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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

OS ADIVINHOS CONHECEM O FUTURO? DE ONDE OBTÊM SUA INFORMAÇÃO?

 

OS  ADIVINHOS  CONHECEM  O  FUTURO? DE  ONDE  OBTÊM  SUA  INFORMAÇÃO?

 

1. O costume de consultar a adivinhos e agoureiros é mais antigo do que imaginamos.

a)     Recordemos a célebre pitonisa de Delfos, sentada sobre um banco de três pés, em uma cova.

b)    A pitonisa da cidade de Górdio, que oferecia aos poderosos o nó górdio, com a promessa de que quem o desatasse, seria dono do mundo. Um dia apareceu por ali Alexandre Magno. Ao ver o nó, ele se deu conta de que não poderia desatá-lo, mas não estava disposto a renunciar à empresa, de modo que, desembainhando a espada, cortou-o de um só golpe. Ante tanta decisão, e embora não tivesse desatado o nó, a pitonisa deu a sentença – quem pode saber com que temor o pronunciou – "Serás dono do mundo"!

2. Também é antigo o costume de predizer em forma ambígua:

a)     Um dia Pirro consultou os oráculos para saber se devia ou não atacar. O augúrio da predição foi:

- Se cruzas o rio, vejo um exército vencedor.

E Pirro cruzou o rio, e houve um exército vencedor... mas foi o inimigo. Pirro foi derrotado.

3. Mas o assunto não se remonta somente à antigüidade.

a)        Diz-se que Hitler tinha um famoso vidente chamado Hanussen.

b)       O czar e a czarina da Rússia ao não menos famoso e célebre Rasputin.

4. Na América Latina também se pratica o mesmo:

a)     O jornal "El Pais" fez uma pesquisa para constatar o grau de difusão das artes de adivinhos. De 30 pessoas interrogadas, 20 se mantêm em contato regular com algum adivinho. Dos 10 restantes, nove disseram que fazia mais ou menos seis meses que não consultavam nenhum agoureiro (adivinho) e somente um disse que jamais havia consultado.

Em Montevidéu há cerca de 350 agoureiros. Para ser atendido em algum consultório, é precisa pedir com um mês de antecedência. O preço não é menos que 1 dólar (ou equivalente).

b)    A revista "Vision" disse ter informações de que em Buenos Aires há cerca de uma centena de adivinhos.

5. E que ocorre na Espanha?

Calcula-se que em Madri há ao redor de 500 Bruxas profissionais que jogam cartas, lêem a palma da mão, fazem passes mágicos, etc. Nem todos, porém, são dos subúrbios. Alguns são de origem nobre, e estão instalados em pleno centro e bairros residenciais, discretamente visitados por damas aristocráticas, e homens de negócios.

6. Casos parecidos poderíamos mencionar dos Estados Unidos, Inglaterra (onde se calcula que deve haver uns 43.000 adivinhos), Alemanha, França, Itália, etc.

7. É certo também que nem sempre se saem bem com seus cartomantes. Há pouco tempo, um jornal de Buenos Aires falava de Ian Cavescu, romeno de 45 anos, um fiel crente nos astros, pitonisas, adivinhos e quiromantes. Seu afã de esquadrinhar o futuro o levou até uma cigana muito conhecida por saber "atirar as cartas".

No entanto, quando os presságios dela não coincidiram com os dele, protestou tão violentamente que a cigana não encontrou nada melhor que "atirar as cartas" de novo, mas desta vez, na cabeça dele, com caixa e tudo – que era de metal bem pesado. Hoje Cavescu vê suas próprias "estrelas", mas lá do hospital.

8. À margem de tudo isto, creio que cabe a pergunta: Conhecem realmente o futuro, os adivinhos de onde obtêm esta informação?

a)     Muitas vezes acertam.

b)    Também erra muito, porque quem realmente conhece o futuro é Deus.

 

I. HÁ  ALGO  QUE  PODEM  CONHECER  MUITO  BEM:  O  PASSADO

 

1. Às vezes nos contam coisas de nossa vida que eram secretas.

a)     Ninguém as sabia.

b)    É como se houvessem estado ali ao nosso lado, vendo-nos. Isto deixa muitos boquiabertos.

c)     Como o sabem?

2. Conhecem nosso passado.

a)     Porque a maioria deles trabalha com espíritos.

b)    Esses espíritos nos vêem, embora não os vejamos.

c)     Por isso conhecem nossa vida presente e passada.

d)    Sobre o futuro, porém, o assunto é diferente.

3. É lógico, você poderia me perguntar: "Está seguro de que não conhecem o futuro?"

a)     Muitas coisas que predisseram se cumprem, mas outras não.

b)    Alguém poderia supor que esses espíritos calculam, mas não conhecem o futuro.

c)     ILUSTRAÇÃO: Há muito tempo, líamos num jornal de Buenos Aires esta notícia:

"Em uma investigação levada a efeito por agentes da Brigada de Investigações (comando), foi detido um audaz charlatão que, como na maioria dos casos, simulava curar males do corpo e da alma. (Então citavam o nome da pessoa.) No momento da investigação os agentes seqüestraram cartas denominadas 'a sorte dos videntes', receitas e fórmulas para curas, fotografias com orações, livros 'O Tesouro dos Milagres' e 'Orações da cruz de Caravaca' e outros elementos comprobatórios de suas atividades."

Um dos policiais simulou ser um dos seus pacientes, e ao ser atendido pelo "irmão", inteirou-se de que tinha "estômago caído". Nesse instante apareceram os demais membros da comissão e procederam à detenção do curandeiro, o qual qualificou os policiais como "enviados do diabo". Sem dúvida, o "irmão José" meditará agora sobre algum sistema de localizá-los.

d)    Se quiséssemos ser mais objetivos, poderíamos dizer: Se é que realmente conhecem o futuro, por que não tiram sempre o prêmio da loteria ou outros prêmios semelhantes?

4. Em contraste com este panorama incerto, faremos bem de recordar que na Bíblia há perto de 2.300 profecias ou predições.

a)     Que eu saiba, nenhuma falhou.

b)    Ali não há cálculo senão conhecimento antecipado.

c)     Ocorre que foi revelada por uma mente que sabe: A de Deus.

 

II. QUAIS  SÃO  OS  ESPÍRITOS  COM  OS  QUAIS  TRABALHAM?

 

1. Aparentemente os adivinhos são guiados pelos mesmos espíritos que aparecem nas sessões de espiritismo. Isaías 8:19.

2. Esses espíritos se apresentam como se fossem os mortos, mas na realidade não o são.

a) Os mortos nada sabem, estão inconscientes. Eclesiastes 9:5.

3. Há lógica nisso, que os mortos nada sabem.

a)     Os pensamentos são gerados no cérebro.

b)    É por isso que quando o cérebro dorme, ficamos inconscientes.

c)     Quando o cérebro está adormecido quimicamente por anestesia, a pessoa fica tão inconsciente que podem operá-lo, extrair ou transplantar-lhe órgãos e ela não sente nada até que desperte.

d)    Isso torna lógico e razoável o que diz a Bíblia: "quando o cérebro é destruído pela morte, o homem fica inconsciente". Eclesiastes 9:5.

e)     Por isso é que com toda a verdade e lógica, a Santa Bíblia revela que eles não intervém em nada do que se faz na terra. Eclesiastes 9:6.

4. Quer dizer que os espíritos com que os adivinhos manejam são espíritos sim, mas não são os mortos, pois estão inconscientes.

5. Quem poderiam ser?

a)     Há poderes invisíveis: os anjos.

b)    A terceira parte deles se rebelou contra Deus.

c)     Foram expulsos do céu.

6. Estes anjos rebeldes podem operar milagres.

a)     Inclusive diante dos governas. Apocalipse 16:14. 

b)    Os adivinhos da época em que se escreveu a Bíblia negociavam com eles. Há antecedentes bíblicos a esse respeito. Atos 16:16-19.

7. Sendo que as condições parecem ser as mesmas, não seria demasiado supormos que agora ocorra o mesmo.

 

III. COMO  PODE  SER  QUE  NESTA  ÉPOCA  HAJA  TANTA  GENTE  QUE  CREIA  EM  ADIVINHOS?

 

1. Talvez porque há muitas superstições que apreciamos e aceitamos.

2. As pessoas preferem um adivinho ao invés da Bíblia, talvez por razões como estas:

a) Porque a Bíblia:

(1)  Lhes diz as coisas que vão ocorrer.

(2)  E também as coisas que devem fazer.

(3)  Como devem viver diante de Deus.

c)     A Bíblia lhes diz que terão que prestar contas diante do Dono do futuro.

(1)  Que se devem arrepender dos seus pecados.

(2)  Aceitar a Cristo Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas.

(3)  Abandonar todo o pecado.

(4)  Viver como Deus manda, guardando os Seus mandamentos.

c) Porque as pessoas:

(1)  Querem conhecer o futuro;

(2)  Mas não querem ser leais a Deus, o Dono do futuro.

 

IV. QUE  ATITUDE  DEVERIA  ADOTAR  UM  CRISTÃO?

 

1. Pode consultar os adivinhos?

a)     Não pergunto se costumam fazê-lo - infelizmente alguns o fazem.

b)    Não pergunto se querem fazê-lo - muitos querem.

c)     Pergunto: Pode?

2. O rei Manassés o fez.

a)     Que avaliação dessa conduta temos na Palavra de Deus?

II Reis 21:6.

1.     O rei Saul decidiu, numa crise pessoal, consultar uma adivinha.

a) Sabia que era errado, mas o fez. I Samuel 28:7.

b)    Deus o reprovou. I Crônicas 10:13.

4. Deus é muito explícito: Deuteronômio 18:10-14.

5. Inclusive devíamos queimar os livros que tratam do assunto de adivinhação, magia, espiritismo, etc. Atos 19:18-20.

6. Não entremos em terreno proibido. Como muitos sabem, por experiência própria, esses espíritos têm poder para afligir.

7. Como livrar-nos desses espíritos?

a) Abrindo nosso coração a Cristo:

(1)  Entregando-nos ao Senhor.

(2)  Permitindo que Ele entre em nossa vida e a governe.

(3)  I São João 4:4.

(4)  Quando esteve na terra, libertou os endemoninhados. Por exemplo: S. Marcos 1:5-13.

(5)  Antes de subir aos céus declarou que tem todos os poderes. S. Mateus 28:18-20.

 

CONCLUSÃO

 

1 . Meu melhor conselho:

a)     II S. Pedro 1:19-21.

b)    Hebreus 4:14-16.

2. Oração.

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

O GRAVE PROBLEMA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL

 

O  GRAVE  PROBLEMA  DA  DELINQUÊNCIA  JUVENIL

 

INTRODUÇÃO

 

1. Assim como nos é difícil desfrutar das belezas de um lago tranqüilo enquanto sofremos de um ataque asmático, e a tormenta de uma enxaqueca acompanhada de uma dor de dente, a família não pode ser feliz enquanto algum de seus membros vive desordenadamente, à margem dos princípios que regem a conduta da sociedade.

2. Por outro lado devemos reconhecer que a família deficiente favorece o surgimento de caracteres defeituosos.

a)     Alexis Carrel declarou: "O fracasso da família é o seminário da delinqüência juvenil."

b)    Com essas palavras quis destacar a notável influência que o lar exerce neste triste problema social.

3. Alguém disse que "a mão que embala o berço é a mão que move o mundo".

a)     Mas hoje não vemos esta mão muito firme.

b)    Basta ler os jornais, ligar o rádio ou a televisão para inteirar-nos dos roubos, crimes, atos anti-sociais ou qualquer outra atividade delituosa cometida por jovens, ou mesmo por crianças.

4. Este é um problema que está aumentando e do qual não podemos desinteressar-nos.

a)     Temos que fazer algo para freiar essa crescente maré.

b)    Temos que fazê-lo por nossos filhos que podem ser presa do delito e pelo futuro desta sociedade na qual nos toca viver.

5. Em primeiro lugar faremos bem em pesquisar quais são as principais causas que produzem o triste quadra da delinqüência juvenil, para podermos combatê-la.

a)     Algumas estão dentro da criança ou do jovem.

b)    E outras reinam no ambiente.

c)     Em forma sumária as enumeraremos.

(1)  Dentro das de ordem interna mencionaremos três.

(2)  E na ordem externa, cinco.

 

I. CAUSAS  DE  ORDEM  INTERNA

 

1. Nos primeiros anos de vida não se exerce muita no julgamento crítico por falta de maturidade suficiente, mas nem por isso se deixa de captar o mundo que a rodeia. Durante esse período observa-se.

a)     Uma grande sugestionabilidade.

b)    Um desejo de imitação que costuma agigantar se na adolescência por meio do qual se identifica com os personagens que admira e procura, aderido a eles, afirmar seu eu débil e imaturo.

c)     Uma fácil excitação emocional que torna fascinante a emoção e às vezes a violência.

2. Estes ingredientes normais na personalidade da criança e do adolescente serão estudados e canalizados cuidadosamente, para o bem de um pai consciente, mas quando se lhes descuidam podem ser postos em ação por um ambiente que predisponha ou precipite ao indesejável quadro da delinqüência juvenil.

 

II. FATORES  DE  ORDEM  EXTERNA

 

Estes também têm sua grande influência, pois indiscutivelmente a criança "flutua num meio" (o meio familiar, o meio dos amigos, o meio escolar).

a) Não é um ente isolado.

(1)   Forma parte de um grupo social onde há trocas de idéias e emoções.

(2)   Onde se refere muito ao que se refere a cânones para a vida e alimento afetivo.

c)     Em grande parte o ambiente moldará sua forma de pensar, de falar e de atuar. Eis aqui os principais fatores ambientais que precipitam ao despenhadeiro da delinqüência.

1. Um ambiente viciado. Dentro deste tópico pode riamos mencionar muitas formas de vícios influentes. Mencionaremos somente dois:

a)     O alcoolismo. Além do problema que apresenta no campo da genética, um dos primeiros efeitos do álcool é tirar o freio moral e anular a força de vontade.

(1)  O único efeito central que produz é depressivo.

(2)  Se ao beber, alguns se tornam mais agressivos ou atrevidos, é porque o álcool lhes produz uma depressão de fatores inibitórios.

(3)  Os cuidadosos estudos realizados na Universidade de Harvard, mostraram que seis de cada dez crianças delinqüentes tinham pais que bebiam em excesso.

b)    O outro aspecto do vício que gostaríamos de mencionar é o jogo.

(1)   Este vai destruindo os incentivos para o trabalho ou o esforço, substituindo-os pela ilusão da morte e da vida fácil.

2. Cinema, Televisão e Má Leitura

a)   Como muitos adultos os apreciam, sem dúvida, haverá os que o discutirão.

(1)    Não estamos cegos e reconhecemos que nem tudo é mau, mas notamos que o bom é escasso.

b)   A seguir alguns comentários muito recomendados:

Jean Chazal, conselheiro da Cour D'Appel, de Paris e presidente de L'Assoiation Internationale des Juges des Enfants, disse:

"Não podemos esquecer que a criança que vê diariamente acontecer na tela imagens rápidas e variadas, não se adapta com o ritmo cotidiano da vida. A família, o trabalho, tornam-se monótonos.

Buscará a aventura na irregularidade social.

Não se poderá negar que a imagem cinematográfica é para a criança especialmente sugestiva, é imposta com vigor. É em si um estímulo poderoso e sua força é inclusive acrescentada pelas mesmas condições do espetáculo: a escuridão da sala, o isolamento do espectador, a luminosidade da tela, o ritmo que acompanha a projeção. Compreende-se, então, que alguns filmes sejam especialmente prejudiciais para os jovens espectadores saturados de projeções cinematográficas. São filmes plenos de morbosidades maléficas ou de luxuosa facilidade, nas quais dominam cenas de violência, torturas, roubos e seqüestros.

"Filmes nas quais super-homens realizam aventuras intermináveis e triunfam diante dos mais prodigiosos obstáculos. Filmes onde reina um clima de desespero sexual e brutalidade e nos quais a mulher, abdicando-se de sua dignidade, transforma-se em um simples brinquedo. Não menos prejudiciais são os filmes negros onde os personagens se envilecem e degradam em sua impotente luta contra seu destino implacável ou com acontecimentos agonizantes.

"A visão constante e renovada de tais filmes encaminha a criança na vida do crime e da fuga. A ficção converte-se para ela em realidade, impregnando progressivamente seus atos e suas atividades.

"Tornam-se mais virulentos os impulsos antisociais que já existiam nela, ou que seu meio suscitou."

c) Diante disto, não nos é estranha a notícia publicada pelos brasileiros indicando que 80% dos jovens delinqüentes detidos, cujas idades oscilavam entre 13 e 21 anos de idade, entraram nas vias do crime por causa do cinema. Desejaram competir com o herói e escapar da polícia.

3. As brincadeiras

a)     É um fato geralmente aceitável que a criança brinca daquilo que será no futuro...

b)    Não nos chama a atenção então, pois depois de aprender as técnicas do crime na tela ou nas leituras, e depois de praticá-las inocentemente em suas brincadeiras de pistoleiros, muitos terminam executando na vida real esses crimes.

4. A Rua

a)     A rua, mesmo que havendo nos ensinado muitas lições, não é a melhor escola.

b)    Foi com razão que o Dr. M. Benítez em Vagancia Infantil: "Sem dúvida, a rua é o foco de infecção moral mais rápido e mais terrível que se conhece. O vício multiforme vaga nela em todas as horas."

5. O Lar

a)     É ali onde podemos regular as influências que penetram na mente de nossos filhas.

b)    Onde podemos criar as forças impulsoras da vida psíquica, anímica e espiritual dos mesmos.

c)     Onde poderemos colocar ao alcance de nossos pequenos os exemplos de virtude que moldarão seus princípios e realizações.

d)    Quando o lar fracassa a personalidade da criança se deforma.

(1)  O doutor Berro afirma que "é unânime a convicção de.. que a causa fundamental da delinqüência infantil está na desorganização familiar."

(2)  Um estudo dos lares de 500 crianças delinqüentes situadas na Colônia Lar Ricardo Gutiérrez, deu os seguintes resultados: Lares maus, 219; lares deficientes, 61; lares considerados muito bons somente 2.

(3)  De sua parte os doutores Eleonor Glueck e Sheldon Glueck, da Universidade de Harvard, fizeram um estudo de 500 rapazes delinqüentes e de 500que não eram, durante 10 anos. A conclusão levantada é  a seguinte: se a vida familiar da criança é correta, existe 97% de possibilidades de que essa criança chegue a ser uma pessoa normal, útil. Se as relações familiares são tensas e anormais, há 98% de probabilidades de que a criança chegue a ser delinqüente.

e)     A doutora Belle Wood Comstock enumerou alguns problemas do lar que considera influentes no assunto que analisamos:

(1)  Pais que carecem de conhecimento necessário a respeito do cuidado das crianças.

(2)  Mãe muito solícita.

(3)  Pais que se criticam mutuamente.

(4)  Pais egoístas que não querem trabalhar por seus filhos.

(5)  Mãe cansada que não suporta os seus filhos.

(6)  O lar dissolvido.

f)      Para que a vida da criança se desenvolva normalmente, ela necessita de um lar bem constituído.

(1)      O doutor Alejandro Petre, do Conselho Nacional do Menor, disse-me em conversação recente: "À medida que o tempo se passa e vou entrando em anos, acentua-se mais minha convicção de que uma criança necessita de seu pai e de sua mãe. Não se pode desenvolver harmoniosamente quando eles se separam."

(2)      O que foi mencionado por este profissional que leva 40 anos de prática na psiquiatria, e que se encontra à frente do Instituto Agote, concorda com as estatísticas e estudos realizados por outros colegas e sociólogos nas diferentes partes do mundo.

(3)      A insegurança e ansiedade produzidas no tenro coração infantil ao ver rachar a muralha de proteção de seu lar e a falta de afeto onde a criança tem direito, fá-la sentir esmagada pela vida. Então buscará satisfações compensadoras em atividades que essa sociedade censura.

g)    Quando falamos de lares divididos, referimo-nos em primeiro lugar ao problema do divórcio, e em segundo termo, ao caso igualmente triste, daqueles casais que vivem sob o mesmo teto mas que de fato estão separados.

(1)   Casais que por suas contínuas brigas não têm interesse de oferecer amor aos filhos.

(2)   John Edgar Hoover, que fora diretor da P.B.I., declarou: "Congenitamente consciente de que é um ser defraudado, a criança descuidada raciocina cega e convulsivamente, atropelando contra os costumes que a rodeiam e que somente o lar verdadeiro possui. É esta reação compensadora que na profissão judicial somos obrigados a denominar delinqüência juvenil. A verdadeira falha, naturalmente, jaz não na criança, mas no lar."

 

CONCLUSÃO:

 

1.     A criança necessita do amor tanto quanto do alimento e do vestuário.

2.     Certa vez, um casal foi a um orfanato com o propósito de adotar uma criança. O diretor propôs a eles conversarem com a criança à qual se haviam afeiçoado. Sentiram-se atraídos pelo pequeno, mas não o disseram. Em troca enumeraram todas as coisas que lhe dariam se chegasse ser adotado: teria uma casa cômoda, roupas novas, poderia passear por diferentes partes do mundo, comprar-lhe-iam muitos brinquedos...

O menino ouviu tudo com indiferença e, enquanto com suas mãos pegava em um dos seus joelhos, e seus olhos olhando à distância, respondeu-lhes:

– Se querem dar-me somente uma casa nova, roupas novas e brinquedos como todas as demais crianças têm, desde já digo-lhes que prefiro ficar aqui.

Quase contendo a respiração pela resposta imprevista, a senhora exclamou:

– O que mais você queria que lhe oferecêssemos?

E a senhora ficou surpreendida quando o menino respondeu:

– Só desejo alguém que me queira. Isso é tudo.

3.     De certa forma, isso é tudo o que todas as crianças querem: AMOR. Um carinho genuíno que lhes permita sentir-se seguros frente à vida. Um amor que mova esses pais a buscar as melhores normas de educação para seus pequenos, a fim de capacitá-los para ser cidadãos úteis e triunfantes.


Fonte - Apostila de Sermões - Pr. Daniel Belvedere

 

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