segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

EX-PASTOR ADVENTISTA, RYAN-BEL SE DIZ ATEU


Depois de declarar que abandonou seus empregos ligados ao exercício da fé para "não crer em Deus", o ex-pastor adventista e educador religioso Ryan Bell começou a receber milhares de doações de ateus para continuar com sua causa.
Bell pretende experimentar um ano vivendo como ateu, e ao publicar no blog de seu projeto Ano Sem Deus (Year Without God) que perderia suas economias, recebeu o apoio do bloguista ateu Hemant Mehta que criou um site para arrecadar doações, onde já reuniu cerca de 17 mil dólares.
Apesar do ateísmo do ex-pastor estar previsto para acabar em um ano, Mehta relata que admira sua atitude, pois é um meio de mudar a visão negativa em torno do ateísmo e algo digno de apoio "mesmo que ele decida que a não-crença não serve para ele", avalia.
Entre as mensagens deixadas na página de doações, muitos afirmam que Ryan Bell não deve ser julgado por sua iniciativa, por pensarem que todos têm direito de efetuar uma sondagem sobre aquilo que crê e ver sua real conveniência.
O afastamento do pastor de sua crença teve início por conta de sua dificuldade em compreender o tratamento dado pela Igreja Adventista aos homossexuais e às mulheres, postura que aos poucos conduziu sua saída da congregação.
Agora ele pretende passar um ano sem reconhecer a existência de Deus, para observar como é o raciocínio dos ateus. No entanto, apesar de ter recebido muito apoio, também obteve um alerta de Ro Os, um amigo do ex-pastor, que apontou algumas armadilhas que podem surgir em seu projeto.
Além de questionar a imagem negativa que Bell tem imposto sobre os cristãos, como se a igreja só servisse para contrariar o ex-pastor, Ro Os afirma que teme que o amigo sirva como garoto-propaganda de uma guerra cultural entre ateus e cristãos, com uma visão distorcida e marginalizada do que cada classe representa de verdade.
Eu acho curiosa essa postura e, ainda mais curioso, o motivo alegado para isso, a saber, a revolta contra o modo como igreja encara a homossexualidade. Para mim isso reflete uma capitulação diante da cultura, como formadora de pressupostos - "se (a) as pessoas têm o direito de seguir determinadas tendências, seja por escolha ou natureza, but (b) the church as impede de viver como desejam, então (c) a igreja é preconceituosa." O problema da primeira sentença estaria nos fatores que determinam a moralidade. Seriam apenas aspectos culturais (sujeito à mudança das eras) ou uma revelação transcendente, de um Ser acima da transitoriedade de nossas opiniões? Creio que a racionalidade de cada postura, mesmo que há princípio seja a mesma (em termos de ponto de partida), pode ser avaliada por suas implicações, não mensurando aquela que se acha mais disseminada e conformada com o zeitgeist atual.

(colaborou: Gilberto Theiss)

Fonte - http://questaodeconfianca.blogspot.com.br
No meu entender, esse aí nunca foi um crente.de fato. Ele é um bom ator, que fez um bom papel de  cristão e pastor. Agora no teatrinho da vida dele, será ateu. Amanhã, talvez, fará o papel de pai de santo de algum terreiro de macumba, ou o papel que lhe pagarem melhor, não importando se de mocinho ou bandido, afinal para um bom ator, tudo é válido.
Manoel Barbosa da Silva

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