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sexta-feira, 6 de março de 2015

Suave comunhão com o Salvador


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Suave comunhão com o Salvador, 6 de Março

O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo. 1 João 1:3. 

É privilégio nosso provar a doçura da comunhão com um Salvador crucificado e ressurgido. Mas para que isso se possa dar, o próprio eu tem de render-se a Deus. A condescendência consigo mesmo quer dizer que não se segue a Cristo, na abnegação e no levar a cruz. Quando o próprio eu luta pelo lugar mais elevado, as percepções espirituais tornam-se obscurecidas. Os olhos volvem-se de Cristo para o pobre quadro do próprio eu. Não podemos correr o risco de ficar separados de Cristo. Devemos continuar olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé. ... É quando comungamos com Cristo que resplandece em nossa vida a santa e preciosa luz, até que todos os recantos estejam iluminados, e nos tornamos então luz brilhante no mundo, refletindo a outros a glória de Cristo. Devemos conservar Cristo diante de nós, como o exemplo da perfeição. — Carta 48, 1903. A comunhão com Deus é a vida da alma. Não é algo que saibamos interpretar, algo que possamos revestir de belas palavras, [71] mas que não nos concede a genuína experiência que torna de valor real as nossas palavras. A comunhão com Deus confere-nos uma experiência diária que na verdade nos completa a alegria. Os que têm essa união com Cristo, a manifestarão em espírito, palavra e ação. A profissão nada é, a não ser que manifeste bom fruto, na palavra e na ação. A união, a comunhão mútua dos irmãos e com Cristo — esse é o fruto produzido em cada ramo da videira viva. A vida purificada, renascida, tem um claro e distinto testemunho a apresentar. ... Conhecer a Deus é, no sentido escriturístico do termo, ser um com Ele em coração e espírito, possuindo dEle um conhecimento experimental, mantendo reverente comunhão com Ele como Redentor que é. Unicamente mediante sincera obediência se pode alcançar essa comunhão. ... Seguindo o exemplo de Cristo, de serviço abnegado; confiando, quais crianças pequenas, em Seus méritos, e obedecendo aos Seus mandamentos, receberemos a aprovação de Deus, Cristo habitará em nosso coração, e nossa influência será qual perfume a exalar a Sua justiça. — The Review and Herald, 30 de Maio de 1910.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais _ MM 1967 Pag. 150

quinta-feira, 5 de março de 2015

Estado Islâmico diz que Jesus voltará em breve

Estado Islâmico diz que Jesus voltará em breve

Isis realiza uma parada na Síria
Terroristas do Estado Islâmico estão anunciando que eles fazem parte do fim dos tempos apocalípticos profetizados no Alcorão, e que Jesus aparecerá em breve para derrotar os exércitos de Roma, começando, assim, a contagem regressiva para o fim do mundo. Essa interpretação profética foi insinuada pelo líder das terríveis decapitações de 21 cristãos coptas, no início [do mês passado], enquanto apontava para o vídeo macabro dos assassinatos, dizendo: “Vamos conquistar Roma, com a permissão de Alá.” O Estado Islâmico (Isis) acredita que haverá um confronto com os exércitos de Roma, no norte da Síria e, em seguida, um confronto final com um anti-Messias, em Jerusalém. O Isis publicou mais ideias - na sétima edição do Dabiq, sua revista de propaganda ideológica em inglês - sobre sua teologia do fim dos tempos que está dirigindo sua selvageria viciosa e sua crença de que o Islã é uma “religião da espada, não pacifismo”, e que o papel do Isis é “trazer o fim do mundo”.


Nota: Já não basta ser considerado “fundamentalista” (como os radicais islâmicos são chamados) pelo fato de crer na historicidade dos primeiros capítulos de Gênesis (trocando em miúdos, por ser criacionista), agora vem mais essa?! São mais do que desagradáveis essas associações entre os adventistas criacionistas e os fundamentalistas islâmicos. Na verdade, são perigosas. Num programa de TV em Londres, um pastor adventista foi considerado fundamentalista pelo simples fato de crer na volta de Jesus (confira aqui). O que ocorre neste momento é uma clara polarização religiosa no mundo: de um lado, estão se unindo os evangélicos e os católicos em busca da paz e da tolerância; de outro, ficam os que são considerados intolerantes, fanáticos e fundamentalistas. Os adventistas não estão nem num, nem noutro grupo. Não estão no primeiro porque não concordam em abrir mão de suas crenças bíblicas (como o sábado, por exemplo) em nome de uma união que não respeita peculiaridades e a vontade expressa de Deus. Também creem que se deve buscar a paz, que a proteção do meio ambiente é importante e que os cristãos devem promover a união, mas em torno da verdade bíblica. E não estão no segundo grupo (o dos fanáticos) porque nunca quiseram impor suas crenças sobre ninguém nem se valeram de meios violentos para difundir sua mensagem. Preferem morrer a matar pelo que acreditam. Mas essas atitudes e crenças de grupos como o Isis poderão desencadear uma sequência de eventos que, de fato, acabarão por apressar o fim de tudo. [MB]

Definindo "Inspiração pelo Espírito"

Billy Graham 

Definindo "Inspiração pelo Espírito"

Quando falamos da inspiração da Bíblia, nos depararmos imediatamente com uma das questões mais controvertidas de todas as épocas. Desde que Satanás pôs Eva em dúvida, no Jardim do Éden, perguntando: "É assim que Deus disse.. .?" os homens têm atacado a Palavra de Deus. Mas sempre que duvidaram dela, no decurso da História, sofreram tristes conseqüências na vida pessoal, na nação (o Israel antigo) ou da Igreja. Sem exceção, as pessoas, a nação e a Igreja entravam em declínio espiritual, seguido muitas vezes de idolatria e imoralidade.
Estudiosos competentes concordam que o Espírito Santo não usou os autores bíblicos como meros secretários, aos quais Ele ditou as Escrituras, apesar de alguns crentes sinceros acreditarem que Ele o fez. A Bíblia não dá detalhes de como o Espírito Santo alcançou Seu objetivo: fazer com que a Bíblia fosse escrita. Sabemos, no entanto, que Ele usou mentes humanas e que guiou os pensamentos de acordo com Seus propósitos divinos. Além disto, para mim sempre foi claro que não poremos ter idéias inspiradas sem palavras inspiradas.
Seria de muita ajuda definir as palavras mais importantes relacionadas com Escritura soprada por Deus. A primeira é inspiração.
Quando falamos de inspiração total (ou plenária) da Bíblia, queremos dizer que toda a Bíblia foi inspirada, não só partes dela.

O Dr. B. H. Carroll, fundador do maior seminário teológico do mundo (Seminário Teológico Batista do Sudoeste, de Fort Worth, no Texas), falou e escreveu extensamente sabre este assunto:
"... a Bíblia é chamada de santa porque é infalível, theopneustos (soprada por Deus), produzida pelo Espírito Santo... Muitas pessoas dizem: 'Eu acho que a Palavra de Deus está na Bíblia, mas não acredito que toda a Bíblia seja Palavra de Deus; ela contém a Palavra de Deus, mas não é a Palavra de Deus'
"Minha objeção a esta afirmação é que seria necessário inspiração para dizer quais as passagens que são inspiradas. Exigiria uma inspiração mais difícil de ter do que a que eu estou falando, para virar as páginas da Bíblia e dizer o que é Palavra de Deus ...
"Em outras palavras, a inspiração da Escritura é plenária, ou seja, total e completa. E agora eu pergunto a você: 'Você acredita em uma inspiração plenária da Bíblia?' Se a inspiração é completa, tem de ser plenária.
Minha pergunta seguinte é: "Você acredita em uma inspiração plenário-verbal?' Eu acredito, pela simples razão de que as palavras são meros sinais de idéias, e eu não saberia como chegar à idéia se não através de palavras. Se as palavras não me disserem a idéia, como chegarei a ela? Às vezes a Palavra é pequena, talvez só uma letra ou um sinal ortográfico, palavras de uma letra só – a menor letra até – mostram a inspiração do Antigo Testamento. O homem que as pôs ali era inspirado.
"Analise as palavras de Jesus: 'Nem um i ou um til jamais passará da Lei'. O "i" é a menor letra do alfabeto hebraico, e o "til" é um pequeno acento. Jesus disse que os céus passarão, mas nem um i ou um til da Lei passarão. Com isto Ele está dizendo que nenhuma parte da Escritura perderá a validade. O que não perderá a validade? Tudo que tiver sido escrito e for theopneustos. E a Palavra não é inspirada se não for theopneustos, que significa soprada por Deus, inspirada por Deus.2

Poderíamos dizer muito mais sabre a completa confiabilidade da Bíblia. Só para ilustrar: A Bíblia usa centenas de vezes frases como "Diz o Senhor", "Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo", etc. Também é interessante que Jesus nunca disse que devêssemos duvidar das passagens difíceis do Antigo Testamento. Por exemplo: Ele aceitava como fato, não como ficção, as histórias de Jonas e do grande peixe, de Noé e da arca, da criação de Adão e Eva. Se estas histórias não fossem literalmente verdadeiras, com certeza Ele teria nos avisado disto. Mas sempre de novo Jesus (e os autores do Novo Testamento) citava as Escrituras como tendo autoridade e como verdadeira Palavra de Deus.
Sem dúvida a inspiração pelo Espírito Santo não se refere às muitas traduções em português, mas às línguas originais. Nenhuma língua moderna, seja português, inglês ou francês, tem equivalentes exatos para cada palavra grega ou hebraica. Não obstante, muitos estudiosos concordam que a maioria das traduções, com todas as suas variações, não alteram nem distorcem os ensinos teológicos básicos das Escrituras – principalmente os que tratam da salvação e da vida cristã.
Minha esposa possui mais de vinte traduções diferentes da Bíblia. Depois de comparar todas elas sobre alguma passagem da Escritura, ela pode ter certeza de que tem uma boa idéia do que o Espírito quis exatamente dizer.
Também é interessante que algumas palavras não puderam ser traduzidas para outras línguas, de modo que foi necessário mantê-las na língua original. A palavra grega para "batismo" não tinha equivalente em português, por isto tornou-se uma palavra da nossa língua. O Espírito Santo tomou providências para que a Bíblia não fosse um livro morto, mas um meio vivo que Ele pudesse usar como quisesse.
Há outra palavra que temos de abordar quando falamos sobre a Bíblia. A Bíblia não é só inspirada, mas é também autoritativa. Quando falamos em autoritativa, querermos dizer que ela é a revelação de Deus, exigindo de nós um posicionamento. Nós nos submetemos a ela porque ela veio de Deus. Digamos que alguém pergunte: Qual é a fonte do nosso conhecimento religioso? A resposta é: A Bíblia, e ela é autoritativa.
O Dr. R. W. Stott escreveu assim:
"Rejeitar a autoridade do Antigo ou do Novo Testamento é o mesmo que rejeitar a autoridade de Cristo. Principalmente porque estamos decididos a nos submeter à autoridade de Jesus Cristo como Senhor é que nos submetemos à autoridade da Escritura ... submeter-se à Escritura é fundamental para a vida diária do cristão, porque sem isto o discipulado, a integridade, a liberdade e o testemunho do cristão estarão seriamente prejudicados, se não totalmente destruídos."3
Sim, cada área das nossas vidas deve estar sob o Senhorio de Jesus Cristo. E isto significa que a luz da Palavra de Deus deve penetrar em cada canto da nossa existência. Não temos a liberdade de escolher e separar as passagens da Bíblia em que queremos acreditar ou obedecer. Deus a deu como um todo, e nós temos de obedecer a toda ela.
Agora que eu disse o que eu enteado por autoridade, inspiração e infalibilidade da Bíblia, tenho de responder ainda a uma pergunta. Com base em quê eu creio em tudo isto? Há várias razões para confiar na Bíblia como Palavra de Deus, mas é neste ponto que a atuação do Espírito Santo Se manifesta mais claramente. A verdade é que o Espírito Santo, que foi o autor das Escrituras usando personalidades humanas, também atua sobre cada um de nós, para nos convencer de que a Bíblia é a palavra de Deus, e que devemos confiar nela em tudo.
João Calvino, em suas Instituições da Religião Cristã, escreveu um parágrafo sobre a atuação do Espírito Santo que eu gosto muito:
"Por isso, o mesmo Espírito que falou pela boca dos profetas tem de entrar em nossos corações para nos convencer de que eles disseram fielmente o que lhes fora divinamente ordenado... Se ele não iluminasse as suas mentes, eles estariam vogando entre muitas dúvidas! ... Daí a certeza: Os que o Espírito ensinou interiormente se apoiam firmemente sobre a Escritura, que dá autoridade a si mesma, não sendo portanto direito sujeitá-la a provas e raciocínios. E a autoridade a que ela tem direito lhe é dada pela atuação do Espírito. Parque mesmo se ela granjeia reverência a si por sua própria majestade, só nos afeta seriamente quando selada sobre nosso coração pelo Espírito."
Calvino continua: "Por isso, iluminados por seu poder, cremos que a Escritura vem de Deus, e não por decisão de quem quer que seja; sem que a mente humana o possa compreender, afirmamos com absoluta certeza (como se estivéssemos olhando para a majestade do próprio Deus) que ela fluiu a nós da boca de Deus, através do ministério de homens. Não buscamos provas, nem indicações de autenticidade sobre as quais apoiar nossa decisão; submetemos a ela nossa opinião e nosso raciocínio, como a algo muito além de qualquer suposição! Fazemos isto não como pessoas acostumadas a opinar sobre alguma coisa desconhecida que, sob análise mais acurada, lhes desagrada, mas plenamente conscientes de que possuímos a verdade incontestàvel!"4

O Espírito Santo e a Biblia Pags, 4 - 8



O ESPÍRITO SANTO E A BÍBLIA

Billy Graham

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"Certa vez um homem trouxe seu Novo Testamento, gasto pelo uso, para uma encadernadora, para que fosse novamente encadernado, com fino couro de Marrocos, onde deveria ser escrito com letras douradas no canto inferior esquerdo: The New Testament (O Novo Testamento).
Voltando no dia marcado, ele recebeu seu Novo Testamento com uma linda roupagem nova. Mas tinha um senão: o encadernador não tivera letras minúsculas suficientes pera imprimir todas as palavras no canto do livro, e as tinha abreviado: T.N.T. – Não tem problema? – perguntou.
– Não, está ótimo assim! Isto aqui é mesmo a dinamite de Deus!1

O apóstolo Paulo diz no Novo Testamento que toda Escritura vem de Deus: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Tim. 3:16). A palavra grega traduzida como "inspirada" significa literalmente "soprada por Deus". Da mesma forma como Deus soprou nas narinas do homem a vida, fazendo dele um ser vivo, assim Ele sopra vida e sabedoria para dentro da Palavra escrita de Deus. Ele faz da Bíblia o livro mais importante do mundo, especialmente para todos que acreditam em Cristo. A Bíblia é fonte constante de fé, conduta, inspiração, da qual bebemos diariamente.

O Espírito Santo Inspirou a Escritura

Há centenas de passagens bíblicas que indicam, direta ou indiretamente, que o Espírito Santo inspirou os autores da Bíblia. Não sabemos com exatidão como Ele imprimiu Sua mensagem nas mentes dos que escolheu para escrever Sua Palavra, mas sabemos como Ele os dirigiu para que escrevessem o que Ele queria. "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21).
Parece que cada livro da Bíblia surgiu de uma necessidade específica da época. Só que além de satisfazer uma necessidade local, Deus estava também olhando para o futuro mais distante. Ele fez com que a Bíblia servisse a todas as pessoas, em todas as épocas. Por isso os autores bíblicos escreviam às vezes sobre acontecimentos futuros que não entendiam muito bem, que discerniam só difusamente. Talvez Isaías não tenha compreendido muito bem o capítulo 53 de seu livro, dando detalhes do sofrimento de Jesus Cristo setecentos anos antes de Ele nascer. "Foi a respeito dessa salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo, e sobre as glórias que os seguiriam" (1 Pedro 1:10, 11).

Através tanto do Antigo como do Novo Testamentos encontramos referências freqüentes ao Espírito de Deus, inspirando os que escreviam as Escrituras.
A Bíblia ensina, por exemplo, que o Espírito falou através de DAVI, que escreveu muitos dos Salmos: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Sam. 23:2).
Ele falou também através do grande profeta JEREMIAS: "Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as Suas iniqüidades, e dos Seus pecados jamais me lembrarei" (Jer. 31:33, 34).
EZEQUIEL disse: "Então entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, falou comigo e me disse: Vai, encerra-te dentro da tua casa" (Ezeq. 3:24).
O apóstolo PEDRO falou de "todas as coisas, de que Deu falou por boca dos seus santos profetas desde a antigüidade" (Atos 3:21).
O livro aos HEBREUS cita a Lei (Heb. 9:6-8), os Profetas (Heb. 10:15-17) e os Salmos (Heb. 3:7-10), atribuindo a cada um destes grupos de livros a autora do Espírito Santo.

JESUS assegurou aos Seus discípulos de antemão que o Espírito Santo inspiraria os autores do Novo Testamento: "O Espírito Santo... vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João 14:26). Isto abrange os quatro evangelhos, de Mateus a João. A afirmação de Jesus: "Ele vos guiará a toda a verdade" (João 16:13) se refere aos livros de Atos até Judas. "Vos anunciará as coisas que hão de vir" (João 16:13) inclui o Apocalipse e muitas outras passagens em todo o Novo Testamento. De forma que, como disse alguém, o Espírito de Deus literalmente habita na Escritura.

O Espírito Santo não só inspirou os autores das Escrituras, mas também esteve por trás da solução dos 66 livros que o cânon da Bíblia compreende. Os livros que foram incluídos na Bíblia, ao contrário do que muitos pensam, não foram escolhidos simplesmente por homens, em algum concílio eclesiástico. O Espírito Santo agiu através de crentes cheios dEle, que selecionaram os 66 livros que temos em nossas Bíblias. Depois de anos, e até séculos, de discussão, oração, procura sincera, o cânon foi fechado. O Espírito Santo, enquanto atuava, não passou por cima dos processos humanos de seleção, mas agiu por meio deles. 

Do Livro O  ESPÍRITO  SANTO  E  A  BÍBLIA Pags 1-4

Nossa Visão De Mundo

Nossa Visão De Mundo
Texto: Hebreus 11:27 

“Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível”. 

Introdução: Em meio a todas as escolhas certas palavras são usadas mais e mais. Valores, moralidade e integridade são algumas dessas palavras. Vamos considerar algumas definições no início da mensagem, porque é necessário que entendamos o que estamos falando. 

  • Valor: O valor ou a importância de algo
  • Morais: Princípios de direito e comportamento errado
  • Integridade: Adesão a um código de valores morais. Integridade ou honestidade.
Agora todos esses termos podem ser aplicados de forma diferente dependendo do que usamos como padrão. A norma determina os valores, a moral e a integridade de uma pessoa. 

Observe a frase "honra entre ladrões". O padrão pelo qual temos de definir e aplicar essas cláusulas deverão ser a Palavra de Deus. Não pode ser a sociedade porque a sociedade muda. Não pode ser o conhecimento, porque isso também muda. Deve ser a única coisa em nosso mundo que não muda; a Palavra de um Deus imutável. 


I. Dois Mundos


  • Cada pessoa na Terra é um cidadão de um dos dois mundos diferentes.
  • Se ele é um descrente, ele pertence ao mundo das trevas. (Colossenses 1:13) "e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado"
  • Se ele é um cristão, ele é um membro do mundo da luz. (Colossenses 1:12) "dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz". Cada mundo tem seu próprio sistema de verdade e os valores: Portanto, o filho de Deus e o incrédulo tem radicalmente diferentes identidades e visões de mundo.

A. O mundo das trevas 
1. A Bíblia usa a palavra "escuridão" para descrever o mundo do pecado. 
2. Esta escuridão, que entrou no mundo após a queda, é o domínio de Satanás e seus ajudantes espirituais. 
3. Satanás criou o temporal, material, centrado no homem e, muitas a filosofia imoral que ainda é tão prevalente no mundo. 
4. Como a escuridão física, esta escuridão espiritual, cega. 
a. Ela impede as pessoas de verem a verdade e cega os seus olhos para que nem mesmo saibam onde eles estão indo. (1 João 2:11) “Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos”. 
b. Ela ofusca o seu pensamento sobre o significado da vida, a maneira correta de viver e as verdadeiras prioridades da vida. 
c. Uma vez que as pessoas que vivem nas trevas não entendem o que é a vida como Deus planejou, suas ações refletem esse fato. 
5. Como crentes, nós ainda não estamos totalmente livres do ambiente deste sistema de valores do mal. 
a. Nós teríamos que deixar o mundo para estar completamente livre de contato com sua maldade. 
b. Mas como não podemos fugir deste mundo... 
c. Não devemos tomar parte no pensamento e comportamento que ele produz. 
d. Por quê? 
6. Ele “nos libertou do poder das trevas" e nos deu a capacidade de escolher obedecê-Lo e viver na luz e não na escuridão. 
7. A chave é aprender a distinguir entre os dois sistemas e, assim, desenvolver uma visão de mundo com os valores e objetivos bíblicos. 


B. O mundo de Luz - (1 João 1:5) "E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas" 
1. Ele enviou Seu Filho, a Luz do mundo, para nos libertar da escuridão para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2: 9).
2. Ele faz de nós "filhos da luz e filhos do dia" (1 Tessalonicenses 5:5). 
3. Uma vez que os crentes foram libertos da escuridão, a nossa visão de mundo é transformada de acordo com a Palavra de Deus e o Espírito Santo renova as nossas mentes. 
4. Devemos entender os valores espirituais e adotá-las como as diretrizes para as nossas próprias vidas. 


II. Valores Corretos.


  • Deus provê em Sua Palavra tudo o que precisamos saber fazer as escolhas certas.
  • Ele providenciou modelos e exemplos (positivos e negativos), dos quais podemos aprender.
  • A vida de Moisés nos dá um modelo digno de seguir enquanto nós aprendemos a desenvolver um sistema de valores piedoso.
  • Precisamos ver os princípios que o levaram ao seu compromisso.
  • Estes princípios são demonstrados no reverso da ordem em que aparecem no texto.

A. Nós começamos com um alicerce de fé - Hebreus 11:27 “Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível”. 
1. Moisés tinha um alicerce de fé em Deus e em Sua Palavra revelada. 
2. Ele entendeu que Deus, embora invisível, estava trabalhando em sua vida e em seu mundo. 
3. O fundamento para a sua vida não estava em si mesmo, mas na verdade do Deus verdadeiro. 
4. Princípio: Nossa visão de toda a vida deve repousar sobre o fundamento da fé em Deus e Sua verdade. 


B. Valores com base em nossa fé - Hebreus 11:26 “tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa”. 
1. Moisés valorizou as coisas de Deus mais do que os tesouros do Egito. 
2. Ele baseou seus valores em seu fundamento da fé em Deus. 
3. Não há dúvida de que seus pais crentes lhe ensinaram a verdade de Deus, que o levou a valorizar as coisas eternas. 
4. É importante para nós fazer a nossa casa uma escola de fé ensinada por exemplos piedosos que dizem: "Faça o que eu faço" 
5. Princípio: Os valores são moldados pelo nosso sistema de verdade. 


C. As nossas escolhas são baseadas em nossos valores - Hebreus 11:25 “escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado” 
1. Moisés rejeitou uma vida de facilidades no palácio do faraó, preferindo sofrer ao lado de seus irmãos israelitas. 
2. Ele rejeitou uma vida de status, poder, riqueza e fama do mundo em favor de uma vida com os escravos - uma escolha que o mundo diria que não faz sentido. 
3. Mas Moisés baseou suas escolhas, não em valores materiais, mas nos valores de Deus. 
4. Princípio: Nossas escolhas demonstram nossos valores. 


D. O caráter é refletido em nossas escolhas. - Hebreus 11:24 “Pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó” 
1. Moisés tinha uma boa reputação com Deus por causa de suas escolhas. 
2. A verdade muda nossos valores. 
3. Os valores corretos levam a escolhas certas. 
4. E um padrão de escolhas certas resulta em um bom caráter. 
5. Esta sequência torna possível uma vida de compromisso com Cristo. 
6. Princípio: Um padrão de escolhas certas resulta em um bom caráter.

 
  
Conclusão: De que mundo somos um cidadão? O mundo das trevas ou o mundo da luz? Essa determinação é feita por aquilo que fazemos com Jesus Cristo. Já o aceitamos como nosso Salvador? Será que pela fé, abraçamos Sua morte sacrificial no Calvário como expiação pelos nossos pecados? Isto é de importância eterna! 

E quanto aos nossos valores? Nossa moral? E o nosso caráter? Será que eles refletem que somos cidadãos do mundo da luz? Em outras palavras, faz com que os outros saibam que pertencemos ao Senhor? Se precisamos dizer a alguém que somos um cristão, algo não está certo. Nossa fé deve ser refletida em tudo o que fazemos em nossas vidas. 
  
Pr. Aldenir Araújo

http://www.opregadorfiel.com.br/2015/02

Cartas do céu,


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Cartas do céu, 5 de Março

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. Hebreus 4:16. 

A oração não é uma expiação pelo pecado. Não é uma penitência. Não precisamos chegar a Deus como criminosos condenados, pois Cristo pagou a pena de nossa transgressão. Ele fez expiação por nós. Seu sangue purifica do pecado. Nossas orações são as cartas enviadas da Terra, dirigidas a nosso Pai, nos Céus. As petições que ascendem de corações sinceros, humildes, certamente O alcançarão. Ele sabe discernir a sinceridade dos que adotou como filhos. Ele tem compaixão de nossa fraqueza, e fortalece nossas debilidades. Disse Ele: “Pedi, e dar-se-vos-á.” Mateus 7:7. Muitos membros da família humana não sabem pedir como convém. Mas o Senhor é terno e bondoso. Ele os ajuda em suas fraquezas, dando-lhes palavras para falarem. Aquele que chega com desejo santificado, tem acesso, por Cristo, ao Pai. Cristo é nosso Intercessor. As orações que são depositadas no incensário de ouro dos méritos do Salvador, são aceitas pelo Pai. Cada promessa da Palavra de Deus se destina a nós. Em vossas orações apresentai a empenhada palavra de Jeová, e pela fé reivindicai Suas promessas. Sua palavra é a garantia de que, se pedirdes [70] com fé, recebereis todas as bênçãos espirituais. Continuai a pedir, e recebereis mais abundantemente além daquilo que pedis ou pensais. Educai-vos a ter ilimitada confiança em Deus. Lançai sobre Ele toda a vossa solicitude. Esperai pacientemente por Ele, e Ele o fará. Devemos chegar a Deus, não num espírito de justificação própria, mas com humildade, arrependidos de nossos pecados. Ele é capaz para nos ajudar, disposto a fazer por nós mais do que pedimos ou pensamos. Possui Ele a abundância do Céu, com a qual supre nossas necessidades. ... Deus é santo, e devemos orar “levantando mãos santas, sem ira nem contenda”. 1 Timóteo 2:8. ... Devemos buscar “primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça.” Mateus 6:33. Devemos estar dispostos a receber a bênção que Deus concede aos que O buscam com inteireza de coração, em sinceridade e verdade. Devemos manter aberto o coração, se quisermos receber da graça de Cristo. — The Signs of the Times, 18 de Novembro de 1903.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais MM 1967 Pag. 148

A Atuação do Espírito Santo na Igreja


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Billy Graham

A Atuação do Espírito Santo na Igreja

O Espírito Santo age não só no mundo, mas também na Igreja. Quando eu falo de Igreja, não estou falando da Igreja Presbiteriana, Batista, Metodista, Anglicana, Luterana, Pentecostal ou Católica, mas de todos os crentes. A palavra "Igreja" vem de uma palavra no grego que significa "os que foram reunidas".
A Igreja estava coberta de mistério no Antigo Testamento, mas mesmo assim Isaías proclamou: "Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como alicerce uma pedra, uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, de firme fundamento" (Isa. 28:16, IBB). O Novo Testamento diz que Cristo é este "firme fundamento" da Sua Igreja, e que todos os crentes são pequenas pedras edificadas formando o santo templo do Senhor (1 Pedro 2:51. Cristo também é a cabeça do Seu corpo, a Igreja universal. E é a cabeça de cada congregação de crentes local. Cada pessoa que se arrependeu de seu pecado e recebeu a Cristo como Salvador e Senhor faz parte deste corpo chamado de Igreja. Por isso a Igreja é mais que uma organização religiosa. É um corpo vivo, com Cristo como cabeça, vivo porque a vida de Cristo deu vida a todos que creram.

Qual é o papel do Espírito Santo neste quadro?
Em primeiro lugar a Bíblia nos diz numa sentença muito bonita que foi Ele que deu início à Igreja: "Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nó foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos" (1 Cor. 12:13,14).

Em segundo lugar, pelo Espírito Deus vive na Igreja. "Assim também vocês, em união com Cristo, são construídos, junto com os outros, para se tornarem uma casa, casa onde Deus vive por meio do Seu Espírito" (Efés. 2:22, BLH). Hoje em dia Deus não vive em templos feitos por mãos humanas. Mas Se reconhecermos que Deus está mesmo, pessoalmente, em nosso meio quando estamos reunidos na igreja, nossa adoração será mais profunda.
É preciso esclarecer uma questão sobre o relacionamento entre o Espírito Santo e Jesus. A Escritura fala de "Cristo em nós", e alguns cristãos não compreendem completamente o que isto significa. Jesus, Homem-Deus, tem agora um corpo glorificado. Onde quer que Ele esteja, Seu corpo tem de estar também. Neste sentido Jesus está agora à direita do Pai, no céu, em sua função como Segunda pessoa da Trindade.
Vejamos, por exemplo, Romanos 8:10: "Se Cristo está em vós, o corpo está morto por causa do pecado." E Gálatas 2:20: "Cristo vive em mim". Nestes versículos está claro que se o Espírito está em nós, Cristo está em nós. Cristo mora em nossos corações pela fé. Mas na verdade o Espírito Santo é a pessoa da Trindade que mora em nós; foi enviado pelo Filho, que partiu mas voltará pessoalmente, quando nossos olhos físicos O verão.
Os crentes são de fato a casa onde mora o Espírito. Mas, infelizmente, muitas vezes lhes falta o fruto do Espírito. Precisam ser avivados, receber nova vida. Quem me fez ver isto com toda a clareza foi o bispo Festo Kivengere. Em um artigo sobre reavivamentos de grande alcance que percorreram a África Oriental, ele disse: "Quero contar-lhes ... da gloriosa atuação do Espírito Santo, trazendo vida nova a uma igreja morta... Podem chamá-lo de reavivamento, regeneração ou o que quiserem ... O Senhor Jesus, ressurreto em poder, começou, através do poder do Espírito Santo, a visitar uma igreja que estava dispersa como ossos ... Isto pode soar surpreendente para alguns de vocês, mas vocês podem ser evangélicos e secos mesmo assim. E então veio Jesus Cristo. ... O grande poder que nos atraiu veio pela simples apresentação do Novo Testamento, e o Espírito Santo tirou homens e mulheres do seu isolamento e nos trouxe para o centro, a cruz. O tema do reavivamento da África Oriental foi a cruz, e nós precisávamos dela. ... O Espírito Santo arrancou homens e mulheres do seu isolamento, e nos transformou. Sob o olhar penetrante do amor de Deus pecados eram pecados, e os corações foram quebramados."2
Eu tenho, por exemplo, um amigo na Flórida que é pastor. Ele obteve seus vários títulos em uma das mais famosas universidades do Leste dos EUA. Pastoreou uma igreja na Nova Inglaterra. Por causa do seu conhecimento vasto ele se tornou quase um "agnóstico", apesar de ainda crer, lá no fundo do seu coração. Ele me disse que viu sua igreja diminuir cada vez mais. Não havia autoridade ou poder em seu ministério. Depois de uma série de acontecimentos ele aceitou a Bíblia como a infalível Palavra de Deus. Começou a viver e a pregar com poder. O fruto do Espírito se mostrou em sua vida, e o poder em seu ministério. Sua igreja desabrochou como uma rosa. As pessoas vinham de todos os lugares para ouvi-lo pregar.

Em terceiro lugar o Espírito Santo concede dons a pessoas específicas na Igreja. "Para o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu Serviço, para a deificação do corpo de Cristo" (Efés. 4:12). Já que estudaremos estes dons em próximos capítulos, é suficiente dizer aqui que o Espírito Santo dá a cada cristão um dom, no momento em que este recebe a Cristo. Nenhum cristão pare dizer: "Eu não tenho nenhum dom." Cada um tem pelo menos um dom do Espírito. Uma das fraquezas das igrejas de nossos dias é não reconhecer, desenvolver e usar os dons que Deus deu às pessoas nos bancos.
Eu tenho um amigo que é pastor na costa ocidental dos EUA. Certo domingo ele distribuiu pedaços de papel em branco às pessoas que vieram ao culto, dizendo: "Eu quero que vocês estudem, pensem e orem durante uma semana sobre que dom vocês têm do Espírito Santo. Escrevam-no neste papel, e devolvam-no domingo que vem." No domingo seguinte foram recolhidos 400 pedaços de papel. Em alguns estava escrito só um dom, em outros dois ou três, e alguns tinham escrito que não tinham certeza sobre qual seria o seu dom. Mas o resultado foi que toda a congregação foi posta em movimento. Todos os dons foram sendo colocados em prática. A igreja começou a crescer, e os membros foram revitalizados espiritualmente. Até aquele dia os membros estavam esperando que a pastor tivesse todos os dons e fizesse todo o trabalho. Eles eram simples espectadores. Agora tinham compreendido que eles tinham tanta responsabilidade de usar os dons como o pastor tinha de usar os dele.

A Atuação do Espírito Santo na Vida do Crente

Depois de considerar a atuação do Espírito Santo no mundo e na igreja, temos de considerar agora cada crente.

Em primeiro lugar, o Espírito Santo ilumina a mente do cristão: "Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus" (l Cor. 2:10); "E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente" (Rom. 12:2, IBB); "... e vos renoveis no espírito do vosso entendimento" (Efés. 4:23).
John R. W. Stott diz em um pequem livro que sublinha a importância de deixar Deus desenvolver e usar as nossas mentes convertidas: "Ninguém quer um cristianismo frio, intelectual, sem alegria. Isto, porém, significa que devamos evitar o "intelectualismo" a todo custo? ... Que as céus não permitam que conhecimento sem zelo substituam zelo sem conhecimento! Ambos fazem parte do propósito de Deus: zelo dirigido pelo conhecimento, conhecimento animada pela zelo. Uma vez ouvi Dr. John MacKay, naquele tempo diretor do Seminário Princeton, dizer: 'Entrega sem reflexão é fanatismo em ação. Mas reflexão sem entrega é a paralisia de qualquer ação.' "3
Dr. Stott enfatiza como os que dizem que o que importa no fim "não é doutrina, mas experiência" estão errados: " Isto é a mesma coisa que colocar a nossa experiência subjetiva acima da verdade de Deus revelada."4 É tarefa do Espírito Santo tirar o véu que Satanás pôs sobre as nossas mentes, e iluminá-las para que possamos entender as coisas de Deus. Ele faz isto especialmente quando lemos a Palavra de Deus, que o Espírito Santo inspirou.
Em segundo lugar, o Espírito Santo, além de iluminar a mente do cristão, também mora em seu corpo. "Vocês não sabem que o corpo é o templo do Espírito santo que vive em vocês e foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos" (1 Cor. 6:19, BLH).
Se nós compreendêssemos que o próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo, realmente mora em nossos corpos, teríamos mais cuidado com o que comemos, bebemos, olhamos ou lemos. Não é de se admirar que Paulo tenha dão: "Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tenda pregado a outros, não venha eu mesmo a Ser desqualificado" (1 Cor. 9:27). Paulo disciplinava o seu corpo, para não cair no desagrado de Deus. Isto deveria nos colocar de joelhos para confessar.
Não preciso estender-me sobre como o Espírito Santo age na vida dos crentes. Por exemplo: Ele os conforta (Atos 9:31), Ele os guia (João 16:13). Ele os santifica (Rom. 15:16), Ele diz aos Seus servos o que devem pregar (1 Cor. 2:13), Ele diz a missionários para onde devem ir (Atos 13:2), Ele nos ajuda em nossas fraquezas (Rom. 8:26), e Ele até diz aos cremes onde eles não devem ir (Atos 16:6, 7).

Resumindo em poucas palavras, a atuação do Espírito Santo entre os homens nos três períodos da história humana pode ser definida com três palavras: "sobre" "com" e "em".
§  No Antigo Testamento Ele veio sobre algumas pessoas à Sua escolha, permanecendo por um tempo determinado (Juízes 14:19).
§  Os evangelhos mostram como Ele mora com os discípulos, na pessoa de Cristo (João 14:17).
§  Do segundo capítulo de Atos em diante a Bíblia diz que Ele está no povo de Deus (1 Cor. 6:19).


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