quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Glórias do Mundo Futuro

Ellen White

Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de Ti, que trabalha para aquele que nEle espera. Isa. 64:4.

Muitos têm anelado penetrar as glórias do mundo futuro, ansiosos de que lhes fossem revelados os segredos dos mistérios eternos; mas buscam em vão. Aquilo que se acha, revelado, é para nós e nossos filhos. ... O grande Revelador abriu à nossa inteligência muitas coisas essenciais, a fim de podermos compreender as atrações celestes, e honrarmos o grande e elevado prêmio ...
As revelações de Jesus com referência às coisas celestiais são de tal espécie que só os de mente espiritual podem apreciar. Pode a imaginação conclamar seu máximo poder para pintar as glórias do Céu, mas o "que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as [coisas] que Deus preparou para os que O amam". I Cor. 2:9. Os seres celestiais estão ao nosso redor. ... Anjos de luz produzem uma atmosfera celestial em torno da alma, alçando-nos para o que é invisível e eterno. Não podemos, com a nossa vista natural, contemplar-lhes as formas; unicamente pela visão espiritual podemos discernir os seres celestiais. Nossas faculdades humanas se extinguiriam pela inexprimível glória dos anjos de luz. Unicamente o ouvido espiritual pode distinguir a harmonia das vozes celestiais. Não é desígnio de Cristo despertar as emoções por descrições brilhantes. Na ciência da salvação o Senhor Jesus ordenou que ninguém viva por excitamento. Ele, que é o caminho, a verdade e a vida, apresentou-Se com suficiente nitidez como o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação. Com efeito, nada mais que isso se requer.
Poderia Ele levar o ser humano, ao limiar do Céu, e através da porta aberta mostrar-nos Sua glória interior inundando o santuário celestial e resplandecendo através de seus portais; temos, porém, de contemplá-la pela fé, não com os olhos naturais. Ele não Se esquece de que somos Seus instrumentos humanos, destinados a fazer as obras de Deus num mundo todo destruído e corrompido pela maldição. É neste mundo, envolto em trevas morais como numa mortalha, em que as trevas cobrem a Terra e densa escuridão os povos, que devemos andar na luz do Céu. Carta 30, 1893.

Maranata, O Senhor Vem - MM 1977 Pag. 330

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