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quarta-feira, 4 de março de 2015

Resposta a uma leitora do Blog, sobre o alimento, Carne

Resposta a uma leitora do Blog

 Recebi, de uma leitora do Blog do Blog do Pastor Manoel Barbosa, uma cartinha, procurando tirar dúvidas quanto a uma matéria publicada, dias antes, neste Blog, cujo titulo da matéria é: "É pecado Comer carne?A pergunta não tinha como objetivo questionar, ou criara polêmicas, mas ter melhor esclarecimento, pois a matéria parece contradizer tudo o que Ellen White escreveu sobre Reforma Alimentar.

Respondi suas dúvidas e agora publico aqui a resposta que lhe enviei, para que, caso alguem tenha ficado com as mesmas dúvidas, possa ficar esclarecido


Querida Leitora, A resposta é esta: Temos que parar de comer carne e pronto.
O contexto da publicação do artigo, o motivo, é que andou por aqui, alguns elementos, dissidentes do adventismo, desses que são contra o Espírito Santo, espalhando que a igreja está apostatada, por que permite o consumo de carne. Esse é  o motivo da publicação do artigo e enviei uma cópia aos irmãos que estava em dúvida.
Quanto a irmã White, ela não era fanática e nem fechou o céu a quem comia carne. Deixou bem claro que carne não é prova de comunhão,  e até, em  caso de doenças, e acredito que foi em caso de muita necessidade, ele serviu carne a uns doentes. foi ela quem fez isto, ela errou?... não sei. Acredito que não
Outras vezes, e mais uma vez, eu creio,  em extrema necessidade, foi obrigada a comer carne, mas disse que estava temerosa de voltar a fazer isto.
Resumindo, devemos ter equilíbrio. A regra é não comer carne, este é o regime ideal, mas se por acaso, vier a comer um pedaço de carne, não se sentir culpado, perdido, ou apostatado por que comeu. Carne é fator de saúde, não de salvação.

Quanto ao tempo que vivemos, período da purificação do santuário, é similar ao período da purificação do santuário terrestre. Naquele tempo, o povo jejuava não era só um jejum de alimentação sem carne, era jejum completo sem alimento nenhum.
O argumento que alguns usam que estão jejuando quando param de comer carne, é sem fundamento. Até por que depois que passava o dia da expiação, voltavam a comer carne, voltaremos a comer carne depois desse período, quando terminar a purificação do santuário celestial?  Claro que não!.

Portanto, devemos ser equilibrados quanto a este tema. como disse você "nada de extremos" e eu não quero, nem devo, defender o consumo de carne. Não é este meu objetivo.
Só não quero é ver minha igreja atacada por elementos divisionistas, que se aproveitam desse tema para afastar os irmãos da igreja.
Por isto escrevi a matéria, para mostra que nem Ellen White, nem Jesus, nem mesmo Deus, condenou as pessoas por comer carne.
1. Deus disse: "Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento". Gen. 2  Este é o alimento ideal
2. Disse ainda: Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece.Rom. 14
3. 
Mas disse também: Todavia, conforme todo o teu desejo, poderás degolar, e comer carne dentro das tuas portas, segundo a bênção do Senhor teu Deus que ele te houver dado; tanto o imundo como o limpo comerão dela, como da gazela e do veado; Deut. 12: 15  

E orientou: não coma sangue nem nada imundo.
Deus se contradisse? também acredito que não.
4. Deus muda? Não. Lógico que não. Quando ele permitiu que se comesse carne, e teve o cuidado de separar o menos mal, do pior, ele estava dando um exemplo de amor aos seus filhos, permitindo que comessem em caso de necessidade estes alimentos que mesmo não sendo os melhores alimentam assim mesmo. refiro-me à carne e derivados
5. Não devemos abusar dessa bondade e agir como se nosso corpo fosse de ferro, e comer tudo que nos é prejudicial. Por isto devemos comer frutas, cereais, nozes e verduras que é o que há de melhor na natureza. Ou seja, devemos ser vegetarianos.
6. Por outro ladonão devemos condenar os outros por que comem alimentos, que mesmo sendo prejudicial a saúde, foram permitidos por Deus.Nem sair da igreja por isto. Afinal, se a igreja não disciplina as pessoas por que comem carne, não as obriga comer.
7. Mas do que nunca a igreja adventista, hoje, está empenhada em promover a reforma de saúde. sabemos que será uma tarefa árdua, pois muitos estão tão acostumados com carne,  que provavelmente, resistirão. Mas em breve sonhamos em ver todo adventista, ou pelo menos, a esmagadora maioria, vivendo o regime original dado por Deus.
Reforma de saúde com equilíbrio. Como ensinou Paulo: "Quem come não condenar quem não come", e vice versa.
Mas de preferência que ninguém coma.

Ore por isto

A Atuação do Espírito de Pentecostes até Hoje


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Billy Graham 

A Atuação do Espírito de Pentecostes até Hoje

Em Atos Lucas relata a ascensão de Jesus ao céu (Atos 1:9-11). No capítulo 2 ele destaca a descida do Espírito Santo à terra (Atos 2:1-4). Jesus tinha dito: "Se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá para vós outros; se, porém eu for, eu vo-lo enviarei" (João 16:7). Foi em cumprimento desta promessa que Pedro disse a respeito do Cristo glorificado: "Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2:33).
Há muitos anos um famoso explorador do Ártico partiu com uma expedição para o Polo Norte. Depois de caminhar dois anos por aquela região desolada ele escreveu uma curta mensagem, amarrou-a no pé de um pombo-correio, e preparou-se para soltá-lo, para que fizesse a longa viagem de mais de três mil quilômetros até a Noruega. O explorador olhou para a solidão ao Seu redor. Nenhum ser vivo, até onde seus olhos podiam alcançar. Nada além de gelo, neve e um frio incrível. Segurou a ave trêmula em suas mãos por alguns instantes e depois soltou-a na atmosfera gelada. O pombo deu três voltas, e depois partiu em direção ao Sul, sobrevoando centenas de quilômetros de gelo e mar, até descer junto à esposa do explorador. Com a chegada do pombo-correio, esta sabia que estava tudo bem com seu marido na longa noite do Ártico.
Da mesma forma a vinda do Espírito Santo, a Pomba Celeste, provou aos discípulos que Cristo tinha entrado no santuário celestial. Tinha se assentado à direita de Deus Pai, porque Sua obra redentora estava concluída. A chegada do Espírito Santo cumpriu a promessa que Cristo tinha feito; também testemunhou que a justiça de Deus tinha sido feita. Tinha-se iniciado a era do Espírito Santo, que não podia começar antes que Cristo fosse glorificado.
Sem dúvida a vinda do Espírito Santo em Pentecostes marcou uma mudança crucial na maneira de Deus se relacionar com a raça humana. É um dos cinco acontecimentos passados, todos eles componentes básicos do evangelho cristão: a encarnação, a redenção, a ressurreição, a ascensão e Pentecostes. O sexto componente ainda está para ser realizado: a Segunda Vinda de Jesus.
O primeiro acontecimento básico, a encarnação, marcou a entrada redentora de Deus na vida humana, como verdadeiro homem. O segundo acontecimento foi a maneira de Deus permanecer justo e mesmo assim justificar homens culpados – a redenção. O terceiro, a ressurreição, demonstrou que os três grandes inimigos do ser humano – a morte, Satanás e o inferno tinham recebido o golpe de misericórdia. O quarto – a ascensão – mostrou que o Pai tinha aceito a obra redentora do Filho, e que as exigências da Sua justiça tinham sido cumpridas. O quinto evento, o Pentecostes, nos assegura que o Espírito de Deus veio para realizar Seus propósitos no mundo, na Igreja e no crente individual!
O calendário judaico estava orientado em diversas festas durante o ano. As três mais importantes eram as em que todos do sexo masculino deveriam comparecer perante o Senhor (Deut. 16:16). Estas três festas eram a Páscoa, o Festa dos Tabernáculos e Pentecostes.
"A Festa da Páscoa" comemorava o dia em que os israelitas foram libertados milagrosamente de um longo período de escravidão no Egito. Depois de matarem um cordeiro "sem defeito" (Êxodo 12:5) os israelitas passaram o sangue nas portas de todas as suas casas, e assaram e comeram os cordeiros. O sangue do cordeiro livrou-os do julgamento de Deus. A páscoa do Antigo Testamento teve Seu cumprimento final na marte de Cristo no Calvário, "pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (1 Cor. 5:7). O livro aos Hebreus nos ensina que devido a isto não há mais necessidade de sacrificar o sangue de novilhos e bodes. Jesus Cristo, de uma vez por todas, ofereceu a Si mesmo pela salvação de todos os homens, derramando Seu sangue.
"A Festa dos Tabernáculos" (a palavra que nós usaríamos hoje seria "cabana" ou "tenda") lembrava Israel dos dias do êxodo do Egito, quando as pessoas não viviam em casas mas em cabanas feitas de ramos de árvores. A festa era celebrada depois da colheita, por isso é chamada de "Festa da Colheita" em Êxodo 23:16. Talvez a comemoração da libertação do Egito tenha sido cumprida na libertação e bênção muito mais ampla que veio com a redenção em Cristo. João 7:38 sugere que a vinda do Espírito Santo mata mais a sede que a água no deserto e a chuva necessária para a colheita.
Pentecostes ficou conhecida como "A Festa das Semanas", porque era comemorada no dia seguinte ao sétimo sábado depois da Páscoa – uma semana de semanas. Como isto perfaz 50 dias, o nome passou a ser "Pentecostes", a palavra grega para "qüinquagésimo". A Festa de Pentecostes era celebrada no início da colheita; em Números 28:26 é chamada de "dia das primícias (primeiros frutos)". E é verdade que o dia de Pentecostes, quando veio o Espírito Santo, no Novo Testamento, foi um dia de "primeiros frutos" o início da colheita de Deus neste mundo, que será completada quando Cristo vier de novo. Pentecostes no Novo Testamento marcou o início da presente era do Espírito santo. Os crentes estão sob Sua direção assim como os discípulos eram guiados por Jesus. Jesus ainda exerce Seu senhorio sobre nós do céu, mas como Ele não pode estar conosco fisicamente, Ele transmite Suas instruções através do Espírito Santo, que faz Cristo ser uma realidade em nós. Desde Pentecostes o Espírito Santo é o elo de ligação entre a primeira e a Segunda Vinda de Jesus. Ele aplica a obra de Jesus Cristo aos homens da nossa época, como veremos nas próximas páginas.
Pouco depois de me tornar cristão, quando comecei a pesquisar sobre o Espírito Santo, uma das primeiras perguntas que eu me fiz foi esta: Por que o Espírito Santo teve de vir? Não demorei a achar a resposta. Ele veio porque tinha uma obra a fazer no mundo, na Igreja e no cristão individual, como descobriremos juntos agora.

A Presente Obra do Espírito Santo no Mundo

A obra do Espírito no mundo é dupla. Em primeiro lugar, Ele veio para convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:7-11). A Bíblia ensina, todos nós sabemos isto de experiência própria, que todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus (Rom. 3:23, BLH). Um pecador não pode herdar a vida eterna. Todos que nasceram neste mundo revivem a queda de Adão. Todos nascem com a semente do pecado dentro de si, e ao chegarem à idade responsável não tardam a ser culpados de multidão de pecados. Há diferença entre pecado e pecados. O pecado é a raiz, os pecados são os frutos.
Pode ser que alguém não esteja consciente de que seu maior problema é o pecado, ou que o pecado o separou da comunhão com Deus. Por isso é tarefa do Espírito Santo perturbá-lo e convencê-lo do seu pecado. Ele não pode experimentar a salvação sem que isto aconteça. Nas concentrações das nossas cruzadas eu tenho visto pessoas erguerem seu punho para mim enquanto eu pregava. Eles não estavam hostilizando a mim, tenho certeza, mas o Espírito Santo os tinha convencido. Muitas vezes estas pessoas depois vêm para aceitar a Cristo.
O Espírito Santo não só convence de pecado, Ele convence as pessoas também que Jesus é a justiça de Deus. Ele mostra aos pecadores que Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e que ninguém vem ao Pai a não ser por Ele.
O Espírito Santo também convence o mundo do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado, e todos os que recusarem a oferta de vida eterna que Deus faz também serão julgados. Quando o apóstolo Paulo falando do que Cristo tinha feita em sua vida, diante de Agripa, disse que na estrada para Damasco, na hora da sua conversão, Deus lhe tinha revelado o tipo do seu ministério. Seria entre os gentios, para "lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados..." (Atos 26:18, IBB).
No momento em que Jesus Cristo morreu na cruz Satanás sofreu uma derrota catastrófica. Pode ser que a derrota não seja evidente, quando lemos os jornais e ligamos a televisão, mas Satanás é um inimigo vencido em princípio. Ele ainda arrisca sua guerra de pecado, mas sua destruição total e afastamento da terra estão próximos. Até lá ele vai intensificar suas atividades. Cristãos em todo o mundo podem notar que há novos demônios agindo. Perversões, permissividade, violência e centenas de outras tendências sinistras se manifestam em todo o mundo com uma intensidade que houve provavelmente só nos dias de Noé. O Espírito santo veio para nas mostrar estas coisas, porque Ele tem muito a ver com as profecias bíblicas, como veremos mais tarde.
O ministério do Espírito Santo no mundo não se limita a convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. Seu segundo objetivo no mundo é impedir o crescimento da iniqüidade, ou seja, engajar-se no ministério de preservação. O apóstolo Paulo disse: "Com efeito o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém" (2 Tess. 2:7). A Escritura deixa claro que este planeta já seria literalmente um inferno na terra se a Espírito Santo não estivesse presente no mundo. O mundo descrente mal sabe o quanto deve ao poder controlador do Espírito Santo.
Conversei recentemente com diversos teólogos, na Europa e nos EUA, que são da opinião de que o Espírito Santo está sendo retirado lentamente do mundo, à medida que entramos no que pode ser os momentos culminantes do fim desta época. Quando tiver ido totalmente "o diabo estará à solta". Haverá guerras, violência, revoluções, perversões, ódio, medo – no mundo hoje em dia temos só uma amostra do que vai acontecer. A raça humana se encontrará num inferno que ela mesma criou. Livre do que o detém o Espírito Santo – o Anticristo reinará com poderes supremos por um curta período de tempo, até ser esmagado pela vinda do Senhor Jesus Cristo com Seus exércitos!
O Espírito Santo também age através do povo de Deus, que é chamado por Jesus no sermão do Monte de sal da terra e luz do mundo (Mat. 5:13,14). Estas figuras cabem muito bem, porque o sal e a luz da forças que agem em silêncio, discretamente, mas com grande eficiência. O sal e a luz falam da influência para o bem que os cristãos podem exercer na sociedade. Nós que somos crentes às vezes temos dificuldade para compreender que influência nós, uma minoria, divididos e às vezes desobedientes, podemos ter. Mas pelo poder do Espírito nós podemos reter o mal e fazer o bem! 
Aplicando mais estas metáforas, sabemos que o sal e a luz são essenciais em casa: a luz dissipa a escuridão, e o sal conserva os alimentos. A Bíblia nos diz que o mundo estará cada vez mais em trevas, quanto mais perto do fim. O mundo não tem luz própria – e está em acelerado processo de decadência. Jesus nos ensinou que nós, Seus seguidores, poucos e fracos, somos o sal que pode retardar o processo de declínio. Cristãos ativos no mundo são a única verdadeira luz espiritual no meio de grande escuridão espiritual. Se estudarmos os profetas do Antigo Testamento, descobriremos que uma parte do julgamento dos condenados é a destruição dos justos.
Isto coloca uma responsabilidade enorme sobre os nossos ombros. O mundo só vê urna luz brilhando quando olha para as nossas boas obras. O mundo só nota o sal quando sente a nossa presença moral. Foi por causa disto que Jesus advertiu sobre o sal que perde o seu sabor e a luz que fica obscura. Ele disse: "Brilhe a vossa luz" (Mat. 5:16). Se você e eu cumpríssemos fielmente o nosso papel, haveria uma revolução dramática mas pacifica no mundo, da noite para o dia. Os cristãos não estão sem poder. Temos à nossa disposição, através do Deus Espírito Santo, o ilimitado poder de Deus, já neste mundo.

A Atuação do Espírito Santo na Igreja

O Espírito Santo age não só no mundo, mas também na Igreja. Quando eu falo de Igreja, não estou falando da Igreja Presbiteriana, Batista, Metodista, Anglicana, Luterana, Pentecostal ou Católica, mas de todos os crentes. A palavra "Igreja" vem de uma palavra no grego que significa "os que foram reunidas".
A Igreja estava coberta de mistério no Antigo Testamento, mas mesmo assim Isaías proclamou: "Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como alicerce uma pedra, uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, de firme fundamento" (Isa. 28:16, IBB). O Novo Testamento diz que Cristo é este "firme fundamento" da Sua Igreja, e que todos os crentes são pequenas pedras edificadas formando o santo templo do Senhor (1 Pedro 2:51. Cristo também é a cabeça do Seu corpo, a Igreja universal. E é a cabeça de cada congregação de crentes local. Cada pessoa que se arrependeu de seu pecado e recebeu a Cristo como Salvador e Senhor faz parte deste corpo chamado de Igreja. Por isso a Igreja é mais que uma organização religiosa. É um corpo vivo, com Cristo como cabeça, vivo porque a vida de Cristo deu vida a todos que creram.


Do livro "O Espírito Santo" Pags 7 - 13


Junto à luz do céu

Junto à luz do céu, 4 de Março 

Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. 2 Coríntios 4:6. 

Tomaram-se providências para que a comunicação entre o Céu e nossa vida fosse livre e aberta. Pode o finito homem colocar-se em lugar onde raios de luz e glória do trono de Deus lhe serão concedidos em abundância. A luz do conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Jesus Cristo, pode brilhar sobre ele. Pode ele colocar-se em lugar onde dele se poderá dizer: “Vós sois a luz do mundo.” Mateus 5:14. Não fosse a comunicação entre Céu e Terra, não haveria luz no mundo. Como Sodoma e Gomorra, todos os homens pereceriam sob o justo juízo de Deus. Mas o mundo não é deixado em trevas. A longânima misericórdia de Deus é ainda oferecida aos filhos dos homens, e é desígnio divino que os raios de luz que procedem do trono de Deus sejam refletidos pelos filhos da luz. ... É privilégio nosso ter a luz do Céu a brilhar sobre nós. Foi assim que Enoque andou com Deus. Não foi mais fácil, para Enoque, viver vida de justiça, do que o é para nós, presentemente. O mundo dos seus dias não era mais favorável ao crescimento na graça e santidade do que é hoje. Foi pela oração e comunhão com Deus que Enoque foi habilitado [69] a escapar da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Vivemos em meio aos perigos dos últimos dias, e temos de receber nossa força da mesma Fonte. Temos de andar com Deus. Requer-se de nós a separação do mundo, pois não podemos conservar-nos livres de sua poluição a menos que sigamos o exemplo do fiel Enoque. ... Os que professam a religião de Cristo devem compreender a responsabilidade que sobre eles repousa. Devem capacitar-se de que esta é uma obra individual, um individual pregar a Cristo. Se cada  um isso reconhecesse, e se lançasse ao trabalho, seríamos fortes como um exército com bandeiras. A Pomba celestial, voaria sobre nós. A luz da glória de Deus não seria excluída de nós mais do que o foi do dedicado Enoque. — The Review and Herald, 9 de Janeiro de 1900.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais - MM 1967 Pag. 146

terça-feira, 3 de março de 2015

História dos profetas bíblicos chega à linguagem jovem

História dos profetas bíblicos chega à linguagem jovem

Livro para jovens e adolescentes é adaptação do clássico Patriarcas e Profetas, de Ellen White
Livro para jovens e adolescentes é adaptação do clássico Patriarcas e Profetas, de Ellen White
Tatuí, SP … [ASN] As estatísticas mostram que o mercado de livros infanto-juvenis cresce. De acordo com pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), a venda de títulos para crianças representou 46,9% do faturamento das editoras, crediaristas e atacadistas em 2013. No Brasil, estima-se que hoje existam pelo menos mil blogueiros dedicados a escrever sobre dicas de livros para adolescentes.
Para esse mercado em crescimento, o segmento religioso também despertou. Até para se contrapor a títulos que as igrejas consideram inadequados a esse público. Quem ingressa nessa área, com força, é a Casa Publicadora Brasileira (CPB), editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E com o livro Os Escolhidos, de Ellen White, um lançamento produzido em linguagem apropriada a jovens e, inclusive, com uma capa que lembra os sucessos da literatura infanto-juvenil hoje no mundo.
A editora Neila de Oliveira explica que o White Estate (órgão adventista responsável pelo cuidado do patrimônio literário da escritora e cofundadora da Igreja Ellen White) preparou o texto e a CPB traduziu ao português. “A proposta foi sair da linguagem do século 19 e trazer para o século 21 e alcançar um outro público. Não trocamos apenas palavras, mas atualizamos”, ressalta Neila.
O livro conta a história da narrativa da criação do mundo e apresenta detalhes da vida de personagens como Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés, Josué e analisa diferentes momentos relatados no Antigo Testamento, principalmente no período antes dos monarcas dos reinos de Judá e de Israel. É um verdadeiro passeio pela história bíblica antiga em uma apresentação moderna com diagramação que valoriza entretítulos e que estimula a leitura.
Neila acrescenta que Os Escolhidos é o primeiro de uma série de livros de uma coleção de outras adaptações de livros escritos por Ellen White e que abordam o período dos antigos reis hebreus, além das histórias de Jesus e do Seu ministério na Terra. A ideia é ter novos lançamentos anuais. Tudo com foco na garotada.
Leia também:
Expectativa e aprovação
Pedro Ebinger, de 12 anos, que mora em Brasília, ainda não leu o livro, mas está com boas expectativas, porque soube que vem com uma linguagem mais fácil de entender. Ele diz que gosta muito da história de Davi, “porque é incrível que um menino que era pastor de ovelhas tenha derrotado um gigante com muita habilidade”. Ele lê atualmente um livro sobre o conflito entre o bem e o mal adaptado para uma linguagem mais jovem e adolescente.
Já Bianca Reguin, que tem 16 anos e está participando de um Pequeno Grupo de estudo da Bíblia com adolescentes, está lendo e aprovando. Ela mora em Tatuí, interior de São Paulo, e afirma que “estou achando o livro demais! Estou amando cada mensagem, aprendendo coisas novas a cada capítulo, que eu nunca tinha imaginado. Obrigada por terem pensado nos adolescentes! Está sendo muito bom mesmo”.
Graciela de Hein, líder do Ministério da Criança e do Adolescente da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, vibra com o lançamento e acrescenta que essa é uma importantíssima contribuição para a formação de leitores jovens da Palavra de Deus, pois o livro motiva a curiosidade pelo livro sagrado do cristianismo.
Os Escolhidos tem 512 páginas, um tiragem inicial de cinco mil exemplares e o preço é de R$ 37,90 à venda inclusive pela Internet. [Equipe ASN, da Redação]

Fonte - http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/

A Atuação do Espírito de Belém até Pentecostes


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Billy Graham 

A Atuação do Espírito de Belém até Pentecostes

Durante o período de tempo abrangido pelos quatro evangelhos a atuação do Espírito Santo estava centralizada na pessoa de Jesus Cristo. O Homem-Deus foi concebido pelo Espírito (Lucas 1:35), batizado pelo Espírito (João 1:32, 33), guiado pelo Espírito (Lucas 4:1), ungido pelo Espírito (Lucas 4:18; Atos10:38), revestido com poder pelo Espírito (Mat. 12:27, 28). Ofereceu a Si mesmo como expiação pelo pecado, pelo Espírito (Heb. 9:14), foi ressuscitado pelo Espírito (Rom. 8:11) e deu mandamentos por intermédio do Espírito (Atos 1:2).
Sem sombra de dúvida uma das passagens bíblicas que inspiram mais admiração é a que relata o que o anjo disse a Maria: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lucas 1:35). Pessoas excessivamente céticas e outras com uma visão muito limitada da ciência zombarão em total descrença, mas o anjo desfez qualquer dúvida quando disse: "Porque para Deus nada é impossível" (Lucas1:37, BJ).
Para os cristãos qualquer sugestão de que Deus Espírito Santo não seria capaz de concretizar o nascimento virginal é absurda. Se crermos que Deus é Deus – e que Ele governa Seu universo – não há nada difícil demais para Seu poder ilimitado. E Deus sempre faz o que quer. Quando planejou o nascimento do Messias, fez um milagre. Pulou um degrau na seqüência fisiológica normal da concepção: nenhum ser humano masculino participou. A vida formada no ventre da virgem não era outra que a vida de Deus Filho encarnada em um corpo humano. O nascimento virginal foi um milagre tão extraordinário, que era óbvio que Deus estava operando a encarnação, e não o homem. Há hoje em dia alguns assim chamados teólogos que negam a encarnação – rejeitam a divindade de Jesus Cristo. Com isto estão muito perto de blasfemarem contra o Espírito Santo!
O Espírito Santo também estava agindo nos discípulos de Jesus antes do Pentecostes. Sabemos isto porque Jesus disse deles: "Ele (o Espírito Santo) habita convosco" (João 14:17). Jesus também disse a Nicodemos: "Quem não nascer da água e da Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). Logo depois repetiu: "Importa-vos nascer de nova" (João 3:7).
No entanto, a atuação do Espírito nos homens no tempo de Jesus era diferente da Sua atuação hoje. Em João 7:39 o apóstolo João nos diz das palavras de Jesus: "Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até este momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado."
A Bíblia não revela claramente qual era a diferença. Mas sabemos que a vinda do Espírito no dia de Pentecostes foi algo muito mais extasiante que qualquer outra experiência anterior que eles tinham tido. De qualquer forma, vimos que o Espírito Santo estava atuando de diversas maneiras no nascimento e na vida do nosso Senhor Jesus Cristo e nas vidas e no ministério dos Seus discípulos.

A Atuação do Espírito de Pentecostes até Hoje

Em Atos Lucas relata a ascensão de Jesus ao céu (Atos 1:9-11). No capítulo 2 ele destaca a descida do Espírito Santo à terra (Atos 2:1-4). Jesus tinha dito: "Se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá para vós outros; se, porém eu for, eu vo-lo enviarei" (João 16:7). Foi em cumprimento desta promessa que Pedro disse a respeito do Cristo glorificado: "Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2:33).
Há muitos anos um famoso explorador do Ártico partiu com uma expedição para o Polo Norte. Depois de caminhar dois anos por aquela região desolada ele escreveu uma curta mensagem, amarrou-a no pé de um pombo-correio, e preparou-se para soltá-lo, para que fizesse a longa viagem de mais de três mil quilômetros até a Noruega. O explorador olhou para a solidão ao Seu redor. Nenhum ser vivo, até onde seus olhos podiam alcançar. Nada além de gelo, neve e um frio incrível. Segurou a ave trêmula em suas mãos por alguns instantes e depois soltou-a na atmosfera gelada. O pombo deu três voltas, e depois partiu em direção ao Sul, sobrevoando centenas de quilômetros de gelo e mar, até descer junto à esposa do explorador. Com a chegada do pombo-correio, esta sabia que estava tudo bem com seu marido na longa noite do Ártico.
Da mesma forma a vinda do Espírito Santo, a Pomba Celeste, provou aos discípulos que Cristo tinha entrado no santuário celestial. Tinha se assentado à direita de Deus Pai, porque Sua obra redentora estava concluída. A chegada do Espírito Santo cumpriu a promessa que Cristo tinha feito; também testemunhou que a justiça de Deus tinha sido feita. Tinha-se iniciado a era do Espírito Santo, que não podia começar antes que Cristo fosse glorificado.
Sem dúvida a vinda do Espírito Santo em Pentecostes marcou uma mudança crucial na maneira de Deus se relacionar com a raça humana. É um dos cinco acontecimentos passados, todos eles componentes básicos do evangelho cristão: a encarnação, a redenção, a ressurreição, a ascensão e Pentecostes. O sexto componente ainda está para ser realizado: a Segunda Vinda de Jesus.
O primeiro acontecimento básico, a encarnação, marcou a entrada redentora de Deus na vida humana, como verdadeiro homem. O segundo acontecimento foi a maneira de Deus permanecer justo e mesmo assim justificar homens culpados – a redenção. O terceiro, a ressurreição, demonstrou que os três grandes inimigos do ser humano – a morte, Satanás e o inferno tinham recebido o golpe de misericórdia. O quarto – a ascensão – mostrou que o Pai tinha aceito a obra redentora do Filho, e que as exigências da Sua justiça tinham sido cumpridas. O quinto evento, o Pentecostes, nos assegura que o Espírito de Deus veio para realizar Seus propósitos no mundo, na Igreja e no crente individual!
O calendário judaico estava orientado em diversas festas durante o ano. As três mais importantes eram as em que todos do sexo masculino deveriam comparecer perante o Senhor (Deut. 16:16). Estas três festas eram a Páscoa, o Festa dos Tabernáculos e Pentecostes.
"A Festa da Páscoa" comemorava o dia em que os israelitas foram libertados milagrosamente de um longo período de escravidão no Egito. Depois de matarem um cordeiro "sem defeito" (Êxodo 12:5) os israelitas passaram o sangue nas portas de todas as suas casas, e assaram e comeram os cordeiros. O sangue do cordeiro livrou-os do julgamento de Deus. A páscoa do Antigo Testamento teve Seu cumprimento final na marte de Cristo no Calvário, "pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (1 Cor. 5:7). O livro aos Hebreus nos ensina que devido a isto não há mais necessidade de sacrificar o sangue de novilhos e bodes. Jesus Cristo, de uma vez por todas, ofereceu a Si mesmo pela salvação de todos os homens, derramando Seu sangue.
"A Festa dos Tabernáculos" (a palavra que nós usaríamos hoje seria "cabana" ou "tenda") lembrava Israel dos dias do êxodo do Egito, quando as pessoas não viviam em casas mas em cabanas feitas de ramos de árvores. A festa era celebrada depois da colheita, por isso é chamada de "Festa da Colheita" em Êxodo 23:16. Talvez a comemoração da libertação do Egito tenha sido cumprida na libertação e bênção muito mais ampla que veio com a redenção em Cristo. João 7:38 sugere que a vinda do Espírito Santo mata mais a sede que a água no deserto e a chuva necessária para a colheita.
Pentecostes ficou conhecida como "A Festa das Semanas", porque era comemorada no dia seguinte ao sétimo sábado depois da Páscoa – uma semana de semanas. Como isto perfaz 50 dias, o nome passou a ser "Pentecostes", a palavra grega para "qüinquagésimo". A Festa de Pentecostes era celebrada no início da colheita; em Números 28:26 é chamada de "dia das primícias (primeiros frutos)". E é verdade que o dia de Pentecostes, quando veio o Espírito Santo, no Novo Testamento, foi um dia de "primeiros frutos" o início da colheita de Deus neste mundo, que será completada quando Cristo vier de novo. Pentecostes no Novo Testamento marcou o início da presente era do Espírito santo. Os crentes estão sob Sua direção assim como os discípulos eram guiados por Jesus. Jesus ainda exerce Seu senhorio sobre nós do céu, mas como Ele não pode estar conosco fisicamente, Ele transmite Suas instruções através do Espírito Santo, que faz Cristo ser uma realidade em nós. Desde Pentecostes o Espírito Santo é o elo de ligação entre a primeira e a Segunda Vinda de Jesus. Ele aplica a obra de Jesus Cristo aos homens da nossa época, como veremos nas próximas páginas.

Pouco depois de me tornar cristão, quando comecei a pesquisar sobre o Espírito Santo, uma das primeiras perguntas que eu me fiz foi esta: Por que o Espírito Santo teve de vir? Não demorei a achar a resposta. Ele veio porque tinha uma obra a fazer no mundo, na Igreja e no cristão individual, como descobriremos juntos agora.

Billy Graham 
Do livro O Espírito Santo  Pags 7-10

A Atuação do Espírito Desde a Criação até Belém


Billy Graham 
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A Atuação do Espírito Desde a Criação até Belém

No capítulo anterior analisamos alguns versículos que mostram como o Espírito Santo estava atuando na criação. De acordo com Gênesis1:2, "a terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo". Logo em seguida lemos que "o Espírito de Deus pairava por sobre as águas".
Algumas versões trazem "mover-se", mas a palavra hebraica é "estar sobre", assim como uma galinha fica sobre seus ovos para chocá-los e trazer nova vida ao mundo; da mesma forma o Espírito Santo pairou sobre a criação original de Deus para encher seu vazio com as várias formas de vida, de onde resultou o relato de Gênesis 1 e 2. Assim, desde o princípio o Espírito Santo estava ativo na criação, junto com o Pai e o Filho.
Quando Deus "formou o homem do pó da terra" (Gên. 2:7), o Espírito Santo estava envolvido. Isto poremos concluir indiretamente de Jó 33:4: "O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida." Um jogo de palavras aqui mostra como o Espirito de Deus e a nossa respiração estão intimamente relacionados: "Espírito" e "sopro" no hebraico são a mesma palavra.
Também lemos em Gênesis 2:7 que o Senhor Deus "lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Embora a palavra "fôlego" não seja aqui a mesma que significa Espírito, é claro, de acordo com esta passagem, que o homem deve sua vida a Deus. E o sopro de Deus que "deu partida" no homem para sua peregrinação terrena foi de fato o Espírito Santo, como Jó 33:4 deixa claro.
O Salmo 104:30 nos leva um passo adiante na compreensão do papel do Espírito na criação. O Espírito não só colaborou na formação da terra e do primeiro ser humano, mas Ele é sempre o criador da vida. "Envias (Deus) o teu Espírito, eles são criados, e assim renovas a face da terra." Quem do os "eles" que o Espírito cria? Todo o Salmo o explica, mas nos versículos 18-26 vemos que estão incluídos cabras selvagens e coelhos do mato (V. 18, BLH), animais selvagens como leõezinhos (Vs. 20, 21), o homem (V. 23) e tudo que vive sobre a terra ou no mar (Vs. 24, 25).
No Antigo Testamento, uma mulher casada que não conseguia ter filhos, sabendo que quem dá a vida é o Espírito, ia ao tabernáculo ou ao templo. Lá, ou ela orava ou o sacerdote pedia a Deus que abrisse o seu ventre. Bem, uma mulher assim conhecia as realidades básicas da vida como nós também, mesmo não tendo um conhecimento científico do processo de gestação como nós hoje. Mesmo para nós ainda é um mistério da natureza que um espermatozóide possa penetrar num óvulo e iniciar urna nova vida. Esta é simplesmente urna maneira médica ou biológica para descrever o toque da mão de Deus na criação de uma nova vida.
Ana é urna ilustração clássica para isto. Ela foi para o tabernáculo para orar por um filho. O sumo sacerdote Eli a princípio pensou que ela estivesse bêbada, mas ela lhe disse que era uma mulher atribulada que tinha derramado seu coração diante do Senhor. Eli respondeu: "Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste" (I Sam. 1:17). Mais tarde ela deu à luz ao profeta Samuel. Apesar de o Espírito não ser mencionado na história, a nossa compreensão das suas funções, de acordo com o Salmo 104 (e Jó 33:4) nos mostra que cabia ao Espírito de Deus conceder vida.
O Salmo 104:30 diz mais do que isto, que devermos nossa criação ao Espírito. Ele também renova a face da terra. Deus alimento o que cria.
Os crentes do Antigo Testamento tinham a convicção, e com razão, de que Deus tinha algo a ver com plantação e colheita. Uma boa colheita era atribuída a Ele. "Fazes crescer a relva para os animais, e as plantas para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão" (Salmo 104.14). Em Deuteronômio 28 são relacionadas as condições para bênção ou maldição da terra prometida. Se Israel obedecesse a Deus, tinha a promessa: "Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra", e "o Senhor te dará abundância . . . no fruto do teu solo" (Deut. 28:4, 11). A Festa das Primícias que Israel comemorava reconhecia formalmente que Deus era responsável pela abundância. Hoje, curvando nossas cabeças à mesa para agradecer a Deus pelos alimentos, continuamos reconhecendo Deus como Aquele que nos sustenta.
Todavia, Deus abençoa e amaldiçoa, liberta e castiga. Diversas vezes o Antigo Testamento atribui a salvação de Israel ao Espírito de Deus. Ele agiu nas pessoas antes do dilúvio (Gên. 6:3). Eu creio que Ele está agindo nas pessoas hoje exatamente corno antes do dilúvio. Jesus disse: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem" (Lucas 17:26). As mesmas perversões doentias, a mesma decadência e corrupção moral predominam hoje em dia. O Espírito Santo está agindo poderosamente, mas a grande maioria da raça humana não quer ouvir.
Depois, de tempo em tempo o Espírito Santo tomou posse de diversas pessoas para libertar o povo de Deus. Por exemplo somente no livro de Juízes Ele veia sobre Otniel (Juí. 13:10), Gideão (16:34), Jefté (11:29) e Sansão (13:25).
Há no Antigo Testamento três expressões principais para a atuação do Espírito Santo nas pessoas:
1)  Ele vinha sobre alguém: "O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias (2 Crôn. 24:20).
2)  Ele repousava sobre alguém: "O Espírito repousou sobre eles" (Núm. 11:25).
3)  Ele enchia alguém: "Eu o enchi do Espírito de Deus" (Êxodo 31:3).
O Espírito não só usou juízes e profetas para libertar Israel, mas também reis. Estes eram ungidos com óleo, símbolo de que eles estavam sendo revestidos com o poder do Espírito Santo, como podemos ver na unção de Davi por Samuel, em 1 Sam. 16:13: ". . . daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apossou de Davi."
No versículo seguinte nos deparamos com uma afirmação solene. No livro de Juizes geralmente o Espírito Se retirava depois de a pessoa escolhida concluir a sua obra. Aqui vemos que Ele poria retirar-se também quando esta pessoa desobedecia. l Sam. 16:14 diz isto de Saul, e comparando Juízes 14:19 com 16:14 vemos que aconteceu a mesma coisa a Sansão. No uso de Davi, vemos até em suas orações como ele se preocupava com a retirada do Espírito: "Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito." (Salmo 51:11).
A grande libertação que Deus providenciou, é claro, não veio com um rei ungido por homens, mas com o Messias, título que significa "Ungido". Isaías escreveu profeticamente que o Messias diria: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu" (Isa. 61:1). Jesus, lendo esta passagem 800 anos depois na sinagoga, disse: "Hoje Se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (Lucas 4:21).
Nem sempre é fácil separar o papel do Pai, do Filho e do Espírito Santo no Antigo Testamento. Mas sabemos que Jesus apareceu de tempo em tempo em "teofanias", que são aparições do nosso Senhor antes da sua encarnação. Sabemos também que o nome de Deus no Antigo Testamento pode estar Se referindo a diferentes pessoas da Trindade.

Em resumo, vimos que o Espírito Santo estava agindo antes de o mundo começar. Depois Ele renovava e alimentava Sua criação. Estava ativo em todo o Antigo Testamento, tanto na natureza como no meio do Seu povo, guiando-o e libertando-o através de juízes, profetas, reis e outras pessoas. E falou daquele dia em que viria o Ungido. 

Força mediante a oração

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Vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Salmos 95:6. 

Cristo tornou bem claro aos discípulos que são necessários períodos especiais de devoção. A oração precedia e santificava todo ato de Seu ministério. ... Os períodos noturnos de oração que o Salvador passava na montanha ou no deserto eram necessários para prepará-Lo para as provas que O defrontariam nos dias seguintes. Sentia a necessidade de refrigerar e fortalecer a alma e o corpo, a fim de que pudesse vencer as tentações de Satanás; e os que se esforçam por viver a Sua vida sentirão essa mesma necessidade. ... Cristo Se comprometeu a ser nosso substituto e penhor, e Ele a ninguém negligencia. De Sua obediência vem, a nosso favor, um inesgotável fundo de obediência perfeita. No Céu os Seus méritos, Sua abnegação e sacrifício, são entesourados como incenso a ser oferecido com as orações do Seu povo. Ao subirem ao trono de Deus as sinceras e humildes orações do pecador, Cristo as relaciona com os méritos de Sua vida de obediência perfeita. Nossas orações tornam-se fragrantes por esse incenso. ... Lembrem-se todos de que os mistérios do reino de Deus não podem ser aprendidos mediante o raciocínio. A verdadeira fé, a oração verdadeira — quão fortes são! A oração do fariseu não teve nenhum valor, mas a do publicano foi ouvida nas cortes do alto, porque demonstrou grande confiança para apoderar-se da Onipotência. O próprio eu não dava ao publicano coisa alguma senão uma intuição de vergonha. Assim deve ocorrer com todos os [68] que buscam a Deus. A fé e a oração são os dois braços com que o necessitado suplicante abraça o Amor infinito. ... Falamos com Jesus ao seguir nosso caminho, e Ele diz: “Eu estou à tua mão direita.” Podemos andar em diária comunhão com Cristo. Quando desabafamos nosso desejo, pode ser inaudível a qualquer ouvido humano, mas essas palavras não podem morrer no silêncio, nem se podem perder, embora prossigam as nossas atividades. Coisa alguma pode sufocar o desejo do coração. Ele se ergue acima do barulho das ruas, acima do ruído da maquinaria, até às cortes celestes. É a Deus que falamos, e a oração é ouvida. Pedi, pois! “Pedi, e darse-vos-á.” Mateus 7:7. — The Review and Herald, 30 de Outubro de 1900

Ellen White
Nos Lugares Celestiais - MM 1967 Pag. 144

segunda-feira, 2 de março de 2015

QUANDO O ESPÍRITO SANTO VEIO

Billy Graham  

Escrevi este capítulo sentado na varanda da casa, porque o sol de verão estava quente. Minha esposa e eu estávamos comentando sobre o vento refrescante que surgiu quando começou a escurecer, Falamos principalmente do poder e do mistério do verão.
É interessante notar que na Escritura, tanta no hebraico como no grego, as línguas originais, a palavra usada para o Espírito também pode ser traduzida por "vento". De maneira semelhante, o Espírito Santo opera de diferentes maneiras em nossas vidas, e em épocas diferentes da história.
Eu já vi furacões em Texas e Oklahoma, e até no meu estado natal da Carolina do Norte, quando menino. Eu vi o poder do vento. Eu vi os freios do ar, que usam o vento, ou o ar, para fazer parar os enormes caminhões que descem pela rodovia. A mesma força pare erguer no ar um avião de dezenas metros de comprimento.
O diretor de uma pedreira de granito na Carolina do Norte disse: "Nós suprimos o granito para a prefeitura de Nova Iorque. Nós podemos erguer um bloco de granito de três metros de espessura a quase qualquer altura que precisemos para movê-lo. Nós usamos o ar para isto. Para nós isto é tão fácil como erguer uma folha de papel.
"O ar! O ar – este invólucro invisível em que vivemos e nos movemos, esta substância tão imaterial que podemos mover nossas mãos através dela como se ela não fosse real. Mas que poder! Imenso, terrível!"1
Vimos no capítulo anterior algo da natureza e da personalidade do Espírito Santo. Agora procuraremos ter uma visão da Sua obra distinta em cada grande época. Mas em primeiro lugar, para termos uma visão global, temos de ver como o Deus Triúno atua em cada época.
Neste intento, nos deparamos com elementos de mistério que dificultam uma compreensão plena à mente humana. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, ao mesmo tempo, têm funções diferentes, inerentes a cada um. Por exemplo, nem o Pai nem o Espírito Santo morreram na cruz da Calvário. Foi Deus Filho. Temos de entender estes fatos, especialmente quando pensamos nesta época e como Deus age hoje.

Estudando a Bíblia, constatarmos que o Antigo Testamento enfatiza principalmente a atuação de Deus Pai. Os evangelhos enfatizam a obra de Deus Filho. E do dia de Pentecostes até hoje a ênfase é na atuação de Deus Espírito Santo. Ao mesmo tempo a Bíblia nos diz que Deus Espírito Santo já agiu desde o principio, e através de toda a História. Por isso iniciaremos nosso estudo da obra do Espírito Santo examinando rapidamente sua atividade nas épocas antes de Pentecostes, antes de nos concentrarmos no Seu ministério singular daquele dia em diante.
do Livro O Espírito santo, pags 1,2 

A quem Deus aceita


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A quem Deus aceita, 2 de Março 

Eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minha palavra. Isaías 66:2. 

Os que buscam distinção e glórias mundanas cometem um erro lamentável. É aquele que nega a si mesmo, dando a outros a preferência, que se assentará mais próximo de Cristo em Seu trono. Aquele que lê o coração vê o verdadeiro mérito possuído pelos discípulos humildes e abnegados, e por serem eles dignos, coloca-os Ele em posições de distinção, embora não reconheçam sua dignidade e não busquem honras. ... Deus não atribui valor nenhum à vaidade ou à ostentação exterior. 
Muitos que nesta vida são considerados superiores a outros, verão um dia que Deus avalia os homens de acordo com a compaixão e renúncia que possuem. ... Os que seguem o exemplo dAquele que andou fazendo o bem, e que ajudam e beneficiam aos semelhantes, procurando sempre erguê-los, são à vista de Deus infinitamente mais elevados do que os egoístas que se exaltam a si mesmos. 
Deus não aceita os homens por causa de suas habilidades, mas porque buscam a Sua face, desejosos de serem por Ele ajudados. Deus não vê como vê o homem. Ele não julga segundo as aparências. Esquadrinha o coração e julga com justiça. “Eis para quem olharei”, diz Ele: “para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minha palavra.” Isaías 66:2. 
Ele aceita Seus seguidores humildes, e despretensiosos, e com eles comunga; pois neles vê o mais precioso material, que resistirá à prova das tormentas e tempestades, do calor e da pressão. Nosso objetivo em trabalhar para o Mestre deve ser a glorificação de Seu nome e a conversão de pecadores. 
Os que trabalham para  receber aplausos não são aprovados por Deus. ... Obreiros humildes, que não confiam em seus grandes dotes, mas trabalham com simplicidade, confiando sempre em Deus, participarão do júbilo do Salvador. Suas orações perseverantes levarão pessoas junto à cruz. Anjos celestiais responderão aos seus esforços abnegados. ... Esses obreiros são árvores da plantação do Senhor. Em sentido especial produzem fruto igual ao produzido pelos apóstolos. Rica recompensa os espera na vida futura. — The Review and Herald, 4 de Julho de 1907.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais - MM 1867 Pag. 142

domingo, 1 de março de 2015

A Trindade

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A Trindade 
Billy Graham

Quando comecei a estudar a Bíblia, anos atrás, a doutrina da Trindade foi um dos problemas mais complexos que encontrei, Nunca cheguei a uma conclusão satisfatória, porque parte dela é mistério. Apesar de não entendê-la totalmente até hoje, aceito-a como revelação de Deus.
A Bíblia me ensina que o Espírito Santo é um ser vivo. É uma das três pessoas da Trindade. Explicar e ilustrar a Trindade é uma das tarefas mais difíceis que se pode dar a um cristão. O Dr. David McKenna contou-me certa vez que Doug, seu pequeno filho, lhe perguntou: – Deus Pai é Deus? Ele respondeu: – Sim. – Jesus Cristo é Deus? – Sim. – O Espírito Santo é Deus? – Sim. – Então como Jesus pode ser Seu próprio Pai? David pensou rápido. Eles estavam naquele momento sentados em um velho Chevrolet 1958. – Escute, filho, ele respondeu. – Ali debaixo do capô está a bateria. Eu posso usá-la para acender as luzes, tocar a buzina e dar partida no carro. Como isto acontece é um mistério – mas acontece! concluiu.
A Bíblia nos ensina a realidade da Trindade, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Estudemos algumas passagens.
Deus revela a Si mesmo na Bíblia progressivamente. Mas há indicações desde a começo do livro de Gênesis de que Deus existe em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e que estas três pessoas constituem o único Deus. O cristianismo é trinitário, não unitário. Ao mesmo tempo há um só Deus e não três, deixando claro que o cristianismo não é politeísta.
A Bíblia começa com uma afirmação majestosa: "No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gên. 1:1).
Estudiosos de hebraico me disseram que na língua hebraica há três graus de número: Singular – um; dual – dois; plural – mais de dois. A palavra traduzida por "Deus" em Gênesis 1:1 é plural, indicando mais de dois. A palavra hebraica é Elohim. Matthew Henry diz que ela significa "a pluralidade de pessoas na deidade: Pai, Filho e Espírito Santo. Este nome de Deus m plural.. . (confirma) nossa fé na doutrina da Trindade, que é claramente revelada m Novo Testamento, apesar de só levemente sugerida no Antigo".1
Vemos no relato da criação que Deus desde o início nos fornece algumas indicações da verdade de que a Deidade se compõe de mais de uma pessoa. Eu grifei algumas palavras. Em Gênesis 1:26 Deus diz: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sabre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra."
Mais adiante, em Gênesis 3:22, o Senhor Deus disse: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal." E em Gênesis 11:6, 7 o Senhor disse: "Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não enteada a linguagem do outro." Quando Isaías ouviu a voz do Senhor, dizendo: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?", ele respondeu: "Eis-me aqui. Envia-me a mim!" (Isaías 6:8).
A doutrina da Trindade está bem mais desenvolvida no Novo do que no Antigo Testamento. Já que a revelação é progressiva, mais luz foi lançada sobre o assunto que estamos estudando. Quando Deus Se revelou totalmente no tempo de Cristo e dos apóstolos.
Em Mateus 28:18-20 está registrada a última ordem de Jesus antes da Sua ascensão. Ele diz aos Seus seguidores: "Fazei discípulos de todas as nações", batizando os convertidos "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Jesus ensinou aqui que Seus seguidores deveriam levar a mensagem do Seu Evangelho a todas as nações, depois de Ele deixá-los. O Espírito Santo iria usá-los para convocar um povo para a Seu nome. Esta comissão trinitária para batizar associa o Espírito Santo com Deus Pai e Deus Filho como igual a Eles. Ele é Deus Espírito Santo.
É emocionante notar que Jesus diz que não deixará os crentes sozinhos. Através do Espírito Santo que Ele e o Pai enviaram, Ele nunca nos deixará nem nos abandonará (Heb. 13:5). Ele permanecerá com cada crente até o última instante. Este pensamento me tem encorajado centenas de vezes nestes dias sombrios, em que as forças satânicas estão operando em tantos lugares diferentes do mundo.
Dentro desta mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo afirmou: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Cor. 13:14). Esta bênção não deixa dúvidas de que o Espírito Santo é um com o Pai e um com a Filho na Deidade. Não é um mais um mais um igual a três. É um vezes um vezes um igual a um. O Espírito Santo é um com o Pai e com o Filho. Se o Pai é Deus, e Jesus é Deus, então o Espírito Santo também é Deus.
O principal problema da doutrina da Trindade é que o cristianismo diz ser monoteísta. Rejeita o politeísmo, a crença em mais de um Deus. A resposta é que a Trindade preserva a unidade da Deidade, reconhecendo ao mesmo tempo que nela há três pessoas, que não deixam de ser uma em essência. Deus é um, mas esta unidade não é simples – é complexa.
Isto é um assunto terrivelmente difícil – muito além da capacidade de compreensão das nossas mentes limitadas. Mesmo assim é extremamente importante declarar a posição bíblica, e ficar em silêncio onde a Bíblia não diz nada. Deus Pai é plenamente Deus. Deus Filho e Deus Espírito também. A Bíblia apresento isto como um fato. Não o explica. Apesar disto muitas explicações têm sido sugeridas, algumas parecendo ser bem lógicas, mas nenhuma consegue preservar a verdade do que a Escritura ensina.
O "modalismo" foi uma heresia dos primeiros tempos do cristianismo. Ensinava que Deus apareceu em diferentes épocas sob três modos ou formas diferentes – primeiro como Pai, mais tarde como Filho, e por último como Filho. Os que defendiam este ponto de vista pensavam que ele preservava a unidade do monoteísmo. Mas significava também que quando Jesus orava, Ele tinha de falar consigo mesmo. Além disto um texto como o de Atos 2, que diz que o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo, faz pouco sentido m modalismo. Acima de tudo, esta posição violava a mais clara apresentação da Trindade em unidade, expressada na Grande Comissão de Jesus, registrada por Mateus. Jesus disse claramente que Seus discípulos deveriam batizar os convertidos "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". A construção da frase no grego deixa claro que Jesus está se referindo a três pessoas diferentes. Ele ensinou, sem margem de dúvida, a doutrina da Trindade.
Vimos até aqui que o Espírito Santo é uma pessoa, é Deus, e faz parte da Trindade. Quem não reconhecer isto não terá a Sua alegria e poder. De fato, uma compreensão deficiente de qualquer pessoa da Trindade trará a mesma conseqüência, porque Deus é importante em todos os sentidos. Mas isto vale especialmente para o Espírito Santo, porque apesar de o Pai ser a fonte de todas as bênçãos, e o Filho o canal de todas as bênçãos, é pela ação do Espírito Santo em nós que toda a verdade se torna viva e operante em nossas vidas.
Para resumir tudo isto, a afirmação mais importante que eu posso fazer é esta: não há nada que o Pai Seja e o Espírito Santo não seja. O Espírito Santo tem todos os aspectos essenciais da deidade. Podemos dizer dEle a mesma coisa que o antigo Credo Niceno disse de Jesus Cristo: Ele é verdadeiro Deus de verdadeiro Deus! Assim, nós dobramos as joelhos diante dEle, nós O adoramos, e O tratamos em tudo como a Escritura exige que tratemos o Deus Todo-Poderoso.

Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus!


O Espírito Santo é uma Pessoa Divina: Ele é Deus

Billy Graham

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O Espírito Santo é uma Pessoa Divina: Ele é Deus


Em toda a Bíblia podemos ver claramente que o Espírito Santo é o próprio Deus. Isto podemos deduzir dos atributos que a Escritura Lhe confere. Estes atributos, sem exceção, são os do próprio Deus.
Ele é eterno: Isto significa que nunca houve um momento em que Ele não existiu. "Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!" (Heb. 9:14).
Ele é Todo-Poderoso: "Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamada Filho de Deus" (Lucas 1:35).
Ele é Onipresente (está em todo lugar ao mesmo tempo): "Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?" (Salmo 139:7, IBB).
Ele sabe tudo (é onisciente): "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; parque o Espírito a todas estas coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus" (I Cor. 2:10, 11).
Ele é chamado Deus: "Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus" (Atos 5:3, 4, grifo meu).
"E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Cor. 3:18).
Ele é o Criador: A primeira referência bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1:2, onde lemos: "O Espírito de Deus pairava por sobre as águas". No entanto, Gên. 1:1 diz: "No princípio criou Deus os céus e a terra". E em Colossenses 1, escrevendo à Igreja de Colossos sobre o Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades Paulo nos diz. "Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste" (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Col. 1:16, 17).
Assim, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estavam juntos criando o mundo. É da máxima importância para todos os cristãos compreender e aceitar estes fatos, tanto na teologia como na prática.
Certa vez eu fiz algumas destas afirmações diante de seminaristas. Um deles perguntou: "Geralmente Ele é mencionado por último. Isto não implica em inferioridade?" Só que em Romanos 15:20 Ele não é mencionado por último: "Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor." E em Efésios 4:4 Paulo diz: "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação".

Mais que isto, a colocação usual das três pessoas da Trindade no Novo Testamento tem a ver com sua seqüência e função. Dizemos, por exemplo, que oramos ao Pai, através do Filho, no poder do Espírito Santo. Eu já mostrei antes que, em termos de função, o Pai veio primeiro, depois a Filho se encarnou, morreu e ressuscitou. Agora, o Espírito atua nesta era do Espírito. A seqüência não prejudica a igualdade, só tem a ver com função e cronologia. 

Pedir a Deus


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Pedir a Deus, 1 de Março 

Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5.

É privilégio de todo crente primeiro falar com Deus em sua câmara secreta, e depois, como porta-voz de Deus, falar com os outros. A fim de termos alguma coisa para comunicar aos outros, temos de receber diariamente luz e bênção. Homens e mulheres que comungam com Deus, que têm Cristo a habitar no íntimo, que, por cooperar com santos anjos, são circundados de santas influências, estes são necessários hoje. A causa carece de pessoas que têm poder para puxar o jugo ao lado de Cristo, poder para expressar o amor de Deus em palavras de animação e compaixão. Ao prostrar-se o crente em súplica perante Deus, e em humildade e contrição apresentar sua petição com lábios não fingidos, perde ele todo pensamento em si mesmo. Sua mente enche-se do pensamento acerca do que ele tem de ter a fim de formar um caráter semelhante ao de Cristo. Ele ora: “Senhor, se devo ser um conduto através do qual Teu amor deva fluir dia a dia e hora a hora, clamo pela fé a graça e o poder que prometeste.” Ele se apega firmemente à promessa: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, ... e ser-lhe-á dada.” Tiago 1:5. Como essa confiança agrada ao Mestre! Como Se deleita Ele em ouvir a súplica sincera e perseverante! Com graça maravilhosa e enobrecedora o Senhor santifica o suplicante humilde, dando-lhe poder para executar os deveres mais difíceis. Tudo que é empreendido é-o como ao Senhor, e isso eleva e santifica a mais humilde vocação. Investe de nova dignidade toda palavra, todo ato, e une o mais humilde obreiro, o mais pobre dos servos de Deus, aos mais [66] altos dos anjos das cortes celestes. ... Os filhos e filhas de Deus têm uma grande obra a fazer no mundo. Devem aceitar a Palavra de Deus como conselheiro seu e comunicá-la a outros. Devem difundir luz. Todos os que receberam o enxerto da Palavra serão fiéis em transmitir aos outros essa palavra. Falarão as palavras de Cristo. Na conversação e no comportamento darão prova de diária conversão aos princípios da verdade. Esses crentes serão um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens, e Deus será neles glorificado. — The Review and Herald, 4 de Março de 1909.

Ellen White
Nos Lugares Celestiais - MM 1967 Pag 140

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