| Sábado à
tarde |
Ano Bíblico: Lv 23–25
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VERSO PARA MEMORIZAR: “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles” (1Co 3:19).
Leituras da semana: Jó 12:10;
1Co 6:19, 20;
Gn 3:17;
Jo 12:31;
1Co 1:18-21
Em 1802, o teólogo William Paley escreveu um livro intitulado
Natural Theology [Teologia Natural], no qual argumentou que se pode
observar a natureza a fim de desenvolver uma compreensão do caráter de
Deus. Ele escreveu extensivamente sobre as maneiras pelas quais as
características dos animais revelam o cuidado e a habilidade do Criador.
No entanto, Paley pode ter exagerado algumas características, porque
ele não reconheceu os efeitos que o pecado e a queda exerceram sobre a
natureza. Apesar disso, seu argumento geral nunca foi refutado, embora
tenham ocorrido numerosas e clamorosas alegações ao contrário!
Charles Darwin, por outro lado, argumentou que um Deus que
projetasse todas as características da natureza não seria bom. Como
prova, ele se referiu a um parasita que se alimenta nos corpos vivos de
lagartas e a forma cruel pela qual um gato brinca com um rato. Para ele,
esses exemplos eram evidências contra a existência de um amoroso Deus
Criador.
Compreendemos que Paley estava, obviamente, mais perto da
verdade do que Darwin. Mas a lição desta semana examinará o que a Bíblia
tem a dizer sobre a questão do que a natureza revela e daquilo que ela
não revela, sobre Deus.
| Domingo |
Ano Bíblico: Lv 26, 27
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A Terra é do Senhor
Um cientista, certa vez, fez um desafio a Deus. Argumentou que
ele poderia criar a humanidade tão bem quanto qualquer deus. O Senhor
disse: “Ok, vá em frente e faça isso.” O cientista começou a juntar
algum pó, mas Deus disse: “Espere um minuto. Faça seu próprio pó!”
Embora essa história seja apenas uma fábula, a lição é clara:
Deus é o único que pode criar do nada. Deus fez todo o material do
Universo, incluindo nosso mundo, nossas posses e nosso corpo. Ele é o
dono legítimo de todas as coisas.
1. Qual é a mensagem básica dos textos a seguir? O que
essa mensagem nos diz sobre a maneira pela qual devemos nos relacionar
com o mundo, com os outros e com Deus? Sl 24:1, 2;
Jó 41:11;
Sl 50:10;
Is 43:1, 2;
1Co 6:19, 20
Um hino cristão muito apreciado começa com as palavras: “O
mundo é de meu Deus” (Hinário Adventista, 36). Este é verdadeiramente o
mundo de nosso Pai, porque Ele o criou. Não há reivindicação de
propriedade mais legítima do que Sua capacidade de criação. Deus criou
e, portanto, possui todo o Universo, os céus, a Terra e tudo o que neles
há.
Não apenas o mundo pertence a Deus, mas Ele também reivindica a
propriedade de todas as criaturas da Terra. Nenhum outro ser tem o poder
de criar vida. Deus é o único Criador e, como tal, o proprietário final
de cada criatura. Dependemos totalmente dEle para nossa existência.
Nada podemos dar a Deus, exceto nossa lealdade. Todas as outras coisas
na Terra já pertencem a Ele.
Além disso, pertencemos a Deus, não apenas pela criação, porém,
mais importante ainda, pela redenção. Embora seja um dom maravilhoso de
Deus, a vida humana foi muito prejudicada pelo pecado e termina com a
morte, uma perspectiva que despoja a vida de todo significado e
propósito. A vida, como agora existe para nós, não é tão fantástica.
Nossa única esperança é a maravilhosa promessa da redenção, a única
coisa que pode restaurar tudo novamente. Assim, somos de
Cristo pela criação e pela redenção.
| Segunda |
Ano Bíblico: Nm 1–3
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Um mundo caído
Uma coisa é certa: o mundo em que vivemos hoje está muito
diferente daquele que surgiu do Senhor no fim da semana da criação.
Certamente, uma poderosa evidência de beleza e planejamento existe em
quase toda parte. No entanto, somos seres afetados pelo pecado, vivendo
neste mundo de pecado e tentando entendê-lo. Mesmo antes do Dilúvio, o
planeta havia sido impactado negativamente pelo pecado. “Nos dias de Noé
uma dupla maldição repousava sobre a Terra, em consequência da
transgressão de Adão e do homicídio cometido por Caim” (Ellen G. White,
Vidas Que Falam [Meditações Matinais 1971], p. 32).
2. Como o mundo foi “amaldiçoado”, e quais foram os resultados dessas maldições? Gn 3:17;
4:11, 12;
5:29
A maldição sobre a terra por causa de Adão deve ter envolvido o
reino vegetal, porque seus resultados incluíram a produção de espinhos e
cardos. A implicação é que toda a criação foi afetada pelas maldições
resultantes do pecado. A citação acima afirma muito claramente que a
maldição sobre Caim não se limitou apenas a ele, mas repousou sobre o
mundo inteiro.
Infelizmente, as maldições em virtude do pecado não terminaram
ali, porque o mundo enfrentou outra maldição que o afetou em grande
medida. Essa, é claro, foi o Dilúvio mundial. “O Senhor aspirou o suave
cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a Terra por
causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua
mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz” (
Gn 8:21).
O Dilúvio desorganizou o sistema de irrigação estabelecido por
Deus na criação, despojando o solo de porções de terra e depositando-as
em outros lugares. Mesmo agora, a chuva continua a dissolver o solo,
roubando-lhe sua fertilidade e reduzindo o rendimento da colheita. Deus
prometeu graciosamente não amaldiçoar a Terra novamente, mas o solo que
herdamos está muito longe do solo rico e produtivo que Ele criou
originalmente.
Leia
Romanos 8:19-22.
Embora esses versos sejam difíceis de aceitar, como eles se relacionam
com o que estudamos hoje? Que esperança podemos encontrar neles?
| Terça |
Ano Bíblico: Nm 4–6
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O príncipe deste mundo
Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens?
Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a Terra e passear por
ela” (Jó 1:7); “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário,
anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”
(1Pe 5:8).
Como vimos, o mundo pertence a Deus, tanto pela criação quanto
pela redenção. Mas não devemos esquecer, também, a realidade de Satanás,
a realidade do grande conflito e a realidade da tentativa do inimigo de
tomar o controle de tudo o que puder. Embora, depois da cruz, sua
derrota tenha sido assegurada, ele não se retirará silenciosa ou
suavemente. Sua ira e seu poder destrutivo, embora limitados por Deus a
um certo grau, de uma forma que certamente não entendemos agora, nunca
devem ser subestimados. Não devemos esquecer também que, embora muitas
vezes as questões possam parecer obscuras, a batalha final se resume
apenas a duas forças: Cristo e Satanás. Não há meio termo. E, como
sabemos, grande parte deste mundo está sob a bandeira do lado errado. É
de admirar que o mundo esteja tão degenerado?
3. Que importante verdade sobre a realidade e o poder do maligno é encontrada na Bíblia? Jo 12:31;
14:30;
16:11;
Ef 2:2;
6:12
No livro de Jó é afastada uma parte do véu que esconde a
realidade do grande conflito, e podemos ver que Satanás tem a capacidade
de causar grande destruição no mundo natural. Sejam quais forem as
implicações da expressão “o príncipe deste mundo”, uma coisa fica clara:
Nesse papel, Satanás ainda exerce uma influência poderosa e destrutiva
sobre a Terra. Essa verdade nos dá uma razão a mais para perceber que o
mundo natural tem sido muito danificado. Precisamos ter muito cuidado
com as lições que tiramos dele a respeito de Deus. Afinal, considere os
grandes erros de interpretação de Darwin a respeito da condição do
mundo.
De que forma você pode ver, nitidamente, a influência
destrutiva de Satanás em sua vida? Por que a cruz e as promessas nela
encontradas são sua única esperança?
| Quarta |
Ano Bíblico: Nm 7, 8
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A “sabedoria” do mundo
Alcançamos uma quantidade incrível de conhecimento e
informação, sobretudo nos últimos duzentos anos. Conhecimento e
informação, no entanto, não são necessariamente a mesma coisa que
“sabedoria”. Obtemos também uma compreensão do mundo natural muito maior
que a dos nossos antepassados. Todavia, uma “compreensão maior” também
não é a mesma coisa que sabedoria.
4. De que maneira Deus avalia a suposta “sabedoria” do mundo? Em nossos dias ainda podemos comprovar a tolice dessa “sabedoria”? 1Co 1:18-21;
3:18-21
Há muita coisa no pensamento humano que desafia a Palavra de
Deus. Seja a questão da ressurreição de Jesus, da criação ou de qualquer
milagre, a “sabedoria humana” (mesmo quando apoiada pelos “fatos” da
ciência) deve ser considerada “loucura” quando contradiz a Palavra do
Senhor.
Além disso, como afirmado anteriormente, grande parte do
conhecimento científico de hoje, especialmente no contexto das origens
humanas, começa com uma perspectiva puramente naturalista. Mesmo que
muitos dos maiores gênios da história científica – Newton, Kepler,
Galileu – tenham sido crentes em Deus e visto seu trabalho como um
auxílio para explicar a obra de Deus na criação (Kepler escreveu: “Ó
Deus, eu penso os Teus pensamentos depois de Ti ...”), tais sentimentos
hoje são muitas vezes ridicularizados por segmentos da comunidade
científica.
Alguns até procuram negar as histórias miraculosas da Bíblia,
argumentando que elas realmente foram fenômenos que ocorriam
naturalmente e que os antigos, ignorantes das leis da natureza,
interpretaram erroneamente como ação divina. Há, por exemplo, muitos
tipos de teorias naturalistas que procuram explicar a divisão do Mar
Vermelho como algo diferente de um milagre de Deus. Alguns anos atrás,
um cientista sugeriu que Moisés estava drogado, e então ele ficou
alucinado com a ideia de que Deus lhe deu os Dez Mandamentos em tábuas
de pedra!
Por mais tolas que algumas dessas explicações possam parecer,
uma vez que você rejeite a ideia de Deus e do sobrenatural, você precisa
inventar alguma outra explicação para essas coisas. Por isso, a
“loucura” sobre a qual Paulo escreveu de modo tão claro e profético.
| Quinta |
Ano Bíblico: Nm 9–11
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Pelos olhos da fé
O
Salmo 8 é um dos mais amados. Para Davi, como crente em Deus, a criação falava da majestade e amor do Senhor.
5. Que lições específicas Davi contemplava na criação?
Além disso, comparando o que sabemos sobre a criação hoje com o que era
conhecido naquele tempo, por que as palavras de Davi parecem ainda mais
notáveis? Sl 8
Somente nos últimos cem anos realmente começamos a compreender a
vastidão do cosmos e, em comparação com isso, a nossa pequenez. Não se
pode sequer imaginar que alguém como Davi, exceto pela revelação divina,
pudesse ter alguma ideia da grandeza dos “céus”. Se ele ficou admirado
naquela época, quanto mais admirados nós devemos ficar, sabendo que,
apesar do tamanho do Universo, Deus nos ama com um amor que não podemos
nem mesmo começar a entender?
6. O que Davi percebia nos céus? Sl 19:1-4
Muitos já olharam para as estrelas à noite e reconheceram a
grandeza de Deus e a pequenez da humanidade, e louvaram a Deus por Seu
cuidado. Outros se concentraram no problema do mal na natureza e
culparam Deus pelos problemas que, na verdade, são o resultado de suas
próprias escolhas ou das atividades do diabo.
Para o cristão, a criação fala verdadeiramente do cuidado de
Deus, mesmo em meio ao mal introduzido por Satanás. No entanto, por mais
poderosos que sejam o testemunho e a evidência do mundo criado, a
revelação é incompleta, principalmente devido aos resultados da queda e
às maldições que ela trouxe.
Leia
João 14:9 e pense em Jesus na cruz. Por que a cruz deve ser sempre a principal revelação sobre a natureza e o caráter de Deus?
| Sexta |
Ano Bíblico: Nm 12–14
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Estudo adicional
Fui advertida (1890) de que futuramente teremos uma luta
constante. A chamada ciência e a religião serão postas em oposição uma à
outra, pois os homens finitos não compreendem o poder nem a grandeza de
Deus. Foram-me apresentadas estas palavras das Escrituras Sagradas:
“Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para
arrastar os discípulos atrás deles” (
At 20:30; Ellen G. White,
Medicina e Salvação, p. 98).
Perguntas para reflexão
1. Pense na “tríplice maldição” (Ellen G. White, Spiritual Gifts
[Dons Espirituais], v. 3, p. 88) sobre a Terra (a maldição da queda de
Adão, do pecado de Caim e do Dilúvio). O efeito cumulativo dessas
maldições, acrescido por milhares de anos, significa que nosso mundo
atual é muito diferente da sua forma quando Deus o criou. Por que,
então, devemos ser cuidadosos quanto às conclusões que tiramos, a partir
do mundo atual, sobre o mundo no princípio?
2. A ciência é limitada em seu alcance, sendo propensa a
resistir à autoridade divina. Além disso, a influência de Satanás é
fortemente sentida na natureza, de modo que muito do que vemos é
incompatível com a revelação de Deus na Bíblia. Por que é tão importante
confiarmos mais nas Escrituras do que na ciência?
3. Por que não devemos nos surpreender ao encontrar alguma
tensão entre os eventos sobrenaturais registrados na Bíblia e a
abordagem materialista da ciência?
4. Examine a citação acima. Estamos vendo isso se cumprindo em
nossa igreja? Como podemos lidar com esses desafios perigosos à nossa
missão e mensagem, de uma forma que, embora não comprometa nossa posição
sobre a criação e a Palavra de Deus, ainda conserve a igreja como um
“lugar seguro” para os que lutam com essas questões difíceis?
5. Leia
Romanos 11:33-36 e
Jó 40:1, 2,
7, 8. Qual deve ser nossa atitude para com as dificuldades que encontramos ao procurar harmonizar a ciência e as Escrituras?
Respostas sugestivas: 1. A Terra e seus
habitantes pertencem ao Senhor, porque Ele nos criou e salvou. Devemos
amar a Deus e aos Seus filhos, nossos irmãos. 2. A maldição sobre a
Terra tornou mais difícil a obtenção do alimento. A violência trouxe
maldição sobre a Terra e sobre os relacionamentos sociais. 3. O diabo é o
príncipe do mundo, o príncipe da potestade do ar, o espírito que atua
nos filhos da desobediência. As forças das trevas lutam contra nós. 4.
Para Deus, a sabedoria do mundo é loucura. 5. A majestade da criação
desperta o louvor ao Criador; apesar da grandeza do Universo, Deus
valoriza e honra os seres humanos, criados à Sua imagem. O conhecimento
da ciência nos deixa ainda mais impressionados com as maravilhas da
criação. 6. A glória de Deus e a obra de Suas mãos. Os dias e as noites
proclamam o conhecimento de que existe um Criador por trás das obras do
Universo.