposição de espírito celestial. Oh, consideremos o amável, imaculado caráter de Jesus, e pela contemplação seremos transformados na mesma imagem. Tende bom ânimo. Tende fé em Deus. Carta 9, 1856.

Marnata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 302

Reconheceremos uns aos Outros

 Ellen White

Então, conhecerei como também sou conhecido. I Cor. 13:12.

Reconheceremos os nossos amigos, da mesma maneira que os discípulos a Jesus. Talvez hajam sido deformados, doentes, desfigurados nesta vida mortal, ressurgindo em plena saúde e formosura; no entanto, no corpo glorificado, será perfeitamente mantida a identidade. ... No rosto, glorioso da luz que irradia da face de Cristo, reconheceremos os traços daqueles que amamos. O Desejado de Todas as Nações, pág. 804.
Os remidos encontrar-se-ão com aqueles que dirigiram ao Salvador ressurreto e os reconhecerão. Que bendita conversa entreterão com essas almas! "Eu era pecador", dirá alguém, "sem Deus e sem esperança no mundo, e chegastes a mim, dirigindo-me a atenção para o precioso Salvador como sendo minha única esperança." ... Outros dirão: "Eu era pagão, em terras pagãs. Vós deixastes os amigos e uma casa confortável e viestes ensinar-me a achar a Jesus e a nEle crer como o único Deus verdadeiro. Destruí meus ídolos e adorei a Deus, e, agora vejo-O face a face. Estou salvo, eternamente salvo, para sempre contemplar Aquele a quem amo. ..."
Outros exprimirão sua gratidão para com os que alimentaram os famintos e vestiram o nu. "Quando o desespero escravizou minha alma na incredulidade, o Senhor vos enviou a mim", dizem eles, "para me falar palavras de esperança e conforto. Levastes alimento para minhas necessidades físicas, e abristes diante de mim a Palavra de Deus, despertando-me quanto a minhas necessidades espirituais. Tratastes-me como irmão. Simpatizastes comigo nas minhas tristezas, e restaurastes minha alma magoada e ferida, para que eu me pudesse agarrar à mão de Cristo, estendida para me salvar. Quando eu ainda jazia em ignorância, pacientemente ensinastes-me que eu tinha nos Céus um Pai que cuidava de mim. Lestes-me as preciosas promessas da Palavra de Deus. Inspirastes-me a fé em que Ele me salvaria. Meu coração enterneceu-se, submeteu-se, quebrantou-se quando contemplei o sacrifício que Cristo fizera por mim. ..."
Que regozijo haverá, quando esses remidos se reunirem e saudarem os que com eles tanto se preocuparam! E os que viveram, não para agradar a si mesmos, mas para ser uma bênção aos desventurados ... - como seu coração vibrará de satisfação! Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais, 1989), pág. 353.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 301

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Preparando-se Para as Crises e Calamidades dos Últimos Dias

Ellen White

As Condições dos Últimos Dias Impelem-nos ao Preparo
Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, a cumprirem-se rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos estão já caindo sobre os desprezadores da graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância.
As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.
As condições do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos. Os jornais diários estão repletos de indícios de um terrível conflito em futuro próximo. Roubos ousados são ocorrência freqüente. As greves são comuns. Cometem-se por toda parte furtos e assassínios. Homens possuídos de demônios tiram a vida a homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios, e espalha-se por toda parte toda espécie de mal. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 280.

Algo Decisivo Está Para Ocorrer
A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres
Pág. 135
pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.
Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever. Educação, págs. 179 e 180.
É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo. Profetas e Reis, pág. 277.

Reforma da saúde - Influência Danosa de Extremistas

Ellen White 

E ao passo que vos advertimos a não comer em excesso, mesmo da melhor qualidade de comida, também advertimos aos que são extremistas a não erguerem uma falsa norma, e depois esforçarem-se por levar todas as pessoas a segui-la. Testimonies, vol. 2, págs. 374 e 375.
Foi-me mostrado que tanto B como C desonraram a causa de Deus. Impuseram-lhe uma nódoa que jamais será apagada completamente. Foi-me mostrada a família de nosso prezado irmão D. Se este irmão tivesse recebido auxílio apropriado no tempo devido, todos os membros de sua família estariam vivos hoje.
Pág. 209
É de admirar que as leis do país não tenham sido postas em vigor neste caso de maus-tratos. Aquela família estava a perecer por falta de alimento - o mais simples e comum alimento. Pereciam de fome numa terra de abundância. Eram cobaias de um inexperiente. O jovem não morreu da doença, mas de fome. O alimento ter-lhe-ia fortalecido o organismo, mantendo em movimento o corpo. ...
É tempo de que alguma coisa se faça para impedir que novatos ocupem o campo e defendam a reforma de saúde. Podem poupar suas obras e palavras, pois causam maior dano do que os homens mais sábios e inteligentes poderiam depois desfazer com a melhor influência que pudessem exercer. É impossível, para os mais hábeis defensores da reforma de saúde, livrar completamente o espírito público dos preconceitos gerados graças ao procedimento errado desses extremistas, e colocar o grande tema da reforma de saúde sobre base certa, na comunidade onde se achavam esses homens. A porta também se acha fechada em grande medida, de modo que os descrentes não podem ser alcançados pela verdade presente em relação ao sábado e à breve volta de nosso Salvador. As mais preciosas verdades são pelo povo postas à margem, como não merecendo ser ouvidas. Esses homens são conhecidos como representantes dos reformadores de saúde e observadores do sábado em geral. Grande responsabilidade repousa sobre os que assim se demonstraram ser uma pedra de tropeço aos descrentes. Testimonies, vol. 2, págs.

Conselho Sobre o Regime Alimentar, Pag 208

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Influência Danosa de Extremistas

Ellen White

E ao passo que vos advertimos a não comer em excesso, mesmo da melhor qualidade de comida, também advertimos aos que são extremistas a não erguerem uma falsa norma, e depois esforçarem-se por levar todas as pessoas a segui-la. Testimonies, vol. 2, págs. 374 e 375.
Foi-me mostrado que tanto B como C desonraram a causa de Deus. Impuseram-lhe uma nódoa que jamais será apagada completamente. Foi-me mostrada a família de nosso prezado irmão D. Se este irmão tivesse recebido auxílio apropriado no tempo devido, todos os membros de sua família estariam vivos hoje.
Pág. 209
É de admirar que as leis do país não tenham sido postas em vigor neste caso de maus-tratos. Aquela família estava a perecer por falta de alimento - o mais simples e comum alimento. Pereciam de fome numa terra de abundância. Eram cobaias de um inexperiente. O jovem não morreu da doença, mas de fome. O alimento ter-lhe-ia fortalecido o organismo, mantendo em movimento o corpo. ...
É tempo de que alguma coisa se faça para impedir que novatos ocupem o campo e defendam a reforma de saúde. Podem poupar suas obras e palavras, pois causam maior dano do que os homens mais sábios e inteligentes poderiam depois desfazer com a melhor influência que pudessem exercer. É impossível, para os mais hábeis defensores da reforma de saúde, livrar completamente o espírito público dos preconceitos gerados graças ao procedimento errado desses extremistas, e colocar o grande tema da reforma de saúde sobre base certa, na comunidade onde se achavam esses homens. A porta também se acha fechada em grande medida, de modo que os descrentes não podem ser alcançados pela verdade presente em relação ao sábado e à breve volta de nosso Salvador. As mais preciosas verdades são pelo povo postas à margem, como não merecendo ser ouvidas. Esses homens são conhecidos como representantes dos reformadores de saúde e observadores do sábado em geral. Grande responsabilidade repousa sobre os que assim se demonstraram ser uma pedra de tropeço aos descrentes. Testimonies, vol. 2, págs. 384-387.

Conselho sobre o Regime alimentar - Pag 208

Asteroide poderá colidir com a Terra em 2032

Astrônomos ucranianos divulgaram a descoberta de um asteroide com 432 metros de diâmetro. De acordo com os especialistas, o objeto poderá colidir com a Terra em 2032.
O asteroide, chamado de 2013-TV135, foi descoberto há poucos dias pela equipe do Observatório de Astrofísica da Criméia, na Ucrânia. Ele passou perto do nosso planeta há um mês e seguiu em direção a Júpiter.
De acordo com um artigo publicado pela Agência Espacial Americana (NASA), o asteroide deverá se aproximar da Terra novamente daqui a 19 anos e a probabilidade de se chocar com planeta é de apenas 1 em 63 mil.
Considerando que a descoberta ainda é muito recente, não há ainda certeza sobre os dados. “É uma descoberta nova. Com mais observações, espero que possamos reduzir ou até eliminar a probabilidade de impacto num futuro visível”, diz Don Yeomans, gerente do programa de monitoramento de objetos próximos à Terra da NASA.

Aos mais preocupados, Yeomans inverte o cálculo da probabilidade. “Dizendo de outra forma, a probabilidade de não haver choque em 2032 é de 99,998%”.
No entanto, caso o asteroide venha se chocar mesmo com a Terra seria devastador. A energia liberada seria equivalente a 2.500 milhões de toneladas de TNT.

Notícia copiada de: http://www.noticiascristas.com/2013/10/asteroide-podera-colidir-com-terra-em.html#ixzz2iPGezfAB
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Reforma de Saúde ou Deformação da Saúde

Ellen White

Tenho algo que dizer com referência a pontos de vista extremos acerca da reforma de saúde. A reforma de saúde torna-se a deformação da saúde, destruidora da saúde, quando levada a extremos.
Não tereis êxito nos hospitais, onde os doentes são tratados, se lhes prescreverdes o mesmo regime que prescrevestes para vós e vossa esposa. Asseguro-vos que não são recomendáveis vossas idéias acerca do regime para os doentes.
A mudança é demasiado grande. Conquanto eu rejeite os alimentos cárneos como nocivos, pode-se usar alguma coisa menos objetável, e isto se encontra nos ovos. Não retireis da mesa o leite, nem proibais seu uso no cozimento de alimentos. O leite que se usa deve ser conseguido de vacas sadias, e ser esterilizado.
Os que assumem um ponto de vista extremo quanto à reforma de saúde correm o risco de preparar pratos insípidos. Isto se tem feito repetidamente. O alimento ficou tão insípido que era recusado pelo estômago. O alimento dado aos doentes deve ser variado. Não lhes devem ser dados os mesmos pratos vez após vez. ...
Tenho-vos dito estas coisas porque fui instruída de que estais prejudicando vosso corpo mediante um regime de miséria. Devo dizer-vos que não convirá instruirdes os estudantes como tendes feito, acerca da questão do regime, porque vossas idéias acerca de descartar certas coisas não serão para benefício dos que carecem de auxílio.
Irmão e irmã __________, tenho toda confiança em vós, e desejo grandemente que tenhais saúde física, a fim de que possais ser perfeitamente sadios espiritualmente. É a falta de alimento conveniente que vos tem feito sofrer tanto. Não tendes tomado o alimento necessário para nutrir vossas débeis forças físicas. Não deveis negar-vos o alimento bom e saudável.
Certa vez o doutor __________ procurou ensinar nossa família a cozinhar de acordo com a reforma de saúde, conforme ele a entendia, sem sal nem qualquer outra coisa para temperar o alimento. Bem, resolvi experimentá-lo, mas fiquei com as forças tão reduzidas que tive de fazer uma mudança; e iniciei uma prática diferente, com grande êxito. Digo-vos isto porque sei que estais em positivo perigo. O alimento deve ser preparado de modo que seja nutritivo. Não deve ser roubado daquilo que o organismo precisa.
O Senhor convida o irmão e a irmã _________ a reformarem-se, a observar períodos de repouso. Não é correto assumirdes encargos como o tendes feito no passado. A menos que leveis isto a sério, sacrificareis a vida que é tão preciosa à vista do Senhor. "Não sabeis que... não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus."... I Cor. 6:19 e 20.
Não vades a extremos com respeito à reforma de saúde. Alguns dentre nosso povo são muito descuidosos na questão dessa reforma. Mas, por estarem muito atrasados, não deveis vós, para lhes serdes um exemplo, ser extremistas.
Não vos deveis abster da espécie de alimento que forma bom sangue. Vossa dedicação aos princípios verdadeiros está-vos levando a vos submeter a um regime alimentar que vos proporciona uma experiência que não recomenda a reforma de saúde. Este é vosso perigo. Quando virdes que vos estais tornando fracos fisicamente, é-vos necessário fazer mudanças, e desde logo.
Ponde em vosso regime algo do que dele excluístes. É vosso dever fazer isso. Obtende ovos, de galinhas sadias. Usai esses ovos cozidos ou crus. Ponde-os crus no melhor vinho sem fermento que possais obter. Isto vos suprirá ao organismo o que lhe é necessário. Nem por um instante penseis que não seja direito fazer isso. ...
Apreciamos vossa experiência como médico, e todavia digo que leite e ovos devem ser incluídos em vosso regime. Estes artigos não podem presentemente ser dispensados, e não deve ser ensinada a doutrina de dispensá-los.
Estais em perigo de assumir um ponto de vista demasiado radical acerca da reforma de saúde, e de prescrever para vós mesmos um regime que não vos sustentará. ...
Tenho esperança de que levareis a sério as palavras que vos tenho dirigido. Foi-me apresentado que não podereis exercer influência de maior êxito na reforma de saúde a menos que em algumas coisas vos torneis mais liberais para com vós mesmos e com outros. Virá o tempo em que o leite não poderá mais ser usado tão livremente como o é agora; mas o momento presente não é tempo para descartá-lo. E os ovos contêm propriedades que são agentes medicinais para combater venenos. E conquanto tenham sido dadas advertências contra o uso desses artigos em famílias onde as crianças eram viciadas, e muito viciadas no hábito da masturbação, contudo não devemos considerar negação dos princípios usar ovos de galinhas bem cuidadas e alimentadas devidamente. ...
Deus apela àqueles por quem Cristo morreu a tomarem o devido cuidado consigo mesmos e darem aos outros um exemplo correto. Meu irmão, não deveis fazer da questão do regime uma prova para o povo de Deus; pois perderão a confiança em ensinos que são levados ao extremo.
Deseja o Senhor que Seu povo seja íntegro em todos os pontos da reforma de saúde, mas não devemos ir a extremos. ...
A razão da saúde deficiente do doutor ________ é o sacar demais sobre o seu depósito no banco da saúde, e então deixar de repor a importância sacada, mediante alimento saudável, nutritivo e de bom paladar. Meu irmão, dedicai vossa vida toda Àquele que por amor de vós foi crucificado, mas não vos cinjais a um regime escasso, pois assim representais erradamente a reforma de saúde.
Conquanto trabalhemos contra a glutonaria e a intemperança, devemos todavia lembrar os meios e os recursos da verdade do evangelho, que se recomendam ao são juízo. Para realizarmos nosso trabalho em linhas retas e simples, temos de reconhecer as condições às quais a família humana está sujeita. Deus tomou providências para os que vivem nos diferentes países do mundo. Os que desejam ser coobreiros de Deus devem considerar cuidadosamente a maneira em que ensinam a reforma de saúde na grande vinha de Deus. Devem agir cuidadosamente ao especificarem justamente quais os alimentos que devem ser usados, e quais os que o não devem. O mensageiro humano deve unir-se ao divino Auxiliador ao apresentar a mensagem de misericórdia às multidões que Deus deseja salvar.
Havemos de ser levados a relacionar-nos com as massas. Se a reforma de saúde lhes for ensinada em sua modalidade mais extrema, resultará dano.
Pedimos-lhes que abandonem o uso da carne, e do chá e café. Isto está bem. Alguns, porém, dizem que o leite também deve ser abandonado. Este é um assunto que deve ser tratado com cuidado. Há famílias pobres, cujo regime consiste de pão e leite e, caso consigam obter, um pouco de fruta. Todo alimento cárneo deve ser abandonado, mas as verduras devem-se tornar saborosas com um pouco de leite ou nata, ou algo equivalente. Dizem os pobres, quando lhes é apresentada a reforma de saúde: "Que havemos de comer? Não podemos comprar nozes."
Quando prego o evangelho aos pobres, sou instruída a dizer-lhes que comam o alimento mais nutritivo. Não lhes posso dizer: Não deveis comer ovos, nem leite, nem nata; não deveis usar manteiga no preparo do alimento. O evangelho tem de ser pregado aos pobres, e não chegou ainda o tempo de prescrever o regime mais estrito.
Virá o tempo em que talvez tenhamos que abandonar alguns dos artigos de alimentação que usamos agora, tais como leite, nata e ovos; mas minha mensagem é que não deveis introduzir-vos a um tempo de angústia antecipadamente, afligindo-vos assim com a morte. Esperai até que o Senhor prepare o caminho perante vós.
As reformas levadas ao extremo talvez se acomodem a certa classe, capazes de obter tudo de que precisam para tomar o lugar dos artigos descartados; essa classe, porém, constitui muito pequena minoria do povo ao qual esses testes parecem desnecessários. Há os que procuram abster-se daquilo que é declarado ser prejudicial. Deixam de suprir ao organismo a nutrição apropriada, e em conseqüência tornam-se fracos e incapazes de trabalhar. Assim é difamada a reforma de saúde. A obra que temos procurado erguer solidamente confunde-se com coisas estranhas, que Deus não ordenou. São estropiadas as energias da igreja.
Deus, porém, interferirá para evitar os resultados dessas idéias zelosas demais. O evangelho deve pôr em harmonia a raça pecadora. Destina-se a levar ricos e pobres, juntos, aos pés de Jesus. ...
Mas desejo dizer que, quando chegar o tempo em que não mais seja seguro usar leite, nata, manteiga e ovos, Deus o revelará. Extremo algum deve ser defendido na reforma de saúde. A questão de usar leite, manteiga e ovos resolverá o seu problema. Ao presente não nos preocupamos com isso. Seja conhecida de todos os homens a vossa moderação. Carta 37, 1904.
Na noite passada sonhei que estava conversando com o doutor _______ Disse-lhe: Deveis ainda ter cuidado com respeito aos extremos no regime alimentar. Não deveis ir a extremos, quer em vosso próprio caso, quer a respeito do alimento provido aos auxiliares e pacientes do hospital. Os pacientes pagam bom preço para a pensão, e devem ter alimentação abundante.
Alguns talvez cheguem ao hospital em estado que exija severa negação do apetite e ministração do alimento mais simples, mas à medida que sua saúde melhore, deve-se-lhes suprir liberalmente alimento nutritivo. Carta 37, 1904.

Conselho sobre o regime alimentar, Pag 207

A Vida Eterna Começa Agora

Ellen White

E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho. I João 5:11.

A ressurreição de Jesus era um exemplo da ressurreição final de todos os que dormem nEle. Signs of the Times, 26 de setembro de 1878.
[O cristão] pode morrer; mas a vida de Cristo está nele, e na ressurreição dos justos ele ressuscitará para novidade de vida. Review and Herald, 1 de outubro de 1901.
"NEle estava a vida, e a vida era a luz dos homens." João 1:4. Não é a vida física que é aqui especificada, mas a imortalidade, a vida que é exclusivamente propriedade de Deus. O Verbo, que estava com Deus e era Deus, possuía essa vida. A vida física é algo que todo indivíduo recebe. Não é eterna ou imortal; pois Deus, o doador da vida, toma-a outra vez. O homem não tem domínio sobre sua vida. A vida de Cristo, porém, não era de empréstimo. Ninguém pode arrebatar-Lhe essa vida. "Eu de Mim mesmo a dou" (João 10: 18), disse Ele. NEle havia vida, original, não tomada por empréstimo, não derivada. Essa vida não é inerente ao homem. Ele só a pode possuir mediante Cristo. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 296.
Conquanto possuísse a natureza humana, Ele [Cristo] dependia do Onipotente quanto a Sua vida. Em Sua humanidade, Ele apoderava-Se da divindade de Deus; e isto todo membro da família humana tem o privilégio de fazer. ... Se nos arrependemos de nossa transgressão e aceitamos a Cristo como o Doador da vida, ... tornamo-nos um com Ele, e nossa vontade é posta em harmonia com a vontade divina. Tornamo-nos participantes da vida de Cristo, que é eterna. Obtemos imortalidade de Deus recebendo a vida de Cristo, pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Esta vida é a união e cooperação mística do divino com o humano. Signs of the Times, 17 de junho de 1897.
Cristo tornou-Se uma mesma carne conosco, a fim de nos podermos tornar um espírito com Ele. É em virtude dessa união que havemos de ressurgir do sepulcro - não somente como manifestação do poder de Cristo, mas porque, mediante a fé, Sua vida se tornou nossa. Os que vêem a Cristo em Seu verdadeiro caráter, e O recebem no coração, têm vida eterna. É por meio do Espírito que Cristo habita em nós; e o Espírito de Deus, recebido no coração pela fé, é o princípio da vida eterna. O Desejado de Todas as Nações, pág. 388.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977  Pag. 300

domingo, 20 de outubro de 2013

Exageros no Regime Alimentar

Ellen White

Alguns de nosso povo, posto que se abstenham conscienciosamente de alimentos impróprios, deixam, todavia, de suprir-se dos elementos necessários ao sustento do corpo. Nutrindo idéias exageradas a respeito da reforma pró-saúde, correm o risco de preparar pratos tão insípidos que não satisfazem. Cumpre preparar o alimento de modo a ser não só apetitoso, como substancial. Não se deve subtrair ao corpo o que ele necessita. Eu uso sal e sempre o usei, porque o sal, em vez de produzir efeito deletério, é realmente essencial para o sangue. Os vegetais devem tornar-se saborosos com um pouco de leite, nata, ou algo equivalente.
Posto que se tenha advertido contra o perigo de contrair enfermidades pelo uso de manteiga e contra os males provenientes do uso abundante de ovos por parte das crianças, não devemos considerar violação do princípio, usar ovos de galinhas bem tratadas e convenientemente alimentadas. Os ovos contêm propriedades que são agentes medicinais neutralizantes de certos venenos.
Abstendo-se de leite, ovos e manteiga, alguns deixaram de prover ao organismo o alimento necessário e, em conseqüência, se enfraqueceram e incapacitaram para o trabalho. Assim a reforma pró-saúde perde o seu prestígio. A obra que temos procurado construir solidamente, confunde-se com coisas estranhas que Deus não exigiu, e as energias da igreja se paralisam. Mas Deus intervirá para evitar os resultados de idéias tão extremadas. O evangelho tem por alvo harmonizar a raça pecaminosa. O seu fim é levar ricos e pobres, conjuntamente, aos pés de Jesus.
Tempo virá em que talvez tenhamos que deixar alguns dos artigos de que se compõe o nosso atual regime, tais como leite, nata e ovos, mas não é necessário provocar perplexidades para nós mesmos com restrições exageradas e prematuras. Esperai até que as circunstâncias o exijam e o Senhor prepare caminho para isso.
Os que almejam êxito na proclamação dos princípios da reforma pró-saúde, deverão fazer da Palavra de Deus seu guia e conselheiro. Somente quando assim procederem é que os mestres dos princípios dessa reforma poderão permanecer em terreno vantajoso. Evitemos dar testemunho contra ela, deixando de usar alimentos nutritivos e saborosos em lugar dos artigos prejudiciais do regime que abandonamos. De forma alguma satisfaçais o vosso apetite quando este requer estimulantes. Tomai somente alimentos simples, nutritivos e agradecei a Deus constantemente os princípios da reforma pró-saúde. Em todas as coisas sede verdadeiros e retos, e ganhareis vitórias preciosas.

Testemunhos seletos vol. 3 Pag. 363

Algo Decisivo Está Para Ocorrer

Algo Decisivo Está Para Ocorrer

A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres
Pág. 135
pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.
Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever. Educação, págs. 179 e 180.
É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo. Profetas e Reis, pág. 277.

Preparando-se Para as Crises e Calamidades dos Últimos Dias

Ellen White
 
As Condições dos Últimos Dias Impelem-nos ao Preparo

Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, a cumprirem-se rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos estão já caindo sobre os desprezadores da graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância.
As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.
As condições do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos. Os jornais diários estão repletos de indícios de um terrível conflito em futuro próximo. Roubos ousados são ocorrência freqüente. As greves são comuns. Cometem-se por toda parte furtos e assassínios. Homens possuídos de demônios tiram a vida a homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios, e espalha-se por toda parte toda espécie de mal. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 280.

 
Algo Decisivo Está Para Ocorrer
A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres
Pág. 135
pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.
Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever. Educação, págs. 179 e 180.
É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo. Profetas e Reis, pág. 277.

Reavivamento e Reforma - O Ensino dos Princípios de Saúde-

Ellen White

Para educar o povo nos princípios da reforma de saúde, é mister que se façam maiores esforços. Importa fundar escolas culinárias e instruir o povo, de casa em casa, na arte de preparar alimentos saudáveis. Todos, adultos e jovens, devem aprender a cozinhar com maior simplicidade. Onde quer que a verdade seja apresentada, o povo deverá aprender a preparar alimentos de modo simples e apetitoso. Cumpre mostrar-lhe como é possível seguir regime alimentar completo sem lançar mão dos alimentos animais.
Ensinai ao povo que é melhor saber conservar a saúde do que curar as enfermidades. Nossos médicos devem ser educadores sábios, advertindo a todos contra a tolerância dos apetites e mostrando que a abstinência das coisas que Deus proibiu é o único modo de evitar a ruína não só do corpo, mas também do espírito.
Muito cuidado e habilidade devem ser empregados na preparação dos alimentos destinados a substituir os que antigamente constituíam o regime alimentar dos que agora estão aprendendo a ser reformadores. Para esse fim requer-se fé em Deus, firmeza de propósito e o desejo de promover o auxílio mútuo. Um regime que deixa de fornecer os elementos próprios da nutrição acarreta o opróbrio da causa da reforma pró-saúde. Somos mortais e temos que prover o alimento próprio para o corpo.

PRINCIPAL CAUSA DA CONFUSÃO MENTAL NO IDOSO

Fonte - http://medicinanatural.blogspot.com.br


Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: 

- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental? 
Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não". 
Outros apostam: "Mal de Alzheimer" 
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três 
responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária; 
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica. 
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, sopa e frutas ricas em água como: melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar 
algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção! É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

"Para a Glória de Deus" - Reforma de saúde

Ellen White

Não estabelecemos regra alguma para ser seguida no regime alimentar, mas dizemos que nos países onde são comuns as frutas, cereais e nozes, os alimentos cárneos não constituem alimentação própria para o povo de Deus. Fui instruída que a alimentação de carne tende a embrutecer a natureza e a privar os homens daquele amor e simpatia que devem sentir uns pelos outros, dando aos instintos baixos o domínio sobre as faculdades superiores do ser. Se a alimentação de carne foi saudável algum dia, é perigosa agora. Constitui em grande parte a causa dos cânceres, tumores e moléstias dos pulmões.
Não nos compete fazer do uso da alimentação cárnea uma prova de comunhão; devemos, porém, considerar a influência que crentes professos, que fazem uso de carne, têm sobre outras pessoas. Como mensageiros de Deus, não devemos testemunhar ao povo: "Quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus"? I Cor. 10:31. Não devemos dar um testemunho decidido contra a transigência com o apetite pervertido? Porventura os ministros do evangelho, que estão a proclamar a verdade mais solene já enviada aos mortais, devem constituir-se exemplo no regresso às panelas de carne do Egito? É lícito que os que são sustentados pelos dízimos dos celeiros de Deus se permitam a condescendência que tende a envenenar a corrente vivificadora que lhes flui nas veias? Desprezarão a luz que Deus lhes deu e as advertências que lhes faz? A saúde do corpo deve ser considerada como essencial para o crescimento na graça e para a aquisição de bom temperamento. Se o estômago não for bem cuidado, a formação de caráter moral íntegro será prejudicada. O cérebro e os nervos relacionam-se com o estômago. O comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir impróprios também.
Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo o que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.
Somente quando dermos atenção inteligente aos princípios do viver saudável, seremos habilitados a ver os males que resultam do regime impróprio. Os que, depois de reconhecerem seus erros, tiverem coragem para reformar seus hábitos; hão de experimentar que o processo da reforma exige lutas e muita perseverança. Uma vez educados os gostos, porém, reconhecerão que o uso de alimentos que antes haviam considerado inofensivos, estivera, pouco a pouco, mas de modo seguro, lançando bases para a dispepsia e outras moléstias.
Pais e mães, vigiai em oração. Ponde-vos em guarda rigorosa contra a intemperança sob qualquer forma. Ensinai aos vossos filhos os princípios da verdadeira reforma pró-saúde. Ensinai-lhes o que lhes convém evitar, a fim de preservar a saúde. Já a ira de Deus está começando a manifestar-se sobre os filhos da desobediência. Quantos crimes, pecados e práticas iníquas estão-se manifestando por todos os lados! Como um povo, devemos ter o maior cuidado em guardar nossos filhos da companhia depravada.

Mistérios da Ressurreição

 Ellen White

Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim. Jó 19:25-27.

Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, se bem que não as mesmas partículas de matéria ou substância material que foram para a sepultura. As maravilhosas obras de Deus são um mistério para o homem. O espírito, o caráter do homem, volta a Deus, para ser preservado. Na ressurreição toda pessoa terá seu próprio caráter. Deus, em Seu devido tempo, despertará os mortos, dando novamente o fôlego de vida e ordenando que os ossos secos vivam. Aparecerá a mesma forma, mas estará isenta de doenças e de todo defeito. Revive apresentando as mesmas características pessoais, de modo que um amigo reconheça o outro. Não há nenhuma lei de Deus na natureza que revele que Deus restitui as mesmas e idênticas partículas de matéria de que se compunha o corpo antes da morte. Deus dará aos justos falecidos um corpo que Lhe apraz.
Paulo ilustra este assunto pelo grão de cereal semeado no campo. O grão plantado se decompõe, mas aparece um novo grão. A substância natural da semente que se decompõe jamais é ressuscitada como antes, mas Deus lhe dá um corpo segundo Lhe apraz. O corpo humano compor-se-á de um material muito mais requintado, pois é uma nova criação, um novo nascimento. "Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual". I Cor. 15:44. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.093.
[O crente] pode morrer, como Cristo morreu, mas a vida do Salvador está nele. Sua vida acha-se escondida com Cristo em Deus. "Eu vim para que tenham vida", disse Jesus, "e a tenham em abundância". João 10:10. Ele leva avante o grandioso processo pelo qual os crentes se tornam um com Ele nesta vida atual, a fim de serem um com Ele por toda a eternidade. ...
No último dia Ele os ressuscitará como uma parte de Si mesmo. ... Cristo tornou-Se um conosco, a fim de que pudéssemos tornar-nos um com Ele em divindade. Review and Herald, 18 de junho de 1901.
Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 299

sábado, 19 de outubro de 2013

Pastor Joide Miranda conta testemunho de abandono à homossexualidade e convoca igrejas: “Lutem sem medo em favor da família”

Tiago Chagas
O pastor Joide Miranda, ex-travesti e atualmente casado com uma mulher e pai de um menino, concedeu uma entrevista falando sobre seu testemunho e visão das questões sociais ligadas à homossexualidade que atualmente vem sendo discutidas com bastante ênfase pela mídia.
Joide e família
Joide Miranda foi apresentado à mídia nacional pelo pastor Silas Malafaia, tido como um dos maiores adversários dos ativistas gays no Brasil. Em seu testemunho, Joide afirma que teve sua identidade “restaurada” por Deus, e que isso é possível também para outros homossexuais.
Na entrevista ao blogueiro Julio Severo, Joide afirma que sua introdução à homossexualidade ocorreu a partir da “ausência paterna e abuso sexual” cometido por um vizinho: “Meu pai era um homem extremamente violento e alcoólatra, e aos seis anos de idade fui abusado sexualmente por um advogado que morava de frente para minha casa. O abuso continuou por um ano. No dia que aconteceu o abuso, cheguei em casa assustado e com muita vontade de compartilhar com alguém, mas não tive um pai presente e amigo. Meu pai estava deitado no sofá alcoolizado. Aquele que era para ser meu herói e amigo, era pra mim dentro de casa um inimigo”, revelou o pastor.
Para Joide, a principal angústia sentida por ele durante o tempo em que se manteve na homossexualidade e atuou como travesti era a insatisfação: “Eu sempre buscava uma felicidade verdadeira, mas nunca encontrei. Minha felicidade era momentânea, externando aquilo que na verdade meu interior desejava. No final das noitadas, quando nos reuníamos em quatro paredes, o comentário que muitos diziam era: ‘que vida miserável é esta que estou vivendo’”, afirmou o pastor.
Sobre a proibição do Conselho Federal de Psicologia imposta aos profissionais da área de atender homossexuais que desejem buscar ajuda especializada para abandonar a prática, Joide demonstrou repúdio: “Isso é um absurdo. Vivemos em um país que se diz ser ‘democrático’ (sabemos que não é), onde as pessoas deveriam ter liberdade de ir e vir, porém nem todos têm essa liberdade, principalmente as pessoas que voluntariamente querem deixar o estado da homossexualidade. Eu fui acompanhado durante três anos por uma psicóloga, que ajudou a encontrar-me com a verdadeira identidade com a qual eu nasci. Fui acompanhado por uma pastora e por uma psicóloga. As duas coisas precisam andar juntas”, disse.
Joide afirmou ainda acreditar que o abandono à homossexualidade pode ser alcançado pela psicologia, mas que a ação divina não é limitada pela ciência: “O poder de Deus não é limitado a recursos humanos. Creio que ele usa a psicologia, mas ele pode trazer restauração sem um acompanhamento psicológico também. Conheço pessoas que nunca foram a psicólogos e são totalmente restauradas em sua identidade sexual. Dois exemplos: o Pr. João Carlos Xavier de Cabo Frio e o missionário Antônio do Rio de Janeiro. Na minha opinião, a psicologia deve andar junto com a Palavra de Deus, caso contrário não há efeito”.
O pastor comentou ainda que, tempos atrás, a principal porta de entrada na homossexualidade eram os abusos cometidos contra crianças, mas que hoje, a mídia atua como um canal de incentivo à prática: “Já ouviu aquela frase que diz que ‘a propaganda é a alma do negócio’? Já atendi jovens que entraram na homossexualidade por curiosidade. O massacre da mídia tem levado muitos jovens a experimentar a prática homossexual e com isso acabam se viciando”, afirmou o pastor, que acrescentou: “O imperialismo homossexual é resultado da ausência de Deus na vida das pessoas e de uma sociedade humanista e gayzista e, como diz em Romanos 1.25, a sociedade e a mídia estão mudando a verdade de Deus em mentira”.
À igreja cristã no Brasil, Joide sugere bravura e sabedoria para lidar com a questão: “Orar, não se intimidar, lutar sem medo em favor da família e ser corajosa como os ativistas são. Mas infelizmente a igreja tem recuado. Muitos líderes não gostam nem que toquem neste assunto, com medo de suas denominações serem perseguidas e muitas ainda se rendem a agenda gayzistas”, observou.
Fonte: GospelMais
Divulgação: www.juliosevero.com

Lição da Esc. Sabatina - Lição 4 - Lições do santuário


19 a 26 de outubro






Sábado à tarde

Ano Bíblico: Mc 15, 16



VERSO PARA MEMORIZAR:

“E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8).



Leituras da Semana:


O santuário é um dos principais instrumentos divinos para nos ensinar o significado do evangelho. Ao estudarmos o santuário nesta semana, a ilustração acima será útil.

A lição desta semana focaliza algumas das principais ideias providas pelo santuário terrestre. Posteriormente, estudaremos o sistema de sacrifícios.




Domingo

Ano Bíblico: Lc 1, 2



Lugar da presença


1. Qual foi o propósito do santuário terrestre no deserto? Que verdade impressionante isso nos ensina sobre o amor de Deus por nós? Êx 25:8

No Jardim do Éden, o pecado rompeu o relacionamento face a face entre Deus e a humanidade. O pecado privou nossos primeiros pais da livre comunhão com Deus. No entanto, o Criador ainda desejava nos atrair a Ele e desfrutar um profundo relacionamento de aliança com a humanidade caída. Ele começou esse processo ali mesmo no Éden. Séculos mais tarde, ao salvar Israel do Egito e estabelecer o santuário e o sistema de sacrifícios, Deus tomou novamente a iniciativa de trazer a humanidade de volta à Sua presença.

O santuário, portanto, testifica do incessante desejo divino de habitar entre Seu povo. Esse é o plano de Deus (Sl 132:13, 14). Seu objetivo final é relacionamento, e o santuário foi o meio que Ele escolheu para alcançar esse fim. O santuário é a prova concreta da presença divina com Seu povo na Terra.

A partir da descrição do livro de Números capítulo 2, fica evidente que o tabernáculo estava localizado no centro do acampamento quadrado onde, normalmente, no antigo Oriente Médio, o rei colocava sua tenda. Assim, o tabernáculo simboliza que Deus é o Rei de Israel.

Os levitas, por sua vez, colocavam suas tendas ao redor do tabernáculo (Nm 1:53), e as outras tribos acampavam ao redor deles, a certa “distância”, em grupos de três (Nm 2:2). Isso ilustra de forma concreta, tanto a proximidade quanto a distância de Deus.
Outra finalidade do santuário era prover local para um sistema de adoração centralizado e divinamente ordenado. Uma vez que a presença de Deus no meio do povo era prejudicada por suas impurezas e falhas morais, Ele proveu um sistema de sacrifícios e ofertas mediante os quais pecadores poderiam viver e permanecer na presença de um Deus santo.

Assim, nesse contexto, o santuário revelou detalhes sobre o plano da redenção, que incluía não apenas os sacrifícios, mas também o ministério sacerdotal.


No santuário, o Criador do Universo (Jo 1:1-3), humilhou-Se para habitar entre pessoas sem lar, peregrinos no deserto. Como esse fato ajuda a evitar os preconceitos étnicos, sociais ou culturais contra as pessoas?





Segunda

Ano Bíblico: Lc 3–5



“Sede santos”


Tomarás o óleo da unção, e ungirás o tabernáculo e tudo o que nele está, e o consagrarás com todos os seus pertences; e será santo. Ungirás também o altar do holocausto e todos os seus utensílios e consagrarás o altar; e o altar se tornará santíssimo” (Êx 40:9, 10).

Êxodo 40:9, 10 mostra que o santuário devia ser considerado “santo”. A ideia básica da santidade é separação e singularidade, bem como o senso de pertencer a Deus.

“O ritual simbólico era o elo entre Deus e Israel. As ofertas sacrificais tinham o propósito de prefigurar o sacrifício de Cristo e, assim, preservar no coração das pessoas uma fé inabalável no Redentor vindouro. Para que o Senhor aceitasse seus sacrifícios, continuasse presente com elas e, por outro lado, para que o povo tivesse um correto conhecimento do plano da salvação e uma compreensão adequada de seu dever, era da máxima importância que fossem mantidas, por parte de todos os que estavam associados ao santuário, santidade de coração e pureza de vida, reverência a Deus e estrita obediência aos Seus requisitos” (Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista, v. 2, p. 1116).

2. Qual é a principal razão para que o povo seja santo? Lv 19:2; 1Pe 1:14-16

A santidade de Deus nos transforma e separa para um objetivo especial. Sua santidade é a maior motivação para a conduta ética do Seu povo em todos os aspectos da vida (Lv 19), seja a observância das leis dietéticas (Lv 11:44, 45), a santificação do sacerdote (Lv 21:8) ou o abandono das paixões anteriores (1Pe 1:14). Obviamente, Deus deseja que cresçamos em santidade à medida que nos aproximamos dEle. Essa mudança só pode acontecer mediante a submissão da nossa natureza pecaminosa e disposição de fazer o que é certo, independentemente das consequências.

Ao pensar em seus hábitos, gostos, atividades, etc., quanto do que você é, e do que faz, pode ser considerado “santo”? É uma pergunta difícil, não é mesmo?







Terça

Ano Bíblico: Lc 6–8



Utensílios do santuário


3. Leia Êxodo 31:2-11. O que esses versos nos ensinam sobre a fabricação dos objetos do santuário terrestre? Que relação existe com Gênesis 1:2? (Leia também Êx 25:9)

De todos os objetos do santuário, a arca do testemunho era o símbolo supremo da presença e santidade de Deus. Seu nome é derivado das duas tábuas de pedra da lei, chamadas de “testemunho” (Êx 32:15, 16), e que foram colocadas dentro da arca (Êx 25:16, 21).

Sobre a arca foi colocado o “propiciatório” [a tampa da arca], sobre o qual havia dois querubins que o cobriam com suas asas (Êx 25:17-21). Ele é apropriadamente chamado de “tampa da expiação” (Êx 26:34, NVI, versão em inglês), pois transmite a ideia de que nosso misericordioso e compassivo Deus reconciliou o povo com Ele e providenciou tudo para que ele mantivesse um relacionamento de aliança com o Senhor.

Esse era o lugar em que, uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur, em hebraico), ocorria a expiação pelo povo e o santuário (Lv 16:14-16). Em Romanos 3:25, Paulo se refere a Jesus como “tampa da expiação” ou “propiciatório” (geralmente traduzido como “propiciação” ou “sacrifício de expiação”), pois o próprio Jesus é o lugar da redenção, Aquele por meio de quem Deus fez expiação pelos nossos pecados.

No lugar santo, o primeiro compartimento, o candelabro provia luz continuamente (Lv 24:1-4), e o altar do incenso produzia a fumaça protetora que ocultava do sacerdote a presença de Deus (Lv 16:12, 13). Sobre a mesa para o pão da presença eram colocados 12 pães, representando as doze tribos de Israel. Pratos, recipientes para incenso, tigelas e taças (Êx 25:29, 30) também foram colocados sobre a mesa. Embora pouca informação seja dada sobre o significado desses itens, parece que eles representavam os elementos de uma refeição de aliança (lembrando Êx 24:11) e serviam como lembrete constante da aliança de Deus com o povo.

Leia Romanos 3:25-28. Que grande esperança podemos tirar da promessa de salvação “pela fé, independentemente das obras da lei”?






Quarta

Ano Bíblico: Lc 9–11




Centro de atividades divinas e comunitárias


4. Leia 1 Reis 8:31-53. O que mais esse texto nos ensina sobre a função do santuário?


Na cerimônia de dedicação do templo recém-construído, o rei Salomão apresentou sete casos de orações específicas que poderiam ser feitas no templo, e que exemplificam o amplo papel dele na vida dos israelitas. O templo era um lugar para buscar perdão (v. 30); para fazer juramentos (v. 31, 32); para fazer súplicas em situações de derrota (v. 33, 34); para fazer petições em períodos de seca (v. 35, 36) ou em outros desastres (v. 37-40). Ele era também um lugar de oração para o estrangeiro (v. 41-43), bem como lugar de petição pela vitória (v. 44, 45).

Que o templo foi concebido para ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7) torna-se evidente a partir do fato de que Salomão imaginou o indivíduo israelita, o estrangeiro e todo o povo como suplicantes.

5. O santuário era basicamente o centro ideológico de toda atividade em Israel. A religião não era parte da vida do fiel, nem mesmo uma das mais importantes. Ela era a vida. O que isso nos diz sobre o papel da fé em nossa vida?

Quando as pessoas queriam receber conselhos ou julgamento, ou quando se arrependiam de seus pecados, iam para o santuário. O santuário também foi o centro da vida de Israel durante os anos no deserto. Quando Deus desejava Se comunicar com o povo, fazia isso a partir do santuário (Êx 25:22). Por isso, ele é apropriadamente chamado de “Tenda do Encontro” (Lv 1:1, NVI) ou “tenda da congregação”.

Sua vida de oração é profunda e rica? Ela fortalece sua fé e muda sua vida? Talvez a primeira pergunta que você precisa fazer é: Quanto tempo eu passo em oração?





Quinta

Ano Bíblico: Lc 12–14



“Até que entrei no santuário”


Repetidamente, os Salmos mostram que o santuário desempenha papel importante no relacionamento entre os fiéis e Deus. Bem conhecida é a firme convicção de Davi expressa no fim do Salmo 23, de que ele “[habitaria] na Casa do Senhor para todo o sempre” (v. 6). O maior desejo de Davi no Salmo 27 era o de estar na presença do Senhor, uma presença que era mais bem experimentada no santuário. A fim de mostrar quanto amava o santuário, Davi usou ampla variedade de expressões para se referir a ele, chamando-o de casa do Senhor, templo, tabernáculo e tenda. Era ali que se podia meditar e “contemplar a beleza do Senhor” (Sl 27:4).

As atividades de Deus no santuário ilustram alguns pontos cruciais: Ele mantém seguro o adorador e o ocultará em seu tabernáculo, mesmo em tempos difíceis (Sl 27:5). Deus provê refúgio seguro e garante paz de espírito a todos os que vão à Sua presença. Essas expressões conectam a beleza de Deus ao que Ele faz por Seu povo. Além disso, o ritual do santuário com seu significado simbólico mostra a bondade e a justiça de Deus.

O objetivo final do desejo mais profundo de Davi não era simplesmente estar no santuário, mas que o Senhor estivesse presente com ele. Por isso Davi resolveu buscar a Deus (Sl 27:4, 8).

6. Leia o Salmo 73:1-17. Que ideias Asafe obteve depois de entrar no santuário?

No Salmo 73, Asafe abordou o problema do sofrimento. Ele não conseguia entender o aparente sucesso dos ímpios (v. 4-12) enquanto os fiéis eram afligidos. Ele mesmo quase escorregou (v. 1-3), mas entrar no santuário fez diferença (v. 13-17). Ali Asafe pôde ver o mesmo poder e glória que Davi mencionou no Salmo 63:2 e reconhecer que as condições daquele momento um dia mudariam e a justiça seria feita. Ele pôde refletir novamente sobre a verdade e receber a reafirmação de que os ímpios estão em terreno escorregadio (Sl 73:18-20) e os fiéis estão seguros (v. 21-28). Para os que buscam a Deus, o santuário se torna um lugar de confiança, uma fortaleza de vida, onde Deus os colocará “sobre uma rocha” (Sl 27:5). A partir da verdade ensinada pelo ritual do santuário, podemos realmente aprender a confiar na bondade e na justiça de Deus.




Sexta

Ano Bíblico: Lc 15–17
 
 Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 343-358: “O Tabernáculo e Suas Cerimônias”.

“Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e caros era exigida; mas o Senhor aceitava apenas ofertas voluntárias. “De todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha oferta” (Êx 25:2, RC), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A devoção a Deus e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao se preparar uma habitação para o Altíssimo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 343).



Perguntas para reflexão

1. É difícil ver justiça neste mundo. Sem a esperança final da justiça de Deus, por que não haveria nenhuma esperança de justiça?

2. Alguém escreveu: “O tabernáculo é um pedaço de terra santa em meio a este mundo que perdeu seu caminho”. O que isso significa para você?

3. Leia 1 Pedro 1:14-16. De que forma você entende a santidade de Deus? O que significa ser santo? Como podemos nos tornar santos?

4. Os filhos de Eli são um exemplo de pessoas que estavam “perto” de Deus, mas que perderam o apreço por Sua santidade (1Sm 2:12-17). Como você pode evitar perder o senso da santidade de Deus? Por que oração, estudo da Bíblia e obediência são fundamentais para preservar a consciência da Sua santidade?

5. “A parte mais importante do ministério diário era a oferta efetuada em favor do indivíduo. O pecador arrependido trazia a sua oferta à porta do tabernáculo e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. Pela sua própria mão era então morto o animal, e o sangue era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecador havia transgredido. Por essa cerimônia, mediante o sangue, o pecado era figuradamente transferido para o santuário” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 354). Como essa citação nos ajuda a compreender a forma pela qual a “salvação pela fé” era revelada no ritual do santuário?


Respostas sugestivas: 1. Prover um lugar para que Deus habitasse com Seu povo de maneira mais visível. Deus nos ama e quer estar perto de nós. 2. A santidade de Deus. 3. O Espírito de Deus, que participou da criação da Terra, também instruiu e inspirou os homens na construção do santuário e seus utensílios. 4. Israel e outras nações deveriam orar no santuário ou voltados para o santuário, em busca de julgamento, perdão, restauração e bênçãos. 5. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). A fé não deve ser um recurso para resolver dificuldades, mas uma maneira de viver. É ser fiel e confiar em Deus sempre. 6. Ao entrar no santuário, Asafe contrastou a aparente prosperidade dos ímpios com a glória e santidade de Deus e compreendeu qual seria o fim deles. Uma vida sem Deus não tem nenhum valor.




A Vitória dos Santos que Dormem

Ellen White

Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.  João 5:28 e 29.

O Doador da vida chamará Sua adquirida possessão na primeira ressurreição dos mortos, e até àquela hora triunfante, quando a última trombeta soar e o vasto exército sair para a eterna vitória, todo santo que dorme o sono da morte será guardado como jóia preciosa, conhecida de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitava quando vivos, e por terem sido participantes da natureza divina, eles são ressuscitados dentre os mortos. Carta 65a, 1894.
"Vem a hora", disse Cristo, "em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão." João 5:28. Aquela voz há de ressoar por todas as moradas dos mortos; e todo santo que dorme em Jesus despertará e sairá de sua prisão. Então à virtude de caráter que recebemos da justiça de Cristo nos unirá à verdadeira grandeza da mais elevada ordem. Review and Herald, 20 de setembro de 1898.
A vitória dos santos mortos será gloriosa na manhã da ressurreição. ... O Doador da vida coroará de imortalidade a todos quantos saem dos sepulcros. The Youth's Instructor, 11 de agosto de 1898.
Ali está a multidão ressuscitada. O último pensamento foi da morte e suas angústias. Os últimos pensamentos que eles tiveram foram em torno da cova e do sepulcro, mas agora proclamam: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55. ... Ei-los aí estão, e o toque final da imortalidade lhes é dado, e ascendem para encontrarem-se com Seu Senhor nos ares. ... Há colunas de anjos de ambos os lados; ... então o coro angélico faz soar a nota da vitória, e os anjos que se acham em ambas as colunas irrompem no canto, e o exército dos remidos se une como se houvessem estado a cantar aquele cântico na Terra, e de fato estiveram. Oh, que música! Não há uma nota desarmoniosa. Toda voz proclama: "Digno é o Cordeiro que foi morto." Apoc. 5:12. Ele vê o trabalho de Sua alma, e fica satisfeito. Manuscrito 18, 1894.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 298

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Importância da Doutrina do Santuário para os Adventistas

Fonte - http://adventismoemfoco.wordpress.com


O povo de Deus é peculiar, especialmente quanto às suas crenças e práticas. O que foi dito por Hamã ao rei Assuero sobre o cativo povo de Deus na Pérsia aplica-se, com muita propriedade, à igreja remanescente dos últimos dias: “Existe [...] um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos” (Et 3:8).
De fato, o povo do advento tem práticas e crenças muito peculiares. Como demonstração disso, consideremos os seguintes exemplos: cremos em toda a Bíblia; harmonizamos a lei com a graça; fazemos distinção de leis; guardamos o sábado; sustentamos a imortalidade condicional da alma; consideramos o inferno uma realidade futura e de duração passageira; somos pré-milenaristas; sustentamos os princípios de saúde revelados por Deus; temos uma origem profética; reinvidicamos a posse do dom profético; cumprimos uma missão profética; temos uma escatologia pertinente; e ensinamos a verdade do santuário.
Ataques às colunas da fé – Algumas dessas crenças distintivas têm sido atacadas em várias partes do mundo por pessoas e movimentos, tanto de dentro como de fora da igreja. Faz poucas décadas, o teólogo Desmond Ford agitou nossos arraiais ao se desviar da interpretação histórica adventista sobre o santuário. Por um lado, isso causou muito sofrimento à igreja; por outro, esses movimentos contestatórios de verdades fundamentais trouxeram relevante benefício espiritual a muitas pessoas, especialmente os pastores de nossa igreja, que sentiram a necessidade de fazer um exame crítico da doutrina, resultando disso uma fé provada. No entanto, o reconhecimento desse fato não deve ser encarado como insinuação de que se deve desejar o surgimento de novos focos de contestação doutrinária.
O aparecimento de movimentos contestatórios, heréticos e dissidentes é previsto nos escritos bíblicos e nos de Ellen G. White, como veremos a seguir. Eis algumas predições bíblicas:
1. Nos últimos dias, alguns se desviariam da fé verdadeira, dando ouvidos a “espíritos enganadores e a doutrina de demônios” (1Tm 4:1).
2. Até os escolhidos seriam colocados à prova pelos terríveis sinais e prodígios de engano, operados por “falsos cristos e falsos profetas” (Mt 24:24).
3. Heresias destruidoras, introduzidas dissimuladamente por falsos mestres e profetas, infamariam “o caminho da verdade” (2Pe 2:1, 2).
4. Paulo, em suas epístolas, fala da “sabedoria carnal” (2Co 1:12, RC) dos sábios deste século; “da operação do erro” (2Ts 2:11) nos que “não acolheram o amor da verdade” (2Ts 2:10, RC); fala daqueles que “não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3); dos “lobos devoradores” do rebanho; das oposições da falsa ciência, e das “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens e segundo os rudimentos deste mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8, RC).
Assim, mediante as citações e expressões bíblicas neotestamentárias mencionadas, Deus predisse a obra e influência daqueles que, nos últimos dias, iriam negar, combater e tentar remover os pilares da verdade.
O Espírito de Profecia, por sua vez, preconizou que uma “obra de apostasia” terá lugar; haverá “uma confusão de fé” (Ellen G. White, O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 332); “será deturpada uma verdade após outra” (ibid.); “serão removidos [...] os marcos (da verdade)” (ibid.); e “far-se-á uma tentativa para demolir as colunas de nossa fé” (ibid.). Após uma visão, Ellen G. White afirmou: “Os fundamentos de nossa fé [...] estavam sendo retirados, pilar por pilar. Nossa fé nada teria sobre o que se apoiar – o santuário estava eliminado, a expiação descartada. [...] Teorias sedutoras estão sendo ensinadas de tal modo que não as reconheceremos a menos que tenhamos um claro discernimento espiritual” (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 146).
“Os homens tentarão introduzir novas teorias e tentarão provar que essas teorias são escriturísticas, conquanto sejam errôneas, as quais, se forem aceitas, comprometerão a fé na verdade. Não, não; não devemos desviar-nos da plataforma da verdade em que fomos estabelecidos” (ibid., p. 193).
“O inimigo introduzirá doutrinas falsas, tais como a de que não existe um santuário. Este é um dos pontos em que alguns se apartarão da fé” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 224).
Pilar essencial do adventismo – As declarações acima deixam subentendido o fato de que não se pode encarecer demasiadamente o caráter vital da doutrina do santuário para nossa fé. Embora seja um ensinamento exclusivo da Igreja Adventista e praticamente a única doutrina que não temos em comum com nenhum outro grupo religioso (exceto os reformistas), a verdade sobre o santuário não pode ser vista como um ensinamento estranho, desvirtuado e indefensável; tampouco um simples expediente para justificar o episódio do desapontamento de 1844, como pretendem alguns.
Em vez de ser um desvio da fé cristã histórica, o ensino do santuário é a conclusão lógica e a inevitável consumação dessa fé. É uma verdade presente, uma verdade para os últimos dias; mensagem oportuna, confiada ao povo do advento.
Nem a igreja cristã primitiva nem a Reforma ensinaram essa verdade. Pouco mais de quatrocentos anos depois é que o juízo teve início no Céu, na fase final da mediação de Cristo, e Deus então suscitou um movimento para proclamar aos habitantes da Terra a vital e solene mensagem do santuário. Como igreja remanescente da profecia, cabe-nos o privilégio e a responsabilidade de ensinar essa verdade presente, no contexto das três mensagens de Apocalipse 14.
Essência do adventismo – O que a doutrina do santuário significa para a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Responde o grande estudioso e erudito denominacional Leroy Edwin Froom: “A verdade do santuário é a essência do adventismo e tudo abrange; qualquer enfraquecimento, negação ou supressão da verdade do santuário é questão séria, mesmo crucial. Qualquer desvio ou abandono dela fere o coração do adventismo, sendo um desafio à sua própria integridade” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).
A verdade do santuário é indubitavelmente o ponto cardial do sistema doutrinário adventista. Ellen G. White diz: “A luz proveniente do santuário iluminou o passado, o presente e o futuro” (O Grande Conflito, p. 423).
Passado. A compreensão da doutrina do santuário propiciou aos pioneiros a possibilidade de ver o evangelho e sua glória nos ritos e serviços do santuário mosaico – prefiguração do sacrifício e obra de Cristo – e os levou a compreender que o terrível e probante desapontamento que haviam experimentado (22 de outubro de 1884) havia sido predito e previsto por Deus mais de 1.700 anos antes, na visão do livrinho aberto comido simbolicamente por João (ver Ap 10:1-11). Mas, depois de esclarecido e solucionado o mistério da decepção, eles deviam, com novo ânimo, retomar e cumprir a inconfundível e peculiar missão profética que lhes estava reservada (“é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” – Ap 10:11), ou seja, a missão de proclamar ao mundo inteiro a tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14:6-12, verdade presente de Deus para as últimas gerações da Terra.
Presente. O entendimento da doutrina do santuário foi a chave que esclareceu o mistério do desapontamento de 1844 e lançou luz sobre pontos básicos de nossa fé e verdades essenciais da Bíblia. Em outras palavras, o santuário “revelou um conjunto completo de verdades ligadas harmoniosamente entre si” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 423), como: distinção de leis, lei de Deus, sábado, expiação, mediação, justificação, santificação, segunda vinda de Cristo, recompensa dos justos e dos ímpios e completa destruição do mal.
No dia 3 de abril de 1847, Ellen G.White teve uma visão do Santíssimo,
no templo do Céu. Contemplou a arca aberta e, dentro dela, as tábuas da lei. Um halo especial de luz incidia sobre o quarto mandamento. A partir desse momento, ficou claro para os pioneiros que a aceitação da verdade do santuário envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus e a obrigatoriedade da guarda do sábado do quarto mandamento.
Após a descoberta do santuário, visões de Ellen G. White mostraram a dimensão escatológica do conflito que se desenvolveria em torno da questão do verdadeiro sábado, trazendo o entendimento da mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14:9-13. Até esse momento, o sábado não tinha sido visto sob esse ângulo.
Pelo que acabamos de ver, percebe-se facilmente que, sem a doutrina do santuário, perderíamos nossa identidade como povo peculiar. Além disso, careceríamos de base como movimento profético, ficaríamos destituídos do sentido de missão e, consequentemente, sem razão de existir, como bem observou Froom: “Se não existe santuário no Céu, e nele não há operado um grande Sumo Sacerdote, e se já não existe mensagem da hora do juízo a ser, por ordem divina, pregada atualmente, então não há lugar para nós no mundo religioso, nem missão e mensagem denominacionais distintas, nem desculpas para ficarmos como entidade eclesiástica separada” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).
Futuro. Quando o livro da profecia de Daniel foi aberto no início do tempo do fim (Dn 12:4, 9; Ap 10:1, 2; 22:10), houve um despertamento mundial de pessoas em torno de solenes eventos a ocorrer brevemente – o juízo, a vinda de Cristo e o estabelecimento do reino de Deus. Sincera, mas equivocadamente, Miller e seus companheiros nos Estados Unidos entenderam que “a purificação do santuário” (Dn 8:14), que se daria em 22 de outubro de 1844, segundo a explanação de Daniel 9:23-27, seria a volta de Cristo à Terra, trazendo juízo de fogo e com ele os tão ansiados novos Céus e nova Terra (2Pe 3:7, 10, 12, 13).
Porém, a data passou. As expectativas da segunda vinda de Jesus não se cumpriram; aquilo que na boca tinha sido doce como mel (a crença na iminente vinda de Cristo) se tornou amargo no estômago (Ap 10:8-10), e o movimento do advento se esfacelou. Uma parte dele, sentindo-se enganada, desiludida e revoltada, deixou completamente suas crenças religiosas, retornando à sua anterior maneira de viver, sem fé e sem esperança no mundo. Outra parte, deixando de lado o interesse pelas profecias, as inquietudes escatológicas e as verdades e pontos de fé diferenciais que haviam aprendido no movimento adventista, pediu readmissão e retornou às suas igrejas de origem. Um terceiro segmento dos decepcionados, não se conformando com o desapontamento, nem admitindo haver cometido qualquer erro de interpretação profética, continuou marcando novas datas para a vinda de Cristo e sofrendo novos e sucessivos reveses.
Por fim, um quarto grupo, o menor deles, composto por apenas 50 a 60 pessoas (entre eles José Bates, Tiago White, Hiram Edson e Ellen G. Harmon), assumiu uma atitude diferente, mais sábia e equilibrada que a dos demais: eles não voltaram para o mundo nem retornaram às suas igrejas de origem porque, desde que se associaram ao movimento milerita (que não visava a formar uma nova denominação, mas despertar e preparar as pessoas, em suas igrejas, para o encontro com o Senhor), experimentaram um crescimento na fé, na espiritualidade e
no conhecimento das verdades bíblicas e proféticas que não possuíam antes. Esse remanescente não cogitou também marcar novas datas para a vinda de Cristo.  Crendo fervorosamente que sua experiência provinha de Deus e que as Escrituras não mentem nem falham, decidiram continuar investigando mais profundamente as doutrinas bíblicas, para obter consolação e descobrir onde haviam errado. Tinham fé e acreditavam que Deus estava com eles e que finalmente lhes esclareceria o mistério do desapontamento.
Luz no santuário –  Um dia depois do desapontamento, Hiram Edson teve a famosa visão do campo de milho, na qual lhe foi dada uma espécie de intuição acerca do que realmente ocorrera no dia amargo. A partir daquele princípio, o médico F. B. Hann e o professor Owen Crosier começaram a realizar estudos com vistas ao desvendamento do mistério da desilusão experimentada. Ao estudar os livros de Levítico, Êxodo, Apocalipse e especialmente Hebreus, os pioneiros notaram a existência inequívoca de um santuário no Céu. Perceberam que esse santuário não é o próprio Céu, mas está no Céu, e foi o modelo dado por Deus a Moisés para a edificação do santuário terrestre (Êx 25:8, 9, 40; Hb 8:5).
Descoberta a relação entre os dois santuários – o celestial e o mosaico – estava estabelecido o princípio de correlação tipo/antítipo, sombra/objeto, figura/realidade. O santuário terrestre – realidade visível – apontava para o celestial, realidade invisível (Hb 8:9-5; 9:9, 23, 24).
O santuário do novo concerto era o grande original; o do antigo concerto, a cópia. O primeiro estava no Céu, e o segundo, na Terra. Esse foi construído pelo homem; aquele, por Deus. No terrestre, oficiavam sacerdotes da ordem levítica; no celestial, Jesus, ministro segundo a ordem de Melquisedeque, isto é, com base na excelência de Seu caráter, méritos e atribuições (Hb 7:11, 15-19).
Atentando para Hebreus 9:11, onde é dito que o santuário celestial é “maior e mais perfeito” do que o terrestre, os pioneiros compreenderam que “o esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus. A morada do Rei dos reis, em que milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão em pé diante dEle (Dn 7:10), sim, aquele templo, repleto da glória do eterno trono, onde serafins, seus resplandecentes guardas, velam a face em adoração – não poderia encontrar na estrutura mais magnificente que hajam erigido mãos humanas, senão pálido reflexo de sua imensidade e glória. Contudo, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali levada a efeito pela redenção do homem, foram ensinadas pelo santuário terrestre e seu culto” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 414).
Mais evidências – Os primeiros adventistas do sétimo dia encontraram abundantes e concretas evidências da realidade do santuário do Céu nas visões dadas a João a respeito do templo celestial. Ele viu que “diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus” (Ap 4:5, RC); viu que “veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono” (Ap 8:3); e, quando se “abriu no Céu o templo de Deus” (Ap 11:19) e João olhou para dentro do véu interior, ou lugar santíssimo, viu ali “a arca da Aliança”, representada pelo receptáculo onde se guardava a lei no santuário terrestre. Dessa forma, ficou estabelecido esse fundamental pilar do sistema da verdade de Deus, que é a gloriosa, multifacetada e bendita doutrina do santuário.
Texto de Deilson Storch de Almeida teólogo, historiador e escritor; publicado na RA de Set/2011.

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