sábado, 9 de novembro de 2013

Lição da Esc. Sabatina - Lição 7 - Cristo, nosso sacrifício

Lição 7 - Cristo, nosso sacrifício

9 a 16 de novembro






Sábado à tarde

Ano Bíblico: At 10–12



VERSO PARA MEMORIZAR:

"Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados" (1Pe 2:24).



Leituras da Semana:


O padre católico Maximiliano Kolbe foi preso em Auschwitz por oferecer abrigo a refugiados da Grande Polônia, incluindo 2.000 judeus. Quando desapareceu um prisioneiro em seu quartel (talvez ele tenha fugido), em represália a SS (organização paramilitar nazista) escolheu dez prisioneiros para que morressem de fome. Um dos homens selecionados gritou: "Oh, minha pobre mulher, meus pobres filhos! Eu nunca os verei novamente!" Nesse momento Kolbe se ofereceu para assumir o lugar do homem. Ele pediu para ser um dos que morreriam de fome, e não o angustiado homem de família. Surpreso, o oficial da SS concordou e Kolbe se uniu aos condenados, enquanto o outro homem sobreviveu (pelo menos até aquele momento).

Embora comovente, o sacrifício de Kolbe é apenas uma sombra dAquele que tomou voluntariamente nosso lugar, um ato simbolizado no ritual do santuário. O Novo Testamento identifica Jesus com os dois principais aspectos do sistema sacrificial do Antigo Testamento: Ele é o nosso sacrifício (Hb 9; 10) e Ele é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 5–10).

Nesta semana, estudaremos diferentes aspectos do grande sacrifício de Cristo e veremos o que Jesus proveu para nós por meio de Sua morte ocorrida "uma vez para sempre" (Hb 9:28).







Domingo

Ano Bíblico: At 13–15



Jesus em Isaías 53


1. Leia Isaías 53:2-12. O que esses versos ensinam sobre o que Cristo fez por nós?

Isaías 52:13–53:12 é uma poderosa descrição da morte de Cristo pelos pecados do mundo. Vários aspectos nessa passagem proveem inequívoca evidência de que a morte de Jesus é a expiação na forma de substituição penal, o que significa que Ele assumiu a punição que outros mereciam e, de fato, morreu como Substituto deles. Aqui estão algumas das implicações dessa passagem para o ministério de Jesus por nós:

1. Jesus sofreu pelos outros. "Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades", dores (v. 4), transgressões, iniquidades (v. 5, 6, 8, 11) e o pecado (v. 12).

2. Ele traz grandes benefícios àqueles por quem Ele sofreu: paz e cura (v. 5); justificação (v. 11).

3. Foi a vontade de Deus que Jesus sofresse e fosse moído (v. 10). Deus colocou nossa iniquidade sobre Ele (v. 6), porque era plano de Deus que Ele morresse em nosso lugar.

4. Jesus é justo (v. 11), nunca praticou violência nem engano (v. 9).

5. Ele foi uma oferta pela culpa, um sacrifício expiatório pelo pecado (v. 10).

2. Leia Lucas 22:37; Atos 8:32-35 e 1 Pedro 2:21-25. Como esses autores do Novo Testamento interpretam Isaías 53?

As alusões do Novo Testamento a Isaías 53 demonstram que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. Ele Mesmo Se identificou com a Pessoa representada ali (Lc 22:37). Cristo tomou sobre Si os nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e transformados.


Pense no que Cristo fez por você, de acordo com Isaías 53. Não importa o que tenha feito, a certeza encontrada nessa profecia é para você. Basta se entregar ao Senhor com fé e submissão. Que tal fazer isso agora?





Segunda

Ano Bíblico: At 16–18



Substituição suficiente


3. Leia Hebreus 2:9. O que significa dizer que Jesus "[provou] a morte por todo homem"? Leia também Hb 2:17; 9:26-28; 10:12

Jesus morreu pelos pecadores. Ele viveu sem pecado (Hb 4:15) para que, quando oferecesse Sua vida como sacrifício, não morresse por Seu próprio pecado. Ao contrário, Ele devia "tirar os pecados de muitos" (Hb 9:28), para "fazer propiciação pelos pecados do povo" (Hb 2:17), e para aniquilar o pecado para sempre (Hb 9:26).

De acordo com Hebreus 2:9 (RC), Jesus foi feito "um pouco menor do que os anjos" com o propósito de que Ele pudesse sofrer a morte. A questão é explicar por que a morte de Jesus é um requisito indispensável para Sua exaltação. Em termos simples: para que a humanidade fosse salva, Jesus teve que morrer. Não havia outra maneira.

Nessa passagem, o objetivo da Encarnação é a morte do Filho. Somente por meio do sofrimento da morte Jesus poderia Se tornar o Autor da salvação (Hb 2:10).

Por que era apropriado que Deus permitisse Jesus sofrer? O contexto de Hebreus 2:14-18 sugere que a morte de Jesus foi necessária para resgatar os filhos de Deus da escravidão da morte, do diabo, do medo da morte, e para qualificar Jesus a Se tornar um "misericordioso e fiel Sumo Sacerdote" (Hb 2:17).

Em suma, a cruz devia preceder a coroa.

"Sobre Cristo, como nosso Substituto e Penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre o coração. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 753).

Cristo, o Criador do Universo, morreu como um ser humano por nossos pecados. O que isso significa? Pense nessa incrível boa notícia e na esperança que ela nos oferece. Como você pode tornar essa maravilhosa verdade a motivação principal de tudo o que faz?






Terça

Ano Bíblico: At 19–21



O sangue de Cristo


O conceito do sangue redentor permeia toda a Bíblia. A partir dos primeiros sacrifícios depois que Adão e Eva pecaram, o sangue sempre esteve presente quando ocorriam sacrifícios de animais. Rituais de sangue caracterizavam o sistema sacrifical israelita, a fim de ilustrar a verdade fundamental de que, sem sangue, não teríamos nenhuma chance de ter nossos pecados perdoados e entrar na presença de Deus. O sangue era o único meio de receber a misericórdia de Deus e ter comunhão com Ele.

4. Leia no livro de Hebreus as seguintes passagens sobre o sangue de Cristo e o sangue dos sacrifícios do Antigo Testamento. O que elas nos ensinam sobre o sangue? Hb 9:12; 9:14; 9:18; 9:22; 10:19; 12:24; 13:12; 13:20


O sangue de Cristo não se refere à Sua vida, mas é um símbolo de Sua morte substitutiva e, como tal, descreve o aspecto funcional dessa morte. O sangue derramado de Cristo é incrivelmente multifuncional. O sangue de Cristo obtém eterna redenção, provê purificação do pecado, perdão, santificação, e é a razão para a ressurreição.

Em Hebreus, há um contraste poderoso: o sangue de Cristo é melhor do que qualquer outro. Na verdade, nenhum outro sangue pode, realmente, oferecer perdão. A morte de Cristo é a única razão pela qual os pecados são perdoados, antes e depois da cruz (Hb 9:15). O derramamento do sangue de Cristo e seus efeitos são uma prova clara de que a morte de Cristo foi substitutiva, o que significa que Ele assumiu a penalidade que nós merecemos.

Como a compreensão da morte de Cristo nos liberta da ideia de salvação pelas obras?






Quarta

Ano Bíblico: At 22, 23




Sacrifício imaculado


5. Quais critérios um animal oferecido em sacrifício precisava cumprir? Êx 12:5; Lv 3:1; 4:3

A escolha de um animal para sacrifício exigia muito cuidado. Uma pessoa não podia simplesmente pegar qualquer animal para uma oferta. O animal precisava cumprir vários critérios, dependendo do tipo da oferta.

No entanto, havia um critério que todas as ofertas tinham que cumprir. Tinham que ser "sem defeito". A palavra hebraica tamim também poderia ser traduzida como "completo", "ileso", "sem defeito" ou "perfeito". Ela expressa a ideia de que algo cumpre o mais alto padrão possível. Somente o melhor era bom o suficiente.

A respeito do povo, a palavra é usada para caracterizar seu relacionamento com Deus como sendo "perfeito" (Gn 6:9; 17:1).

6. Como os textos a seguir descrevem Jesus? Por que era crucial que Ele fosse sem pecado? Hb 4:15; 7:26; 9:14; 1Pe 1:18, 19


Jesus, o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29), cumpriu perfeitamente o critério do Antigo Testamento de um sacrifício imaculado. Sua vida pura demonstrou que Ele foi um sacrifício perfeito. Essa é a garantia da nossa salvação, pois apenas Alguém sem pecado poderia carregar nossos pecados em nosso favor, e é a Sua perfeita justiça que nos cobre, agora e no juízo. Essa justiça é nossa esperança de salvação.

Assim como sua equivalente hebraica, a palavra grega para "imaculado" (amomos) é usada não somente para descrever Jesus e Seu sacrifício perfeito, mas também o caráter de Seus seguidores.

"Ao comparar sua vida com o caráter de Cristo, [as pessoas] serão capazes de discernir onde falharam em cumprir os requisitos da santa lei de Deus e procurarão se tornar perfeitas em sua esfera, como Deus é perfeito em Sua esfera" (Ellen G. White, The Paulson Letters [As Cartas de Paulson], p. 374).

Mediante a morte e ministério de Cristo, somos apresentados irrepreensíveis diante de Deus (Jd 24). Isso só é possível porque Alguém irrepreensível assumiu nosso lugar.


Por que o conceito de ser "santos e irrepreensíveis" (Ef 1:4) causa inquietação? Como o conhecimento de que Cristo é nosso Substituto pode ajudá-lo a aceitar que você é "santo" também? Como nosso novo status diante de Deus deve afetar nossa maneira de viver?






Quinta

Ano Bíblico: At 4–6



Um grande perigo


No livro de Hebreus, Paulo não focaliza apenas a compreensão teológica do sacrifício de Cristo, mas também explica algumas das suas implicações práticas. Em vários lugares, ele mostra o que acontece se alguém ignora esse sacrifício.

7. Leia Hebreus 6:4-6 e 10:26-31. Sobre o que Paulo está nos advertindo? Que tipos de atitudes ele descreve?

No livro de Hebreus, Paulo demonstrou a magnificência da salvação, mostrou como Deus Se revelou e o que Ele fez e está fazendo pelos fiéis. No entanto, Paulo teve que lidar com pelo menos uma importante questão problemática: o perigo de que o sacrifício de Cristo passasse gradualmente a ser tratado com indiferença. Ele descreveu esse perigo como "se desviar" do alvo (Hb 2:1). A imagem por trás das palavras de Paulo é a de um navio que se afasta do seu curso e não chega ao porto de destino. A principal tarefa é permanecer no rumo.

Alguns dos que rejeitam a Deus o fazem deliberadamente, o que significa que sua vida depois de receber o evangelho é praticamente a mesma que tinham antes de recebê-lo. Essas pessoas, de fato, não têm nenhum sacrifício eficaz para seus pecados (Hb 10:26-31). Entretanto, parece que poucos cristãos rejeitariam abertamente o sacrifício de Cristo, ou mesmo pensariam em algo semelhante. Ainda assim, Paulo apresenta um aviso. O perigo real do desprezo e negligência é que, muitas vezes isso é um processo sutil e muito gradual. A transição pode ser imperceptível. Lentamente, a obra de Cristo não é apreciada o suficiente, semelhantemente à falha de Esaú em não mais apreciar seu direito de primogenitura (Hb 12:15-17). O sacrifício de Cristo nunca deveria se tornar tão familiar que o considerássemos banal.

Paulo não queria assustar seus leitores. No entanto, precisava mostrar a eles as consequências de se desviar de Deus. Ele não queria que isso acontecesse. No lado positivo, ele os encorajou vividamente a "guardar firmemente" todas as coisas boas da salvação (Hb 3:6, 14; 10:23) e fixar os olhos em Jesus (Hb 12:2).


Você simplesmente "acostumou-se" com a verdade sobre a cruz e se tornou indiferente? Por que essa é uma experiência perigosa? Como podemos nos proteger do perigo sobre o qual Paulo nos adverte aqui?






Sexta

Ano Bíblico: At 27, 28



Estudo adicional


Leia em SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 7A, Apêndice C, p. 661-680: "The Atonement, Part I – Atoning Sacrifice" [A Expiação, Parte I – Sacrifício Expiatório].

O que Martinho Lutero frequentemente chamava de "troca maravilhosa" ou "troca feliz" da justiça de Cristo pelo pecado humano, Ellen G. White descreveu na seguinte declaração clássica: "Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. 'Pelas Suas pisaduras fomos sarados'" (Is 53:5; O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

"Nada menos que a morte de Cristo podia tornar eficaz Seu amor por nós. É unicamente por causa de Sua morte, que podemos esperar com alegria Sua segunda vinda. Seu sacrifício é o centro de nossa esperança. Nele nos cumpre fixar nossa fé" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 660).



Perguntas para reflexão

1. Alguns não gostam da ideia de Jesus como nosso sacrifício. Pensam que isso faz com que Deus pareça sanguinário ou vingativo, como os deuses pagãos (Alguns argumentam que a linguagem bíblica do sangue e sacrifício é simplesmente um reflexo desses conceitos pagãos). O que está errado com essa percepção? Como os conceitos de morte, sacrifício e sangue nos mostram a gravidade e as consequências do pecado? A compreensão do custo do pecado nos ajuda a buscar o poder de Deus a fim de afastar o pecado de nossa vida?

2. Ao pensar na morte substitutiva de Cristo, e o que Ele realizou por nós mediante essa morte, somos protegidos da armadilha da salvação pelas obras. O que nossas obras acrescentam ao que Cristo fez por nós ao morrer em nosso lugar?

3. Ellen G. White disse que seria bom passarmos uma hora a cada dia refletindo sobre a vida de Jesus, especialmente as cenas finais. Como tal exercício fortalece nosso relacionamento com Cristo, aumentando nossa apreciação pelo que Ele fez?


Respostas sugestivas: 1. Cristo foi rejeitado, humilhado e ferido. Assumiu nosso pecado, morreu em nosso lugar. Mediante nossa aceitação de tudo que Ele fez por nós, somos justificados. 2. Lucas e Pedro, assim como o próprio Jesus Cristo, identificam o Servo sofredor de Isaías 53 como sendo o Filho de Deus. 3. A morte de Cristo, como nosso substituto, era absolutamente necessária para que nossa dívida pecaminosa fosse quitada diante de Deus. Ao aceitarmos tal sacrifício feito por nós, recebemos perdão, salvação e libertação do pecado. 4. O sangue de Cristo redime, purifica, confirma o concerto divino com Seu povo, possibilita acesso a Deus, santifica e aperfeiçoa. 5. Entre outros critérios, o animal a ser oferecido em sacrifício devia ser imaculado, sem defeito. 6. Imaculado, sem defeito, sem pecado. Somente um Salvador imaculado e santo está habilitado a nos atribuir a justiça que Deus requer. 7. Paulo adverte contra o perigo de aceitar o evangelho e depois minimizá-lo, desconsiderá-lo e rejeitá-lo deliberadamente. Esse ato significa profanar a aliança, ultrajar o "Espírito da graça", crucificar novamente o Filho de Deus e lançá-Lo à ignomínia. As consequências disso são eternamente trágicas.

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