quarta-feira, 5 de março de 2014

A Bomba-relógio da “Velha Semente” - Quem entra na NOVA SEMENTE, nunca será Adventista!

Não conheço o autor da matéria abaixo, nem mesmo conhecia o blog Photo Jornalismo. 
Por acaso encontrei o blog, e ao ler a matéria, com tristeza, tive que concordar com ele. Também acho que a própria igreja soltou uma bomba relógio em seu meio. Não acredito que essas novidades, venham ganhar para Jesus, aqueles que tem sede de salvação. 
Tenho um amigo pastor em Manaus, que faz um trabalho semelhante com mentes secularizadas, sem tirar uma vírgula de nossas práticas tradicionais e, mesmo assim,  tem batizado dezenas de pessoas da elite da cidade.
Ainda que a ideia tenha sido bem intencionada, o que eu acredito é que a administração da igreja, deu um tiro no pé.

Leia a matéria e tire suas conclusões

A Bomba-relógio da “Velha Semente” 

Fonte:
 leniojornalismo.blogspot.com.br
pabloperfil.wordpress.com


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O fio vermelho, ou o fio azul. Quem irá ter peito para cortar o fio e evitar a explosão?
O “Projeto” Nova Semente foi trazido ao Brasil pelo Pr. Kleber Gonçalves, um especialista em missiologia urbana, e tinha por intenção promover uma nova abordagem de evangelismo para com pessoas de mente secularizada e totalmente avessas a ideia de se filiarem a uma igreja institucionalizada. Tais pessoas são produto do pós-modernismo. Em grande maioria elas sentem necessidades espirituais, porém não recorrem às igrejas por não se adequarem a sua cultura e visão de mundo. Normalmente são pessoas de bom nível acadêmico ou de famílias bem resolvidas em termos financeiros.
O método da Nova Semente para alcançar seu público alvo é o seguinte: Aliviar ao máximo a carga “igrejeira” das reuniões. Um Espaço que não pareça Igreja, um linguajar que não remeta a “fala de crente”, um culto bem vivo e uma mensagem que sempre concilie uma discussão culta á espiritualidade. Os temas das Mensagens são profundamente espirituais procurando evitar ao máximo os “não pode” ou os “não deve”. A ideia é quebrar a visão preconceituosa de pessoas secularizadas que acham que ser religioso é seguir normas rígidas de conduta que os escravizariam. A recepção aos visitantes é feita com muito esmero e carinho pelos membros para que eles se sintam muito bem. Esse é o enfoque, fazer de tudo para pessoas que não se sentem bem em Igreja possam enfim se sentir.
Creio que um projeto evangelístico que seja eficaz para alcançar diversos tipos de pessoas é de muita valia, afinal precisamos alcançar todos para Cristo. Porém quando o projeto virou Igreja, ou melhor, comunidade (como eles se julgam), a bomba-relógio começou a fazer “TIC”. A verdade é que a IASD no Brasil é, majoritariamente, uma igreja conservadora. O conceito “conservador” aqui utilizado foi escrito no sentido de apontar uma valoração ás regras de conduta privada quanto ao vestuário, hábitos e lazer e de conduta pública da membresia quanto às formas de adoração e louvor. São veementemente condenadas por algumas igrejas, por exemplo, o uso de calças para mulheres nos cultos, o uso de adornos e maquiagem forte, o frequentar cinemas e teatros, e uso de baterias e outros instrumentos que remetam à estilos de música considerados mundanos. Em algumas igrejas, inclusive, essas práticas são passíveis de disciplinamento (punição eclesiástica). Não é propósito meu questionar a validade ou não dessas regras de conduta, porém é lógico que algumas delas se tratam de normas engessadas e dissociadas culturamente de seu principio bíblico, outras, porém são ensinadas como crenças básicas da Igreja, como o não uso de joias. Só que a Nova Semente como Igreja não tem como foco essas normas, haja vista que se trata de práticas que pessoas de mente secularizada não se coadunam. Ou seja, tais práticas conservadoras não são ensinadas aos novos membros que se converteram pela Nova Semente. A mesma instituição que não trabalha para a superação de normas que não tem mais validade cultural, implanta uma Igreja em que o que não se pode lá se pode cá. É aí que a bomba-relógio criada pela própria “Velha Semente” faz “TAC”. Cria-se uma distinção cultural. E cultura religiosa, por vezes inadequadamente, é vista como principio moral.
Essa ruptura, criada administrativamente, possui duas nuances problemáticas: Primeiramente, os membros da Nova semente não se sentem a vontade nas ditas, por eles mesmos, igrejas adventistas tradicionais. Falam eles, que sua igreja é para pessoas de mente mais aberta e mais moderna. Um adventismo ligth, mais liberal, talvez um Neo adventismo. Eles não se sentem, em termos culturais, identificados com os membros tradicionais ou com as formas de culto tradicionais. Em segundo lugar, as práticas secularizadas de adoração, vestuário e conduta provocam escândalo e estranhamento nas igrejas tradicionais. Nessas igrejas existem dois tipos de reação quanto ás práticas da Nova Semente, ou daquelas de irmãos mais antigos que forçam a continuação da validade de suas práticas e que julgam os neófitos liberais como mundanos ou daquelas de irmãos que já lutam pelo avanço equilibrado de uma forma de adoração e de vestuário mais condizente com a cultura presente e que se veem de mãos amarradas em suas igrejas e não entendem como que na Nova Semente essas mudanças não são um problema, visto se tratar da mesma religião. A criação dessa “Igreja Adventista 2.0” está a jogar os próprios irmãos uns contra os outros. E membros têm sido perdidos dos dois lados. Exemplo disso é o da cantora Daniela Araújo que, antes assembleiana, ao se relacionar com seu marido, o cantor Leonardo Gonçalves, conheceu a IASD através da Nova Semente. Porém mesmo sendo membro da IASD, não deixou de usar suas joias e de possuir um vestuário mais liberal porque era da Nova Semente. Como pessoa pública, começou uma onda de julgamentos e condenações e dúvidas sobre sua instituição religiosa. Resultado: hoje ela frequenta uma Igreja Batista, um lugar que não a julga. É claro que, em primeiro lugar, nossos irmãos não tem dado exemplo de cristianismo com tais críticas. Porém, em segundo lugar, não culpo totalmente os irmãos escandalizados. Culpo a administração da Igreja que não está atenta à bomba-relógio que ela soltou em seu próprio seio. Se for preciso ter novos métodos para alcançar pessoas secularizadas, (sinceramente, quem não é secularizado no nosso mundo ocidental?), que se faça isso de forma institucional e que abranja todas as igrejas para que os novos membros quebrem realmente os preconceitos quanto á vida na Igreja e que os antigos membros possam avançar em suas práticas, principalmente no quesito “amor ao próximo”. O que acontece hoje com a convivência mútua de duas culturas distintas e conflitantes é a existência de uma hipocrisia institucionalizada em que aqueles que estão á frente e que apoiam esse “Projeto” serão responsabilizados. É preciso uma atitude. Será que alguém com coragem irá conseguir acabar tal conflito? Acho difícil, haja vista que o conceito da Nova Semente tem sido copiado em outras regiões. Porém tal negligência poderá levar a IASD á um colapso identitário. O fio vermelho, ou o fio azul. Quem irá ter peito para cortar o fio e evitar a explosão?

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