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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

COMO OBTER FORÇAS PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS

COMO  OBTER  FORÇAS  PARA  ENFRENTAR  OS  PROBLEMAS

 

INTRODUÇÃO:

 

1. No jardim de Tullerias, em Paris, encontra-se a estátua de uma mulher, provavelmente uma bailarina, cujo rosto está coberto com uma máscara. Vista de frente a uma certa distância, deixa ver um sorriso, mas à medida que se aproxima e a olha de perto, principalmente de perfil, vê-se uma grande angústia originada por alguma dor escondida.

Esta mulher quer mostrar ao público um rosto sorridente, mas na realidade está consumida por uma profunda dor.

Tal é a condição de nossa humanidade que procura mostrar sua alegria apesar da profunda ferida causada pelo pecado, o qual a faz sofrer, e finalmente a arrasta precipitando-a à morte.

2. A passagem por esta vida está cheia de problemas. Eclesiastes 2:23.

3. Entre outras coisas a aflição das enfermidades. Salmos 58:3-9.

4. Alguns se deixam esmagar pelos problemas, outros recorrem a Cristo para receber forças e vencer.

5. Estão os cristãos livres de problemas? Que disse o Senhor? S. João 16:33.

 

I. NÃO  ESTAMOS  SOZINHOS  NA  HORA  DE  NOSSOS  PROBLEMAS

 

1. S. Paulo é claro ao explicar que frente aos problemas da vida o cristão reage diferente, Porque não está só. 2 Coríntios 4:8,9.

2. Não estamos a sós, pois Deus é nosso refúgio. Salmos 46:1.

3. Ele é o pai de toda consolação. Por isso é que nós, cristãos, temos paz em meio das nossas tribulações. 2 Coríntios 1:3,4.


II. COMO  COMUNICAR-NOS  COM  DEUS

1. A única coisa que nos pode recomendar diante de Deus, e o único mérito que podemos ter, é nossa própria necessidade. Quando humildes, re conhecendo nossa miséria, recorremos a Deus e clamamos em nosso desespero, Ele nos ouve. Não é necessário que cumpramos complicados protocolos. Encontramos um exemplo em Salmos 34:6.

a)     ILUSTRAÇÃO: Certa noite, um cavalheiro foi a uma farmácia que estava de plantão e pediu remédios para combater a gripe. O farmacêutico, cumprindo com certos requisitos legais, perguntou ao cliente:

- Trouxe sua receita?

- Não, disse o cliente, mas trouxe comigo a gripe.

b)    Não são nossas aparências que nos recomendarão diante de Deus, mas a tragédia de nossa necessidade. Esse é o maior argumento que podemos esboçar diante de Deus, o qual deseja derramar Sua graça para nos redimir.

2. Quando abrimos a Deus o nosso coração como a um amigo, estamos realizando um ato que na Bíblia se chama "oração". Deus sempre escuta e responde a oração sincera. Por exemplo: Salmos 102:17.

a)     ILUSTRAÇÃO: Um casal saiu para realizar certas atividades e deixou o filhinho, de apenas dois anos, com a avó. Ao regressar viram um quadro realmente comovedor: A criança chorava com angústia e desespero; as lágrimas corriam-lhe pelo rosto, pescoço e mais além ainda; a avó, angustiada, procurava entender a linguagem da criatura que apenas se expressava por meio de monossílabos.

Apenas a porta se abriu, a mãe viu a cena, correu em direção do filho e perguntou-lhe: - Que aconteceu, querido?

A criança respondeu com seu vocabulário de monossílabos, formado por tá, me, to, lo, etc., e a mãe, sorridente, imediatamente disse: - O que ele disse é isto, e isto...

A mãe compreendeu a linguagem do filho. Assim, Deus contemplando as nossas necessidades, entenderá nossa linguagem.

b)    Há pessoas que pensam que são demasiadamente insignificantes para que o Senhor as escute.

c)     ILUSTRAÇÃO: Perguntaram a uma menina: "Você crê que Deus cuida de você? Você é tão pequena! A menina respondeu assim:

- Meu irmão é menor que eu, e mamãe passa mais tempo cuidando dele do que de mim. Se sou pequena, mais motivo terá Deus para cuidar de mim.

Exatamente isso diz a Sagrada Escritura. Que o Senhor ouviu a oração do desvalido não menospreza seus rogos.

3. A oração do filho de Deus é poderosa. Tiago 5:16.

a)     Fulton Shin disse: "Hoje em dia há milhares de pacientes deitados de costas que se sentiriam muito melhor se em troca se colocassem de joelhos."

4. Há uma diferença entre oração e reza. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que cultivemos a oração. Isto e mais que repetir textualmente certas frases. "Orar é o ato de abrir o coração a Deus como a um amigo", e contar-Lhe com nossa própria linguagem nossas tristezas, problemas, e também alegrias. S. Mateus 6:5-8.

 

III. COMO  ORAR

1.     Os discípulos sentiram necessidade de aprender a orar.

S. Lucas 11:1.

2. Algumas coisas que se deve ter em conta ao orar são as seguintes:

a)     Orar em nome de Jesus, que é nosso único Mediador.

S. João 14:13,14.

b)    Orar com . S. Marcos 11:22,23.

ILUSTRAÇÃO: Em uma oportunidade, em certo povoado, os habitantes decidiram concentrar-se em uma data definida com o propósito de orar a Deus, cada um de acordo com suas convicções, para que chovesse, pois a seca ameaçava consumir a todos na ruína. O dia e hora indicados, todos acorreram à praça do pequeno povoado.

Todos oraram com fervor e energia. Todas tinham confiança que Deus poderia responder à oração. Mas a única pessoa que levou guarda-chuva foi uma menina de oito anos.

Devemos orar, não com uma fé teórica como a daquele grupo, mas com a fé simples e genuína da criança que, como cria que Deus daria água, já foi diretamente com seu guarda-chuva.

c)     Teremos que estar dispostos a obedecer ao Senhor.

1 S. João 3:22.

d)    Peçamos que seja feita a vontade dEle, pois é mais sábia.

1. S. João 5:14.

e)     ILUSTRAÇÃO: Duas pequenas irmãs estavam em um aposento de sua casa. A maior cuidava da menor que estava empenhada em alcançar algo com uma mão, enquanto a maior procurava impedi-la. A criança começou a chorar. A mãe, ouvindo o choro do outro cômodo, perguntou:

- Por que ela chora, filhinha? Dá-lhe o que ela quer. - Poucos instantes depois, a menina sentiu uma grande dor.

- Que aconteceu agora?

- É que a alcançou com a mão, mamãe.

- Que coisa alcançou? - perguntou a mãe.

- Alcançou uma abelha. Isso é o que ela queria e a senhora disse que lhe desse.

Nem sempre o que as crianças querem é bom para elas, e em alguns casos, mesmo que seja bom, não é o melhor. Mesmo assim, convém que confiemos na sábia vontade de Deus.

É bom que oremos como diz nos diz o Pai Nosso: "Faça-se a Tua vontade..."

- Disse alguém: "O que freqüentemente pedimos a Deus não é que nos permita fazer Sua vontade, mas que aprove a nossa".

- Uma poesia inglesa fala de um soldado que pediu forças para mandar, e recebeu fraqueza para obedecer. Pediu saúde para fazer coisas maiores e recebeu enfermidade para fazer coisas melhores. Pediu riqueza para ser feliz e recebeu pobreza para ser sábio. Pediu força para receber a honra dos homens e recebeu fraqueza para sentir a necessidade de Deus. Pediu todas as coisas para gozar a vida e recebeu a vida para gozar das coisas. Não recebeu nada do que pediu. Mas recebeu tudo o que desejava. Sua oração foi respondida e ele foi mais feliz.

 

IV. QUANDO  ORAR

1.     Quando estamos tristes. Salmos 102:17.

2.     Em caso de enfermidade. Tiago 5: 13-17.

3.     Para dar graças a Deus. Salmos 103: 1-2.

4.     Para confessar nossos pecados a Deus. Daniel 9:4,5.

5.     Devemos orar sempre. 1 Tessalonicenses 5:17.

 

V. VALE  A  PENA? 

1. Sim. Ele prometeu responder. S. Mateus 7:7-11.


CONCLUSÃO:

1. (Pode ilustrar este tema contando alguma experiência pessoal na qual apareça a resposta de Deus à oração.)

2. Formule um apelo para cultivar diariamente oração.

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Fonte - Apostila de Sermões 

Pr. Daniel Belvedere

terça-feira, 23 de setembro de 2025

COMO SER FELIZ EM UM MUNDO ANGUSTIADO

 

COMO  SER  FELIZ  EM  UM  MUNDO  ANGUSTIADO

 

INTRODUÇÃO:

1. A razão de ser do tema: Todos querem ser felizes.

a)     Aquele que trabalha honrosamente.

b)    Aquele que rouba.

(1) Sem dar-se conta que assim não o conseguirá nunca.

c)     Aquele que se casa.

d)    Aquele que decide ficar solteiro.

e)     O que é generoso.

f)      E o avarento.

2. Quando somos sinceros, reconhecemos que poucos o são, e talvez seja porque não distinguem entre os amigos e inimigos da felicidade.

3. Um indício que sugeriria que não temos ido bem nesta época na arte de ser felizes, pudesse ser o fato de que muitos tomam a palavra felicidade como utópica; como demasiado mística. Mas, permitam-me dizer-lhes que tenho várias coisas que lhes farão muito bem e os ajudarão a incrementar a felicidade alcançada, ou mesmo a recuperar a perdida. E comparti-las-ei com vocês hoje.

4. Como desenvolverei o tema:

a) Serei prático.

(1)   Mostrarei "retalhos da vida diária";

(2)   Fatos reais ocorridos com pessoas tão humanas como cada um de nós.

b) Procurarei mostrar os dois lados da moeda.

(1)  Que coisas destroem a felicidade.

(2)  Como ser felizes...


I. UM  CONCEITO  QUE  DEVERIA  SER  CORRIGIDO

1. Muitos, além dos que imaginamos, crêem que felicidade e prazer são sinônimos. Porém, creio não equivocar-me ao sugerir que FELICIDADE # PRAZER (Felicidade não é igual a prazer).

a)   É verdade que a felicidade é fonte de prazer, mas nem todos os prazeres produzem felicidade.

b)  Pelo contrário: Há prazeres que estropiam a felicidade.

Por exemplo:

(1)    O que busca o prazer do álcool e este hábito destrói o lar; o que sob o efeito de um "excesso de prazer" alcoólico sofre um choque automobilístico e fica inválido; ou sob esse mesmo "excesso de prazer" fica agressivo, mata alguém e termina no cárcere.

(2)    Outro exemplo: O que busca a felicidade numa relação sexual ilícita e enfrenta problemas de uma enfermidade venérea; inclusive, se não for curada a tempo, vê nascer filhos defeituosos por dois minutos de prazer...

2. Como poderíamos definir a felicidade.

a) Por outro lado, não creia que prazer e felicidade sejam antagônicos. Parece-me que os prazeres sadios, emoldurados nas leis da vida, produzem felicidade.

(1)   Daí, a importância de conhecer e estudar as leis que regem as diversas áreas da vida.

(2)   Creio que estaremos de acordo em que o ser humano tem, pelo menos, três áreas básicas que constituem algo assim como um triângulo eqüilátero:


 

(3)   De modo que os prazeres de qualquer uma das três áreas básicas, os quais não vulnerem as leis que regem quaisquer uma das outras áreas, bem podem ser fatores de felicidade.

(4)   Quando os prazeres quebram a harmonia, mesmo que seja interna de alguma das áreas, como de alguma das outras duas, estaríamos diante de um prazer que não gera felicidade desde o momento em que quebraria a harmonia interna, necessária do indivíduo.

3. Uma definição: A Felicidade é uma atitude do espírito profundamente enraizada na carne. Não depende tanto do material como da atitude que adotamos e a valorização que tenhamos das coisas, dos fatos e das idéias.

 

II. HÁBITOS  PSICOLÓGICOS  QUE  VULNERAM  ALGUMA  DAS  ÁREAS  DO  SER,  OS  QUAIS  ROUBAM  A  FELICIDADE

1. O pessimismo.

a)     "A maior parte das pessoas são infelizes por haver contraído, pouco a pouco, o hábito de queixar-se de frivolidades e de ver tudo sombrio." (Orison Sweet Marden, La Dicha de Viver, p. 149.)

b)    Jonathan Swift, autor de As Viagens de Gulliver, era o mais devastador dos pessimistas da literatura inglesa. Lamentava tanto por haver nascido que se vestia de luto quando fazia aniversário. Contudo reconhecia que: "Os melhores médicos do mundo são o Dr. Dieta, o Dr. Quietude e a Dra. Alegria" – (D. Carnegie, Como Vencer las Preocupaciones, p. 131).

c)     O pessimista vê tudo negro, não porque as coisas sejam realmente assim, mas porque não quer tirar as lentes mentais negras, nem de dia nem de noite.

d)    Conta-se que a princípio deste século, quando a locomotiva era algo ainda completamente novo, certo homem que assistia à inauguração de um comboio que ligaria o lugar onde ele vivia com o restante do país, depois de observar atentamente a locomotiva disse em alta voz: "Isto não pode andar, não andará nunca... nunca." Mas, chegou o momento da partida e em meio dos aplausos da multidão, o maquinista deu o sinal e a locomotiva, que se sacudiu até o último parafuso se pôs finalmente em movimento, aumentando pouco a pouco sua velocidade. Então, aquele homem começou a dizer: "Isto não poderá parar, não parará nunca... nunca..."

e)     Disse alguém que se pode medir o otimista e o pessimista diante de uma meia garrafa de qualquer bebida. O otimista disse: "Que bom! Ainda fica meia garrafa." Em troca o pessimista comenta tristemente: "Que desgraça! Falta meia garrafa!" 

- A santa Bíblia, que sabe muito sobre felicidade, nos ensina. I Tessalonicenses 5:16, 18.

(1)   Alguns querem ser felizes, mas não querem mudar esses hábitos pessimistas.

(2)   São tão pessimistas que sentem que se deixarem de ser pessimistas deixam de ser eles mesmos.

(3)   E então clamam: Felicidade, onde Estás?

a)     Um bom remédio para curar o pessimismo é o que o Dr. Crane sugere: "Praticai a felicidade! Pela prática da felicidade quero dizer a educação de nossa mente para que pense como o determina a vontade, o desenvolvimento da capacidade de controlar nossos sentimentos pelo domínio de nossos pensamentos..." (Dr. Crane, citado por Fayard em A Chave da Felicidade e a Saúde Mental)

2. A Inveja

a) Alguém dizia:

Minha jovem cunhada, mãe de quatro rebentos, contava-me de uma vizinha que tem oito filhos.

- Causa-me admiração! A casa está sempre limpa como uma taça de prata. Como cozinheira, é excelente. Costura a sua própria roupa. Suas crianças são corteses e de bom comportamento. Toma parte nas atividades de limpeza pública. Ajuda a cuidar de um grupo de Escoteiros e é diretora de uma seção dos "Boy Scouts". Além disso, é bonita e tem muita personalidade. Não a posso agüentar!

a)     O invejoso não é feliz. Não pode sê-lo. Sua vida gira, não em torno do que tem, mas do que têm os demais.

3. A ira, o rancor, o ressentimento

a)     "Não aqueças tanto o forno de ódio que queimes a ti mesmo." (Shakespeare)

b)    Às vezes, em um arrebatamento de ódio, podemos produzir situações que se prolongarão por toda a vida.

c)     Gosto dos versos do poeta mexicano do século passado, E. González Martínez, porque nos levam a uma sadia reflexão:

De minha mão inconsciente caíram

duas ou três minúsculas sementes de ódio.

Germinaram, cresceram ... São árvores

de copas sinistras e agressivos troncos.

Para derribá-los, passarei a vida

o machado na mão e o pranto nos olhos...

E pensar que os grãos caíram

sem saber nem quando, nem como!

(O Semeador, por E. González Martínez).

 

d)    Não está demais meditar nisto, pois todo observador sereno sabe que o ódio, o rancor, os desejos de vingança, são sentimentos ardentes os quais queimam mais a quem odeia, que ao odiado.


III. HÁBITOS  FÍSICOS  QUE  NÃO  CONTRIBUEM  EM  FORMA  ESTÁVEL  À  FELICIDADE.

1. Os vícios.

a) ILUSTRAÇÃO: Um trabalhador dado à bebida

-         Contou a sua esposa, certa manhã, um sonho que havia tido.

-         Sonhei que quatro ratas me cercaram. A primeira era muito gorda, as outras duas muito magras, e a quarta era cega. A mulher, que era supersticiosa, teve medo e não sabia como interpretar o sonho. Mas o filho, um rapazote que não tinha superstição e sim muito vivo, serviu de Daniel, interpretando o sonho desta maneira:

-         A rata gorda é a cantina da esquina, que devora tudo o que o senhor ganha; as duas magras são minha mãe e eu, que não temos o que comer; (e começando a correr para evitar o castigo prosseguiu:) - e a rata cega é o senhor, que não se apercebe da loucura que está cometendo.

2. Alguns perguntam a si mesmos:

a)     Que farei para mudar? e concluem que:

(1)  "Não se pode!"

(2)  "Eu não posso"

Isso é ser pessimista.

3. Eu pergunto honestamente: Pode-se mudar?

a)     Segundo William James: A maioria das pessoas só estão 5% vivas. 

ILUSTRAÇÃO: Um homem vivia nas imediações de um cemitério. Para chegar do trabalho em casa, devia caminhar umas quantas quadras e dar a volta em quase a metade do muro.

Uma manhã pensou na perspectiva de cruzar diretamente pelo meio do cemitério. Não obstante, a idéia de cruzá-lo, de manhã, e depois quando estava anoitecendo, não lhe era totalmente satisfatória. Um dia decidiu-se. Cruzou em meio das tumbas e canteiros e chegou plenamente descansado e feliz do outro lado. Esse caminho tornou-se para ele uma alegre rotina. Uma tarde as ocupações o retiveram mais que de costume e quando chegou em frente do cemitério já era noite, porém ele conhecia bem o caminho, assim que, assobiando tranqüilamente uma toada, começou a cruzá-lo. Não havia chegado à metade, quando imprevistamente caiu em uma cova aberta, na qual poriam no dia seguinte um caixão. Apressadamente, começou a apalpar as paredes da cova, mas não encontrava forma de trepar e sair. Finalmente resignou-se a esperar com paciência o raiar do dia. Não havia passado muito tempo quando ouviu passos próximo de si, e poucos momentos depois um segundo transeunte caía na mesma armadilha. Produziu-se um silêncio sepulcral. Depois de repor-se da emoção, o segundo cavalheiro começou a apalpar as paredes da cova. Nesse momento sentiu-se tropeçar em alguma coisa e ouviu uma voz que lhe dizia: "Você nunca sairá daqui." Não se sabe como, mas em poucos segundos o homem não só havia saído da cova, mas também transposto os portais do cemitério.

b)    São Paulo defendia a tese de que é possível. Embora lhe agregasse a outra dimensão ou área da vida. Filipenses 6:13.

 

IV. PROBLEMAS  DA  ÁREA  ESPIRITUAL  QUE  ANULAM  A  FELICIDADE.

1. Uma consciência culpada.

a)     Querem ser felizes (e têm direito de sê-lo).

b)    Crêem que violando as leis morais estabelecidas pelo Criador (ou seja, vivendo no pecado) desfrutarão mais da vida.

c)     Então ficam as pegadas...

2. Um caso comovente é o do filósofo francês Rousseau (1712-1778). Quando era jovem viveu na cidade de Turin, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível sentimento de culpa que depois de 40 anos ainda permanece indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesada é a carga de minha alma." Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando foi descoberta a falta, lançou a culpa sobre uma servente da casa, que como resultado perdeu u emprego e a reputação. Rousseau continua: "Acusei-a de ladra, lançando assim, sobre o nome de uma jovem honesta, a miséria e a ruína. Disse-me ela então: 'Você lançou a desgraça sobre mim, mas não desejo estar em seu lugar'. Esta freqüente recordação me produz noites de insônia, como se houvesse ocorrido agora o incidente. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca antes. Esta carga é agora mais pesada sobre meu coração; sua recordação não morre. Tenho que fazer uma confissão."

3. Naturalmente, Deus quer ajudar-nos e o problema tem solução.

a)     Porém, até que não compreendamos o valor dessa área da vida não poderemos encaminhar-nos pela senda das soluções.

b)    Como seres pensantes, seres moralmente livres que somos, não rode haver soluções profundas sem:

(1)  Nossa captação do problema.

(2)  Aceitação das soluções.

(3)  Prática ou vivência das mesmas.

4. E não se esqueça disto: em nosso idioma, "FELICIDADE" começa com FÉ, e na prática, a fé costuma ser o primeiro passo para a felicidade.

 

CONCLUSÃO:

 

1. O ser humano é uma unidade que tem ao menos três áreas:



2. A Felicidade é uma atitude do espírito, profundamente enraizada na carne, que não depende tanto do que se tem como da valorização das coisas, dos fatos e das pessoas.

3. Os hábitos que quebram essa unidade não ajudam a alicerçar a felicidade real.

a)     Hábitos físicos

b)    Hábitos mentais

c)     Hábitos espirituais

4. Os que aprenderam a estudar as leis que regem cada uma dessas áreas e vivem dentro delas, são contados entre as pessoas mais felizes.

5. Que nos propomos fazer?

a)       Desenvolver este ciclo inspirado no slogan "VIVER com saúde, amor e paz".

b)      Por meio destes programas analisar de um modo ameno as leis que governam cada uma dessas áreas.

c)       Com sentido prático, apresentar idéias concretas que nos permitam viver dentro delas e assim ser felizes.

6. Como primeira contribuição, aqui vai uma fórmula para ser feliz:

a)     E.D.V.M.

b)    Esqueça-se de você mesmo, é o significado.

c)     Veja quão bem o disse, em versos, Gabriela Mistral:

 

 

"O Prazer de Servir"

 

Toda a natureza é um anelo de serviço.

Serve a nuvem, serve o ar, serve o sulco.

Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu;

Onde houver um erro que corrigir, corrige-o tu;

Onde houver um esforço de que todos esquivam, aceita-o tu.

Sê aquele que afastou a embaraçosa pedra do caminho, sê o que afastou o ódio dentre os corações e as dificuldades do problema. Existe a alegria de ser sadio e a de ser justo; porém há, sobretudo, a beleza, a imensa alegria de servir.

Que triste seria o mundo se tudo o que existe nele estivesse feito, se não houvesse uma roseira para plantar, um empreendimento em que investir!

Que não te chamem somente os trabalhos fáceis.

É tão bom fazer o que outros recusam!

Porém não caias no erro de que só se fazem méritos com os grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços: adornar uma mesa, ordenar livros, pentear uma criança.

Aquele é o que critica, este é o que destrói, sê tu o que serve. O servir não é tarefa de seres inferiores.

Deus que dá o fruto e a luz, serve. Poderia chamá-Lo assim: O que serve.

Ele tem Seus olhos fixos em nossas mãos e pergunta-nos cada dia: Servistes hoje? A quem? À árvore? A teu amigo? À tua mãe?


Fonte.

Sermões evangelísticos.

Pr. Daniel Belvedere

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O Privilégio do Cristão

 

                     O Privilégio do Cristão


Sa - Pag. 89 

Muitos dos que estão buscando santidade de coração e pureza de vida, parecem perplexos e desanimados. Estão constantemente olhando para si mesmos, e lamentando sua falta de fé; e porque não têm fé, julgam que não podem buscar a bênção de Deus. Essas pessoas pensam que o sentimento seja fé. Olham por cima da simplicidade da verdadeira fé, e assim trazem grandes trevas sobre sua vida. Deveriam volver a mente de si mesmas para repousá-la na misericórdia e bondade de Deus e recordar Suas promessas, e então simplesmente crer que Ele cumprirá Sua palavra. Não é em nossa fé que devemos confiar, porém nas promessas de Deus. Quando nos arrependemos de nossas transgressões passadas, contra Sua lei, e resolvemos prestar obediência no futuro, devemos crer que Deus, por amor de Cristo nos aceita e perdoa nossos pecados.

As trevas e o desânimo virão, às vezes, à alma e ameaçarão vencer-nos; mas não devemos rejeitar nossa confiança. Precisamos conservar os olhos fixos em Jesus, sentindo ou não. Devemos procurar cumprir fielmente cada dever conhecido e então, calmamente, descansar nas promessas de Deus.

A Vida da Fé

Por vezes, um profundo sentimento de nossa indignidade enche o coração, num estremecimento de terror; mas isto não é evidência de que Deus tenha mudado para conosco, ou nós em relação para com Ele. Nenhum esforço deveria ser feito quanto a dirigir a mente a certa intensidade de emoção. Podemos não sentir hoje a paz e a alegria que sentíamos ontem; mas devemos, pela fé, agarrar a mão de Cristo e confiar nEle tão completamente nas trevas como à luz.

Satanás poderá segredar: "Sois demasiadamente grandes pecadores para que Cristo vos salve". Conquanto reconheçais que sois realmente pecadores e indignos, podeis enfrentar o tentador com esta declaração: "Pela virtude da expiação, eu reclamo Cristo como meu Salvador. Não confio em meus próprios méritos, mas no precioso sangue de Jesus, o qual me limpa. Neste momento eu lanço sobre Cristo meu desalentado coração." A vida cristã deve ser de constante, viva fé. Uma confiança que não se renda, firme fé em Cristo, trarão paz e certeza à alma.

Resistir à Tentação

Não vos desanimeis porque vosso coração parece duro. Cada obstáculo, cada inimigo interior, apenas aumenta vossa necessidade de Cristo. Ele veio para tirar o coração de pedra e dar-vos outro, de carne. Olhai para Ele em busca de graça especial para vencer vossas faltas peculiares. Quando assaltados pela tentação, resisti firmemente às más tendências; dizei a vosso coração: "Como posso eu desonrar ao meu Redentor? Entreguei-me a Cristo; não posso fazer as obras de Satanás". Clamai ao amado Salvador em busca de auxílio para sacrificar todo ídolo e lançar fora todo pecado acariciado. Que os olhos da fé vejam Jesus diante do trono do Pai, apresentando Suas mãos feridas, enquanto intercede por vós. Crede que vos virá força, por intermédio de vosso precioso Salvador.

Ver com os Olhos da Fé

Pela fé, olhai para as coroas destinadas aos que hão de vencer; atentai para o exultante canto dos remidos: Digno, digno é o Cordeiro, que foi morto e nos redimiu para Deus! Esforçai-vos por considerar estas cenas como reais. Estêvão, o primeiro mártir cristão, em seu terrível conflito com os principados, e as potestades, e as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efés. 6:12), exclamou: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus." Atos 7:56. O Salvador do mundo foi-lhe revelado como olhando dos Céus para ele com o mais profundo interesse; e a gloriosa luz do semblante de Cristo brilhou sobre Estêvão com tal resplendor que mesmo os seus inimigos viram seu rosto brilhar como o rosto de um anjo.

Se permitíssemos que nossa mente se demorasse mais sobre Cristo e o mundo celestial, acharíamos um poderoso estímulo e amparo em guerrear as batalhas do Senhor. O orgulho e o amor ao mundo perderão seu poder ao contemplarmos as glórias daquela terra melhor, que tão logo será nosso lar. Diante da amabilidade de Cristo, todas as atrações terrenas parecerão de pouco valor.

Que ninguém pense que sem fervoroso esforço de sua parte poderá obter a certeza do amor de Deus. Quando por tão longo tempo se permitiu à mente repousar somente em coisas terrenas, é difícil mudar os hábitos do pensamento. Aquilo que os olhos vêem e os ouvidos escutam, demasiadas vezes atrai a atenção e absorve o interesse. Mas se quisermos entrar na cidade de Deus e olhar para Jesus e Sua glória, precisamos acostumar-nos, aqui, a contemplá-Lo com os olhos da fé. As palavras e o caráter de Cristo devem ser, freqüentemente, o assunto de nossos pensamentos e de nossa conversação; e, cada dia, algum tempo deve ser consagrado especialmente a devota meditação nestes temas sagrados.

Silenciando o Espírito

A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram.

"Sois servos daquele a quem obedeceis." Se condescendemos com a ira, a concupiscência, a cobiça, o ódio, o egoísmo ou outro pecado qualquer, tornamo-nos servos do pecado. "Ninguém pode servir a dois senhores." Mat. 6:24. Se servimos ao pecado, não podemos servir a Cristo. O cristão sentirá as tendências do pecado, porque a carne cobiça contra o Espírito, mas o Espírito combate contra a carne, mantendo uma batalha constante. É aqui que o auxílio de Cristo se faz preciso.

A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: "Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo." I Cor. 15:57.

Hábitos Religiosos Corretos

Se quisermos desenvolver um caráter que Deus possa aceitar, precisamos formar hábitos corretos em nossa vida religiosa. A oração diária é tão essencial ao crescimento na graça, e mesmo à própria vida espiritual, como o alimento temporal ao bem-estar físico. Devemos acostumar-nos a elevar muitas vezes os pensamentos a Deus em oração. Se a mente vagueia, devemos fazê-la retornar; mediante perseverante esforço, o hábito finalmente fará que isto seja fácil. Não podemos, por um momento, separar-nos de Cristo com segurança. Podemos contar com Sua presença para assistir-nos a cada passo, mas somente observando nós as condições que Ele mesmo estabeleceu.

A religião deve tornar-se o grande negócio da vida. Tudo mais deve ficar subordinado a ela. Todas as nossas faculdades morais, físicas e espirituais devem empenhar-se na batalha cristã. Devemos olhar para Cristo em busca de força e graça, e ganharemos a vitória tão certamente como Jesus morreu por nós.

O Valor da Alma

Devemos aproximar-nos da cruz de Cristo. O arrependimento junto à cruz é a primeira lição que temos de aprender. O amor de Jesus - quem o pode compreender? Infinitamente mais terno e abnegado que o amor de uma mãe! Se quisermos conhecer o valor de um ser humano, precisamos olhar, com fé viva, para a cruz e aí começar o estudo que será a ciência e o cântico dos remidos através de toda a eternidade. O valor de nosso tempo e de nossos talentos pode ser calculado somente pela grandeza do resgate pago por nossa redenção. Que ingratidão manifestamos para com Deus quando O roubamos, retendo dEle nossas afeições e nosso serviço. É demais dar-nos a Ele, que tudo sacrificou por nós? Podemos nós escolher a amizade do mundo diante das honras imortais que Cristo oferece - "que se assente comigo no Meu trono, assim como Eu venci e Me assentei com Meu Pai no Seu trono"? Apoc. 3:21.

Obra Progressiva

A santificação é uma obra progressiva. Os passos sucessivos são postos perante nós nas palavras de Pedro: "Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." II Ped. 1:5-8. "Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." II Ped. 1:10 e 11.

Eis aqui um procedimento pelo qual podemos ter certeza de que jamais cairemos. Aqueles que estão assim trabalhando sobre o plano de adição em obter as graças cristãs, terão a certeza de que Deus operará de acordo com o plano de multiplicação, em assegurar-lhes os dons de Seu Espírito. Pedro assim se dirige àqueles que atingiram esta preciosa fé: "Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor." II Ped. 1:2. Pela graça divina todos aqueles que quiserem poderão galgar os brilhantes degraus da Terra ao Céu e, afinal, "com júbilo; e alegria eterna" (Isa. 35:10), passar através dos portais, para dentro da cidade de Deus.

Nosso Salvador requer para Si tudo que há em nós; pede nossos primeiros e mais puros pensamentos, nossa mais pura e mais intensa afeição. Se somos realmente participantes da natureza de Deus, Seu louvor estará continuamente em nosso coração e nossos lábios. Nossa única segurança está em entregar nosso tudo a Ele e em estar constantemente crescendo na graça e no conhecimento da verdade.

A Exclamação de Vitória de Paulo

O apóstolo Paulo fora altamente honrado por Deus, tendo sido arrebatado em visão ao terceiro Céu, onde contemplou cenas cujos esplendores não lhe foi permitido revelar. Contudo, isto não o levou ao orgulho ou confiança própria. Reconheceu a importância da constante vigilância e renúncia própria, e declara sinceramente: "Subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." I Cor. 9:27.

Paulo sofreu por amor da verdade; e, contudo, não ouvimos nenhuma queixa de seus lábios. Ao rever sua vida de fadiga, e cuidado, e sacrifício, ele diz: "Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada." Rom. 8:18. Vem até nosso tempo a exclamação de vitória do fiel servo de Deus: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!" Rom. 8:35, 37-39.

Embora Paulo fosse afinal confinado a uma prisão romana - excluído da luz e ar do céu, isolado de sua obra ativa no evangelho, esperando a todo o momento ser condenado à morte - não se entregou à dúvida ou ao desespero. Daquela escura masmorra partiu seu testemunho antes da agonia, cheio de uma sublime fé e ânimo que têm inspirado o coração dos santos e mártires em todos os séculos subseqüentes. Suas palavras apropriadamente descrevem os resultados daquela santificação que temos desejado apresentar nestas páginas: "Eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que amarem a Sua vinda." II Tim. 4:6-8.


Ellen White

Do livro Serviço Cristão - Pags 89 - 96

 

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