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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

CONSULTORIA DOUTRINÁRIA - Cabeleira Frisada

 

CONSULTORIA DOUTRINÁRIA

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1. Apreciaria uma explicação de I Tim. 2:9. Que é "cabeleira frisada"? Ou "tranças" como diz outra tradução? Este texto é aplicável ao NOSSO tempo?

O texto adverte as mulheres para que "se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas ou vestuário dispendioso". Torna-se claro do contexto que Paulo aqui está falando da aparência das mulheres nos cultos públicos de adoração. Certamente isto não significa que quando não estejam elas nos cultos públicos os princípios básicos da admoestação sejam desatendidos.

"Cabelo frisado" provém do grego pleugma que às vezes significa "trançado". No grego clássico a palavra é empregada para designar coisas entrelaçadas, como os elos de uma videira ou trançado de vime. No contexto de I Tim. 2:9 a referência é ao cabelo. O exato processo de trançamento ou frisamento ou o estilo de arrumação do cabelo em questão não é hoje conhecido por nós. Contudo as pessoas que viviam nos dias de Timóteo sabiam de que estilo de cabelo Paulo estava falando. Provavelmente tratava-se de um estilo popular, e seu uso no culto de adoração em público talvez já tivesse sido debatido.

E esta admoestação aplicável nos dias atuais? Certamente em princípio. A modéstia e o bom senso são princípios eternos que nunca podem ser substituídos. Quanto ao "cabelo frisado" (ou trançado) desde que não é exatamente conhecido, que estilo de cabelo quer significar, as mulheres de hoje não saberiam o que se acha compreendido ao atenderem a antiga admoestação. É improvável que Paulo esteja aqui condenando o trançado do cabelo em si.

Esse antigo estilo de cabelo podia ter sido demasiadamente ostentoso. Ou de algum outro modo podia ter sido inconveniente para as mulheres cristãs. Alguma coisa que hoje seja inconveniente ou objeto de ostentação, deve ser da mesma forma condenada.

2. Referindo-se a Ezequiel 33:8 alguém observou: "Não creio que Deus prive uma pessoa da salvação apenas devido à minha omissão em testemunhar". Esta pessoa estava certa ou errada?

Da maneira como a pergunta é redigida, não posso responder ou "certa" ou "errada". Diz o texto. "Se eu disser ao ímpio: 0 ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para avisar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei de ti". O sentido é evidente. O impio não advertido morre em sua iniqüidade.

Se, porém, este homem se perde, é correto dizer que Deus o privou da salvação? Não. Deus não deve ser culpado. O pecado, é que o é. Ele introduziu a iniqüidade no caso.


Revista Adventista - Jan. 1980 - Pg 10

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