quarta-feira, 1 de abril de 2015

OS DONS DO ESPÍRITO

OS  DONS  DO  ESPÍRITO

Quando nossas crianças eram menores, na manhã do Natal sempre havia muitos presentes para eles debaixo do pinheirinho. Nós os tínhamos escolhido com carinho, de acordo com o que cada criança ansiava e precisava. Cada pacote era aberto com ansiedade e expectativa – aceito com expressões de alegria e contentamento – e usado com amor todos os dias (dependendo da idade). Às vezes (também dependendo da idade) à noite a inveja e as brigas já tinham começado.
Com os dons espirituais não acontece a mesma coisa (com a diferença que os dons espirituais foram dados para o serviço, não para satisfação pessoal)? Os espiritualmente imaturos olham com um pouco de inveja por dons que eles não receberam. Os que os receberam às vezes mostram um pouco de presunção e orgulho. Mas o espírito com que os dons foram dados não pode ser julgado pela atitude dos recebedores.
Em três passagens o Novo Testamento faz uma lista dos "dons do Espírito": Rom. 12:6-8; 1 Cor. 12:8-10 e Efés. 4:11
(Há outra lista em 1 Pedro 4:10,11, mas parece que está repetindo o que já consta das outras listas).

Os Dons e o Corpo

A Bíblia ensina que cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo: "Ora, os dons são diversos . . . mas a manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso" (1 Cor. 12:4,7). Nós somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usarmos nossos dons.
O apóstolo Paulo compara a Igreja aos nossos corpos físicos, onde cada membro tem uma função especial, mas todos trabalham juntos. Ele diz: "O corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de Ser do corpo. . . . Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, corno lhe aprouve". Paulo continua: "Há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós" (1 Cor. 12:14-21). Paulo ainda acrescenta que até os membros do corpo que parecem ser os mais fracos ou os menos úteis são necessários para que o corpo seja perfeito. São essenciais ao funcionamento apropriado do corpo.
Assim como o corpo humano o corpo de Cristo é um organismo completo feito por Deus. Cada membro do corpo é único. Não existe nenhum outro "você" ou "eu". Em certo sentido o seu dom e o meu são únicos. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes, mas há algo de especial nisto que nos faz diferentes de qualquer pessoa que já viveu na Terra. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo está incompleto.

O que significa cárisma

O Novo Testamento usa a palavra grega cárisma (plural carísmata) para designar os diversos dons que Deus deu aos cristãos através do Espírito Santo. A palavra "carisma" entrou na língua portuguesa para descrever alguém que tem uma certa qualidade indefinível que atrai as pessoas à sua personalidade. Nós dizemos que algumas pessoas famosas têm carisma. Uma ilustração bíblia pode ser Apolo (Atos 18:24-28). Este evangelista e ensinador neotestamentário parece que tinha carisma neste sentido atual. O apóstolo Paulo não tinha. Mas ambos tinham dom espirituais definidos – carísmata – que Deus lhes tinha dado de maneira sobrenatural. No sentido secular carisma é uma influência que ninguém pode alterar. Mas a palavra cárisma, em seu sentido bíblico, significa "dom da graça". Por isso a palavra cárisma na Bíblia tem um sentido diferente daquilo que o mundo imagina quando diz que alguém tem "carisma".

A palavra carísmata, plural de carisma, acha-se somente nos escritos de Paulo, a não ser uma vez em 1 Pedro. Uma definição precisa seria "manifestações da graça", que traduzido é "dons". A palavra é usada paro identificar os diversos dons espirituais que os cristãos recebem para o beneficio da Igreja, e estes dons são o assunto deste capítula. Em Efésios 4 Paulo usa duas outras palavras traduzidas por "dons" ou "dádivas", dorea e doma. São semelhantes a carísmata e ainda a uma quarta palavra para "dons", pneumática, que significa "as coisas do Espírito". Todas estas palavras gregas são traduzidas por "dons", e significam mais ou menos a mesma coisa. 

A Origem dos Dons Espirituais

Antes de falar especificamente dos dons do Espírito, quero enfatizar uma questão. Estes dons nos vêm do Espírito Santo. É Ele quem decide quem recebe e que dons. Ele os distribui como quer. Nós temos de dar contas do uso de qualquer dom que recebemos, mas não somos responsáveis pelos que não recebemos. E também não devemos cobiçar dons que outros tenham, nem ter inveja deles. Podemos desejar outros dons e até pedir por eles, mas se não for a vontade do Espírito Santo, não obteremos o que pedimos. E se não estivermos satisfeitos porque o Espírito não nos dá o que pedimos, estamos pecando. No meu uso eu creio que Deus me deu o dom de evangelismo, mas eu não o pedi.
Se eu tivesse o dom de evangelismo e deixasse de usá-lo, eu estaria pecando. Por outro lado, se alguém não tem o dom de evangelismo e está descontente com isto, também está pecando. Há muitas coisas que eu não sei fazer muito bem, mas isto é porque não tenho os dons para isto, e não devo ficar descontente por isso. Os dons que você e eu temos são os que Deus achou que serviriam para nós, e nós temos de nos empenhar para descobri-los e usá-los para Sua glória.
Ainda outro ponto deve ser abordado. Nós já falamos do fruto do Espírito (teremos ainda três capítulos sobre ele), vendo que cada um daqueles frutos deve ser característico de cada cristão. Com os dons do Espírito é diferente. Todos os crentes devem ter o mesmo fruto, mas nem todos os crentes terão o mesmo dom. O Espírito Santo distribui os dons de uma maneira que cada crente tenha pelo menos um que é só seu. Deus pode ter dado um determinado dom a você, mas seria errado dizer que todos devem ter o mesmo dom que você.

Dons Espirituais e Talentos

Nas três passagens que falam dos dons achamos mais ou menos vinte. O Antigo Testamento ainda enumera alguns dons que não estão no Novo. Muitos destes se parecem com habilidades ou talentos naturais que as pessoas podem ter; outros são claramente espirituais.
Muitos de nós com certeza conhecem alguém que tem o dom específico de "música", que não está entre estes vinte. E muitas pessoas gostariam de saber que diferença há entre dons espirituais e talentos naturais. Alguém pode ter a habilidade natural de fazer artesanato muito bonito: outros podem ter talento para a música. A maioria das pessoas tem talento para alguma coisa, o que também provém do Criador.
Parece que Deus pare tomar um talento, transformá-lo, pelo poder do Espírito Santo, e usa-lo como dom espiritual. De fato muitas pessoas com freqüência especulam sobre a diferença entre dom espiritual e talento natural. Não sei com certeza se podemos sempre traçar uma linha precisa entre ambos – não se esqueça que os dois vêm de Deus, afinal das contas. Às vezes nem é necessário fazer uma distinção clara. Mas no contexto que nós estamos estudando na maioria das vezes os dons que eu tenho em mente são sobrenaturais, que o Espírito dá a alguém para o proveito da Igreja.
Podemos também chamar um dom de um "instrumento" que deve ser usado, e não uma jóia ou objeto de decoração, ou uma caixa de bombons para nós nos alegrarmos. Podemos imaginar as diferentes ferramentas que por exemplo um carpinteiro usa, ou os diferentes instrumentos que um médico precise. Estas "ferramentas" as pessoas devem usar para o bom funcionamento do Corpo de Cristo.
Em Êxodo 31 há uma passagem interessante sobre Bezalel. A Bíblia diz: "Eu o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência, e de conhecimento, em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalha de madeira, para toda sorte de lavores" (vv. 3-5). Isto mostra que muitas das capacidades e das coisas para as quais as pessoas têm talento são dadas por Deus.
Esta capacidade especial de Bezalel, que o Espírito lhe tinha dado, incluía além da habilidade manual também a sabedoria e o entendimento intelectual essenciais a toda a arte. Talento artístico de qualquer tipo é um dom de Deus. "Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pare existir variação, ou sombra de mudança" (Tiago 1:17). Deus deu à humanidade também aptidões estéticas, que foram corrompidas pela rebelião do homem contra Deus no Jardim do Éden, como todas as aptidões humanas – mas ainda existem!

O Propósito dos Dons

Paulo diz que o propósito destes dons espirituais é "o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo" (Efés. 4:12). Em outras palavras, Deus deu a cada um de nós um serviço, e dons sobrenaturais para executá-lo. Se não executarmos nossa tarefa, seremos repreendidos diante do trono do julgamento.
A Escritura ensina que cada crente estará um dia diante de Cristo para o julgamento, para prestar contas da fidelidade com que usou os seus dons e de toda a sua vida diante de Deus e dos homens. Este é o "bema" ou tribunal de Cristo: "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Cor. 5:10). Este não é o mesmo julgamento dos incrédulos, que é chamado de o julgamento do Grande Trono Branco. Será um julgamento especial, só para cristãos. Cristo expiou os nossos pecados na cruz, mas tudo que fazemos depois de salvos tem de ser avaliado, resultando em ganho ou perda (1 Cor. 3:11-15); "mas esse mesmo (o crente) será salvo".
Em 1 Cor. 12:7 o apóstolo Paulo diz que os dons são concedidos "visando a um fim proveitoso (para o proveito comum, IBB)"; então não podem ser usados com propósitos egoístas. Devemos através deles ajudar uns aos outros, como Paulo diz em Filipenses 2:3, 4: "Não façam nada por interesse pessoal, ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes, e cada um considere os outros superiores a si mesmo. Que cada um procure os interesses dos outros, e não somente os seus próprios interesses" (BLH).
Deus concedeu os dons também para ajudar a "unir" o corpo de Cristo. Antes de alistar os dons em Efés. 4:11, o apóstolo Paulo nos incentiva a (vv. 3-7) esforçarmo-nos "diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. E a graça (um dom especial) foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo". Observe como Paulo enfatiza a unidade repetindo a palavra "um".
Então, os dons do Espírito nunca devem dividir o corpo de Cristo; devem mantê-lo unido.

Como Reconhecer Seu Dom

Muitas vezes perguntam-me: "Como possa saber qual o meu dom?" ou "Como posso usar meu dom da melhor maneira?" Eu faço as seguintes sugestões:
Em primeiro lugar, tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória. Paulo escreveu assim ao jovem Timóteo: "Reaviva o dom de Deus que há em ti" (2 Tim. 1:6). Da mesma maneira como o primeiro passo para sermos cheios é reconhecermos que Deus já nos deu o Espírito, para descobrirmos nossos dons espirituais temos de compreender que Deus já os deu.
Em segundo lugar, eu acho que devemos nos pôr a orar com discernimento e objetivo. Orar que Deus nos leve a vermos os nossos dons. Também temos de ter certeza se realmente queremos usar os dons espirituais de uma maneira que honre a Deus. Se Deus, por exemplo, lhe mostrar que você tem o dom de ensinar outros, você estaria disposto a colocar Seu dom em prática em uma classe de escola dominical? Se descobrimos que relutamos em saber quais são os dons que Deus nos deu porque tememos que Ele nos chame para usá-los, temos de enfrentar isto e confessar a Deus.
Junto com estas duas coisas há uma terceira, que é uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais. Estou orando para que este livro seja guia de confiança. Mas não há substituto para o estudo direto do que a Bíblia ensina sobre os dons do Espírito.
Em quarto lugar, para descobrir seus dons espirituais você precisa conhecer a você mesmo e suas capacidades. Pode haver certas experiências em seu passado que lhe indicarão uma ou outra direção. Podemos notar que gostamos de fazer certas coisas, e que as fazemos bem. Quase não há maneiras de sabermos mais rápido: temos de descobrir de que maneiras os nossos dons se manifestam. Geralmente ajuda nós tentarmos diversas situações – por exemplo, tarefas diferentes na igreja. Outras pessoas podem nos ajudar. Nós, por exemplo, podemos não estar notando a capacidade que temos de ouvir e aconselhar pessoas. Mas com o passar do tempo veremos que cada vez mais pessoas vêm conversar conosco sobre seus problemas; também outros cristãos nos dirão que temos certos dons nesta área.
O processo de descobrir os dons espirituais pode ser longo, e mais dons podem se manifestar com o passar dos anos, quando somos confrontados com novas oportunidade e desafios. Mas isto não nos deve desencorajar. Deus quer nos usar, e enquanto não descobrirmos os nossos dons e os colocarmos à Sua disposição não poderemos ser usados por Ele de maneira total. Eu acho que alguém que é cheio do Espírito – submetendo-se constantemente ao senhorio de Cristo – descobrirá seus dons com mais rapidez. Quererá que Deus guie Sua vida, e é este tipo de pessoa que Deus abençoa com mais prontidão, mostrando-lhe os dons com que o Espírito Santo o proveu.
Aceite com humildade e gratidão a dom que Deus parece lhe ter dado e use-o o mais possível. Devemos nos aceitar como somos e usar os dons que temos. Pode ser que nosso dom nos leve a servir em uma posição de destaque, com suas dificuldades e perigos. Mas também pode ser que devamos servir em uma posição mais humilde.
Eu gosto muito da observação de David Howard: "Deus não chamou uma elite espiritual para executar o serviço, passando por cima do crente médio na igreja. Não, 'a cada um é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum' (1 Cor. 12:7, IBB)".1
Isto não acaba com o cargo de ancião ou bispo, nem com o de diáconos. Simplesmente quer dizer que os leigos têm tarefas e obrigações na congregação tanto quanto anciãos e diáconos.
O que foi dito até aqui já nos dá uma base para estudar cada um dos dons que Paulo cita. Logo descobrimos que Paulo não agrupa os dons em categorias, e nenhum agrupamento feito até hoje é satisfatório. No restante deste capítulo estudaremos os cinco dons que encontramos em Efés. 4:11 (apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mostre); alguns destes estão também em 1 Cor. 12:28. No capítulo seguinte abordaremos outros dons mencionados em 1 Cor. 12 e Rom. 12. Depois falaremos dos dons de sinais.

Apóstolo

O termo grego significa "alguém enviado com uma missão".
John R. W. Stott diz: "O Novo Testamento provavelmente usa a palavra 'apóstolo' com três sentidos diferentes. ... (Em primeiro lugar) no sentido geral que todos nós somos por Cristo enviados ao mundo, participando assim da missão apostólica da igreja (João 17:18, 20:21); neste sentido amplo todas nós somos 'apóstolos'. ... (Em segundo lugar) a palavra é usada pelo menos duas vezes para descrever 'apóstolos das igrejas' (2 Cor. 8:23; Filip. 2:25), mensageiros enviados de uma igreja a outra com incumbências especiais. . . . (Em terceiro lugar) o dom do apostolado, tão em destaque, deve se referir por isso a este grupo pequeno e especial que eram os apóstolos de Cristo': os doze (Lucas 6:12,13) e Paulo (Por ex.: Gál. 1:1). ... Eles eram diferentes porque tinham sido testemunhas oculares do Jesus histórico, principalmente da Senhor ressurreto. ... Neste sentido primário com que eles aparecem nas listas eles não têm sucessores, apesar de haver, sem dúvida, 'apóstolos' hoje em dia, no sentido secundário de 'missionários'"2 (grifo meu).
Dr. Merrill C. Tenney sugeriu que um missionário atual pode ter este dom em seu sentido secundário, se ele for um implantador de igrejas. Para isto ele precisa 1) ser enviado com uma mensagem, 2) ser responsável pela implantação de uma igreja e 3) exercer autoridade para introduzir e fortalecer novas maneiras de agir. Um amigo meu passou sua vida no Caribe indo de um povoado a outro, constituindo igrejas, Fundou mais de cinqüenta igrejas. No mundo todo há hoje centenas, talvez até milhares, de homens e mulheres de Deus que fazem exatamente isto, mesmo se a igreja tem de se reunir em escritórios ou casas.

Profeta

A nossa palavra profecia vem do termo grego que significa "expositor público". Nos tempos apostólicos este dom tinha duas facetas. Uma era a transmissão de palavras de Deus para os homens, através de um profeta. Isto era um dom sobrenatural. Para que as pessoas pudessem discernir entre profetas falsos e verdadeiros o Espírito dava a outros o dom do "discernimento de espíritos". Só o fato de existirem profetas que falavam por revelação implicava na existência de falsos profetas, como podemos verificar no Antigo e no Novo Testamentos. Os cristãos neotestamentários não deviam desprezar a profecia, mas também tinham de testar todas as coisas.
De acordo com 1 Cor. 14:3 a segunda faceta da função do profeta era de edificar, instruir, consolar e exortar os crentes nas congregações locais. O profeta, geralmente forasteiro, tinha precedência sobre o ministro local. Mas com o passar do tempo os ministros locais também passaram a exercer o dom da profecia, pregando a Palavra de Deus para edificação dos cristãos sob seus cuidados.
O dom da profecia no primeiro sentido, de predição, não existe mais tanto quanto no primeira século do cristianismo.
Eu sei de ocasiões raras em que cristãos tiveram precognição de eventos futuros. Diz-se que Hans Egede (1686-1758), missionário pioneiro da Groenlândia, predisse a chegada de um navio cheio de alimentos quando a fome estava ameaçando o povo. E o navio veio como tinha sido predito. Mas ocasiões como esta são raras e não normais e freqüentes. Eu não quero dizer que coisas como esta são impossíveis a um Deus soberano, mas elas não são determinantes para os crentes como é a profecia bíblica. E acho que sua função é distinta do dom de profecia atual, que é a capacidade de compreender e de empenhar-se na exposição da Palavra de Deus.
Deus não revela mais "verdade nova" diretamente; a Bíblia tem uma capa posterior. O cânon da Escritura está encerrado. Na minha concepção o dom de profecia deve ser usado "na sentido ampliado de apresentar ao povo de Deus verdades recebidas não por revelação direta mas do estudo cuidadoso da Palavra de Deus, completa e infalível".3
A função do Espírito é iluminar a mente dos que foram chamados para cargos proféticos para que compreendam a Palavra de Deus e a apliquem com uma profundidade que os que não têm o dom de profecia não possuem. Talvez soe como verdade recém-revelada – mas para ser bíblica precisa ser baseada na Palavra de Deus. Existe diferença entre doutrina e orientação. Na doutrina não há nada de novo, mas Deus dá orientação nova, que às vezes é confundida com profecia.
Quando profecia é mencionada junto com falar em línguas, temos outra dimensão. Se compreendo bem alguns dos meus irmãos, algumas pessoas na congregação podem profetizar em línguas, para depois serem interpretadas por outras que tenham este último dom. Não duvido desta possibilidade, com a ressalva de que não envolve revelação nova, mas algo que o Espírito Santo está fazendo, relacionado dinamicamente com a Palavra escrita de Deus. O dom de profecia merece talvez uma ênfase maior que o de pastor ou evangelista. Ao que parece, os profetas do Novo Testamento instruíam, exortavam, repreendiam e advertiam do julgamento.
Algum tempo atrás ouvi uma fita gravada que se dizia ser uma nova profecia, por um líder carismático de destaque. Mas observei que quase tudo o que ele dizia era baseado na Bíblia. Nada era novo – somente sua ênfase. Ele repetira verdades bíblicas de uma maneira dramática, aplicando-as a nosso mundo.
Em minhas pregações também já fiz tudo isto. E já encontrei evangelistas a meu ver profetas/evangelistas/mestres/pastores; tinham todos estes dons, sobrepostos. Os profetas do Antigo Testamento prediziam o futuro, principalmente o futuro relacionado com julgamento sobre cidades ou nações, ou a vinda do Messias. Os profetas do Novo Testamento tinham um ministério mais parecido com o de evangelistas. Proclamavam a Palavra de Deus, instando com as pessoas que se arrependessem dos seus pecados. Perturbavam as pessoas em Seus pecados. O apóstolo Paulo dedica grande parte de 1 Cor. 14 à profecia. Os crentes de Corinto estavam tão ocupados com os dons de sinais que Paulo decidiu enfatizar a importância da profecia.
Uma palavra de advertência. As Escrituras ensinam claramente que devemos exercer a dom de discernimento – porque aparecerão muitos profetas falsos. Não há como deixar de ver as muitas advertências de Jesus e dos apóstolos quanto aos falsos profetas que viriam, principalmente no fim dos tempos. Muitos serão como lobos em pele de ovelha. Enganarão muitas vezes o povo de Deus. Por isso entre as cristãos deve haver os que sabem distinguir entre profetas falsos e verdadeiros. Paulo estava preocupado com os coríntios porque eles pareciam ter pouco discernimento, recebendo a qualquer um como verdadeiro profeta de Cristo. "Porque vocês suportam com alegria qualquer um que chega e anuncia um Jesus diferente, que não é o Jesus que nós anunciamos. E acenam um espírito e um evangelho completamente diferentes do Espírito de Deus e do Evangelho que receberam de nós. ... Aqueles homens são apóstolos falsos, e não verdadeiros. Eles mentem a respeito de seus trabalhos, e se disfarçam em verdadeiros apóstolos de Cristo" (2 Cor. 11:4, 13, BLH).
Em certo sentido cada cristão deve discernir, verificar verdade e engano; porque cada cristão deve estar enraizado na Bíblia, sabendo o que ela ensina. Mas a Bíblia também indica que alguns cristãos têm o dom de discernimento em medida especial.
E as pessoas que dizem saber predizer o futuro? Muitas pessoas já me fizeram esta pergunta. O que se exige na Bíblia (teste que se faz) de um verdadeiro profeta (predizente) é que ele seja cem por cento exato. Não cinqüenta por cento. Também não setenta e cinco por cento. Nem sequer noventa e nove por cento. Cem por cento exato!

Evangelista

O termo "evangelista" vem de uma palavra grega que significa "aquele que anuncia boas notícias".
Leighton Ford, em seu excelente livro Good New is for Sharing (Boas Notícias Devem Ser Compartilhadas), aponta para algo que Soará surpreendente para alguns estudiosos da Bíblia. A palavra traduzida por "evangelista" aparece somente três vezes no Novo Testamento: 1) Lucas chamou Filipe de evangelista (Atos 21:8); 2) Paulo disse que Deus deu evangelistas às igrejas (Efés. 4:11), e 3) ele disse a Timóteo que fizesse "o trabalho de evangelista" (2 Tim. 4:5). Então o dom de evangelizar é simplesmente uma capacidade maior para transmitir o evangelho.
A mensagem do evangelista quase tem de girar em volta do "conteúdo" do evangelho. O evangelista é primeiramente um "mensageiro"; ele dá as "boas novas". Em sua atuação o evangelista pode incidentalmente ensinar e ser pastor, mas sua mensagem principal gira ao redor da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, Sua segunda vinda, e que todas as pessoas precisam se arrepender e crer.
O evangelista é um anunciador especial das boas notícias de que Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo. A Igreja, no curso da história, deixou de receber grandes bênçãos porque algumas denominações não reconheceram com tanta clareza o dom de evangelista como o de mestre ou pastor. E algumas vezes os evangelistas foram ignorados ou receberam oposição de sua igreja, como é o caso de John Wesley: sua própria igreja rejeitou seu trabalho. Apesar disto quase em cada geração Deus levantou evangelistas, que muitas vezes tiveram de seguir ao chamado fora da igreja organizada.
Existem muitas caricaturas de evangelistas porque os falsos, à maneira de Elmer Gantry, difamaram as centenas de verdadeiros em todo o mundo. Mas a mesma coisa pode ser dita de alguns pastores ou mestres que acabam desmascarados como falsos. Um pastor, mestre ou evangelista conhecido geralmente é alvo de ataques especiais de Satanás. Quanto mais visível, melhor o alvo. É por isso que o povo de Deus tem de cercar constantemente com suas orações os que são famosos por causa dos seus dons.
O verdadeiro evangelista fala ao intelecto, pode ou não envolver as emoções, mas sua tarefa principal é mesmo falar à vontade. Às vezes a mesma pessoa recebe os dons de ensino e evangelização. Alguns dos evangelistas mais eficientes que eu conheci no fundo eram mestres que informavam as mentes das pessoas até mesmo quando atormentavam suas consciências, através do seu uso da Palavra de Deus. Conheci muitos mestres e pregadores expositivos que diziam não ser evangelistas – mas na verdade tinham o dom de evangelizar! Por exemplo: apesar de o falecido Dr. Donald Grey Barnhouse ser um pastor/mestre, eu encontrei muitas pessoas que receberam a Cristo por Sua atuação.
Infelizmente alguns evangelistas gastam tempo demais pensando e até planejando como alcançar mais resultados visíveis. Esta é uma armadilha em que é fácil cair. O evangelista tem razão em desejar ver resultados, mas a dom não é garantia de que estes serão imediatos.
O Rev. James R. Graham Sr., missionário pioneiro na China, pregou o evangelho por três anos sem ver resultados. Quando lhe perguntaram se tinha ficado desanimado, ele respondeu: "Não. A batalha é do Senhor, e Ele a entregará em nossas mãos."
As Escrituras nunca nos dizem que devemos procurar resultados, e também nunca repreendem um evangelista se obtém pouco fruto. Sempre que o evangelho é pregado homens e mulheres tomam decisões; em silêncio ou em público alguns dizem sim, outros não, e outros decidem adiar a decisão. Nunca alguém ouve o evangelho sem tomar alguma decisão!
Nunca devemos nos esquecer que Noé era um pregador da justiça. Mas depois de 120 anos de atuação profética e evangelística, somente os que eram da sua família imediata creram e entraram na arca (Heb. 11:7). Por outro lado alguns que sem dúvida tinham o dom de evangelizar reprimiram seu dom porque têm medo de ser acusados de não intelectualismo, emocionalismo, comércio ou preocupação com estatísticas. Isto são alguns dos meus sutis que Satanás usa para evitar que quem tem o dom de evangelizar o use.
Para dar um exemplo, eu me lembro de uma época em meu ministério em que paramos de fazer estatísticas (devida às críticas). Descobrimos quase imediatamente que a imprensa exagerava o que acontecia, usando muitas vezes termos errados. Estivemos em uma cidade, e no dia seguinte o jornal publicou: "Mil salvos na Cruzada Billy Graham." Tinha duas coisas erradas nesta manchete: uma, que só Deus sabia quantos foram salvos ou não – é por isso que falamos de pessoas interessadas, e não de decisões; outra, não eram mil, mas menos de quinhentos (mais que a metade dos que foram à frente eram conselheiros treinadas). Por isso voltamos a fazer estatísticas.
Evangelizar não é só para os profissionais, isto é, para os que gastam sou tempo integral em sua vocação. O dom de evangelizar também é dado a muitos leigos. Filipe foi o único chamado de evangelista na Bíblia, e ele era diácono! Em certo sentido cada cristão, mesmo não tendo a vocação para ser evangelista, deve sempre fazer o trabalho do evangelista.
Freqüentemente as pessoas entendem mal os métodos de evangelizar. Podemos usar centenas de métodos diferentes; o que conta é a mensagem. Há, no entanto, algumas coisas que um evangelista não pode fazer. Ele não pode convencer do pecado, da justiça e do juízo; isto é função da Espírito. O evangelista pode convidar as pessoas a aceitarem a Cristo, e exortá-las. Mas o trabalho efetivo é feito pelo Espírito Santo, atuando na mente, no coração e na vontade dos incrédulos. Nós devemos nos encarregar do possível, e deixar o impossível para Deus.
Há ainda mais. Se o evangelista quer ter um ministério eficiente, para a glória do Senhor, atrás da mensagem tem de estar uma vida cheia do Espírito, produzindo fruto. Jesus prometeu: "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens" (Marcos 1:17). Ele dá a força necessária, através do Espírito. Todos as cristãos devem fazer o trabalho do evangelista trabalhando nisto de tempo integral ou não! Eu creio que não há opção. É uma ordem do nosso Senhor Jesus Cristo, e a pressuposição geral da Escritura. "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mat. 28:19, 20).

Pastor

A Bíblia não usa muito a palavra pastor. No Antigo Testamento ela aparece mais, no sentido de pastorear ovelhas. No Novo Testamento aparece uma só vez com a idéia de "pastor de ovelhas" (Efés. 4:11), ligada intimamente com a tradução veterotestamentária desta palavra. A palavra também está relacionada muito com o termo para mestre. Outras formas desta palavra grega também aparecem em duas outras passagens.
Entre as cristãos a palavra pastor é a geralmente preferida para designar ministros ordenados. O uso do termo é compatível com o ministério do nosso Senhor, que aplica o termo "pastor de ovelhas" a Si mesmo. Assim, os que o Espírito Santo chama para o ministério pastoral são sub-pastores de ovelhas.
Jesus é chamada de "o bom pastor" (João 10:11) e "o grande Pastor das ovelhas" (Heb. 13:20). Pedro fala do "Supremo Pastor" que virá um dia (1 Pedro 5:4). Se Jesus é o Supremo Pastor, é evidente que existem pastores-assistentes; estes são os ministros do evangelho ordenados e santos não ordenadas, na congregação, que têm dons de aconselhar, orientar, advertir e guardar o rebanho. Diversas pessoas foram meus pastores espirituais durante minha vida, sem serem ordenados ao ministério.
Muitos conselheiros de jovens, professores de escola dominical, dirigentes de estudos bíblicos em casas e de grupos de crescimento espiritual na verdade exercem funções que fazem parte do dom de pastor. Três cartas de Paulo, 1 e 2 Timóteo e Tito, são chamadas de cartas pastorais, porque dizem ao pastor como cuidar do rebanho. Em nossas cruzadas nós usamos um "plano pastor": cada interessado que vem à frente fala com um conselheiro (ou pastor de ovelhas). Este não precisa ser pastor ordenado; pode ser leigo. Nós pedimos ao conselheiro que não perca de vista o interessado, escrevendo-lhe, telefonando-lhe, visitando-o até que a interessado ache uma atmosfera cristã agradável, faça contatos com outros cristãos, ou se junte a um grupo de estudo bíblico ou de oração. Se o interessado se encontra em solidão forçada (prisão), o pastor o ensina como estudar a Bíblia sozinho.
Eu tenho certeza que milhares de cristãos no mundo todo, que nunca serão pastores de igreja, têm o dom de pastor, que pode ser unido para ajudar o pastor da igreja em seu serviço. Os que têm o dom devem usá-lo o máximo possível, lembrando-se que se não o fizerem estarão entristecendo o Espírito Santo. Muitos pastores de igrejas estão sobrecarregados; seria ótimo se alguém os ajudasse. Cada um de nós poderia uma vez perguntar de novo ao seu pastor em que pode ajudá-lo.

Mestre

A palavra grega usada em Efésios 4:11 significa "instrutor". Depois de a mensagem do evangelho ter resultado em conversões, os novos cristãos têm de ser ensinados. Na Grande Comissão (Mat. 28:18-20) logo depois da ordem para discipular vem: "ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado".
Uma das coisas que a Igreja mais precisa na atualidade é mais mestres em Bíblia. Mas isto também está nas mãos soberanas de Deus. Ensinar é simplesmente uma capacidade, dada pelo Espírito, de firmar na vida de cristãos o conhecimento da Palavra de Deus e a sua aplicação em seu pensar e agir. O objetivo do ensino é que os cristãos sejam conformes à imagem de Jesus. Isto pode e deveria ser feita com simplicidade, amor e profundidade. Há muitos anos atrás eu tive dois professores de doutrina. Ambos tinham alcançado o grau de doutor, e eram professores universitários por direito adquirido. Tinham urna coisa em comum: quando ensinavam suas classes, faziam-no com tanta humildade e amor que às vezes lhes vinham lágrimas aos olhos. Eu já esqueci há muito grande parte do que ensinaram, mas ainda me lembro daquelas "lágrimas".
Fiquei sabendo que a maneira que Paulo pôs as palavras em Efésios 4:11 dá tanta proximidade aos dons de pastor e de mestre, que quase poderiam ser traduzidos como se fossem um só dom, "pastor-mestre". Isto reforça a idéia de que o ensinador espiritual deve ter uma sensibilidade amorosa quanto às necessidades dos seus alunos.
Alguns dos melhores ensinadores da Palavra que eu ouvi não tiveram muita instrução formal. E, em contraste, alguns dos ensinadores mais fracos tinham Ph.D., em diversas disciplinas bíblicas e correlatas, mas faltava-lhes o dom do ensino, para comunicar seu conhecimento. Infelizmente alguns seminários se enquadram no conceito secular de ensinar, e alguns dos melhores ensinadores bíblicos não têm diplomas, e por isso são impedidos de ensinar em um seminário moderno. Eu temo que, se esta prática for levada ao extremo, isto possa ser perigoso para a Igreja. Não estou querendo dizer que Deus não usa nossa capacidade intelectual quando nos entregamos a Ele, mas o dom espiritual do ensino, como todos os outros dons, é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo e não um diploma universitário.
Nos últimos anos eu mudei um pouco de ênfase: comecei a destacar mais, em minha pregação, o que custa o discipulado, e a necessidade de aprender. Como resultado da nossa ênfase no preparo de conselheiros para nossas cruzadas Deus fez surgir milhares de classes bíblicas, e centenas de institutos bíblicos e seminários evangélicos no mundo todo. Mas a Igreja ainda precisa de mais ensinadores. Eu tenho certeza que o Espírito deu a centenas, talvez milhares, o dom do ensino, que ou não o sabem ou não querem usá-lo!
O dom do ensino pode ser unido em qualquer contexto – seminário teológico, instituto bíblico, classe de escola dominical, estudo bíblico em casa. O que importa é que quem tem este Dom o use onde e quando Deus orientar.
Um dos primeiros versículos da Escritura que Dawson Trotman, o fundador dos Navegadores, me fez memorizar foi: "Tome as palavras que você me ouviu anunciar na presença de muitas testemunhas, e entregue-as aos cuidados de homens de confiança, que sejam capazes de ensinar os outros" (2 Tim. 2:2, BLH). Isto se parece com uma fórmula matemática para anunciar o evangelho e aumentar a Igreja. Paulo ensinou a Timóteo; Timóteo transmitiu o que sabia a homens de confiança; estes homens capazes também ensinariam a outros. E assim o processo nunca é interrompida. Se cada crente seguisse este método, a Igreja poderia alcançar o mundo todo com o evangelho em uma geração! Evangelização de massas, nas quais eu tenho confiança e a que entreguei a minha vida, nunca cumprirão a Grande Comissão; somente um ministério um-a-um fará isto.
Apóstolo – profeta – evangelista – pastor – mestre: cinco dons do Espírito Santo. Mas talvez você esteja dizendo: "Eu não sou nem pastor nem evangelista; outros têm estes dons, eu não. O que eu tenho a ver com isto?" Muito!
Em primeiro lugar, pode ser que Deus lhe tenha dado algum destes dons. Pode ser que Deus o esteja convocando para ser pastor, evangelista ou ensinador da Bíblia. Talvez você seja um jovem que Deus está chamando para o campo missionário. Talvez você já não seja tão jovem, mas Deus quer usá-lo como professor de escola dominical ou em um grupo de estudo bíblico em casa.
Em segundo lugar, a Bíblia nos ordena que sustentemos os que foram chamadas para liderar a Igreja. Você deve, por exemplo, orar regularmente por seu pastor, por missionários e outros envolvidos na obra de Deus. "Orem por mim", disse o apóstolo Paulo (Efés. 6:19). Diga a estas pessoas que você está orando por elas e que está interessado no que Deus está fazendo através delas.
Em terceiro lugar, aprenda dos que Deus colocou em posição de liderança. "Lembrai-vos dos vossos guias . .. imitai a fé que tiveram. . . obedecei aos vossos guias" (Heb. 13:7, 17). Agradeça a Deus pelos dons que deu a estes guias, "com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo" (Efés. 4:12).

 Billy Grahan

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