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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Entre o vermelho e o púrpura

 Econtrei essa matéria no blog do Michelson Borges, achei tão relevante para os nosso dias, que resolvi postar na íntegra aqui em meu blog, cujo título é, TEMAS ESPIRITUAIS. Não lhe pedí licensa para fazê-lo, espero que não se aborreça comigo. Quanto a mim, só tenho que agradecer as matérias tão boas que ele, Michelson Borges,  produz. Obrigado Michelson.  E,  se por acaso, encontrar algo no meu humilde Blog, que lhe chame a atenção, e desejar publicar ao todo ou em partes, fique à vontade

Entre o vermelho e o púrpura


MICLELSON BORGES

Necessitamos de um sólido conhecimento das verdades Bíblicas, afinal, nunca antes na História carecemos tanto da “lâmpada para os [nossos] pés”

besta 2

Durante 1.260 anos (de 538 a 1798), a Igreja Romana teve autoridade para perseguir, prender e até matar. Foi um período extremamente difícil para aqueles que desejavam se manter fiéis às verdades bíblicas e longe dos dogmas humanos. Em Daniel capítulos 7 e 8, esse poder perseguidor é descrito como a “ponta (chifre) pequena” que tentou mudar a lei de Deus, deturpou a verdade do santuário e perseguiu os fiéis. Em Apocalipse 13, esse mesmo poder é descrito como uma besta simbólica que emerge do mar (povos), sofre uma ferida mortal, se recupera, conquista admiração e recebe finalmente o apoio da besta da terra (os Estados Unidos). Em Apocalipse 17, o símbolo é uma prostituta vestida de púrpura e escarlate. Aquele tempo de perseguição (também descrito como três anos e meio ou 42 meses, o que equivale aos mesmos 1.260 anos) um dia terá sua “segunda edição”, quando a marca da autoridade dessa besta/ponta pequena for imposta à humanidade (para mais informações, assista aos vídeos desta playlist).

Bestas são instrumentos usados por Satanás para levar avante seus intentos. São suas marionetes no grande conflito. Além das bestas do mar (papado) e da terra (Estados Unidos), o inimigo se valeu também da besta do abismo de Apocalipse 11. Ali é descrito um poder relacionado com ateísmo e sodomia/licenciosidade (veja os vídeos abaixo para entender melhor o assunto). A França revolucionária é identificada por esse símbolo, e o capítulo chega a mencionar o mesmo período de 1.260 anos durante os quais a Bíblia (as duas testemunhas) teve que “profetizar vestida de pano de saco” (luto, humilhação). A relação entre os capítulos 11 e 13 de Apocalipse (além de Daniel 7 e 8) fica muito clara aos olhos do leitor atento.

Política e sociologicamente, a Revolução Francesa trouxe benefícios à humanidade, mas no aspecto religioso (focalizado pela profecia) foi uma tragédia. A partir dessa revolução, o ateísmo ganhou novo fôlego. A Bíblia Sagrada passou a ser questionada. Ideologias naturalistas como o darwinismo e o marxismo conquistaram terreno. Os “ecos” dessa revolução reverberam ainda hoje, com vernizes culturais.

A besta do abismo continua urrando por meio da militância progressista anticultura judaico-cristã. No afã de destruir ou, pelo menos, anular/enfraquecer os valores bíblicos e a boa escatologia (que desmascara Satanás), o progressismo vermelho sequestra pautas e movimentos como o feminismo, o antirracismo, LGBT e outros. Usando essas causas como ponta de lança, a besta do abismo conquista mais e mais terreno, de maneira sub-reptícia, disfarçada. Assim, ela empurra o pêndulo para um extremo; estica a corda do arco até seu limite. E prepara o caminho para o retorno triunfal da besta preferida de Satanás: a do mar. A besta-flecha que causará o estrago final.

Na resistência aos progressismos e ao chamado marxismo cultural, estão pensadores totalmente alinhados com as ideias e os propósitos do catolicismo histórico. Ao reagir contra o poder da besta do abismo, muitos estão caindo no colo da besta do mar, que dentro de pouco tempo terá o apoio da besta da terra. Estão entre a foice e a falsa cruz. Entre o vermelho (ideologias revolucionárias) e o púrpura (romanismo). Para todos os fins, os propósitos do estrategista-mor por trás das bestas acabam sendo cumpridos, de uma forma ou de outra. As bestas de Apocalipse 13 representam um alinhamento político-religioso cada vez mais fortalecido como reação à influência da besta do abismo. Só que, no fim das contas, haverá, nas palavras de Ellen White, um “laço de união universal”. A polarização dará lugar a uma breve concordância geral (ECOmenismo?).

Nesse turbilhão de influências e interesses, como deve se comportar o povo e Deus? Antes de responder, vou resumir tudo para deixar claro:

1. A besta do mar/ponta pequena vem atuando ao longo da História como instrumento de Satanás para distorcer as verdades bíblicas e afastar as pessoas do verdadeiro Salvador e de Sua obra no santuário celestial.

2. Quando a besta do mar foi ferida de morte, Satanás passou a usar a besta do abismo para avançar ainda mais sua agenda destruidora. O que o papado começou, a Revolução Francesa concluiu: o primeiro distorceu a Bíblia e a tornou inacessível; a segunda destruiu a Bíblia e promoveu a descrença.

3. Depois de algum tempo, a ferida mortal da besta do mar começou a ser curada (processo ainda não concluído). Paralelamente, as ideologias nascidas e/ou fortalecidas na França revolucionária continuaram e continuam causando estragos no mundo (teologias políticas/marxistas, evolucionismo teísta, progressismo, revisionismos, relativismo, etc.). E assim Satanás vem atuando em duas frentes, mais ou menos como aquelas empresas donas de duas marcas que promovem uma falsa competição comercial.

4. Indignados com as barbaridades do pensamento esquerdista (aliás, esquerda e direita também são filhas da Revolução), muitos estão correndo para os braços da direita religiosa, com sua religião aparentemente cristã, mas fundada em dogmas como o da pretensa santidade do domingo e da imortalidade da alma, por exemplo (os dois grandes erros: aqui e aqui). Uma religião que desembocará na união das bestas do mar e da terra, com a consequente perseguição dos que não aceitarem as imposições do Estado unido à igreja (sendo o decreto dominical uma dessas imposições). Estão correndo do vermelho para ser abocanhados pelo púrpura.

Nesse turbilhão de influências e interesses, como deve se comportar o povo e Deus? Simples: não se alinhar com poderes nem da direita nem da esquerda, afinal, somos do Alto. Não abraçar ideologias humanas travestidas de cristianismo. Não ceder às pressões sociais nem às religiosas que finalmente os levariam para longe da Palavra de Deus. Precisamos de um sólido conhecimento das profecias a fim de navegar seguros nessas águas agitadas. Necessitamos de um sólido conhecimento das verdades Bíblicas, afinal, nunca antes na História carecemos tanto da “lâmpada para os [nossos] pés” (Salmo 119:105).

(Michelson Borges é pastor e jornalista)

Do Blog     https://michelsonborges.wordpress.com/

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

THE GREAT RESET: O TOTALITARISMO CHEGANDO A BORDO DO COMUNAVÍRUS CHINÊS. OU: A HISTÓRIA QUE A GRANDE MÍDIA NÃO TE CONTOU.

 Sou seguidor a alguns anos, do blog,  do ALUIZIO AMORIM,  que eu acho um dos blogs mais relevantes que eu conheço. Ele postou no blog dele, essa matéria que achei muito interessante. Postei a mesma, na íntegra, em meu blog, sem nem mesmo lhe pedir permissão

Espero que ele não fique aborrecido comigo

sexta-feira, outubro 23, 2020

THE GREAT RESET: O TOTALITARISMO CHEGANDO A BORDO DO COMUNAVÍRUS CHINÊS. OU: A HISTÓRIA QUE A GRANDE MÍDIA NÃO TE CONTOU.

O rastro de destruição ocasionado pela pandemia do comunavírus lançado ao mundo pelo regime comunista chinês é avassalador. Mas não é só isso, ou seja, por trás dessa desgraça estão todos os tipos de oportunismo. Sim, há quem tire enorme proveito dessa desgraça viral fabricada pelo PCChinês como por exemplo o Fórum Econômico Mundial comandado pelo führer Klaus Schwab. 

Como podem perceber os leitores a temática desta postagem jamais será pauta para os grandes veículos midiáticos e, portanto, não é conhecida pela maioria da população do planeta e, quiçá dos próprios jornalistas da mainstream media que normalmente são fantoches dos comunistas. Ou, no máximo, toda essa gentalha das redações é composta por imbecis. Sim basta ligar um canal de TV ou visitar um desses sites dos grande veículos midiáticos para constar que a pauta de destaque passou a ser o terror da peste chinesa. "Fique em casa" insistem esses boçais. E tome matérias fúnebres das vítimas do vírus chinês.

Ora, o sujeito tem de ser muito idiota para concluir que essa pandemia é obra da natureza. Haja vista que laboratórios já teriam vacinas para aplicar. Se têm é porque já sabiam de antemão o lançamento do vírus e começaram seu processo de fabricação há muito tempo. Aliás, como já noticiei aqui no blog em outubro do ano passado - baita coincidência! - foi realizado em New York o "Evento201", dedicado debater e oferecer soluções para eventual pandemia global. E, como já afirmei em outras postagens não seria de uma hora para outra que poderia aparecer toneladas de álcool gel, bilhões de máscaras e artefatos tecnológicos que medem à distância a temperatura corporal das pessoas e ainda arquivam sua foto num computador. Coisa que lembra a engenhoca chinesa que controla todos os cidadãos da China!

Enfim, o que citei nesses três parágrafos acima é um resumo muito resumido de todo esse plano diabólico do vírus chinês. Como banqueiros, grandes empresários, grandes comerciantes e capitalistas variados não emitem um pio sobre tudo isso surge no ar um grande interrogação. Em boa parte a resposta a esse mistério vem do tal Fórum Econômico Mundial que está muito excitado pelo fato do comunavírus ser uma grande oportunidade para mudar o mundo. Esqueceram apenas o principal, ou seja, perguntar se afinal os cidadãos do mundo inteiro estão querendo mesmo mudar o nosso mundo. Quem nunca costuma fazer essa indagação, ou seja, ouvir os cidadãos, são os regimes despóticos como os regimes comunista, nazista e fascista. Aliás, verso e anverso da mesma medalha. Todos eles são regimes totalitários que até hoje perpetuam ditaduras assassinas! Que o digam os escravos chineses, cubanos, venezuelanos e agora, há pouco, os argentinos!

Face a tudo isso passo agora a transcrição de matéria publicada pelo site Epoch Times com base na postagem do site Mundo Revelado que recomendo a leitura. O conteúdo desta matéria explica muito do que está acontecendo e que é criminosamente desprezado pela mainstream media. 

Além disso ilustro esta postagem também com um vídeo excelente do site Mundo Revelado que trata da tecnocracia como embrião da tecnologia no comunismo! Segue o vídeo e o texto que versa sobre o tal "The Great Reset" proposto pelo Fórum Econômico Mundial e que será o mote principal de evento no início de 2021, em Davos, na Suíça, onde está a sede da organização de Herr Claus Schwab. Leiam e vejam o vídeo: 

Em uma reunião virtual do Fórum Econômico Mundial (FEM), líderes globais das Nações Unidas, Reino Unido, Estados Unidos, Fundo Monetário Internacional (FMI) e corporações multinacionais discutirão e anunciarão um plano para reiniciar toda humanidade incluindo a economia mundial. Esse plano é conhecido como “O Grande Reinício” ou, em inglês, The Great Reset.


“TODOS OS PAÍSES, DOS ESTADOS UNIDOS À CHINA, DEVEM PARTICIPAR, E TODOS OS SETORES, BEM COMO TECNOLOGIAS DE PETRÓLEO E GÁS, DEVEM SER TRANSFORMADOS,” ordena o chefete o Fórum Econômico Mundial.


“Temos uma oportunidade de ouro para tirar algo de bom desta crise [COVID-19]. As ondas de choque sem precedentes podem tornar as pessoas mais receptivas a grandes visões de mudança”, disse o Príncipe Charles, um dos líderes do evento.


O objetivo do “O Grande Reinício” é usar a pandemia do coronavírus como uma justificativa – os participantes repetidamente se referiram a ela como uma “oportunidade” – para reformatar completamente toda a economia global, incluindo a dos EUA, para tornar o mundo mais “equalitário” e para combater a mudança climática, que em várias ocasiões foi identificada como a próxima grande “crise” do mundo.


Em um artigo publicado no site do Fórum Econômico Mundial, o fundador e presidente executivo do FEM, Klaus Schwab, disse que “o mundo deve agir conjuntamente e rapidamente para renovar todos os aspectos de nossas sociedades e economias, desde a educação até os contratos sociais e as condições de trabalho”.

“Todos os países, dos Estados Unidos à China, devem participar, e todos os setores, bem como a tecnologia de petróleo e gás, devem ser transformados”, acrescentou Schwab. “Em suma, precisamos fazer ‘O Grande Reinício’ do capitalismo.”


Schwab não foi o único a pedir que o mundo “reinicie” o capitalismo. Incontáveis líderes no evento, muitos dos quais ocupam posições influentes em organizações e governos ao redor do mundo, exigiram mudanças econômicas de longo alcance que soam notavelmente semelhantes ao “Novo Acordo Verde” (Green New Deal) dos socialistas Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez – exceto que em uma escala global.


Sharan Burrow, a secretária geral da Confederação Sindical Internacional, disse que precisamos usar a crise atual para ajudar a “reequilibrar” a economia global.

“Precisamos criar políticas para alinhar o investimento nas pessoas e no meio ambiente”, disse Burrow.


“Mas, acima de tudo, a perspectiva de longo prazo é sobre reequilibrar as economias.”


Burrow acrescentou mais tarde: “Queremos o fim da mentalidade de lucro a todo custo, porque se não construirmos um futuro econômico dentro de uma estrutura sustentável em que respeitemos nossos limites planetários e a necessidade de mudar nossos sistemas de energia e tecnologia, então não teremos um planeta vivo para os seres humanos. ”


Ecoando esses pontos, Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, pediu a construção de “sociedades iguais, inclusivas e sustentáveis, que sejam mais resilientes em face de pandemias e mudanças climáticas”.


Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace International, disse que o mundo deveria usar a crise atual para apertar o “botão de reinicialização”, semelhante ao que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando Morgan diz que: “Estabelecemos uma nova ordem mundial”.


Morgan acrescenta que: “Estamos agora em um mundo diferente do que éramos então. Precisamos perguntar: o que podemos fazer de maneira diferente? O Fórum Econômico Mundial também tem uma grande responsabilidade nisso, apertando o botão de reinicialização e entendendo como criar bem-estar para as pessoas e para a Terra”.


Outros palestrantes no fórum virtual que pediram pelo “O Grande Reinício” incluíam Ma Jun, presidente do Comitê de Finanças Verdes da Sociedade Chinesa de Finanças e Bancos e membro do Comitê de Política Monetária do Banco Popular da China; Bernard Looney, CEO da BP; Ajay Banga, CEO da Mastercard; Bradford Smith, presidente da Microsoft; e Gina Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional.


O evento virtual do FEM anunciou o lançamento do plano para “O Grande Reinício” da economia mundial, mas propostas de políticas mais específicas provavelmente serão deliberadas na reunião do FEM em DavosSuíça, em janeiro de 2021. O evento de Davos está sendo anunciado pelo FEM como uma “cimeira gêmea” que incluirá um encontro pessoal de líderes mundiais e reuniões virtuais “conectando os principais líderes governamentais e empresariais do mundo em Davos com uma rede global em 400 cidades.”


Abaixo segue um resumo dos pontos que devem ser discutidos durante a cimeira do “O Grande Reinício” em Davos.


1. Liderança:
Os economistas Thomas Piketty e Joseph Stigliz (marxistas e keynesianos) estão encabeçando as diretrizes do “O Grande Reinício”.


2. Diretrizes:
• Aquecimento global
• Novo Acordo Verde
• Novo Bretton Woods


3. Problemas:
• Pandemia do COVID-19
• Agitação social
• Crises econômicas


4. Metas:
• Eliminar todo o papel-moeda e utilizar a cripto moeda DES (Direitos Especiais de Saque), que já foi utilizada em 1970, 1979 e 2009 para injetar liquidez no sistema financeiro.


• Reforma tributária global com maiores impostos para fortunas, chegando a 90% para fortunas acima de US$ 2 bilhões.


• Criar dificuldades para as empresas moverem ativos para paraísos fiscais. Remover do mercado qualquer empresa ou organização que não seja “verde”, como a indústria da carne ou do petróleo.


• Estimular o consumo de produtos com o “selo verde”. Os governos devem dar preferência na lista de subsídios e cupons ao consumidor para esses produtos.


• Fomentar títulos verdes tanto quanto possível. Qualquer banco central que esteja considerando o uso de flexibilização quantitativa deve usar títulos verdes.


• Acabar com qualquer tipo de combustíveis fósseis em todo o mundo.


• Vacinação mandatória e passaporte mundial (APP) com rastreamento genético.


Portanto, as mudanças propostas pelo “O Grande Reinício” possuem um viés político e ideológico alinhado com as doutrinas marxistas e socialistas, e visam moldar a humanidade nesses parâmetro, o que é perigoso. De fato, a história tem diversos exemplos de países que adotaram esses regimes e levaram o caos e a destruição social para sua população como a China, Coreia do Norte, Irã, Venezuela, Cuba entre outros. Do site Epoch Times

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Como suportar pessoas insuportáveis na igreja

 

Como suportar pessoas insuportáveis na igreja

Todos nós conhecemos e convivemos com pessoas insuportáveis dentro da igreja. Gente chata, pedante, mentirosa, enganadora, hipócrita, arrogante, sem noção, inconveniente, deselegante, ofensiva, sem limites, abusada, sem amor, irritante, insubmissa, incompatível… Nossa, são tantos os adjetivos que tornam uma pessoa insuportável que fica até difícil listar todos. Mas elas estão aí, fazem parte da nossa vida, a convivência geralmente é compulsória e não tem jeito: somos obrigados a compartilhar ambientes, conversas, tarefas ou simplesmente a presença delas. A pergunta é: como suportar as pessoas insuportáveis que convivem conosco na igreja?

Nessa hora, como em tudo na vida, temos que voltar nossos olhos para as Sagradas Escrituras em busca de respostas. Porque, se formos agir segundo a nossa carne, simplesmente vamos começar a brigar, ofender, cortar relações e a ter outras reações nada espirituais com relação a essas pessoas insuportáveis. Quando, na verdade, Jesus deseja que nós consigamos conviver com o diferente. Porque, se você parar pra pensar, a pessoa nada mais é do que uma “pessoa diferente” de você. Numa família, por exemplo, onde todos falam baixo, o insuportável é aquele primo que fala alto como um italiano. Já num família de italianos, o insuportável pode ser aquele que não participa da bagunça, como aquele primo que se comporta como um inglês.

Então, ser ou não ser insuportável depende de quão diferente alguém é de você. Esse é o parâmetro. Eu já ouvi de certas pessoas “nossa, o fulano é tão caladinho”. Outras vezes, ao final de uma viagem soube que esse mesmo fulano incomodou as pessoas no carro “de tanto que ele falou”. Certamente tal fulano não é calado e tagarela ao mesmo tempo, mas dependendo do contexto em que está se torna mais ou menos insuportável.

E, vou te contar um segredo: a esmagadora maioria das pessoas é diferente de você. Logo, insuportável. Dentro da igreja, então, onde todos deveriam ser um amor e agir segundo o exemplo de Cristo, o coeficiente de insuportabilidade é enorme. Que fazer? Deixar de ir à igreja? Fugir da comunhão?

Paulo toca no assunto em Efésios 4. Ele diz: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor“. Repare: de todas as atitudes que o apóstolo poderia nos recomendar ter, ele nos manda logo “suportar uns aos outros“. E se você for pensar bem, ele certamente não está mandando suportar quem é gente fina, os carismáticos, os que nos fazem rir e sorrir. Está se referindo aos insuportáveis.

Mas, Zágari, e aí, qual é o segredo para conseguir isso? Como suportar os insuportáveis como a Biblia manda? O segredo é o que Paulo diz logo depois:“suportando-vos uns aos outros em amor“. Amor: essa é a formula mágica.

Isso se confirma quando lemos 1Co 13.7: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta“. Sim, o amor tudo suporta, inclusive o que é insuportável. Senão não seria “tudo”. “Mas falar de amor é fácil”, alguém poderia argumentar”, “na hora de lidar com a pessoa insuportável quero ver amar de verdade”. Só que esse amor não se restringe a um sentimento fácil. Exige esforço. Exige a consciência de que dele depende a união do Corpo de Cristo. Repare o que o apóstolo Paulo diz em Efésios logo em seguida a “suportando-vos uns aos outros em amor”: “Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação“.

Amar aqui é uma atitude apresentada como algo que exige esforço. E não um esforço qualquer, mas um esforço “diligente”, ou seja, com zelo, com cuidado, com dedicação. E com qual finalidade? “Preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz“.

Deus deseja paz para sua Igreja. Deseja paz para cada membro de seu Corpo. Para os gente fina, mas também para os insuportáveis. Jesus nunca prometeu que na congregação dos santos todos seriam pessoas fantásticas, nossos melhores amigos. Temos que amar todos os que ali estão, o que significa um grande esforço para aturá-los em suas chatices. Você certamente sabe quem são os insuportáveis da sua igreja. Ame-os. Suporte-os. Despenda esforços nesse sentido. E faça isso com zelo. Pois essa é a única forma possível de haver unidade na Igreja.

Ah, só mais uma coisa: nunca se esqueça de que o insuportável da sua igreja pode ser… você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Maurício Zágari - Apenas

Do Site. GRUPO VIRTUAL ADVENTISTA

O voto adventista: Trump ou Biden?

 Só para sua informação. 

Como os adventistas dos EUA veem a política atual

Os leitores do Spectrum Magazine e Adventist Today, bem como membros da Adventists for Social Justice and Adventists Vote (uma campanha de engajamento de eleitores), participaram de uma breve pesquisa sobre suas inclinações religiosas e políticas, planos para votar na eleição e posições sobre uma série de questões sociais controversas. 
 
Mais de 1.500 pessoas responderam, com 94% completando a pesquisa inteira (N = 1.467). A maioria dos entrevistados nasceu nos EUA (81%) e mais da metade (56%) era do sexo masculino. A distribuição de idade da amostra tendeu para participantes mais velhos, com 7% com idades entre 18 e 35 anos, 11%  com idades entre 36 e 50 anos, 25% com idades entre 51 e 65 anos e 57% com mais de 65 anos. 
 
Mais de um terço (37%) tinha renda familiar anual total de mais de $ 100.000 por ano, cerca de 16% entre $ 75.000 e $ 100.000, quase 18% entre $ 50.000 e $ 75.000 e 18% com $ 50.000 ou menos. A origem étnica de nossa amostra era de 80% de brancos, seguido por latinos (5%), negros (7%), asiáticos (3%), multirraciais (2%) e outros (3%). 64% da nossa amostra tinha graduação ou pós-graduação, 20% tinha quatro anos de faculdade, com os 15% restantes dos entrevistados tendo algum estudo universitário ou menos. 
 
Finalmente, 57% dos entrevistados não tinham nenhum papel formal na igreja, enquanto 20% se identificaram como ancião da igreja local ou diácono, 18% como líderes da Escola Sabatina e aproximadamente 5% como pastor, professor / equipe de escola adventista local ou corpo docente / equipe universitária adventista.

A amostra teve uma gama equilibrada de inclinações religiosas e políticas. Conforme indicado na Figura 1, quase metade (48%) se considerava moderada em suas orientações religiosas. Cerca de um em cada quatro (24%) se considerava conservador religioso, enquanto um em cada quatro (25%) era liberal em sua orientação religiosa. 3,6% são identificados como fundamentalistas. Dois terços (66%) concordaram ou concordaram fortemente que suas crenças religiosas influenciam seu comportamento eleitoral.
A Figura 2 mostra a orientação política dos entrevistados. A orientação política é geralmente associada à orientação religiosa, com 36% quase igualmente divididos que se identificam como politicamente moderados, 30% se identificam como conservadores ou fortemente conservadores e 32% se consideram liberais / progressistas ou liberais / progressistas fortes. A afiliação partidária segue o mesmo padrão. Havia um pouco mais democratas (34%) do que republicanos (30%) ou independentes (26%). Os restantes não eram registrados (5%) ou eram outros (3%), talvez porque não se tinham inscrito por partido político ou não podiam votar devido à cidadania. Mais de 90% disseram que provavelmente votariam na eleição de novembro.

E agora, os números que todos vocês estavam esperando! A Figura 3 mostra os votos prováveis ​​dos entrevistados para presidente. Quase dois terços (63%) dos entrevistados planejam votar em Joe Biden, cerca de duas vezes o número que planeja votar em Donald Trump (32%). A maioria dos 5% restantes estavam indecisos, não votaram, ou planejavam votar em um candidato libertário.

Usando perguntas de uma enquete do Pew Research Center, foi pedido aos apoiadores de Joe Biden que indicassem o principal motivo para votar nele (apenas uma opção de resposta permitida). A maioria das respostas foram “Ele não é Trump” (29%), seguido por “Outro” (19%), “Posições sobre questões” (15%) e “Ele é para o povo americano” (14%). Quando perguntado aos apoiadores de Donald Trump sua principal razão para votar nele, a maioria das respostas foram "Posição sobre as questões" (33%), "Liderança / desempenho" (26%) e "Ele é para o povo americano" (22%) “Ele não é Biden” foi selecionado por apenas 5%, e “Características Pessoais” ficou com 2%. 
 
Também foi perguntado aos participantes em quem votaram em 2016. Vinte e nove por cento disseram que votaram em Donald Trump. Um percentual ligeiramente superior (32%) continua a apoiar Trump em 2020, mostrando apoio consistente dos eleitores adventistas na amostra. Em 2016, os participantes apoiaram o candidato democrático com 49%. Com 63%, o apoio do democrata Joe Biden é 15% maior em 2020. Em 2016, os 20% restantes desses mesmos eleitores votaram em um candidato de outro partido ou não votaram. No entanto, em 2020, muito desse apoio agora parece ter se aglutinado em torno de Biden.
 
Embora esta amostra possa não representar a população adventista em geral na América do Norte, há uma orientação política e religiosa quase uniformemente dividida em todo o espectro. No entanto, apesar de percentagens quase iguais de participantes que representam democratas, republicanos e independentes, o apoio mais forte parece ser para Biden em 2020. 
 
Dada a natureza altamente polarizadora do processo político deste ano, pode ser difícil entender a verdadeira natureza do pensamento político adventista. A julgar pelas 623 respostas em aberto formuladas vigorosamente à última pergunta da pesquisa, "Há mais alguma coisa que você gostaria de nos dizer sobre política, questões sociais ou as eleições nacionais?", sem dúvida, esta eleição despertou sentimentos poderosos no eleitorado adventista, resultando em maior engajamento dos eleitores. Esperamos compartilhar mais descobertas deste estudo sobre os adventistas - religião, política e questões sociais no futuro.

Leia o artigo na íntegra em Spectrum Magazine

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Deputada comunista quer que sejam presos pais e mães que resistem às leis que forçam a vacinação dos próprios filhos

 Julio Severo

Se depender do comunismo, serão presos pais e mães brasileiros que não concordam com a vacinação forçada de seus filhos.



Projeto de Lei 3842/19, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de 2019, estipula pena de detenção de um mês a um ano para pais e mães que não levarem seus filhos pequenos ou adolescentes para serem vacinados à força.

O projeto, cuja autora original é a deputada Alice Portugal (do Partido Comunista do Brasil), também penaliza quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias negativas sobre as vacinas.

No site “Vermelho,” que pertence aos comunistas brasileiros, Alice disse:

“Essa campanha contra a vacinação é algo muito sério. São muitas fake news disseminadas sobre os riscos da vacinação.”

Não é surpresa nenhuma uma comunista declarada estar por trás de uma lei que criminaliza pais e mães que protegem a saúde de seus filhos por meios alternativos e criminaliza também escritores que alertam sobre efeitos ou origens das vacinas.

Na verdade, essa lei não traz uma criminalização pioneira, mas reforça a criminalização que já existe. Antes dessa lei, agentes de saúde já passavam de casa em casa para monitorar lares e denunciar famílias que não vacinam.

O clima de monitoração, registro obrigatório dos dados e denúncia é muito parecido com o clima da repressiva União Soviética. Por isso, uma deputada comunista se sentiu muito à vontade para reforçar uma lei que, no seu espírito, se parece muito com o comunismo.

Se essa lei for aprovada no Senado do Brasil, não somente pais e mães serão criminalmente punidos, mas todo escritor, como eu, que tentar mostrar que as vacinas têm efeitos colaterais e questões éticas poderá ser perseguido.

Se a deputada comunista conseguir o que quer, não poderei, como escritor cristão, continuar alertando que a maioria das vacinas infantis têm células de bebês abortados.

Obrigar vacinação de adultos já é uma atitude ditatorial digna do comunismo. Mas obrigar a vacinação de crianças e adolescentes com todos os tipos de drogas suspeitas é comunismo puro.

O que o projeto da deputada comunista faz é tornar ainda mais draconiano o que já é draconiano. Leis brasileiras que seguem o espírito do comunismo há muito tempo criminalizam pais e mães que buscam meios alternativos e éticos para proteger seus filhos de vacinas em grande parte feitas sem ética.

A aceitação da vacinação obrigatória como normal mostra que muitos brasileiros já se habituaram ao controle socialista. Muitos brasileiros que se consideram cristãos ou conservadores levam nomalmente seus filhos para a vacinação sem questionar a lei que os obriga a isso e sem pensar em defender sua liberdade contra tal imposição. O controle socialista se tornou normal para eles e eles nem perceberam.

Talvez a primeira vez que um presidente brasileiro questionou a obrigatoriedade da vacinação foi quando Jair Bolsonaro teve um embate político com o governador João Doria, que impôs vacinação de COVID-19 no Estado de São Paulo. Bolsonaro se opôs à vacinação forçada de Doria, e todos os conservadores o apoiaram, entendendo que a liberdade de vacinar ou não faz parte de uma sociedade anti-comunista.

Agora, a liberdade que Bolsonaro defendeu para São Paulo precisa e deveria ser estendida ao grave problema de todas as vacinações que são forçadas em crianças e adolescentes do Brasil.

A postura do comunismo é tornar mais draconiano o que já é draconiano, pois os comunistas entendem que a obrigatoriedade aniquila a liberdade dos pais protegerem e cuidarem dos filhos. Tal aniquilação de libertade é tática comunista padrão de controle.

O que os cristãos conservadores farão? Eles se aliarão aos comunistas contra a liberdade dos pais e mães protegerem a saúde de seus filhos ou eles se aliarão aos pais e mães contra o sistema draconiano já existente de destruição de liberdade e contra todas as outras tentativas comunistas de controlar a liberdade de pais e filhos por meios de leis comunistas de obrigatoriedade de vacinação?

Fonte: www.juliosevero.com

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Aquele programa teria sido perfeito

 

Aquele programa teria sido perfeito


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Pr. Manoel Barbosa da Silva



Participei, não faz muito tempo, de um programa religioso muito bom. O conteúdo das mensagens, muito apropriado e atual. O relacionamento entre os organizadores do evento excelente, até a alimentação servida, foi a melhor possível. Algo imprescindível para a vida espiritual do cristão. Só uma coisa me deixou incomodado e muito triste, o nível das músicas tocadas ali.
Por questão de ética, não posso dizer onde, nem quando foi o evento, muito menos, qual denominação religiosa pertence a igreja onde fui participar do tal evento, apenas posso dizer, que, se não fora as músicas cantadas ali, o evento teria sido perfeito.
Pensando neste evento me veio a pergunta: Será que um dia as igrejas adventistas, como um todo, terão este estilo de musicas tocadas e cantadas em todos os seus cultos?. Será que deixaremos de lado nossa música, que ainda é considerada no meio evangélico,  como a melhor música religiosa, será que a trocaremos por essas musiquetas modernas, apenas para satisfazer o meu gosto de uma juventude, na maioria alienada?
Pelo o andar da carruagem, parece que, infelizmente, sim. Cada dia que passa, vejo em nossas igrejas a apresentação de cantores da MPA (música popular adventista) cantando músicas que nada tem de louvor a Deus, músicas de qualidade duvidosa, que só engrandece os cantores e compositores que as produzem, e contribuem para perverter mais ainda o gosto dos jovens e recém-convertidos de nossa igreja.
E o que me deixa mais triste ainda, é ver surgir CDs de promoção de eventos, feitos às pressas, sob encomenda, para servirem de motivação, para um determinado programa a ser apresentado, o que na realidade não motiva nada, e na maioria, as tais músicas ficam esquecidas tão logo passa o evento.
Enquanto isto, nossa verdadeira música vai sendo esquecida, nossa “música de raiz” de nosso tão precioso Hinário Adventista aos poucos está se tornando obsoleto, e o que prevalece são essas músicas mencionadas acima.
Não sou estúpido de achar que só no passado houve grandes compositores e grande intérpretes.  A inspiração e o talento, não estão presos ao tempo ou espaço, assim como no passado houve grandes compositores, hoje, e em qualquer lugar, poderão surgir músicas tão boas ou melhores que as do hinário.
O que me preocupa é o ruído dos tambores e o ritmo das musicas atuais.
Até o tal, Tambor de Crioula, muito usado nos terreiros de macumba, no Maranhão, está adentrando em algumas igrejas, com nome e forma diferente, agora se chama Kahon. espero que não chegue nas igreja adventistas. Satanás ficaria muito contente em ver o tambor que ele usa em suas danças, sendo usado nos cultos e templos adventistas 

 Minha preocupação se baseia na advertência que Ellen White faz á igreja, quando o assunto é música. Ela diz taxativamente, que, antes do fim do tempo da graça, haveria na Igreja Adventista, musicas tambores  e danças, e as pessoas sem nenhum conhecimento, ficariam empolgadas achando serem aquelas manifestações, operações do Espírito Santo, quando na realidade, seria operação de satanás.
Por esta razão, toda vez que vejo, em qualquer programa religioso, gente cantando músicas estridentes, com manifestações de palmas, gingado de corpo, sapateado, e dando gritos histéricos de Aleluia! Oh gloria, e etc. fico de cabelo em pé, apavorado, e me pergunto:
Meu Deus será que já está se cumprindo a profecia?
Quanto ao programa mencionado acima, do qual participei, muitas das musicas apresentadas ali, às vezes, são tocadas em eventos de nossa igreja, não com a ênfase que ali foram apresentadas, nem em todos os nossos cultos, mas muitas delas estão se tornando popular em nosso meio.
E se a moda pega? E se vierem a se tornar comum?... Não seria melhor cortar o mal pela raiz, e proibi-las de vez?
Aquele programa teria sido perfeito, se todas as músicas cantadas ali, tivessem sido no mesmo nível das palestras ali apresentadas.

Veja o texto de Ellen White do qual me referi

As coisas que descrevestes, ocorridas em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de acontecer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores(Kahon?) música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isso será chamado operação do Espírito Santo.
O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal confusão e ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. ... Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das agências satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado operação do Espírito Santo. ... Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos”.

Reavivamento e seus resultados. Pag. 51

sábado, 17 de outubro de 2020

Uma teologia da adoração

 

Uma teologia da adoração

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Uma teologia da adoração

por Kevin DeYoung

Não há nada mais importante na vida do que adoração. Todos nós adoramos algo ou alguém. A questão é se adoramos a pessoa certa da forma correta. Na minha igreja, nosso desejo é que toda a vida seja de adoração a Deus (Romanos 12.1-2; 1 Coríntios 10.31). Ele é digno de receber glória, honra e poder (Apocalipse 4.11). Em particular, queremos que nossos cultos de adoração no Domingo sejam agradáveis a Ele. Queremos que nossa adoração conjunta no Domingo inspire e instrua nossa adoração da Segunda ao Sábado. Se reunir com o povo de Deus no dia do Senhor para adorar perante o trono de Deus sob a autoridade da palavra de Deus é nosso dever solene e contente privilégio.
É com esse objetivo supremo em mente que nossa igreja mantém alguns valores, quando se trata da adoração comunitária. Essa lista a seguir está longe de ser abrangente ou completa. Pelo contrário, é uma tentativa de prover um breve sumário dos princípios mais importantes que baseiam nossa teologia e filosofia da adoração.

1. Glória a Deus

A adoração é para Ele. Ele é a audiência mais importante em cada culto. A adoração comunitária é uma antecipação da reunião do povo de Deus no céu. As grandiosas cenas de adoração celestial em Apocalipse são tanto do presente quanto do futuro: nós direcionamos toda a nossa atenção para o trono; cantamos sobre a obra de Cristo; somos sinceros e diretos em nossa devoção a Deus. Nossas reuniões semanais – sejam pequenas ou grandes, extraordinárias ou regulares – são um doce aperitivo da adoração celestial que um dia experimentaremos na eternidade.

2. Foco no evangelho de Cristo

O evangelho – a vida, morte e ressurreição de Jesus – é o que torna a adoração possível. O evangelho é o que proclamamos na adoração. O evangelho é o que cantamos na adoração. O evangelho é o que chama as pessoas à virem adorar em comunhão, inspira as pessoas a louvarem e envia as pessoas para viverem em constante adoração. Cada Domingo é uma nova oportunidade de cantar sobre a cruz, nos gloriarmos no nosso Redentor e nos maravilharmos com as boas novas de Cristo para nós e em nós. Jesus Cristo está no centro de todo o pensamento bíblico a respeito de adoração. Ele é o mediador entre Deus e o homem. Seu sacrifício substitutivo na cruz é a propiciação pelos nossos pecados. Ele é o agente da salvação e a benção para as nações. Ele é o novo templo onde todos os verdadeiros crentes congregam. Cristo nos atrai para si na adoração e, através dele, um novo relacionamento com o Pai é possível. Embora nossa adoração congregacional não seja especialmente focada nos não crentes (como se eles fossem a audiência que precisamos agradar mais), nosso foco em Cristo significa que nós certamente desejamos que o evangelho seja apresentado de forma inteligível e crível aos não cristãos. Somos privilegiados de termos visitantes todo Domingo, dentre os quais alguns não são convertidos. Uma de nossas orações toda semana é que os não crentes ouçam o chamado de Cristo à fé e ao arrependimento, e que Deus busque e salve os que estão perdidos.

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3. Bíblica

Todo o culto ensina o povo de Deus, então tudo – as orações, as músicas, a pregação – deve ser bíblico. Na adoração comunitária nós lemos a Bíblia, pregamos a Bíblia, cantamos a Bíblia e vemos a Bíblia nos sacramentos. Cada elemento do culto deve ser avaliado com base na revelação de Deus nas Escrituras: estamos cantando, dizendo e ouvindo a verdade? Como essa é a nossa convicção, também afirmamos que “o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e assim limitado pela sua vontade revelada” (Confissão de Fé de Westminster 21.1). Esse “princípio regulador” não deveria ser a fonte de conflitos sem fim e especulações vazias, mas uma oportunidade para o povo de Deus encontrar unidade e liberdade ao adorar Deus da forma como ele deseja ser adorado.

4. Edificante para o povo de Deus

A adoração corporativa é diferente da adoração diária em seu foco na edificação. Por causa desse foco, há muitas atividades que são apropriadas para o cristão em sua vida que não inapropriadas para o culto. Há muitas formas de arte que podem ser praticadas e apresentadas para a glória de Deus que, entretanto, não são adequadas para a adoração coletiva. O princípio de Paulo em 1 Coríntios 14 é que a adoração conjunta deve buscar o máximo de entendimento comum. Isso significa, entre outras coisas, que o culto de adoração não apenas será centrado na Palavra, mas também será cheio de palavras.

5. Ênfase nos meios de graça

Deus pode agir de diversas formas, mas ele se comprometeu a estar conosco e nos transformar através de certos “meios de graça”. Ele comunga conosco por meio da oração, da palavra e dos sacramentos da Ceia do Senhor e do Batismo. Nossos cultos enfatizam esses meios ordinários pelos quais Deus promete nos dar mais graça. Nos reunimos para adorar para dar glória a Deus, mas também para nos encontrarmos com ele e recebermos as bênçãos de suas mãos (Números 6.24-26). O ato central do culto de adoração é a pregação da palavra de Deus. Nós cremos que isso é melhor realizado por meio da exposição da cuidadosa da Escritura, guiada pelo Espírito Santo. Normalmente, isso significa passar verso por verso de um livro da Bíblia. Independente da abordagem, todo sermão deve fluir claramente da Escritura e proclamar o evangelho de Deus. Por meio disso tudo, esperamos que cada adorador possa clamar “o Senhor está neste lugar” (Gênesis 28.16).

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6. Canto congregacional

Escolher a composição musical e o conteúdo lírico da adoração congregacional é uma tarefa que requer atenção cuidadosa aos princípios musicais e mais cuidadosa ainda à fidelidade teológica. Cremos que há canções novas que podem ser cantas para Jesus. Também cremos que há uma grande herança musical na igreja que devemos abraçar. Não vemos problema em projetar letras em uma tela. Mas também cremos no valor que existe em usar e aprender de um bom hinário. Nossos cultos usam músicas de diferentes gêneros e diferentes séculos. Usamos uma variedade de instrumentos, desde guitarras e bateria ao órgão. Em tudo isso, o som mais importante é o da congregação cantando.

7. Liturgia (sem exageros)

Praticamente toda igreja tem uma ordem de culto e um padrão familiar de fazer as coisas, o que significa que toda igreja tem uma liturgia. Mesmo que não sejamos muito rígidos em nossa liturgia, ainda assim queremos que ela seja rica, sólida e bíblica. Nosso culto tem quatro partes: louvor, restauração, proclamação e resposta. Nós vemos esse padrão nas cerimônias de pacto e aliança da Escritura e em diversos encontros divinos. Em Isaías 6, por exemplo, Isaías comparece diante de Deus e o adora; então ele confessa seu pecado e busca restauração; Deus então proclama sua palavra a Isaías; finalmente, Isaías responde com seu compromisso a Deus. Esse também é um padrão do evangelho: nos aproximamos de Deus com admiração, vemos nosso pecado, ouvimos as boas novas e respondemos em fé e obediência. Nossos cultos não são o mesmo toda semana, mas também não tentamos inventar algo novo todo Domingo. Dentro desses quatro “atos” (louvor, restauração, proclamação e resposta) podemos encontrar elementos litúrgicos básicos como uma oração de confissão de pecados e certeza do perdão, uma longa oração pastoral, leitura da Escritura e o Batismo e a Ceia do Senhor.

8. Tradição reformada

A igreja tem pensado em como adorar por séculos. Nós queremos aprender com nossos antepassados espirituais e construir em cima de seus fundamentos. Para esse fim, não hesitamos em empregar os Dez Mandamentos, credos, confissões, catecismos, leituras responsivas e outras formas que tem sido comuns na história da igreja. Queremos que nossos cultos contenham mais do que um “momento de louvor”, um sermão e uma música para encerrar. Como igreja presbiteriana, usamos o Diretório de Culto da nossa denominação. Queremos que nossa adoração seja cativantemente Reformada, isso é, sem ser arcaica ou arrogante, enraizada em nossa herança histórica e fiel à Escritura.

9. Oração

Nossos cultos incluem diversas orações diferentes. Às vezes temos uma oração de confissão, pois pecamos toda semana e necessitamos da misericórdia do evangelho toda semana. Normalmente temos uma oração congregacional mais longa, um tempo importante para orarmos pelas necessidades da família da igreja e pelo mundo. Outras orações também são comuns: uma oração de adoração no início do culto, uma oração por iluminação antes do sermão e uma breve oração após o sermão. Regularmente temos um culto de oração no primeiro Domingo do mês, no culto da noite. É difícil que o povo de Deus entenda que eles devem orar, ou veja que podem orar, ou aprendam a como orar, se a oração não é parte significativa do que fazemos quando nos reunimos para adorar.

10. Excelência que não distrai

Na adoração corporativa, o foco deve ser no evangelho e na glória suprema de Jesus Cristo. Se as guitarras estão desafinadas, o sistema se som está com microfonia, o pregador gagueja em cada frase e quem conduz as músicas deixa todo mundo meio nervoso, então nosso foco estará no lugar errado. Como fazer as coisas com decência e ordem ajuda os outros e é agradável a Deus, devemos buscar adorar com excelência (1 Coríntios 14.40). Mas essa excelência não pode ser algo que distrai (para usar uma expressão do John Piper). Se o guitarrista começa um solo fantástico, o sistema de som possui um sub-woofer embaixo de cada assento, o pregador exala eloquência estética e os que conduzem as músicas parecem fazer você se sentir aproveitando uma performance, então nosso foco estará igualmente no lugar errado. O objetivo é liderar de tal forma que não somos nem desastrados nem espertos demais para que não nos esqueçamos da glória de Deus.
Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
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