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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Identificando a Igreja Remanescente da profecia bíblica - Parte II

 

Identificando a Igreja Remanescente da profecia bíblica - Parte II

Os ensinos e práticas da Igreja Remanescente são totalmente fundamentados nas Escrituras Sagradas


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Ter a Bíblia como fonte suprema é o que diferencia a Igreja Remanescente de todas as demais igrejas e religiões. (Foto: Shutterstock)

Ter a Bíblia como fonte suprema é o que diferencia a Igreja Remanescente de todas as demais igrejas e religiões. (Foto: Shutterstock)

No artigo anterior, vimos que a Igreja Remanescente é profética e visível, sobrevivente e historicista, surgiu após 1798 em resultado de estudos integrados de Daniel e Apocalipse, e guarda os mandamentos de Deus. Demonstramos que nenhuma das denominações fundadas antes de 1798 poderia ser a Igreja Remanescente pois, segundo a profecia, o remanescente no tempo do fim, apareceria depois de 1798, após o longo período das perseguições papais. Lembramos que, várias denominações surgiram após 1798, mas, decisivamente, não podem ser a Igreja Remanescente, pois não tem as marcas bíblicas do remanescente.

Os que insistem em dizer que o remanescente escatológico é invisível devem compreender que: “Nunca houve um remanescente invisível, pois ao longo da história, o remanescente é conhecido pelas marcas identificadoras de sua época.  Não há remanescente invisível escatológico porque as marcas de identificação do remanescente escatológico separam aqueles que aceitam as marcas de identificação daqueles que ainda não aceitaram”.[1] Contudo, provavelmente, a marca mais crucial da Igreja Remanescente é a fonte exclusivamente bíblica de suas doutrinas. É o que fundamentalmente a diferencia de todas as demais igrejas e religiões.

Leia também:

"A Igreja Remanescente é enraizada no Antigo e no Novo Testamento, e tem um sistema teológico doutrinário integrado baseado nos princípios Sola e Tota Scriptura." Apocalipse 12:1 apresenta a Igreja verdadeira sob o símbolo de uma mulher radiante e visível com uma coroa de doze estrelas na cabeça (Isaías 60:1, 2; Mateus 5:14-16). Doze é o número do povo de Deus no Antigo e no Novo Testamento (Êxodo 28:21, 29; Marcos 3:13, 14; Apocalipse 21:12, 14). “Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica”.[2]

Logo, “A coroa com doze estrelas significa as doze tribos de Israel e os doze apóstolos, indicando a continuidade entre o povo de Deus do Antigo Testamento e a igreja Cristã.[3] Portanto, a mulher em Apocalipse 12 “simboliza tanto a igreja do Antigo Testamento quanto a do Novo Testamento”.[4] Evidência disso, é que a mulher deu à luz a um Filho que há “de reger as nações” (verso 5). O Messias foi anunciado primeiro nas Escrituras do Antigo Testamento (João 5:39; Lucas 24:25, 27), conforme o próprio Novo Testamento menciona (Mateus 1:22; 2:6, 15; João 19:24, 36; Atos 2:25-28). Assim, a Igreja Remanescente está na continuidade da igreja do Antigo Testamento, e da igreja apostólica do Novo Testamento, cujos ensinos e práticas foram fundamentados somente nas Escrituras Sagradas, e em sua totalidade (Isaías 8:20; Mateus 4:4, 7, 10; 5:18; Lucas 24:27; 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:19-21; 3:15, 16).

Suficiência bíblica

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem um sistema teológico doutrinário integrado, baseado coerentemente nos princípios Sola e Tota Scriptura. [5] Sola Scriptura é um grande princípio bíblico fundamental de que somente as Escrituras Sagradas são a norma suprema da verdade. O texto clássico é Isaías 8:20: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. À Lei e ao Testemunho dos Profetas. “As duas palabras torah (lei) e teudah (testemunho) apontam para os dois loci da autoridade nos dias de Isaías”.[6]

Jesus reconheceu esta divisão das Escrituras hebraicas (Mateus 5:17). Evidentemente, “O Novo Testamento acrescenta a revelação autorizada transmitida por Jesus e Suas testemunhas apostólicas (ver Ef 2:20; 3:5)”.[7] O grande princípio Sola Scriptura inclui a Primazia da Escritura.

A Bíblia está acima de qualquer outra fonte de conhecimento que ameaça usurpar sua autoridade definitiva.[8] Por exemplo, a tradição religiosa (Mateus 15:3, 6), a filosofia humana (Colossenses 2:8), e a ciência humana (1 Timóteo 6:20). Sola Scriptura também implica na Suficiência da Escritura “como única guia infalível da verdade” (Isaías 8:19, 20; Salmo 119:105; João 5:39; 17:17; 2 Timóteo 3:15-17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:19, 20; Apocalipse 22:18, 19). “Toda outra fonte de conhecimento deve ser provada por esta norma infalível”.[9]

Já o segundo grande princípio no qual a Igreja Remanescente está firmada é o Tota Scriptura. Não é suficiente afirmar o Sola Scriptura, sua primazia e suficiência. É necessário também aceitar a totalidade da Escritura como inspirada por Deus, pois a Bíblia não contém a Palavra de Deus. Ela é a Palavra de Deus (Lucas 24:27; 2 Timóteo 3:16, 17).

Os Adventistas do Sétimo Dia descobriram na Bíblia um “completo sistema de fé e uma linha de práticas”.[10] Neste completo sistema de verdades estão agrupadas doutrinas como “a perpetuidade da Lei de Deus e do sábado, o ministério celestial de Cristo em duas fases, a segunda vinda pessoal e visível de Cristo, a imortalidade condicional da alma e a manifestação moderna do dom profético na pessoa e escritos de Ellen G. White”.[11]

Por sua coerência com os grandes princípios Sola e Tota Scriptura, a Igreja Remanescente rejeita os projetos teológicos católico-romano e protestante, os quais tiveram influência da tradição dos Pais da Igreja, marcados pela filosofia grega. “Agostinho batizou no cristianismo a intuição de Parmênides sobre a natureza da realidade, a cosmologia de Platão e a compreensão de Aristóteles sobre Deus”.[12] Como resultado, “gradualmente o Deus atemporal de Parmênides (c. 540-470 a.C.), Platão (c. 427-c. 347 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.), e Plutarco (c. 45-125) substituiu o Deus das Escrituras na teologia Cristã”.[13]

Tradições errôneas

Entre outros, os seguintes ensinos devem ser rejeitados, pois não são bíblicos, mas somente tradições eclesiásticas: imortalidade da alma, tormento eterno, purgatório, batismo de criancinhas, santificação do domingo, veneração de imagens, mediação de Maria e de todos os santos, indulgências, confissão auricular, papado, infalibilidade papal, sacerdócio hierárquico, transubstanciação, e celibato sacerdotal. Como mencionado, a Igreja Remanescente também rejeita o projeto teológico protestante, pois, apesar de professar fidelidade ao princípio Sola Scriptura os protestantes não produzem teologia somente da matriz bíblica, pois “na prática, continuam a produzir suas teologias a partir da matriz das fontes múltiplas”.[14]

Por exemplo: a adoção agostiniana pagã do conceito de um Deus fora do tempo pelos protestantes tem resultado na aceitação de conceitos não bíblicos como imortalidade da alma, predestinação, antinomianismo e, uma vez salvo, para sempre salvo. Não há agora espaço para falar da crença no evolucionismo e do método crítico-histórico do iluminismo racionalista em âmbitos católicos romanos e protestantes.  Devemos lembrar, porém, que: “Diferentes fontes para a reflexão teológica têm levado a diferentes correntes teológicas, com o resultado natural de dividir o cristianismo em várias práticas, igrejas ou denominações conflitantes”.[15]

Característica distintiva

A Igreja Remanescente tem o testemunho de Jesus. “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). Os textos a seguir explicam o significado da expressão “testemunho de Jesus”. “Prostrei-me aos seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apocalipse 19:10). “Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Apocalipse 22:9).

Estes dois textos são semelhantes, e as expressões “testemunho de Jesus” e “espírito de profecia” estão em paralelo com “profetas”. “Essas expressões paralelas deixam claro que são os profetas que possuem o “testemunho de Jesus”.[16] A propósito, “considerando que os restantes de Apocalipse 12:17 constituem uma referência específica à igreja após o fim dos 1260 dias proféticos dos versos 6 e 14, isto é, após 1798, a passagem demonstra ser uma predição clara da manifestação do “espírito” ou do “dom” de profecia na igreja em nossos dias”.[17]

Para Stefanovic, “Apocalipse 12:17 declara claramente que o remanescente de Deus no tempo do fim é caracterizado por uma posse especial do testemunho de Jesus dado por meio daqueles que foram chamados por Deus para serem seus profetas”.[18] Os profetas foram porta-vozes de Deus ao Seu povo, e a outras nações (Isaías 1:1; 10:5; 13:1; Jeremias 1:5). De fato, “...o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

Eles guiaram em segurança o povo em tempos de crise, promovendo a unidade, e a confiança na liderança divina. “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Crônicas 20:20). Eles atuaram como reformadores do povo, e restauradores das instituições divinas (1 Reis 18:20-40; Isaías 58:13, 14; Mateus 3:1-10).  Se no passado, Deus deu este dom para guardar Seu povo, porque não o concederia no perigoso tempo do fim, precedente à segunda vinda de Cristo? (Mateus 24:5, 10-12; Marcos 13:22; Lucas 18:8; 2 Timóteo 3:1-5). Infere-se pela profecia de Apocalipse 12 que, o Senhor deu também este dom a Sua Igreja Remanescente, a fim de protegê-la das armadilhas de Satanás no conflito final (Apocalipse 12:17).

Portanto, o dom profético concedido - o testemunho de Jesus - “corresponde a uma característica distintiva da igreja remanescente”.[19]  O dom de profecia prometido foi inconfundivelmente manifestado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, no longo e profícuo ministério de Ellen G. White.[20] Porém, é crucialmente importante esclarecer que seus escritos, embora inspirados por Deus, não tem o mesmo nível de autoridade que a Bíblia, pois, conforme a crença fundamental número um da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “As Escrituras Sagradas são a suprema, autoritativa e infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o definitivo revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História (Salmos 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21).[21]

A propósito, o dom profético pós-bíblico manifestado no tempo do fim, tem função semelhante ao dom profético de Natã, Gade, Asafe, Semaías, Azarias, Eliézer, Aías, Obede, Miriã, Débora, Hulda, Simeão, João Batista, Ágabo, Silas, Ana e as quatro filhas de Filipe que não tiveram seus escritos registrados nas Escrituras.[22]  “O mesmo Deus que falou por meio dos profetas que escreveram a Bíblia inspirou esses profetas e profetisas. Suas mensagens não entraram em contradição com a revelação divina previamente registrada”.[23] Os escritos de Ellen G. White, não foram dados como adição ou substituição às Escrituras, mas para levar os negligentes de volta à Bíblia.

“Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior. Oh! quanto bem poderia ser feito se os livros que contêm esta luz fossem lidos com a resolução de se executarem os princípios que eles contêm! Haveria uma vigilância mil vezes maior, um esforço abnegado e resoluto mil vezes maior”.[24] Sim, está escrito: “mil vezes maior”! Nunca vi alguém se perder por ler O Desejado de Todas as Nações.[25] Apelo a você, amigo, para que leia a Bíblia e os livros do Espírito de Profecia. E, por favor, ore pelo terceiro artigo desta série.


Referências

[1]Norman R. Gulley, Systematic Theology: The Church and the Last Things (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2016), p. 473.

[2]Ellen G. White, Atos dos apóstolos, 9ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), p. 19.

[3]Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, 2ª ed., (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009),  p. 388. A seguir: Stefanovic.

[4]Francis D. Nichol, ed. Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), v. 7, p. 893.

[5]Para um estudo mais detido ver: Fernando Canale, Princípios elementares da teologia cristã: a Bíblia substituindo a tradição, 1ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2018). A seguir: Canale. Ver também: Raúl Kerbs, El problema de la identidad bíblica del cristianismo: las presuposiciones filosóficas de la teología cristiana desde los pressocráticos al protestantismo (Libertador San Martin, Argentina: Universidad Adventista del Plata), 2014).

[6]Raoul Dederen, ed. Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 70.

[7]Ibidem, p. 71.

[8]Ibidem.

[9]Ibidem.

[10]Ellen G. White, Mente, caráter e personalidade, 3ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), v. 2, p. 784.

[11]Alberto R. Timm, O santuário e as três mensagens angélicas, 5ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009), p. 1.

[12]Canale, p. 62.

[13]Norman R. Gulley, Sistematic Theology: God as Trinity (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2011), p. 179, 180.

[14]Canale, p. 27.

[15]Ibidem, p. 22.

[16]Nisto cremos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2020), p. 283, 284.

[17]Francis D. Nichol, ed. Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), v. 7, p. 973, 974.

[18]Stefanovic, p. 560, 561.

[19]Nisto cremos, p. 284.

[20]Para estudar Ellen G. White, e seu ministério profético ver: Alberto R. Timm e Dwain N. Esmond, Quando Deus fala, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017), p. 291-489; Arthur L. White, Ellen G. White, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016).

[21]Nisto cremos, p. 11.

[22]Ibidem, p. 286

[23]Ibidem.

[24]Ellen G. White, Review and Herald, 20 de janeiro de 1903.

[25]_______, O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013).

Wilson Borba

Wilson Borba

Sola Scriptura

As doutrinas bíblicas explicadas de uma forma simples e prática para o viver cristão.

Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Possui mestrado e doutorado na mesma área pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, e pela Universidade Peruana Unión (UPeU). Ao longo de seu ministério foi pastor distrital, diretor de departamentos, professor e diretor de seminários de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul. Atualmente serve como pastor distrital no interior de São Paulo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

BATISMO... Em Nome de Quem? - Uma resposta à controvérsia do Batismo só em Nome de Jesus

 

BATISMO...  Em Nome de Quem?

 

Uma resposta à controvérsia do Batismo só em Nome de Jesus

 

Pr. Manoel Barbosa da Silva

Pastor Jubilado. Mora em Anápolis – Goiás

 

Batismo Em Nome... De Quem?.

 

“Portanto, ide e fazei discípulos, de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mateus 28 19

 

Muito se tem falado e escrito sobre a fórmula correta de batizar. Há aqueles que defendem a tríplice forma: “em Nome do Pai, em Nome do Filho e em Nome do Espírito Santo”. E como defesa desta forma, citam a ordem expressa de Jesus no evangelho de Mateus 28: 18 – 21

 

Outros há, entretanto, que condenam essa fórmula, dizem que batizar em nome da Trindade é uma tradição católica, e quem procede assim está em erro, pois os apóstolos batizavam apenas em O Nome de Jesus; e que a passagem citada em Mateus foi acrescentada à Bíblia, por algum copista através dos tempos e que a mesma não é encontrada nos mais antigos pergaminhos

Procede este argumento? A Bíblia foi adulterada para defender uma prática católica? É correto batizar em nome da Trindade? O batismo só é válido se realizado apenas em O Nome de Jesus?

Nas linhas a seguir, tentaremos tirar estas dúvidas e mostrar pela Bíblia a fórmula correta de batizar.

 

O Que Significa O Batismo? Para que A Pessoa É Batizada?

 

“O ato do batismo é uma expressão externa para mostrar a Deus e ao mundo que, desse dia por diante, estamos resolvidos a deixar que Deus nos dirija em tudo que temos e somos. Desse dia em diante viveremos para Ele.

Para o cristão renascido esse é o dia no qual se uniu a Cristo. Justamente como para a noiva, o dia do casamento é o dia em que se une ao esposo. Nessa ocasião toma o nome do marido e promete viver para ele o resto de sua vida.

Semelhantemente, o cristão não pode por mais tempo viver para o próprio eu, mas viverá para Cristo daí por diante”. Curso ‘A Bíblia Fala’, estudo 17

 

“Na verdade o batismo nas águas é um ato simbólico, é uma expressão que externiza o sentimento de repúdio ao pecado, tornando público o arrependimento por meio de uma ação simbólica.” Ultimato 14 de junho 2008

 

A palavra batismo, etimologicamente, significa mergulho. Não se sabe quando começou esta prática, o que se sabe é que os judeus a mantiveram através dos tempos. E há quem acredite que já nos tempos do profeta Elizeu o batismo era praticado, e por este motivo é que ele, Elizeu, mandou que o leproso Naamã se autobatizasse no rio Jordão, ou seja, mergulhasse sete vezes.

O batismo moderno teve início com João o Batista.   O chamamos de batismo moderno, porque o próprio Jesus foi batizado, porém era uma prática comum em Israel e tão conhecida, que nenhum sacerdote, escriba, ou mestre da lei contestou o fato de João estar batizando o povo, pelo contrário, muitos fariseus quiseram batizar-se também, João é que se recusou a fazê-lo.  Lucas 3:7

 

Nomes a serem usados na hora do batismo

 

Alguém pode ser batizado apenas em “ Nome de Deus”?  Ou apenas em “Nome do Espírito Santo?”...  Ou só pode ser em “Nome de Jesus?”... É válido você usar só um dos nomes da Trindade na hora do batismo? Se for válido usar só um dos nomes, qual deles? 

Se o batismo é o momento áureo na vida do pecador arrependido, se é o momento que ele se entrega de corpo e alma a Deus, não seria justo que nesta hora, fosse invocado o nome mais importante entre os três?. há nome mais importante que outro?.  E quem é o mais importante? ...

 

Dizem os dissidentes Anti-trinitarianos, que não existe Trindade, ou seja, não há três pessoas no céu, apenas duas:

O Pai, O Criador e Jesus, a criatura - Sendo Jesus, muito importante, mais importante que todos os anjos, mais importante que todo o universo, porém criado, ou gerado em um passado remoto, e após a criação, promovido a mais alta hierarquia do céu tornando-se Deus, criado, portanto, inferior ao Deus, criador.

Dizem ainda, que O Espírito Santo não é uma pessoa, é apenas uma energia que procede do Pai, portanto, não existe.

Sendo assim, não seria lógico e razoável que no batismo fosse invocado ‘O Nome do Pai’ O criador, ao invés de ‘O Nome do Filho, a criatura?

 

O Batismo de Naamã

 

Qual nome foi invocado no batismo de Naamã?

O batismo de Naamã foi válido? 

Ele se converteu, ou apenas foi curado da lepra?

Que Naamã foi convertido não há dúvidas, pois ele mesmo deu testemunho afirmando que nunca mais adoraria outros deuses, senão o Senhor. Pediu até permissão para levar um carregamento de terra de Israel, para com ela fazer um travesseiro onde pudesse ajoelhar-se na hora de fazer suas orações. Oraria ao Deus de Israel, ajoelhado em terra proveniente de Israel.

“E disse Naamã: Se não queres, dê-se a este teu servo uma carga de terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR.” Bíblia 2. Reis 5: 17.

Afirmou também que, se caso Elizeu ficasse sabendo, que ele, Naamã, ainda estava frequentando o templo de Rimom, não seria por devoção, mas apenas para acompanhar e ajudar o Rei - seu amigo, que já era velho e tinha dificuldades em se ajoelhar e se levantar.

“Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando, meu senhor, entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo”. 2 Reis 5: 18

“E ele, o profeta, lhe disse: “Vai em paz. E foi dele a uma pequena distância”. VS. 19

 

Os textos acima deixam claro que Naamã, não foi apenas curado da doença, mas que se converteu. Recebeu a cura física e espiritual.

Ele foi batizado, e bem batizado. Em nome de quem?

Em nome do Pai? ... pode-se batizar em nome do Pai?

Em nome de Jesus? ... Jesus era conhecido naquele tempo?

Em nome do Espírito Santo? ... existe o Espírito Santo?

Ou ele foi batizado em nome do profeta Elizeu? ...

Pode-se batizar em nome de um profeta? ...

 

Que ele foi batizado, não resta dúvidas. Ele foi bem batizado, mergulhado sete vezes. Batismo é imersão, mergulho.

Será que ele não foi batizado em nome de ninguém?...Pode?

Será que Naamã foi salvo? .... Eu creio que sim. E você? ... Ele não foi batizado em Nome de Jesus... E agora?

 

O Batismo de João Batista

 

E João Batista, batizava em nome de quem? O batismo de João era aceito por Deus?  Claro! ... A Bíblia diz:

 “Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João”. João 1: 1,

Ele foi enviado para batizar, sobre isto não resta dúvidas, o próprio Jesus foi batizado por ele, João.  E no batismo de Jesus, Deus se manifestou ao falar “Este é o meu Filho Amado, em quem me comprazo” e o Espírito Santo, que os Anti-trinitarianos dizem não existir, também apareceu por lá em forma de pomba e pousou sobre Jesus.

 

O problema é que hoje, alguns ensinam que o batismo só é válido se for apenas “em nome de Jesus”. Os que ensinam isto, costumam sair pelas igrejas rebatizando os crentes, fizeram isto em meu distrito. Dizem, que quem foi batizado em nome da Trindade está em pecado e não terá a salvação.

Se o certo é batizar apenas em O nome de Jesus, como fica o próprio Jesus? .... Em que nome ele foi batizado? ...  E os que foram batizados antes dele, estão perdidos?

 

O que significa batizar em nome de Jesus?

 

         Herbert W. Armstrong em seu livro “Tudo Acerca do Batismo” escreveu o seguinte:

“Em virtude de que hoje em dia muito são batizados de novo “em nome de Jesus somente” para eliminar o Pai e o Espírito Santo, devemos considerar o porquê desta prática.

Sustentam os que tal fazem que Mateus 28:19 é a única passagem da Bíblia onde se manda nomear o Pai e o Espírito Santo. Acrescentam que, uma coisa tem que ser estabelecida, “ da boca de duas ou mais testemunhas”. E, como, afirmam eles, só há esse testemunho para tal mandato, deve ser rechaçado. Todas as outras passagens mencionam apenas o Nome de Jesus.

O certo é que se requerem dois ou mais testemunhos, unicamente em caso de testemunho humano, quando um acusa o outro. Mas essa instrução não é aplicável ao Testemunho Divino, já que foi inspirado pelo Espírito Santo. Pelo contrário, Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil. ... (2Timoteo 3: 16.) e a escritura não pode ser quebrantada.

Se você pode quebrantar, desaprovar, rechaçar, ou suprimir, ou desprezar este verso da escritura, pode desprezar o restante.

A palavra “em” que aparece em Mateus 28: 19, propriamente deve traduzir-se “dentro de” o significado é, pois, que os crentes arrependidos são batizados, imergidos, mergulhados, dentro de Deus o Pai, e dentro de Cristo o Filho, e dentro do Espírito Santo.

E o que realiza a imersão, o que imerge o novo crente sob a água, executa o ato em nome de, ou seja, pela autoridade de Jesus Cristo, por sua ordem.

Por que Jesus disse: “toda autoridade me foi dada no céu e na terra” ele tem todo o mando. Assim que, o fazemos por sua autoridade, do contrário, não teríamos nenhum poder para fazê-lo. Herbert W. Armstrong, Tudo acerca do batismo, Pags 13,14. (Tradução livre)

Conforme o texto acima, batizar em nome de Jesus, não é apenas usar as palavras, “ Eu te batizo Em Nome de Jesus”, como se fosse um mantra, uma palavra mágica.

Batizar em nome de Jesus, é batizar por Ele, em lugar dele, substituindo-o, é batizar pela autoridade recebida de Jesus, ter a autoridade para executar o ato, é ter sido investido na função. É ter sido ordenado para realizar o batismo.

Não é qualquer “zé mané”, que vai sair por aí levantando a mão para o céu, e batizando qualquer um “em Nome de Jesus” que o batismo será aceito.

A pessoa que batiza deve ser investida na função, deve ser reconhecido pela igreja, deve ser ordenado pastor, ancião, ou mesmo diácono,  Só assim o batismo terá validade.

Quando o Espírito Santo escolheu a Saulo e Barnabé, para o ministério, não atropelou a igreja. Ele poderia ter enviado os dois sem dar satisfação a ninguém, afinal é o Espírito Santo, Ele é o terceiro poder da Divindade. No entanto, Ele deu a seguinte ordem à igreja:

“ Disse O Espírito Santo: Separai-me, agora, a Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Bíblia, Atos 13:2

“Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”, Atos 13:3

 

Veja que o Espírito Santo fez o chamado, e a igreja em oração e jejum confirmou o chamado, os separou e os ordenou pela imposição de mãos (verso 3).  É assim que Deus trabalha. As coisas de Deus são feitas com decência e ordem.

        

         O que torna o Batismo válido

 

Nesta questão de batismo, é bom que se diga, que três coisas concorrem para que seja válido:

 

1.     A forma correta de batizar.

Deve ser por imersão, como Jesus foi batizado. Qualquer outra forma de batismo, que não este, não é batismo. Mesmo que o batizando seja sincero e quem o batiza também. Se não for mergulhado na água, como diz o texto bíblico, não está batizado.

 

2.     A autoridade de quem realiza o ato.

Como já foi dito antes, se alguém deseja ser batizado, e qualquer um que nada tenha a ver com o ministério, não é pastor, não é ancião, nem mesmo diácono, resolve batizá-lo, você acredita neste batismo? Pode qualquer pessoa sair por aí, batizando? Com certeza a resposta é não.

 

3.     A vontade do batizando

Não importa a fórmula, nem as palavras pronunciadas na hora do batismo se o sujeito não deseja ser batizado, o batismo feito contra a vontade dele não tem valor. Mesmo que todos os pastores do mundo o mergulhem até sete vezes como Naamã, e digam em uníssimo: “Nós te batizamos em nome de Jesus” ainda assim não está batizado. Estará com certeza, bastante molhado.

No entanto, se essa pessoa aceitou a Cristo, mas por algum motivo não foi batizada, se vier a morrer, será salva. Como o ladrão na cruz, que não foi batizado em nome da Trindade, nem em Nome de Jesus, nem no Nome de ninguém e morreu salvo. Aleluia!

 

 

A Expressão Em Nome De Jesus

 

Por que os discípulos usaram muitas vezes a expressão “Em Nome de Jesus”? Não é um indicativo que esta fórmula deve ser sempre usada ao batizar? A resposta é não.

 

Eles usavam essa frase, como referência à autoridade que estavam investidos. É lógico que eles tinham que se afirmarem perante as autoridades. Eles não haviam estudado teologia, nem mesmo haviam estudado nas escolas dos rabinos, não eram levitas, nem sacerdotes, tampouco eram profetas. Com que autoridade eles ensinavam, pregavam ao povo e os batizavam?  Em nome de quem fazia tudo aquilo? ‘Em nome de Jesus,’ respondiam. (Veja este texto bíblico em Atos 4:1-10)

 

Pedro e João perante o Sinédrio

1. E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus,

 

2. Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos.

 

3.  E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde.

 

4. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.

 

5.  E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas,

 

6. E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do sumo sacerdote.

 

7.  E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?

 

8.  Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel,

 

9. Visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado,

 

10.  Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.

 

A pergunta era: “Com que poder e em nome de quem fizestes isto? Quem vos autorizou? ”

 Pedro respondeu: “Jesus nos autorizou. É a ele que temos que prestar contas. ”


Autoridade eclesiástica

Para alguém batizar em nome de Jesus, deve ter sido chamado por Deus, e autorizado pela igreja. Precisa de autoridade eclesiástica. Mesmo que não use a frase “Em nome de Jesus” o batismo será válido, pois quem está batizando tem credenciais para fazê-lo.

 

Ilustração.

Um juiz de paz, quando celebra um casamento, diz: “Eu, juiz de paz desta comarca, pela autoridade que a lei me concede, vos declaro casados, Em nome da lei’”. “E se ele esquecer da frase “Em nome da lei”, E falar apenas, “eu vos declaro casados”.  O casamento deixa de ter valor? Não. Claro que não. Mesmo o Juiz  não pronunciando a tal frase, o casamento é válido por que ele tem autoridade para realizar o ato, ele foi investido da autoridade. Ele o faz em nome da lei. Quem casa é a lei, o juiz apenas a representa.

Assim também é com o batismo, se o celebrante foi autorizado por sua igreja para batizar, e o batizando deu provas que aceitou a Jesus como seu salvador, o batismo será válido, mesmo que ele, o celebrante, deixe de pronunciar a frase em Nome De Jesus, ou, em Nome da Trindade. Ele é o representante de Jesus, quem batiza é Jesus, o pastor apenas age em seu lugar. 

 

Suponhamos que o pastor, na hora do ato, use apenas o velho e conhecido clichê: 

Prezado irmão em Cristo, renunciaste o mundo com os seus pecaminosos caminhos, e aceitastes a Cristo como teu salvador pessoal, para remissão de teus pecados, e para a gloria de Jesus, eu ministro do evangelho, devidamente chamado por Deus, e autorizado por nossa igreja, e para que tenha uma nova vida, eu te batizo...  Amém! ”

Está batizado, ou tem que mergulhar de novo invocando a frase “Em Nome de Jesus”? ...ou, “Em Nome do Pai, Em Nome do Filho, Em Nome do Espírito Santo”?

 

É Certo Batizar E Só Em Nome De Deus?

 

Quem está mais preocupado com a salvação do perdido, Jesus ou Deus? ... 

Quem deu mais pelo resgate da humanidade? Jesus, que deu a sua própria vida, ou Deus, que deu o seu próprio Filho?... O que a Bíblia diz?

 

Sobre Jesus:        

 

"Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,"  (I Coríntios 15 : 3)

 

"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios."  (Romanos 5 : 6)

 

"Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós."  (Romanos 8 : 34)

 

A lista seria infinita. Não existem palavras que descrever o amor de Jesus. Quando nos batizamos, deixamos de ser inimigos, e recebemos a identidade de filhos.

"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;"  (João 1 : 12)

 


Sobre Deus.

 

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores."  (Romanos 5 : 8)

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."  (João 3 : 16

"Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor  eterno te amei, por isso com benignidade te atraí."  (Jeremias 31 : 3)

O mesmo amor demonstrado por Cristo é o que Deus demonstrou por nós. Fomos criados por Deus, e salvos por ele. Deus e Jesus estavam unidos na salvação da humanidade. Assim como Jesus enviou os apóstolos para pregar e batizar, Deus enviou João Batista para pregar e batizar.

 

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.”  (João 1 : 6)

"E eu não o conhecia, mas Aquele que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre

Aquele “que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, Esse é o que batiza com o Espírito Santo.”  (João 1 : 33)

 

Se Jesus deu a própria vida, o Pai deu o seu próprio Filho, quando Jesus agonizava na cruz, o Pai estava ali ao seu lado sofrendo também, a escuridão que envolveu o calvário, foi para que as pessoas ali presentes, não percebessem a presença de Deus ao lado da cruz.

Quem aceita a Jesus, aceita também o Pai, quem é batizado em Nome do filho, deve ser batizado também em nome do Pai.

E o que realiza a cerimônia, o faz em nome de Jesus, o Filho, e o faz também em nome de Deus o pai. Ele foi enviado por Jesus e também foi enviado pelo Pai, ele é o representante de Jesus e é também o representante do Pai. Por este motivo que o batismo deve ser em Nome do Filho, e em nome do Pai.

Não faz sentido, Deus, o criador do universo, e também o redentor da raça humana, ser excluído na hora do batismo, e o ministrante dizer apenas, “eu te batizo em nome de Jesus”.

 

 O certo é dizer: “Eu te batizo em nome de Deus o Pai e em nome de Jesus o Filho” por que ambos deram tudo pela salvação daquele pecador.

O batizando é imerso em Deus. Como disse o apóstolo Paulo. “Nele nos movemos e existimos” e ao mesmo tempo, é imerso em Jesus. O batizando passa a fazer parte da família de Deus, e da família de Jesus, que é a mesma.

E o ministro que realiza a cerimônia o faz em nome de Deus, por que ele é um servo de Deus. Ele foi enviado por Deus, ele é um agente a serviço de Deus o Pai, por isto que ele diz, “Eu te batizo em nome do Pai”. Mesmo que ele não usasse essas palavras, estaria batizando em nome do Pai, por que ninguém batiza em seu próprio nome, só se batiza em nome de Deus o Pai, por que foi o Pai  quem o chamou para esse mister.

Ao mesmo tempo o ministro realiza a cerimônia em nome do Filho. Ele é o legítimo representante de Jesus, Foi Jesus quem o comissionou a pregar e batizar. São de Jesus as palavras:

“Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo”... Marcos 16:15,16. “

Assim como tu me enviaste ao mundo, eu os envio ao mundo” João 17: 18.

Portanto o ministro realiza a cerimônia a mando de Jesus, pela ordem do filho. Ele batiza Em Nome do Pai, ele o faz também Em Nome do Filho

 

E Em Nome Do Espírito Santo, pode-se batizar?

 

Quem é o Espírito Santo?

 

Para os Anti-trinitarianos, o Espírito Santo é apenas uma energia, uma força, uma influência positiva, um conceito, ou uma figura de linguagem, um modo de expressar os atributos e manifestações de Deus na terra e na vida das pessoas. Mas não é uma pessoa, nem é Deus.

Há também quem afirma que é Anjo Gabriel, ou outro anjo qualquer, nunca, porém, uma terceira pessoa poderosa fazendo parte da Divindade.

        

Que diz Ellen White?

 

“Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira PESSOA da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder”. Desejado de todas as nações pag. 671

O Espírito Santo é uma pessoa, não é uma energia modificada.

 

A Bíblia está cheia de referências ao Espírito Santo. Não precisa ser teólogo para deduzir que Ele é uma pessoa.

 

Vejamos.

“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas."  (Gênesis 1 : 2)

 

No princípio estava com Deus. Não era o mesmo Deus, era outro Ente à parte, fora Dele. Não era Deus o Pai. Estava com. junto, ao lado.

“ E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

 Outra tradução diz, “pairava sobre a face das águas”. 

 

No meu velho dicionário, pairar, significa: “Parar acima de; adejar; estar acima, sobrevoar”.  Que se conclui? ...

 

Funções do Espírito Santo

 

O Espírito Santo; 

Encheu de sabedoria a Bezalel e Oliabe, para construírem a Arca. Êxodo. 35: 31. 

Inspirou a Saul a profetizar, 2 Samuel 10:10. 

Revestiu a Zacarias de poder para pregar, 2. Crôn. 24:20.     i              Inspirou os profetas a escreverem a Bíblia, 2 Timóteo. 3:16.

 

O Espírito Santo foi o agente ativo no nascimento de Jesus.

"E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;" (Mateus 1 : 20)

 

"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lucas 1: 35)

            O Espírito Santo, também, ungiu Jesus para o ministério e o enviou a pregar e curar. Ele quem o afirmou:

"O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração," (Lucas 4: 18).

O Espírito Santo é chamado de Outro, não é Deus o Pai, nem o próprio Jesus, mas é outro, outra pessoa, outro ser.

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;"  (João 14 : 16)

         O Espírito Santo foi enviado pelo Pai.

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito."  (João 14 : 26)

Veja bem a expressão: “Em meu nome”.  Significa: Em meu lugar, para me substituir, para agir como se fosse eu mesmo, para falar por mim, para fazer as coisas que eu faço.

 

Outras Funções Do Espírito Santo.  João. 16: 7-15     

 

7. todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vô-lo enviarei.

8.  E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.

9. Do pecado, porque não crêem em mim;

10. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;

11. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.

12. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.

13. Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

14.  Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vô-lo há de anunciar.

15.  Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vô-lo há de anunciar.

 

Mais Funções Do Santo Espírito

 

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucida e dali navegaram para Chipre.

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. Atos 21:11

 

Estas passagens deixam claro que o Espírito Santo é uma pessoa, e é através Dele que o pecador é convencido do pecado. Sem a atuação do Espírito Santo não haveria salvação, pois, o pecador só é convencido da necessidade de aceitar a Jesus, pelo trabalho do Espírito Santo.

Esse mesmo Espírito que convence o pecador a aceitar a salvação, é o que escolhe as pessoas e as comissiona para o ministério.

“Ele mesmo concedeu, uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres”. Efesios 4:11.

Como se pode ver, o Espírito Santo,  envia, convence, guia, fala, diz, anuncia, e recebe, envia as pessoas, impede outras de agir, distribui dons a igreja, e comissiona outras a pregar; escolhe alguns para ser pastores,  e escolhe outros para serem evangelistas ou mestres, faz as pessoas lembrar do que esqueceu, e fica triste quando alguém peca.

 Se não é uma pessoa, é o que?...  Só os de mente obtusa não reconhecem isto

O Espírito Santo é uma pessoa e não é nem um pouco inferior a Deus o Pai, nem a Deus o Filho.

 

Leia estas palavras de Ellen White

 

“O mal vinha se acumulando por séculos e só poderia ser contido, pelo inigualável poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, que viria sem restrições em Sua eficácia, mas em plenitude do divino poder”.  Olhando para o alto pag. 45

 

“Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa atuação da terceira pessoa da Divindade, a qual não viria com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer todas as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e para gravar Seu próprio caráter em Sua igreja”. Review and Herald, 19 de novembro de 1908.

 

Sendo que o Espírito Santo é quem salva o pecador, ao convencê-lo “do pecado da Justiça e do juízo”, é Ele quem leva esse pecador aos pés de Cristo, e intercede por esse pecador com gemidos inexprimíveis; ele concede poder para o pecador resistir ao pecado, fica evidente que esse pecador deve ser batizado, também[m1] ,  em nome desse Espírito. Não faz sentido na hora do batismo, o nome do Espírito Santo não ser invocado

Acredito até, que se o batizando for batizado só em Nome do Espírito Santo, já está muito bem batizado;  por que ao ser batizado, ele está sendo imerso no Espírito, fica cheio do Espírito,  passa a fazer parte da família espiritual, passa a ser propriedade do Espírito Santo

 Não esquecendo que o ministro que realiza a cerimônia o faz em nome do Espírito, ou seja, pela sua ordem, em seu lugar. Foi para batizar que o ministro foi escolhido e quem fez a escolha foi o Espírito.

 É por isto que quem realiza um batismo o faz em Nome do Espírito Santo

 

 Conclusão

 

O Batismo deve ser em Nome do Pai, por que o Pai é o Criador, e Salvador. Entregou seu próprio filho para nos salvar.

E o ministro é um agente do Pai, realiza o batismo em nome do Pai

O Batismo deve ser em Nome do Filho, por que o Filho é o Criador, “todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” e é também o Salvador. Deu a sua própria vida para nos salvar

E o ministro é um agente do Filho, foi enviado pelo Filho,  “portanto ide”, disse o Filho, “por todo o mundo e pregai e batizai”

E o Batismo deve ser em Nome do Espírito Santo por que o Espírito Santo é Criador, regenerador, consolador, e conduz o pecador aos pés de Jesus.

E o ministro é um agente do Espírito Santo, foi escolhido e enviado pelo mesmo, o ministro fala, ensina, age e batiza em Nome do Espírito Santo

 

Que diz Ellen White?

“Ao se submeterem os cristãos ao solene rito do batismo, Ele registra o voto feito por eles de Lhe serem fiéis. Esse voto é seu compromisso de lealdade. Eles são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Acham-se assim unidos aos três grandes poderes do Céu. Comprometem-se a renunciar ao mundo e a observar as leis do reino de Deus. Devem, portanto, andar em novidade de vida. Não mais devem eles seguir as tradições dos homens. Não mais devem seguir métodos desonestos”. Livro Evangelismo Pág. 308

Mesmo que o ministro, não pronunciasse a formula:  “Em Nome do Pai, Em Nome do Filho e Em nome do Espírito Santo” mesmo assim, o pecador estaria sendo batizado em nome dos três, por que estes, estão unidos pela sua salvação, e o ministro é um representante dos três. Portanto, esse batismo seria válido

Porém, nenhum, Pastor, Evangelista, ou Ministro, em sã consciência, deixaria de usar essas palavras tão poderosas. Nenhum batizando ficaria feliz, se na hora mais solene da sua vida, o pastor deixasse de invocar sobre sua pessoa, e sobre aquele ato, estas tão doces e poderosas palavras. Eu te. Batizo: Em Nome do Pai, Em Nome do Filho e Em nome do Espírito Santo.

É por isto que batizamos em Nome da Trindade, e quem foi batizado só em Nome de Jesus, não recebeu o batismo completo, pois deixou de lado o Pai, e o Espírito Santo.

 É isto que Satanás deseja; que os pecadores rejeitem a Deus ou o Espírito Santo. Pois ele sabe que quem rejeita o Pai, rejeita o Filho. E quem rejeita o Pai e o Filho, também rejeita o Espírito Santo. E quem rejeita o Espírito Santo não tem perdão. Nem neste mundo nem no mundo vindouro.

  

Apelo

 

Amigo, se você foi batizado só em Nome de Jesus, ainda é tempo de consertar, procure ser batizado em nome dos Três, pois os Três estão unidos pela tua salvação

Você deve ser batizado Em Nome do Pai, Em nome do Filho, e Em Nome do Espírito Santo. Só assim o teu batismo terá a plenitude.

 

Leia mais uma vez.

 

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer todas as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e para gravar Seu próprio caráter em Sua igreja”. Review and Herald, 19 de novembro de 1908.6 de janeiro

Você deseja vencer todas as tendências hereditárias para o mal? ... Deseja se tornar participante da natureza divina? ... Quer ser vitorioso? ... Não rejeite o Espírito Santo de Deus.

Lembre-se. Satanás é astuto, vai querer te convencer, com argumentos irretorquíveis, que o Espírito Santo, ”existe, mas não existe. Que é Ele, mas não é.  Que Ele está lá, mas não está, Que é apenas uma força, uma energia, um anjo, um ato de poder,  e bla, bla, bla,bla, bla ,bla com argumentos assim,  satanás quer fazer contigo o mesmo que fez com os anjos no céu, usou argumentos tão fortes, tão lógicos, tão convincentes,  que convenceu a terça parte do anjos a se afastar de Deus.

Você vai se deixar enganar também?

 

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Observações

 

1. Quanto a alegação de que o verso 19 do capítulo 28 de Mateus, não se encontra nos manuscritos mais antigos, que o mesmo foi acrescentado à Bíblia, por algum copista do passado é pura balela. Todos os manuscritos da Bíblia contêm este verso. E a prova, são as testemunhas de Jeová.

As testemunhas de Jeová são os piores inimigos da Trindade. Se houvesse um só manuscrito da Bíblia, em algum lugar do planeta, que não constasse esse verso, eles, as Testemunhas de Jeová, já teriam divulgado com muito alarde, teriam feito carreatas, festas, teriam publicado aos milhões e distribuído de porta em porta, para mostrar que a Bíblia foi adulterada. Mas não fizeram. Sabe por quê?

Por que não existe. A própria Bíblia deles, A Bíblia que eles publicam, tem esse verso. É só conferir

2. Alegam que na Bíblia não há a palavra Trindade. E é verdade. Na Bíblia não existe a palavra, existe as pessoas. E são três.

São três. Tri. Essa palavrinha, “Tri”, significa três. Daí a palavra  

Tri Campeão,

Quanto a Deus, É Tri,+ Unidade, por que são três, mas são unidos.

Tri + Unidade = Tri unidade ou Trinidade sem o u ou então, Trindade sem um i  

 

Está claro, ou precisa desenhar?

 


 [m1]

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