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domingo, 8 de janeiro de 2023

Fumo e Hábito de Fumar

 

Fumo e Hábito de Fumar

Quanto ao chá, ao café, fumo e bebidas alcoólicas, a única atitude segura é não tocar, não provar, não manusear. A tendência do chá, café e bebidas semelhantes é no mesmo sentido que as bebidas alcoólicas e o fumo, e em alguns casos o hábito é tão difícil de vencer como é para um bêbado o abandonar os intoxicantes. Os que tentam deixar esses estimulantes sentirão por algum tempo sua falta, e sofrerão sem eles. Com persistência, porém, vencerão o forte desejo, e a falta deixará de se fazer sentir. A natureza talvez exija algum tempo até se recuperar do mau trato sofrido; dai-lhe, no entanto, uma oportunidade, e ela se reanimará, realizando nobremente e bem a sua tarefa.  Ellen White. A Ciência do Bom Viver. Pág. 335

Que grande quantidade do capital confiado por Deus é gasta na compra de fumo, cerveja e bebidas alcoólicas! Deus proíbe todas essas condescendências porque elas destroem a estrutura humana. Devido a sua condescendência a saúde é sacrificada, e a própria vida é oferecida no altar de Satanás. O apetite pervertido faz com que o cérebro enfraqueça, de modo que os homens não possam pensar com argúcia e clareza, nem idear planos que levem ao êxito nas coisas temporais; e muito menos poderão pôr um intelecto culto em suas transações religiosas. São incapazes de distinguir as coisas sagradas e eternas das que são comuns e temporais. Ellen White  - Conselhos sobre Mordomia  Pag. 134

 

Recusar o Vício de fumar

O fumo, seja qual for a forma em que for usado, afeta a constituição física. É um veneno lento. Afeta o cérebro e embota as sensibilidades, de maneira que a mente não pode discernir com clareza as coisas espirituais, em particular as verdades que teriam a tendência de corrigir essa satisfação sórdida. Os que usam o fumo em qualquer forma não se acham inocentes diante de Deus. Com tão sórdido costume é impossível glorificarem a Deus no corpo e no espírito que Lhe pertencem. E enquanto estiverem usando venenos tão lentos mas seguros, que lhes vão consumindo a saúde e rebaixando as faculdades mentais, o Senhor não os pode aprovar. Ele pode ser misericordioso para com eles enquanto condescendem com esse pernicioso hábito na ignorância do dano que lhe está causando, mas quando o assunto lhes é exposto em seu verdadeiro aspecto, então, acham-se culpados para com Deus caso continuem a condescender com essa grosseira  Ellen White Conselho Sobre Mordomia Pág., 135 

O Uso do Fumo: uma Ofensa a Deus

Os sacerdotes, que ministravam nas coisas sagradas, eram mandados lavar os pés e as mãos antes de entrarem no tabernáculo, na presença de Deus, para interceder por Israel, a fim de que não profanassem o santuário. Houvessem os sacerdotes entrado no santuário com a boca suja de fumo, teriam eles participado da sorte de Nadabe e Abiú.

 Entretanto, mesmo professos cristãos se curvam na presença de Deus, em seus lares, para orarem, tendo a boca profanada pela imundícia do fumo. ... Conselho Sobre Saúde pag. 82

 

O Homem, Propriedade de Cristo

Cristo morreu para resgatar o homem das garras de Satanás. Ele veio tornar-nos livres por meio do sangue de Seu sacrifício expiatório. O homem que se tornou propriedade de Jesus Cristo, e cujo corpo é templo do Espírito Santo, não se deixará escravizar pelo pernicioso hábito de fumar. Suas energias pertencem a Cristo, que as comprou com o preço de sangue. Sua propriedade pertence ao Senhor. Como, pois, pode ele ficar impune ao gastar cada dia o capital que o Senhor lhe confiou para satisfazer um apetite que não tem base na Natureza? Conselho Sobre Saúde -  Pág.83


Veneno Ardiloso

O fumo é um dos mais ardilosos e malignos tipos de veneno, o qual exerce uma estimuladora e, em seguida, paralisante influência sobre os nervos do corpo. É tanto mais perigoso, pois seus efeitos sobre o organismo são muito lentos, e a princípio vagamente perceptíveis. Multidões têm-se tornado vítimas de sua maligna influência. Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 128. 

(Homens que professam santidade oferecem o corpo sobre o altar de Satanás e queimam incenso de tabaco a sua majestade satânica. Parece severa essa afirmação? Certamente, o sacrifício é oferecido a alguma divindade. Visto como Deus é puro e santo, e não aceitará coisa de caráter corrupto, Ele recusará este sacrifício dispendioso, imundo e profano; portanto, concluímos que Satanás é quem protesta essa honra.)    -  Livro Santificação Pág.  31

 

 

 

 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Esboço de Sermão - Cativeiro em Babilônia

 Pr. Manoel Barbosa da Silva

        Cativeiro em Babilônia

                        Daniel 1: 1  

1)         Deus castigou seu povo com cativeiro 


   A - Por que o cativeiro?

1  a)  Trocaram a adoração a Deus. Cap. 2: 11-13

2  b) Todos se corromperam. Cap. 5: 1, 2

3  c)      Os profetas eram falsos. Vs. 30, 31

4  d) Os Profetas que não tinham vergonha em mentir. Cap. 8: 11, 1

s  e) Os Pastores se tornaram estúpidos. Cap. 10: 21, 22

6  f)   O cativeiro seria de 70 anos. Cap. 25: 8 – 11


B - A profecia se cumpriu. Daniel 1: 1, 2


C – Alguns jovens foram selecionados para estudar na UNB (Univ. Nac. De Babilônia) para em seguida, trabalhar no serviço público. Cap. 1: 2-5


D – Entre eles, Daniel e seus amigos. Vs. 6, 7


E – Estes recusaram a trair seus princípios. Vs. 8-13


F - Saíram beneficiados. Vs. 15.


2)          Lições 


a)      Deus castiga seu povo. Castigou toda a nação de Israel


b)       Nosso “iguais”, ou seja, aquiles que se dizem cristãos iguais a nós, que professam a mesma fé, muitas vezes, criam problemas para nós. Pois a atitude deles faz os incrédulos nos questionar e dizer:

 “Ele não é igual a você, não é da tua igreja, por que ele faz e você não? ” Vs. 10


c)   Vale a pena ser fiel. Vs. 15 – 17, 19, 20

 

Que na vida cristã sejamos fieis como foram fieis aqueles quatro servos de Deus

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

“E o Verbo se fez carne”

 

“E o Verbo se fez carne”

Jesus fez morada entre os homens para apresentar-lhes o caráter do Pai


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Como humano, o rei do universo nasceu em berço humilde, improvisado (Foto: Shutterstock)

Mais um Natal se aproxima. As reuniões em família, as ceias deliciosas e os abraços amigos, além de bem-vindos, são inesquecíveis. No entanto, como afirma Altares, “desde o império Romano, o Natal tem sido uma luta entre elementos religiosos e pagãos, entre a festa e a liturgia, que se prolonga até nossos shopping centers”.[1] Considerando que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração ao nascimento de Jesus Cristo, os adventistas do sétimo dia buscam glorificar a Deus (1 Coríntios 10:31), evitando sabiamente certos elementos incorporados à festividade e utilizando a ocasião “para um bom propósito”[2], como, por exemplo, meditar na missão do Filho de Deus; apresentar a Deus ofertas de gratidão[3] e ajudar os necessitados.[4] Este artigo, focado na encarnação de Cristo, apresenta a grandeza da natividade, a fim de promover séria reflexão, que resulte em adequada resposta ao seu amor. O que é a encarnação?

  1. A encarnação é um mistério profundo e multifacetado. Como afirmou Geisler: “O cristianismo é singular entre as religiões mundiais; e a singularidade verdadeira de Cristo é o centro do cristianismo”.[5] A encarnação de Jesus Cristo desafia a ciência e a compreensão humana, pois “a história de Belém é inexaurível. Nela se acham ocultas “as profundidades das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus" (Romanos 11:33)”.[6] Como Deus tornou-se carne por um nascimento virginal sem intercurso sexual, e ainda manteve sua divindade plena? (Mateus 1:18, 23). Como pode alguém ser totalmente Deus e totalmente homem? Como aconteceu a união da natureza divina do Filho de Deus com sua perfeita natureza humana? A encarnação é realmente um santo, elevado, e profundo mistério!

  2. O mistério da encarnação exige uma atitude adequada de nossa parte. Alguns preferem combater o que não entendem, pois se sentem humilhados diante do incompreensível. Entretanto, a encarnação é mais uma evidência de que Deus é infinitamente sábio, onipotente, e pode realizar coisas muito acima da nossa compreensão. Portanto, é necessário humildade e reverência diante do Todo-Poderoso. “Devemos aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração contrito. E o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas”.[7] É preciso também fé, o que não significa um salto no escuro, mas confiança em Deus baseada nas múltiplas evidências do seu poder e amor amplamente disponíveis na Natureza criada e, de modo especial, em sua Revelação escrita (2 Timóteo 3:15; 2 Pedro 1:19-21). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1:37).

  3. Deus revelou na Bíblia a encarnação de Jesus Cristo. É fundamental buscar compreensão sobre a encarnação de Cristo e outros assuntos na Palavra de Deus, pois: “As Escrituras Sagradas são a revelação infalível, suprema e repleta de autoridade de sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o revelador definitivo de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na história (Salmos 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21)”.[8] As declarações da Bíblia inteira nos ajudam a entender não apenas a criação (Hebreus 11:3), a queda, mas também a receber melhor compreensão sobre o plano da redenção e a necessidade da encarnação do Filho de Deus. Neste ponto cabe uma séria advertência. Não devemos buscar conhecimento, e nem depositar fé em fontes não autorizadas por Deus.[9] O apóstolo Paulo advertiu: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). O apóstolo João também foi incisivo ao declarar: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente, já está no mundo” (1 João 4:2, 3 

  4. A encarnação envolveu infinita humilhação do Filho de Deus. A encarnação faz parte do mistério eterno mais amplo do plano da redenção (Romanos 16:25), que envolveu abismal e necessária humilhação do Filho de Deus. Conforme profecias (Mateus 16:21; Lucas 24:44-47), Cristo se autolimitou, deixando sua elevada posição no trono do Universo, e como servo desceu em uma “cascata” de rebaixamento até a morte expiatória na cruz (Filipenses 2:5-9). Como substituto, morreu por nossos pecados (1 Coríntios 15:3, 4; 2 Coríntios 5:21) para ser nosso legítimo intercessor junto ao Pai (Hebreus 5:1-5, 7-10). Sua missão incluía revelar aos homens e ao Universo o caráter de Deus em meio a sofrimentos (Isaías 52:13-53:12), e reivindicar a Lei divina, pois no centro do grande conflito entre o bem e o mal está o caráter de Deus e a perpetuidade da sua Lei dos Dez Mandamentos (Apocalipse 11:19; 12:17; 14;12).

  5. Na encarnação, Cristo não perdeu sua divindade, e na ressurreição não perdeu sua humanidade. Jesus Cristo é o divino e eterno Verbo Criador que se fez carne e habitou entre nós (João 1:1-3, 14), “totalmente divino e totalmente humano. Deus e homem ao mesmo tempo”.[10] Ele “não era duas pessoas, mas tinha duas naturezas dentro de uma pessoa.”[11] O apóstolo Paulo apresenta o Cristo encarnado como segundo Adão e o legítimo representante da raça humana (1 Coríntios 15:45, 47). Conforme Romanos 5:14, “em seu papel como cabeça federal, Adão era um tipo (símbolo) daquele que devia vir - isto é, o Senhor Jesus Cristo”.[12] Assim como aconteceu primeiramente em relação a Adão, o segundo Adão também não poderia vir com propensão para o pecado. Jesus Cristo não foi corrompido pelo pecado à semelhança de Adão e cada ser humano, caso contrário, também precisaria oferecer sacrifício por seus próprios pecados (Hebreus 7:27) e não poderia ser nosso perfeito Salvador (Levítico 1:3, 10; Hebreus 7:16; 1Pedro 1:18, 19). “Sua natureza espiritual estava isenta de qualquer nódoa de pecado.”[13]Entretanto, limitações evidentes e inocentes demonstram que, embora a natureza humana de Jesus não tenha sido infectada, ela foi afetada pelo pecado.[14] Cristo encobriu sua divindade com uma natureza humana sem pecado, mas mais fraca daquela com que Adão fora dotado.  Jesus sentia fome (Mateus 4:2), cansaço e sede (João 4:6, 7); chorava (11:35), ficava perturbado (12:27; 13:21) e morreu (João 19:30). Neste aspecto, “a natureza humana de Cristo era semelhante à nossa”.[15] Contudo, após sua morte, Ele ressuscitou como vencedor e levou consigo para sempre a natureza humana glorificada (João 20:27-29; 1 Coríntios 15:21-23). “Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós”.[16]

  6. A encarnação nos convida a aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, compartilhar seu amor e as boas novas da salvação. O escritor de Hebreus convidou seus leitores a considerar a Jesus (Hebreus 12:3). A palavra grega é ἀναλογίζομαι (analogizomaia), e significa analisar detalhadamente. Para Kistemaker e Hendriksen, “Ele literalmente lhes diz para comparar suas vidas com a de Jesus e tomar nota de tudo o que Jesus teve que suportar”.[17]

  7. Que neste Natal tomemos a Bíblia, e de coração aberto analisemos detidamente o infinito sacrifício do Filho de Deus para nos salvar. A encarnação nos convida a aceitar o sacrifício substitutivo de Cristo por nós na cruz, e recebê-lo como nosso único Senhor e Salvador. O convite é extensivo a compartilhar seu amor e esta tão grande salvação. Que resposta você lhe dará? Feliz Natal!


    Referências:

    [1]Guillermo Altares, “A origem do Natal: uma luta entre elementos religiosos e pagãos”, El País, https:// brasil. elpais.com/brasil/2017/12/08/cultura /1512736033 _713696 .html (Consultado em 10 de dezembro de 2017, às 21:31h).

    [2]Ellen G. White, O lar adventista, 14ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 478.

    [3]Ibíd., 482.

    [4]Ellen G. White, Manuscrito 13, 1896.

    [5]Norman Geisler, Enciclopédia de apologética (São Paulo: Editora Vida, 2001), 219, 220.

    [6]Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 49. A seguir: White, O Desejado de todas as nações.

    [7]Ellen G. White, Mensagens escolhidas, 2ª ed. (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1: 244.

    [8]Manual da Igreja 2015, 22ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016), 167.

    [9]Através de outro evangelho o espiritismo pretende ser um canal de luz para a humanidade, mas frontalmente nega verdades das Escrituras como a encarnação do Filho de Deus.

    [10]L. Palau, Comentario bı́blico del continente nuevo: San Juan I (Miami, FL: Editorial Unilit, 1991), 48.

    [11]Norman R. Gulley, Christ Our Substitute (Washington D.C.: Review and Herald, 1982).

    [12]W. MacDonald, & A. Farstad, Believer's Bible Commentary: Old and New Testaments (Nashville: Thomas Nelson, 1997, c1995), s. Romans 5:14.

    [13]Ellen G. White, Cristo triunfante: meditação matinal 18 de setembro de 2002 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 267. A seguir: White.

    [14]Amin A. Rodor, O Incomparável Jesus Cristo (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2015), 30, 33.

    [15]White, Cristo triunfante, 267.

    [16]White, O Desejado de todas as nações, 312.

    [17]S. J. Kistemaker, & W. Hendriksen, New Testament commentary: Exposition of Hebrews. Accompanying biblical text is author's translation. (Grand Rapids: Baker Book House, 1953-2001), 15: 369.

     

    Cristo era divino ou humano? O que seu nascimento representa para a humanidade? Reflita em cada aspecto deste artigo e compartilhe.

Wilson Borba

Wilson Borba

Sola Scriptura

As doutrinas bíblicas explicadas de uma forma simples e prática para o viver cristão.

Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Possui mestrado e doutorado na mesma área pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, e pela Universidade Peruana Unión (UPeU). Ao longo de seu ministério foi pastor distrital, diretor de departamentos, professor e diretor de seminários de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul. Atualmente serve como pastor distrital no interior de São Paulo.

Recomeçando Nossa Vida Espiritual Em 2023

 Pr. Manoel Barbosa da Silva

Recomeçando Nossa Vida Espiritual Em 2023

Ageu 1: 1-11


 Estamos começando, pela graça de Deus, um novo ano.

Ainda estar bem presente, em nossa mente, os sonhos e propósitos que fizemos para anos anteriores, e para este que felizmente termina.

Digo felizmente, por que acredito que não deixará saudades

Como é comum a cada passagem de ano, renovamos nossos votos de fidelidade a Deus e prometemos a Ele, e a nós mesmos, que seremos melhores a cada ano que começa.

Renovamos também os sonhos materiais, de conseguirmos tudo o que não foi possível no ano anterior. Casas, sítios, estudos, profissões, empregos, namorados, casamentos, ... 

 São tantos os sonhos e tantas as promessas feitas, que não dar para mencionar todos.

O porem é que, a maioria dos sonhos e resoluções, não se realizam; e no fim do ano nos damos conta, que muita coisa deixou de ser cumprida, principalmente esse ano findo 2022

Reconstrução do templo Judeu

Acontecia algo parecido com o povo Judeu depois que voltaram do cativeiro.

Para que tenhamos melhor compreensão do assunto vamos nos situar no contesto.

Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e a população levada em cativeiro e a cidade foi destruída.

Essa destruição foi em cumprimento de uma profecia do profeta Jeremias. 

Deus estaria castigando o povo, disse o profeta, por causa da desobediência.

Como o povo não atendeu as admoestações do profeta, a profecia se cumpriu.

A cidade foi destruída e o povo viveu 70 anos no cativeiro. 

No fim do prazo, alguns homens, inspirados por Deus, levantaram-se para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e o templo.

Os principais líderes foram; Neemias, Esdras e Zorobabel,

O povo participou com alegria da reconstrução. Doavam dinheiro, madeiras, etc. (Esdras. 3:7, 8.) 

E participaram ativamente em um grande mutirão de construção

Trabalharam pessoalmente. Neemias 3.

A construção suscitou uma grande oposição. Sambalat. Tobias e Gesém, uniram-se para fazer com que o povo parasse de reconstruir a cidade e principalmente o templo.

Escreveram cartas ao rei da Pérsia denunciando os Judeus como sendo um povo desleal ao Rei, e pedindo forças e autoridade para embargar a construção.

A princípio o povo continuou lutando, chegaram a terminar os muros porem desanimaram e o templo ficou sem acabamento por alguns anos.

Deus suscitou o profeta Ageu com uma mensagem de advertência muito dura ao povo. Repreendeu-os, por se preocuparem apenas com as posses matérias e esquecerem a casa de Deus.

Disse que o motivo por que eles não progrediam era que estavam dando mais atenção às próprias residências, morando em casas bem-acabadas, estucadas, e esquecendo a casa de Deus.

Este era o motivo, disse o profeta, porque eles plantavam e não colhiam, ou se colhiam era muito pouco e assim mesmo os inimigos tomavam, e se ganhavam salário era para pôr em um saco furado, em suma, eles estavam sendo amaldiçoados por que eram infiéis. 

Esta experiência tem um paralelo espiritual para os crentes atuais.

Estamos construindo um templo espiritual em nossa vida. 

O nosso caráter é uma construção que fazemos para a eternidade. E é tão difícil a construção do mesmo como foi para os judeus reconstruírem o templo de Jerusalém.

Assim como eles começaram a reconstrução de Jerusalém, com todo o vigor e alegria, nós começamos também a reconstrução de nossa vida.

Promessas

No dia que aceitamos a Cristo, e nos batizamos, prometemos que daí em diante nossa vida será diferente. 

Prometemos que seremos pessoas melhores, melhores país e mães, filhos melhores e os melhores vizinhos.

Prometemos ainda que seríamos fieis nos dízimos, nas ofertas, que seríamos bons amigos e que estaríamos sempre prontos a ajudar a igreja, tanto na participação nos cultos, como no trabalho missionário, e que ainda estaríamos prontos para ajudar fisicamente nas reformas ou construções da igreja.

Muitas vezes esquecemos as promessas que fizemos

Esquecemos que a vida espiritual tem hoje ainda, os “Sambalat” e os “Tobias” da vida espiritual. Que estão sempre em nosso encalço para nos fazer desanimar.

São os problemas da vida. São as tentações e as provações que surgem de todo os lados e nos deixa sem forças para cumprir todas as promessas que fizemos.

E assim cada dia, mês ou ano que passa. Fazemos promessas que seremos fieis. Dizemos: “o no passado, as promessas que fiz, não as cumpri, más agora, com a graça de Deus, eu serei fiel. Em 2023, eu serei um melhor cristão”.

Toda vez que tomamos uma resolução nova, Satanás procura fazer tudo para nos fazer desanimar.

Surgem tantos obstáculos, tantas provações, tantas tentações, tantos problemas que quase nos sufoca.

Porem desistir não é a solução.

Parar a construção do nosso caráter não nos ajuda em nada.

Pelo contrário, quando o povo de Deus deixou de fazer o templo físico de Jerusalém só receberam maldiçoes, e ficou como exemplo a nós, que devemos continuar sem desistir. Pois o nosso Deus está ao nosso lado.

Ellen White escreveu:

“O caráter não vem por acaso. Não é determinado por uma explosão de temperamento, um passo na direção errada. É a repetição do ato que faz com que se torne habito e molda o caráter, seja para o bem ou mal. O caráter reto só pode ser formado pelo esforço perseverante incansável, aperfeiçoando cada talento e capacidade confiados para gloria de Deus”. (O.C . – pág.164).

“Em grande medida, cada um é o arquiteto do seu próprio caráter. Cada dia a estrutura mais se aproxima do termo.

A palavra de Deus nos adverte a estar atentos quanto à maneira por que edificamos, para ver se o nosso edifício está fundado na rocha eterna. Aproxima-se o tempo em que a nossa obra se revelará tal como é. Agora é o tempo em que todos devem cultivar as faculdades que lhes foram dadas por Deus a fim de formarem caráter útil aqui e apto para uma vida elevada no porvir”.

“Deus espera que edifiquemos caráter de acordo com a norma que, pôs, diante de nós.

Devemos colocar um tijolo após o outro, acrescentando graça a graça, descobrindo nossos pontos fracos e corrigindo-os de acordo com as orientações dadas. Quando se vê uma fenda nas paredes de uma mansão, sabemos que algo está errado no edifício, na edificação do nosso caráter, frequentemente veem-se fendas. A não ser que tais defeitos sejam remediados, a casa ruirá quando a tempestade da prova fustigar”.

“Deus nos dá força, a faculdade do raciocínio, tempo, para que possamos construir caráter sobre o qual Ele possa colocar o selo de sua aprovação. Deseja que cada um de seus filhos forme um caráter nobre pela realização de atos nobres e puros, para que afinal possa apresentar uma estrutura simétrica, um belo templo honrado pelo homem e por Deus”.

“Na edificação do nosso caráter, devemos edificar sobre Cristo. Ele é o fundamento seguro – fundamento que jamais poderá ser abalado. A tempestade da tentação e da prova não pode abalar o edifício que está cravado na rocha eterna”. (O.C.PÁG.165,166)

Para que tenhamos um ano de 2023, repleto de realizações, devemos começar reparando as brechas que existem em nossa vida.

Cada um sabe quais são as suas janelas.

Para uns, as brechas são uma coisa, para outros, coisas diferentes.

Assim como em Jerusalém, cada família se encarregou de uma parte da construção dos muros, nós hoje reparando cada um as janelas do pecado de sua vida, faremos da igreja de Deus a maior fortaleza da verdade em nossa cidade.

         Assim como o rei da Pérsia esteve ao lado de Neemias, e Sambalat, nada pode fazer contra ele, Cristo estará ao nosso lado e Satanás nada poderá fazer para nos destruir.

         Eles venceram quando ouviram os conselhos do profeta Ageu, e se dedicaram às obras de Deus. Nós também poderemos vencer se ouvirmos as promessas de Deus e nelas acreditamos e praticarmos os seus conselhos.

Fizemos planos, nos comprometemos, e por causa dos problemas que surgiram esquecemos de cumpri-los

Esquecemos a casa de Deus.

Deixamos de frequentar os cultos

Deixamos de fazer o culto familiar

Deixamos de falar do amor de Deus aos perdidos

Deixamos de trazer as ofertas que prometemos.

Talvez seja este o motivo porque as coisas foram difíceis para nós.

O tempo que deixamos de dedicar a Deus, com a desculpa de não ter tempo, não nos ajudou em nada.

Conheci um cidadão que dizia não ter tempo para ir à igreja, tinha mais o que fazer, tinha seus negócios a resolver.

Um dia, um AVC, inesperado, o deixou prostrado com a boca torta em cima de uma cadeira de rodas e da cama.

Fui visita-lo e eu lhe disse:

Agora você tem tempo, vamos à igreja

         O dinheiro que deixamos de trazer a casa de Deus, com medo de nos faltar, o Sambalat come. Ou o saco fura. Ou então, o vento leva.

         Experiência.

         Um casal amigo há algum tempo não trazia ofertas nem dízimos porque não estava conseguindo serviço. Ele é técnico em eletrônica. Sua oficina vivia parada, não aparecia serviço, e quando aparecia não recebia. Em uma sexta feira, estava ele com o aluguel atrasado, luz e água idem, sem nada em casa para comer, e todo o dinheiro que conseguiu naquela semana foi apenas 50,00. Perguntou para esposa. Que faremos com este dinheiro? Não dá fazer nada do que precisa; como iremos viver?

Ela respondeu. – Eu sei o que vamos fazer, vamos entregá-lo todo a Deus.

Faz tempo que não damos ofertas nem devolvemos dízimos. -E o que iremos comer amanhã? Perguntou ele. - Nada, ela respondeu. Amanhã se preciso vamos jejuar.

         Assim eles devolveram todo aquele dinheiro a Deus. Uma família da igreja, que não sabia da situação financeira do casal, os convidou para almoçar, sem saber que eles não tinham nada em casa,

No domingo apareceu serviço em sua oficina e nunca mais lhe faltou trabalho, hoje ele possui três imóveis e foi ele quem construiu sozinho a igreja onde frequenta.

         Salvo as exceções, a aparência física de um templo reflete a vida espiritual dos frequentadores. Ninguém acredita em um povo que não cuida nem do lugar onde frequenta.

Fica difícil convidar alguém para assistir um culto em lugar malcuidado ou, em um templo vazio, onde nem mesmo os membros gostam de ali estar.

Despreza-se a casa de Deus pelo abandono de não cuidar do mesmo, ou pelo abandono de não o frequentar.

Essa pandemia tem sido usada por muitos, como desculpas, para abandonar a casa de Deus

Corremos o mesmo risco do povo judeu, as bênçãos matérias fogem de nós e ficamos sem saber o porquê.

Leiamos mais uma vez. Ageu 1: 5,6.

Como foi para você o ano que passou?

Foi um ano bom, ou esse verso lembra sua vida?

Considere o vosso passado, disse Deus.

Será que não estamos necessitando de uma melhora em nossa vida?

Como estão os seus planos para 2023?

Que reforma espiritual, você pretende fazer?

Ou não há nenhuma reforma espiritual para ser feita em tua vida?

          Espero que os sonhos de cada um, neste ano que inicia, sejam:

Mais compromisso com Deus,

Mais tempo dedicado à família

Mais e melhor tempo dedicado a oração,

Mais leitura da Bíblia,

Mais trabalho missionário,

Maior frequência aos cultos,

Maior fidelidade nos dízimos e nas ofertas.

Maior interesse pelos amigos e irmãos da igreja

     Que Deus possa nos conceder todos os nossos sonhos, mas principalmente aqueles que têm a ver com a formação do nosso caráter. E com o crescimento de nossa igreja.

Que Deus abençoe cada um de nós, nesse ano que começa. E que todos tenhamos um ano repleto de realizações

 

Feliz 2023 para cada um de nós

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