Seguidores

quarta-feira, 15 de junho de 2011

É Certo Batizar Só Em Nome de Deus?. (Série Batismo - 6ºparte)

Batismo Em Nome... De Quem?. (6ºparte)

(Continuação do post. Anterior)

É Certo Batizar E Só Em Nome De Deus?

Quem está mais preocupado com a salvação do perdido, Jesus, ou Deus?...

Quem deu mais pelo resgate da humanidade?, Jesus, que deu a sua própria vida, ou Deus, que deu o seu próprio Filho? O que a Bíblia diz?

Sobre Jesus:

"Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras," (I Coríntios 15 : 3)

"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios." (Romanos 5 : 6)

"Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós." (Romanos 8 : 34)

A lista seria infinita. Não existem palavras que descrever o amor de Jesus. Quando nos batizamos, deixamos de ser inimigos, e recebemos a identidade de filhos.

"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;" (João 1 : 12)

Sobre Deus.

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5 : 8)

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16

"Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí." (Jeremias 31 : 3)

O mesmo amor demonstrado por Cristo é o que Deus demonstrou por nós. Fomos criados por Deus, e salvos por ele. Deus e Jesus estavam unidos na salvação da humanidade. Assim como Jesus enviou os apóstolos para pregar e batizar, Deus enviou João Batista para pregar e batizar.

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.” (João 1 : 6)

"E eu não o conhecia, mas Aquele que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre

Aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, Esse é o que batiza com o Espírito Santo." (João 1 : 33)

Se Jesus deu a própria vida, o Pai deu o seu próprio Filho, quando Jesus agonizava na cruz, o Pai estava ali ao seu lado sofrendo também, a escuridão que envolveu o calvário, foi para que as pessoas ali presentes, não percebessem a presença de Deus ao lado da cruz.

Quem aceita a Jesus, aceita também o Pai, quem é batizado em Nome do Filho, deve ser batizado também em nome do Pai.

E o que realiza a cerimônia ,o faz em nome de Jesus, o Filho, e o faz também em nome de Deus o Pai. Ele foi enviado por Jesus e também foi enviado pelo Pai, ele é o representante de Jesus e é também o representante do Pai. Por este motivo que o batismo deve ser em Nome do Filho, e em nome do Pai.

Não faz sentido, Deus, o Criador do universo, e também o Redentor da raça humana, ser excluído na hora do batismo, e o ministrante dizer apenas, “eu te batizo em nome de Jesus”.

O certo é dizer: “Eu te batizo em nome de Deus o Pai e em nome de Jesus o Filho” por que ambos deram tudo pela salvação daquele pecador.

Pode-se batizar em Nome Do Espírito Santo?. (7ºparte)

Batismo Em Nome... De Quem?. (7ºparte)

(Continuação do post. Anterior)


E Em Nome Do Espírito Santo, Pode-se batizar?

Quem é o Espírito Santo?

Para os Antitrinitarianos, o Espírito Santo é apenas uma energia, uma força, uma influencia positiva, um conceito, ou uma figura de linguagem. Um modo de expressar os atributos e manifestações de Deus na terra e na vida das pessoas. Mas não é Deus.

Há também quem afirma que é Anjo Gabriel, ou outro anjo qualquer, nunca porém, uma terceira pessoa poderosa fazendo parte da Divindade.

A Bíblia está cheia de referencias ao Espírito Santo. Não precisa ser teólogo para deduzir que Ele é uma pessoa.

Vejamos.

“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas." (Gênesis 1 : 2)

No principio estava com Deus. Não era algo inerente a Deus, era à parte. Fora Dele. Não era Deus. Estava com, junto, ao lado.

“ E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

Outra tradução diz, “pairava sobre a face das águas”.

No meu velho dicionário, pairar, significa: “Parar acima de; adejar; estar acima, sobrevoar”. Que se conclui?...Que é outra pessoa, diferente do Pai, não é o mesmo

Funções do Espírito Santo

O Espírito Santo encheu de sabedoria a Bezalel e Oliabe, para construírem a Arca. Êxodo. 35: 31. Inspirou a Saul a profetizar, 2 Samuel 10:10. Revestiu a Zacarias de poder para pregar, 2. Crôn. 24:20 Inspirou os profetas a escreverem a Bíblia, 2 Timóteo. 3:16.

O Espírito Santo foi o agente ativo no nascimento de Jesus.

"E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;" (Mateus 1 : 20)

"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lucas 1 : 35)

O Espírito Santo, também, ungiu Jesus para o ministério e o enviou a pregar e curar. Ele quem o afirmou:

"O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração," (Lucas 4 : 18).

O Espírito Santo é chamado de outro, não é Deus o Pai, nem o próprio Jesus, mas é outro, outra pessoa, outro ser.

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;" (João 14 : 16)

O Espírito Santo foi enviado pelo Pai.

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (João 14 : 26)

Veja bem a expressão: “Em meu nome”. Significa: Em meu lugar, para me substituir, para agir como se fosse eu mesmo, para falar por mim, para fazer as coisas que eu faço.
Outras Funções Do Espírito Santo. João. 16: 7-15

7 Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for,o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.

8 E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.

9 Do pecado, porque não crêem em mim;

10 Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;

11 E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.

12 Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.

13 Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.

15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Estas passagens deixam claro que o Espírito Santo é uma pessoa, e é através Dele que o pecador é convencido do pecado

Sem a atuação do Espírito Santo não haveria salvação pois pecador só é convencido da necessidade de aceitar a Jesus, pelo trabalho do Espírito Santo.

Esse mesmo Espírito que convence o pecador a aceitar a Jesus é o que escolhe as pessoas e as comissiona para o ministério

“Ele mesmo concedeu, uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres”. Efesios.4:11

Mais Funções Do Espírito Santo.

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. Atos 21:11

Como se pode ver, o Espírito Santo, foi enviado, convence, guia, fala, diz, anuncia, dar, e recebe, envia pessoas a pregar, e impede outras de agir, distribui dons a igreja, escolhe alguns para ser pastores, outros para evangelistas, outros para mestres, faz alguns se lembrar do que esqueceu, e fica triste quando alguém peca.

Se não é uma pessoa é o que?... Só os de mente obtusa não reconhecem que o Espírito Santo é uma pessoa, assim como o Pai e o Filho são pessoas

O Espírito Santo é uma pessoa. Assim como Deus o Pai e Deus o Filho, Ele também é Deus. A Terceira Pessoa da Divindade

Por que não invocar o nome dessa pessoa no batismo? Claro que invocamos!

Veja o que Diz Ellen White

"Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece: mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." João 14:16 e 17. O Salvador estava apontando para o futuro, ao tempo em que o Espírito Santo deveria vir para fazer uma poderosa obra como Seu representante. O mal que se vinha acumulando por séculos, devia ser resistido pelo divino poder do Espírito Santo. ...E recebereis poder MM 1999 Pag. 9

Veja o Espírito Santo não é a energia, não é o poder, Ele TEM O PODER ele tem a energia, e usa essa energia, esse poder que ele possui, para conter o mal que vinha se acumulando por séculos.

Leia de novo.

“O mal vinha se acumulando por séculos e só poderia ser contido pelo inigualável poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, que viria sem restrições em Sua eficácia, mas em plenitude do divino poder”. Olhando para o alto pag. 45

Leia mais uma vez, para ficar esperto

“O mal se vinha acumulando por séculos e só poderia ser restringido e resistido pelo eficaz poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, que viria com não modificada energia, mas na plenitude do poder divino. Outro espírito deve ser enfrentado; pois a essência do mal estava atuando de todas as maneiras, e era de surpreender a submissão do homem a esse cativeiro satânico”. Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos 392

Percebeu diferença entre um texto e outro?...

Em um texto, Ellen White fala Divindade, no outro, outro fala Trindade. Sabe por quê?... Por que é a mesma coisa. A Divindade é formada por três pessoas. O Pai... O Filho... e o Espírito Santo. Isto é Trindade. Esta claro, ou precisa desenhar?

É pelo Espírito Santo que o coração é purificado. Por meio do Espírito, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo concedeu o Seu Espírito como um poder divino para vencer todas as tendências para o mal, quer hereditárias, quer cultivadas, e imprimir na Igreja o Seu caráter. ... Minha consagração hoje MM 1953 pag. 46

Sendo que o Espírito Santo é quem salva o pecador, ao convencê-lo “do pecado da justiça e do juízo”. É ele quem leva esse pecador aos pés de Cristo e intercede pelo mesmo, “com gemidos inexprimíveis”, e ainda, concede poder para o pecador resistir ao pecado, fica evidente, que esse pecador deve ser batizado também em nome desse Espírito. Pois sem ele o pecador estaria perdido. Não faz sentido, na hora do Batismo o Espírito Santo não ser invocado.

Acredito até, que se o batizando for batizado só em nome do Espírito Santo já está muito bem batizado, por que ao ser batizado, ele, pecador, está sendo imerso no Espírito, fica cheio do Espírito, completamente tomado pelo Espírito Santo, passa a fazer parte da família espiritual, torna-se propriedade do Espírito Santo.

Não esquecendo que o ministro que realiza a cerimônia o faz em nome do Espírito, ou seja, pela sua ordem, em seu lugar. Foi para batizar que o ministro foi escolhido e quem fez a escolha foi o Espírito Santo

É por isto que quem realiza um batismo o faz em Nome do Espírito Santo

"Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". (Série Batismo - 8ºparte)

Batismo Em Nome... De Quem?. (8ºparte)


(Continuação do post. Anterior)

Conclusão

O Batismo deve ser em Nome do Pai, por que o Pai é o Criador o Mantenedor e o Salvador. Entregou o seu próprio filho para nos salvar.
E o ministro é um agente do pai, realiza o batismo em nome do Pai

O Batismo deve ser em Nome do Filho, por que o Filho é o Criador, “todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez”. Ele é o Salvador , deu a sua própria vida para nos salvar, “ninguém tem maior amor do que este. Quem é batizado deve ser em nome de Jesus o filho de Deus.
O ministro é um agente do Filho. Foi enviado pelo Filho. “Portanto, ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda a criatura, quem crer e for batizado será salvo”.

O Batismo deve ser em Nome do Espírito Santo, por que o Espírito Santo é Criador, regenerador, consolador, é quem conduz o pecador aos pés de Jesus.“Ele vos guiará em toda a verdade”.
O ministro é um agente do Espírito Santo,, foi escolhido e enviado pelo mesmo, o ministro, age, ensina e batiza pelo Espírito, o faz em nome do Espírito Santo

Que diz Ellen White?

“Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: "Saí do meio deles, e apartai-vos... e não toqueis nada imundo." II Cor. 6:17. Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: "E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso." II Cor. 6:17 e 18. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 389.

“Ao se submeterem os cristãos ao solene rito do batismo, Ele registra o voto feito por eles de Lhe serem fiéis. Esse voto é seu compromisso de lealdade. Eles são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Acham-se assim unidos aos três grandes poderes do Céu. Comprometem-se a renunciar ao mundo e a observar as leis do reino de Deus. Devem, portanto, andar em novidade de vida. Não mais devem eles seguir as tradições dos homens. Não mais devem seguir métodos desonestos”. Evangelismo pag. 307

Mesmo que o ministro não pronunciasse a fórmula, “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” mesmo assim o pecador estaria sendo batizado em nome dos Três, por que estes Três estão unidos pela salvação deste pecador e o ministro é um representante dos três. Portanto, o batismo seria válido.
Porém, nenhum Pastor, Evangelista, ou Ministro, em sã consciência, deixaria de usar palavras tão poderosas, palavras que faz tremer o inferno. Nenhum batizando ficaria feliz, se na hora mais solene de sua vida, o Pastor deixasse de invocar sobre sua pessoa e sobre aquele ato, e não pronunciasse, estas tão doces e poderosas palavras. Eu te batizo: Em Nome do Pai, Em Nome do Filho, e Em Nome do Espírito Santo

É por isto que batizamos em Nome da Trindade. Quem foi batizado só em Nome de Jesus, não recebeu o batismo completo, deixou de lado o Pai e o Espírito Santo.

É isto que Satanás deseja, que os pecadores rejeitem o Pai ou o espírito Santo, pois sabe que quem rejeita o Pai, rejeita o Filho, e quem rejeita o Pai e/ou o Filho, rejeita o Espírito Santo, e quem rejeita o Espírito Santo, não tem perdão, nem neste mundo nem no mundo vindouro.

Amigo, se você foi batizado só em nome de Jesus, ainda é tempo de consertar, procure ser batizado em nome dos Três, pois os Três estão unidos pela tua salvação.

Você deve ser batizado Em nome do Pai, em Nome do Filho e Em nome do Espírito Santo,só assim o teu batismo terá a tua plenitude

Leia mais uma vez

“Descrevendo aos discípulos a obra oficial do Espírito Santo, Jesus procurou inspirar-lhes a alegria e esperança que Lhe animavam o próprio coração. Regozijava-Se Ele pelas abundantes medidas que providenciara para auxílio de Sua igreja. O Espírito Santo era o mais alto dos dons que Ele podia solicitar do Pai para exaltação de Seu povo. Ia ser dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina.

Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja”. Desejado de todas as nações pag. 671

Se você deseja vencer todas as tendências hereditárias para o mal?... Deseja se tornar participante da natureza divina?...Quer ser vitorioso?...Não rejeite o Espírito Santo de Deus.

Lembre-se. Satanás é astuto, vai querer te convencer com argumentos  quase irretorquíveis, que o Espírito Santo... existe, mas não existe. Que é Ele, mas não é. Que Ele está lá, mas não está. Que a Bíblia fala Dele, mas não é Ele, é ela, Uma energia, uma força, um poder, um anjo... É qualquer coisa, menos Deus. E com esse bla bla bla, bla bla bla, Satanás que fazer contigo, o mesmo que ele fez com os anjos no céu.

No céu, Satanás, usou argumentos tão fortes, tão lógicos, tão convincentes, que convenceu a terça parte dos anjos a duvidar de Deus. Convenceu os anjos a acharem que Deus estava errado, que o céu não era perfeito, que teriam que formar uma nova igreja, digo, um novo céu, e mudar.

Se ele fez isto no céu, imagine aqui. No céu onde tudo era perfeito ele encontrou defeitos, e aqui, quantos defeitos ele não vai encontrar na igreja?

Você vai se deixar enganar também?... Vai abandonar a igreja de Deus, que mesmo sendo “fraca e defeituosa” é o único objeto que Deus tem especial cuidado?

Leia estas palavras inspiradas

“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações”. Atos dos apóstolos pag. 12

Entendeu?

Ellen White diz que esta igreja, mesmo parecendo fraca e defeituosa, é o único objeto sobre o qual Deus concede sua suprema atenção.

Você vai abandonar esta igreja, que está pregando o evangelho no mundo todo, por isto satanás está furioso contra ela, para entrar em um barco furado, que você não sabe onde vai chegar?

Pense. Que Nosso Bom Deus, através do Espírito Santo e pelo amor do seu Filho Jesus, te ilumine



Acréscimo ao texto bíblico? (Série batismo - 9ºparte)

Batismo Em Nome... De Quem?. (9ºparte)


(Continuação do post. Anterior)

Observações finais

1. Quanto à alegação de que o verso 19 do capítulo 28 de Mateus, não se encontra nos manuscritos mais antigos, que o mesmo, foi acrescentado à Bíblia por algum copista do passado é pura balela. Todos os manuscritos da Bíblia contêm esse verso, e a prova são as Testemunhas de Jeová.

As testemunhas de Jeová são os piores inimigos da Trindade. Se houvesse um só manuscrito da Bíblia, em algum lugar do planeta, que não constasse esse verso, eles, as Testemunhas de Jeová já teriam ido buscar, teriam divulgado com muito alarde, teriam feito carreatas, festas, teriam publicado aos milhões, e distribuído de porta em porta, para provar que a Bíblia foi alterada. Mas não fizeram. Sabe por quê?

Por que não existe. A própria Bíblia deles, a Bíblia que eles publicam, contém esse verso. É só conferir.

2. Alegam que na Bíblia não há a palavra Trindade. É verdade. Na Bíblia não existe a palavra, existe as pessoas. E são Três. São Três. Tri. Essa palavrinha, Tri, significa três, daí, Tri Campeão

Quanto a Deus, é Tri + Unidade, por que são Três, mas são unidos.

Tri+Unidade = Tri unidade, ou Trinidade, sem o u ou Trindade sem um i

Está claro, ou precisa desenhar?

domingo, 12 de junho de 2011

PECADO OSTENSIVO

PECADO OSTENSIVO


Cuidado com o pecado ostensivo
Mateus 24: 12.


Vivemos no tempo do fim
Os sinais acontecem seguidamente cumprindo as profecias bíblicas.
Parece que nada mais existe para acontecer a não ser, à volta de Cristo.

Guerras
Cada dia que passa é nos apresentados relatos das guerras sem fim, em especial nos paises do oriente.
Atentados terroristas
Nunca se mataram tanto em atentados terroristas, parecem inesgotável, os voluntários do islã para morrer como suicidas, desde que com eles morram outros tantos.

Terremotos
Cada dia que passa, os relatos de terremotos assombram o mundo, em dez meses, o mundo sentiu a fúria de um dos mais devastadores cataclismos da historia; o tusname no oriente, que acabou com a cidade de Fukushima no Japão As nuvens de fuligem oriundas dos vulcões, que cobre as  cidades e interrompem o trafego aéreo, as secas e a fome que assola o mundo, já não impressionam ninguém.
Os homens já se acostumaram com estes acontecimentos e os tem como coisa natural, daí não se assustarem mais, e vão mais além, tentam encontrar explicação para cada cataclismo da natureza, a até prevêem muitas calamidades, usando sofisticados instrumentos científicos.
Porém é bom lembrar que não é esses a causa dos males do mundo, são apenas as conseqüências,
A verdadeira causa dos problemas mundiais é o pecado. Com o pecado originou-se, toda a desgraça da humanidade, e só após a sua erradicação, este mundo terá paz.
Cristo predisse que o pecado aumentaria tanto no fim do mundo que a fé de muitos esfriaria e esfriaria o amor de quase todos. Mat. 24: 12.
Eu acredito que esse sinal, o aumento do pecado, será o sinal definitivo para que chegue o fim de todas as coisas.
Há pecados maiores que outros?
Não sei quando, nem onde, mas surgiu em nosso meio uma teoria em que todo pecado é igual. Essa teoria tem levado muitos a cometer pecados livremente, pois argumentam, se todo pecado é igual e todo mundo é pecador, logo nada que eu faça é reprovável, pois todo mundo aqui erra.
Vejamos o que nos diz o espírito de profecia.
“Deus não considera de igual magnitude todos os pecados, há graus de culpa em sua avaliação, assim como na dos finitos homens...”. “Os pecados que o homem está disposto a considerar pequenos, podem ser os mesmos que Deus tem como grandes crimes”.TS. 2 256.
Exemplos.
Um garoto que rouba um pacote de biscoito em um supermercado, Por que está com fome cometeu um pecado, mas se o gerente do mesmo, vir a dar um desfalque na empresa, comete pecado muito maior.
O membro que deixou de recolher o dizimo a casa do tesouro, está errado, mas se o pastor ou o tesoureiro, desviar esse dinheiro pra si, esta cometendo um pecado muitas vezes mais grave...
Um casal de namorados que se descuidam e cometem o pecado da fornicação, erraram porem se o mesmo casal planeja todo final de semana ir pro motel, esta cometendo pecado muito maior, pois no primeiro caso, foi um descuido nesse ultimo é caso pensado.
Sexo fora do casamento é pecado, mas o homossexualismo é muito mais grave aos olhos de Deus. Rom. 1: 24-32
Formas do pecado
O pecado se apresenta de muitas formas e maneiras, toda abominável; porém uma forma de pecado que Deus não tem deixado impune é o pecado ostensivo... E este esta na moda. Não é a primeira vez que isto acontece, mas com certeza nunca esteve tão em voga como atualmente.


Que é o pecado ostensivo?
É aquele que tem por objetivo, causar impacto, chamar a atenção, tem que ser agressivo, chocante, público e pervertido. O objetivo principal é derribar as tradições, desafiar as instituições tradicionais, quebrar as normas do bom comportamento, e ridicularizar aqueles que vivem e ensinam que não se deve pecar...
O propósito é substituir o bom senso pela loucura, a liberdade pela libertinagem, o bem pelo mal, a virtude pelo vicio. O pecado ostensivo é uma inversão de valores, o que não presta é valorizado, e o que é correto torna-se ridicularizado, e desprezado como cafona, quadrado, fora de moda, ou coisa que o valha.
Os defensores do pecado ostensivo, afirmam que é necessário acabar com essa mania religiosa, de querer se meter na vida de todo mundo, cada um deve fazer o que bem entende, e que ninguém tem nada com isso; ensinam ainda que pecar é apenas um conceito e desde que a pessoa não esteja fazendo mal ao próximo, o que ele faz é de sua única e exclusiva responsabilidade, e que a igreja não pode e não deve se intrometer em sua vida.
Portanto os defensores do pecado ostensivo são amantes dos bailes de fim de semana, freqüentam os motéis sem nenhum pudor, navegam na internet, por chats nada recomendáveis, vestem-se de maneira provocativas, que chamam de ‘sexi’, afirmam que é retrógrado o sentimento de culpa,
Os maiores defensores dos direitos humanos são os defensores do pecado ostensivo, defende o direito ao amor livre, o direito ao homossexualismo, (com ou sem aids) o direito ao aborto, direito à eutanásia e muitos outros “direitos”.
Tudo é questão de direitos humanos, explicam...
Deus, Jesus, Bíblia, religião, para eles tudo é bobagem, o importante é gozar a vida.
Porém esquecem que; se todo pecado é condenado por Deus, pecar ostensivamente, e um desafio ao próprio Deus, cometer pecado ostensivamente é na pratica dizer que não acredita em Deus e que as normas que o criador criou, são erradas e devem ser mudadas. Quem peca ostensivamente se considera um deus.
O perigo do pecado ostensivo é que Deus não o deixa impune.
Nos seis milênios da história, toda vez que a medida do pecado ostensivo se enchia, os juízos de Deus eram derramados.
Foi assim no dilúvio. Antes de Noe, cometiam-se pecados, porém chegou a um ponto em que Deus teve que intervir, pois o povo perdeu o respeito e o temor, e passou a pecar descaradamente. Resultado; o dilúvio.
Em Sodoma foi à mesma coisa. Resultado, fogo.
Hoje toda a barreira está caindo, já não se tem preconceito algum, o pecado por mais que seja chocante já não impressiona ninguém. O povo já se acostumou com o erro e nem liga mais para essas coisas, e se não bastasse, até entre os que professam servir a Deus já não há mais remorso em cometer pecados. Era comum, no passado, quando um jovem queria induzir a namorada, a algumas liberdades não próprias para quem não é casada, ela o despachar logo, e denuncia-lo, como um atrevido, ou coisa parecida. Hoje o que acontece é que muitas moças são, elas mesmas, que estão induzindo os rapazes à libertinagem.
Para piorar a situação, os pregadores modernos defendem a teoria que a lei de Deus foi abolida e que agora só é necessário crer em Deus e ter um bom coração, pois Este é amor e não vai castigar ninguém. Deixando assim o povo à vontade para transgredir a lei de Deus.
Apesar das falsas teorias que levam muitos pensarem que o pecado é normal, Deus não mudou. E pecado sempre foi pecado e continua sendo pecado
Você até pode esconder dos homens, mas não esconde de Deus, você até pode tentar acalmar a consciência achando que é normal e conveniente pecar, mas não o é. Pois Deus continua condenando toda sorte de pecados.
Você pode até argumentar que a santa lei de Deus foi abolida, mas não é verdade, pois são de Jesus as seguintes palavras: não penseis que vim revogar a lei, não vim para revogar vim para cumprir. Mat. 5: 17
Jesus deu sua vida para nos limpar do pecado mais, mas precisamos estar dispostos a abandonar todo e qualquer pecado. Heb. 12: 1. Cap. 10: 26 – 31.
Se o mundo procura abolir a lei de Deus cabe a nós defende-la e torna-la gloriosa. É nosso dever enaltecer a santa lei de Deus pela palavra e pelo exemplo, é necessário que condenemos o pecado, e apresentemos o Cristo como o único que pode salvar o homem, e torna-lo obediente aos preceitos sagrados.
A igreja corre o risco de cometer pecado ostensivo.
Como assim?
O mundo cada vez mais se distancia de Deus e a igreja para não parecer muito desatualizada, corre o risco de sair atrás; mesmo que sorrateiramente, mas seguindo, e quando se der conta, àquilo que há alguns anos nem cogitava em fazer, passa a fazê-lo, como todo o mundo, como se aquilo já não fosse mais pecado.
Exemplos
No passado nem se cogitava de uma mulher decente usar maiô, era roupa indecente, coisa vergonhosa; quando alguém usava era condenada. E as decentes só usavam no banho, shorts e blusinhas. Quando as mulheres mundanas passaram a usar apenas biquínis, o maiô passou a sem roupa de crente, por ser decente. Quando mulheres do mundo passaram a usar o fio dental, as crentes passaram a usar os biquínis, quando todos passarem a praticar o nudismo, não sei que roupa as crentes, irão usar.
Outro exemplo:
No passado nem se cogitava de uma moça casar sem ser virgem. Quando o mundo passou na defender o amor livre, os cristãos ficaram como guardião desses princípios. Hoje quando o mundo já defende o casamento de gays e lésbicas, alguns do nosso povo, acha interessante e normal o relacionamento sexual antes do casamento.
Fornicação sempre foi e será pecado, mesmo que o mundo o considere normal, e faze-lo ostensivamente, é correr o risco de trazer desgraça e vergonha a igreja do Deus vivo.
É assim que o diabo quer; levar a igreja a pecar, ele não tem pressa, o importante é que um dia o povo fique tão perto do mundo que esteja longe dos marcos que identifiquem o povo de Deus.
O ultimo sinal que identifica que este mundo chegou ao seu final é o pecado ostensivo.
Foi o pecado que trouxe destruição ao povo pré-diluviano e também ao povo de Sodoma, e gomorra, e será o mesmo que vai fazer Deus destruir este nosso mundo.
Que Deus nos livre de pecar, e muito menos de pecar ostensivamente. Não esqueçamos que dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo.
Deus na sua misericórdia ainda nos chama para sair do pecado.
Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobre carregados, e eu os aliviarei.
Deus falou, e ele espera que o homem obedeça. Não o indaga se lhe é conveniente assim. O senhor da vida e da gloria, não consultou se era conveniente ou prazeroso deixar sua altíssima posição para se tornar um varão de dores e experimentado, aceitando a ignomínia e morte para livrar o homem do resultado da desobediência. Jesus morreu não para salvar o homem em seus pecados, mas de seus pecados. Deve o homem abandonar o erro, seus maus caminhos, e seguir o exemplo de Cristo, tomando a sua cruz e seguindo-o, negando a si mesmo e obedecendo a Deus custe o que custar. Ts. 1: 498.
Pecado é pecado e só será perdoado aquele que tiver disposição para deixar o pecado, mesmo que isso lhe traga desconforto, ou sofrimento.
“Aquele que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas aquele que as confessa e deixa, alcançara misericórdia”. Prov. 13: 28
“Estas coisas vos escrevo, para que não pequeis, se todavia alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o justo”. 1, João 2: 3
Aquele que pecar contra o pai tem perdão e quem pecar contra o filho tem perdão, mas aquele que pecar contra o Espírito Santo, não tem perdão, nem neste mundo, nem no porvir...
Que Deus nos livre do pecado, muito mais porem, que nos livre do pecado ostensivo, pois para este não tem perdão nem neste mundo nem no porvir

terça-feira, 7 de junho de 2011

Liberdade de exercer a livre expressão

Filepe Lemos escreveu esta matéria muito esclarecedora em relação a liberdade de crença e de expressão. por ser matéria relevante e de acorda a linha edtorial deste Blog, tomei a liberdade de publicá-la em meu Blog.  Blog do Nezin. 
Recomendo a leitura do Blog do Felipe Lemos vale a pena. (clique aqui)

Liberdade de exercer a livre expressão


Felipe Lemos

Atribui-se ao famoso filósofo francês Voltaire a frase “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Essa máxima tem norteado os defensores da liberdade de expressão por séculos e soa atual diante da percepção de que o conceito de liberdade tem sofrido impressionante modificação e adulteração em nossos dias pós-modernos. Convencionou-se enxergar o mundo sob o prisma da pluralidade de ideias sociais e políticas e mesmo religiosas. Ou seja, intolerante é quem não aceita essa diversificação de opiniões. Pois bem. Até aí, tudo certo.

O problema é quando muitos esforços são realizados para se estabelecer uma confusão proposital entre liberdade de expressão, respeito às opiniões alheias e aceitação do contraditório. O que Voltaire e tantos outros pensadores condenavam evidentemente era a intolerância ao diferente, ao distinto e obviamente a violência praticada em nome da incapacidade de sequer ouvir e ver o contraditório. Lógico que isso prevalece até hoje e é o princípio da própria liberdade religiosa que permeia os estatutos e constituições de várias nações desse planeta. Não se pode suportar qualquer arbitrariedade praticada em nome de preconceitos, julgamentos ou simplesmente pela vontade de se opor ao que não se quer ou não se admira. É lícito o respeito mútuo e o livro arbítrio preconizados por Deus em Sua revelação aos homens, a Bíblia Sagrada. Desde o lar edênico, Deus concedeu ao casal Adão e Eva o direito de escolher e a liberdade de agir conforme sua consciência. Expôs claramente os resultados da desobediência no caso de se aproximarem da árvore da ciência do bem e do mal, mas não impediu a ação dos dois. Se passarmos pelas páginas do Livro Sagrado perceberemos que esse conceito permeou os demais relatos. No episódio entre Ló e seu tio Abraão, vemos outra vez o direito de escolha que levou Ló a seguir seu caminho em direção às cidades de Sodoma e Gomorra, mais tarde destruídas pelo próprio Deus. Não houve intervenção divina para cercear a decisão do homem que depois deixou, às pressas, a corrompida região após aviso de anjos. Deus, no Antigo Testamento, constantemente aparece pedindo às pessoas que se arrependam, voltem aos caminhos orientados por Ele e sigam os princípios delineados, porém nunca as obriga e nem mesmo atua de maneira forçosa para que não caiam em armadilhas dos inimigos. A liberdade de escolha vem acompanhada certamente das consequências, mas é garantida.

No Novo Testamento, Jesus também age da mesma maneira. Convida discípulos, não os convoca como que para uma carreira militar obrigatória. Discursa para multidões, mas salienta que o amor e a compreensão constituem a base de Seu ministério. Cura doentes, alimenta famintos, ressuscita mortos, contudo não condiciona seus atos a um alistamento ao Seu grupo e nem condena as pessoas por seus diferentes pontos de vista religiosos. Chama a atenção, sim, para o que considera incoerente nas crenças, mas respeita o direito do pensar divergente.

Liberdade para contradizer – Ao mesmo tempo, os ensinamentos de Jesus deixam a translúcida impressão de que Ele não concordava sempre com as opiniões vigentes. Respeitava o direito, por exemplo, de os líderes judeus à época agirem de maneira cruel com quem não lhes interessava na sociedade. Mas não aceitava e nem apoiava tais atitudes. No momento e na maneira certa, manifestava Seu pensamento acerca dos fatos que afetavam a vida espiritual das pessoas ao Seu redor.

Se Jesus realizasse Seu ministério hoje dessa forma, seria enquadrado provavelmente como intolerante, preconceituoso e perseguidor de minorias ou algo do gênero. Seu defeito apontado por muitos seria o de não se posicionar como alguém politicamente correto, culto e com a mente aberta para aceitar todas as diversidades possíveis. Jesus não compactuava e, indo além, afirmava que não concordava com certas posturas, costumes e ideologias. Fosse por parábolas, discursos, sermões ou atos, mostrou que vivia segundo ditames mais elevados e conectados com a vontade divina. Apesar de sua fama entre os mais pobres, humildes, desvalidos e marginalizados, alcançou grande impopularidade à medida que o tempo transcorria. Tornou-se objeto de repulsa social.

O motivo é que se discurso foi considerado eticamente incorreto, que afrontava o pensamento de gente influente. Jesus nos ensina que a liberdade de expressão, posicionamento e pensamento nem sempre agrada, nem sempre resulta em apoio popular. É o que muitos vivem na sociedade pluralista de hoje que já não quer mais aceitar posições diferentes, consideradas obsoletas e ultrapassadas. São visados como extremistas, fanáticos, preconceituosos. No mundo religioso, certamente há muito disso. Porém, muitos cristãos se deixam ser influenciados por sua fé alicerçada na Bíblia Sagrada e a defendem com vigor e convicção. Infelizmente são interpretados como ignorantes e intolerantes. Passam a ser discriminados e viram alvo fácil de crítica e ofensas. Em última instância, a essas pessoas é vedado o direito de expressar sua opinião. Estamos chegando agora ao limite de criminalizar determinadas opiniões. Defender o contraditório, em certas situações, torna-se, portanto, perigoso e o caminho mais seguro será o de se calar.

Mas onde fica a liberdade de ensinar valores nos quais se acredita, de escrever e publicar o que se pensa e de falar em público sobre determinados conceitos? O dever de escutar e respeitar é tanto de quem aceita a Bíblia e Seus ensinamentos sobre céu, morte, sexo, leis, julgamento, família, saúde, quanto de quem não crê dessa forma. Até mesmo o que alega não crer em nada e ninguém merece a consideração. Não confunda, entretanto, com aceitação. Somos livres, de acordo com Deus e as elaboradas legislações humanas posteriores, para pensar e consolidar nossas crenças. Todos nós!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Céu: Veraneio do Cristão

Ao se aproximar as horas sagradas do santo sábado, deixo aqui esta meditação da inspirada escritora Ellen White e desejo aos leitores do Blog do Nezin, um ... Feliz Sábado!

O Céu: Veraneio do Cristão
Ellen White


Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus. Tito 2:13.

Cristo em breve virá pela segunda vez. Deveríamos falar sobre isso muitas vezes. Deveria ser o mais elevado pensamento de nossa mente. Ele vem, com poder e grande glória, e todo olho O verá. Todos os santos anjos O acompanharão. Desse cortejo, João escreve: "Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares." Apoc. 5:11.

A trombeta ainda não soou. Aqueles que desceram à tumba ainda não proclamaram: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" I Cor. 15:55. Os justos mortos ainda não foram arrebatados com os santos vivos para encontrar seu Senhor no ar. Mas está próximo o tempo em que terão cumprimento as palavras proferidas pelo apóstolo Paulo: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." I Tess. 4:16 e 17. Precisamos ser transformados a fim de sermos semelhantes ao Salvador. (Filip. 3:21.) Agora é o tempo para acrescentarmos à vida diária as virtudes da vida de Cristo. Não temos tempo a perder. Se falharmos em nossa edificação de caráter, perderemos a vida eterna. Precisamos edificar sobre o verdadeiro fundamento. ... Precisamos fazer a obra de Cristo e estar constantemente vigiando e orando. Então estaremos prontos para Seu aparecimento, preparados para receber a vida eterna.

Todos quantos queiram serão vencedores. Lutemos zelosamente para alcançar o padrão estabelecido diante de nós. Cristo conhece nossas fraquezas, e a Ele devemos ir diariamente em busca de auxílio. Não nos é necessário obter força com um mês de antecedência. Devemos vencer dia a dia.

A Terra é o lugar de preparação para o Céu. O tempo passado aqui é o inverno do cristão. Aqui os ventos gelados da aflição sopram sobre nós, e as ondas de angústias rolam contra nós. Mas no futuro próximo, quando Cristo vier, sofrimento e lamentação terão fim, para sempre. Então será o veraneio do cristão. Todas as provas terão findado e não haverá mais doença ou morte. "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." Apoc. 21:4. Manuscrito 28, 1886.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Projeto proíbe concursos e vestibulares aos sábados

Enfim uma boa Noticia

Notcia igual esta deveria ser veiculada em todos os informativos da igreja,.
E mais que isto, deveria haver uma mobilização da igreja para apoiar o deputado com cartas,  telefonemas, e-mails, twitter e tudo o mais com o objetivo de concientizar  outros deputados a apoiar este projeto. afinal somos os principais interessados porque  beneficiará os adventistas, principalmente os jovens que precisam entrar no mercado de trabalho

Projeto proíbe concursos e vestibulares aos sábados


31/05/11 14h34

Foto: Brizza Cavalcante Prado afirma que sábado é dia de culto religioso para muitos brasileiros Tramita na Câmara o Projeto de Lei 605/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que proíbe a realização de concursos públicos e vestibulares aos sábados.
O autor da proposta argumenta que o sábado é o principal dia de culto religioso de muitos brasileiros. Segundo ele, alguns candidatos têm recorrido ao Judiciário para tentar impugnar os editais e mudar o horário das provas.
“Essa situação atenta contra o princípio constitucional da liberdade religiosa”, afirma o deputado.

Tramitação

A proposta tramita apensada ao PL 5/99, junto com outras 15 proposições, que estão prontas para serem votadas em Plenário. Integra no PL-605/2011

Fonte: Agência Câmara


Você está aqui: Página Inicial > Atividade Legislativa > Projeto de Lei e Outras Proposições


Projeto de Lei e Outras Proposições

Consulta Tramitação das Proposições

Proposição: PL-605/2011 Avulso Avulso

Autor: Weliton Prado - PT /MG

Data de Apresentação: 24/02/2011

Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário

Regime de tramitação: Ordinária

Apensado(a) ao(a): PL-5/1999

Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto.

Ementa: Veda a realização de exames de concursos públicos e processos seletivos aos sábados em todo território nacional.

Indexação: Proibição, realização, prova, concurso público, processo seletivo, escola pública, escola particular, sábado.
Despacho:

14/4/2011 - Apense-se à(ao) PL-5/1999. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Ordinária

Legislação Citada

Andamento

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.

Data

24/2/2011 PLENÁRIO (PLEN)

Apresentação do Projeto de Lei n. 605/2011, pelo Deputado Weliton Prado (PT-MG), que: "Veda a realização de exames de concursos públicos e processos seletivos aos sábados em todo território nacional".(íntegra)

24/2/2011 COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP)

Publicação inicial no DCD do dia 25/02/2011

14/4/2011 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)

Apense-se à(ao) PL-5/1999. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Ordinária (íntegra)

14/4/2011 COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP)

Publicação do despacho no DCD do dia 15/04/2011

15/4/2011 COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP)

Encaminhada à publicação. Avulso Inicial




segunda-feira, 30 de maio de 2011

A DISTINÇÃO ENTRE PROFECIA CLÁSSICA E PROFECIA APOCALÍPTICA

Ja avisei ao Pastor Cirilo Gonçalves, que sempre que ele postasse matéria importante em seu blog, que também, eu iria publicar sua matéria em meu Blog. Ficando ele na liberdade para publcar, se quiser, minhas matérias no Blog dele.
Ele acaba de publicar essa matéria sobre profecia, muito bem pesquisada. Importante para todo estudante da Bíblia que queira se aprofundar no conhecimento de profecias. Leia com atenção até o fim, e se desejar ler direto na fonte leia aqui neste link



A DISTINÇÃO ENTRE PROFECIA CLÁSSICA E PROFECIA APOCALÍPTICA
Pr. Cirilo Gonçalves



Os profetas do Antigo Testamento tais como Amós, Isaías, Sofonías, Ezequiel e Jeremias são chamados profetas clássicos. Suas mensagens foram em primeiro lugar pronunciados em voz alta, seja ao reino rebelde do Israel no norte (as 10 tribos) ou à apóstata Jerusalém e Judá (as 2 tribos). Com freqüência suas mensagens foram um clamor em favor da justiça social, econômica e política para as classes oprimidas. Os profetas convocaram Israel e Judá para que voltassem para a torah ou lei do pacto do Moisés, e para que servissem a Deus com arrependimento verdadeiro. Se os líderes políticos e religiosos do povo eleito originavam justiça social e uma renovação da adoração, o reino de Deus viria sobre a terra em sua história futura. Em realidade, o "dia do Senhor", ou o "dia do Jeová", não viria como Israel o tinha antecipado popularmente.

PROFECIA CLÁSSICA

Amós:

Este profeta, como porta-voz de Deus, pronunciou em forma fulminante estas horríveis palavras às 10 tribos:

"Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz ...Não será, pois, o Dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?

"Por isso, vos desterrarei para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é Deus dos Exércitos" (Amós 5:18, 20, 27).

Amós deu a conhecer dois castigos sobre Israel: Em primeiro lugar, a nação infiel seria levada cativa ao exílio em Assíria ("além de Damasco") como resultado da maldição do pacto do Deus do Israel, em harmonia com suas ameaças do pacto pronunciadas mediante Moisés (Deut. 28; Lev. 26). Esta sentença teve lugar no ano 722 a.C., e se conhece como o desterro assírio das dez tribos. Em segundo lugar, o significado pleno deste juízo nacional chega a compreender-se só quando se vê este acontecimento como um tipo ou prefiguração do juízo cósmico de Deus ao fim da história sobre todas as nações que se rebelem contra Deus.

Amós apontou ao juízo final de Deus quando se referiu aos sinais cósmicos: "Farei que fique o sol ao meio dia, e cobrirei de trevas a terra no dia claro" (Amós 8:9), e: "Não se estremecerá por isso a terra, e fará luto tudo o que nela habita? (v. 8, BJ). Escuridão repentina ao meio-dia ou um terremoto catastrófico podem ser mais que um desastre natural. O fogo apocalíptico consumirá a terra e o mar (7:4) e levará a seu fim a história de Israel!

Na escatologia (a ordem dos acontecimentos finais) que apresenta Amós, o dia do Senhor seria um juízo iminente sobre Israel a mãos de seu inimigo nacional: Assíria (no 722 a.C.). Mas Amós anunciou uma catástrofe ulterior, na qual Deus julgará a uma sociedade mundial apóstata e libertará a seus fiéis em todas as nações. A esta relação do juízo local iminente e do juízo mundial do tempo do fim chamamos "conexão tipológica". Ambos os juízos procedem do mesmo Deus, mas o juízo sobre a nação é um tipo ou modelo profético que garante que Deus julgará finalmente a todo mundo pelos mesmos princípios morais. Só mediante sua retribuição final se cumprirá completamente o propósito redentor de Deus para esta terra. O tipo histórico pode ser local e incompleto, mas o antitipo escatológico será universal e completo em seus resultados.

Sofonías:

O duplo foco do juízo de Deus em Amós também o descrevem graficamente os outros profetas. Em geral se considera que Sofonías é o profeta mais grandioso que fala do juízo de Deus. Inclusive começa seu pequeno livro com uma admoestação da destruição universal vindoura:

"De fato, consumirei todas as coisas sobre a face da terra, diz o Senhor. Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e as ofensas com os perversos; e exterminarei os homens de sobre a face da terra, diz o Senhor" (Sof. 1:2, 3).

Assim como Amós, Sofonías contempla o futuro histórico imediato contra o fundo do juízo final, porque é o mesmo Deus o que visita Israel e o mundo para juízo e salvação. A mensagem principal é que Deus atua, não a duração do período de tempo entre os juízos.

Joel:

O profeta Joel estruturou sua perspectiva profética de forma tal que uma praga histórica de lagostas (1:4-12) serve como um tipo profético do juízo escatológico de todo o mundo, que é seu antitipo (2:10, 11; 3:11-15). A história local e a escatologia do tempo do fim estão tão mescladas entre si que não podem ser completamente separadas na descrição profética. O presente corresponde ao futuro porque é o mesmo Deus quem vem agora e no futuro. Este é a mensagem principal do Antigo Testamento. O propósito moral de cada anúncio de um juízo de Deus é levar a seu povo a caminhar em harmonia com sua vontade redentora no presente. O objetivo final da profecia não é a catástrofe e a destruição, a não ser uma nova criação e a restauração do paraíso perdido na terra.

Isaías:

Um exemplo de como o juízo de Deus sobre um arquiinimigo histórico do Israel e seu juízo final do mundo estão intimamente misturas, como se ambos fossem um só dia do Senhor, encontra-se no Isaías 13. Isaías anuncia a iminente queda do Império Neobabilônico às mãos dos medos: " Uivai, pois está perto o Dia do SENHOR; vem do Todo-Poderoso... Eis que eu despertarei contra eles os medos" (Isa. 13:6, 17). Neste oráculo profético de guerra, Deus atuará logo como o guerreiro divino para liberar a seu povo oprimido: "O Senhor dos exércitos revista seu exército para o combate" (v. 4, NBE). O resultado será a destruição: "Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração" (vs. 19, 20).

Depois, o profeta acrescenta a dimensão cósmica do dia apocalíptico do Senhor: "As estrelas dos céus e seus luzeiros não darão sua luz; e o sol se obscurecerá ao nascer, e a lua não dará seu resplendor" (V. 10). Deus castigará "ao mundo por sua maldade, e aos ímpios por sua iniqüidade" (V. 11). Deus fará "estremecer os céus, e a terra se moverá de seu lugar... no dia do ardor de sua ira" (V. 13).

Esta é uma descrição de um juízo universal. Por isso, a profecia de Isaías de condenação sobre Babilônia contém a estrutura de uma perspectiva tipológica. É claro que o dia apocalíptico do Senhor, com seus sinais cósmicos e seu terremoto universal, não ocorreu durante a queda histórica de Babilônia ante os medo-persas no 539 a.C. Aquele juízo sobre Babilônia serve só como um tipo ou símbolo do juízo final da humanidade; por esta razão se descrevem os dois juízos como se fossem um só dia de retribuição divina. A natureza tipológica da queda de Babilônia da antiguidade não requer que cada rasgo da profecia se cumpra no tipo. Antes, o cumprimento parcial das antigas profecias de condenação e liberação indicam que ainda precisam encontrar sua consumação definitiva. O livro do Apocalipse nos assegura que todas as profecias antigas de condenação e liberação ocorrerão em escala mundial por ocasião da segunda vinda de Cristo. Por definição, o antitipo sempre é maior que o tipo. Por isso encontramos que a característica da profecia clássica é seu duplo foco, sobre o próximo e o longínquo, sem nenhuma diferenciação de tempo. Ensina-nos que o Deus do Israel é o Deus da história. É o rei que vem na história e ao fim da história da humanidade. Sua vinda traz o fim desta era maligna, para restaurar o reino de Deus sobre nosso planeta por meio do Jesus Cristo.

Outra característica vital da profecia clássica são suas preocupações éticas, seu chamado ao arrependimento e a uma vida santificada. Os profetas de Israel não fizeram predições incondicionais mas sim desafiaram tanto ao Israel como aos gentios com a vontade imediata de Deus. De fato, as predições divinas satisfazem o propósito mais elevado de chamar o povo ao arrependimento e a obedecer a vontade de Deus e dessa forma, evitar o juízo vindouro. O resultado significativo desta preocupação ética dos profetas do Israel é a segurança de que só um remanescente do Israel, fiel e purificado, entrará no reino escatológico de Deus.

Os profetas anunciaram que só um fragmento ou remanescente da nação como um tudo seria salva, assim como o "tronco" que fica de uma árvore (Amós 3:12; 5:14, 15; Ouse. 5:15; 6:1-3; Isa. 4:2-4; 6:13; Jer. 23:3-6). A razão é que só o remanescente restaurado se voltará para Senhor com arrependimento verdadeiro (Isa. 10:20-23; Zac. 12:10-13); só um Israel espiritual dentro do Israel nacional receberá um coração "circuncidado" (Deut. 10:15, 16; 30:6; Jer. 4:4). A distinção no Antigo Testamento entre um verdadeiro o Israel de Deus dentro da nação do Israel não se apóia na relação de raça ou de sangre com Abraão, e sim na fé e na obediência a Deus. O fator decisivo é possuir a relação espiritual de pacto com Deus. De acordo com esta teologia do remanescente do Antigo Testamento, o apóstolo Paulo chegou a esta conclusão: "Porque nem todos os que descendem de Israel são israelitas" (Rom. 9:6). Seu ensino apostólico enfatizou que só quando israelitas reconheçam que Jesus é o Messias da profecia, são os portadores de luz das promessas do novo pacto de Deus. E enquanto que os gentios são chamados para serem os herdeiros das mesmas promessas, Paulo insistiu: "Só o remanescente será salvo" (v. 27).

PROFECIA APOCALÍPTICA

O livro do Daniel forma uma classe de profecia por si mesmo dentro do Antigo Testamento. Aqui nos encontramos com um fenômeno: Não se prediz um só evento ou juízo, e sim uma seqüência total de acontecimentos que começam nos próprios dias do Daniel e se estendem adiante sem interrupção até o estabelecimento do reino de glória de Deus. Um contínuo histórico ininterrupto em profecia, como apresenta Daniel, não tem precedentes na profecia clássica. Alguns profetas, como Joel e Ezequiel, revelaram o princípio de uma sucessão de dois períodos em seus esboços proféticos (Joel 2:28; Ezeq. 36-39), mas nenhum havia predito uma história contínua religiosa e política do povo do pacto de Deus terminando com o juízo final do dia do Senhor. Um panorama tão amplo da história da salvação adiantado é a característica específica da profecia apocalíptica. Este contínuo apocalíptico na história está em um marcado contraste com a profecia clássica, com seu dobro foco e sua perspectiva tipológica futura.

O segundo aspecto único no livro apocalíptico do Daniel é que contém uma quantidade de esboços históricos e cada um culmina no juízo universal do Deus de Israel. Podem distinguir-se 4 séries proféticas principais (Dan. 2; 7; 8; 11). Cada uma reitera a mesma ordem básica de acontecimentos, mas todas acrescentam detalhes com respeito ao conflito do povo do pacto de Deus com as forças que se opõem a Deus.

Estas visões paralelas mostram um interesse crescente em enfocar a era do Messias e seu conflito com o antimessias ou o anticristo (especialmente em Dan. 8 e 9). A idéia chave de cada série profética é o triunfo do governo de Deus sobre o mal. Portanto, precisamos compreender que a meta da apocalíptica bíblica não é predizer acontecimentos específicos da história secular do mundo em si. A apocalíptica bíblica não é um exibicionismo da presciência de Deus. Antes, o seu interesse é inspirar esperança entre o oprimido povo de Deus. Anima-os a perseverar até o fim, porque o Deus fiel do pacto estabeleceu ao anticristo limite de tempo e poder. Deus vindicará a seus fiéis na luta entre o bem e o mal. O foco definitivo da apocalíptica bíblica não é o primeiro advento do Messias e sua morte violenta (Dan. 9:26, 27), e sim seu segundo advento quando voltar como o vitorioso Miguel para resgatar o remanescente fiel (Dan. 12:1, 2).

O que forma a culminação de toda a profecia apocalíptica do Antigo Testamento é este evento final da história da humanidade. É este "fim" o que está em vista na singular frase do Daniel: "o tempo do fim" (5 vezes em Dan. 8-12). Este foco notável do tempo do fim também é a razão de por que a profecia apocalíptica enfatiza mais o aspecto incondicional do plano determinado de Deus para a redenção da humanidade. Mas este aspecto distintivo de determinismo não deve ver-se como um contraste fundamental com as profecias clássicas do Israel com seu chamado ao arrependimento.

As profecias apocalípticas de Daniel se centram ao redor da libertação final do fiel remanescente do Israel, o povo espiritual do pacto de Deus, em quem se realizarão finalmente as preocupações éticas de todos os profetas (Dan. 11:32-35; 12:3; Ezeq. 11:17-20; 18:23, 30-32; 33:11; Isa. 26:2, 3).

Em Daniel, a preocupação fundamental, tanto dos capítulos históricos (caps. 1-6) como dos proféticos (caps. 7-12), parece ser a vindicação que Deus faz de seu santos acusados falsamente. Esta soberania de Deus como Rei e Juiz está expressa pelo foco centralizado no Messias que se apresenta em muitos capítulos (Dan. 2; 7; 8; 9; 10-12), e em suas divisões predeterminadas de tempo da história da redenção (Dan. 7:25 [3 ½ tempos]; 8:14, 17 [2.300 dias]; 9:24-27 [70 semanas de anos]; 12:4, 7, 11, 12 ["o tempo do fim", 1.290 e 1.335 dias]).

Em todos os tempos, Deus proporciona um povo remanescente fiel, coloca os limites sobre a história pecaminosa deste mundo, permite tempos especificamente atribuídos para a apostasia e a perseguição, determina "o tempo do fim", ordena o mundo para a hora de seu juízo final e levará a cabo a libertação dos santos na segunda vinda. Estes característicos únicos pertencem à soberania de Deus e constituem a pedra angular da profecia do Daniel.

Pode fazer-se uma observação adicional a respeito da parte histórica do livro de Daniel. Nos capítulos 3 (a liberação do forno de fogo) e 6 (a liberação do fosso dos leões), os relatos da intervenção divina e o resgate sobrenatural têm a finalidade de ser mais que simplesmente um pouco de interesse histórico. O autor do livro chama a atenção a sua inerente perspectiva tipológica, em vista da libertação futura do povo remanescente de Deus ao fim da história da redenção. Isto chega a ser evidente a partir da repetição enfática do verbo chave "libertar" ou "resgatar" que se encontra no Daniel 3:15 e 17 (e 5 vezes no capítulo 6), e que volta a aplicar-se na seção apocalíptica do Daniel 12:1, quando Miguel "libertará" o verdadeiro o Israel de Deus por meio de sua intervenção pessoal.

Além desta conexão literária entre a seção histórica e a apocalíptica de Daniel, também existe uma correspondência temática fundamental entre as duas seções do livro. As narrações que Daniel faz da lealdade religiosa à sagrada lei de Deus por uns poucos fiéis, proporciona os tipos ou as prefigurações essenciais da natureza da crise final para o povo de Deus no tempo do fim. Estes acontecimentos históricos no livro de Daniel servem como o pano de fundo para a crise vindoura do tempo do fim e seu resultado providencial, tal como se descreve no livro de Apocalipse (caps. 13 e 14).

RESUMO

O livro apocalíptico de Daniel revela ao menos quatro características únicas:

(1) Uma repetição dos esboços apocalípticos que mostram um contínuo da história da redenção. Cada esboço culmina no estabelecimento do reino de glória (Dan. 2:44, 45; 7:27; 8:25; 12:1, 2);

(2) O foco centrado no Messias de todos seus esboços (Dan. 2:44; 7:13, 14; 8:11, 25; 9:25-27; 10:5, 6; 12:1);
(3) As divisões predeterminadas de tempo, que servem como o calendário sagrado da história progressiva da redenção de Deus (Dan. 7-12). Estas profecias de tempo únicas determinam o começo do famoso "tempo do fim", particularmente a terminação do período de tempo profético dos 2.300 "dias" na visão selada de Daniel 8 (vs. 14, 17, 19);
(4) O aspecto incondicional da história da redenção, o qual recalca uma sessão predeterminada de juízo no céu e a vindicação dos santos fiéis por um Filho do Homem. Isto também está expresso pela imagem de um guerra santa final e o triunfo do Miguel como o guerreiro divino, e a ressurreição de todos os mortos para receber sua recompensa (Dan. 2:7-12).
Em resumo, o livro apocalíptico de Daniel contém o fundamental da profecia clássica (o duplo foco de uma perspectiva tipológica na seção histórica do livro) e o esboço profético de um contínuo histórico em sua seção apocalíptica.
A unidade orgânica da profecia clássica e da apocalíptica pode observar-se na harmoniosa combinação de sua perspectiva do tempo do fim: O juízo universal com a libertação cósmica de um povo remanescente fiel na última guerra entre o bem e o mal, e a restauração do reino de Deus em paz e justiça eternas.

DO LIVRO: "AS PROFECIAS DO TEMPO DO FIM"

AUTOR: Hans K. LaRondelle

Dr. em Teologia

Professor emérito de Teologia

Compilado por:

Pr. Cirilo Gonçalves da Silva

Mestre em Teologia e Evangelista

sábado, 21 de maio de 2011

Desconfiad de Todas las Enseñanzas Erróneas

Uma advertencia à igreja, principalmente a nós que vivemos os ultimos dias da história da terra. ante a onde de falsos ensinos e ensinadores, deverímos sempre nos lembrar que Deus não passaria por cima da lderança da igreja, para transmitir nova luz a homens isolados, um aqui e outro ali.
Leia esta matéria que foi publicado no site ULTIMA ADVERTENCIA.

Desconfiad de Todas las Enseñanzas Erróneas

CUANDO Satanás empezó a sentirse desconforme en el cielo, no presentó su queja delante de Dios y de Cristo; sino que fue entre los ángeles que le creían perfecto, y les hizo creer que Dios le había hecho una injusticia al preferir a Cristo. El resultado de esa falsa representación fue que por simpatía con él, una tercera parte de los ángeles perdió su inocencia, su elevada condición y su feliz hogar. Satanás está instigando a los hombres a continuar en la tierra la misma obra de celos y malas sospechas que él inició en el cielo....

Dios no ha pasado por alto a su pueblo ni ha elegido a un hombre solitario aquí y otro allí como los únicos dignos de que les sea confiada su verdad. No da a un hombre una nueva luz contraria a la fe establecida del cuerpo. En todas las reformas se han levantado hombres que aseveraban esto. Pablo amonestó a la iglesia de su tiempo: "Y de vosotros mismos se levantarán hombres que hablen cosas perversas, para llevar discípulos tras si." (Hech. 20: 30.) El mayor daño que pueda recibir el pueblo de Dios proviene de aquellos que salen de él hablando cosas perversas. Por su medio queda vilipendiado el camino de la verdad.
Nadie debe tener confianza en sí mismo, como si Dios le hubiese dado una luz especial más que a sus hermanos. Se nos representa a Cristo como morando en su pueblo; y a los creyentes como "edificados sobre el fundamento de los apóstoles y profetas, siendo la principal piedra del ángulo Jesucristo mismo; en el cual, compaginado todo el edificio, va creciendo para ser un templo santo en el Señor: en el cual vosotros también sois juntamente edificados, para morada de Dios en Espíritu. "Yo pues, preso en el Señor - dice Pablo, - os ruego que andéis como es digno de la vocación con que sois llamados; con toda humildad y mansedumbre, con paciencia soportando los unos a los otros en amor; solicitas a guardar la unidad del Espíritu en el vínculo de la paz. Un cuerpo, y un Espíritu; como sois también llamados a una misma esperanza de vuestra vocación: un Señor, una fe, un bautismo, un Dios y Padre de todos, el cual es sobre todas las cosas, y por todas las cosas, y en todos vosotros." (Efe. 2: 20-22; 4: 1-6.)

Lo que el Hno. D*** llama luz es aparentemente inofensivo ,y no se diría que alguien pudiese verse perjudicado por ello. Pero, hermanos, es idea y cuña de entrada de Satanás. Esto ha sido probado vez tras vez. Uno acepta alguna idea nueva y original que no parece estar en conflicto con la verdad. Se espacia en ella hasta que le parece que está revestida de belleza e importancia, porque Satanás tiene poder para dar esa falsa apariencia. Al fin llega a ser el tema que lo absorbe todo, el único gran punto alrededor del cual gira todo, y la verdad queda desarraigada del corazón.

Apenas se inician en su mente ideas erráticas, el Hno. D*** empieza a perder la fe, y a poner en duda la obra del Espíritu que se ha manifestado entre nosotros durante tantos años. No es un hombre que haya de albergar lo que él llama luz especial sin impartirla a otros; por lo tanto no hay seguridad en darle una influencia que le capacitará para desequilibrar a otras mentes. Es abrir una puerta por la cual Satanás hará penetrar muchos errores que distraigan la mente de la importancia de la verdad para este tiempo. Hermanos, como embajadora de Cristo, os amonesto a que desconfiéis de estas cuestiones laterales, que tienden a distraer la mente de la verdad. Nunca es el error inofensivo ni santifica, sino que siempre es peligroso y produce confusión y disensión. El enemigo ejerce gran poder sobre las mentes que no están cabalmente fortalecidas por la oración y establecidas en la verdad bíblica.

Hay mil tentaciones disfrazadas y preparadas para aquellos que tienen la luz de la verdad; y la única seguridad para cualquiera de nosotros consiste en no recibir ninguna nueva doctrina, ninguna nueva interpretación de las Escrituras, sin someterla primero a hermanos de experiencia. Presentádsela con un espíritu humilde y dispuesto a recibir enseñanza, con ferviente oración, y si ellos no la aceptan, ateneos a su juicio; porque "en la multitud de consejeros hay salud." (Prov. 11: 14.)

Joyas de los Testimonios Tomo 2, Página 103-105.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Testemunho de ex-pastor neo-pentecostal (da IURD)

Testemunho de ex-pastor neo-pentecostal (da IURD)



Eis somente um trecho mais significativo (o testemunho é muito longo):


Quando cheguei à Igreja Adventista senti-me um peixe fora da água. Não era o ambiente que estava acostumado a frequentar, não havia danças, não havia barulho, não havia nada que pudesse me chamar atenção. Mas havia algo que nunca havia presenciado – “Paz”. Pude perceber que os adventistas não eram como muitos evangélicos fazem acreditar. Pude encontrar verdadeiros amigos.
Pude também perceber uma imensa vontade de fazer o certo, de buscar a Verdade. Algo que eu nunca havia me preocupado.
Pude ver que eles não buscavam a salvação pelas obras da lei, como muitos dizem e como eu mesmo ensinava. Eles buscavam a salvação pela Graça obtida pela cruz do Calvário, onde Cristo havia doado sua vida por cada um de nós. Isso me deixou maravilhado. Pude ver em suas pregações um amor profundo por Cristo e desejo pela sua volta. Percebi que eles pregavam sobre o Espírito Santo, ensinavam sobre Ele. Algo que eu me surpreendi, pois havia sido ensinado que eles nem sequer acreditavam no Espírito Santo.
Pude perceber também que o sábado não era como os fariseus ensinavam, mas sim como o próprio Cristo ensinou. Aprendi que o próprio Cristo, Paulo e muitos outros haviam guardado o sábado (Lc 4:16, 23:54-56; At 16:13, 17:2, 18:1-4). Percebi que as passagens utilizadas por mim para combatê-los não tinham sentido quando lia o contexto da história.
Entendi que Ellen White não era como muitos dizem. Percebi em seus escritos um profundo amor por Cristo e respeito pela Sua Palavra. Pude entender, através de seus escritos, o tamanho e imensidão do Amor de Cristo ao ponto de se importar com homem como eu, sujo, imundo, um miserável pecador. Tive convicção que realmente algo Superior a havia inspirado. Entendi a verdadeira condição do homem na morte. A ideia de um inferno queimando eternamente me assustava. Percebi o Amor de Deus até mesmo na purificação do planeta e na criação de Novo Céu e uma Nova Terra nos quais habita a justiça. (2 Pe 3:13).
Entendi que a restrição de alimentos era para termos saúde. Que o nosso Criador havia ensinado princípios saudáveis para Seu povo porque ele sabia, como Criador, o que era melhor para nós. Eu poderia continuar escrevendo por horas para descrever tudo aquilo que aprendi, porém, amigo, gostaria de apenas lhe fazer um apelo: Não nos julgue pelo que os outros dizem sobre nós adventistas. Venha nos conhecer. Conhecer o que ensinamos. Você ficará maravilhado, como eu fiquei.


.Hilton Bastos, 36 anos, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Anajatuba-MA.


Veja o Site de Redenção:


http://iasd-redencao.webnode.com.br





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Últimas palavras sobre o PLC 122

Norma Braga, que escreve muito bem, produziu este texto que é uma maravilha, equilibrado e esclarecedor
merece ser divulgado ao máximo. tomei a liberdade de publicá-lo na íntegra em meu Blog, mas voce poderá ler diretamente na fonte clicando no link inicial

Últimas palavras sobre o PLC 122


trabalhista no poder, não podemos sequer por um segundo comparar o Brasil com a China comunista (onde ainda hoje o acesso à internet é controlado), com a Cuba socialista (onde se prendem e matam dissidentes políticos), com países em que o islamismo é a religião dominante (onde gays e cristãos são assassinados com a conivência do governo e do povo). De modo geral, os brasileiros têm asseguradas suas liberdades fundamentais.

No entanto, há aqui uma perseguição não-violenta, que com raras exceções é informal, subjetiva e dispersa — uma perseguição que não vem com força de lei, mas é exercida de acordo com preferências pessoais, acentuadas segundo as circunstâncias. Não juntei à toa “gays e cristãos” no parágrafo acima: assim como são igualmente visados nos países muçulmanos, acredito que, no Brasil, ambos os grupos se assemelham no modo de perseguição sofrida. Chocante a ideia? Explico.
Nas universidades públicas, onde caminhões de literatura “libertária” anticristã são despejados há décadas, os perseguidos da vez são os cristãos, associados a um conservadorismo rançoso e a estreiteza mental. O estudante cristão precisa aguentar calado em sala de aula uma quantidade impressionante de bobagens sobre o cristianismo, quando não se depara com insultos diretos, tanto do professor quanto das obras que precisa ler. Deve cuidar para não sentir-se desmotivado ao ouvir, vezes sem conta, que o conteúdo das matérias que estuda “é incompatível com a fé cristã” ou que a abertura de espírito necessária à investigação científica é inversamente proporcional a sua lealdade religiosa. Se teima em proclamar o que crê em alto e bom som no ambiente universitário, ou se apenas decide integrar o cristianismo a seus horizontes como um dado a mais, o aluno é tolhido em seus trabalhos e vigiado em sua trajetória. Caso escolha a carreira acadêmica, se não for barrado pelos professores da bancas, será considerado pela maioria um outsider, indigno de apreciação intelectual verdadeira. E o mesmo banimento dos cristãos pode ser verificado na quase totalidade dos veículos de produção cultural do país.
E onde os gays são mais perseguidos? Não é na família em primeiro lugar: hoje, pai e mãe aceitam com cada vez mais naturalidade a “opção” dos filhos. Não é no ambiente escolar e acadêmico: professores gays que se assumem são até considerados mais divertidos. Em funções associadas a moda, beleza e artes em geral, o gay que sai do armário é recebido com palmas. Talvez o profissional encontre alguma dificuldade em meios que exigem maior sisudez, como o do direito. Mas creio que a discriminação mais pesada se dá nas vias públicas, nos ajuntamentos, onde se suscita muitas ocasiões para a perda das boas maneiras. Já presenciei uma espécie de bullying insistente sofrido por um homossexual bem feminino que caminhava pelas calçadas do centro de Niterói. As provocações duraram o trajeto de uma rua inteira e os machões que as proferiam se sentiam totalmente à vontade. Abomino esse tipo de coisa e não queria estar na pele dele/dela naquele momento. Quanto à violência, a história é outra: quem surra e mata homossexuais também surra e mata índios, mendigos, mulheres, estrangeiros ou qualquer outra pessoa em situação de vulnerabilidade. Estou falando de perseguidores, gente que até pode ser imbecil, mas que é normal; não de psicopatas.
Como na universidade tanto alunos como professores gostam de mostrar-se liberais (dá status), não há muita ocasião para manifestações contra gays. Pelo contrário: na Letras, por exemplo, há uma linha de estudos todinha dedicada a eles. (Não há, que eu conheça, uma linha de estudos que seja cristã.) Por outro lado, os cristãos não estão livres do bullying, nem em suas próprias famílias, nem entre amigos. Quando me converti, aguentei inúmeras piadas e expressões de desagrado. E também perdi amigos. Há quem tenha perdido o afeto de toda a família, sobretudo quando seus membros eram muito apegados a outras religiões. Sei que gays passam pelas mesmas tristezas. Nem sempre essa faceta difícil é revelada em público pelos crentes, pois preferimos falar de Jesus (o objeto de nossa fé) em vez de insistir em nossas desventuras (que são ínfimas se comparadas à alegria da salvação).
E aqui chego a meu ponto. Sim, somos perseguidos de modo semelhante. Mas há uma diferença, ou melhor, duas. A primeira é política: no Brasil de hoje, a simpatia generalizada pelo homossexualismo se tornou uma conquista prioritária para o governo. A midia e instituições de ensino (debaixo de um controle estatal grande demais para nossa condição de país democrático) têm refletido várias estratégias massivas para ganhar essa simpatia (a última delas foi o tal “kit gay”). Quanto aos cristãos, o normal e aceitável há muito tempo é a antipatia generalizada: falar mal de padres e pastores, inventar personagens “evangélicos” caricatos e histriônicos para as novelas, fazer piadas sobre o Deus da Bíblia, ridicularizar a fé, tudo isso é até “bonito” aos olhos dos formadores de opinião. Assim, podemos afirmar que os dois grupos estão em condições bastante desiguais: as consequências da perseguição anticristã são mais graves, pois não temos o governo como parceiros no fomento de uma imagem mais aceitável — e nem queremos: do governo, só esperamos que trate a todos com verdadeira igualdade, sem favorecimentos injustos (nem “kit gay”, nem “kit crente”: ao governo não cabe doutrinar nossas crianças, e um governo laico não deve impor uma religião disfarçada, como nos tempos do paganismo).
A segunda diferença é mais profunda, psicológica e espiritual: como se reage à perseguição? Se são fiéis às orientações de Jesus, os cristãos oram por seus perseguidores e os tratam com bondade, de acordo com Mateus 5.24. Já os gays se juntam em lobby para instaurar leis opressivas contra quem os persegue. Sei que pareço cometer uma injustiça quando generalizo, usando o termo “os gays”. Mas me pergunto: onde estão os homossexuais que não querem seus nomes associados a coações jurídicas? Onde estão seus blogs, suas petições, suas passeatas? Peço a vocês, homossexuais que não concordam com nada disso: levantem-se e clamem, por favor, antes que, caso aprovem o PLC 122, seja fomentada no país uma verdadeira cultura da imposição gay. A pecha de “autoritário”, em nossos dias, não é nada agradável. Vocês realmente acham que a opinião pública ficará a seu favor quando começarem a punir indiscriminadamente, subjetivamente, os ofensores “homofóbicos”? (E se puníssemos os “cristofóbicos” da universidade, como seria?) Por que não estimulam que se reaja com mais nobreza aos ataques não-violentos? (Contra os ataques violentos já existe lei.) Se vocês não são religiosos, precisam concordar, pelo menos, que o exemplo de Jesus é inspirador.
Quanto aos cristãos, há décadas ninguém dá a mínima por eles. Continuaremos sofrendo zombarias, desprezo, ameaças. O que faremos? Elaboraremos leis para calar à força e mandar para a prisão quem nos persegue? Não, de modo algum. Que Jesus nos ajude a cumprir a vontade do Senhor: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.”

Do site de Norma Braga

terça-feira, 17 de maio de 2011

Igrejas e sindicatos defendem descanso dominical

O cerco esta se fechando. No passado, quando a Igreja Adventista pregava sobre o "decreto dominical", ninguém acreditava, e diziam que era paranóia, mania de perseguição. Hoje o cerco está se fechando e já se falam e agem muito a esse respeito.
Breve perderemos a liberdade de servir a Deus, conforme nossa conciencia.
Leia a matéria abaixo do site Criacionismo

Igrejas e sindicatos defendem descanso dominical




Em 20 de junho será lançada em Bruxelas a Aliança Europeia para o domingo. Pela primeira vez, sindicatos e igrejas da Europa estão na mesma linha. É o que garante a Comissão dos Bispos da União Europeia (Comece), que adverte que as razões da aliança são tanto religiosas como sócio-políticas. A proteção do domingo, cujo desaparecimento, na prática, como um dia festivo “poria em cheque um benefício social milenar” conduz à denúncia de uma nova escravidão: enquanto muitos podem usar esse dia para desfrutar de sua família e amigos, cada vez são mais aqueles que têm que trabalhar em grandes centros comerciais e de entretenimento. Além da Igreja Católica, várias instituições evangélicas aderiram à iniciativa. E da Espanha aderiu a Irmandade Obreira de Ação Católica (em espanhol, HOAC).


(InfoCatólica)


Nota do blog Minuto Profético: "Desde o ano passado, o movimento pela guarda do domingo tem se intensificado na União Europeia, pretendendo mesmo até buscar assinaturas para levar ao Parlamento Europeu. Como pode ser visto, a Santa Sé nunca desistiu de suas pretensões de governar todas as nações e todas as consciências individuais, alcançando novamente a supremacia mundial. Sua grande marca é o domingo, e é por aí que todos deverão se curvar. Vale lembrar que isso representa um erro duplo: o verdadeiro dia de guarda na Bíblia é o sábado (sétimo dia), e nenhum dia de guarda deveria ser imposto por lei civil, uma vez que isso fere o princípio de separação entre Igreja e Estado."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PEDRO, PAPA?

PEDRO APÓSTOLO PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS?

“O nome original de Pedro derivou do hebraico Simeão, resultando Simão, no grego (Atos. 15: 14; II Pedro 1: 1)... nasceu em Betsaida (João 1:44), situada às margens do lago da Galiléia. Durante o ministério de Jesus, Pedro morava em Cafarnaum (Mar. 1:21, 29).” – Lição da Escola Sabatina, nº 10, ano 96, pág. 3.

Pedro, em grego, quer dizer petros, isto é: pedacinho de pedra. Era o sobrenome de Simão, filho de Jonas, irmão de André. Pescador profissional da Galiléia (Mat. 4:18). Obstinação e covardia se mesclavam momentaneamente em seu caráter. Era impulsivo e sempre a primeira pessoa a falar. Foi o único que pediu a Cristo para andar sobre as águas. (Mat. 14:28). Foi uma das colunas basilares da Igreja Apostólica. Figurava em primeiro lugar na relação feita pelos evangelistas (Mat. 10:2-4. Mar. 3:16-19. Luc. 6:13-16). O cantar do galo despertou sua fé.

Os mais criteriosos teólogos negam que Pedro tenha vivido 25 anos em Roma e que tenha lá estabelecido qualquer episcopado. Todavia é provável, admitem, que ele tenha passado seus últimos dias lá sofrendo o martírio através de Nero, Imperador Romano.

Quando Cristo estava formando Seu ministério, chamou também a Pedro:

João 1:41-42

“Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse- lhe: Achamos o Messias (que traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse-lhe: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Mais tarde ocorreu a célebre declaração de Pedro, argüido pelo Mestre:

Mateus 16:15-19

“Disse-lhe Ele: E vós, quem dizeis que Eu sou: E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu És o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas (filho de Jonas), porque to não revelou a carne e o sangue, mas Meu Pai que está nos Céus. Pois também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que for desligado na Terra será desligado nos Céus.”

Seria Pedro “esta pedra”? A Pedra que os profetas exaltaram e sobre a qual Jesus estabeleceria Sua igreja? Ouça o que dizem os teólogos:

“Talvez a melhor evidência de que Cristo não apontou a Pedro como a ‘pedra’ sobre a qual edificaria Sua igreja seja o fato de que nenhum dos que ouviram esta afirmação de Cristo, nem o próprio Pedro assim entendeu Suas palavras, nem durante o tempo em que Cristo esteve na Terra nem posteriormente. Houvesse Cristo feito a Pedro chefe entre os discípulos, depois disto eles não se veriam envolvidos em discussões sobre qual deles seria considerado o maior.” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 1, pág. 431.

Volvamo-nos ao Antigo Testamento:

Salmo 118:22

“A Pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.”

A pedra angular determinava o esquema e o formato do edifício. Por ocasião da construção do Templo de Salomão, onde foram empregadas 183.300 pessoas durante 46 anos (João 2:20), trouxeram uma pedra enorme para ser empregada na fundação do prédio. Os construtores não acharam lugar para ela e não queriam usá-la. Exposta ao Sol, chuva, ar e tempestade, não apresentou sequer uma fenda. Os construtores submeteram-na à forte prova de pressão; como resistiu decidiram utilizá-la. Colocaram-na no lugar que lhe era designado e viram que se ajustava tão perfeitamente como uma luva. Posteriormente Deus revelou em visão a Isaías que esta Rocha era um símbolo de Cristo. A Escritura confirma:

Isaías 28:16 – “...uma Pedra, uma Pedra provada, Pedra preciosa de esquina...”

Isaías 8:14 – “Então Ele... Pedra de tropeço, e de Rocha de escândalo...”

Mat. 21:42 – “...a Pedra... rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo...”

Atos 4:11 – “Ele é a Pedra ... rejeitada..... posta por cabeça de esquina...”

Rom. 9:33 – “...Sião uma Pedra de tropeço, e uma Rocha de escândalo...”

(Os judeus achavam um escândalo o Messias morrer na cruz, já que O esperavam para sentar-Se no trono de Davi e dominar o mundo).

Efésios 2:20; 11:22; 5:23

“...Jesus Cristo é a principal Pedra de esquina... cabeça da igreja”.

EM TODA A BÍBLIA JESUS CRISTO É A PEDRA, A ROCHA ETERNA.

Números 20:11 –“...Moisés levantou a mão, e feriu a Rocha duas vezes...”

I Coríntios 10:4 –“E beberam... da Pedra espiritual... e a Pedra era Cristo.”

Deut. 32:4 –“Ele (Jesus) é a Rocha, cuja obra é perfeita...”

Salmo 18:2 –“O Senhor é a minha Rocha...”

Salmo 19:14 –“...Senhor, Rocha minha e libertador meu!”

Salmo 28:1 –“A Ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha...”

Salmo 89:26 –“... a Rocha da minha salvação.”

Salmo 95:1 –“...a Rocha da nossa salvação.”

Salmo 144:1 –“Bendito seja o Senhor, minha Rocha...”

A PEDRA É CRISTO, O PRÓPRIO PEDRO CONFIRMA:

I Pedro 2:4

“...E chegando-vos para Ele (Jesus) – Pedra viva...”

I Pedro 2:7-8

“Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a Pedra principal de esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a Pedra que os edificadores reprovaram essa foi a principal da esquina. É uma Pedra de tropeço e Rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra...”

PAULO, DEFINE A QUESTÃO COM ESTAS PALAVRAS INCISIVAS:

I Coríntios 3:11 – “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”

JESUS CRISTO É A PEDRA, ELE AFIRMOU:

Mateus 21:43-44 – “ ... E quem cair sobre esta Pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”



SE PEDRO FOSSE O PAPA...

• Os discípulos não brigariam pela primeira posição entre si (Mat. 23: 8,10; Luc. 9: 46; 22: 24-30).

• Não seria o apóstolo da Circuncisão (Gál. 2: 8).

• Como ficaria seu casamento? (Mat. 8: 14. Mar. 1: 30. Luc. 4: 38).

• Não levaria sua esposa em suas viagens missionárias (I Cor. 9: 5).

• Não negaria a Jesus (Luc. 22: 57).

• Não mentiria ao ser identificado como apóstolo (Luc. 22: 58).

• Não disfarçaria diante da verdade (Luc. 22: 60).

• Enviaria outros apóstolos para Samaria ao invés de ser enviado (Atos 8: 14).

• Não se justificaria perante a igreja, por haver batizado Cornélio (Atos 11:1-11).

• O primeiro Concílio Cristão, ocorrido no ano 52 d.C., seria presidido por ele e não por Tiago (Atos 15: 13,19).

• A Carta Oficial deste Concílio seria assinada por ele e não foi (Atos 15: 22-23).

• Paulo não o repreenderia publicamente, sendo “infalível” (Gál. 2:11-14).

• Estaria na primeira posição e não na segunda, como coluna da igreja (Gál. 2: 9).

• Jesus não repreenderia os discípulos dizendo que quem “quiser ser o primeiro seja vosso servo” (Mat. 20: 20-28).

• Jesus não diria que quem “quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Mar. 9: 35).

• Jesus não diria que entre eles quem “quiser ser grande, será vosso serviçal” (Mar. 10: 35-45).

• Jesus não diria que “aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande” (Luc. 9: 48).

• Jesus não diria isso: “Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve” (Luc. 22: 26).

ÚLTIMO DETALHE

I Pedro 5:13

“A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda...”

“Os comentaristas em geral, admitem que, com essa expressão, ele se refere a Roma, e não ao insignificante lugarejo que era tudo quanto restava de Babilônia literal...” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 113.

Pedro, sem dúvida, fez um paralelo entre o primeiro e o último Impérios Mundiais. A antiga Babilônia de Nabucodonosor, foi, nos dias de sua glória, um centro de crueldade organizada. Roma, por sua vez, nos dias de Pedro, era uma cópia daquela impiedade babilônica.

Roma, nesta ocasião, “estava se tornando a opressora do novo Israel”. Nada mais lógico, então, a conotação de Pedro.

E AS CHAVES? – QUE SERIAM?

O consagrado pastor Pedro Apolinário, responde:

“Se as chaves são usadas para abrir e fechar, a figura indica que as chaves do Reino dos Céus, servem para abrir e fechar o Reino dos Céus.

“O abrir e fechar é expresso no texto por ligar e desligar ou desatar.

“As chaves, que abrem e fecham a casa de Deus, ligam os homens à igreja, ou dela desligam, são os princípios do evangelho, as condições da salvação, aceitas ou rejeitadas pelos homens. Pedro abriu, com a chave da Palavra de Deus, as portas do Reino dos Céus a três mil pessoas que se converteram (Atos 2: 14-47). Este privilégio não foi apenas concedido a Pedro, mas a todos os discípulos. São Mateus 18: 18.” – Estudos de Passagens com Problemas de Interpretação, págs. 150-151, grifos meus.

Se você faz parte da Comissão de sua igreja, então está inserido neste contexto. Também você, em assembléia, após a leitura da ATA, ao dar o seu voto para receber um batizando ou excluir um membro da igreja, está exercendo esta orientação de Jesus.

OBSERVAÇÃO:

Pedro (grego petros) significa pedra pequena. Grego (petra) significa rocha grande e imóvel. Você não acha que uma pedra pequena é imprópria para a construção da Igreja de Deus? Claro! Jesus fez um trocadilho, referindo-Se a Si mesmo como a Rocha (I. Cor. 3:11;10:4).

PARA CONCLUIR, RESPONDA CONSIGO MESMO:

• Se você ofende a Mário, e pede perdão a “Joaquim”; está correto?

• Se você peca contra Deus, deve pedir perdão a “Antônio” ou a Deus?
------------------------------------------------------------------------

Do livro assim diz o Senhor de Lourenço Gonzalez
CAPÍTULO 3 – PEDRO, PAPA?







domingo, 15 de maio de 2011

Outro espírito

Outro espírito


Gosto de observar gente equilibrada. Pessoas que têm profundidade e se distinguem por sua fidelidade, produzindo espírito de união e harmonia por onde passam. Desse modo, refletem o caráter de Cristo. Afinal, o amor e a unidade são as maiores demonstrações do cristianismo verdadeiro e concretizam o sonho de Deus para Sua igreja (Mt 25 e Jo 17)
Gosto de olhar para Calebe, que, em um momento de divisão, pessimismo, falta de fé e crítica, ficou ao lado de seu líder e da vontade expressa de Deus. Sobre ele, Deus diz: “Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar na terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (Nm 14:24). Quando a maioria tinha espírito de agitação, ele demonstrou espírito de paz, equilíbrio e confiança na liderança de Deus sobre Seu povo. Ele teve “outro espírito”.
O resultado desse espírito diferente deu às famílias de Calebe e Josué o privilégio de herdar a terra prometida. Observe que em Números 13 está a lista dos doze príncipes que foram espiar a terra. Destes, dez não são lembrados. Foram esquecidos pela história. Não há lugar para os críticos, pessimistas, independentes e agitadores nos registros do povo de Deus. Por outro lado, Josué se tornou líder do povo e Calebe, um conquistador vitorioso e destemido. Deus está ao lado dos que têm “outro espírito”.
Hoje, a igreja precisa de pessoas dotadas do espírito de Calebe. Pessoas equilibradas, que são fiéis à verdade, pessoas que unem, agregam e geram harmonia. Que expressam suas opiniões, sempre pensando no bem coletivo. Que atuam pensando no crescimento do corpo de Cristo e não em seus interesses ou visão pessoal. Precisamos de membros, líderes, pastores e missionários voluntários que defendam a verdade com amor. Que preguem a Palavra, que estejam mais preocupados em salvar do que polemizar ou discutir. Pessoas que tenham “outro espírito”, que não se misturem com agitação, crítica nem divisão, mas que avancem com equilíbrio, lealdade, fidelidade e consagração.
Este é o momento da história em que mais precisamos de unidade e equilíbrio dentro de nossas fileiras, pois a chuva serôdia só será derramada sobre uma igreja assim: não dividida em movimentos aqui, críticos ali, independentes acolá. Para a conclusão da obra, Deus não está chamando críticos nem independentes, mas colaboradores e membros de um mesmo corpo. Gente que tem “outro espírito”.
Você já observou que um dos nomes mais comuns e fortes dados ao Espírito Santo é Consolador (Jo 14:16)? Ele é Aquele que une, acalma, demonstra amor, anda a segunda milha e conforta. Já Satanás é chamado, entre outros nomes, de acusador (Ap 12:10). Aliás, essa é uma das suas principais funções; por isso, esse nome o retrata muito bem. Nossas atitudes sempre demonstram qual desses poderes controla nossa vida.
Algumas pessoas confundem as coisas, agem como acusadores e dizem ser usadas pelo Consolador. Gente que usa diferentes recursos, reais ou virtuais. Esses aparecem em nossas igrejas, muitas vezes acusando pessoas; outras querendo levar os membros a um reavivamento, dizendo resgatar uma mensagem histórica ou acusando a igreja de estar apostatada. Normalmente, a fórmula é a mesma: aparência de piedade, crítica à igreja, sua liderança e sua mensagem; discurso unilateral, falando de um ou dois pontos doutrinários de forma insistente ou semeando dúvida na mente dos ouvintes.
Essas situações não são novas. Já existiram na vida da igreja cristã primitiva e também na jornada da igreja remanescente. Qual foi o resultado? Crises, agitação, divisão, dor e apostasia. Isso vem do Consolador? Reflete o espírito de Calebe? O fato é que esses movimentos ficaram pelo caminho, seus lideres desapareceram e abandonaram seus seguidores. Muitos deles nunca mais conseguiram se refazer espiritualmente. A igreja de Deus, porém, segue avançando firme. “Frágil e defeituosa”, mas mantida pelo Senhor. Ele mesmo nos preparou para isso, quando disse: “Velhas controvérsias serão reavivadas, e novas teorias surgirão continuamente” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 109). “Falsas teorias, revestidas de trajes de luz, serão apresentadas ao povo de Deus. Assim Satanás procurará enganar, se possível, até os escolhidos” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 271).
A igreja necessita do envolvimento de todos, de forma consagrada e equilibrada, para vencer os grandes desafios que temos no cumprimento da missão. O evangelho do reino precisa ser pregado para que Cristo volte (Mt 24:14) e precisamos de unidade para isso. Não de ações ou movimentos independentes, dissidentes e críticos. “Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 61).
O que fazer diante de pessoas ou movimentos assim? Ter “outro espírito”, à semelhança de Calebe, e permanecer fiel, não importando a pressão nem a sedução. Não abrir espaço nem gastar tempo com essas questões. Elas consomem o tempo e esgotam as energias da igreja. Vamos nos aprofundar na verdade. Por outro lado, precisamos orar pelas pessoas que acabaram sendo envolvidas nesses movimentos. Sua atitude indica que elas precisam urgentemente da presença de Deus, por mais que pareçam piedosas. Na verdade, “a razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 259).

Pr.Erton Köhler

Presidente da Igreja Adventista na América do Sul

Fonte: Revista Adventista de maio 2011



Postagens de Destaque